A superprovisão tradicionalmente implica oferecer mais do que o necessário, muitas vezes carregando uma conotação negativa devido ao potencial de excesso e desperdício. No entanto, haveria cenários no ambiente construído em que a superprovisão se mostra vantajosa? Essa questão examina criticamente como o superdimensionamento pode aumentar a flexibilidade de um edifício e sua adaptabilidade a condições diversas e em constante evolução.
A premissa subjacente de prover com precisão o que é necessário para um edifício é que as partes interessadas — incluindo proprietários/as, arquitetos/as e designers — possam prever e atender com exatidão às necessidades atuais e futuras de uma estrutura. Essa suposição, contudo, é difícil de se concretizar, já que mudanças sociais, econômicas e culturais frequentemente ocorrem de maneiras imprevisíveis. Nesse contexto, a superprovisão surge como uma estratégia contraintuitiva, mas potencialmente benéfica. À medida que edifícios e estruturas inevitavelmente se transformam, aqueles projetados com adaptabilidade inerente reduzem a necessidade de reformas onerosas ou reconstruções completas.
Seriam os seres humanos os únicos guardiões do ambiente construído? Para grande parte dos/as profissionais de arquitetura e urbanismo, os espaços são projetados com foco nas necessidades, no conforto e na saúde humana. Um ordenamento espacial, tanto nos espaços construídos quanto na malha urbana, estabelece o ser humano como o/a único/a usuário/a padrão. No entanto, por mais que a humanidade tenha influenciado a trajetória do planeta, outras espécies desempenham um papel crucial no desenho, na formação e na manutenção das paisagens urbanas do século XXI.
O design da Bauhaus influenciou a nossa sociedade contemporânea de maneiras óbvias e sutis. Exemplos icônicos incluem os designs de Marcel Breuer, como a Cadeira Wassily e a Cadeira B55, a tipografia da Bauhaus e os princípios do design gráfico que enfatizam linhas limpas, cores primárias e formas geométricas. No entanto, os detalhes construtivos arquitetônicos do movimento Bauhaus são bem menos discutidos. Embora a maioria das pessoas identifique facilmente os edifícios modernos ou da Bauhaus por suas formas geométricas, funcionalidade e materiais industriais, seus detalhes arquitetônicos costumam ser negligenciados. Eles não apenas ecoam a linguagem de design das renomadas peças de mobiliário de Breuer, mas também influenciaram os célebres detalhes arquitetônicos em vidro de Mies van der Rohe. Como os detalhes da Bauhaus eram executados e como eles poderiam ser traduzidos em detalhes contemporâneos hoje?
Vencedor do Primeiro Prêmio + Prêmio de Estudante Buildner. Imagem cortesia de Buildner
Buildner revelou os resultados do seu Under Bridge Affordable Housing Challenge, a 17ª edição de sua série de concursos de habitação acessível, cujo foco foi propor soluções de projeto para enfrentar os desafios habitacionais em cidades de todo o mundo. O objetivo da competição foi transformar áreas negligenciadas sob pontes, convertendo espaços ociosos ou vazios em metrópoles em expansão em comunidades vibrantes e prósperas.
O concurso convidou os/as participantes a selecionar qualquer local "sob pontes" no mundo, considerando fatores como acessibilidade, infraestrutura disponível e de que maneira a solução proposta se integraria à comunidade ou cidade existente. Os projetos precisavam demonstrar adaptabilidade, garantindo o atendimento a diversas necessidades e, ao mesmo tempo, mantendo-se economicamente viáveis e sustentáveis. A Buildner e seu júri buscaram propostas práticas, escaláveis e ecologicamente corretas para revolucionar esses espaços negligenciados. A iniciativa incentivou o pensamento criativo e soluções habitacionais inovadoras que desafiam as abordagens convencionais.
Em 2019, a Secretaría de Desarrollo Urbano contratou a Facultad de Arquitectura de la Universidad Nacional Autónoma de México para convocar um concurso voltado ao desenvolvimento de obras públicas de pequena escala em regiões vulneráveis do norte do México. Na ocasião, Gabriela Carrillo, Carlos Facio, José Amozurrutia, Eric Valdez e Israel Espín, profissionais formados pela referida universidade, uniram-se para participar do desafio com sua proposta. Convencidos da importância de se estruturarem como equipe e compreendendo que a arquitetura surge desses momentos de discussão coletiva, troca de ideias e posicionamentos, além do compartilhamento de conhecimentos e experiências de cada um, criaram o coletivo de arquitetura C733.
A exploração espacial não é apenas um testemunho da ambição humana ou uma busca por novos territórios e recursos. Nossas incursões além da atmosfera terrestre são movidas por um propósito mais profundo: compreender melhor nosso lugar no cosmos e desenvolver inovações pioneiras capazes de transformar a vida em nosso próprio planeta.
Nicolás Valencia conversa esta semana no podcast TERRAZA com o sociólogo chileno e acadêmico da Universidade San Sebastián Ricardo Greene, editor do histórico livro "Ciudad Fritanga", publicado pela Editorial Bifurcaciones em 2014.
Em "Ciudad Fritanga", estão reunidas 34 crônicas sobre cidades chilenas não metropolitanas como Arica, Talca e Punta Arenas, sob o olhar de poetas, artistas e escritores/as como Lina Meruane, Jorge Baradit, Marcelo Mellado e María José Navia.
"Quando se escreve sobre cidades, escreve-se sobre Londres, Berlim e Nova York. Essa é a crônica urbana. No entanto, as cidades não metropolitanas também são cidades", comenta Greene nesta entrevista.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140249/ricardo-greene-talvez-o-tedio-defina-as-cidades-nao-metropolitanasArchDaily Team
No campo da arquitetura, a integração da Inteligência Artificial (IA) já não é uma visão de futuro, mas uma realidade presente que transforma a maneira como os projetos são concebidos e executados. À medida que o renomado escritório global de arquitetura Kohn Pedersen Fox (KPF) redefine os limites da inovação, a empresa adotou estrategicamente o D5 Render, uma ferramenta avançada de renderização em tempo real baseada em IA, para otimizar a eficiência de seus projetos.
A cerâmica é um material intrinsecamente versátil: as tecnologias avançadas de impressão permitem uma infinidade de possibilidades em termos de cores, texturas e padrões. Por isso, é amplamente utilizada em interiores ao redor do mundo, pois combina resistência, baixa manutenção, facilidade de instalação, preço competitivo e a estética ideal para transformar ambientes de acordo com a visão do(a) designer. As tendências e modas são parte natural do design de interiores, e estar na vanguarda é crucial para criar espaços que sejam tanto contemporâneos quanto atemporais. Seja através das linhas limpas dos padrões geométricos, da sensação acolhedora dos acabamentos rústicos ou da elegância atemporal das superfícies marmorizadas, cada tendência oferece algo único para realçar o caráter de qualquer espaço.
Nicolás Valencia conversa esta semana no podcast TERRAZA com a arquiteta argentino-espanhola Zaida Muxí, autora do livro “Mulheres, casas e cidades”, publicado pela dpr-Barcelona em 2018.
Em “Mulheres, casas e cidades”, Muxí propõe uma reescrita da história da arquitetura e do urbanismo ao incorporar as contribuições de tantas mulheres que foram silenciadas nas histórias gerais.
“Se quisermos entrar em jogos de mercado, a moradia nunca será um direito”, postula Muxí nesta entrevista.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140624/zaida-muxi-ninguem-resolve-uma-vida-familiar-em-35-metros-quadradosArchDaily Team
O Coliseu Romano é indiscutivelmente o local versátil mais icônico do mundo. Embora essa estrutura não tenha sido projetada para atividades esportivas, sediou diversos eventos, desde os conhecidos combates de gladiadores até performances teatrais e a dramática naumachia (batalhas navais). Isso demonstra que o uso flexível do espaço é relevante desde os tempos antigos. Séculos depois, no contexto do sempre mutável ambiente construído e desenvolvimento urbano, os locais esportivos também evoluíram, tornando-se exemplos notáveis de espaços multifuncionais.
Esses complexos atléticos se transformaram de locais altamente especializados em estruturas dinâmicas e multifuncionais. Seja sediando grandes eventos internacionais, como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, ou servindo como pontos de encontro para comunidades locais, esses espaços encontram um delicado equilíbrio entre atender às necessidades de esportes específicos e manter a flexibilidade para acomodar uma variedade de atividades. Como essas funções diversas coexistem e se interconectam? Esta análise explorará como as instalações esportivas são configuradas como centros flexíveis para outras disciplinas e atividades do dia a dia.
https://www.archdaily.com.br/pt/1020514/de-conchas-de-madeira-a-paineis-de-policarbonato-os-materiais-que-moldam-espacos-esportivos-flexiveisEnrique Tovar
Seja você profissional de arquitetura ou de design de interiores, ter as ferramentas certas pode fazer toda a diferença para otimizar seu fluxo de trabalho. O SketchUp conta com ferramentas potentes que ajudam milhões de profissionais a acelerar o desenvolvimento de seus projetos. A seguir, apresentamos sete maneiras pelas quais este software de modelagem 3D e design pode ajudar você a alcançar seus objetivos.
Os aeroportos modernos tornaram-se, cada vez mais, símbolos de inovação arquitetônica, indo além de sua função principal como hubs de transporte para se transformarem em marcos urbanos significativos. Uma tendência marcante no design contemporâneo de aeroportos é o uso de formas curvas para criar espaços fluidos e dinâmicos que potencializam tanto a funcionalidade quanto o impacto visual. Viabilizadas pelos avanços na tecnologia de construção, essas curvas permitem interiores mais flexíveis e amplos, além de projetos que se integram melhor às paisagens naturais e aprimoram a circulação e a experiência das pessoas.
No mundo de hoje, as mudanças climáticas representam um dos nossos desafios mais urgentes, com o ambiente construído sendo responsável por quase 40% das emissões globais de carbono. Diante disso, como nós, profissionais do setor de AEC, podemos destacar nosso papel na mitigação desse impacto?
Quem caminha durante o verão em uma cidade como Boston sabe que se gasta um tempo considerável traçando rotas que ofereçam sombra. No entanto, não posso usar isso como minha única desculpa para a falta de foco. Sendo realista, estou com a atenção dispersa. As manchetes turbulentas sobre a eleição presidencial nos EUA, a iminência de uma conferência climática da ONU sem precedentes e a expressão “década de ação decisiva” pesam muito sobre os meus ombros. Embora seja fácil se deixar levar pelos acontecimentos atuais, nós que dispomos de soluções precisamos manter o foco.
Uma expressão japonesa talvez útil a se lembrar é “kotsu kotsu”, que significa essencialmente desacelerar, focar na tarefa em mãos e realizá-la bem. As temperaturas estão atingindo níveis recordes, as pessoas estão sofrendo. Como apontou uma carta recente da COP da ONU, “tempo perdido significa a perda de vidas, de meios de subsistência e do planeta”. Resfriar nossas cidades e comunidades tornou-se mais importante do que nunca.
O benefício comunitário é um dos principais aspectos destacados ao anunciar um novo projeto público, especialmente no caso dos ginásios esportivos, que prometem melhorias no bem-estar e na coesão social. Existem duas tipologias de ginásios esportivos, cada uma com diferentes níveis de envolvimento com a comunidade: por um lado, há grandes arenas dedicadas a competições internacionais, que podem acomodar milhares de pessoas e se tornam marcos modernos, semelhantes aos estádios. Por outro lado, existem ginásios de menor escala, geralmente anexados a escolas e localizados em bairros ou áreas rurais com acesso limitado a outros serviços públicos. Embora muitas vezes sua presença seja subestimada, esses ginásios desempenham um papel multifuncional importante, oferecendo oportunidades para praticar esportes, promover conexões, organizar eventos e apoiar diversas atividades comunitárias.
Como é possível abrir os espaços educativos para o exterior e quais são as condições adequadas para o seu desenvolvimento? Quais estratégias bioclimáticas podem ser implementadas para contribuir com o conforto ambiental e a preservação cultural das comunidades? Ao conceber espaços de aprendizagem ao ar livre e diluir os limites entre interiores e exteriores, as dinâmicas das infraestruturas educativas projetadas pela associação Semillas na selva peruana convidam a refletir sobre as oportunidades de encontro, reunião e participação comunitária entre estudantes, famílias e moradores locais. Ligada aos usos e costumes do lugar, essa concepção de espaço representa uma forma de habitar na qual a implementação de estratégias bioclimáticas aliada à utilização de materiais e técnicas construtivas locais se unem para criar uma arquitetura em relação ao seu entorno e sua própria história.
A identidade de uma região está profundamente vinculada aos seus espaços comunitários. Esses locais — sejam parques, praças públicas ou centros comunitários — refletem a cultura, a história e os valores das pessoas que os frequentam. Eles não apenas preservam a identidade regional, mas também moldam ativamente a interação das comunidades com o seu entorno, promovendo uma relação dinâmica entre as pessoas e o lugar. Mais do que simples localizações físicas, os espaços comunitários funcionam como polos sociais vitais que fomentam o engajamento, a expressão cultural e o sentimento de pertencimento. Esses ambientes simbolizam uma identidade e um propósito compartilhados.
Copenhague foi fundada por volta do século XI a partir de uma pequena vila de pescadores chamada "Havn" (porto), que servia como ponto estratégico para o comércio e a navegação. Ao longo do tempo, esse assentamento transformou-se em uma cidade industrial até se tornar a capital da Dinamarca. Apesar de sua dimensão reduzida, Copenhague exerce uma influência global significativa como modelo de vida urbana. Espalhada por duas ilhas, a cidade é reconhecida como uma das mais habitáveis do mundo, compensando sua escala modesta com um caráter marcante, refletido em sua vida urbana vibrante e em um horizonte pontuado por torres históricas, edifícios de baixa altura e uma mescla de arquitetura antiga e moderna.
The Second Studio (antigo The Midnight Charette) é um podcast franco sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos arquitetos David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para profissionais de design, análises de edifícios e outros projetos, ou reflexões descontraídas sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, recebem Robert Gilligan, consultor sênior de tecnologia na Amplified Lifestyles, para conversar sobre sua trajetória em tecnologia audiovisual, os avanços na automação residencial, a gestão de sistemas de áudio e vídeo domésticos, o papel de profissionais de engenharia audiovisual em projetos de arquitetura, sistemas de segurança residencial, o futuro do setor e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140333/podcast-the-second-studio-design-de-av-na-arquiteturaThe Second Studio Podcast
Como a arquitetura e o projeto de edifícios se adaptaram a usos futuros imprevistos? À medida que as cidades evoluem, suas necessidades em relação às edificações inevitavelmente mudam. Os edifícios podem transitar entre funções culturais, comerciais, industriais e corporativas, dependendo da identidade e da atividade econômica de cada centro urbano. Em um mundo cada vez mais dinâmico e acelerado, torna-se essencial considerar os desafios que as estruturas estáticas enfrentam ao serem demandadas a atender novas necessidades. As cidades têm reaproveitado essas estruturas estáticas de maneiras não previstas em seus projetos originais, com muitos casos de sucesso na reconversão de edifícios industriais. Diferentemente de estruturas projetadas com foco na flexibilidade, a maioria das instalações fabris não foi inicialmente pensada para usos múltiplos. No entanto, de que forma as cidades, as comunidades e os/as ocupantes têm utilizado esses espaços, e quais são os desafios de transformar os usos existentes de um edifício?
Nicolás Valencia conversa esta semana no podcast TERRAZA com a arquiteta chilena Blanca Zúñiga, autora do livro “Espaço público rural”, publicado pela Sa Cabaña em 2021.
Em “Espaço público rural”, Zúñiga desenvolve um trabalho fotográfico que busca capturar e valorizar as diferentes maneiras de habitar o campo chileno na região do Maule.
“Nos povoados rurais da região, você não sabe se a sala de estar da casa é um espaço público ou privado, porque as portas estão sempre abertas”, afirma Zúñiga nesta entrevista.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140543/blanca-zuniga-o-espaco-publico-rural-nao-tem-forma-surge-quando-estao-presentes-seus-habitantesArchDaily Team
Ao abordar a acessibilidade na arquitetura, os códigos estabelecem a base, enquanto o design define o teto. Embora existam inúmeras diretrizes, criar espaços para todos vai além da mera conformidade com padrões. Requer uma compreensão profunda do ambiente e uma perspectiva ampla, reconhecendo que o que projetamos será utilizado por pessoas com corpos diversos, habilidades e condições muito além daquelas tradicionalmente consideradas usuários típicos.
Além disso, projetar ambientes apresenta o desafio da inclusividade, garantindo que indivíduos que não se encaixam no perfil padrão - como pessoas com deficiências, mulheres grávidas, aqueles que usam dispositivos assistivos e indivíduos de diversas idades, tipos de corpo, etc. - não sejam excluídos. Os princípios do Design Universal, estabelecidos em 1997 pela Faculdade de Design da Universidade Estadual da Carolina do Norte e liderados por Ronald L. Mace, oferecem uma perspectiva transformadora nesse contexto. Esta abordagem influencia vários campos de design, incluindo o ambiente construído, produtos e comunicações. Quando aplicado à arquitetura, promove a criação de espaços que funcionam para todos, minimizando a necessidade de adaptações ou design especializado.
https://www.archdaily.com.br/pt/1019701/como-os-7-principios-do-design-universal-nos-ajudam-a-criar-uma-arquitetura-melhorEnrique Tovar
A inspiração para escrever este ensaio veio de uma publicação fascinante sobre a dinâmica social das varandas, de autoria de Patrick Deneen, intitulada A Republic of Front Porches. Lugares sustentáveis devem ser acessíveis por diversos meios, especialmente a pé. Bairros onde as pessoas caminham para diversos destinos têm mais chances de ser seguros, pois os moradores costumam conhecer melhor seus vizinhos e, consequentemente, percebem com mais facilidade a presença de estranhos na área. A caminhabilidade é essencial para que um lugar seja funcional, pois as pessoas não se deslocarão a pé para usufruir desses serviços se a experiência do pedestre for ruim. Assim, a caminhada é um aspecto fundamental para a sustentabilidade de qualquer lugar. As varandas podem desempenhar um papel crucial na caminhabilidade das ruas residenciais de um bairro e, consequentemente, na própria sustentabilidade do bairro.