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Arquitetura no Ritmo do Tempo: Projetando Através de Ciclos Solares, Lunares e Biológicos

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À medida que o solstício marca o dia mais curto do ano no Hemisfério Norte, ele também chama a atenção para um aspecto com o qual a arquitetura lida há muito tempo, mas que muitas vezes negligencia: o tempo. Para além da forma ou da função, edifícios e espaços são continuamente moldados por ciclos de luz e escuridão, mudanças sazonais e ritmos ambientais que afetam a maneira como são habitados.

Nos últimos anos, um número crescente de projetos de arquitetura começou a trabalhar explicitamente com esses ciclos. Em vez de projetar espaços para funcionar de uma única maneira fixa, arquitetos/as estão criando ambientes que se transformam ao longo do dia, das estações ou em resposta a fenômenos naturais como o percurso do sol, as fases lunares, os padrões de vento ou os ritmos circadianos. Esses projetos operam em diálogo com o tempo, surgindo, transformando-se e ativando-se de forma diferente conforme as condições ambientais.

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Um conto de dois estudantes: como as decisões de projeto em etapas iniciais moldam o sucesso educacional

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Dois estudantes sentam-se a uma carteira de distância. Um/a se destaca em ciências; o/a outro/a tem dificuldades. Um/a recebe elogios, o/a outro/a, críticas. Um/a ganha confiança, o/a outro/a a perde aos poucos. É fácil presumir que a diferença se deve ao esforço, à criação ou à habilidade natural. Mas e se o verdadeiro fator decisivo fosse a própria sala de aula? Imagine que o/a estudante que ficou para trás sentasse, todos os dias, em uma carteira ofuscada pelo brilho excessivo de janelas mal posicionadas. Com assentos fixos na sala, não era possível mudar de lugar. Com o tempo, essa distração pequena, mas constante, transformou-se em desinteresse, e o desinteresse minou sua confiança. Uma reação em cadeia desencadeada não pelo esforço, mas pelo design.

Design Resiliente ao Calor: Como Líderes Urbanos Utilizam Materiais de Construção para Combater o Calor Urbano

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O calor extremo é uma das consequências mais urgentes e de crescimento mais rápido das mudanças climáticas, especialmente nas cidades. As áreas urbanas são particularmente vulneráveis porque retêm o calor nos materiais de construção e nas vias urbanas, criando condições perigosas para a população. À medida que as temperaturas continuam a subir e as ondas de calor se prolongam, as cidades enfrentam o desafio de se manterem habitáveis diante dessa ameaça intensificada.

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Como funcionará o transporte no futuro? Um olhar sobre a ascensão da mobilidade elétrica nas cidades

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Das emissões de gases de efeito estufa e da poluição do ar ao desmatamento, um dos principais fatores para o aquecimento global atualmente são as emissões vindas do setor de transportes. Ao explorar suas origens e evolução, bem como os principais desafios enfrentados, o desenvolvimento da mobilidade elétrica em ambientes urbanos representa uma transição global que exige uma combinação coordenada de políticas e ações para alcançar sistemas de transporte mais limpos e sustentáveis. Projetar uma infraestrutura segura e confortável para caminhar e pedalar, promover o transporte público e a mobilidade compartilhada, além de desenhar ruas mais eficientes que incorporem veículos elétricos, entre outras ações, fazem parte de um esforço global crescente para reduzir as emissões de carbono.

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Escavando o Solo: Arquitetura e a Política do Subterrâneo

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Sob a superfície visível das cidades jaz uma arquitetura invisível. Metrôs, túneis, sistemas de água, cabos de dados e bunkers formam uma rede densa que sustenta a vida urbana enquanto permanece, em grande parte, invisível. O solo sob nossos pés não é um vazio, mas um território complexo que abriga as infraestruturas, memórias e ansiedades de nossa época. Nos últimos anos, à medida que a terra se torna escassa e as pressões climáticas se intensificam, arquitetos/as e urbanistas voltaram seus olhares para baixo, redescobrindo o subterrâneo como uma fronteira tanto física quanto conceitual. Projetar no subsolo significa engajar-se com os mecanismos invisíveis que moldam o mundo acima.

O subterrâneo há muito tempo é um espaço de interseção entre arquitetura, política, tecnologia e crença. Das catacumbas de Roma aos metrôs industriais da modernidade, o ato de descer simboliza tanto a proteção quanto a exposição. O urbanismo do século XX transformou esse gesto em sistema: metrôs, abrigos e serviços públicos redefiniram o corte urbano como um instrumento de governança. Sob a promessa de eficiência e progresso, o subsolo absorveu as ansiedades de uma era de guerra, vigilância e colapso. Sua evolução revela não apenas como as sociedades constroem, mas também como temem.

Hoje, o solo se tornou a nova fronteira da expansão urbana e da adaptação ecológica. À medida que infraestruturas digitais, sistemas de energia e amortecedores climáticos migram para baixo do nível do solo, a arquitetura confronta um espaço que é ao mesmo tempo técnico e metafísico — essencial, porém marginal; invisível, porém decisivo. Pensar em cortes, e não em planta, é reconhecer que as cidades contemporâneas não existem mais apenas em suas silhuetas, mas também em suas profundezas. O desafio para a arquitetura não é apenas ocupar esse espaço, mas torná-lo legível, transformar o invisível em conhecimento e o oculto em um novo território de projeto.

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Dando vida ao design curvo com produtos de acabamento curvos

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A famosa atriz Mae West certa vez descreveu a curva como "a distância mais encantadora entre dois pontos". Embora ela estivesse se referindo ao corpo humano, essa observação vai além da aparência física e toca no cerne daquilo que conforta e acalma a psique humana no design da natureza.

Colinas ondulantes, o arco de uma onda no oceano, o brilho intenso do amanhecer no horizonte—essas formas naturais evocam paz e serenidade a quem as observa. Ao projetar ambientes de trabalho e espaços comuns, é importante que os/as profissionais de design se lembrem de que existem pouquíssimas linhas retas na natureza. Quando bordas suaves, tetos em arco e paredes curvas são aplicados ao interior de um edifício, o design da natureza é trazido para dentro.

Encenando a Cultura: O/A Arquiteto/a como Curador/a

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A arquitetura nunca se limitou ao ato de construir. Ela negocia constantemente entre a prática material e a reflexão intelectual; no entanto, ao longo dos séculos XX e XXI, muitos/as arquitetos/as sentiram que o projeto construído, por si só, era insuficiente para responder à totalidade das questões que se colocavam à disciplina. Pressões econômicas, contextos políticos e exigências programáticas frequentemente limitavam o escopo da prática profissional.

Em contrapartida, as exposições e plataformas curatoriais criaram espaços de experimentação e crítica, abrindo arenas onde a arquitetura podia interrogar a si mesma, onde seu passado podia ser reinterpretado, seu presente desafiado e seu futuro projetado. Nessa tensão, surgiu a figura do/a arquiteto/a-curador/a, tratando a própria curadoria como uma forma de projeto — não de paredes ou fachadas, mas de discursos, narrativas e estruturas de significado.

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Equilibrando habitabilidade e metas climáticas: O caminho de Edimburgo rumo à construção sustentável

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Edimburgo, a capital da Escócia, é reconhecida há muito tempo por sua rica história cultural e por sua intrincada malha urbana. A cidade pulsa através de seus museus, de seus edifícios residenciais tradicionais (tenements) e de seu comércio integrado a edifícios georgianos. Em 2022, a Time Out elegeu Edimburgo como a melhor cidade do mundo, destacando sua eficiência na coesão comunitária e em sistemas urbanos como o transporte público. Contudo, à medida que os efeitos das mudanças climáticas se tornam progressivamente visíveis no nível urbano, a cidade inevitavelmente se depara com um dilema urgente: como sustentar essa qualidade de vida sob condições cada vez mais desafiadoras.

O caminho em direção a esse equilíbrio envolve diversas estratégias interligadas — como o retrofit, o reuso adaptativo, o design circular e a colaboração comunitária —, onde cada uma delas contribui para consolidar a visão em constante evolução de Edimburgo rumo a um futuro urbano sustentável.

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Da inteligência material à circularidade: lições da arquitetura em 2025

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Quais materiais assumiram o papel de destaque no discurso arquitetônico de 2025? Quais projetos redescobriram novas práticas e métodos construtivos por meio da inovação material? Embora o futuro dos materiais de construção ainda pareça incerto, ano após ano, a experimentação e a pesquisa continuam a revelar diversas práticas, iniciativas e esforços dedicados a compreender seu valor e responsabilidade no ambiente construído. Desde resíduos agrícolas que reduzem a pegada de carbono até plásticos reciclados que ganham uma nova vida, passando por materiais vivos que dialogam com tecnologias emergentes ao mesmo tempo em que se reconectam com a natureza, o ano de 2025 destacou e fortaleceu o papel de arquitetos/as como mediadores/as entre materiais, disciplinas, saberes e interesses de diversas origens.

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Da expansão ao aprimoramento: a estrutura de desenvolvimento urbano de Xangai

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Em meio a ajustes econômicos globais e a um foco nacional no desenvolvimento de alta qualidade, Xangai implementou uma mudança estratégica em sua abordagem de desenvolvimento urbano — transitando da "expansão incremental" para a "qualificação intrínseca". Orientada pelo conceito de uma "cidade voltada para as pessoas", a metrópole elevou a construção urbana de uma mera agregação de espaços físicos para um esforço abrangente voltado a otimizar a qualidade funcional, revitalizar a vitalidade espacial e impulsionar a resiliência residencial por meio de iniciativas de renovação urbana. Essa transformação se configura não apenas como uma resposta à escassez de recursos, mas também como uma abordagem intencional em relação aos princípios de desenvolvimento urbano. Sua proposta central consiste em: sob o marco político de controle rigoroso do uso incremental do solo, como liberar o potencial de desenvolvimento através da "reprodução" dos espaços existentes.

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Melhores Artigos de 2025: Práticas Plurais, Respostas Ambientais e uma Arquitetura do Cuidado

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Ao longo dos últimos anos, o discurso arquitetônico tem sido moldado pela emergência de novas vozes, territórios redescobertos e por um compromisso crescente com formas compartilhadas de conhecimento. Essas preocupações permanecem plenamente presentes em 2025 como debates contínuos que ganham cada vez mais densidade e nuance. Questões sobre quem produz arquitetura, a partir de quais contextos e sob quais condições continuam centrais, cada vez mais informadas por práticas que operam de forma coletiva, interdisciplinar e para além da autoria individual.

Essa continuidade se reflete em como a arquitetura é entendida menos como um objeto acabado e mais como um processo contínuo integrado a sistemas sociais, culturais e ambientais. Persistem as discussões sobre agência, participação e produção de conhecimento, acompanhadas de uma atenção contínua a contextos rurais, periféricos e historicamente marginalizados. Em vez de privilegiar uma única escala ou geografia, a arquitetura é abordada como uma prática que transita entre territórios, reconhecendo as condições desiguais que moldam como os espaços são projetados, construídos, mantidos e habitados.

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Conheça os projetos vencedores da próxima edição do Festival Concéntrico 2025 em Logroño

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O consolidado festival de arquitetura efêmera e cidade, Concéntrico, prepara-se para sua décima primeira edição, que, como todos os anos, acontecerá na cidade de Logroño. Em 2025, o encontro será de 19 a 24 de junho, com uma programação que incluirá diversas atividades, conferências e percursos para refletir sobre o espaço público, as cidades e nossa forma de intervir e interagir com elas.

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Entre História e Inovação com o Terrazzo

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As pedras guardam o tempo. Algumas são formadas pela solidificação repentina do magma, como o basalto, cuja estrutura densa e cor escura resultam do resfriamento rápido na superfície. Outras, como o granito, nascem lentamente em profundas câmaras magmáticas, onde o resfriamento gradual permite o crescimento de cristais visíveis, criando padrões e cores únicos. Há também as rochas sedimentares, formadas pela compactação de detritos minerais e orgânicos ao longo de milhões de anos, com tons que refletem sua composição química e o ambiente em que foram depositadas. Ao transformar essa diversidade geológica em uma superfície contínua única, o terrazzo surge como um composto cimentício ou mineral no qual fragmentos de mármore, granito, quartzo, basalto e outras litologias são incorporados a uma matriz aglutinante e, em seguida, polidos para revelar a estrutura e o brilho de cada partícula. Diferentemente de uma superfície homogênea, o terrazzo atua como uma vitrine mineralógica, onde cada agregado preserva sua identidade ao mesmo tempo em que contribui para um todo coerente, podendo se transformar em pisos, revestimentos de parede ou até mesmo mobiliário.

Além da metrópole: estratégias para projetos residenciais no interior de Taiwan

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A ilha de Taiwan apresenta um contexto natural e topográfico variado, caracterizado por uma área territorial de 36.197 quilômetros quadrados e uma alta densidade populacional de 644 habitantes por quilômetro quadrado. Sua localização geológica, situada na divisa entre as placas tectônicas da Eurásia e do Mar das Filipinas, resulta em uma topografia predominantemente montanhosa e acidentada. Embora essa condição force a maioria dos 23 milhões de habitantes a residir em grandes centros urbanos nas planícies costeiras ocidentais, a ilha mantém um setor agrícola ativo, com cerca de 22% de suas terras destinadas ao cultivo.

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Redefinindo um marco industrial: o próximo capítulo urbano de Bratislava

Bratislava, a capital de rápido desenvolvimento da Eslováquia—localizada no coração da Europa—continua a fortalecer sua presença no mapa arquitetônico europeu. Como um polo crescente de design contemporâneo—que já abriga projetos de Zaha Hadid Architects, Massimiliano & Doriana Fuksas, Stefano Boeri, Studio Egret West e Snøhetta—, a cidade agora alcançou outro marco importante: foi anunciado um concurso internacional de arquitetura e desenho urbano para moldar o futuro do Zváračák, um dos últimos grandes vazios industriais próximos ao centro da cidade.

Do Vietnã à Polônia: 6 residências não construídas imersas na natureza

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Em diferentes climas e paisagens, arquitetos e arquitetas estão reimaginando a casa como um lugar profundamente enraizado em seu entorno, onde a arquitetura e o meio ambiente trabalham em conjunto para promover o bem-estar. Esta seleção curada de residências não construídas, enviadas pela comunidade do ArchDaily, foi concebida como uma série de santuários que oferecem refúgio do ritmo da vida urbana, aproveitando as qualidades restauradoras do verde, da água e do ar livre. A natureza atua como uma presença ativa, moldando pátios, orientando a circulação e influenciando a escolha de materiais e cores.

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Por trás de 8.000 portas: por dentro de três projetos de arquitetura de destaque

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Sob a marca suíça Arbonia, estão representadas 14 marcas individuais e duas subsidiárias. Embora a marca, que agora faz sua há muito esperada estreia pública, possa parecer nova, o portfólio de projetos realizados certamente não o é. Um olhar sobre o arquivo de referências, apresentado com destaque pela Arbonia, comprova isso. Entre eles estão projetos de construção para o setor de saúde, escritórios e administração, edifícios históricos, instituições de ensino, hotelaria e empreendimentos residenciais. Três destaques específicos se sobressaem por personificarem de forma única o lema da Arbonia: 'aberto às aspirações'.

Precisão sem contato e a revolução dos sensores TOF em espaços públicos

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Nas últimas décadas, uma revolução silenciosa vem transformando a maneira como interagimos com os objetos e sistemas no nosso cotidiano. O que antes exigia manivelas ou mecanismos rotativos, e posteriormente o pressionar de um botão, agora dá lugar a experiências cada vez mais fluidas, intuitivas e livres de toque. Essa mudança é evidente em banheiros públicos, onde a minimização do contato físico promove uma melhor higiene e reduz a propagação de patógenos. Ela também reflete uma transformação mais ampla nos paradigmas de conforto, acessibilidade e eficiência. Dispositivos sem toque, antes restritos a aplicações isoladas em hospitais, aeroportos ou edifícios corporativos, tornaram-se padrão em projetos que priorizam a experiência de uso e a sustentabilidade.

Projetando com Empatia: De Cidades Inteligentes a Cidades Sensíveis

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O futuro das cidades tem sido definido há muito tempo pela inteligência: redes de sensores, dados e sistemas de engenharia. De algoritmos de fluxo de tráfego a painéis de controle climático, a cidade inteligente prometia tornar a vida urbana otimizada, mensurável e previsível. No entanto, em meio a essa abundância tecnológica, algo essencial parece ausente: a sensibilidade. As cidades estão se tornando cada vez mais equipadas para processar informações, mas menos capazes de perceber a atmosfera, a emoção ou o cuidado.

Como revelam os debates globais recentes sobre inovação urbana, o próximo desafio não é adicionar mais dispositivos, mas sim cultivar novas formas de consciência. Uma cidade sensível escuta seu clima, se adapta a seus habitantes e responde aos ritmos sutis do ambiente. Nessa transição da computação para a percepção, a arquitetura e o desenho urbano estão redescobrindo a inteligência como uma forma de empatia.

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Coreografando o espaço: arquitetura e dança como práticas interdisciplinares

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"Dance, dance… otherwise we are lost." Esta frase frequentemente citada de Pina Bausch encapsula não apenas a urgência do movimento, mas sua capacidade de revelar o próprio espaço. Em suas coreografias, o espaço nunca é um plano de fundo neutro; ele se torna um parceiro, um obstáculo, uma memória. Pisos se inclinam, cadeiras se acumulam, paredes oprimem ou libertam. Trata-se de condições arquitetônicas, encenadas e contestadas pelo corpo. O que Bausch expõe — e o que a arquitetura frequentemente esquece — é que o espaço não é simplesmente construído, ele é performado. Seu trabalho convida arquitetos e arquitetas a pensar não apenas em termos de materiais e formas, mas de gestos, relações e ritmos. Ela sugere que a arquitetura, assim como a dança, trata fundamentalmente de como habitamos, estruturamos e carregamos emocionalmente os espaços pelos quais nos movemos.

Historicamente, a arquitetura e a dança operaram em paralelo, moldando a experiência humana por meio da orientação do corpo no espaço e no tempo. Dos rituais coreografados dos templos clássicos às lógicas axiais dos palácios barrocos, o espaço construído sempre implicou movimento. A Bauhaus levou isso adiante, à medida que o Ballet Triádico de Oskar Schlemmer visualizava o espaço como uma extensão geométrica do corpo. Não se tratava de cenário, mas de pensamento espacial tornado cinético. No século XX, coreógrafos e coreógrafas como William Forsythe e Anne Teresa De Keersmaeker integraram restrições arquitetônicas em suas partituras, ao passo que arquitetos e arquitetas como Steven Holl, Diller Scofidio + Renfro e Toyo Ito projetaram edifícios que se revelam como sequências espaciais, convidando ao movimento, ao desvio e à pausa.

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Transformando casas geminadas: patrimônio e modernidade nos bairros históricos de Montreal

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Montreal, a segunda maior cidade do Canadá, abriga um vasto acervo de arquitetura residencial histórica, em sua maioria datada do século XIX e início do século XX. Esses exemplares são particularmente abundantes em alguns de seus bairros centrais, como o Plateau Mont-Royal. Curiosamente, sua preservação não é por acaso; é o resultado de décadas de defesa ativa por parte de figuras influentes que reconheceram o valor do ambiente construído da cidade, como Phyllis Lambert e Blanche Lemco Van Ginkel. Esforços como os delas foram fundamentais em batalhas históricas de preservação que ajudaram a garantir o atual apoio municipal. Hoje, a cidade conta com um conjunto de leis abrangentes de proteção ao patrimônio histórico, concebidas para salvaguardar a integridade de seus bairros históricos.

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Refratando a luz e redefinindo o espaço: blocos de vidro em interiores contemporâneos

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Os tijolos de vidro têm sido amplamente utilizados na arquitetura, tornando-se, com o tempo, uma marca registrada dos estilos arquitetônicos da década de 1980. Entre os exemplos clássicos de construção com este material estão a célebre "Maison de Verre", de Pierre Chareau e Bernard Bijvoet em Paris, e a releitura mais moderna de Hiroshi Nakamura & NAP com a Optical Glasshouse no Japão. Nos últimos anos, os tijolos de vidro vêm ganhando cada vez mais popularidade, deixando de ser associados apenas a uma estética do passado. Em vez disso, eles evoluíram para elementos de design versáteis que trazem luz, textura e personalidade aos interiores contemporâneos. Sua capacidade de difundir a luz natural e artificial mantendo a privacidade reacendeu o interesse de profissionais de design que buscam maneiras inovadoras de valorizar os espaços internos, aproveitando ao máximo a iluminação natural.

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"Estávamos sempre criticando, estávamos sempre jogando granadas nas coisas": Em conversa com Elizabeth Diller

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Adoro reunir listas de declarações originais, quase como manifestos, de arquitetos/as em busca constante de novos caminhos. Elas nos instigam a imaginar possibilidades que antes não ousávamos considerar. Questionar convenções deveria ser o principal objetivo de um/a crítico/a ao dialogar com uma mente criativa. Caso contrário, o que haveria para discutir, afinal? É por isso que conversar com Elizabeth Diller sobre o trabalho e as intenções de seu escritório é como um sopro de ar fresco, especialmente hoje em dia, quando tantos/as arquitetos/as parecem satisfeitos/as em se alinhar ao que é esperado. Em uma de nossas conversas anteriores, Diller foi direta: "Não levamos os limites profissionais a sério. Cada vez que recebemos um programa de necessidades, nós o desconstruímos e fazemos novas perguntas continuamente. Nada é fixo." Desta vez, conversamos sobre a nova monografia do Diller Scofidio + Renfro, "Architecture, Not Architecture". O livro, um projeto em si, propõe repensar os próprios limites da arquitetura, reinventando, no processo, o que um livro pode ser. Durante nossa conversa de uma hora e meia pelo Zoom — plataforma que prefiro pelo registro de gravação frontal dupla —, ela disse entusiasmada: "Estávamos sempre criticando; sempre jogando granadas nas coisas."

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Renovação e vida cotidiana: como a arquitetura latino-americana reinventa os espaços existentes

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Em toda a América Latina, a reforma tem se concentrado menos na mera preservação e mais na resposta às mudanças nos modos de vida. Em vez de congelar os edifícios no tempo, muitos projetos contemporâneos trabalham com estruturas existentes para adaptá-las a novas rotinas domésticas, dinâmicas sociais e necessidades espaciais. Por meio de alterações estratégicas de materiais, composição, cor e luz, essas intervenções reinterpretam os espaços cotidianos, mantendo uma forte conexão com seu contexto original.

Nesse processo, casas e apartamentos tornam-se palcos de transformação onde o fluxo, a continuidade e os espaços compartilhados são cuidadosamente reconsiderados. A reforma funciona como uma ferramenta arquitetônica precisa, que prioriza a iluminação natural, a abertura e a flexibilidade para acolher a vida cotidiana em constante evolução. Em vez de impor novas formas, esses projetos reaproveitam o que já existe, alinhando as decisões espaciais aos hábitos e rituais de quem neles habita.

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