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Um mundo intermediário: o papel das formas híbridas nos banheiros contemporâneos

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Quando uma forma ainda é considerada circular ou retangular? No modernismo do século XX, essa pergunta praticamente não existia. A arquitetura se apoiava na clareza, na redução e na pureza formal. Sob a influência de arquitetos/as como Le Corbusier e Ludwig Mies van der Rohe, o design modernista estabeleceu uma ordem visual baseada na geometria racional, em materiais industriais e na rejeição ao ornamento. Círculo e quadrado, função e expressão eram mantidos rigorosamente separados — uma lógica que ditou, por décadas, os layouts rígidos e modulares dos banheiros tradicionais.

Buildner revela os projetos vencedores do 6º Concurso Anual Last Nuclear Bomb Memorial

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Buildner anunciou os resultados de seu concurso, o Last Nuclear Bomb Memorial No.6. Esta competição é realizada anualmente para apoiar o banimento universal de armas nucleares. Em 2017, no 75º aniversário dos bombardeios de 1945 em Hiroshima e Nagasaki, que ceifaram a vida de mais de 100.000 pessoas, as Nações Unidas adotaram o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares.

Como as ferramentas em tempo real estão transformando a prática da arquitetura

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A arquitetura sempre dependeu de sistemas de representação para tornar as ideias visíveis antes de existirem. Contudo, se a perspectiva linear de Filippo Brunelleschi no século XV organizava o espaço segundo a percepção humana, hoje os/as arquitetos/as enfrentam uma saturação de imagens sem precedentes. A inteligência artificial gera atmosferas em segundos, e os projetos circulam continuamente muito antes do início da construção. Entretanto, a abundância de imagens não se traduz necessariamente em maior clareza e, à medida que os fluxos de trabalho na arquitetura se tornam mais rápidos e fragmentados, as representações visuais por vezes circulam desvinculadas das decisões, restrições e intenções que as geraram. O verdadeiro valor da visualização moderna já não se resume à renderização de uma imagem final; trata-se de como o projeto e a comunicação visual são compreendidos coletivamente ao longo de todo o processo.

Experimentação, aprendizado e evolução no projeto de arquitetura: conheça o WORKac

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WORKac é um escritório com sede em Nova York fundado em 2003 por Amale Andraos e Dan Wood. A firma sempre acreditou no "poder da arquitetura e do design de engajar-se em questões ambientais e sociais, criando novas possibilidades para o futuro." Nesse sentido, os/as diretores/as do escritório definem sua abordagem da arquitetura como uma evolução constante. Para eles/as, trata-se de um processo contínuo de aprendizado, questionamento e reaprendizado, alimentado pelo envolvimento do escritório com a cultura, os climas e as histórias locais, além do debate nos campos da ecologia, do paisagismo e do urbanismo. Dessa forma, conseguem integrar esses temas com foco em projetos públicos, culturais e cívicos que buscam reinventar a maneira como as pessoas vivem, trabalham e vivenciam o mundo.

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Hotéis tropicais na Costa Rica: seis projetos para explorar a arquitetura sensível ao clima na América Central

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In no coastal and jungle regions of Costa Rica, high humidity and intense solar radiation dictate an architectural strategy centered on permeability rather than enclosure. Unlike the airtight envelopes required in cold climates to retain heat, Costa Rican architecture uses the building envelope as a climatic filter to maximize air exchange. The primary mechanism for managing these thermal gradients seems to be the oversized roof overhang. By extending the roof plane significantly beyond the floor plate, architects create a permanent buffer of deep shade that reduces solar gain and lowers the ambient temperature before air enters the structure. This strategy, combined with permeable or non-existent walls, allows for constant airflow. This is a critical technical requirement for humidity control and the prevention of material degradation through mold and rot.

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Como tornar o BIM ágil e prático para profissionais da arquitetura

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No competitivo cenário atual do design, a Modelagem de Informação da Construção (BIM) já não é apenas uma tendência — tornou-se um requisito básico. Ainda assim, muitos escritórios enfrentam dificuldades para equilibrar a complexidade e o esforço envolvidos com o valor real que obtêm em troca. Mas e se fosse possível colher os benefícios do BIM sem aumentar a carga de trabalho de forma desnecessária? Adotar uma abordagem enxuta (lean) para o BIM — focada em eficiência, clareza e resultados reais do projeto — pode ajudar as equipes de arquitetura a simplificar seus fluxos de trabalho, fortalecer a colaboração e manter o controle criativo desde a concepção até a entrega.

Entre materiais e memória: três escritórios de arquitetura de Madri sobre a reabilitação do patrimônio

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O papel da reabilitação do patrimônio na paisagem arquitetônica contemporânea é moldado por uma ampla gama de pesquisas, crenças, memórias e esforços que visam redefinir e fortalecer o nosso ambiente construído. Ao empreender um projeto de transformação, reforma ou preservação, profissionais da arquitetura podem recorrer a diversas estratégias e ferramentas para incentivar uma coexistência significativa entre o que já existe e o que é recém-introduzido. Junto com três escritórios de arquitetura sediados em MadriSOLAR, Pachón-Paredes e BA-RRO —, propusemo-nos a dialogar e explorar seus processos criativos e ideais, reconhecendo a complexidade e o valor dos edifícios históricos como repositórios de materiais, estruturas e técnicas construtivas de outras épocas.

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Buildner e Kingspan lançam o MICROHOME 2026 com € 100 mil em prêmios e anunciam os projetos vencedores da 10ª edição

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Em colaboração com a Kingspan, fabricante de materiais de construção, a Buildner lançou o MICROHOME 2026, a décima primeira edição de seu concurso anual, que oferece um fundo de prêmios de € 100.000. Esta competição global convida arquitetos/as, designers e mentes criativas a redefinirem o conceito de microcasas e a desenvolverem soluções sustentáveis e de ponta para habitações compactas.

Smiljan Radić: Explorações materiais entre a efemeridade e a permanência

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De nacionalidade chilena, Smiljan Radić Clarke desenvolveu um corpo de trabalho que resiste a categorizações fáceis. Seus edifícios frequentemente parecem ao mesmo tempo ancestrais e provisórios, portando uma presença monumental enquanto retêm uma inesperada sensação de fragilidade. Pedra, concreto, madeira, tecido e fibra de vidro são combinados de maneiras inesperadas, produzindo arquiteturas que oscilam entre a permanência e a efemeridade. Em vez de buscar uma linguagem formal estável, o/a laureado/a com o Prêmio Pritzker de 2026 aborda a arquitetura como um campo aberto de experimentação, no qual o comportamento dos materiais e a percepção estrutural são constantemente testados.

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Do croqui ao render: como integrar a inteligência artificial no fluxo de trabalho

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A inteligência artificial passou de uma tecnologia emergente a uma ferramenta de uso cotidiano. Arquitetos, arquitetas e designers de interiores a integram em seus fluxos de trabalho, reduzindo os tempos entre a ideia inicial e a sua concretização. No campo da visualização, a IA se incorporou de forma natural a instrumentos e processos existentes, colaborando com ferramentas como Revit, AutoCAD, SketchUp, Lumion, Enscape ou Twinmotion.

Nesse contexto, o Render AI nasceu há mais de três anos com um objetivo: integrar-se ao processo de forma rápida e intuitiva. Trata-se de uma ferramenta de renderização baseada em inteligência artificial e projetada para escritórios de design, arquitetura e design de interiores, capaz de transformar esboços, modelos 3D, capturas do Revit, plantas ou fotografias em imagens para apresentar aos clientes.

Projetando para galinhas: repensando a forma como humanos e animais compartilham o espaço

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Durante séculos, as galinhas viveram ao lado das pessoas em assentamentos de todas as escalas, desde fazendas rurais e vilarejos até bairros urbanos densos. Em grande parte do mundo, a criação de galinhas faz parte da vida cotidiana, fornecendo ovos e carne para residentes, ou o controle de pragas para as terras agrícolas do entorno. As estruturas construídas para abrigar galinhas variavam de acordo com os materiais locais, o clima e as práticas culturais, no entanto, compartilhavam um propósito comum: criar um espaço onde galinhas e seres humanos pudessem coexistir. O galinheiro não é uma nova tipologia arquitetônica, tampouco uma resposta contemporânea à vida urbana. Trata-se, na verdade, de uma forma que se adaptou continuamente às mudanças nas condições sociais, ambientais e espaciais.

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Guia de arquitetura de Vancouver: 20 projetos por trás da cidade mais habitável da América do Norte

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Dando continuidade ao panorama das cidades da Copa do Mundo da FIFA 2026, chegamos àquela que é atualmente a cidade mais habitável da América do Norte: Vancouver. Apelidada de cidade de vidro pelo artista Douglas Coupland — em referência à estética arquitetônica predominante de aço e vidro em seu centro urbano —, a cidade apresenta, na verdade, uma arquitetura diversa, que vai de edifícios eduardianos do século XX a singulares projetos modernistas do século XXI.

Vancouver é conhecida por sua alta qualidade de vida e proximidade com a natureza. Embora isso tenha um custo elevado, a cidade oferece serviços de alto padrão e amplos espaços públicos e de lazer, refletidos em sua arquitetura. Há muitos edifícios corporativos e institucionais reaproveitados que ganharam uma nova vida como espaços públicos e de hospitalidade.

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Forma, Função e Financiamento: O Urbanismo High-Tech de São Francisco

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San Francisco é uma cidade que sempre se reinventou sob pressão. Suas paisagens urbanas vitorianas sobreviveram a reforços estruturais sísmicos e torres de vidro, com seus bairros definidos tanto pela mudança quanto pela resistência a ela. No entanto, nenhuma força na história da cidade remodelou o ambiente construído de forma tão completa — ou tão rápida — quanto a economia da tecnologia. O que começou na dispersão urbana do pós-guerra no Vale do Silício migrou para o norte e inscreveu sua lógica no horizonte e na vida dos/as moradores/as. O resultado dessa lógica é uma cultura arquitetônica de considerável refinamento técnico e paletas de materiais sofisticadas, mas que permanece, em grande parte, alheia à população local.

O custo dessa indiferença é mensurável e crescente. San Francisco deve viabilizar mais de 82.000 unidades habitacionais adicionais até 2031, sob as diretrizes da Alocação Regional de Necessidades de Habitação (RHNA) da Califórnia, em uma cidade onde o aluguel médio já figura entre os mais altos de qualquer área metropolitana norte-americana. Profissionais da educação, da saúde e do setor de serviços são ativamente deslocados/as por um mercado imobiliário calibrado para os níveis de renda de um único setor, em vez de focado na maior parcela da força de trabalho da cidade.

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Arquitetura e ideologia: como os sistemas políticos moldaram o design do século XX

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A arquitetura é frequentemente apresentada como a expressão visível de seu tempo, de seus desejos, de sua fé no progresso, de sua ideia de ordem. No entanto, essa leitura tende a achatar as condições sob as quais as edificações são produzidas. Ela sugere que a arquitetura simplesmente acompanha a história quando, em muitos casos, participa ativamente dela. Poucos períodos tornam isso tão evidente quanto o século XX, quando a arquitetura se viu profundamente imbricada com programas políticos, sistemas econômicos e visões conflitantes sobre como a vida coletiva deveria ser organizada.

O que costuma ser agrupado sob o rótulo de Modernismo é frequentemente descrito como um projeto coerente, definido pela clareza formal, pelo otimismo tecnológico e pela ruptura com os estilos históricos. Contudo, essa aparente coerência se dissolve quando olhamos para além de seus centros canônicos. Os mesmos princípios espaciais (padronização, zoneamento funcional, produção industrial) foram adotados em contextos políticos e econômicos que diferiam significativamente em suas estruturas e objetivos. Um movimento aparentemente estático desdobrou-se em um sistema flexível, continuamente reorientado de acordo com as prioridades de cada regime. O que parecia uma linguagem compartilhada era, na prática, um conjunto de ferramentas aplicadas a agendas distintas.

Como a IA está transformando o fluxo de trabalho da visualização arquitetônica

A visualização de arquitetura há muito desempenha um papel fundamental na comunicação e na formatação de ideias de projeto. Hoje, essa atribuição está se expandindo. Com o avanço da inteligência artificial, a visualização passa a se integrar de maneira mais profunda a todo o fluxo de trabalho de projeto, viabilizando iterações mais rápidas e tomadas de decisão mais fundamentadas.

Construindo com a paisagem: estratégias de projeto não invasivas para terrenos íngremes

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A relação entre a restrição e a excelência projetual está bem estabelecida na teoria da arquitetura, mas frequentemente permanece pouco explorada nas discussões sobre práticas específicas do terreno. Quando os/as arquitetos/as enfrentam topografias extremas, deparam-se com uma escolha fundamental: transformar a paisagem para acomodar o edifício, ou modificar o edifício para se adequar à paisagem. A primeira abordagem é direta e exige realizar cortes, aterros, nivelamentos e construir sobre um plano nivelado. Essa escolha, no entanto, traz consequências em cascata, uma vez que qualquer movimentação de terra pode desestabilizar encostas, interromper a drenagem natural e fragmentar ecossistemas. Um conjunto crescente de obras de arquitetura inovadoras demonstra uma alternativa à movimentação de terra e aos muros de arrimo.

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O que está por baixo: 10 projetos que reconfiguram o nível do solo

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A arquitetura há muito se sente atraída pela ideia de leveza. Desde os primeiros experimentos modernistas que buscavam preservar as paisagens, elevar as edificações tem sido compreendido como uma forma de poupar o solo e manter a continuidade do terreno. Volumes são erguidos sobre pilares, infraestruturas descolam a circulação da superfície e programas inteiros são suspensos acima do chão.

Isso foi formalizado no início do século XX por meio do conceito de pilotis de Le Corbusier, que propunha a liberação do pavimento térreo de qualquer fechamento. Ao elevar as edificações sobre pilares, buscava-se manter a continuidade com o terreno, permitindo que o movimento, a vegetação e o uso coletivo se desenvolvessem sob os volumes construídos. O edifício ocuparia o ar, enquanto o chão permaneceria aberto, acessível e compartilhado.

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Oito casas de madeira no Chile com Cristián Izquierdo

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Nicolás Valencia conversa em Santiago com o arquiteto chileno Cristián Izquierdo, autor do livro Composición centralizada, uma seleção de oito ensaios sobre oito casas projetadas e construídas por Izquierdo no Chile, entrelaçando teoria e prática.

Quem é Cristián Izquierdo? É arquiteto pela Pontifícia Universidade Católica do Chile e mestre (MSc) pela Columbia University. É sócio da Izquierdo Lehmann Arquitectos e fundador do Taller Tecton, onde desenvolve projetos cívicos de baixas emissões. É autor de Composición Centralizada e El material de lo construido. Recebeu reconhecimentos como o Architectural Record Design Vanguard e a Medalha AOA de Arquiteto Jovem Destacado. É professor na Pontifícia Universidade Católica do Chile.

Hospitalidade como catalisadora do patrimônio: 5 estratégias de reuso adaptativo em diversas latitudes

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Programas voltados à hospitalidade, especificamente cafeterias e centros sociais, são definidos em parte por seu papel como "terceiros lugares": âncoras sociais que fazem a ponte entre a vida privada e a pública. Ao contrário de programas residenciais ou comerciais de escritórios, que exigem divisões rígidas para privacidade e funcionalidade, esses espaços dependem de ambientes amplos e em plano aberto. Isso viabiliza uma estratégia arquitetônica de intervenção mínima, permitindo que o envelope estrutural permaneça intacto. Ao evitar a subdivisão do espaço, a equipe de projeto mantém linhas de visão desimpedidas para a alvenaria original, as estruturas de madeira ou os tetos decorativos, garantindo que a narrativa histórica do edifício permaneça como protagonista. Simultaneamente, a atividade comercial proporciona a manutenção necessária e o engajamento público indispensáveis para garantir a existência contínua do local.

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ARK Architects: Monumentalidade silenciosa e diálogo com a paisagem

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A residência unifamiliar continua sendo um dos territórios mais complexos da arquitetura contemporânea. Ao mesmo tempo íntima e técnica, cotidiana e simbólica, ela concentra debates sobre conforto, sustentabilidade, paisagem e modos de vida, além de servir como um instrumento para projetar a identidade de quem ali habita. É nesse campo que atua o escritório ARK Architects. Sediado em Marbella e Sotogrande, o trabalho do estúdio, sob a direção criativa do cofundador Manuel Ruiz Moriche, desenvolve-se a partir de uma relação direta entre arquitetura, luz natural e contexto ambiental.

Terra de Poços: Projetando para os nômades do Saara

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Em alguns idiomas, a própria palavra para edifício (como *immeuble*, em francês) refere-se à sua imobilidade. A disciplina de engenharia relacionada às edificações é denominada *estática*. Assim, a arquitetura está intimamente associada ao que é fixo e imóvel. No entanto, para milhões de pessoas nômades em todo o mundo, os abrigos devem ter uma estrutura leve e essencialmente móvel, enquanto o lar é a vasta paisagem onde residem. Esses estilos de vida, que carregam séculos de tradição, são constantemente ameaçados pela atração exercida pela vida sedentária em vilas e cidades. Na Tunísia, um projeto reconhece o risco de perda desse patrimônio e busca melhorar as condições de vida de pastores/as nômades.

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Buildner e a RTA de Dubai premiam desenho urbano responsivo ao clima com € 500 mil

Buildner anunciou os resultados do Dubai Urban Elements Challenge, um marco entre os concursos internacionais de design, organizado em colaboração estratégica com a Autoridade de Estradas e Transportes de Dubai (RTA). Com um prêmio total de 2.000,000 AED (aproximadamente €500.000), a iniciativa representa uma das mais expressivas competições globais de design financiadas por recursos públicos com foco em transformação urbana.

O concurso foi concebido como uma plataforma prospectiva de inovação e contratação para um dos ambientes metropolitanos de evolução mais rápida do mundo. Os/as participantes foram convidados/as a propor elementos urbanos modulares e responsivos ao clima — sistemas de assentos, dispositivos de sombreamento, infraestrutura de iluminação, componentes de sinalização (wayfinding), áreas de descanso e estruturas de microcomércio — projetados para valorizar a vida de pedestres e fortalecer a identidade do espaço público de Dubai.

Transformação Urbana de San Salvador: Placemaking Contemporâneo na América Central

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A revitalização de centros históricos tem se tornado uma estratégia recorrente nas cidades centro-americanas que buscam reafirmar a relevância simbólica, econômica e funcional de seus núcleos tradicionais. Esses processos frequentemente combinam reabilitação física, investimento institucional e um controle mais rígido sobre o espaço público. San Salvador oferece um caso recente e instrutivo, que permite compreender como as intervenções em espaços cívicos herdados equilibram a melhoria da infraestrutura com a conservação do patrimônio e a regulação social. Além disso, possibilita avaliar como essas escolhas ecoam em debates mais amplos sobre a transformação urbana na região.

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Legado na Matéria: Tradições Materiais na Arquitetura Sul-Americana

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Em toda a América do Sul, a arquitetura resiste através dos materiais que utiliza, aqueles que persistem ao longo do tempo. O bambu, o tijolo, a madeira e o concreto surgem em diferentes regiões, conectando clima, trabalho e cultura de maneiras que garantem sua permanência através das gerações. Sua continuidade não depende exclusivamente de preservação ou tombamento. Depende do uso.

Sob essa perspectiva, a memória cultural não reside primordialmente em monumentos ou imagens, mas sim na prática. Ela sobrevive em gestos repetidos: no assentamento de tijolos, na amarração de nós de guadua, na montagem de estruturas de madeira, na concretagem de lajes que antecipam um novo pavimento. Essas ações são transmitidas menos por manuais do que pela participação direta. Com o tempo, formam sistemas de conhecimento integrados ao hábito e à necessidade. Os materiais perduram não por simbolizarem o passado, mas porque continuam cumprindo sua função.

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