Em minha entrevista de 2008 com Kengo Kuma em Manhattan — o arquiteto baseado em Tóquio estava na cidade para uma palestra na Cooper Union e para supervisionar a reforma de uma casa na vizinha Connecticut —, ele resumiu para mim a intenção de seu trabalho: "A imagem mais próxima do tipo de arquitetura que tento alcançar é um arco-íris." O arquiteto projeta seus edifícios como um/a chef prepararia uma salada ou um/a florista organizaria um buquê de flores — selecionando cuidadosamente os ingredientes de acordo com seu tamanho, forma e textura. Ele então testa se eles devem se tocar, se sobrepor ou manter distância para permitir a passagem do fluxo de ar. O processo se aproxima mais de um experimento científico de tentativa e erro do que de um exercício artístico de projeção de formas e imagens visionárias. Embora seus edifícios certamente pareçam surpreendentemente artísticos e absolutamente arrebatadores, eles são ao mesmo tempo precisos e livres, primitivos e refinados, materiais e efêmeros. O fascínio do arquiteto pela materialidade é surpreendente e, apesar de ter concluído dezenas de edifícios em todo o mundo ao longo de sua carreira singular, em nossa conversa no mês passado via Zoom, Kuma me disse: "Estou no início de um longo processo de exploração material."
Artigos
“O tipo de arquitetura que tento alcançar é um arco-íris”: em conversa com Kengo Kuma
Os benefícios da tecnologia de cerâmica extrudada na arquitetura moderna

Na arquitetura moderna, os materiais devem atender a uma série de exigências funcionais, estéticas, técnicas e ambientais. A Gres Aragón oferece soluções em revestimentos cerâmicos que respondem a todos os aspectos de um projeto — de fachadas e interiores a áreas externas, piscinas, escadas e espaços industriais — mantendo uma linguagem de design consistente.
Com mais de 80 anos de experiência e profundo conhecimento no processo de fabricação de cerâmica extrudada, a Gres Aragón consolidou-se como uma parceira de confiança para arquitetos/as e designers de interiores. Sua oferta de produtos baseia-se em quatro princípios fundamentais: continuidade visual, extrema durabilidade, desempenho de alta tecnologia e um forte compromisso com a sustentabilidade.
Insights de La Feria De Diseño Medellín: bem-estar, inovação e perspectivas globais de design

Fazer perguntas é o primeiro passo para questionar o que tomamos como certo e abrir novas possibilidades para o planejamento e a construção. Essas indagações, valiosas por si só, ganham nova força quando compartilhadas e examinadas sob diferentes perspectivas. Ao se cruzarem com as vivências de profissionais e marcas, elas tecem pontos de vista que enriquecem o debate. Feiras e eventos de design pelo mundo tornaram-se espaços onde essas conversas ganham força, fomentando conexões e incentivando dinâmicas colaborativas. Nesse cenário, a Colômbia desponta como um polo, servindo como uma plataforma que promove a arquitetura e o design na América Latina e no Caribe, ao mesmo tempo em que projeta a voz da região no cenário global.
A Economia da Verticalização na Índia: Abordando a Densidade e a Dispersão Urbana

A Índia vive um momento divisor de águas em sua evolução urbana. Com as Nações Unidas projetando que a urbanização atingirá 68% até 2050, as regiões metropolitanas do país precisam se adaptar ao aumento populacional, mantendo a equidade e a qualidade de vida. Espera-se que a população urbana da Índia ultrapasse os 600 milhões até 2030, direcionando as atenções tanto para a densidade quanto para a dispersão urbana. Como um protagonista emergente no campo do desenvolvimento de edifícios altos, a Índia está reestruturando a forma como lida com o crescimento urbano ao migrar da dispersão horizontal para a expansão vertical.
Vedação de alto desempenho em condições extremas no FiftyNine, Strandkai Hamburgo

No Porto de Hamburgo, o "FiftyNine" ergue-se como uma torre residencial de 16 pavimentos que combina elegância e sofisticação técnica para resistir às exigentes condições climáticas da região portuária. No projeto, foram instaladas 60 janelas de correr piso-teto da air-lux, com dimensões impressionantes de até 5400 x 3085 mm. Graças ao inovador sistema de vedação assistido por ar, elas suportam fortes chuvas com vento, cargas de vento intensas e altos níveis de poluição sonora.
Sedimentos em Movimento: Rios como Catalisadores Arquitetônicos e Culturais

Os rios geram uma tipologia arquitetônica singular, interligada por diretrizes projetuais de prática material, adaptação ambiental, simbolismo cultural e imaginação. Cada sistema fluvial produz um ecossistema único no qual água, solo, vegetação e assentamentos urbanos convergem para formar uma rede viva. Projetar nesse ambiente exige a capacidade de ler o movimento em vez de resistir a ele, de construir sobre terrenos incertos e de compreender a permanência como um equilíbrio dinâmico. Diferentemente do horizonte estático do mar, o rio nunca está parado. Ele ensina os/as arquitetos/as a pensar em termos de transições, e não de fronteiras, e a projetar como parte de uma paisagem em constante evolução.
Um projeto que reúne mobilidade urbana, tecnologia cerâmica e arte pública

A nova Estação Arden, em Melbourne, vai além de seu papel funcional como polo de transporte. Inaugurada como um componente fundamental do projeto Metro Tunnel, a estação expande a infraestrutura ferroviária da cidade ao aliviar a pressão sobre outras linhas e melhorar a frequência dos serviços, ao mesmo tempo em que se estabelece como um elemento determinante na transformação urbana das zonas norte de Melbourne. Localizada em uma antiga área industrial em processo de revitalização, a estrutura ancora o desenvolvimento futuro de um novo distrito projetado para abrigar até 34.000 residentes e 15.000 postos de trabalho nas próximas décadas.
Dos poços de alcatrão de Los Angeles às florestas da Finlândia, descubra 8 projetos conceituais de museus da comunidade do ArchDaily

Os museus e centros culturais ocupam uma posição única na sociedade como espaços de aprendizado, comunidade e conexão. Eles servem como plataformas para preservar a história e engajar o público com novas ideias e perspectivas. A arquitetura desempenha um papel fundamental na formação dessas experiências, proporcionando a estrutura física e emocional que aprimora a forma como as pessoas interagem com a arte, a cultura e entre si. De estruturas monumentais a projetos mais íntimos, esses edifícios culturais têm o potencial de refletir identidades locais, defender a sustentabilidade e inspirar visitantes, ao mesmo tempo que criam marcos culturais duradouros.
De Los Angeles a Turku e Vinh Long, esta seleção de projetos conceituais de museus e centros culturais enviados pela comunidade do ArchDaily destaca a diversidade e a criatividade de propostas não construídas. Todos os meses, a equipe editorial do ArchDaily seleciona um conjunto de projetos conceituais focados em um tema ou programa específico, enviados por arquitetos e arquitetas de todo o mundo. Nesta seleção, as propostas variam desde a expansão de um museu infantil nos Estados Unidos até um museu agrícola sustentável no Vietnã, demonstrando como a arquitetura pode responder a contextos locais distintos ao mesmo tempo que promove temas universais de educação, ludicidade e descoberta. Seja celebrando o patrimônio arqueológico no Chipre ou reimaginando espaços públicos na Finlândia, esses projetos exploram como os museus podem funcionar como polos culturais que engajam e transformam suas comunidades.
Snaptrude lança plano estudantil gratuito para equipar a próxima geração de arquitetos(as)

A Snaptrude anunciou o lançamento do Snaptrude Student Plan, uma oferta gratuita que concede a estudantes de arquitetura de todo o mundo acesso total à plataforma profissional da Snaptrude e a fluxos de trabalho inteligentes de IA. A iniciativa reflete o compromisso da Snaptrude em fortalecer o ensino de arquitetura e garantir que profissionais emergentes do design desenvolvam habilidades práticas ainda durante a graduação. O acesso irrestrito à plataforma profissional e às ferramentas de IA permite que estudantes projetem com maior agilidade e criem trabalhos prontos para o portfólio.
O legado cotidiano do modernismo indiano: construindo para a classe média pós-independência

O modernismo indiano é frequentemente narrado sob uma perspectiva restrita: um punhado de instituições icônicas, grandes arquitetos/as e experimentos formais radicais que passaram a simbolizar as aspirações pós-independência da nação. No entanto, essa versão da história ignora um acervo muito maior de arquitetura modernista que, silenciosamente, moldou a vida cotidiana em todo o país. Para além de campi célebres e edifícios canônicos, existe uma paisagem vasta e dispersa de blocos habitacionais, escritórios, alojamentos, hospitais, mercados e vilas operárias — estruturas que foram projetadas para funcionar e durar.
Projetando uma estrutura que vive e morre: Picoplanctônica e o Pavilhão do Canadá em Veneza

O Pavilhão do Canadá na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia apresentou Picoplanktonics. Uma pesquisa que surgiu como um repensar radical de como a arquitetura pode se tornar uma plataforma que une biologia, computação e fabricação para propor um futuro alternativo — no qual os edifícios não apenas minimizam danos, mas participam ativamente da reparação do planeta. Em seu cerne está um organismo simples: a cianobactéria marinha, capaz tanto de capturar carbono quanto de contribuir para o crescimento material da estrutura que habita. O projeto foi desenvolvido ao longo de cinco anos por uma equipe de pesquisa na ETH Zurich, liderada por Andrea Shin Ling e um grupo multidisciplinar de colaboradores e colaboradoras. Juntos, formaram o Living Room Collective, fundado há um ano para dar continuidade a esse trabalho e apresentá-lo na Bienal de Veneza. A equipe principal inclui Nicholas Hoban, Vincent Hui e Clayton Lee. Esta entrevista com a equipe por trás do projeto compartilha a filosofia, os desafios técnicos e os horizontes especulativos que impulsionaram seu trabalho — desde a impressão de treliças de areia viva até a manutenção da vida microbiana em uma exposição pública. O objetivo do grupo é inspirar as pessoas a reconsiderarem a arquitetura não como um objeto estático, mas como um processo vivo e em evolução; um processo que exige cuidado, paciência e uma mudança radical de mentalidade.
Como o design sutil pode transformar a experiência do banheiro?

Há uma revolução silenciosa acontecendo no banheiro. Esqueça o mármore brilhante e os metais dourados espalhafatosos; o novo tom do design é de uma confiança serena. Hoje, o luxo é sutil, sensorial e preciso. Valoriza-se o fazer artesanal em detrimento da extravagância, e a autenticidade em vez do espetáculo. O banheiro, outrora o cômodo mais funcional da casa, tornou-se um espaço onde materialidade, toque e luz se orquestram para criar uma sensação de calma.
Renderize isto: Como a IA está desenhando o futuro do setor de AEC

Apesar dos grandes avanços em outros setores, com ferramentas como o Cursor remodelando a forma como softwares são desenvolvidos, ou o AlphaFold revolucionando a previsão de estruturas de proteínas, o setor de AEC ainda espera por seu momento divisor de águas na IA. De fato, muitas ferramentas de visualização causaram grande impacto, especialmente na geração de imagens belas. No entanto, elas se mostram insuficientes quando se trata de compreender o processo de projeto real. Elas não assimilam as restrições, a lógica e as decisões que transformam essas imagens em uma arquitetura real e viável.
E é exatamente aí que reside o caso de uso mais valioso da IA no setor de AEC: não na aparência de um edifício, mas em como ele se articula.
Criando uma aura de perfeição com acabamentos metálicos intensos em interiores modernos

A funcionalidade é indispensável ao projetar, mas criar a atmosfera certa é crucial — especialmente em banheiros e cozinhas, onde alguns acabamentos, tonalidades e metais bem escolhidos podem transformar completamente o ambiente e favorecer a composição de um espaço coeso. Conceitos como beleza, qualidade e variedade orientam grande parte do processo de design dessas áreas, estimulando o que se poderia chamar de busca pela perfeição em todas as dimensões. A interação desses fatores aprimora tanto a composição visual quanto a experiência de uso, moldando um cenário equilibrado e atraente que se adapta à constante evolução das linguagens da arquitetura e do design.
Mute redefine as cabines de escritório com a maior coleção já apresentada

A Mute, pioneira em arquitetura corporativa adaptável, apresenta as Modular Pods—a maior e primeira coleção de cabines acústicas de escritório verdadeiramente adaptáveis do mercado. Ao oferecer uma variedade inigualável de tamanhos, opções ilimitadas de personalização e soluções pioneiras de acessibilidade, as Modular Pods da Mute estabelecem novos parâmetros para toda a categoria de produtos.
Espaços imersivos: quando a arquitetura se torna experiência

Nas salas das Ninfeias no Musée de l'Orangerie em Paris, Claude Monet concebeu uma galeria em 360 graus onde o público visitante se vê envolto por paisagens contínuas, dissolvendo as fronteiras entre pintura e ambiente. Ali, ele buscou não apenas representar a natureza por meio de seu estilo marcante, mas construir uma atmosfera, um estado perceptivo que se habita literalmente. A arquitetura, tradicionalmente associada à materialidade e à permanência, ganha assim uma nova dimensão de tempo, movimento e experiência sensorial.
De maneira semelhante, quando a arquitetura contemporânea transforma seus planos em superfícies ativas, ela expande essa busca por imersão e presença, agora amplificada pela tecnologia. Na entrada da nova Mammut Tower da SOPREMA em Oberroßbach, Alemanha, a arquitetura e a narrativa digital convergem. Projetado e executado por ASB GlassFloor, o recém-concluído saguão é um ambiente imersivo que combina vidro, luz e som em uma experiência espacial e sensorial completa, demonstrando como as tecnologias interativas podem se tornar materiais arquitetônicos por direito próprio.
Expansão do Four Winds Field destaca o uso de tijolos finos em projeto de estádio moderno

Desde sua inauguração em 1987, o Four Winds Field — casa do time da Minor League AA, o South Bend Cubs — passou por diversas transformações. Em cada uma delas, o tijolo permaneceu como um elemento arquitetônico central, evocando tradição, permanência e um caráter urbano marcante. Agora, com uma grande expansão em andamento, o estádio reafirma esse legado ao mesmo tempo em que adota técnicas construtivas inovadoras, com destaque para a integração do tijolo em plaqueta (thin brick) como uma solução contemporânea que honra o passado sem comprometer o desempenho técnico.
Moldando a identidade urbana de Dubai: Buildner lança desafio de design com premiação de meio milhão de euros

Buildner, em colaboração com a Autoridade de Estradas e Transportes de Dubai (RTA), convida arquitetos/as, designers e visionários/as de todo o mundo a participarem do Dubai Urban Elements Design Challenge. Este concurso internacional busca propostas inovadoras para elementos arquitetônicos de pequena escala que qualifiquem os espaços públicos e contribuam para a identidade urbana em constante evolução de Dubai.
As janelas de Veneza: como a história inspirou a modernidade

A antiga cidade de Veneza, na Itália, que sedia tanto as edições de arte quanto as de arquitetura da Bienal de Veneza, é conhecida por sua geografia singular como uma cidade insular de canais. Com sua proeminência naval e mercantil hoje reduzida, a cidade encontrou um novo propósito como centro de estudos, exposições e turismo. Ainda assim, sua morfologia urbana e, de fato, a maioria de seus edifícios são históricos e permanecem praticamente inalterados há centenas de anos. Sua aparência exibe um vernáculo veneziano específico que resistiu ao tempo e serve de pano de fundo para as atividades contemporâneas da cidade. Como as fachadas desses edifícios, em especial suas janelas, refletem essa história? E de que maneira as poucas construções modernas da cidade, como o Palazzo Nervi-Scattolin, respondem a esse peso histórico?
Além do jantar privado: explorando a mesa comunitária como infraestrutura do espaço público

O hábito de sentar-se à mesa e compartilhar um momento específico com outras pessoas está presente há séculos nas mais diversas culturas. O Simpósio Grego, o Convivium Romano, os banquetes e festivais medievais e os salões parisienses são apenas alguns exemplos de como esse costume foi construído historicamente e tem sido relevante em negociações sociais e políticas, discussões intelectuais e debates filosóficos.
A comensalidade frequentemente serve como um ritual de socialização, negociação e celebração de eventos importantes. Em muitas culturas de língua espanhola, o período após a refeição em que toda a família permanece sentada conversando é tão marcante que existe uma palavra específica para isso: sobremesa — traduzida literalmente como "sobre a mesa" (embora, em espanhol, refira-se mais precisamente à conversa pós-refeição). No entanto, apesar de frequentemente associada ao ato de compartilhar uma refeição, a mesa pode ser considerada uma plataforma flexível, aberta a inúmeras possibilidades de apropriação e interação.
Além das Paisagens Fabricadas: Pedreiras como Locais de Colaboração Interdisciplinar

Pedreiras podem ser vistas como cicatrizes indeléveis e abandonadas da extração de recursos promovida pelo ser humano. Espaços artificiais, percebidos como vazios, e a busca pelo ganho material moldaram de forma fundamental o ritmo acelerado do nosso ambiente construído. Enquanto isso, a Terra permanece imóvel como uma testemunha silenciosa. Por décadas, essas minas a céu aberto foram vistas como uma consequência inevitável do consumismo e do crescimento urbano, com suas formas brutas e imponentes testemunhando a extração de materiais em larga escala essenciais para a construção das nossas cidades. No entanto, um movimento arquitetônico global começa a emergir para dialogar com essas formas preexistentes, transformando esses espaços de subtração em locais de inovação, colaboração e novos propósitos.
"É preciso deixar algum espaço para que as pessoas do futuro interpretem": Em conversa com Zhu Pei
Nos últimos oito anos, entrevistei o arquiteto e educador radicado em Pequim, Zhu Pei, várias vezes. Sua busca persistente por combinar princípios tradicionais de planejamento e construção com sensibilidades formais e espaciais inovadoras me intriga. Seus projetos mais recentes, incluindo o Zijing International Conference Camp (2022) e o Museu do Forno Imperial de Jingdezhen (2020), são amplamente publicados e representam suas obras mais maduras. No entanto, ele está convencido de que sua melhor obra ainda está por vir. "Isso vai ser incrível! Estou muito entusiasmado!", disse-me o arquiteto, referindo-se ao Museu de Ruínas e Observatório de Majiayao, atualmente em construção na província de Gansu, no noroeste da China. "Odeio soluções de pilar e viga. Quero espaços sem pilares para o edifício público", continuou ele. Nossa conversa ocorreu no início deste ano por videochamada, acompanhada por dezenas de ilustrações pertinentes.
Tirana Reimaginada: Projetos de arquitetura que transformam a capital da Albânia por meio do engajamento público

Tirana, capital da Albânia, está passando por uma transformação notável, impulsionada por uma visão ambiciosa de futuro delineada no Plano Diretor Tirana 2030 (TR030). O plano, elaborado pelo renomado arquiteto italiano Stefano Boeri, visa a remodelar a cidade em um polo urbano sustentável, verde e inclusivo, com foco no adensamento e na melhoria da qualidade de vida de seus/suas habitantes. No centro dessa visão estão projetos como a criação de uma "floresta orbital" com dois milhões de árvores, a revitalização de rios com corredores verdes e o redesenho de espaços públicos como a Praça Skanderbeg, que se tornou a maior área de pedestres dos Bálcans. De acordo com o The Guardian, essas iniciativas buscam reverter o caos do crescimento urbano desordenado que se seguiu à queda do comunismo e acomodar uma população que quadruplicou desde 1992, ao mesmo tempo em que priorizam a qualidade de vida e a acessibilidade.
No centro da transformação de Tirana está um foco renovado na arquitetura como ferramenta de conexão, combinando identidade cultural e design contemporâneo para criar espaços que convidam à interação e ao engajamento público. Projetos recentes anunciados por arquitetos/as de renome e escritórios internacionais, como Coldefy, OODA, Oppenheim Architecture e CHYBIK + KRISTOF, mostram um fio condutor comum: a reimaginação da cidade rejuvenescida para o público. Essas propostas enfatizam a sustentabilidade social, referências culturais e espaços públicos acessíveis, redefinindo a forma como moradores/as e visitantes vivenciam a malha urbana de Tirana. De vilas verticais de uso misto e ruas voltadas para pedestres a campi ecologicamente conscientes e centros cívicos, esses novos empreendimentos destacam coletivamente a ambição da cidade de se posicionar como um modelo progressista de renovação urbana nos Bálcans.
Onde estão os talentos? Enfrentando a escassez de mão de obra qualificada em AEC

Encontrar o emprego ideal — ou o/a candidato/a certo/a — na indústria de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) pode ser um verdadeiro desafio. À medida que o setor evolui, tanto profissionais quanto empresas buscam formas mais eficazes de se conectar, colaborar e crescer. A AECO Space é uma plataforma de empregos e networking desenvolvida especificamente para profissionais de AEC. Ela oferece um espaço para que contratantes e talentos participem de um processo de recrutamento e conexão mais eficiente e focado no setor.











