Quando se fala de inteligência na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, a exposição principal a categoriza amplamente em três domínios: natural, artificial e coletiva. Embora as atenções se voltem principalmente para as performances robóticas e para experimentos materiais de vanguarda—como os tijolos de esterco de elefante de Boonserm Premthada ou a fascinante exibição de picoplâncton do Canadá—, uma forma de inteligência coletiva frequentemente negligenciada, porém fundamental, reside no ato de arquivar.
Diversos pavilhões nacionais expõem essa inteligência coletiva por meio de mostras belamente curadas—o Pavilhão da Espanha, por exemplo, com seu jogo perspicaz de escalas, apresenta maquetes meticulosamente elaboradas que convidam a uma leitura atenta e ao encantamento. Essas coleções curadas oferecem um retrato do presente e, em alguns casos, acenam para o futuro. No entanto, sem um envolvimento crítico com o passado, sem documentar e dar sentido ao nosso conhecimento espacial e arquitetônico compartilhado, o potencial da inteligência coletiva permanece incompleto. O arquivamento não é um mero ato de preservação; trata-se de uma ferramenta generativa para projetar novos futuros.
Para a edição de 5º aniversário do "Monaco Smart & Sustainable Marina Rendezvous", a M3 Monaco revela o novo tema de seu concurso internacional de arquitetura anual. Estudantes, jovens arquitetos/as e profissionais da área têm o desafio de conceber uma nova visão ou repensar o desenvolvimento da infraestrutura da Ilha de Certosa, em Veneza, criando um diálogo singular que integre o turismo regenerativo, a jornada marítima, o título de Patrimônio Mundial da UNESCO e o próprio contexto de "La Serenissima."
Cortesia de AIA Conference on Architecture & Design
O futuro da arquitetura não está apenas sendo desenhado — ele está sendo codificado. Desde que o matemático John W. Tukey cunhou o termo "software" em 1958 na revista *The American Mathematical Monthly*, sua influência tem se expandido constantemente, desde a revolução da ciência e da engenharia até a transformação silenciosa da arquitetura. O que antes era visto apenas como uma inovação para cálculos estruturais e desenho técnico, desde então revelou um potencial muito mais amplo, tornando-se um motor criativo na narrativa e prática arquitetônica.
Embora essa transformação já tenha se consolidado — com o software agora incorporado à nossa maneira de projetar e pensar —, ela continua a evoluir. Na recente AIA Conference on Architecture & Designem Boston, as inovações apresentadas deixaram claro que estamos entrando em um novo capítulo: um momento em que softwares e inteligência artificial não apenas aprimoram fluxos de trabalho, mas moldam ativamente a sustentabilidade, a regulamentação e a tomada de decisões. Arquitetos/as e desenvolvedores/as de software agora tratam o código com a mesma lógica de um material — moldado não por modelagem física ou escultura, mas por parâmetros, ciclos, evolução constante e feedback. Ao mesmo tempo, arquitetos/as trabalham com a IA como copiloto no processo de projeto, colaborando com ela para apoiar a tomada de decisões e aprimorar a criação.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143015/ia-e-softwares-de-arquitetura-na-aia25-do-codigo-ao-concreto-no-futuro-digitalEnrique Tovar
Frequentemente admirado por sua simplicidade e capacidade de comunicação clara por meio de rabiscos em um guardanapo manchado de espresso martini, o esboço em guardanapo é talvez uma das formas mais reconhecidas de liderança criativa no setor. Além de icônico, esse tipo de croqui preliminar e iterativo ajuda a definir a direção do projeto de forma rápida, simples e eficaz. No entanto, o trabalho subsequente para traduzir esse esboço em um projeto propriamente dito (e, em última análise, conquistar o contrato) muitas vezes priva os escritórios de uma fase inicial de projeto lucrativa.
Jurong Lake Gardens é um dos mais novos jardins nacionais de Cingapura, um oásis urbano de 90 hectares para a comunidade. A membrana EPDM PondGard da Elevate foi utilizada para impermeabilizar o lago. Imagem cortesia de Holcim
O futuro do planejamento urbano e da arquitetura é promissor se o mundo, coletivamente, olhar além do conceito de mera sustentabilidade e, em vez disso, adotar uma abordagem positiva para a natureza. À medida que o crescimento populacional global impulsiona uma rápida urbanização — exigindo que a humanidade construa o equivalente a uma cidade do tamanho de Madri a cada semana pelas próximas décadas —, o setor da construção enfrenta um desafio decisivo: como construir ambientes urbanos duráveis, energeticamente eficientes e resilientes em harmonia com os ecossistemas naturais.
Sistema de porta de correr SL500. Imagem cortesia de ASSA ABLOY
Ao longo da história, as portas — e, posteriormente, as portas automáticas — desempenharam um papel muito mais amplo do que a mera marcação de uma entrada ou saída. Elas definem limiares, guiam o fluxo de movimento e moldam sutilmente a maneira como as pessoas interagem em um espaço. É possível traçar sua evolução até o século I, quando Heron de Alexandria projetou uma porta movida a vapor — um exemplo pioneiro da fusão entre tecnologia e arquitetura. Desde então, os sistemas de portas automáticas sem toque incorporaram avanços tecnológicos que aprimoram sua operação e redefinem seu papel nos edifícios. Hoje, eles estão integrados a uma variedade de tipologias e escalas de edifícios, atuando como elementos de transição que aumentam o conforto, a eficiência energética e a qualidade geral dos espaços internos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143019/o-futuro-mais-verde-dos-sistemas-de-portas-automaticas-uma-mudanca-no-design-e-no-desempenhoEnrique Tovar
Na arquitetura, o efeito da cor raramente é neutro. Ela tem o poder de acalmar ou energizar, expandir ou comprimir o espaço, unificar ou dividir. Longe de ser apenas uma camada decorativa, a cor é uma ferramenta que arquitetos/as, designers de interiores e designers utilizam para estruturar a atmosfera e a percepção. Ao lado da luz, do material e da proporção, trata-se de um dos instrumentos mais precisos disponíveis para orientar a experiência espacial. Quando tratada de forma deliberada, torna-se um sistema — que permite aos/às profissionais articular relações entre espaços, estabelecer atmosferas e criar continuidade em várias escalas.
A cor não se limita à pintura. Superfícies, materiais, acabamentos e elementos técnicos possuem, todos, peso cromático. No entanto, na prática, a cor muitas vezes permanece irregular nos detalhes mais sutis — interruptores, tomadas, interfones —, surgindo frequentemente como interrupções neutras. Essa lacuna evidencia uma questão mais ampla: se a cor deve ser considerada uma verdadeira ferramenta arquitetônica, não deveria ela se estender a cada detalhe, por menor que seja? Diante disso, a fabricante alemã JUNG estendeu a Polychromie Architecturale de Le Corbusier para as instalações elétricas, permitindo que componentes essenciais da edificação falem a mesma linguagem da arquitetura circundante.
Criado por surfistas da Califórnia que queriam trazer as linhas do surfe para o asfalto, o skate logo superou seu papel de mera alternativa para os dias sem ondas. Consolidou-se como uma prática que lê a cidade sob uma lógica diferente, reinterpretando degraus, corrimãos, muros e espaços intersticiais como potenciais linhas, desafios e oportunidades. Ao longo do tempo, evoluiu para uma cultura urbana global, uma forma de habitar e transformar o espaço público por meio do movimento. O que antes era marginal tornou-se um catalisador para a ativação urbana, a construção de comunidades e o surgimento de novos usos para espaços negligenciados. Em sua essência, o skate revela quantas cidades coexistem dentro de uma mesma cidade, dependendo de quem transita por ela e de como cada pessoa é capaz de reinterpretar o que está ao seu redor.
A graduação em arquitetura pode até oferecer um currículo vasto, mas muitas das competências necessárias para desenvolver um projeto estão fora dessa disciplina. Isso é especialmente evidente em projetos em escala urbana, que demandam conhecimentos especializados em áreas como estudos de tráfego, cálculo estrutural, paisagismo e previsão de instalações técnicas. Muitas vezes consideradas "complementares", essas especialidades são, na verdade, fundamentais para a concepção global do projeto.
Em um país como Portugal, de território relativamente pequeno, mas geograficamente diverso, o desafio de conectar diferentes partes do território – seja para atravessar um rio ou ligar diferentes níveis de uma cidade – é constante. As maiores áreas metropolitanas do país, como Lisboa e Porto, compartilham uma geografia acidentada de vales e colinas íngremes. Essas características impulsionaram o desenvolvimento de elevadores e funiculares, como o Elevador de Santa Justa e o Ascensor da Bica em Lisboa, e o Funicular dos Guindais no Porto. Hoje, além de melhorarem a mobilidade urbana, essas estruturas se tornaram marcos turísticos.
Spectrum Architecture, em colaboração com SOG e F&M, apresenta o masterplan para o Gonio Yachts and Marina — um importante empreendimento à beira-mar na costa do Mar Negro, projetado para oferecer infraestrutura residencial e hoteleira de alto padrão para mais de 30.000 pessoas.
O projeto faz parte do expressivo investimento da EMAAR no setor imobiliário da Geórgia sob a marca Eagle Hills, que planeja desenvolver dois megaprojetos em Tbilisi e Batumi. O investimento total supera US$ 6,5 bilhões e visa atrair US$ 10 bilhões em investimentos estrangeiros diretos, gerar 30.000 empregos em diversos setores e receber 350.000 visitantes anualmente.
A arquitetura sempre foi muito mais do que tijolo e argamassa. Ela se constrói igualmente por meio de palavras, ideias e narrativas. Dos tratados antigos aos manifestos radicais, dos manuais técnicos aos ensaios poéticos, a palavra escrita tem servido como uma ferramenta espacial, pedagógica e política no campo profissional. A escrita molda a forma como a arquitetura é concebida, comunicada e criticada — muitas vezes muito antes, ou mesmo na ausência, de uma construção física.
Historicamente, figuras como Vitrúvio, Alberti e Palladio utilizaram a escrita para codificar princípios, projetar ideais e legitimar a arquitetura como disciplina. No período moderno, Le Corbusier, Adolf Loos e Lina Bo Bardi escreveram prolificamente para expandir o escopo da arquitetura para além da forma e da função, frequentemente utilizando publicações como ferramentas de persuasão e experimentação. O período do pós-guerra deu origem a novas estratégias editoriais, patentes nos manifestos do Archizoom e do Superstudio, e nas publicações polêmicas de Delirious New York e Oppositions, nas quais a escrita servia tanto como crítica quanto como projeto.
Em muitas partes do mundo, o isolamento não se define apenas pela distância física. Ele pode descrever um assentamento montanhoso distante da infraestrutura urbana ou um bairro periférico à margem da visibilidade e das oportunidades. Nesses diversos contextos, a biblioteca tem se consolidado como uma das tipologias mais vitais — um espaço onde a arquitetura materializa preceitos de acessibilidade, inclusão e acolhimento comunitário.
Morar à beira-mar é, há muito tempo, um desejo marcante — atraído pela promessa de uma natureza amena, privacidade e acesso imediato à água. Historicamente, as casas de praia tendiam a ser rústicas e despojadas: em parte porque a infraestrutura em locais remotos e o transporte de materiais eram difíceis, e em parte porque seu charme residia em estar mais próximo dos elementos — de forma mais simples, rústica e direta.
Por conta disso, muitas das primeiras casas de praia foram construídas em madeira. O material oferecia vantagens claras: era leve, adaptável, de rápido manuseio e podia ser montado com o mínimo de maquinário pesado. Embora a madeira sofra com a ação do tempo e apresente baixa resistência à umidade carregada de sal, a madeira para uso externo carrega um caráter bruto e natural que reforçava o apelo do ideal da casa de praia.
A vida coletiva continua a ser um tema central no discurso habitacional contemporâneo, estendendo-se para além das questões de densidade ou tipologia para abranger preocupações mais amplas sobre o uso do solo, a coesão social e a identidade espacial. Esta seleção de projetos conceituais não construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, explora o potencial dos ambientes de vida compartilhada, não apenas como soluções habitacionais funcionais, mas como estruturas para interação, integração ambiental e continuidade cultural. Seja em contextos urbanos ou remotos, as propostas refletem um interesse crescente em repensar como o espaço doméstico pode apoiar tanto a privacidade individual quanto a vida comunitária.
A arquitetura de escolas de educação infantil há muito se destaca como um campo onde o design e a imaginação convergem. Ao contrário da maioria das tipologias de edifícios, esses espaços são concebidos não apenas para abrigar e funcionar, mas para moldar as primeiras experiências de curiosidade, brincadeira e interação social. Ao longo da história, o design de escolas infantis evoluiu junto com as mudanças pedagógicas, passando de primórdios modestos e utilitários para ambientes altamente intencionais que estimulam tanto o aprendizado quanto o encantamento. Nesse contexto, a arquitetura torna-se mais do que um pano de fundo — ela se transforma em um/a educador/a silencioso/a, capaz de nutrir o desenvolvimento emocional, cognitivo e físico.
Do design de interiores de estabelecimentos voltados à prática esportiva a espaços de bem-estar, a arquitetura contemporânea continua experimentando a incorporação de diferentes usos, instalações e materialidades que permitem a expansão para públicos amplios, a criação de novas espacialidades e o incentivo ao desenvolvimento de diferentes atividades simultâneas. Embora cada esporte demande seu próprio tipo de arquitetura — como, por exemplo, o treino de escalada —, da Austrália aos Países Baixos, profissionais de arquitetura e design apostam na criação de atmosferas onde o exercício se torna não apenas uma experiência física, mas também psicológica, conectando corpo e mente a um estado de renovação física, relaxamento e sociabilidade.
Uma boa conversa pode fazer o tempo parecer passar mais rápido. No entanto, será que esse efeito se deve exclusivamente à troca verbal, ou nossa percepção do tempo poderia ser moldada pelas condições espaciais ao nosso redor? Existem ambientes que, por sua escala, distribuição e atmosfera, favorecem o encontro, a escuta ou a pausa, influenciando, assim, a experiência humana. Talvez não sejam as palavras compartilhadas, mas o espaço em que falamos que realmente molda nossa compreensão do tempo. Algumas teorias sociológicas sobre nossa sociedade e o ambiente construído vão além de considerá-lo um mero recipiente físico, sugerindo que a arquitetura, em sua própria dualidade, pode atuar tanto como inibidora quanto como catalisadora de nossas experiências temporais, impactando nosso bem-estar.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142949/bem-estar-e-espacos-lentos-a-arquitetura-pode-distorcer-a-maneira-como-experienciamos-o-tempoEnrique Tovar
A decisão de elevar uma edificação do solo é uma manobra técnica que exige planejamento substancial, expertise e consideração minuciosa. Trata-se de uma resposta arquitetônica deliberada às forças e fragilidades do local. Planícies de inundação, áreas úmidas e o degelo da tundra compartilham um elemento em comum: profissionais de arquitetura reconciliam riscos e vulnerabilidades por meio de estruturas elevadas. Nesse sentido, trata-se de uma resposta espacial e de uma necessidade estrutural.
Nos últimos anos, o trabalho remoto tornou-se cada vez mais comum, criando a necessidade de espaços domésticos que acomodem tanto a vida profissional quanto a pessoal. Isso se aplica especialmente a artistas, para quem a integração entre moradia e espaços de trabalho é essencial. Muitas vezes, esses locais também precisam funcionar como áreas de exposição para a produção artística, como pinturas, esculturas, cerâmicas e outras criações.
Essa fusão entre ambientes de trabalho e de moradia tem influenciado as tendências de arquitetura e design de interiores, priorizando a flexibilidade, a multifuncionalidade e uma estética que estimule tanto a criatividade quanto o conforto. Plantas livres, móveis modulares e soluções de iluminação adaptáveis tornaram-se elementos fundamentais em projetos que buscam harmonizar o cotidiano pessoal e profissional de forma fluida.
Ex-alunos e ex-alunas do SCI-Arc continuam a deixar uma marca indelével no panorama global do design, liderando novas abordagens em arquitetura, tecnologia e práticas interdisciplinares. Com uma reputação consolidada no fomento à experimentação radical, a instituição formou profissionais cujos trabalhos desafiam convenções e redefinem as possibilidades espaciais. As conquistas recentes de seus diplomados e diplomadas destacam o papel do SCI-Arc na formação da próxima geração de arquitetos, arquitetas e pensadores criativos.
Que estruturas e infraestruturas mantêm os vínculos e relações entre o campo e a cidade? Como a arquitetura e as tecnologias emergentes manterão ou não essa coexistência de ambos os mundos no futuro? A redução da pegada ecológica, o impacto das mudanças climáticas, a descentralização das grandes cidades, a segurança alimentar e demais problemáticas contemporâneas interpelam profissionais de arquitetura e urbanismo em nível global sob o principal objetivo comum de melhorar a qualidade de vida da população e alcançar o bem-estar físico, mental e emocional no ambiente construído e natural.
Na preservação da arquitetura, existem muitas abordagens possíveis — que vão desde tratar um edifício como um monumento estático, restaurando-o meticulosamente in situ a ponto de limitar o acesso público, até estratégias adaptativas que reprogramam e modificam os espaços internos, mantendo elementos arquitetônicos essenciais, como a materialidade e a forma estrutural. No entanto, um método se destaca, tanto pela ambição quanto pela controvérsia: o de desmantelar deliberadamente um edifício — tijolo por tijolo —, etiquetar e documentar meticulosamente cada parte e armazená-lo até que surja um novo local, propósito ou narrativa. Em seguida, remontá-lo do zero, possivelmente para um uso totalmente diferente. Embora o contexto original se perca, essa estratégia visa preservar o significado cultural por meio da transformação, e não da estagnação. Esta é a história da Murray House em Stanley, Hong Kong.
Originalmente construída em 1846 como alojamento para oficiais militares britânicos no distrito de Central, a Murray House foi um dos primeiros exemplos de arquitetura neoclássica em Hong Kong — um vestígio único e duradouro do passado colonial da cidade. Suas robustas colunatas de granito e fachada simétrica erguiam-se como um símbolo de permanência clássica. Durante a ocupação japonesa de Hong Kong em 1941, a função do edifício foi redefinida para servir como centro de comando da polícia militar japonesa. O edifício sobreviveu à guerra e continuou a abrigar vários departamentos governamentais ao longo das décadas do pós-guerra.
À medida que as cidades continuam a se expandir verticalmente, as torres de escritórios permanecem como um dos símbolos mais visíveis da ambição arquitetônica e da evolução urbana. Não mais definida exclusivamente pela eficiência ou pela imagem corporativa, a arquitetura contemporânea dos espaços de trabalho está sendo reimaginada como um ecossistema híbrido — que equilibra densidade e iluminação natural, produtividade e bem-estar, tecnologia e integridade material e espacial. Os seguintes projetos não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, revelam como profissionais de arquitetura em diferentes continentes estão repensando a tipologia da torre, transformando a verticalidade em uma oportunidade de conexão, adaptabilidade e sustentabilidade.
Do Shivalik Curv e Embassy Zenith, na Índia, onde forma e movimento se combinam para redefinir a identidade do horizonte urbano, ao Dungen, na Suécia, um edifício de escritórios de baixa altura feito de madeira que reflete a tranquilidade de um bosque, cada projeto explora como os ambientes de trabalho podem se tornar mais flexíveis, humanos e conscientes do ponto de vista ambiental. Em Kiev, o APEX Business Center se posiciona como um catalisador para a vitalidade urbana, enquanto a BNI Tower PIK 2, em Jacarta, transforma a torre corporativa em um símbolo cristalino de crescimento. Em Munique e Ancara, conceitos de uso misto como o Highrise Hufelandmark e o Rhythm Ankara exploram o escritório como parte de uma paisagem urbana mais ampla, onde trabalho, lazer e vida pública se cruzam.