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Arquiteturas do Movimento: 6 estruturas de transporte não construídas da comunidade ArchDaily

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A ideia de infraestrutura de transporte costuma evocar mais hostilidade do que interesse: espaços de trânsito, de encontros constantes com desconhecidos, lugares que ninguém parece reivindicar como seus. Essas estruturas organizam o movimento e oferecem espaços que, muitas vezes, funcionam ininterruptamente. Os projetos não construídos apresentados a seguir contestam essa noção de "terra de ninguém", propondo a infraestrutura como um objeto de arquitetura. Localizadas no Irã, em Montenegro, nas Ilhas Canárias, na Suécia, nos Emirados Árabes Unidos e na Coreia do Sul, essas propostas de projeto oferecem um olhar sobre a cultura e a imagem de seus contextos. Projetadas para caminhões, carros, aviões e pedestres, as propostas proporcionam não apenas uma estrutura funcional, mas também uma atmosfera propícia ao serviço, à espera ou ao encontro. Com isso, oferecem novas imagens para espaços que costumam passar despercebidos.

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Instituto de Alfabetização do Novo México, projetado por Multistudio e Design Plus Architects, tem inauguração prevista para dezembro

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O New Mexico Literacy Institute (NMLI), um centro educacional com cerca de 2.880 metros quadrados (31.000 pés quadrados) projetado pelo escritório Multistudio em colaboração com o Design Plus Architects, sediado em Albuquerque, tem inauguração prevista para dezembro de 2026. Localizado no Novo México, o projeto é uma iniciativa de legado da governadora Michelle Lujan Grisham e visa oferecer uma instalação de alcance estadual para a alfabetização, atendendo a estudantes de diferentes idades e habilidades. O projeto reúne espaços educacionais, recreativos e comunitários, abordando a alfabetização como um processo que vai além dos limites da sala de aula convencional.

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Reconstruir após incêndios florestais significa repensar o projeto residencial

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A Força-Tarefa Resilient Futures da SCI-Arc foi criada para repensar os métodos tradicionais de reconstrução após os incêndios de janeiro de 2025 em Los Angeles exporem graves fragilidades nas normas residenciais padrão do sul da Califórnia. Reunindo professores/as, pesquisadores/as e estudantes, a iniciativa oferece apoio prático e direto a proprietários/as de residências desalojados/as em relação à segurança das edificações, toxicidade do solo, fundos de emergência e reivindicações de seguros por meio de reuniões comunitárias públicas.

Museu Powerhouse Parramatta será inaugurado em 7 de novembro de 2026, em Sydney

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Projetado pelos/as arquitetos/as franco-japoneses/as Moreau Kusunoki, em parceria com o escritório de arquitetura australiano Genton como arquiteto local, o Powerhouse Parramatta é, segundo o Governo de NSW, o maior projeto de infraestrutura cultural na Austrália desde a Sydney Opera House. O projeto foi anunciado pela primeira vez em 2019, as obras começaram em 2022, e a inauguração estava inicialmente prevista para 2025. O edifício principal foi concluído no início deste ano, abrindo caminho para a abertura neste sábado, 7 de novembro de 2026. O Powerhouse Parramatta faz parte do Powerhouse, o maior grupo de museus da Austrália — uma rede de espaços culturais dedicados às artes, design, ciência e tecnologia. A programação do novo edifício oferece ao público cinco exposições e um Festival de Abertura de 23 dias com palestras, workshops, música e performances relacionadas aos diferentes temas das mostras.

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Construindo "Reservatórios de Esperança" nas cidades do futuro: lições do Utopian Hours 2026

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A utopia é comumente compreendida como uma sociedade ou lugar idealizado onde as condições políticas, sociais e de vida são fundamentalmente diferentes do presente. De origem grega, a palavra significa literalmente "lugar nenhum" ou "não lugar". Embora a utopia possa não existir na realidade, o ato de imaginá-la há muito inspira arquitetos/as e pensadores/as urbanos/as a vislumbrar o mundo de outra forma. Diante dos desafios contínuos que as cidades enfrentam hoje — crise climática, poluição, preços exorbitantes da terra, envelhecimento populacional, desigualdade habitacional, escassez de serviços sociais, disparidades socioeconômicas crescentes e injustiças persistentes —, algumas regiões sofrem com o superaquecimento e a degradação ambiental, enquanto outras lutam pelo acesso à natureza, à terra e à comunidade, o que nos faz pensar, na verdade, em um futuro distópico. Ao pensar sobre a utopia nessa condição padrão das cidades contemporâneas, moldadas pela lógica parcialmente fracassada do planejamento urbano moderno, como seria uma cidade mais habitável, sustentável, diversa e inclusiva no século XXI? 

Essa foi a questão central que permeou o Utopian Hours 2026, um festival internacional dedicado à produção das cidades. Ao longo de suas palestras, exposições e mesas-redondas, o festival explorou como moldar as paisagens urbanas e quais abordagens de pensamento projetual podem transformar a vida urbana.

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Guia de arquitetura de Brasília: 17 projetos para entender as escalas da capital brasileira

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A partir do século XIX, com sua Revolução Industrial e emergência dos novos tempos da máquina, a crescente população e as demandas pelo espaço urbano cada vez mais pungentes, na Europa, emergem as primeiras reflexões sobre a cidade e, mais do que isso, inicia-se o processo de estruturação disciplinar do urbanismo como teoria e prática inerentes ao novo momento histórico que se consolidava, e que teria seu produto, em relação às cidades, como apanágio do século XX. Dentro dessa lógica disciplinar que se configurava a partir de uma demanda social, ou muitas vezes, uma demanda política vinculada a pretensões militaristas de ordem e controle urbano, o século XX foi palco de todo o desenrolar dessa sociedade industrial, que tinha a cidade como seu horizonte. 

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Enquadrando a luz natural: cinco estratégias de iluminação natural na arquitetura de cabanas

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As cabanas oferecem a arquitetos e arquitetas oportunidades para experimentar de forma lúdica com a forma arquitetônica, materiais, paisagismo e configurações espaciais. Suas dimensões compactas, programas relativamente simples e a proximidade imediata com o entorno natural permitem abordagens de projeto não convencionais e a possibilidade de testar ideias arquitetônicas e experienciais. Frequentemente construída como espaço de descanso, a arquitetura de cabanas incentiva os/as profissionais a priorizarem a experiência de habitar um espaço, explorando como elementos de projeto individuais contribuem para o caráter e a atmosfera do interior.

A luz natural desempenha um papel fundamental na construção dessa experiência, especialmente em espaços compactos onde a implantação das aberturas influencia significativamente a percepção espacial. Enquanto as janelas convencionais estabelecem conexões visuais com a paisagem circundante, as claraboias trazem a iluminação zenital e criam uma oportunidade única para observar as variações sazonais e o movimento das sombras ao longo do dia. Além de fornecerem luz natural para seus habitantes, claraboias bem projetadas criam uma relação dinâmica com a luz do dia e estabelecem uma conexão mais próxima com o ambiente circundante e o passar das horas.

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O que a IA revela sobre a arquitetura nunca construída

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Alguns projetos de arquitetura sobrevivem apenas como desenhos, propostas de concurso ou maquetes em arquivos. Outros chegaram a ser construídos, mas não como foram inicialmente imaginados, e o edifício concluído gradualmente substituiu a proposta original na memória coletiva. A Catedral de São Paulo, de Christopher Wren, é familiar para muitos, mas seu Warrant Design — a proposta coroada por uma agulha, aprovada em 1675, que ele posteriormente reformulou ao longo da construção — é bem menos conhecido. Londres também quase recebeu um monumento muito diferente: a vasta necrópole em forma de pirâmide de Thomas Willson para Primrose Hill, projetada para abrigar milhões de sepultamentos e dominar a silhueta da cidade.

Trienal de Arquitetura de Sharjah 2026 anuncia programação de abertura com performances, filmes e conferência

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A Trienal de Arquitetura de Sharjah (SAT) anunciou a programação de abertura de sua terceira edição, sob o título Architecture Otherwise: Building Civic Infrastructure for Collective Futures. Curada pela escritora e antropóloga Vyjayanthi Rao, ao lado do curador associado Tau Tavengwa, a Trienal acontecerá de 14 de novembro de 2026 a 14 de abril de 2027, com sua programação de abertura de seis dias realizada de 14 a 19 de novembro. Co-curada por Rao e Sharmeen Inayat, curadora de Pesquisa e Engajamento Cívico da SAT, a iniciativa reúne projetos participativos, performances ao vivo, exibições de filmes, palestras e debates em todo o Emirado de Sharjah, culminando em uma conferência internacional de dois dias em 18 e 19 de novembro.

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O novo estádio San Siro de Milão e os 12 projetos premiados da BIAU: Resumo da semana

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Esta semana começou com o Dia Mundial das Cidades, que este ano, em consonância com o Dia Mundial da Arquitetura, foi uma oportunidade para destacar a falta de acesso à moradia adequada, à segurança da posse, a serviços básicos e a condições de vida acessíveis em todo o mundo. Mais uma vez, nos deparamos com um apelo para abordar a arquitetura e o desenho urbano de forma diferente, tornando o projeto uma ferramenta social e não apenas de mercado. Exemplos de abordagens sensíveis podem ser vistos nos anúncios desta semana: materiais baseados em resíduos, reutilização adaptativa do patrimônio industrial e o reconhecimento da natureza evolutiva do desenho. A polêmica proposta de substituir o Estádio San Siro, em Milão, por um novo projeto do escritório Foster + Partners levanta questões sobre as noções de valor e beleza no mundo contemporâneo, enquanto nós, no ArchDaily, convidamos estudantes a imaginar novas formas de vida urbana por meio da arquitetura. Para conflitos razoáveis, soluções criativas. Por fim, no radar desta semana, recebemos notícias da XIV Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU), realizada este ano em Brasília; um novo edifício curvo de madeira e concreto projetado pelo escritório OODA em Lisboa; e um masterplan do SOM para uma cidade totalmente nova no Egito.

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Trazendo texturas inspiradas na hotelaria para interiores corporativos

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"Podemos realmente trazer a estética da hotelaria para o espaço de trabalho, algo que nossos clientes vêm solicitando há muitos anos", afirma Mark Harder, da direção de design da Gensler. O calor da madeira, a textura do couro e as superfícies táteis encontradas em hotéis e restaurantes também são desejados em escritórios, aeroportos e áreas de circulação compartilhadas. No entanto, levar essas qualidades para diferentes contextos exige uma reflexão sobre como os materiais responderão ao uso diário.

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Uma Cidade-Jardim no Caribe: O Planejamento da Nova Capital de Belize, Belmopan

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Localizado na costa caribenha da América Central, Belize é um pequeno país com uma história intrigante. Faz fronteira com o México ao norte e com a Guatemala a oeste e ao sul, com o Mar do Caribe ao longo de seu limite leste. Conhecido como Honduras Britânica durante a maior parte de seu passado, tornou-se formalmente uma colônia britânica em 1862, muito depois de seus países vizinhos da América Central terem conquistado a independência da Espanha. À medida que o território transitava rumo à independência, adotou dois símbolos de sua identidade emergente: um novo nome, Belize, e uma nova capital, construída não apenas para governar a nova nação, mas também como uma forma de evitar que furacões colocassem em risco a estabilidade institucional do país.

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O Briefing Invisível: Como as Necessidades dos Laboratórios Moldam os Edifícios de Pesquisa

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Um piso que aparenta solidez pode, ainda assim, estar em movimento. As vibrações propagam-se pelo solo e pelas edificações, frequentemente em níveis imperceptíveis para as pessoas. Embora a maioria dessas oscilações tenha pouco impacto nas atividades cotidianas, em alguns laboratórios de pesquisa, instrumentos que medem a matéria em escala nanométrica conseguem registrar movimentos dessa magnitude. Nesses casos, até mesmo o tráfego a quilômetros de distância pode interferir em um experimento.

Outros experimentos impõem exigências distintas aos espaços que os acolhem. Os equipamentos, juntamente com os dutos e instalações superiores, frequentemente demandam um pé-direito maior do que o oferecido por uma laje convencional. Certos processos exigem ventilação contínua, ao passo que os dispositivos geram calor que precisa ser dissipado. Os sistemas que dão suporte a essas atividades ocupam um espaço considerável e, por vezes, geram justamente as vibrações que as pesquisas sensíveis tentam evitar.

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Por que o BIM ainda não sabe do que seu edifício é feito

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Ao mover uma parede no Revit, todas as plantas, cortes e tabelas são atualizados automaticamente. No entanto, basta mudar um material para que a equipe de projeto precise retornar a especificações, planilhas e desenhos, apenas para verificar se todos eles descrevem a mesma escolha. 

Para Dave Lemont, que liderou a Revit Technology antes da aquisição pela Autodesk, essa lacuna representa o trabalho inacabado do BIM. Atualmente presidente executivo da Acelab, ele se concentra em um Modelo de Inteligência de Materiais: um registro de produto único e estruturado, conectado a cada documento onde essa especificação aparece. Além disso, trata-se de algo que arquitetos e arquitetas já podem testar por conta própria, uma vez que a Acelab liberou a busca no Material Hub para qualquer pessoa, sem necessidade de criar uma conta.

América Latina em Foco: Este Mês na Arquitetura, Habitação Social e Recuperação do Patrimônio

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Neste mês de outubro, a arquitetura na América Latina tornou-se uma plataforma de intercâmbio, reunindo debates sobre o habitar, a identidade cultural, as práticas emergentes e a relação entre o ambiente construído e seu contexto ampliado. De discussões sobre práticas arquitetônicas emergentes e pesquisa de materiais na Design Week Mexico a novas abordagens de habitação, paisagem e espaço público no Chile e no México, os acontecimentos recentes destacam como a arquitetura responde a condições locais específicas. Em toda a região, iniciativas voltadas para a adaptação climática e a recuperação do patrimônio na República Dominicana e na Colômbia também chamam a atenção para as transformações nas responsabilidades das instituições culturais e do ambiente construído.

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The Architecture Drawing Prize anuncia 11 premiados de sua edição de 2026

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Lançado em 2017, o The Architecture Drawing Prize é organizado anualmente para celebrar e destacar a arte do desenho de arquitetura em múltiplos formatos e técnicas. Com cocuradoria de Make Architects, Sir John Soane's Museum e World Architecture Festival (WAF), e com apoio do Iris Ceramica Group e ArchDaily como parceiro de mídia, a nona edição anunciou seus 11 premiados. Este ano, as obras foram selecionadas entre 168 propostas enviadas de todo o mundo, com uma premiação especial para desenho à mão. O grande vencedor será anunciado no Sir John Soane's Museum, em Londres, no início de 2027, onde a exposição do prêmio ficará em cartaz de 27 de janeiro a 28 de fevereiro de 2027.

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Time Space Existence 2027 questiona o que significa projetar com a mudança

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A exposição bienal de arquitetura Time Space Existence retorna para sua 8ª edição com mais de 200 participantes, desde escritórios globais consagrados até estúdios emergentes e instituições acadêmicas. Seus trabalhos serão apresentados em três locais históricos de Veneza: Palazzo Mora, Palazzo Bembo e Giardini della Marinaressa. Muitos nomes já foram confirmados, e a equipe de curadoria está finalizando a lista de participantes.

Dando continuidade ao foco da edição anterior em Reparo, Regeneração e Reuso, a edição de 2027 explora a arquitetura como uma prática que abraça a mudança em vez de resistir a ela. Ela habita o espaço entre o que já foi construído, o que está mudando e o que ainda resta compreender.

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O trabalho de manter público um edifício público: o Drill Hall em Joanesburgo

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O que acontece com um edifício depois que a arquitetura é concluída? Para edifícios destinados ao uso público, sua longevidade depende de fatores que vão além das condições físicas de sua construção. Envolve as atividades que ocorrem neles, as relações que permitem desenvolver, as pessoas que os ocupam e moldam e as estruturas institucionais responsáveis por sua manutenção. No entanto, essas condições nem sempre são asseguradas pelo próprio ato de construir. Elas são continuamente negociadas, muitas vezes por meio de formas de trabalho que permanecem fora da compreensão convencional da prática arquitetônica.

O Drill Hall, no centro de Joanesburgo, oferece uma forma de examinar esse trabalho inacabado. Sua história é marcada por mudanças de uso, ocupação e responsabilidade institucional, mas também por repetidas tentativas de imaginar o que o edifício poderia oferecer à cidade.

O trabalho de manter público um edifício público: o Drill Hall em Joanesburgo - Image 1 of 4O trabalho de manter público um edifício público: o Drill Hall em Joanesburgo - Image 2 of 4O trabalho de manter público um edifício público: o Drill Hall em Joanesburgo - Image 3 of 4O trabalho de manter público um edifício público: o Drill Hall em Joanesburgo - Image 4 of 4O trabalho de manter público um edifício público: o Drill Hall em Joanesburgo - Mais Imagens+ 7

Incorporando elementos de madeira à fachada da Aldapeta María Ikastetxea School

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Elementos de madeira têm o poder de dotar um espaço ou edifício de calor e aconchego. Através de suas tonalidades, texturas e rusticidade, estas superfícies tendem a se destacar, sobretudo quando utilizadas ao lado de materiais mais neutros e sóbrios. No Aldapeta María Ikastetxea School, projeto desenvolvido por IDOM na cidade de San Sebastian, tem-se um bom exemplo disso. Painéis de madeira trouxeram conforto visual e calor a esta edificação cuja paleta de materiais é exígua, sobretudo com vidros, aço e concreto aparente.

Além dos edifícios: Foco editorial de novembro do ArchDaily

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"Projete um centro cultural em uma costa desértica, no estilo de Alvar Aalto, estrutura de madeira, golden hour, foto aérea de drone, fotorrealista, 4K." Em poucos segundos, uma frase como essa gera uma imagem convincente. O que é menos visível é a mudança que isso exige. Durante séculos, a imaginação arquitetônica dependeu do corpo: a mão que esboça, os dedos que moldam uma maquete ou, mais recentemente, o clique do mouse em ferramentas computacionais. As palavras vinham depois, para explicar o que já havia tomado forma. Hoje, essa ordem está cada vez mais invertida. Antes que uma imagem possa existir, ela deve primeiro ser descrita: suas referências nomeadas, seus materiais listados, sua atmosfera especificada.

Essa tradução não é trivial. A intuição raramente surge como uma frase escrita, e muito do que os/as arquitetos/as imaginam resiste à descrição. Contudo, à medida que as palavras se tornam cada vez mais a porta de entrada para a imagem, elas também moldam o que pode ser imaginado. O vocabulário disponível para descrever um espaço passa a definir o próprio espaço.

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Um passeio sobre a cobertura: Linnahall e a orla em constante mudança de Tallinn

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A partir do final do Mere Boulevard em Tallinn, o Linnahall surge como uma longa e baixa massa de calcário e concreto disposta entre o Centro Histórico e a baía, mantida deliberadamente abaixo da linha da silhueta medieval para que os pináculos permaneçam visíveis a partir da água. Escadarias largas sobem por suas laterais até uma cobertura pavimentada como uma praça pública, de onde uma sequência de degraus em terraço desce em direção a um pequeno píer, um heliponto e as águas abertas do Golfo da Finlândia. Sob essa superfície, encontram-se um anfiteatro para 4.200 pessoas, um foyer de 6.000 metros quadrados, um rinque de gelo, cafés, uma pista de boliche e um estúdio de gravação.

O edifício foi inaugurado no verão de 1980 como o Palácio de Cultura e Esportes V. I. Lenin, a tempo para as regatas de vela das Olimpíadas de Moscou, que Tallinn sediou em nome de uma capital sem acesso ao mar. Trata-se de um dos mais de 120 projetos planejados sob o programa olímpico da cidade, ao lado do centro de iatismo em Pirita, da Torre de TV, do Hotel Olümpia e de um novo terminal de aeroporto.

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Sharjah Design Centre revela planos para edifício de terra batida com inauguração em 2029

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O Sharjah Design Centre (SDC), uma nova instituição dedicada ao design, à pesquisa de materiais, à prototipagem e à produção, tem abertura prevista para 2029 como parte do Sharjah Creative Quarter, nos Emirados Árabes Unidos. Projetado pelo escritório Taller de Arquitectura – Mauricio Rocha em colaboração com o arquiteto Daniel Rosselló, o centro reunirá laboratórios especializados, instalações de pesquisa, espaços de produção e programas públicos em um edifício construído sob medida. Sob a liderança de Sua Excelência Sheikha Hind bint Majid Al Qasimi, o SDC visa conectar profissionais de design, da manufatura, da pesquisa e do empreendedorismo por meio de uma estrutura integrada voltada à experimentação de materiais, fabricação e intercâmbio de conhecimento.

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Lacaton & Vassal recebe o Prêmio Charlotte Perriand 2027

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A dupla laureada com o Prêmio Pritzker, Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal, foi anunciada como vencedora do Le Prix Charlotte Perriand de 2027. Organizado anualmente pelo Créateurs Design Awards (CDA), o prêmio reconhece profissionais cujas contribuições impulsionaram a arquitetura e o design por meio de um processo de votação conduzido por seus próprios pares. Em sua oitava edição, a organização destacou o trabalho do escritório de arquitetura francês como uma demonstração de "como a adaptação de estruturas existentes pode melhorar as condições de vida, ao mesmo tempo em que preserva recursos e o patrimônio arquitetônico". Edições anteriores do prêmio homenagearam nomes como Xu Tiantian, Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, Frida Escobedo e Jeanne Gang.

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Fazendo a Cidade: Inscrições Abertas para o Prêmio ArchDaily de Projetos Acadêmicos 2027

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A segunda edição do ArchDaily Student Project Awards está com inscrições abertas e, este ano, temos o orgulho de apresentá-la em parceria com o Dropcity, um centro de arquitetura e design em Milão. Juntos, propomos uma pergunta a estudantes de todo o mundo: O que a arquitetura pode viabilizar na cidade?

No ArchDaily, acreditamos que o futuro da arquitetura ganha forma hoje em salas de aula, estúdios e oficinas pelo mundo. Guiados por nossa missão de capacitar profissionais de arquitetura e design com ferramentas, conhecimento e inspiração, o Student Project Awards reconhece estudantes que expandem a definição de arquitetura, trabalham de forma interdisciplinar e enfrentam os desafios urgentes de nosso tempo.

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