A ampliação vertical de um edifício histórico apresenta um desafio que vai além da criação de espaço adicional: como uma intervenção contemporânea pode dialogar com o caráter de uma estrutura existente? A escolha dos materiais desempenha um papel fundamental no estabelecimento de uma relação entre diferentes períodos construtivos, seja com o objetivo de complementar o edifício existente ou de criar uma expressão arquitetônica mais distinta. A Residência LH em Varna, na Bulgária, projetada pelo escritório STARH, exemplifica como o fibrocimento pode articular a relação entre uma ampliação contemporânea e uma preexistência histórica. Por ser um material composto por cimento, água, fibras de reforço e outros aditivos, o fibrocimento alia uma relativa leveza a altos índices de resistência e durabilidade. Sua variedade de cores, texturas, dimensões de painéis e métodos de instalação oferece a profissionais de arquitetura diversas possibilidades para o desenvolvimento de envoltórias de edifícios contemporâneos que dialoguem com seu contexto histórico. Soluções como os painéis de fibrocimento da Swisspearl oferecem variações de acabamento superficial que viabilizam essa abordagem.
O conceito de "olhos da rua" talvez seja o mais famoso dentro da literatura arquitetônica e urbanística quando o assunto é segurança urbana. Jane Jacobs utiliza essa expressão para se referir às pessoas que – de forma consciente ou inconsciente – utilizam os espaços públicos ou os contemplam desde suas casas, gerando uma vigilância natural. Um movimento que, no âmbito da nossa disciplina, é fomentando tanto por meio de espaços públicos de qualidade quanto pela potente relação entre o público e o privado criada através das fachadas das edificações. Defendendo esse controle cotidiano, Jacobs acredita em um modo de fazer arquitetura e cidades que condena a verticalização em excesso, reforçada por edifícios isolados e de uso único os quais negam o contato com rua.
O andaime é, talvez, uma das estruturas temporárias mais familiares da arquitetura. Ele acompanha os edifícios durante as etapas de construção, manutenção e reforma, apenas para desaparecer assim que seu trabalho é concluído. No entanto, sua aparente impermanência esconde um tipo diferente de longevidade. Os sistemas de andaimes são projetados para serem montados, desmontados, transportados e reutilizados, com componentes padronizados robustos o suficiente para suportar o manuseio repetido e as condições variáveis do canteiro de obras. Seu caráter temporário reside menos no material em si do que na duração de cada montagem.
Essa lógica não é estranha ao design de mobiliário. O Sistema de Prateleiras Universal 606 de Dieter Rams, projetado para a Vitsœ em 1960, estabeleceu uma abordagem modular na qual prateleiras, armários e outros componentes podiam ser rearranjados, expandidos ou transportados conforme as circunstâncias mudavam. De maneira semelhante, os sistemas de armazenamento modulares da IKEA popularizaram e demonstraram como o mobiliário pode ser compreendido como uma coleção de peças intercambiáveis, em vez de um objeto único e acabado. Embora difiram em termos de material e vida útil pretendida, esses sistemas compartilham um princípio importante: a longevidade pode ser alcançada por meio da adaptabilidade, e não da permanência do arranjo.
Em um cenário no qual as cidades enfrentam dificuldades para oferecer moradia adequada e acessível, a análise de exemplos construídos de habitação coletiva pode ajudar a embasar decisões sobre o que construir e de que forma. Esses projetos proporcionam a oportunidade de avaliar soluções, compreender suas limitações e considerar o que pode ser aplicado em outros contextos. Em Paris, dois exemplos recentes combinam apartamentos de diferentes tamanhos com acesso a jardins, pátios e outros espaços ao ar livre, aproveitando estruturas preexistentes.
O escritório CHYBÍK + KRIŠTOF inaugurou Building the Existing City, uma exposição no Aedes Architecture Forum, em Berlim, que transforma a galeria em um estúdio de arquitetura ativo. Em cartaz de 23 de outubro a 3 de dezembro de 2026, a mostra se concentra em quatro propostas de projeto arquitetônico e urbano para locais ou situações urbanas em Berlim, selecionadas por meio de uma convocatória aberta. Ao longo de seis semanas, o público poderá acompanhar a pesquisa, as discussões e o trabalho de desenvolvimento das propostas, compreendendo melhor os processos de concepção de intervenções arquitetônicas em resposta às condições locais.
Projeto do pavilhão modular Dowonjeong em Jongno-gu, Seul, Coreia do Sul. Imagem cortesia de Studio SMA
Na arquitetura, a palavra "pavilhão" pode descrever uma variedade infinita de estruturas. Pode ser definido como um princípio e uma tipologia, uma estrutura autônoma, uma intervenção temporária, um ponto de encontro na cidade ou um espaço de experimentação. É essa última qualidade que une os seis projetos não construídos apresentados aqui, todos concebidos e enviados por leitores e leitoras do ArchDaily. Nesses trabalhos, a definição reside em suas qualidades escultóricas e na exploração formal, enquanto sua permanência e localização variam de acordo com o propósito de cada estrutura. As propostas também demonstram outra qualidade inerente ao pavilhão: a intenção de representar simbolicamente um posicionamento. Assim, a investigação de formas e materiais reflete uma busca por noções de limite, deslumbramento ou por um futuro compartilhado.
A cerca de uma hora de carro de Nova York, a Corwin House localiza-se em uma região de floresta montanhosa acima do rio Saugatuck. Concluída por Richard Neutra em 1956, é uma das apenas três casas que o arquiteto projetou em Connecticut. O designer de arquitetura Aziz Osko atualizou a residência, revisitando detalhes do projeto original de Neutra que nunca haviam sido executados.
A encomenda do projeto começou quando Betty e Henry Corwin perguntaram a Neutra se ele poderia recomendar um/a arquiteto/a da Costa Leste que trabalhasse em um estilo semelhante. Neutra ficou tão encantado com o terreno arborizado acima do rio que acabou assumindo o projeto ele mesmo.
A 31ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31) será realizada em Antália, na Turquia, de 9 a 20 de novembro, sob um modelo de governança conjunta no qual a Turquia sedia a cúpula e a presidência, enquanto a Austrália lidera as negociações formais. O encontro reunirá delegações nacionais, representantes governamentais, cientistas, empresas e a sociedade civil para discutir a ação climática internacional, incluindo a redução de emissões, a adaptação aos impactos do clima e o financiamento climático. Em um momento em que os países continuam a enfrentar os desafios de eventos climáticos extremos, consumo de recursos e a transição para economias de baixo carbono, a programação deste ano inclui debates específicos sobre desperdício zero, energia e transportes, e cidades resilientes. Em preparação para o evento, o escritório SP Architects está adaptando o antigo parque da EXPO 2016 em Antália para abrigar a conferência, com planos para que o local continue em uso após o encerramento do evento.
Um espaço cultural de relevância internacional foi inaugurado esta semana, após uma década de obras. A Ópera de Xangai, projetada pelo escritório Snøhetta, abriu as portas ao público no dia 17 de outubro de 2026, às margens do Rio Huangpu, em Xangai, na China. Em um cenário de redução de investimentos na cultura em diversos países, o projeto surge como uma nova plataforma para o desenvolvimento das artes. A cobertura desta semana também trouxe matérias sobre patrimônios clássicos e modernos, planos para bienais internacionais e o reconhecimento de dois projetos por suas abordagens inovadoras na arquitetura. Em nosso radar da semana, destacamos uma exposição sobre o escultor italiano Costantino Nivola, novidades sobre o Projeto 1901 em Chicago e um novo pavilhão de acesso na Reserva Natural de Goois, nos Países Baixos.
Seaside House / Koistinen Hellborg Architects. Imagem cortesia de Randers Tegl
O tijolo e a madeira podem estabelecer um diálogo entre a permanência arquitetônica e as texturas das paisagens litorâneas. Em Höllviken, na costa sul da Suécia, a Seaside House, projetada pelo escritório Koistinen Hellborg Architects, explora como a materialidade, a luz e a organização espacial podem moldar uma residência em estreita relação com seu entorno natural. Situada em meio a um terreno arenoso, arbustos, musgo e pinheiros, a poucos passos do mar, a casa responde a uma paisagem marcada por variações cromáticas sutis, mudanças sazonais e uma forte conexão com o exterior.
No Uruguai, projetos residenciais de pequena escala ocupam cada vez mais as paisagens rurais e costeiras, das colinas de Villa Serrana às florestas marítimas ao longo da costa atlântica. Construir nessas áreas costuma exigir materiais estruturais que equilibrem durabilidade, eficiência térmica e viabilidade de transporte. Diante disso, os projetos nesses ambientes dependem significativamente de materiais como estrutura de madeira engenheirada, perfis estruturais de aço, revestimento externo de madeira ou fabricação offsite. Essas escolhas de projeto não apenas ajudam a reduzir o peso das matérias-primas que devem ser transportadas por vias de acesso não pavimentadas, mas também tornam a construção mais viável em locais remotos. Além disso, o contexto dos projetos desta seleção parece ter desempenhado um papel limitador em relação às áreas construídas, mantidas em 60 m² ou menos para reduzir a demanda por materiais estruturais e o impacto no terreno.
O bem-estar não está mais restrito a resorts exclusivos, spas ou ambientes de hotelaria. Hoje, tornou-se parte essencial do viver contemporâneo, inspirando moradores/as a criarem espaços privados dedicados ao relaxamento e ao autocuidado. Coleções como a Home Spa Collection da LEMI exploram esse crescente interesse pelo bem-estar residencial por meio de uma seleção de macas de massagem e espreguiçadeiras de relaxamento.
Restaurante Conceito The Social Playful. Imagem cortesia de Livit Design
De 17 a 19 de novembro de 2026, o interihotel MAD26 reunirá arquitetos/as, designers de interiores, operadores/as de hotelaria e marcas especializadas no IFEMA Madrid. Organizado pelo AMBIT Living Spaces Cluster, o evento deve receber mais de 14.000 profissionais, 350 marcas expositoras e mais de 200 palestrantes internacionais. Sob o tema Creative Rebellion, a programação combinará palestras, workshops, cinco fóruns especializados e espaços experimentais em escala real para explorar novas abordagens no design de hotéis e restaurantes.
Após uma pausa de sete anos, a Amman Design Week retornou à Jordânia com uma premissa intimamente ligada à própria cidade: a de que nada é totalmente novo. Sob o tema "Acúmulos" (Accumulations), a quarta edição do evento bienal reuniu mais de 220 designers, criadores/as, arquitetos/as e coletivos em exposições, intervenções públicas, palestras, oficinas e performances de 2 a 17 de outubro. Essa premissa mostrou-se particularmente relevante para Amã, uma cidade cuja arquitetura foi moldada por ondas de construção, migração, adaptação e reutilização — onde o acúmulo não é mera metáfora.
Cine Flotante MuyunaFest por Daniel Canchán Zúñiga, Paula Villar Pastor, María Hidalgo Mera, Jimena González Ochoa. Uma das 34 obras finalistas da 14ª BIAU, 2026. Imagem cortesia de XIV Bienal Iberoamericana de Arquitectura y Urbanismo
A Bienal Iberoamericana de Arquitectura y Urbanismo (Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo), conhecida como BIAU pela sua sigla em espanhol, é um evento internacional promovido pelo Governo da Espanha por meio do seu Ministério de Habitação e Agenda Urbana (MIVAU) desde 1998. Realizado a cada dois anos em uma localidade diferente da América Latina e da Península Ibérica, o evento reconhece, premia e divulga obras de alta qualidade que refletem a diversidade da arquitetura e do urbanismo ibero-americanos. Após a sua décima terceira edição, "CLIMAS: Acciones para el buen vivir" (CLIMAS: Ações para o bem viver), realizada em Lima, no Peru, em 2024, a XIV BIAU acontecerá em Brasília de 3 a 6 de novembro de 2026, sob o tema "Cuidar la Vida" (Cuidar da Vida). Esta edição estrutura sua reflexão em torno de quatro eixos temáticos: água, vegetação, habitação e comunidades, explorando a relação entre a arquitetura e as condições ambientais, sociais e culturais que sustentam a vida.
Quando o principal sistema de drenagem de Londres foi concluído ao norte do Tâmisa em 1868, o Metropolitan Board of Works celebrou a ocasião com um banquete realizado no interior de uma estação de bombeamento de esgoto. A estação de Abbey Mills havia sido construída nos três anos anteriores pelo engenheiro Joseph Bazalgette, em colaboração com o arquiteto Charles Driver, organizada sob uma planta cruciforme com oito motores de viga, dois em cada braço. Seu estilo já foi interpretado como bizantino, medieval italiano, russo, gótico ruskiniano e mourisco, e suas chaminés de ventilação gêmeas, ricamente ornamentadas, erguiam-se a mais de sessenta metros de altura. O construtor a definiu como uma estrutura elegante em meio a um pântano e considerou que ela poderia facilmente passar por uma mesquita ou um templo.
Praticamente todas as outras obras de Bazalgette foram enterradas, e essa exceção não durou mais que um século. O vapor deu lugar a motores elétricos em Abbey Mills em 1933 e as chaminés, tornadas obsoletas desde então, foram demolidas em 1941 por temor de que um bombardeio as derrubasse sobre a estação. A engenharia sanitária consolidou-se em torno de critérios mensuráveis — tais como capacidade de vazão, qualidade do efluente e gradiente hidráulico —, e a aparência estética não figurava em nenhum deles. O tratamento de resíduos migrou para as planícies aluviais, estuários e periferias urbanas, locais onde a terra era barata e a gravidade exercia um papel funcional útil.
"A arquitetura precisa retornar à sua essência." Com esta afirmação, Wang Shu e Lu Wenyu estabelecem a premissa central de sua visão curatorial para a 20ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, que ocorrerá de 8 de maio a 21 de novembro de 2027, no Giardini, no Arsenale e por toda a cidade de Veneza. Intitulada "Do Architecture – For the Possibility of Coexistence Facing a Real Reality", a exposição convoca um retorno ao ato físico de fazer arquitetura, em um momento no qual, segundo a curadoria, a disciplina tem se distanciado cada vez mais da realidade vivida devido ao excesso de abstração, mercantilização e digitalização.
Em vez de focar no que a arquitetura pode vir a ser, os curadores propõem um engajamento renovado com o presente, questionando o que significa praticar a arquitetura hoje por meio de materiais, construção, saberes locais e experiência direta. Essa abordagem se baseia em ideias que há muito fundamentam o trabalho do Amateur Architecture Studio, fundado por Wang Shu e Lu Wenyu em 1997, sobretudo na exploração de técnicas tradicionais de construção, no reuso de materiais e na relação entre a arquitetura e o lugar. A exposição também coloca a questão da coexistência no centro dos debates, explorando como a arquitetura pode conciliar condições aparentemente opostas, da tecnologia ao artesanato, de modos de construir urbanos a rurais, mantendo-se fundamentada nas realidades específicas de cada lugar.
A atividade industrial pode cessar muito antes de seus efeitos desaparecerem do território. Fábricas fecham, edifícios são demolidos e antigos distritos industriais tornam-se, gradualmente, parte de novos empreendimentos residenciais. No entanto, o solo sob eles ainda pode conter vestígios de seu uso anterior, exigindo, por vezes, intervenções complexas antes que a construção possa ser iniciada.
A requalificação dessas áreas levanta um questionamento sobre quanto do solo original pode ser mantido e o que é necessário para construir habitações sobre ele. A extensão da contaminação determina as ações necessárias antes do início das obras, ao passo que o custo de preparação do terreno pode influenciar o próprio empreendimento. Grande parte desse trabalho acaba desaparecendo sob as edificações concluídas, deixando poucos indícios da condição anterior do local.
Modelo IFC / KUBUS360. Imagem cortesia da Vectorworks
O BIM (Building Information Modeling) tornou possível associar uma enorme quantidade de informações a cada elemento de um projeto. Uma parede pode conter sua classe de resistência ao fogo e seu grupo de custos e, mais tarde, até mesmo as informações de manutenção de que o/a gestor/a predial precisará. Essa possibilidade gera uma tentação: se o modelo pode conter mais dados, ele deve conter. Nesse processo, uma questão importante de eficiência pode se perder: o projeto realmente precisa dessas informações, e precisa delas agora?
Para arquitetos/as, o BIM é frequentemente descrito como uma "única fonte de verdade". No entanto, cada propriedade adicional gera mais trabalho, coordenação e manutenção, e as informações inseridas precocemente ou sem um propósito claro podem se tornar obsoletas rapidamente. O que importa é ter a informação certa para as decisões que estão sendo tomadas em cada etapa do projeto. O escritório KUBUS360, sediado em Stuttgart, colocou essa questão no centro de seu trabalho em um complexo administrativo em Baden-Württemberg (Alemanha).
Taliesin West, antiga residência de inverno e estúdio de arquitetura de Frank Lloyd Wright em Scottsdale, Arizona, está fechada ao público por tempo indeterminado após a morte de um visitante em decorrência da queda de destroços do telhado em 16 de outubro de 2026. Segundo o Corpo de Bombeiros de Scottsdale, ventos fortes desprenderam materiais da cobertura durante uma visita guiada, atingindo Rogério Renato Mateucci, de 55 anos, reitor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, no Brasil. Alertas de ventos fortes também haviam sido emitidos para partes do Sudoeste do país naquele dia, e as autoridades estão investigando o incidente como um evento relacionado às condições meteorológicas. A Frank Lloyd Wright Foundation, que administra a propriedade, confirmou o fechamento e declarou que não divulgará outros detalhes enquanto as autoridades concluem a investigação.
A contribuição coreana na Exposição Internacional de Arquitetura de 2027 – La Biennale di Venezia focará na condição de hiperencolhimento do país, o estágio acelerado de contração populacional e envelhecimento social, no contexto das mudanças demográficas globais. Comissionada pelo Arts Council Korea (ARKO) e liderada pelo/a curador/a Janghwan Lee, a exposição contará com contribuições dos/as arquitetos/as Bae Yoonkyung, Kyo Suk Lee e Jaehyub Ko. O projeto curatorial se chama "Catabolismo" (Catabolism), em referência ao processo metabólico por meio do qual moléculas complexas se decompõem em unidades mais simples e liberam energia. Distanciando-se de uma visão de cidades e arquitetura focada na expansão, a equipe utiliza o conceito como uma lente para compreender o encolhimento urbano como uma reconfiguração das relações existentes e o surgimento de novos usos e modos de vida.
O que acontece quando a estrutura não é tratada como um elemento adicionado à arquitetura, mas como algo que a própria arquitetura fornece?
Ao longo da história da arquitetura, a forma sempre forneceu estrutura. Arcos, treliças e outras geometrias estruturais utilizavam a disposição dos materiais para obter resistência, muitas vezes permitindo que elementos individuais desempenhassem múltiplas funções. Hoje, no entanto, os envelopes de edifícios frequentemente dependem de uma hierarquia de elementos isolados: uma estrutura primária suporta as cargas, apoios secundários mantêm os painéis no lugar, suportes conectam as peças e camadas adicionais fornecem fechamento ou acabamento. Juntos, esses componentes exigem mais material, peso, etapas de fabricação e coordenação no canteiro de obras.