Mosteiro Ambrosiano, Milão. Imagem Cortesia de Stefano Boeri Architetti
À medida que as crises urbanas globais se intensificam, somando-se às crescentes pressões ambientais, sociais e culturais, as notícias desta semana mostram como instituições, exposições e projetos de restauro evidenciam a relação entre o ambiente construído e a experiência coletiva. Os temas variam de fóruns internacionais que abordam a insegurança habitacional e a resiliência urbana a eventos culturais que examinam memória, identidade e percepção espacial, posicionando a arquitetura tanto como uma estrutura para políticas públicas quanto como um meio de reflexão crítica. Paralelamente, grandes iniciativas de restauro e redesenvolvimento destacam uma atenção renovada na preservação da continuidade histórica, adaptando locais de patrimônio e instituições culturais a novas formas de uso, acessibilidade e engajamento público.
MVRDV e OODA revelaram um novo plano diretor para a regeneração de uma área vaga de 28 hectares entre Marvila e Beato, na frente ribeirinha de Lisboa. Recentemente aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa, o projeto foi desenvolvido em colaboração com o escritório LOLA Landscape Architects e a empresa de engenharia Thornton Tomasetti para transformar a área em um distrito urbano pautado pelo paisagismo. Sob o título *The Marvila Masterplan*, a proposta estabelece diretrizes para a implantação de 1.400 moradias, além de equipamentos públicos, espaços comerciais e de serviços, em um território fragmentado e majoritariamente abandonado. O projeto é uma iniciativa privada liderada pelo/a principal proprietário/a do terreno e desenvolvida em coordenação com a Câmara Municipal de Lisboa e a Infraestruturas de Portugal.
Vana Vasa Resort por MJ Kanny Architect, vencedor do Steel Architectural Awards ASEAN 2024. Imagem cortesia de NS BlueScope
O Steel Architectural Awards ASEAN 2026 é um prêmio regional de arquitetura promovido pela NS BlueScope para reconhecer projetos construídos que demonstram excelência arquitetônica por meio do uso de soluções em aço revestido. Sob o tema Shaping Resilient Futures: Timeless Design with Coated Steel, o programa destaca projetos na Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, progredindo das etapas nacionais (Country Awards) ao reconhecimento em nível regional (ASEAN). Este artigo explica como funciona a dinâmica em duas etapas, quais categorias estão incluídas e como os projetos são avaliados em termos de Excelência em Design, Inovação e Sustentabilidade.
Blur Building, Lago de Neuchâtel, Yverdon-les-Bains, Suíça, 2002. Imagem cortesia de Diller Scofidio + Renfro
A arquitetura é tradicionalmente registrada pela persistência do sólido. Definimos a disciplina pelo peso da verga, pela massa do pilar e pela resistência da parede. Mesmo quando a leveza é invocada, ela costuma ser compreendida como um ato subtrativo — o afilamento de uma seção ou a redução precária de uma carga. No entanto, existe uma história paralela, menos visível e mais difícil de isolar, na qual o principal material de construção não é o que ocupa o espaço, mas o que se move através dele.
Tratar o ar como um meio significa ir além do binarismo do envelope. A fronteira entre o interior e o mundo deixa de ser uma linha de separação absoluta e se transforma, em contrapartida, em um campo de filtragem e pressão. Começamos a ver o edifício como uma válvula térmica, uma série de gradientes nos quais a umidade, a velocidade e o calor não são meras "condições" de fundo a serem mitigadas por sistemas mecânicos, mas as próprias substâncias que estão sendo moldadas.
"Quero começar agradecendo à própria arquitetura." Com essas palavras, o arquiteto chileno Smiljan Radić, o 55º laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura, abriu seu discurso de aceitação na Cidade do México. Ao refletir sobre o que chama de "distrações", ele agradeceu pelos muitos encontros que o acompanharam ao longo de sua vida e prática profissional: da arte, cidades, materiais, estruturas e composições a paisagens, poesia, natureza, formas, histórias e memórias. Ele falou sobre o que, dentro de tudo isso, o instigou e sobre as marcas deixadas em sua imaginação arquitetônica.
Da luz negra em Chandigarh e do interior de San Salvatore em Rialto aos amontoados de pedra na ilha croata de Brač; das colunas caídas do Templo de Poseidon e dos vilarejos abandonados espalhados pelo Chile a People Meet in Architecture, a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2010 de Kazuyo Sejima, o circo itinerante chileno e o silêncio da água nas cisternas de Santa Sofia, seu discurso se desdobrou como um tributo a momentos, encontros e distrações. Uma colagem de memórias e impressões que, juntas, moldaram o arquiteto que ele se tornou.
O que define a atmosfera de uma casa? Para além das paletas de materiais e da luz natural, o som desempenha um papel decisivo na forma como os espaços são percebidos e habitados. A reverberação dos passos sobre a pedra, a calmaria atenuada de um cômodo revestido de tecidos ou a maneira como a música se propaga por um interior em plano aberto moldam a identidade sensorial do espaço doméstico. A arquitetura não é vivenciada apenas visualmente, mas também acusticamente.
O conceito de "paisagem sonora" descreve essa relação entre as pessoas, o som e o ambiente construído. Na arquitetura residencial, o som vai além do ruído de fundo ou do desempenho técnico; ele influencia a privacidade, a concentração, o descanso e o conforto emocional. A geometria e a materialidade atuam como os principais condutores acústicos: enquanto o concreto, o vidro e a pedra refletem e amplificam, a madeira e os estofados suavizam e absorvem. Alturas de pé-direito, fluxos de circulação e proporções dos cômodos moldam ainda mais a maneira como o som se propaga e se dissipa pelo espaço.
A Casa Batlló, em Barcelona, revelou o terceiro andar restaurado do edifício, abrindo ao público pela primeira vez a última residência original preservada da transformação realizada por Antoni Gaudí no imóvel entre 1904 e 1906. Liderada pelo arquiteto de restauro Xavier Villanueva e desenvolvida ao longo de três anos por meio de um processo de conservação de caráter arqueológico, a intervenção recupera um ambiente doméstico amplamente intacto que permaneceu habitado por descendentes da família Batlló por mais de um século. Adaptado em uma série de salas privadas para reuniões, eventos culturais e experiências, o apartamento restaurado combina a preservação do patrimônio com uma intervenção contemporânea de design de interiores de Paola Navone – OTTO Studio, estabelecendo um novo programa para um dos marcos arquitetônicos mais reconhecidos de Barcelona.
Em dezembro de 2024, a curadora de arte Koyo Kouoh tornou-se a primeira mulher africana selecionada para fazer a curadoria da 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza. Ela propôs uma abordagem introspectiva e sensível para a exposição, moldada por temas como luto, memória, espiritualidade e exaustão global. Após seu falecimento precoce em maio de 2025, a Bienal decidiu continuar com o mesmo projeto curatorial, intitulado In Minor Keys. O escritório Wolff Architects foi convidado por Kouoh no início de 2025 para realizar o projeto expográfico e a cenografia, focados no "poder espacial transformador do limiar como um portal para compreensões e experiências alternativas". O evento foi inaugurado no sábado, 9 de maio, e acontecerá até domingo, 22 de novembro de 2026, nos Giardini della Biennale, no Arsenale di Venezia e em outros locais de Veneza.
A casa dogtrot surgiu no sul dos Estados Unidos no final do século XIX como uma resposta direta aos climas úmidos, à disponibilidade de materiais e aos padrões de habitação rural. Presente em toda a região dos Montes Apalaches, no litoral das Carolinas e nas planícies da Louisiana, a casa dogtrot apresentava inúmeras variações regionais; no entanto, sua lógica espacial fundamental permanecia notavelmente consistente. Dois volumes habitáveis fechados são separados por uma passagem central aberta e unificados sob uma cobertura contínua, criando uma habitação que é, ao mesmo tempo, econômica e sensível aos verões longos e quentes. Embora historiadores/as da arquitetura continuem a debater as origens geográficas precisas da dogtrot, a tipologia representa uma inteligência vernacular mais ampla que surgiu da convergência entre necessidade ambiental, práticas construtivas locais e a vida rural.
A visualização de arquitetura há muito desempenha um papel fundamental na comunicação e na formatação de ideias de projeto. Hoje, essa atribuição está se expandindo. Com o avanço da inteligência artificial, a visualização passa a se integrar de maneira mais profunda a todo o fluxo de trabalho de projeto, viabilizando iterações mais rápidas e tomadas de decisão mais fundamentadas.
O espaço público é frequentemente projetado em torno de uma ideia restrita sobre como as pessoas se movem, interagem e respondem ao seu entorno. O ParkTEA parte de uma premissa diferente: a cidade também pode abrir espaço para quem vivencia o ambiente a partir de diferentes condições sensoriais e sociais.
Desenvolvido por Ignacio Martínez Pardo na Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid (ETSAM), o projeto foi concebido no âmbito do programa de trabalho de conclusão de mestrado (Graduate-MHab) durante o ano letivo de 2024 a 2025, sob a orientação de Héctor Fernández Elorza, Jesús Aparicio, Carlos García Fernández e Jaime Daroca Guerrero. Reconhecido como um dos vencedores da primeira edição do ArchDaily Student Project Awards, o ParkTEA aborda o tema da coexistência por meio de uma proposta que reúne cuidado, infraestrutura e vida urbana.
Conceito de banheiro Waterway por Haihua Zhang e a coleção de banheiro AXOR Archivio por Barber Osgerby. Imagem cortesia de AXOR
A água sempre ocupou uma posição singular na arquitetura: elementar, mas elusiva; funcional, mas simbólica. Trata-se tanto de um material quanto de um meio que molda cidades, estrutura rituais e influencia a percepção do espaço. Em diferentes culturas, a água é compreendida não apenas como fonte de vida, mas também como portadora de significados, associada à purificação, à renovação e à continuidade. Sua presença no ambiente construído frequentemente vai além da utilidade prática, tornando-se um recurso por meio do qual a arquitetura estimula os sentidos e constrói atmosferas.
A 8ª edição da Bienal de Arquitetura de Tallinn 2026 (TAB 2026) anunciou as propostas vencedoras do seu Concurso do Programa de Instalações e do Concurso de Visões, ambos desenvolvidos sob a estrutura curatorial intitulada "How Much?". Organizada pelo Centro Estoniano de Arquitetura, a bienal acontecerá de 9 de setembro a 30 de novembro de 2026, com sua Semana de Abertura programada de 9 a 13 de setembro. Com curadoria de Stuudio TÄNA, Mark Aleksander Fischer e Mira Samonig, a TAB 2026 explora o papel do dinheiro, da acessibilidade econômica e da alocação de recursos na formação da arquitetura e do ambiente construído, ao mesmo tempo em que examina como a prática contemporânea lida com restrições econômicas e valor cultural.
Em 2026, a Apple celebrou cinquenta anos de fundação. Ao longo das últimas duas décadas, a empresa desenvolveu uma linguagem arquitetônica consistente que estende sua marca ao ambiente construído, transformando lojas, locais de trabalho e espaços voltados ao público em componentes ativos de sua identidade. Esses ambientes orientam o movimento, emolduram a interação e condicionam as maneiras pelas quais o público entra em contato tanto com os produtos quanto com a própria empresa.
Do dispositivo portátil ao interior urbano, a Apple tem buscado manter um rígido controle sobre forma, materialidade e experiência. A arquitetura passa a integrar esse sistema a partir do momento em que a empresa define como é percebida e vivenciada no espaço físico. Pesquisas sobre ambientes de varejo demonstram como o layout espacial, a visibilidade e os padrões de circulação podem moldar comportamentos e interações, transformando a arquitetura em uma interface entre a marca e o público.
A arquitetura japonesa contemporânea continua a demonstrar como adaptar as necessidades em constante evolução de seus/suas moradores/as a uma rica tradição construtiva e a um legado artesanal. A madeira sempre foi a alma da arquitetura japonesa. Em muitos projetos residenciais recentes, esse material transcende sua função estrutural para se tornar o principal acabamento de diversas superfícies — de pisos e forros a mobiliários e elementos arquitetônicos. Esses ambientes alcançam um delicado equilíbrio entre elegância e aconchego.
O uso de acabamentos naturais, sem pintura, destaca a honestidade intrínseca da madeira, ao mesmo tempo em que celebra o caráter único de cada peça, seus veios naturais e a diversidade da composição geral. Enquanto algumas casas apresentam madeiras escuras e sóbrias para criar uma atmosfera acolhedora e robusta, outras utilizam espécies mais claras, como o pinus, para promover uma sensação de luminosidade, amplitude e leveza. Essa versatilidade comprova que a madeira pode se adaptar a qualquer estética, do rústico ao ultraminimalista.
A inteligência artificial inseriu-se em praticamente todas as etapas dos fluxos de trabalho profissionais, levando o setor de arquitetura a repensar sua forma de atuar. Para se adaptarem a essa mudança, os escritórios agora enfrentam os limites de um modelo que pouco mudou nas últimas décadas.
O que mudou, e de forma notória, foi a pressão por produtividade. Espera-se que os escritórios atuais entreguem mais trabalho de forma mais rápida e com maior precisão, ao mesmo tempo em que gerenciam orçamentos mais enxutos, regulamentações complexas e expectativas crescentes por parte dos clientes. Na prática, isso se traduz em cronogramas reduzidos e em uma demanda constante por precisão que deixa pouco espaço para erros. Frequentemente, grande parte dessa pressão recai sobre um pequeno grupo de pessoas que detém o conhecimento crítico do projeto.
Coorganizada pelo ONU-Habitat e pelo Governo do Azerbaijão, a décima terceira sessão do Fórum Urbano Mundial (WUF13) será realizada em Baku de 17 a 22 de maio de 2026, sob o tema "Habitação para o Mundo: Cidades e Comunidades Seguras e Resilientes". Convocado a cada dois anos pelo ONU-Habitat, o Fórum Urbano Mundial é considerado uma das principais conferências internacionais dedicadas à urbanização e ao futuro das cidades. Ao reunir arquitetos/as, planejadores/as, formuladores/as de políticas públicas, pesquisadores/as, governos locais e organizações da sociedade civil, o fórum serve como uma plataforma para debater os desafios que moldam as áreas urbanas contemporâneas e as estratégias necessárias para enfrentá-los.
A fase inicial do projeto de renovação completa do Museu Histórico Nacional em Tirana está próxima de ser concluída. O projeto foi encomendado pelo Ministério da Economia, Cultura e Inovação da Albânia e pelo UNOPS, sendo financiado pela Comissão Europeia por meio do programa "EU for Culture" (EU4C) na Albânia. A restauração completa dos 21.400 metros quadrados do museu está planejada em duas fases, lideradas pelo escritório de Roterdã Casanova + Hernandez Architects em colaboração com o parceiro local iRI. A primeira fase consiste na restauração do edifício existente na Praça Skanderbeg e deve ser concluída este ano, permitindo o início imediato da segunda fase, focada na implementação do novo projeto para todos os espaços internos, o pátio e a cobertura.
Atualmente, o aprendizado e o intercâmbio interdisciplinares são mais importantes do que nunca para enfrentar os desafios ambientais, sociais e urbanos cada vez mais complexos.
A cada verão, o College of Environmental Design (CED) da Universidade da Califórnia, Berkeley, torna-se um laboratório intensivo para exploração arquitetônica, paisagística e urbana. Por meio de dois programas complementares — o Design + Innovation for Sustainable Cities (DISC) e os Summer Institutes —, Berkeley oferece um currículo imersivo fundamentado no rigor disciplinar, no intercâmbio intencional e em uma cultura institucional compartilhada. Juntos, esses programas refletem a histórica estrutura multidisciplinar do CED, na qual a arquitetura, a arquitetura paisagística, o planejamento urbano e o desenho urbano prosperam e colaboram sob o mesmo teto.
Na América Latina, o solo raramente é apenas uma superfície sobre a qual se constrói. Pode ser a margem de um rio, uma encosta íngreme, o chão úmido de uma floresta, uma paisagem inundável ou um território sob pressão ecológica. Em muitos casos, carrega uma história de comunidades que já sabiam como responder a essas condições, construindo sobre palafitas, plataformas ou sobre a água, muito antes de a arquitetura contemporânea formular as mesmas perguntas.
Esses projetos dão continuidade a esse diálogo. Eles interagem com condições que se movem, absorvem, sofrem erosão e crescem, em vez de tratar o solo como algo a ser nivelado ou controlado. A elevação permite que a arquitetura se adapte sem se impor completamente: a água pode passar por baixo, a vegetação pode permanecer e as encostas mantêm sua condição original. Em cada caso, a decisão de elevar a estrutura está atrelada a fatores específicos: água, umidade, topografia, vegetação ou recuperação ecológica, além do conhecimento de como construir a favor do entorno, e não contra ele.
"Minha única preocupação é que meu trabalho tenha um impacto positivo nas comunidades em que está inserido", afirma Francis Kéré em seu livro Francis Kéré: Building Stories. Sua própria história de vida, o contexto em que cresceu e as experiências pelas quais passou moldam sua abordagem da arquitetura. Trata-se de um compromisso que se estende às pessoas e aos lugares que chamam de lar — valorizando a materialidade, o aprendizado coletivo e a troca de saberes. Descobrir as histórias por trás de projetos como a Escola Primária em Gando e a Escola Secundária Naaba Belem Goumma inspira uma reflexão sobre como projetar espaços que verdadeiramente sirvam à humanidade.
A história de Francis Kéré começa em uma aldeia na África Subsaariana e se estende por muitos lugares. Gando foi o cenário de sua formação inicial, onde absorveu a essência e os princípios que mais tarde moldaram os valores fundamentais de sua trajetória profissional, somados a influências de outras culturas. A estrutura de Gando é constituída por diferentes famílias que se organizam, segundo costumes estabelecidos, em pátios espalhados pela savana. Crescer nessa aldeia remota na savana de Burkina Faso fomenta um forte senso de comunidade, tornado tangível pela compreensão de que cada habitante de cada pátio faz parte da vida do todo.
In Other Worlds. Still do filme Planet City (2021), de Liam Young. Imagem cortesia de Liam Young
O Barbican Centre anunciou a abertura de *In Other Worlds*, uma grande exposição imersiva do/a arquiteto/a especulativo/a, cineasta e artista Liam Young, em cartaz de 21 de maio a 6 de setembro de 2026. Ocupando três locais distintos dentro do complexo do Barbican — a entrada da Silk Street, a galeria The Curve e o Car Park 5 —, a mostra transformará o marco cultural brutalista em uma sequência de ambientes cinematográficos que examinam arquitetura, infraestrutura, futuros climáticos e urbanismo planetário. Desenvolvido em colaboração com escritores/as, cientistas, cineastas, músicos/as e performers, o projeto reúne projeções em grande escala, instalações de LED, ambientes sonoros, narrativas gráficas, figurinos e artefatos especulativos para explorar como a ficção e a narrativa espacial podem moldar debates sobre mudanças ambientais e tecnológicas.
Cortesia de Kengo Kuma & Associates e Field Operations
O Brandywine Conservancy & Museum of Art, localizado próximo a Filadélfia, dedica-se a promover as conexões naturais e culturais entre as paisagens, os marcos históricos e os artistas da região. A Conservancy protege terras e recursos hídricos ao longo do Vale do Brandywine e outras áreas prioritárias de conservação, enquanto o museu abriga uma coleção de arte estadunidense, com destaque para a pintura de paisagens e naturezas-mortas, retratos e ilustrações. Em 6 de maio de 2026, a instituição anunciou um projeto para transformar seu campus de 15 acres (cerca de 6 hectares), o qual inclui a reforma do edifício histórico do museu, um novo edifício projetado por Kengo Kuma & Associates e intervenções de conservação e paisagismo pelo escritório Field Operations, criando uma reserva de 325 acres (cerca de 131 hectares) aberta ao público com 10 milhas (cerca de 16 quilômetros) de trilhas.