Elogio aos cemitérios

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Quando se vive em uma pequena cidade da Nova Inglaterra, um cemitério nunca está longe. Se eu caminhar por uma hora pelas ruas locais, passarei facilmente por dois ou três, ou mesmo por dentro deles. Há muito tempo esses locais servem de refúgio para o consolo, a paz, a tranquilidade — e até para uma irônica soberba.

Ultimamente, tenho notado que os cemitérios que visito andam mais povoados por aqueles que ainda estão de pé. Há algumas semanas, quando a pandemia se intensificou, uma amiga publicou no Instagram uma foto de suas andanças pelo Cemitério Green-Wood, no Brooklyn, acompanhada das hashtags #socialdistancing e #cemeteries. Ela me contou mais tarde que era quase impossível manter a distância de dois metros das outras pessoas que passeavam pelo Prospect Park, razão pela qual ela e seu parceiro buscaram o Green-Wood como um refúgio de paisagismo, escultura e arquitetura. À medida que nos esforçamos para criar e praticar uma etiqueta de distanciamento social decorrente do coronavírus sem asperezas, um renovado apreço pelos cemitérios como espaços de descanso e reflexão está fadado a florescer. 

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Sobre este autor
Cita: Crosbie, Michael J.. "Elogio aos cemitérios" [In Praise of Cemeteries] 04 Jul 2026. ArchDaily em Português. (Trad. Erman, Maria) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/1127139/elogio-aos-cemiterios> ISSN 0719-8906

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