Jim Polshek, que faleceu aos 92 anos na semana passada, foi um premiado arquiteto (Medalha de Ouro do AIA, 2018), designer, defensor público e educador (diretor da faculdade de arquitetura de Columbia de 1973 a 1987). Nascido em Akron, Ohio, no Meio-Oeste americano, ele abriu seu próprio escritório em 1963, fundando o James Stewart Polshek Architects. Com o tempo, o escritório ganhou reconhecimento internacional como Polshek Partnership Architects. Em 2010, os sócios rebatizaram a empresa como Ennead Architects, na qual ele continuou atuando como consultor de projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135301/james-stewart-polshek-reflexoes-sobre-uma-vida-na-arquiteturaMichael J. Crosbie
Theodore Prudon, presidente fundador do Docomomo US, deixou recentemente a liderança da organização (Robert Meckfessel é o novo presidente). “Docomomo” é a sigla para a missão do grupo: documentação e conservação de edifícios, sítios e bairros do Movimento Moderno. Prudon tem uma trajetória consagrada como preservacionista, arquiteto e educador, estando à frente de seu próprio escritório e lecionando na Universidade de Columbia. Em outubro, ele recebeu o Prêmio de Liderança Distinta da Fundação de Arquitetura de Connecticut no recém-renascido edifício de Marcel Breuer em New Haven, que começou sua história em 1970 como o Pirelli Tire Building e hoje abriga o Hotel Marcel (projetado, planejado e incorporado pelo arquiteto Bruce Redman Becker).
https://www.archdaily.com.br/pt/1134392/theodore-prudon-o-modernismo-nunca-foi-um-movimento-popularMichael J. Crosbie
Qual é, exatamente, o sentido da crítica de arquitetura? A palavra “crítica” deriva do termo grego krinein, que significa separar, peneirar, distinguir, discernir, examinar ou julgar. Segundo Wayne Attoe, arquiteto e educador que discorre sobre a crítica de arquitetura em seu livro Architecture and Critical Imagination (infelizmente hoje fora de catálogo), isso não significa necessariamente desaprovar ou apontar falhas. A crítica pode ser favorável ou desfavorável; pode elogiar ou condenar.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134199/para-que-serve-a-critica-de-arquiteturaMichael J. Crosbie
Seu trabalho – mais de 250 edifícios no espaço de 30 anos – foi elogiado por críticos/as e colegas, indicado a prêmios internacionais de design e levou o arquiteto à capa da revista Time. No entanto, hoje, mesmo profissionais da área e aficionados/as podem ter dificuldade em nomear uma única obra de Minoru Yamasaki além de suas duas criações mais famosas (e infames) que já não existem: o conjunto habitacional Pruitt-Igoe em St. Louis e as torres do World Trade Center de Nova York. Paul Kidder explora a trajetória deste complexo arquiteto e sua obra no novo livro Minoru Yamasaki and the Fragility of Architecture (Routledge).
Kidder, professor de filosofia na Universidade de Seattle, oferece uma avaliação nova e sóbria não apenas da arquitetura de Yamasaki, mas do próprio homem: seus desafios, triunfos e contradições, bem como a fragilidade da realização arquitetônica. A perda das obras mais famosas deste arquiteto sugere o alcance crescente da fragilidade da arquitetura, sobretudo hoje, quando a especulação imobiliária muitas vezes conspira contra a preservação de obras até mesmo do modernismo tardio. Contudo, paradoxalmente, Yamasaki acreditava que a fragilidade poderia ser uma qualidade arquitetônica desejável — a própria fonte de seu refinamento, beleza e humanidade.
Uma obra de infraestrutura pode, literalmente, matar uma cidade? Esta é a questão que o escritor Jim Krueger propõe em seu podcast recente, The Road That Killed a City. O local em questão é a cidade onde Krueger vive hoje — Hartford, Connecticut — vizinha ao arborizado subúrbio de West Hartford, onde ele cresceu. Krueger morou em ambas as cidades, o que ajuda a equilibrar a surpreendente história que ele revela sobre como a capital de Connecticut foi empalada por uma rodovia (na verdade, duas: a I-84, de leste a oeste, e a I-91, de norte a sul, convergem em Hartford em uma espécie de marco zero viário). Conversei com Krueger sobre o que motivou o podcast, parte do que ele descobriu sobre a história dessa malfadada "melhoria" urbana e o legado de uma rodovia que continua a impedir o renascimento de Hartford — uma herança compartilhada por muitas cidades na América do Norte.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134705/uma-rodovia-matou-a-cidade-de-hartfordMichael J. Crosbie
Em tempos de agitação global, intolerância crescente e, como alguns poderiam argumentar, de crescente secularização, será que a capela universitária ainda é relevante? Ela estaria prestes a desaparecer por completo? O que se observa, no entanto, é que o espaço sagrado nos campi parece estar se transformando para desempenhar um papel ainda mais importante, à medida que muitas universidades se concentram em formar estudantes com maior consciência global.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135348/os-espacos-sagrados-nos-campi-estao-se-transformandoMichael J. Crosbie
Hoje conhecemos R. Buckminster Fuller principalmente por sua obra de objetos e ideias icônicos criados ao longo de uma vida de quase 90 anos. Nascido na última década do século XIX, Fuller viveu o suficiente para conviver com Steve Jobs. Ele é descrito de variadas formas: como um "pensador de sistemas", talvez o primeiro "futurista", um visionário, engenheiro, geômetra e arquiteto (ele recebeu a Medalha de Ouro do AIA em 1970). No entanto, "inventor" é provavelmente a descrição mais precisa. A biografia de 2022 escrita pelo historiador e escritor Alec Nevala-Lee, apropriadamente intitulada Inventor of the Future: The Visionary Life of Buckminster Fuller (Dey St. Books), narra uma história detalhada e sutil do homem conhecido pelas cúpulas geodésicas; estruturas espaciais; "Nave Espacial Terra" (Spaceship Earth); o mapa, a casa e o carro Dymaxion; e conceitos como tensegridade, sinergia e "efemeralização" ("fazer tudo com absolutamente nada", como ele definia).
https://www.archdaily.com.br/pt/1138494/a-invencao-mais-complexa-de-bucky-fuller-pode-ter-sido-ele-mesmoMichael J. Crosbie
Recentemente, viajei para Liubliana, na Eslovênia, em busca da arquitetura religiosa do célebre (mas em grande parte desconhecido nos EUA) arquiteto esloveno Jože Plečnik (1872–1957). Escrevo bastante sobre a arquitetura da espiritualidade e tinha curiosidade sobre as igrejas e capelas de Plečnik — o que a forma idiossincrática de classicismo do arquiteto dizia sobre a fé na era moderna. O que eu não esperava encontrar era o caráter universal da obra de Plečnik como urbanista: um redesenho da capital eslovena que nos traz lições valiosas hoje.
O campo da arquitetura não é exatamente um tema de grande interesse para a maioria de estudantes de graduação. O contato mais próximo que costumam ter com o assunto ocorre em disciplinas panorâmicas de história da arte, nas quais a arquitetura é apresentada como um desfile de estilos ao longo dos milênios — apenas mais uma forma de expressão visual.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126583/ensinando-a-apreciar-a-arquitetura-atraves-do-cinemaMichael J. Crosbie
À medida que este ano sangrento se aproxima do fim, em um momento no qual a mensagem de “Paz na Terra” parece totalmente silenciosa, cabe perguntar: qual é o poder da arquitetura? Como ela pode responder à violência contra pessoas inocentes, cujas vidas foram viradas de cabeça para baixo? Como a arquitetura reage a uma crueldade avassaladora? O que ela tem a dizer? Será que ela pode despertar consciências?
https://www.archdaily.com.br/pt/1138098/em-varsovia-uma-resposta-arquitetonica-projetada-por-estudantes-a-tempos-sombriosMichael J. Crosbie
Para a maioria das pessoas, classificar um lugar como “sagrado” significa considerá-lo um local de grande importância, geralmente associado à espiritualidade. Pode ser o cenário de rituais religiosos (o espaço sagrado de uma igreja, sinagoga ou mesquita), um ponto onde ocorreu um evento descrito como “milagroso” (como a aparição relatada da Virgem Maria em Lourdes, na França, que se tornou destino de peregrinação) ou um local que abrigou o corpo de uma divindade (como a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, erguida sobre o que se acredita ser o túmulo de Jesus Cristo).
https://www.archdaily.com.br/pt/1131205/assalto-a-um-lugar-sagradoMichael J. Crosbie
Explorando a questão da escravidão na arquitetura, nos materiais de construção e na indústria da construção, Michael J. Crosbie entrevista Sharon Prince, a mulher por trás da iniciativa Design for Freedom, discutindo o relatório da organização "sobre o uso generalizado de escravidão na indústria de projeto e construção, e como profissionais da área podem responder".
https://www.archdaily.com.br/pt/1131197/a-arquitetura-e-a-mancha-da-escravidao-modernaMichael J. Crosbie
Por que os/as arquitetos/as frequentemente não consideram a ética de suas ações? O novo livro de Thomas Fisher, The Architecture of Ethics, aprofunda-se nessa questão com grande rigor e perspicácia. Na recente convenção do AIA em Las Vegas, conversei com Fisher — ex-decano da Faculdade de Design da Universidade de Minnesota, atual professor de desenho urbano na mesma instituição e diretor do Minnesota Design Center — para discutir seu livro e a dimensão ética de projetar e construir no contexto da prática contemporânea.
https://www.archdaily.com.br/pt/1070817/thomas-fisher-sobre-a-etica-da-arquitetura-e-outras-contradicoesMichael J. Crosbie
Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.
Procedimentos cirúrgicos ambulatoriais são rotina nos EUA, mas essa não é a realidade na maior parte do mundo. Segundo o Dr. Michael Marin, chefe de cirurgia do Mount Sinai Hospital, em Nova York, cinco bilhões de pessoas não têm acesso a procedimentos cirúrgicos seguros e acessíveis — uma realidade que, em 2010, resultou em quase 17 million de mortes em todo o mundo. Em busca de um novo modelo de instalações cirúrgicas que pudesse atender a comunidades locais — um modelo independente e autossustentável, fora do contexto dos grandes complexos hospitalares urbanos —, o Dr. Marin entrou em contato com o escritório nova-iorquino Kliment Halsband Architects, que não tinha experiência prévia em projetos de saúde. Recentemente, conversei com Frances Halsband, sócia-diretora do escritório, sobre como o projeto surgiu e o que ela e sua equipe aprenderam no processo.
Em 2012, a Escola de Arquitetura de Yale realizou um simpósio sobre o tema do desenho. O evento propôs algumas perguntas provocativas: o estudo e a prática da arquitetura já teriam superado o desenho? Seria sequer necessário desenhar para ser arquiteto/a? O novo livro de Mark Alan Hewitt, Draw in Order to See (ORO Editions), é uma afirmação categórica de que não apenas os/as arquitetos/as devem desenhar, mas que não podem evitar fazê-lo — é como respirar. A conexão entre a mão e o olho, entre um lápis macio e uma folha de papel texturizado, é a maneira pela qual os/as arquitetos/as, de fato, "enxergam".
https://www.archdaily.com.br/pt/1131175/reafirmando-o-papel-essencial-do-desenho-no-projetoMichael J. Crosbie
A recente morte do presidente George H.W. Bush motivou avaliações das conquistas legislativas de seu governo, entre as quais se destaca a abrangente lei de direitos civis Americans with Disabilities Act (ADA), sancionada em 1990. A legislação estabeleceu adaptações em edifícios para pessoas com deficiência. Nas décadas seguintes, a ADA causou um impacto significativo no projeto e na construção do ambiente construído nos Estados Unidos. Para avaliar o impacto da lei, sua evolução, os equívocos mais comuns e seu papel na promoção da equidade social na arquitetura, conversei com Peter Stratton, vice-presidente sênior e diretor administrativo de Serviços de Acessibilidade da Steven Winter Associates, que trabalha diretamente com arquitetos/as e outros/as profissionais da indústria da construção na aplicação das normas de projeto da ADA. (Trabalhei na Winter, sediada em Connecticut, entre 1996 e 2006; Stratton foi meu colega.)
https://www.archdaily.com.br/pt/1118574/por-que-os-as-arquitetos-as-ainda-enfrentam-dificuldades-com-as-exigencias-de-acessibilidadeMichael J. Crosbie
Quando se vive em uma pequena cidade da Nova Inglaterra, um cemitério nunca está longe. Se eu caminhar por uma hora pelas ruas locais, passarei facilmente por dois ou três, ou mesmo por dentro deles. Há muito tempo esses locais servem de refúgio para o consolo, a paz, a tranquilidade — e até para uma irônica soberba.
https://www.archdaily.com.br/pt/1127139/elogio-aos-cemiteriosMichael J. Crosbie
O designer Paul Wellington, baseado em Milwaukee, Estados Unidos, é autor de Black Built: History and Architecture in the Black Community, livro que documenta mais de 40 obras arquitetônicas de autoria de arquitetos e arquitetas negros/as pelo país que geraram impacto direto em comunidades de cor. Atualmente, ele trabalha em um novo livro focado em arquitetas negras em um campo dominado por homens brancos. Conversei com Wellington sobre a nova obra, o que ele aprendeu em suas pesquisas sobre arquitetos e arquitetas negros/as e suas obras, e o futuro da ampliação dessa representatividade nos EUA.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126465/figuras-ocultas-as-contribuicoes-historicas-de-arquitetos-e-arquitetas-negros-nos-estados-unidosMichael J. Crosbie