
Jonathan Yeung
Interiores Revelados: Em defesa da autenticidade e clareza material

Além do forro rebaixado: 10 projetos de interiores que tornam as instalações e tubulações parte da arquitetura

Na arquitetura de interiores contemporânea, as instalações prediais — sistemas mecânicos, elétricos, de climatização (HVAC) e hidráulicos — são quase sempre tratadas como elementos a serem ocultados. Cavidades de parede mais espessas, amplos forros rebaixados e, em regiões onde prevalece a construção maciça (como tijolo ou concreto), paredes falsas de gesso são rotineiramente empregadas para esconder esses sistemas. Essa abordagem tornou-se tão normalizada que frequentemente constitui a premissa inicial do planejamento espacial, limitando intrinsecamente a imaginação e reduzindo a gama de possibilidades espaciais. A prioridade passa a ser a ocultação, em vez de se explorar como esses sistemas poderiam coexistir de forma visível dentro de uma linguagem de projeto.
Dia da Terra 2025: Nosso papel ao repensar a sustentabilidade em cidades, escalas e setores

No Dia da Terra de 2025, celebrado anualmente em 22 de abril, somos mais uma vez lembrados dos urgentes desafios ambientais e de sustentabilidade que o nosso planeta enfrenta — desafios que continuam a evoluir juntamente com as transformações econômicas, políticas e culturais globais. O setor da construção civil continua sendo um dos mais críticos no esforço para gerenciar e reduzir as emissões globais de carbono. Este ano, essas questões estão sendo abordadas sob perspectivas cada vez mais diversas, exigindo abordagens mais holísticas e integradas. É fundamental que encaremos a sustentabilidade não como uma solução única e universal, mas sim como um esforço multiescalar — que abrange desde o desenvolvimento urbano em grande escala e o planejamento estratégico até o avanço de materiais sustentáveis e, inclusive, intervenções temporárias e provocativas, como exposições e instalações. Ao fazê-lo, reafirmamos nosso compromisso de reduzir nossa pegada de carbono coletiva, ao mesmo tempo em que moldamos um ambiente construído que promove o bem-estar humano e a saúde do planeta.
A arte negligenciada do design de portas: um guia introdutório aos tipos de portas internas

Portas estão entre os elementos arquitetônicos mais utilizados em qualquer edificação habitada, funcionando como limiares móveis que articulam a transição entre os espaços privados e públicos. Elas facilitam tanto a conexão quanto a separação entre coabitantes. Contudo, apesar de seu papel fundamental, as portas costumam ser um dos elementos de projeto mais negligenciados, especialmente pelos/as clientes. Em diálogos com profissionais do setor sobre diversos projetos de interiores, surge um consenso comum: os/as clientes geralmente prestam pouca atenção aos tipos e detalhes de portas, desde que o sentido de abertura corresponda às suas expectativas. No entanto, o universo do design de portas é complexo, oferecendo uma infinidade de possibilidades de acabamentos, métodos de instalação e modos de funcionamento — cada um deles capaz de moldar significativamente a experiência espacial, indo muito além da simples direção de abertura.
A escolha do tipo de porta e de seus detalhes pode definir ou redefinir completamente um espaço. Algumas portas oferecem um isolamento acústico superior, ao passo que outras permanecem abertas para conectar ambientes, potencializando a fluidez espacial de forma contínua. Certos modelos exigem uma instalação minuciosa e manutenção constante, enquanto outros são praticamente livres de manutenção. Além disso, o tipo de porta selecionado — especialmente o tipo de dobradiça — influencia não apenas a construção da parede, mas também as camadas de piso e as transições de acabamento, acrescentando uma camada extra de complexidade ao processo de projeto.
Diálogo com a Legislação: Calibrando Normas para o Reúso Adaptativo Prosperar

Há uma conscientização crescente em torno da sustentabilidade — e do custo ambiental de se demolir prematuramente edifícios seguros e estruturalmente íntegros apenas para substituí-los por novas construções. No esforço mais amplo para reduzir as emissões de carbono, corporações e instituições vêm dando maior ênfase ao desempenho ESG (impacto ambiental, responsabilidade social e governança). Muitas agora exigem inventários de carbono, definem metas "carbono neutro" ou compram créditos de carbono para compensar suas pegadas ecológicas.
Essa mudança, somada a uma onda de projetos exemplares de reúso adaptativo pelo mundo — como o Tai Kwun do Herzog & de Meuron em Hong Kong, o Powerhouse Arts no Brooklyn, o The Ned Doha de David Chipperfield e as transformações de fábricas, pedreiras e fortalezas de terra batida de Xu Tiantian na China —, acelerou uma revisão profunda do reúso como estratégia principal de desenvolvimento. No entanto, apesar de seus inúmeros benefícios, o reúso adaptativo ainda não é tão difundido quanto poderia ser. Por quê? E quais seriam os principais obstáculos e tensões envolvidos?
O impacto dos incêndios florestais nos códigos de construção: reflexões sobre os recentes incêndios em Los Angeles

Faz quase três semanas que teve início um dos incêndios florestais mais devastadores da Califórnia, mobilizando um esforço imenso para combater as chamas e mitigar novos danos. Enquanto as equipes de bombeiros trabalham para conter os focos restantes, a cidade se prepara para as primeiras chuvas significativas de inverno, o que gera preocupações sobre inundações e deslizamentos de terra que podem agravar a destruição já generalizada.
Diante desses desafios, o incêndio desencadeou uma ampla reflexão tanto em nível local quanto global. Surgiram discussões sobre temas como o sistema de seguros, a infraestrutura de combate ao fogo, os recursos hídricos, o papel do aquecimento global nas condições de ventos fortes que propagam as chamas e o impacto do paisagismo, sobretudo o uso de vegetação não nativa.
Bastidores, em exposição: percursos autocurados pelo acervo do museu

A visita a museus e galerias há muito tempo é uma experiência meticulosamente curada. O público é conduzido por uma sequência de salas cuidadosamente orquestrada, com obras selecionadas minuciosamente para contar uma narrativa específica, apoiada por sinalização, recursos gráficos, cenografia e iluminação calibrada. Mesmo as exposições que raramente mudam — como as coleções permanentes — costumam apoiar-se em uma forte voz curatorial — liderada por artistas ou curadores/as de destaque — para definir o posicionamento institucional e moldar a interpretação.
Paralelamente, as áreas de reserva técnica de museus e galerias costumam ser mantidas separadas — muitas vezes no mesmo edifício, mas sob acesso rigidamente controlado, e não raramente fora do local, em instalações dedicadas, como o Centro de Conservação do Louvre. Essas zonas são historicamente entendidas como espaços de controle rigoroso, não apenas em termos de acesso, mas também em relação ao clima, à umidade, à organização do acervo, aos protocolos de manuseio, à manutenção e à restauração. Por receio de furtos e de que as exigências espaciais, ambientais e de catalogação do acervo fossem perturbadas, a reserva técnica tradicionalmente manteve um caráter quase secreto, atendendo prioritariamente a pesquisadores/as acadêmicos/as e profissionais da arte sob solicitação. Raramente o público em geral tem uma visão abrangente das obras salvaguardadas por uma determinada instituição.
A inteligência do que resta: sobre o arquivamento e o conhecimento arquitetônico

Quando se fala de inteligência na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, a exposição principal a categoriza amplamente em três domínios: natural, artificial e coletiva. Embora as atenções se voltem principalmente para as performances robóticas e para experimentos materiais de vanguarda—como os tijolos de esterco de elefante de Boonserm Premthada ou a fascinante exibição de picoplâncton do Canadá—, uma forma de inteligência coletiva frequentemente negligenciada, porém fundamental, reside no ato de arquivar.
Diversos pavilhões nacionais expõem essa inteligência coletiva por meio de mostras belamente curadas—o Pavilhão da Espanha, por exemplo, com seu jogo perspicaz de escalas, apresenta maquetes meticulosamente elaboradas que convidam a uma leitura atenta e ao encantamento. Essas coleções curadas oferecem um retrato do presente e, em alguns casos, acenam para o futuro. No entanto, sem um envolvimento crítico com o passado, sem documentar e dar sentido ao nosso conhecimento espacial e arquitetônico compartilhado, o potencial da inteligência coletiva permanece incompleto. O arquivamento não é um mero ato de preservação; trata-se de uma ferramenta generativa para projetar novos futuros.
Litorais elementais na Ásia-Pacífico: o concreto redefine a casa de praia

Morar à beira-mar é, há muito tempo, um desejo marcante — atraído pela promessa de uma natureza amena, privacidade e acesso imediato à água. Historicamente, as casas de praia tendiam a ser rústicas e despojadas: em parte porque a infraestrutura em locais remotos e o transporte de materiais eram difíceis, e em parte porque seu charme residia em estar mais próximo dos elementos — de forma mais simples, rústica e direta.
Por conta disso, muitas das primeiras casas de praia foram construídas em madeira. O material oferecia vantagens claras: era leve, adaptável, de rápido manuseio e podia ser montado com o mínimo de maquinário pesado. Embora a madeira sofra com a ação do tempo e apresente baixa resistência à umidade carregada de sal, a madeira para uso externo carrega um caráter bruto e natural que reforçava o apelo do ideal da casa de praia.
O Monumento Transposto: Murray House e o Paradoxo da Preservação

Na preservação da arquitetura, existem muitas abordagens possíveis — que vão desde tratar um edifício como um monumento estático, restaurando-o meticulosamente in situ a ponto de limitar o acesso público, até estratégias adaptativas que reprogramam e modificam os espaços internos, mantendo elementos arquitetônicos essenciais, como a materialidade e a forma estrutural. No entanto, um método se destaca, tanto pela ambição quanto pela controvérsia: o de desmantelar deliberadamente um edifício — tijolo por tijolo —, etiquetar e documentar meticulosamente cada parte e armazená-lo até que surja um novo local, propósito ou narrativa. Em seguida, remontá-lo do zero, possivelmente para um uso totalmente diferente. Embora o contexto original se perca, essa estratégia visa preservar o significado cultural por meio da transformação, e não da estagnação. Esta é a história da Murray House em Stanley, Hong Kong.
Originalmente construída em 1846 como alojamento para oficiais militares britânicos no distrito de Central, a Murray House foi um dos primeiros exemplos de arquitetura neoclássica em Hong Kong — um vestígio único e duradouro do passado colonial da cidade. Suas robustas colunatas de granito e fachada simétrica erguiam-se como um símbolo de permanência clássica. Durante a ocupação japonesa de Hong Kong em 1941, a função do edifício foi redefinida para servir como centro de comando da polícia militar japonesa. O edifício sobreviveu à guerra e continuou a abrigar vários departamentos governamentais ao longo das décadas do pós-guerra.
A Cidade como Laboratório de Processos: Uma Década de Experimentação Urbana com o Concéntrico

À medida que as cidades continuam a se desenvolver, observamos abordagens cada vez mais bem planejadas, meticulosamente executadas e rigidamente regulamentadas para moldar os centros urbanos e seus espaços adjacentes — para o bem e para o mal. Conforme os códigos, restrições e diretrizes se aprimoram e se tornam mais rigorosos, os ambientes urbanos tornam-se mais seguros, equilibrados e menos propensos a surpresas. No entanto, o outro lado dessa moeda é que distritos altamente controlados podem tender a uma ordem excessiva e à higienização, desfazendo-se do caráter informal e cumulativo que outrora gerava becos, espaços residuais e sequências inesperadas de movimento — condições muitas vezes nascidas da constante improvisação comunitária nas zonas cinzentas da regulamentação.
Em resposta a isso, um número crescente de iniciativas em todo o mundo propõe instalações urbanas temporárias que testam futuros alternativos para as cidades. Essas intervenções buscam provocar um diálogo entre o que a cidade é e o que ela poderia oferecer às suas comunidades por meio de práticas espaciais reflexivas e específicas de cada contexto. Um exemplo notável é o Concéntrico, festival internacional em Logroño, Espanha, concebido como um laboratório de inovação urbana. Comemorando sua décima edição, o festival está prestes a publicar Concéntrico: Urban Innovation Laboratory, um livro que traça um panorama de uma década de desenho urbano e transformação coletiva moldados ao longo de suas sucessivas edições. O lançamento é acompanhado por uma turnê internacional voltada a compartilhar uma década de aprendizados sobre transformação e design coletivos.
Paisagens Lúdicas e Imaginação Pública: O Brincar Ambíguo na Vida Urbana de Hong Kong

Quando pensamos em cidades e vida urbana, costumamos focar em infraestrutura, cultura, comércio, vida noturna e densidade. Em metrópoles que parecem oferecer uma infinidade de atividades — especialmente para adultos —, o brincar raramente entra em pauta. No entanto, o ato de brincar deve ser considerado parte vital da vida urbana. O brincar influencia diretamente a maneira como moldamos nossas futuras cidades, a começar pela forma como as crianças interagem com seus ambientes. A experiência lúdica e, mais especificamente, o desenho e a presença de parquinhos infantis deixam marcas duradouras no desenvolvimento dos jovens nas cidades. Esses espaços constituem a primeira conexão física da criança com a paisagem urbana. Sendo assim, o brincar merece muito mais atenção nos debates sobre bem-estar urbano, habitabilidade e projeto do espaço público.
Esperança Silenciosa: Maggie's Centre Hong Kong de Frank Gehry

No início deste mês, a notícia do falecimento de Frank Gehry gerou uma onda de homenagens ao arquiteto por trás de museus exuberantes, salas de concerto e complexos residenciais sinuosos. Em vez de revisitar esse terreno já tão explorado, vale a pena nos determos em uma obra mais contemplativa de sua trajetória: o Maggie's Cancer Caring Centre em Hong Kong. Silencioso, otimista e calibrado para a resiliência cotidiana, o edifício reflete múltiplos registros das intenções de Gehry: um compromisso com a positividade e a sobrevivência — e, em um nível mais pessoal, o próprio acerto de contas de um arquiteto com a perda e os cuidados de fim de vida.
Essa declaração ressignifica o Maggie's Hong Kong, elevando-o a mais do que uma simples encomenda; ela sugere um processo de projeto moldado pelo luto e voltado para o conforto, a dignidade e a possibilidade de esperança — um ethos que se alinha perfeitamente à missão da organização.
Projetando para a companhia: Reimaginando a vida urbana com animais de estimação

Humanos e animais de estimação há muito compartilham um vínculo profundo e inseparável — e, hoje, a forma como vivemos ao lado deles assume uma importância cada vez maior. Mais do que oferecer companhia, os pets hoje são frequentemente considerados parceiros de vida, proporcionando um forte apoio para a saúde mental e o bem-estar emocional. No entanto, não é apenas a conexão emocional que importa: a maneira como projetamos e curamos os espaços para a coabitação desempenha um papel fundamental na construção de relações espaciais significativas entre os seres humanos e seus companheiros animais.
Seja por meio de móveis sob medida ou de soluções integradas de forma mais fluida, como nichos embutidos e cavidades nas paredes, dedica-se cada vez mais atenção a como podemos coexistir melhor com os animais de estimação em nossas casas. Essa mudança reflete mais do que mera prosperidade financeira ou a posse de um animal; ela sinaliza uma evolução mais ampla do conceito de companhia — enraizada no apoio mútuo, na saúde emocional e em ambientes compartilhados.
Tectônica em madeira: 10 projetos que repensam a construção em madeira na China contemporânea

Em grande parte da China, o concreto continua sendo o material de construção predominante. Apesar das crescentes preocupações com seu impacto ambiental, o concreto segue alinhado às prioridades de incorporadores e clientes — por ser rápido, econômico e altamente durável. Como resultado, a maioria das tipologias edilícias na China ainda depende fortemente desse material. Essa dependência é ainda mais reforçada pela posição do país como o maior produtor mundial de cimento Portland. Uma cadeia de suprimentos profundamente consolidada, enraizada na fabricação de matérias-primas e na infraestrutura econômica, garante que o concreto continue sendo a escolha padrão do setor da construção.
Historicamente, contudo, a arquitetura chinesa se desenvolveu sobre uma rica tradição de construção em madeira. A Cidade Proibida é um excelente exemplo: além de ser emblemática para o patrimônio arquitetônico do país, ela abriga uma das maiores e mais bem preservadas coleções de estruturas de madeira antigas do mundo. Esse legado levanta uma questão crucial: a construção em madeira tem um futuro viável e significativo na indústria contemporânea da construção na China?
Arquitetura e Agência: Repensando a Autoria por Meio do Projeto Participativo

Historicamente, a arquitetura produziu muitos edifícios icônicos moldados por visões singulares — muitas vezes projetados de forma unilateral para usuários/as, comunidades e cidades. Se por um lado essa abordagem de cima para baixo (top-down) viabilizou uma forte coerência formal e clareza conceitual, por outro, ela priorizou a autoria em detrimento do engajamento. O resultado: projetos que podem ser celebrados como visionários, mas que frequentemente parecem desconectados das realidades cotidianas de quem os habita.
Projetar para o outro é inerentemente complexo. Na condição de arquitetos/as, frequentemente recebemos a tarefa de criar ambientes para comunidades com as quais podemos não ter nenhuma familiaridade pessoal ou cultural. Esse distanciamento, contudo, pode oferecer uma objetividade valiosa. Ele nos permite abordar perspectivas diversas com um novo olhar, analisando criticamente as necessidades e limitações de múltiplas partes interessadas. Por meio desse processo, a disciplina da arquitetura avançou — expandindo fronteiras no pensamento espacial, na inovação de materiais e na experimentação estrutural.
Aço inoxidável no design de interiores: transformando espaços com elegância industrial

Ao encerrarmos o capítulo de 2024, uma análise dos projetos no extenso banco de dados do ArchDaily destaca algumas tendências marcantes de design de interiores que definiram o ano. Entre elas está o uso do aço inoxidável, frequentemente combinado com concreto e tons de cinza, criando interiores com uma elegância industrial refinada. Este artigo se aprofunda no crescente protagonismo do aço inoxidável como elemento de interiores, explorando suas aplicações, combinações e seu apelo cada vez maior, a despeito de percepções persistentes sobre sua natureza fria e industrial.
Vila na Cidade Vertical: Tai Hang e a Sobrevida do Vernáculo de Hong Kong

A arquitetura vernacular em Hong Kong originou-se como uma série de pequenos assentamentos costeiros — comunidades simples, semelhantes a vilas, que refletiam a identidade primordial da cidade como um polo pesqueiro. Essas vilas litorâneas eram tipicamente compostas por casas de baixa altura e estrutura de madeira, agrupadas ao redor de templos, formando comunidades coesas e intimamente ligadas aos ritmos das águas.
Um exemplo notável é Tai Hang, um dos primeiros assentamentos estabelecidos pelo povo Hakka em Hong Kong. Originalmente situada ao longo de um canal de água que descia das montanhas próximas em direção ao mar, a área servia como um ponto vital de lavagem para os moradores da vila — daí seu nome, que significa literalmente "Grande Drenagem". Antes de grandes obras de aterro marítimo, Tai Hang ficava muito próxima da linha de costa. Hoje, localiza-se a quase 700 metros terra adentro.

































