Jonathan Yeung

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Revisitando o projeto de arranha-céus: os benefícios das fachadas responsivas e dos projetos passivos

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A sociedade contemporânea vem testemunhando um crescimento expressivo na construção de arranha-céus em centros urbanos de todo o mundo por diversos motivos — incluindo avanços na engenharia, o aumento da densidade urbana, restrições de espaço e, indiscutivelmente, uma disputa competitiva para construir as estruturas mais altas do mundo. A atração pelas fachadas totalmente envidraçadas e a busca por peles de vidro com painéis cada vez maiores de vidro contínuo muitas vezes ocorreram em detrimento da funcionalidade.

Nessas torres, as janelas operáveis são sacrificadas em prol da estética e das vistas panorâmicas, com uma disposição de núcleo central que maximiza as visuais em 360 graus, mas acaba gerando "monstros arquitetônicos de ganho de calor solar". Sem ventilação natural ou cruzada, esses arranha-céus de vidro retêm uma quantidade significativa de calor da radiação solar nos espaços habitáveis, dependendo quase que exclusivamente de sistemas mecânicos de HVAC para resfriá-los. Isso levanta a questão: a estratégia de ventilação passiva está se tornando obsoleta no projeto de edifícios altos, ou os sistemas operáveis podem ser integrados de forma eficaz em nossas torres de alta tecnologia?

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Métodos construtivos em foco: o debate entre divisórias maciças e ocas

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Dois métodos principais de construção são comumente identificados na arquitetura e no design: a construção sólida versus a construção oca. Esses métodos variam significativamente entre diferentes culturas e regiões, especificamente no que diz respeito aos sistemas de divisórias internas, mesmo quando parecem intercambiáveis. Cada um possui suas próprias práticas consolidadas, influenciadas por materiais locais, preferências da mão de obra, condições climáticas e tradições culturais. Quando arquitetos/as e designers se concentram apenas em seu contexto local, é fácil ignorar premissas construtivas mais amplas, o que limita a flexibilidade e a metodologia projetual. Isso levanta uma questão importante: como essas duas abordagens construtivas se diferenciam?

Concentrando-se principalmente nos sistemas internos, as distinções entre a construção sólida e a oca decorrem, em grande parte, da disponibilidade de materiais e das preferências da mão de obra. Por exemplo, nos Estados Unidos e no Japão, paredes estruturadas em montantes (studs), tanto de madeira quanto de metal, são frequentemente utilizadas para divisórias. Por outro lado, o tijolo continua sendo o material predominante para paredes divisórias em regiões como Hong Kong e o sul da China. Por que construímos de maneiras tão distintas, e quais são as vantagens e os desafios de cada metodologia construtiva?

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Direitos aéreos explicados: equilibrando o ganho privado com o bem público

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As transações de direitos sobre o espaço aéreo tornaram-se fundamentais no desenvolvimento urbano, permitindo que as cidades cresçam verticalmente ao mesmo tempo em que preservam recursos de solo limitados. Tipicamente definidos como o direito de usar ou vender o espaço acima de uma propriedade, esses direitos permitem que proprietários/as de imóveis transfiram o coeficiente de aproveitamento (FAR) não utilizado para lotes vizinhos, gerando maior densidade e oportunidades de ganho financeiro. Contudo, essa definição pode variar de acordo com a localidade e a região, uma vez que cada país interpreta de maneira distinta os direitos sobre o espaço aéreo e a capacidade de construí-lo ou transferi-lo. À medida que os centros urbanos enfrentam pressões crescentes devido à escassez de terras e ao crescimento populacional, esses direitos continuam a oferecer uma solução criativa que fomenta a inovação arquitetônica e a eficiência econômica.

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Projetos de reuso adaptativo em Hong Kong: um estudo de caso de renovação urbana para cidades com história colonial

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À medida que as grandes cidades continuam a se desenvolver, enfrentamos desafios intrigantes em relação à preservação e ao reuso adaptativo de edifícios, locais e artefatos significativos. Isso propõe uma questão complexa que envolve história política, teoria da arquitetura e significado cultural. O reuso adaptativo vai além dos projetos arquitetônicos e espaciais; ele permite que cidades e comunidades reflitam, reavaliem e reinterpretem sua história sob diferentes perspectivas. Contudo, ao contrário dos livros e das palavras, os edifícios podem não resistir ao teste do tempo por si mesmos para servir como testemunhos diretos das histórias que contam. Como devemos nos questionar sobre o que preservar e o que demolir? Como as comunidades podem se envolver na restauração ativa ou na adaptação de edifícios históricos?

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Criando refúgios de inverno: resorts de neve e tipologias de casas de férias

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Com a passagem do Dia de Ação de Graças e a chegada de dezembro, as festas de fim de ano se aproximam rapidamente. Essa época do ano traz celebrações, férias e planos de viagem a todo vapor. Particularmente no Hemisfério Norte, há uma forte associação entre as festividades de fim de ano e o clima frio e com neve.

Entre as muitas tradições que celebram a estação, uma das mais desafiadoras em termos de logística e arquitetura é a instalação da gigante árvore de Natal do Rockefeller Center, em Nova York. Esse espetáculo de mover uma árvore com mais de 20 metros de altura e cerca de 10 toneladas para um dos centros urbanos mais movimentados do mundo continua a cativar o público e a evocar o espírito natalino todos os anos.

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Navegando por sistemas de apoio para arquitetos/as emergentes: analisando o caso dos EUA e de Hong Kong

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Como as sociedades apoiam e incentivam arquitetos/as em início de carreira? Jovens arquitetos/as são profundamente influenciados/as por sua educação formal e pelo contato inicial com o setor. Diferentes sistemas organizacionais em cada região — sejam passivos, por meio de fatores contextuais, ou ativos, mediante benefícios tangíveis — existem para ajudá-los/as a ingressar no mercado. No entanto, cabe questionar com que frequência refletimos sobre esses sistemas de apoio estabelecidos. Seriam eles eficazes em formar profissionais completos/as ou, sem querer, acabam reforçando certos vieses na prática da arquitetura?

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O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição

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Cada vez mais raramente o patrimônio em interiores resume-se a uma questão de mera preservação. Com mais frequência, ele se manifesta como fricção: o encontro entre o que um edifício já é — a lógica de sua planta, suas cicatrizes, suas inconsistências estruturais — e o que a vida contemporânea dele exige.

Alguns dos projetos mais potentes da atualidade não são aqueles que "restauram" um interior de volta a um momento específico, nem os que apagam o passado sob uma nova pele homogênea. São, antes, aqueles que encenam uma relação entre o antigo e o novo — permitindo que o contraste vá além do mero relato histórico, e fazendo do embate uma ferramenta pragmática de viabilidade construtiva, orçamentária e de execução.

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A computação não é imaterial: a infraestrutura de IA e a arquitetura da cidade

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À medida que a inteligência artificial continua a desestabilizar setores da economia e a remodelar indústrias inteiras, tanto instituições quanto indivíduos se preparam — e se adaptam rapidamente — às transformações que as máquinas parecem projetar sobre nosso futuro. Contudo, a pressão mais latente não decorre simplesmente do fato de a IA alterar a forma como as pessoas trabalham e vivem, mas sim dos modelos de negócios e das lógicas de investimento das empresas que desenvolvem esses sistemas: a concentração de capital, as novas demandas por capacidade de processamento, a corrida por talentos altamente especializados e a pegada de infraestrutura necessária para sustentá-la. Na Grande Área da Baía — ancorada por Guangzhou, Shenzhen e Hong Kong —, essa dinâmica é especialmente pronunciada. Iniciativas governamentais estão acelerando ativamente o crescimento do setor, com mecanismos de políticas públicas e planejamento começando a traduzir um campo aparentemente intangível em forma física: atualizações de zoneamento, destinação de terrenos e o surgimento de tipologias edilícias orientadas à IA, de laboratórios de pesquisa a centros de processamento de dados (data centers) em grande escala.

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