Dima Stouhi

Editora de Community & Content no ArchDaily. Bacharel em Arquitetura de Interiores e Mestre em Desenvolvimento de Produtos e Negócios. Nascida e criada em Beirute, Líbano.

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Plágio na arquitetura: estamos nos inspirando ou trapaceando?

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Existe um debate constante sobre se alguns projetos são de fato plagiados ou apenas “modificados” para parecerem originais. Muitos supõem que, ao publicar imagens de nossos projetos na internet, estaríamos entregando nosso trabalho de bandeja e que outros/as designers e arquitetos/as acabarão por roubá-los. Mas deveríamos realmente esconder nossos projetos do público? Será que plantas e cortes são tão sagrados e inovadores a ponto de arquitetos/as reivindicarem direitos autorais sobre eles?

Kevin Hui e Andrew Maynard, do canal do YouTube Archimarathon, conversam sobre a cópia de projetos, como estudantes e arquitetos/as podem aprender com obras existentes e se o plágio realmente existe no campo da arquitetura.

Philip Klevestav, da Blizzard Entertainment, fala sobre o projeto de ambientes construídos em videogames

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Imagens realistas e passeios virtuais tornaram-se parte integrante das apresentações de projetos. Designers utilizam softwares de ponta e constroem modelos 3D precisos para apresentar seus trabalhos com o máximo de fidelidade possível. Já no universo dos videogames, a questão vai além da qualidade ou precisão gráfica; trata-se da experiência imersiva do design visual e de como os/as jogadores/as interagem com o ambiente construído virtualmente.

Em entrevista exclusiva ao ArchDaily, Philip Klevestav, artista principal da Blizzard Entertainment — desenvolvedora de jogos consagrada por títulos como Warcraft, Overwatch e Diablo —, compartilha suas perspectivas sobre o design de videogames e a influência da arquitetura no processo de criação.

Philip Klevestav, da Blizzard Entertainment, fala sobre o projeto de ambientes construídos em videogames - Imagem 1 de 4Philip Klevestav, da Blizzard Entertainment, fala sobre o projeto de ambientes construídos em videogames - Imagem 2 de 4Philip Klevestav, da Blizzard Entertainment, fala sobre o projeto de ambientes construídos em videogames - Imagem 3 de 4Philip Klevestav, da Blizzard Entertainment, fala sobre o projeto de ambientes construídos em videogames - Imagem 4 de 4Philip Klevestav, da Blizzard Entertainment, fala sobre o projeto de ambientes construídos em videogames - Mais Imagens+ 6

Uma aldeia perdida de tesouros budistas

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O vilarejo histórico de Indein, no Mianmar, foi fundado por monges por volta do século III a.C. com o objetivo de difundir o budismo pelo país. Centenas de pagodes, ornamentos e estátuas de Buda foram construídos na região, mas, com o tempo, o vilarejo foi abandonado e seus templos acabaram consumidos pela vegetação. Hoje, o local se apresenta como uma contradição visual entre o antigo e o novo, à medida que teve início um processo de renovação e preservação das estruturas históricas pouco a pouco, cercando os templos em ruínas com estupas brancas totalmente novas.

O/A fotógrafo/a Romain Veillon teve a oportunidade de explorar e fotografar Indein, capturando os vestígios brutos desse sítio histórico.

Uma aldeia perdida de tesouros budistas - Image 1 of 4Uma aldeia perdida de tesouros budistas - Image 2 of 4Uma aldeia perdida de tesouros budistas - Image 3 of 4Uma aldeia perdida de tesouros budistas - Image 4 of 4Uma aldeia perdida de tesouros budistas - Mais Imagens+ 22

“A era dos edifícios potentes e do entourage fraco acabou”: Entrevista com Eric de Broche des Combes, da Luxigon

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As imagens apresentadas por profissionais de visualização têm permitido uma imersão total em ambientes construídos virtualmente; explorando o espaço, observando como os raios de sol criam um diálogo entre luz e sombra e experimentando o que se poderia ouvir ou sentir ao caminhar de um cômodo a outro, tudo isso antes mesmo do início das escavações e do assentamento do primeiro bloco. 

Em entrevista exclusiva ao ArchDaily, o profissional da Luxigon, Eric de Broche des Combes, fala sobre sua carreira, a criação de visualizações ampliadas, como elas influenciam um projeto e o que o futuro reserva para o setor.

“A era dos edifícios potentes e do entourage fraco acabou”: Entrevista com Eric de Broche des Combes, da Luxigon - 1 的图像 4“A era dos edifícios potentes e do entourage fraco acabou”: Entrevista com Eric de Broche des Combes, da Luxigon - 2 的图像 4“A era dos edifícios potentes e do entourage fraco acabou”: Entrevista com Eric de Broche des Combes, da Luxigon - 3 的图像 4“A era dos edifícios potentes e do entourage fraco acabou”: Entrevista com Eric de Broche des Combes, da Luxigon - 4 的图像 4“A era dos edifícios potentes e do entourage fraco acabou”: Entrevista com Eric de Broche des Combes, da Luxigon - Mais Imagens+ 22

Afinal, o que é sustentabilidade?

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“A sustentabilidade é como sexo na adolescência. Todo mundo diz que faz, mas pouquíssimas pessoas realmente fazem. E quem faz, faz malfeito”, disse certa vez Joseph Romm.

É evidente que existem muitos equívocos sobre o que realmente é a arquitetura sustentável. Alguns a definem como construir com materiais reciclados, outros acreditam que se resume a integrar elementos verdes à arquitetura, e há quem instale painéis solares em seu telhado e rotule o projeto como “verde”.

Entrevista sobre "Svizzera 240", o projeto vencedor do Leão de Ouro na Bienal de Veneza que desafia as escalas convencionais

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A escala é um elemento de referência fundamental na arquitetura. Uma vez manipulada, torna-se uma ferramenta crucial para transformar nossa experiência espacial. “Svizzera 240: House Tour”, o pavilhão da Suíça na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018, é um caso exemplar que coloca a escala no centro das atenções, proporcionando aos visitantes uma experiência que remete a “Alice no País das Maravilhas” ao subverter o comportamento e a percepção do espaço. Premiado com o Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional, o pavilhão foi descrito pela organização como “uma instalação arquitetônica extremamente atraente que, além de proporcionar prazer imediato, aborda questões fundamentais do espaço doméstico”.

História da Arquitetura: Índia Antiga e Sudeste Asiático

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Segundo os registros escritos, a “pré-história” remonta ao período entre 35.000 a.C. e 3.000 a.C. no Oriente Médio (e 2.000 a.C. na Europa Ocidental). Os antigos construtores e construtoras tinham uma profunda compreensão das respostas humanas às condições ambientais e às necessidades físicas. Inicialmente, famílias e tribos viviam juntas em cabanas cobertas de peles e estruturas de ossos. Milhares de anos depois, os assentamentos humanos evoluíram para muralhas fortificadas de tijolos de adobe que cercavam volumes retangulares com aberturas pontuais para ventilação e iluminação solar. 

Nos próximos meses, publicaremos pequenos artigos sobre a história da arquitetura e como ela evoluiu para estabelecer os fundamentos da arquitetura que conhecemos hoje. Nesta semana, exploramos as características arquitetônicas da antiga Índia e do Sudeste Asiático.

Dos bastidores ao centro do palco: o papel da arquitetura no design de jogos

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Perguntamos aos leitores e leitoras do ArchDaily quais jogos eletrônicos mais os impressionaram em termos de visualização arquitetônica, e por quê. Após coletar centenas de respostas, ficou evidente que não há um único fator decisivo que destaque um jogo, mas um dos elementos fundamentais na experiência de jogo é, sem dúvida, o ambiente construído virtual.

Nos jogos eletrônicos, o papel da arquitetura vai muito além de servir como pano de fundo para cidades virtuais ou renderizações de locais reais. Na verdade, ela constitui um elemento fundamental para a imersão dos jogadores e jogadoras no mundo virtual, tornando a experiência tão tangível quanto o mundo real, porém muito mais emocionante.

(Aviso: os vídeos e imagens deste artigo podem causar convulsões em pessoas com epilepsia fotossensível)

Entrevista com Spirit of Space: como expressar o design arquitetônico através do vídeo?

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Embora as imagens estáticas ainda sejam o meio mais difundido para apresentar projetos de arquitetura, alguns/as profissionais da área preferem transportar o público para o interior da própria obra, proporcionando uma experiência imersiva no edifício e em seu entorno. Desde 2006, o estúdio de cinema de arquitetura Spirit of Space já produziu mais de 200 curtas-metragens. Seus filmes retratam projetos de destaque global, abrangendo obras de arquitetos e arquitetas como Peter Zumthor, Steven Holl, Daniel Libeskind e Jeanne Gang. A equipe multidisciplinar do estúdio combina recursos visuais a trilhas sonoras exclusivas, potencializando a narrativa e transformando cada vídeo em uma verdadeira experiência multissensorial.

Uma jornada visual no interior do Santuário de Wadi Rum

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Escavado com delicadeza no solo natural de Wadi Rum, na Jordânia, o projeto do arquiteto jordaniano Rasem Kamal transforma a premissa de que “a forma segue a função” em “a subtração segue a função”, enfatizando a relação entre a forma externa e o espaço interno com um resort que promete ser um santuário tanto na superfície quanto no subsolo.

No vídeo recém-lançado da proposta, o arquiteto revela o resort oculto e conduz o público em um passeio encantador pelo Wadi Rum Sanctuary Resort. Kamal complementa a paisagem acidentada do deserto com a arquitetura sutil do resort, permitindo que a estrutura se integre perfeitamente ao seu entorno. 

O isolamento é um provocador de ideias: entrevista com Steven Holl

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Quando se trata do processo de desenvolvimento de projetos de arquitetura, o processo criativo nunca é o mesmo para todas as pessoas. Há quem encontre inspiração em salas cheias, com música alta ao fundo; quem prefira caminhar por espaços públicos observando o comportamento das pessoas; e quem não precise de praticamente nenhum recurso além de caneta, papel e silêncio absoluto. 

Em entrevista à produtora de cinema de arquitetura Spirit of Space, Steven Holl compartilha como o isolamento completo na Watercolor Hut contribuiu para algumas das criações mais notáveis de seu escritório.

Adentrando a Área Protegida de Wadi Rum

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O/A arquiteto/a jordaniano/a Rasem Kamal concebeu sutilmente uma escavação a partir do solo natural do deserto de Wadi Rum, na Jordânia, transformando a premissa de que "a forma segue a função" em "a subtração segue a função". Enfatizando a relação entre a forma externa e o espaço interno, o resort projetado se apresenta como uma área de preservação tanto na superfície quanto no subsolo.

No recém-lançado vídeo do projeto, o/a arquiteto/a revela os mistérios desse resort oculto, conduzindo o público por uma visita guiada à proposta da Reserva de Wadi Rum. Kamal complementa com maestria a paisagem acidentada do deserto por meio da estrutura do resort, que surge de forma orgânica e se integra perfeitamente ao entorno.

Subvertendo Experiências Normais: Uma Entrevista com os/as Curadores/as de Svizzera 240

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A escala é um elemento referencial de extrema importância no ambiente construído. Contudo, uma vez manipulada, ela se torna uma ferramenta fundamental que transforma por completo a maneira como vivenciamos a arquitetura. Um dos projetos de maior destaque a colocar a escala em primeiro plano foi o Svizzera 240: House Tour, o pavilhão suíço na Bienal de Veneza de 2018 — um projeto que instigou o comportamento das pessoas e sua percepção espacial, despertando a sensação de estarem vivenciando uma experiência digna de "Alice no País das Maravilhas". O projeto foi laureado com o Leão de Ouro de melhor Pavilhão Nacional, descrito pela organização da Bienal como "uma instalação arquitetônica envolvente que, ao mesmo tempo em que diverte, aborda as questões críticas do espaço doméstico".

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7 tendências de iluminação: como iluminar os espaços interiores de hoje

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O legado de Luis Barragán reside no modo como ele utilizava a luz e a cor; a compreensão sensível da luz natural por Tadao Ando estabeleceu sua linguagem arquitetônica única; e as dramáticas transformações de interiores de James Turrell exploram uma percepção singular da experiência visual, na qual “a luz não é um instrumento para possibilitar a visão, mas sim o próprio objeto a ser visto”. Além disso, as instalações imersivas de Olafur Eliasson estimulam a psicologia do público por meio da luz, da água e do ar. Esses profissionais da arquitetura e do design, entre outros, reinventaram a percepção da luz, inspirando gerações a seguir seus caminhos na compreensão e aplicação desse elemento.

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Interiores biofílicos: 21 projetos que integram arquitetura e natureza

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Os seres humanos nascem com uma propensão inata para se conectar com a natureza: ouvindo o estalar do fogo, sentindo o aroma da chuva na terra, experimentando as propriedades curativas das plantas e do verde, ou buscando a proximidade com os animais. Por essa razão, e diante da severa degradação ambiental e da rápida urbanização contemporâneas, os/as arquitetos/as têm voltado suas atenções para projetos ecologicamente conscientes a fim de reaproximar as pessoas da natureza. Diversas abordagens são exploradas: construção de estruturas em taipa, uso de materiais e mobiliário reciclados, orientação solar das residências... Contudo, essa prática é fortemente influenciada pela arquitetura sustentável, e a fronteira entre a real sustentabilidade ecológica e a falsa "maquiagem verde" (greenwashing) tem se tornado cada vez mais tênue. O que de fato potencializa essa conexão intrínseca entre os seres vivos e a natureza é o design biofílico e a estratégia de trazer o exterior para o interior.

Projetos de Moçambique, da Sérvia e da Austrália são selecionados entre os vencedores do 4º Prêmio Abdullatif Alfozan de Arquitetura de Mesquitas

Sob o tema "Mesquita: um edifício intercultural", o 4º ciclo do Prêmio Abdullatif Alfozan para Arquitetura de Mesquitas (2020-2023) anunciou seus 5 projetos vencedores, vindos da Austrália, Turquia, Sérvia, Eslovênia e Moçambique. A cerimônia de premiação ocorreu no Museu Nacional de Riade em 5 de março de 2023, seguida por um seminário de arquitetura de dois dias no qual os/as arquitetos/as explicaram o processo de desenvolvimento de seus projetos vencedores.

Analisando as mesquitas entre o passado, o presente e o futuro, a seleção levou em consideração o contexto de cada projeto, a privacidade, seu significado religioso e arquitetônico, além da contribuição para a comunidade. Mais de 200 mesquitas de todo o mundo foram inscritas, resultando em uma lista de 22 finalistas. No entanto, as cinco mesquitas vencedoras foram elogiadas por irem além das tipologias tradicionais, ao explorarem a importância do sentir dentro de um espaço religioso, seu valor como "ferramentas de comunicação urbana" e a forma como suas linguagens arquitetônicas restabelecem os valores da religião.

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Tendências de design de interiores de 2024

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Com o fim de 2024, um ano dinâmico que questionou saberes, tradições e inovações, analisamos como os acontecimentos e tendências globais influenciaram o design de espaços internos. No ano passado, a prática da arquitetura suscitou debates globais, desafiando normas e tradições ao mesmo tempo que valorizou regiões antes negligenciadas. O design de interiores, por outro lado, adotou uma postura mais reservada e modesta, priorizando a simplicidade e a individualidade. Um ano depois, os temas gerais da arquitetura e do design de 2023 permanecem os mesmos — ou melhor, reforçados —, mas agora incorporam "experimentações artesanais" por meio de intervenções sutis, semelhantes à acupuntura.

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