O recurso Animação de Fases (Phasing Animation) no D5 Render 2.9 redefine a maneira como profissionais apresentam projetos complexos. Ele simplifica a criação de visualizações dinâmicas e passo a passo, perfeitas para demonstrar etapas de construção, montagem de produtos e transformações paisagísticas. Com modelos predefinidos como Queda/Subida (Drop/Rise) ou Ascender/Descender (Ascend/Descend), usuários/as podem organizar objetos em sequência rapidamente, sem a necessidade de quadros-chave (keyframes) complexos. Isso facilita a ilustração de como uma estrutura é construída, como um produto é instalado ou de que forma os elementos crescem e evoluem em uma paisagem.
Situado próximo às ruínas da Abadia de Fonthill, no interior da Inglaterra, o Pavilhão Upper Lawn — também conhecido como Pavilhão Solar — é um experimento de arquitetura experimental modesto, mas profundo, projetado por Alison e Peter Smithson. Construído entre 1959 e 1962 como um refúgio de fim de semana e laboratório de ideias, o pavilhão incorpora o ethos da dupla de economia, honestidade material e respeito pelo contexto, refletindo o espírito pioneiro do Novo Brutalismo.
A cuidadosa interação de Upper Lawn entre o novo e o existente é particularmente instigante. Construído sobre os remanescentes de uma casa de campo inglesa do século XVIII, o pavilhão reaproveita as espessas paredes de alvenaria da estrutura original, incorporando ao projeto elementos como o poço, as árvores e o gramado. Utilizando materiais pré-fabricados como madeira, vidro e alumínio, os Smithson construíram um espaço repleto de luz que se harmoniza com o entorno, materializando seu princípio de "arquitetura como encontrada" — conceito fundamentado em honrar e se adaptar às condições preexistentes em vez de se impor a elas.
Campus do College of Europe em Tirana. Imagem cortesia de MIR, projetado por Oppenheim Architects
Tirana, capital da Albânia, está passando por uma transformação notável, impulsionada por uma visão ambiciosa de futuro delineada no Plano Diretor Tirana 2030 (TR030). O plano, elaborado pelo renomado arquiteto italiano Stefano Boeri, visa a remodelar a cidade em um polo urbano sustentável, verde e inclusivo, com foco no adensamento e na melhoria da qualidade de vida de seus/suas habitantes. No centro dessa visão estão projetos como a criação de uma "floresta orbital" com dois milhões de árvores, a revitalização de rios com corredores verdes e o redesenho de espaços públicos como a Praça Skanderbeg, que se tornou a maior área de pedestres dos Bálcans. De acordo com o The Guardian, essas iniciativas buscam reverter o caos do crescimento urbano desordenado que se seguiu à queda do comunismo e acomodar uma população que quadruplicou desde 1992, ao mesmo tempo em que priorizam a qualidade de vida e a acessibilidade.
No centro da transformação de Tirana está um foco renovado na arquitetura como ferramenta de conexão, combinando identidade cultural e design contemporâneo para criar espaços que convidam à interação e ao engajamento público. Projetos recentes anunciados por arquitetos/as de renome e escritórios internacionais, como Coldefy, OODA, Oppenheim Architecture e CHYBIK + KRISTOF, mostram um fio condutor comum: a reimaginação da cidade rejuvenescida para o público. Essas propostas enfatizam a sustentabilidade social, referências culturais e espaços públicos acessíveis, redefinindo a forma como moradores/as e visitantes vivenciam a malha urbana de Tirana. De vilas verticais de uso misto e ruas voltadas para pedestres a campi ecologicamente conscientes e centros cívicos, esses novos empreendimentos destacam coletivamente a ambição da cidade de se posicionar como um modelo progressista de renovação urbana nos Bálcans.
Em algum momento, você pode ter se perguntado: "Quem é o/a principal arquiteto/a do mundo?". Trata-se de uma pergunta complexa, mas, felizmente, não existe uma única resposta definitiva. Se você tem curiosidade sobre o panorama global das indústrias de arte, arquitetura e design, o World Design Rankings (WDR) oferece um vislumbre interessante do pulso criativo das nações. Em vez de apenas citar nomes, o ranking traça um panorama amplo das potencialidades, fragilidades e do potencial inexplorado de cada país no universo do design.
Os/as arquitetos/as de Nova York Marion Weiss e Michael Manfredi fundaram seu escritório, Weiss/Manfredi, em 1989, após vencerem dois importantes concursos — para o Military Women's Memorial no Arlington National Cemetery e para o Olympia Fields and Community Center, perto de Chicago —, ambos construídos na década de 1990. Entre suas obras construídas mais representativas estão o Centro de Visitantes do Brooklyn Botanic Garden, o Hunter's Point South Waterfront Park e o Barnard College Diana Center, todos na cidade de Nova York. O Olympic Sculpture Park do Seattle Museum of Art, projetado pela dupla, que venceu um concurso internacional e foi construído em 2007, foi aclamado pela crítica como um dos maiores parques de esculturas do mundo e um dos melhores exemplos de urbanismo de paisagem.
É com imensa gratidão e entusiasmo que compartilho minha primeira carta na editoria-chefe. Dirigir-me diretamente a vocês marca uma mudança significativa em nossa abordagem habitual, e acredito ser a maneira ideal de começar o ano. Ao assumir esta nova função, é uma honra ter a oportunidade de liderar o ArchDaily em um novo capítulo, construindo sobre nossa base sólida para alcançar patamares ainda mais altos.
No ArchDaily, sempre acreditamos que a arquitetura tem o poder de transformar vidas e ambientes. Há 17 anos, somos mais do que uma simples plataforma; nos tornamos uma comunidade e uma voz para a arquitetura — uma rede colaborativa onde profissionais da arquitetura, do design e entusiastas se encontram para moldar o ambiente construído e redefinir a vida urbana. Ao refletir sobre essa jornada, sinto profunda inspiração pelas nossas conquistas compartilhadas, viabilizadas pela dedicação de nossa talentosa equipe global e pelo apoio inabalável do nosso público. Juntos, criamos um espaço onde as ideias prosperam e a inovação floresce.
A prototipagem é um elemento essencial em setores como o design automotivo e a tecnologia, onde o desenvolvimento iterativo possibilita testar, refinar e inovar. Trata-se de criar versões preliminares ou modelos iniciais para validar ideias e ajustar soluções antes da produção final de uma peça, sendo uma etapa crucial para identificar falhas, otimizar designs e reduzir riscos, economizando tempo e recursos na implementação definitiva. Na arquitetura, entretanto, a prototipagem segue como uma prática subutilizada. Embora a disciplina envolva projetos marcados por particularidades únicas — sejam programáticas, climáticas ou relacionadas à implantação —, sua aplicação poderia ser transformadora. A prototipagem permite que arquitetos experimentem materiais inovadores, validem técnicas construtivas e testem configurações espaciais de forma prática e mensurável. Com isso, não apenas reduz incertezas no processo criativo, mas também impulsiona soluções ousadas e eficientes, promovendo um equilíbrio mais robusto entre estética, funcionalidade e viabilidade.
A cada ano, a equipe de curadoria de projetos e obras construídas do ArchDaily em Espanhol seleciona o melhor da arquitetura regional. O objetivo não é apenas compartilhá-lo com o nosso público, mas também destacar e promover as boas práticas na arquitetura contemporânea. Este trabalho minucioso busca identificar projetos que se destaquem não apenas por seu design, mas também pelo seu impacto positivo no entorno, pelo uso inovador de materiais e técnicas, e por sua capacidade de responder às necessidades atuais.
Equipe da Biblioteca do Patrimônio de Deir Ez-Zor no local. Imagem cortesia de Deir Ez-Zor Heritage Library
É comum que os países disponham de legislação e instituições para proteger seu patrimônio edificado. Também é frequente a existência de lacunas nas próprias leis ou em sua aplicação, ao passo que certas circunstâncias podem expor o patrimônio de uma nação a vulnerabilidades específicas. Diante disso, paralelamente às instituições estatais, arquitetos/as e pesquisadores/as locais vêm estabelecendo iniciativas independentes para documentar e preservar aspectos de seu patrimônio construído. A Síria é um exemplo de lugar com uma vasta história de monumentos e edifícios de interesse, além de abrigar grupos ativos de restauradores/as e conservadores/as independentes.
A Wagner pega a estrada em 2025 com o Airstream Roadshow, uma experiência imersiva que inspira novas perspectivas sobre os espaços de escritório. Sob o lema "É hora do design de interiores sob medida", a exposição itinerante destaca o icônico Airstream Bambi de 1962, convertido em um espaço de trabalho móvel para apresentar o sistema de interiores sob medida D2 da Wagner, projetado pelos renomados escritórios Gonzalez Haase AAS e Stefan Diez. À medida que o Airstream viaja pela Alemanha, pessoas entusiastas do design são convidadas a explorar a leve estrutura de alumínio e a acompanhar de perto a impressão 3D ao vivo.
Com milhões de habitantes migrando para as metrópoles todos os anos, o Sul da Ásia testemunha níveis impressionantes de desenvolvimento urbano. Esse crescimento traz prosperidade econômica, mas também desgaste ecológico, à medida que selvas de concreto substituem os habitats naturais. A região — que abrange países como Índia, Paquistão, Bangladesh, Sri Lanka, Butão, Maldivas e Nepal — enfrenta o desafio de conciliar a urbanização com a sustentabilidade ambiental a partir de suas próprias particularidades contextuais. Trata-se de uma negociação complexa e cheia de nuances, que exige uma compreensão sistemática dos cenários econômico, social e político de cada país.
O uso de ferramentas, técnicas, materiais e tecnologias inovadoras para moldar o futuro da construção é um tema que cativa profissionais das áreas de arquitetura, engenharia, construção e planejamento, bem como investidores/as e lideranças do setor. Os avanços tecnológicos e as inovações na ciência dos materiais oferecem um cenário fértil para exploração e discussão, gerando debates dinâmicos sobre as transformações em curso nos ambientes urbanos e rurais. Entre os principais focos de atenção estão a gestão de recursos, os desafios impostos pela crise climática e as implicações mais amplas para o ambiente construído.
Em Delirious New York, Rem Koolhaas discute de forma vívida o Downtown Athletic Club, um exemplo marcante de como o exterior despretensioso de um edifício pode ocultar uma vibrante mistura de programas distintos e independentes. Por trás da fachada uniforme desse arranha-céu, um clube atlético privado abriga uma gama eclética de instalações — academias de boxe ao lado de bares de ostras e campos de golfe internos sob piscinas —, todas segregadas, porém altamente acessíveis. O Downtown Athletic Club sintetizou o dinamismo dos arranha-céus de Nova York na época, exibindo o fascínio do capitalismo por meio de um mundo de lazer seletivo e voltado para si, repleto de privilégios para um grupo seleto. Essa "máquina de programas" operava de forma independente da cidade externa, como um ecossistema isolado dentro de suas paredes. No entanto, cabe perguntar: poderia um modelo semelhante, projetado para uso público, criar uma experiência de comunidade e vizinhança mais inclusiva e viva? Isso ativaria o edifício em seu interior, em vez de servir apenas a elites selecionadas, além de influenciar e transformar o tecido urbano e as formas ao seu redor. Em Hong Kong, um paralelo distante pode ser traçado com os Edifícios de Serviços Municipais (MSBs) — estruturas financiadas pelo setor público que atendem à comunidade ao integrar diversas funções em uma única e vasta massa edificada, de forma muito semelhante ao Downtown Athletic Club.
O Advanced Management Development Program (AMDP) consolida-se como o principal programa de liderança de Harvard para profissionais e executivos/as seniores do mercado imobiliário, oferecendo uma oportunidade única de reformular perspectivas sobre a evolução do ambiente construído. Voltado para profissionais de alto nível e líderes de empresas, o programa tem duração de apenas um ano, sendo cinco semanas vivenciadas no campus de Harvard, culminando no cobiçado título de ex-aluno/a da instituição. Como bem definiu um/a recém-formado/a: "Eu descreveria o programa como um curso intensivo sobre como pensar de forma diferente e, acima de tudo, uma oportunidade de encontrar pessoas inspiradoras na turma que buscam o mesmo objetivo".
No projeto arquitetônico, os materiais transmitem narrativas, moldando a forma como os espaços são percebidos e vivenciados. O aço patinável, frequentemente conhecido por sua marca registrada que se tornou genérica, o aço Corten, destaca-se por sua capacidade de evoluir, transformando-se em um meio que conta sua própria história. Trata-se de um grupo de ligas de aço que desenvolvem uma camada externa estável de ferrugem, a qual dispensa a necessidade de pintura para proteção do metal, ao mesmo tempo que lhe permite transformar-se ao longo do tempo. Sua pátina envelhecida funciona como mais do que um escudo funcional; torna-se uma linguagem estética, um testemunho da interação entre arquitetura e natureza. Essa superfície em constante mutação conecta o efêmero e o duradouro, oferecendo a arquitetos e arquitetas um material que se torna mais rico com o passar do tempo.
O conceito de arquitetura de baixa tecnologia reconhece o impacto das tecnologias e práticas construtivas intensivas em carbono e propõe uma alternativa: a redescoberta de soluções práticas, racionais e localmente adaptadas que dependem de estratégias de projeto inteligentes, em vez de sistemas de alto consumo energético, para garantir um ambiente seguro e confortável. Longe de ser um retrocesso, o conceito permanece aberto a inovações, mas busca reequilibrar a dependência da indústria em relação à mecanização. Dessa forma, privilegia-se uma arquitetura de menos componentes, com dependência minimizada de soluções de alta tecnologia e preferência por materiais com baixo carbono incorporado.
Um "espaço temporário" (ou *meanwhile space*) refere-se à ocupação provisória de uma área ociosa — seja uma loja vazia, um edifício desativado ou um terreno aguardando redesenvolvimento. O conceito gira em torno do aproveitamento produtivo dessas áreas durante o período de transição, antes que um uso definitivo seja estabelecido. Trata-se, essencialmente, de dar vida ao intervalo, transformando espaços subutilizados em locais vibrantes e funcionais durante períodos de incerteza ou transição.
Este artigo é o texto vencedor do Epistle Writing Prize 2024, uma competição anual dedicada a reconhecer trabalhos de escrita excepcionais sobre design, arquitetura e meio ambiente.
Podemos estar na era da nuvem digital — por mais celestial ou etérea que ela pareça —, mas ela não apenas é incontestavelmente material, como também constitui uma poderosa força ecológica. Atualmente, os data centers são usinas gigantescas das indústrias modernas de informação, comunicação e tecnologia, abrigando servidores colossais que armazenam e processam dados. Embora sua proliferação seja, de certa forma, uma consequência de nossos padrões de consumo, à medida que a demanda global pelo meio digital cresce, a pegada ecológica dos data centers expande-se na mesma proporção.
A busca por reflexões sobre a cidade contemporânea invariavelmente esbarra nas limitações colocadas pelos métodos do Movimento Moderno. As ciências clássicas e seus métodos deterministas, que orientaram — e ainda orientam — o urbanismo desse tempo, descrevem os fenômenos do mundo por meio de relações fortes de causalidade e, consequentemente, os define em leis universais redutoras, que excluem contradições e incertezas. O resultado frequente dessas perspectivas é um mundo idealizado e mecanicista, que nega as complexidades da natureza real de fenômenos, como por exemplo, as cidades.
https://www.archdaily.com.br/pt/1025187/a-ilusao-do-controle-na-cidade-contemporaneaPedro H. N. V. Santos
O crescimento populacional e a alta vertiginosa nos preços dos imóveis impõem desafios significativos à habitação urbana. Em uma busca urgente por opções de moradia acessíveis, os espaços de co-living surgiram como uma solução criativa, oferecendo condições de vida de qualidade por meio de estratégias inteligentes de otimização do espaço. Ao implementar técnicas de design inovadoras, essas comunidades residenciais compartilhadas maximizam cada metro quadrado para criar espaços funcionais dentro de áreas compactas.
O Dia Internacional das Cooperativas, comemorado anualmente no primeiro sábado de julho, é uma oportunidade para conscientizar e celebrar o cooperativismo. Celebrado nesta data pelas Nações Unidas desde 1992, o cooperativismo é um movimento social e econômico que capacita indivíduos e comunidades por meio da criação de empreendimentos de propriedade coletiva e geridos de forma democrática por seus membros. O tema deste ano é "Cooperativas: Parceiras para um Desenvolvimento Sustentável Acelerado". Além de destacar o papel fundamental que as cooperativas desempenham no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o lema também enfatiza a tipologia singular das cooperativas na exploração de novas formas de vida coletiva. Pautadas pelo crescimento comunitário, as cooperativas apostam no desenvolvimento comum, priorizando as pessoas e apoiando-as na melhoria do bem-estar coletivo.
Jane Drew e Maxwell Fry com uma maquete de um de seus muitos edifícios para a Costa do Ouro, 1945. / Tropical Modernism - Architecture and Independence no V&A South Kensington. Imagem cortesia do RIBA
Ao refletir sobre 2024, observa-se que inúmeras exposições de arquitetura foram inauguradas pelo mundo, abordando variados temas, formatos expográficos e arquitetos/as de destaque. O projeto arquitetônico e a prática profissional influenciam nosso cotidiano de maneiras sutis e muitas vezes imperceptíveis, nas quais os/as usuários/as finais aceitam os ambientes construídos tais como são. Essa reação pode decorrer de uma combinação de fatores, como o sentimento de impotência para promover mudanças significativas após a construção de um edifício ou a experiência de crescer em ambientes sobre os quais as pessoas tiveram pouca ou nenhuma autonomia de transformação. Por essas razões, as exposições de arquitetura cumprem um papel fundamental, oferecendo à sociedade a oportunidade de pausar, refletir e examinar criticamente a infinidade de questões que surgem durante o processo de projeto e construção. Esses temas muitas vezes são negligenciados ou precisam de maior reconhecimento, uma vez que os/as profissionais da área tendem a priorizar a entrega de projetos em prazos rígidos em detrimento de reflexões mais profundas.
Em 2024, museus, galerias e curadores/as responderam aos desafios em constante evolução do ambiente construído por meio de diversas abordagens. Algumas exposições questionaram a ética dos materiais de construção e as práticas por trás das cadeias de suprimentos, chamando a atenção para as implicações mais amplas das escolhas materiais. Outras focaram em documentar movimentos arquitetônicos pelo mundo, enfatizando sua relevância cultural e histórica e a necessidade urgente de preservar e adaptar em vez de substituir por novas construções. Esses esforços destacam o papel das exposições na conscientização sobre questões urgentes, ao mesmo tempo em que fomentam um diálogo mais crítico sobre a disciplina arquitetônica.