
Disciplinas de design, como o de experiência do usuário (UX), evoluíram para se destacar na criação de experiências que tornam as interfaces digitais navegáveis. Elas alcançam esse objetivo por meio de uma compreensão profunda das necessidades do público usuário e pelo mapeamento de suas jornadas com atenção meticulosa aos detalhes. A cidade representa uma interface física vivenciada por uma diversidade de público — habitantes, turistas, pessoas de várias idades e gêneros, cada qual experimentando-a de forma única. Em uma época em que as interfaces digitais são projetadas para proporcionar experiências fluidas e sem atrito, por que muitas cidades continuam difíceis de navegar?
Kevin Lynch, urbanista e autor estadunidense, cunhou o termo "legibilidade urbana" para formalizar o estudo sobre a facilidade com que as pessoas conseguem compreender e navegar pelo traçado de uma cidade. Assim como aplicativos e sites, os ambientes urbanos exigem um design intuitivo, alcançado por meio de caminhos claros, marcos visuais distintos, bairros bem definidos e nós ou pontos de encontro facilmente identificáveis. Essa clareza traz uma sensação de segurança, incentiva a exploração e melhora a qualidade de vida geral de habitantes e visitantes.










