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Reuso adaptativo: quantas vidas um edifício pode ter?

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A Unité d'Habitation de Le Corbusier imaginava um "bairro vertical", um edifício capaz de integrar habitação, comércio, lazer e espaços coletivos em um único organismo estrutural. Na mesma época, Jane Jacobs defendia que a diversidade de usos é o que gera segurança, identidade e vida social ao nível da rua. Mais tarde, Rem Koolhaas, em Delirious New York, descreveu o arranha-céu como um experimento pioneiro de "urbanismo vertical", capaz de empilhar programas incompatíveis sob o mesmo teto. Em cidades como Tóquio e Hong Kong, essa ambição amadureceu em edifícios híbridos complexos, onde diferentes usos — como terminais de transporte, comércio, escritórios, hotéis e habitação — coexistem e interagem continuamente.

Além dos limites do projeto: o potencial arquitetônico dos revestimentos cerâmicos extrudados

Toda arquitetura se fundamenta na terra. Essa matéria-prima maleável e resiliente é a origem das placas cerâmicas extrudadas — a argila transformada de seu estado natural em uma solução arquitetônica sem perder nada de sua autenticidade. O trabalho da Exagres está enraizado nesse material natural, transformando cuidadosamente a argila com precisão técnica e guiando-a nessa jornada em vez de forçá-la.

Design sem esforço? Explorando ferramentas de arquitetura que potencializam o processo criativo de projeto

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Encontrar as ferramentas certas para representar a ideia de um projeto ou executar uma obra continua sendo um desafio constante para profissionais de arquitetura e design. Embora softwares de desenho, modelagem 3D e cálculo tenham aumentado a precisão e a eficiência, muitos/as arquitetos/as continuam utilizando ferramentas legadas aprendidas na academia ou na prática — ferramentas que parecem familiares, mas que não oferecem necessariamente a melhor experiência de projeto. De interfaces sobrecarregadas e fluxos de trabalho travados a plug-ins infinitos e ao vaivém constante entre softwares desconectados, as ferramentas tradicionais de projeto costumam revelar sua complexidade e fragmentação.

Guia de Arquitetura de Atenas: 26 obras arquitetônicas da grandeza antiga à inovação moderna

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Atenas destaca-se como uma cidade onde o legado da Antiguidade está entrelaçado em sua paisagem urbana moderna e vibrante. Marcos de renome mundial da Grécia Antiga, como a Acrópole e o Partenon, erguem-se como símbolos duradouros da arquitetura clássica e do rico passado da cidade. Estas estruturas refletem os princípios fundamentais de simetria e equilíbrio que influenciaram gerações de arquitetos e arquitetas e continuam a atrair estudiosos de todo o mundo. No entanto, Atenas é também uma metrópole próspera onde a arquitetura contemporânea coexiste com as suas contrapartes históricas. Desenvolvimentos recentes, liderados por escritórios internacionais e arquitetos e arquitetas locais, focam em sustentabilidade e inovação, ao mesmo tempo em que respeitam o rico patrimônio cultural de Atenas. Esta dualidade — preservar o antigo enquanto acolhe o novo — reflete as aspirações urbanas mais amplas da Grécia, tornando Atenas um ponto focal no discurso arquitetônico global. A evolução arquitetônica da cidade também se estende à sua cena de arquitetura contemporânea e design de interiores, que vem ganhando reconhecimento internacional.

Para celebrar essa evolução arquitetônica, este guia de cidades apresenta os marcos históricos de Atenas ao lado da seleção de projetos do ArchDaily com foco na arquitetura contemporânea e da curadoria do Designboom de designs de interiores inovadores. Juntos, eles destacam o papel de Atenas como um polo de inovação em design.

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Casas-tubo do Vietnã: Estratégias arquitetônicas com menos de 100 m²

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No Vietnã, a casa-tubo tornou-se praticamente uma tipologia vernacular em cidades densamente povoadas como Hanói e Ho Chi Minh. Essa tipologia originou-se de antigos impostos sobre fachadas e surgiu como uma resposta estratégica à escassez de solo urbano e à otimização da testada do lote para o comércio. Sua estrutura tradicional costuma depender da fachada frontal para obter iluminação natural e ventilação. Quem habita essas residências frequentemente enfrenta o desafio de projetar em espaços delimitados por lotes profundos, testadas estreitas e vizinhos muito próximos, o que restringe a luz natural e a circulação de ar. Para mitigar essa falta crônica de exposição perimetral, os/as arquitetos/as vietnamitas costumam empregar estratégias voltadas à manipulação ambiental interna. Esta seleção de projetos explora casas-tubo com menos de 100 m², onde a escala reduzida impõe uma economia espacial rigorosa e a verticalização das funções, influenciando diretamente as decisões de projeto em cada caso.

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Como os principais escritórios veem a IA moldando os fluxos de trabalho da arquitetura

À medida que as ferramentas de inteligência artificial avançam sobre as indústrias criativas, a arquitetura se depara com um momento decisivo: como adotar sistemas que ampliem o pensamento de projeto sem desgastar a autoria ou o ofício. Para compreender como a profissão está reagindo, o AIRI Lab realizou uma pesquisa com designers e lideranças de escritórios como LWK+P, MVRDV, Gensler, Büro Ole Scheeren, CUBE, HUAYI, entre outros. Suas respostas revelam uma visão nuançada e pragmática: a IA atua como colaboradora, e não como um substituto.

De fábricas a futuros: reuso adaptativo na cidade pós-industrial

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Em cidades de todo o mundo, as relíquias da produção industrial tornaram-se laboratórios de uma nova condição urbana. Galpões, usinas e estaleiros, outrora símbolos do trabalho e do progresso, hoje se erguem como vastas cascas vazias, à espera de serem reimaginados. Em vez de apagar essas estruturas, arquitetos e arquitetas estão encontrando maneiras criativas de adaptá-las às necessidades contemporâneas, transformando espaços de manufatura em locais de cultura, educação e vida comunitária.

Essa mudança reflete uma transformação mais ampla nas prioridades arquitetônicas: construir menos e reutilizar mais. A prática do reuso adaptativo responde simultaneamente à urgência ambiental e à necessidade de continuidade cultural nos ambientes urbanos.

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O Papel do/a Arquiteto/a Está Mudando: De Visionário/a Solitário/a a Ativista Coletivo/a

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Por muito tempo, a arquitetura foi entendida como uma atividade essencialmente individual, dependente da figura de um gênio criativo e centrada na habilidade de resolver problemas por meio do desenho. Com o tempo, essa imagem começou a se desgastar. O protagonismo outrora concentrado em poucos nomes atingiu seu auge na era dos *starchitects* e, gradualmente, passou a se distribuir entre escritórios, coletivos e equipes multidisciplinares. Hoje, profissionais da arquitetura expandem suas fronteiras para outros campos, como gastronomia, música, design e o ambiente corporativo, aplicando o pensamento espacial para enfrentar desafios de diversas naturezas. À medida que as crises sociais, ambientais e políticas se aprofundam, o papel do/a arquiteto/a continua a evoluir, deixando de lado a autoria solitária para se consolidar em uma atuação baseada na mediação, no ativismo e na agência coletiva de transformação. Essa mudança reflete um despertar ético e o reconhecimento de que o projeto, a regulamentação e o cuidado são dimensões indissociáveis da prática contemporânea.

Conhecimento local e contexto ecológico: lições sobre fazer cidade a partir do Wild Mile de Chicago

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Por mais de um século, os habitantes de cidades norte-americanas em crescimento remodelaram seus rios para atender a demandas industriais e de manufatura. As vias navegáveis foram retificadas, aprofundadas, pavimentadas ou canalizadas sob a terra para viabilizar rotas de navegação e transportar materiais de maneira eficiente pelas regiões. Essas transformações moldaram uma paisagem urbana na qual os rios eram tratados como infraestrutura produtiva, e não como sistemas ecológicos vivos.

Essa abordagem deixou marcas profundas. Os habitats ciliares desapareceram, a qualidade da água piorou, a biodiversidade regional tornou-se vulnerável e as comunidades se acostumaram com corredores fluviais dominados por muros de contenção metálicos e canais de concreto. A remodelação industrial dos rios em locais como Chicago, Los Angeles e na bacia do Mississippi estabeleceu padrões persistentes de desenvolvimento que ainda influenciam o funcionamento das cidades contemporâneas.

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Visualizando um ícone Art Déco: o Waldorf Astoria reimaginado

Símbolo máximo de Manhattan, o Waldorf Astoria New York reabriu oficialmente ao público este ano após uma ampla reforma. Ao longo de sua rica história, a propriedade passou por inúmeras transformações, desde as suas origens no século XIX até o marco moderno que se ergue entre a Park Avenue e a Lexington Avenue.

Reimaginar um edifício pioneiro na hotelaria moderna — uma joia no horizonte de Nova York — representou um desafio que exigiu uma colaboração estreita entre especialistas em preservação, profissionais de visualização 3D, arquitetura e design. Juntos, esses grupos trabalharam para preservar seu patrimônio arquitetônico tombado, atendendo, ao mesmo tempo, às expectativas contemporâneas de conforto e primor técnico.

Construindo para o calor: como os sistemas da Terraco podem reduzir o consumo de energia em regiões quentes

A Terraco, líder global em Sistemas de Acabamento e Isolamento Térmico pelo Exterior (EIFS), demonstrou por meio de estudos independentes que, ao planejar a reforma de edifícios, é essencial adotar uma estratégia de retrofit profundo que inclua medidas de eficiência energética, tais como o isolamento térmico de paredes externas e coberturas.

Os estudos mostram que o consumo de energia para resfriamento de edifícios pode ser reduzido em até 47% ao ano em climas do Oriente Médio e do Sul da Ásia, como resultado direto da aplicação combinada dos sistemas EIFS e de Isolamento de Coberturas da Terraco, em comparação com estruturas cujas paredes externas e coberturas não possuem isolamento.

O Ano em Retrospectiva: Foco Editorial de Dezembro do ArchDaily

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Dos pavilhões de Osaka e Veneza, às mesas-redondas de Belém, mais um ano chega ao fim. Dezembro nos convida a fazer uma pausa e olhar para trás, revisitando os momentos que definiram a arquitetura e as cidades em 2025. Refletir não é apenas um ato de memória, mas de prospecção — uma forma de compreender por onde passamos para imaginar os caminhos seguintes. Das narrativas culturais em transformação às inovações materiais e tecnológicas, o ano que passou destacou a importância da experimentação e da adaptação em todo o ambiente construído.

Este mês, o ArchDaily explora a Retrospectiva do Ano, reunindo as histórias, ideias e vozes mais marcantes dos últimos meses. Nossa cobertura revisita os projetos, entrevistas e ensaios que moldaram o debate, ao mesmo tempo que reconhece os/as arquitetos/as e pensadores/as que deixaram um impacto duradouro na disciplina. Além disso, lançamos um olhar para o futuro, identificando os projetos e temas mais aguardados para 2026 e os caminhos emergentes que eles sugerem.

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De Tirana a Monterrey: 8 projetos residenciais não construídos que reimaginam o habitar coletivo

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A habitação coletiva continua sendo uma das áreas mais ativas para a exploração arquitetônica de projetos não construídos, revelando como arquitetos e arquitetas estão repensando a vida doméstica, a densidade e o convívio compartilhado em diferentes contextos culturais e ambientais. Nesta seleção de projetos não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas investigam novas formas de habitar que abrangem unidades móveis, empreendimentos verticais, reutilização adaptativa e conjuntos residenciais integrados à paisagem. Em vez de tratar a habitação como um invólucro puramente funcional, estes projetos a posicionam como uma estrutura social e espacial que molda a vida cotidiana, os vínculos comunitários e a resiliência urbana a longo prazo.

Em geografias variadas, de Tirana e Atenas a Monterrey, Chaloos, Roatán, Bhola e a RDC, estas propostas exploram múltiplas abordagens para a habitação coletiva: a transformação de estruturas industriais remanescentes em edifícios residenciais, a expansão de planos diretores existentes através da integração com a paisagem, a reimaginação da verticalidade em centros urbanos densos e o desenvolvimento de protótipos modulares adaptáveis a mudanças climáticas ou padrões de mobilidade. Alguns projetos priorizam estratégias ecológicas e materiais locais, enquanto outros testam novos modelos de acessibilidade, bem-estar comunitário ou crescimento urbano incremental. Em conjunto, essas propostas refletem um amplo espectro de respostas arquitetônicas às pressões habitacionais contemporâneas.

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Entre o sítio e o ofício: quatro projetos de messina | rivas em Cunha

O município de Cunha, localizado no estado de São Paulo, é uma região conhecida por sua paisagem interiorana, terreno montanhoso e, especialmente, uma grande produção de cerâmicas de renome nacional. É nesse contexto que o escritório messina | rivas vem atuando desde 2017, com um conjunto de projetos localizados em uma fazenda. Seu trabalho, que integra design e construção de forma indissociável, resulta em intervenções que revelam uma abordagem sensível às condições preexistentes e ao ambiente ao seu redor.

A relação entre o escritório, liderado pelos arquitetos Francisco Rivas e Rodrigo Messina, e o local começou com uma pequena reforma de uma casa de hóspedes para receber amigos. O projeto resultou na transformação de dois quartos existentes em suítes e na criação de uma cozinha externa. Desde então, as demandas crescentes e a necessidade de adaptar os edifícios existentes impulsionaram o design de outros projetos distribuídos pelo mesmo local.

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Paisagens Sonoras Computacionais: Esculpindo a Dimensão Visual e Invisível

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O que define um espaço primeiro ao entrar: o som ou a impressão visual? A arquitetura é frequentemente comunicada através de estruturas e superfícies, mas um de seus componentes mais essenciais move-se de forma invisível pelo ar: o som. Ele molda a sensação de um espaço muito antes de uma parede ou teto serem percebidos. O design computacional une essas dimensões, permitindo que arquitetos/as e designers criem estruturas exclusivas onde a acústica e a estética se complementam mutuamente, em vez de existirem em paralelo. Ao fazer uso de algoritmos avançados, processos complexos de projeto se transformam em soluções intuitivas e acessíveis que moldam destaques acústicos e visuais sob medida para cada projeto. Esta abordagem combina lógica paramétrica com inovação material, equilibrando eficiência, sustentabilidade e design expressivo na mesma medida.

Ornamentação na era dos algoritmos e da robótica: a tecnologia pode trazer de volta o detalhe arquitetônico?

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O ornamento arquitetônico tem sido um tema recorrente de debate no setor há décadas. Essa prática, amplamente abandonada durante o movimento modernista, pode agora estar diante de uma plataforma que viabilize seu ressurgimento, graças à convergência atual entre robótica, inteligência artificial (IA) e fabricação digital. A tecnologia parece ter eliminado o principal obstáculo ao detalhamento decorativo: o alto custo da mão de obra manual qualificada. No entanto, essa nova capacidade técnica exige um exame crítico: o que a ornamentação realmente representa e o que ganhamos ou perdemos ao ressuscitá-la por meio do design algorítmico?

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As cidades precisam de cuidado, não de perfeição: repensando como construímos o futuro urbano

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Como se manifesta o otimismo em cidades que já não podem contar com a perfeição como sua ambição máxima? Em todo o mundo, os ambientes urbanos carregam o peso de pressões sobrepostas: instabilidade climática, desigualdade espacial, fragmentação política, desconfiança pública e desinvestimento crônico em infraestrutura. Essas realidades tornam a ideia de uma cidade ideal cada vez mais distante da experiência vivida. Ainda assim, a esperança de construir sistemas melhores persiste. Embora as visões utópicas possam parecer uma fuga das crescentes complexidades do mundo moderno, o maior desafio para o urbanismo contemporâneo é confrontar essas complexidades, em vez de evitá-las.

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Projetando espaços que fluem: materiais e texturas para uma arquitetura flexível, sensorial e consciente

Com ênfase no impulso a novas ideias, criações e propostas que definam um novo padrão na arquitetura contemporânea, cada edição do Projeto 10 de 10 da Porcelanosa México é concebida como uma plataforma para explorar e aplicar materiais em projetos de inovação. Projetando a partir do essencial e criando sem impor, a busca se concentra em uma arquitetura que respeita o ritmo do entorno, evolui com o tempo e se conecta desde a sua origem ao criar lugares que respiram por meio de materiais naturais, respeitando sua essência, textura e procedência. Para além da estética dos materiais, a fusão com o entorno, as texturas, as cores e até mesmo sua relação com a luz natural fazem parte da experiência sensorial dos espaços.

Circular por tradição: práticas construtivas vernaculares da Índia para um mundo em aquecimento

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Nas variadas geografias da Índia, dos canais costeiros às cidades-fortaleza no deserto, a arquitetura evoluiu com uma conexão profunda e instintiva com o clima. Não se tratava de tradições artesanais isoladas, mas de sistemas ecológicos completos nos quais os ciclos de materiais, o conforto térmico e o conhecimento comunitário eram interdependentes. À medida que a COP30 direciona a atenção global para as conexões entre patrimônio e resiliência climática, as práticas vernáculas da Índia surgem menos como artefatos históricos e mais como tecnologias climáticas refinadas ao longo de séculos.

As tradições construtivas de madeira, cal, terra e bambu da Índia compartilham um fio condutor: baseavam-se em materiais locais, resfriamento passivo e sistemas de construção projetados para serem reparados, renovados e reutilizados. Em uma era dominada pelo cimento, pelo aço e pelo desenvolvimento urbano baseado em demolições, essas antigas culturas materiais demonstram uma circularidade silenciosa que volta a parecer radical.

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Por trás do espelho: soluções inteligentes de otimização de espaço para banheiros modernos

No design de sanitários públicos, a inovação vai muito além da estética — ela transforma toda a experiência de uso. Uma das tendências mais interessantes da atualidade é a integração de todos os elementos funcionais — secadores de mãos, torneiras, dispensers de sabão e de papel — atrás do espelho.

Essa abordagem cria uma estética mais limpa e minimalista, ao mesmo tempo em que otimiza o espaço e melhora a higiene. Todos os dispositivos permanecem totalmente funcionais, porém ocultos: basta aproximar as mãos do local indicado no espelho para que o equipamento seja ativado automaticamente — sem necessidade de contato físico.

A história do Parque Miyashita: resistência, parceria e caráter público

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A renovação urbana é, por natureza, repleta de tensões — financeiramente complexa, politicamente exposta, com uma multiplicidade de partes interessadas e com a quase certeza de deixar alguém insatisfeito. Justamente por isso, muitas cidades optam pela inércia a arriscar as transformações profundas que vêm com a reconfiguração de tecidos urbanos consolidados, suas habitações e suas dinâmicas; afinal, uma vez provocado o "gigante adormecido", as complicações inesperadas tendem a se multiplicar.

O Parque Miyashita (Miyashita Kōen), localizado em Shibuya, Tóquio, cristaliza esse dilema. Sua configuração atual — um complexo de uso misto em camadas que equilibra a atividade comercial com um parque de livre acesso — resultou de anos de negociações, críticas e recalibrações. O resultado é um exemplo singular de parceria público-privada que busca alinhar atrativos urbanos, lazer cotidiano e viabilidade econômica, produzindo um novo fragmento de cidade que acolhe a vida pública ao mesmo tempo em que viabiliza financeiramente sua própria manutenção.

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Modernismo Marroquino: A Arquitetura de Jean-François Zevaco

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O modernismo tem uma longa história no Marrocos. Devido à proximidade com a Europa e ao domínio do Protetorado Francês, o país acompanhou de perto os desdobramentos arquitetônicos do movimento. Sua relativa estabilidade após a Segunda Guerra Mundial fortaleceu ainda mais esse papel, atraindo arquitetos e arquitetas europeus que buscavam um polo para novas ideias. No Marrocos independente, os/as arquitetos/as adotaram o modernismo ao assumirem a tarefa de construir a infraestrutura de uma nova nação. O arquiteto Jean-François Zevaco, nascido no Marrocos de pais franceses, atuou ao longo desses períodos formativos, desenvolvendo uma versão própria e expressiva da arquitetura moderna.

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Como o mármore transforma os espaços interiores na arquitetura histórica de Vicenza?

Em uma antiga igreja do século XVI em Vicenza, duas histórias se encontram: a da arquitetura sacra do Renascimento italiano e a do mármore, o material milenar por excelência, aqui reinterpretado sob uma perspectiva contemporânea. Nesse diálogo entre épocas, a Lithos Design apresenta a Quinte, uma divisória de dupla face que transforma o mármore em uma ferramenta de design: não apenas uma superfície, mas um elemento rítmico e modular que define e valoriza os espaços. Uma ideia concebida para arquitetos/as de interiores que buscam soluções simultaneamente funcionais e decorativas, capazes de moldar ambientes com precisão, elegância e personalidade.

Do funcional ao sensorial: como se projeta a experiência de um banheiro sem contato?

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A arquitetura jamais deixará de buscar a funcionalidade, pois nela reside um de seus princípios essenciais. A essa condição somam-se fatores como a estética e a operacionalidade, que também influenciam na valorização do design contemporâneo. Com o tempo, o conceito de funcionalidade evoluiu, estendendo-se para além da resolução e da eficiência, vinculando-se à criação de experiências. Assim, a qualidade de um ambiente depende tanto de seu design quanto da forma como seus elementos e sistemas se articulam para gerar uma experiência global de habitar. Inovar, nesse sentido, implica conceber ambientes fluidos e intuitivos, onde cada componente contribui para que a vivência seja natural e segura, algo especialmente relevante em espaços de uso cotidiano como os banheiros.

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