Após avaliar 94 candidaturas de toda a Colômbia, o ArchDaily anunciou os seis projetos vencedores da terceira edição da chamada de Teses de Graduação do ArchDaily na Colômbia. A seleção realizada por nosso júri editorial inclui obras construídas, pesquisas históricas e planos diretores: de um protótipo residencial rural a uma pesquisa aprofundada sobre o *Edificio de Renta*, formato residencial popular em Bogotá entre as décadas de 1940 e 1970.
Nesta edição, incorporamos uma nova etapa de avaliação: um segundo júri composto por arquitetos e arquitetas de destaque na Colômbia encarregou-se de escolher o Grande Vencedor2018. Os membros do júri foram Lina Toro, Carlos Cano (OPUS, Medellín) e Jorge Noreña (Ruta 4, Pereira).
"Embora a arquitetura exija rigor, dedicação e habilidades de comunicação, ela também requer a consolidação de vínculos com o urbanismo e a paisagem, bem como com profissões que viabilizam as ideias transformadoras", comenta Carlos Cano na avaliação do júri, que convidamos você a conhecer a seguir.
O Bairro Cívico em Boca Sur, projetado por Smiljan Radic, funciona como um suporte para programas públicos, incluindo em seu interior a Quarta Companhia de Bombeiros de San Pedro de la Paz, salas multiuso, uma faixa de pequenos estabelecimentos comerciais, uma biblioteca, uma passarela que serve como arquibancada sobre a quadra, uma torre de alarme com relógio, áreas de areia, árvores, entre outros elementos.
Inserido no programa de desenvolvimento comunitário ‘Quiero Mi Barrio’ (2008), o projeto buscou revitalizar espaços deteriorados e de grande vulnerabilidade, abordando a relação entre o contexto imediato e as situações que nele acontecem. Com esse objetivo em mente, o processo de projeto foi alimentado por reuniões de trabalho e por um diálogo permanente com a comunidade.
Ilustração de Mike Hermans (Maaik). Tradução de Laura Acosta. Image
Nesta ocasião, o Blog da Fundación Arquia, juntamente com o arquiteto Carlos Cámara, nos convida a refletir sobre o aprendizado de ferramentas digitais na arquitetura — um tema de discussão recorrente na formação de novos(as) arquitetos(as), visto que, a cada dia, o uso de diferentes softwares ganha maior relevância. Com base nessa realidade, cada vez mais distante do lápis, surgem os questionamentos deste artigo: de que maneira essas novas tecnologias estão sendo ensinadas aos(às) estudantes? Trata-se de instrumentos que geram um consumo dependente? Essas ferramentas estariam condicionando a criatividade projetual dos(as) futuros(as) arquitetos(as)?
O Coal Drops Yard, projetado pelo Heatherwick Studio em King's Cross, Londres, foi apresentado hoje, antecipando a abertura oficial do novo distrito comercial ao público nesta sexta-feira, 26 de outubro. O escritório reinventou dois edifícios ferroviários históricos da década de 1850, transformando-os em um novo centro de compras e abrindo o local ao público pela primeira vez. O projeto estende as coberturas internas de duas águas dos antigos depósitos de carvão vitorianos para interligar os dois viadutos em torno de áreas comerciais e espaços públicos.
Os recentes episódios de poluição ambiental nas cidades chilenas de Quintero e Puchuncaví reacenderam as discussões sobre o impacto na saúde de quem vive nas chamadas zonas de sacrifício. Em agosto passado, o jornal chileno La Tercera noticiou que essas cidades da baía de Quintero convivem com "15 grandes empresas de energia, produtos químicos e combustíveis", incluindo uma fundição, uma usina de gás natural e quatro termoelétricas.
Nesse contexto, o arquiteto chileno Leonardo Quinteros apresentou em seu projeto de graduação a proposta “Bosque Marinho”, uma plataforma de descontaminação baseada no cultivo de algas pardas para a biorremediação da baía. O trabalho apoia-se em uma pesquisa sobre os possíveis métodos de descontaminação e absorção de metais pesados na baía, evidenciando o potencial das algas pardas como agentes de biorremediação marinha.
Quinteros, vencedor do CNPP 2015 e que atualmente desenvolve o projeto do novo edifício municipal de Providencia (Santiago) junto a Tomás Villalón e Nicolás Norero, baseia sua proposta em um plano de descontaminação conhecido como FIC Algas, desenvolvido pela Faculdade de Ecologia da Universidade Andrés Bello (UNAB) em parceria com o Governo Regional de Valparaíso.
Embora pareçam ambientes opostos, as cidades se assemelham muito às florestas tropicais. Ao nível do solo, o mundo é úmido, escuro e repleto de predadores. Para quem busca ar fresco, sol e privacidade, resta apenas uma direção: para cima.
Assim, na selva urbana, é natural criar uma "copa" na forma de arquitetura de cobertura. A popularidade das áreas de convivência e lazer em coberturas de projetos residenciais, comerciais, hoteleiros e até hospitalares mostra que é exatamente isso o que está acontecendo.
A conta do Instagram @streetview.portraits apresenta imagens impressionantes de pessoas e arquiteturas, que vão do Arizona, nos Estados Unidos, ao Quirguistão. À primeira vista, parece o trabalho de um/a fotógrafo/a profissional viajando pelo mundo; no entanto, a proprietária do perfil é Jacqui Kenny, uma mulher que convive com a agorafobia e a ansiedade. Ela captura essas belas imagens por meio do Google Street View.
Por meio dessa forma singular de viajar, Kenny descobriu paisagens deslumbrantes que revelam a magia do cotidiano: “Encontrei um refúgio surpreendente e único nas possibilidades criativas do Google Street View. Comecei a clicar no Google Maps, navegando em direção a países distantes, como a Mongólia, o Senegal e o Chile. Encontrei vilarejos abandonados e paisagens empoeiradas, joias arquitetônicas vibrantes e pessoas anônimas — tudo congelado no tempo. Fiquei fascinada por essas pessoas desconhecidas e pelo vasto universo paralelo do Street View, fazendo capturas de tela para preservar esse reino oculto e mágico.”
No final de novembro passado, publicamos os vencedores da segunda convocatória de trabalhos de conclusão de curso na Colômbia, conhecidos também como trabalhos de graduação, na qual recebemos 70 projetos provenientes de 14 cidades e 29 universidades. Ao final, nove projetos passaram pelas três instâncias de avaliação, destacando-se por abordar problemas conjunturais, desenvolver análises profundas de pesquisa e propor desafios tanto no âmbito urbano quanto no rural, assim como em 2016.
Nesta ocasião, conheceremos em detalhes o "BHP: Protótipo de habitação multifamiliar bioclimática", desenvolvido por Natalia Carrero e Juan Celis (Universidad Santo Tomás, seccional Bucaramanga) e selecionado para a edição de 2017 do Archiprix Internacional.
As casas com pátio chinesas são uma das tipologias residenciais mais comuns, estendendo-se desde a capital do norte, Pequim, até as poéticas cidades do sul, como Hangzhou, e retornando às pitorescas regiões de Yunnan. Tradicionalmente chamadas de heyuan, essas casas com pátio são simplesmente um “pátio fechado nos quatro lados”.
No início de março, estudantes, arquitetos/as e designers da Argentina reuniram-se para materializar suas ideias na segunda edição do Hello WoodArgentina, uma experiência internacional trazida pelos parceiros locais TACADI e MANDARiNA.
Nesta edição, o tema escolhido para 2018 foi “CON-TEXTO”. O contexto que construímos conscientemente, no qual o equilíbrio é determinado pela interação de cada uma das partes, e onde a contribuição de cada uma delas é única.
Conheça, a seguir, os projetos construídos nesta edição.
'Monumento: a humanidade por trás do concreto' é um registro documental de Fernando Díaz sobre a construção do Monumento Nacional às vítimas do Holocausto Judeu em Buenos Aires, dos arquitetos Gustavo Nielsen e Sebastián Marsiglia.
O documentário propõe um diálogo entre os sobreviventes do Holocausto que vivem em Buenos Aires e a construção do monumento, abordando a necessidade de manter viva a memória da humanidade.
Tower Studio por Pawel Mielnik, renderizado em tempo real com Unreal Engine
A visualização de projetos continua alcançando novos patamares. Embora as renderizações tradicionais continuem sendo uma parte fundamental da apresentação de projetos, os avanços tecnológicos tornaram novos tipos de mídia não apenas possíveis, mas acessíveis até mesmo para pequenas equipes e escritórios. Esses novos formatos de mídia exigem uma mudança no fluxo de trabalho. Vale a pena?
Embora a maioria dos/as arquitetos/as seja lembrada por uma estrutura ou encomenda monumental, muitos dos nomes mais prolíficos da área, em algum momento, voltaram suas atenções para o projeto de uma cidade inteira. Muitas vezes aventurando-se no exterior para ver sua visão estética ganhar vida em territórios desconhecidos (e, frequentemente, sobre uma população desprevenida), o planejamento urbano representava a oportunidade perfeita para realizar suas doutrinas arquitetônicas em escalas inimagináveis. A seguir, relembre alguns dos maiores empreendimentos de planejamento urbano. Tendo esses planos fracassado ou prosperado, eles funcionam, em última análise, como reflexões fundamentais sobre as consequências de um olhar externo definindo a noção de lugar e espaço para um público estrangeiro ao longo de gerações.
O compartilhamento de residências tornou-se um fenômeno no mercado imobiliário e habitacional, e o design passou a ser um fator determinante para o sucesso de uma propriedade, casa ou quarto. O distanciamento radical do papel de parede bege e dos lençóis brancos dos quartos de hotel convencionais abriu um mundo de possibilidades para viajantes com espírito de aventura, permitindo desde passar uma noite na Grande Muralha da China até se hospedar em uma obra-prima da arquitetura.
Para ajudar no design de um Airbnb de sucesso, reunimos 25 dicas voltadas para proprietários/as que desejam rentabilizar seus imóveis. Lembre-se de que a primeira impressão é a que fica, e contar com um visual atraente logo na entrada será o grande diferencial para atrair pessoas em busca de experiências únicas.
Como a maior plataforma de arquitetura do mundo, o ArchDaily deseja ver cada vez mais mulheres atuantes na área conquistarem o cenário global e receberem o devido reconhecimento. Hoje, ao celebrarmos o Dia Internacional da Mulher junto a nossos leitores e leitoras, queremos dar visibilidade às profissionais que, por meio de grandes ou pequenas contribuições, transformam o campo da arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117138/feliz-dia-da-mulher-convidamos-nossos-as-leitores-as-a-enviar-projetos-e-obras-de-arquitetasJoanna Wong
A visualização arquitetônica existe há séculos, com desenhos e pinturas que retratavam estruturas prontas antes mesmo de serem construídas. Nos anos 1990, a transição do setor do papel para o CAD inseriu os vídeos nesse cenário, trazendo a nova possibilidade de produzir passeios virtuais (walk-throughs) e sobrevoos (fly-throughs) a partir do projeto.
Era apenas uma questão de tempo para que os/as profissionais de visualização arquitetônica descobrissem a renderização em tempo real, que permite produzir vídeos finalizados em uma fração do tempo exigido pelos processos tradicionais de renderização. Desenvolvidos inicialmente para o mercado de jogos, os motores de renderização em tempo real alcançaram um nível de qualidade e fotorrealismo que os torna ideais para a apresentação de projetos de arquitetura.
Com a renderização em tempo real, surge uma vantagem inesperada: novos formatos de apresentação para clientes. A visualização arquitetônica agora pode incluir experiências imersivas, como visitas em realidade virtual, projetos interativos semelhantes a jogos e ambientes virtuais automáticos CAVE (CAVEs) para apresentar projetos de maneiras nunca antes vistas.
A forma como consumimos conteúdos mais extensos mudou drasticamente nos últimos anos. Cada vez mais aspectos do nosso cotidiano estão migrando para novas mídias digitais a fim de otimizar nosso tempo.
Se você é o tipo de pessoa que gosta de colocar para tocar uma boa playlist de hard rock ou jazz suave enquanto detalha aquelas dez pranchas de corte, por que não aproveitar para adquirir conhecimento sobre automotivação ou as últimas táticas de negócios ao mesmo tempo? Estes seis audiolivros podem ser exatamente o que você precisa ouvir para impulsionar seu espírito empreendedor.
A proposta Circuito de Ativação Temporal conquistou o terceiro lugar no concurso Pasarelas San Borja, no Chile. O objetivo principal do concurso foi reconhecer "as melhores ideias de desenho urbano que contribuam para definir critérios de intervenção e geração de propostas para o Bairro San Borja".
Segundo explica a equipe autora, a proposta vencedora do terceiro lugar propõe "um sistema mutável e flexível, que represente os tempos atuais".
Ao resgatar a história da arquitetura japonesa, pensamos de imediato em estruturas complexas de madeira, telhados inclinados e uma relação próxima com a água. Hoje, o país também desponta como líder em inovação espacial, acumulando conquistas notáveis que vão de arranha-céus e edifícios corporativos a micro-habitações. No entanto, este perfil no Instagram decidiu explorar uma tipologia arquitetônica frequentemente negligenciada: os banheiros públicos.
Com um nome desavergonhadamente direto, o perfil @toilets_a_go_go tem como propósito levar quem o acompanha a "explorar os banheiros do Japão". O conteúdo compartilhado é extremamente variado, indo de quiosques públicos inspirados na arquitetura tradicional japonesa a cabines que remetem ao Metabolismo — as quais utilizam estruturas inovadoras para proporcionar uma escala confortável. Se o nome explícito do perfil ainda puder gerar algum mal-entendido ou sugerir segundas intenções, as publicações logo dissipam as dúvidas. Embora costumemos ignorar essa tipologia ou até nutrir visões negativas sobre ela, as fotografias têm o poder de revelar a beleza dessas estruturas, mostrando que usar um banheiro público pode — e deve — ser uma experiência agradável.
A arquitetura de Londres hoje, apesar de todos os grandes nomes que dominam as manchetes (Foster, Rogers, Heatherwick), encontra sua riqueza em pequenos escritórios. Peter Barber lidera um desses ateliês, onde, nos últimos 30 anos, vem conduzindo o desenvolvimento de alguns dos projetos de habitação e conjuntos residenciais mais sensíveis da cidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1116966/a-arquitetura-londrina-audaciosamente-excentrica-de-peter-barberKatherine Allen
Este artigo foi publicado originalmente no ArchDaily em 13 de fevereiro de 2018.
A cidade de Toronto tem uma longa e tensa relação com o desenvolvimento imobiliário e os vazios urbanos. O mapa da Compra de Toronto de 1787, acordada entre os Mississaugas da Primeira Nação de New Credit e a Coroa Britânica — que mais tarde estabeleceria o território colonial que viria a ser Toronto —, concebe a paisagem como um único lote vago, claramente definido e ansioso por desenvolvimento. Ou, como o artista Luis Jacob melhor descreveu, “significando nada mais do que uma página em branco à espera de ser preenchida livremente”. Mais de duzentos anos depois, à medida que a disponibilidade de moradia, os preços e a escassez de aluguel impulsionam os empreendimentos residenciais verticais na cidade, a política do lote vago nunca pareceu tão palpável.
Johann David Steingruber foi um arquiteto e designer alemão com mais de 100 edifícios de sua autoria, incluindo diversas igrejas, prefeituras, escolas e até mesmo cervejarias. No entanto, ele é talvez mais conhecido hoje pelas detalhadas ilustrações de seu Alfabeto Arquitetônico de 1773, no qual converteu as letras em plantas para uma série de excêntricos palácios barrocos.
Concebido mais como um "trabalho de amor à arte" do que por qualquer razão prática, o livro de Steingruber é uma compilação de relações espaciais lúdicas e complexas, em que cada letra apresenta seu próprio conjunto de desafios únicos. Embora as letras naturalmente ofereçam formas mais complexas do que as que normalmente usaríamos em plantas, de algum modo os espaços fazem sentido. O estilo barroco das antecâmaras ovais, cúpulas e abóbadas é evidente não apenas nas plantas, mas também nas elevações.
Paseo de Plátanos Orientales. Image Cortesía de Cynthia Marimán Ramos - Roberto Astete
Formalizado em 1900, após uma arborização de 19 hectares promovida pelo Ministério de Obras Públicas e pela Intendência de Santiago, o Parque Forestal localiza-se na zona norte do centro histórico da cidade, constituindo um dos primeiros parques lineares de Santiago do Chile.
Sob a responsabilidade do paisagista francês George Dubois, o projeto responde à revitalização de suas bordas adjacentes, conseguindo integrar o Rio Mapocho e sua margem desordenada, proporcionando à cidade um novo pulmão verde para o lazer urbano.