A construção modular, também conhecida como pré-fabricação, vem despontando rapidamente como uma tendência transformadora na indústria da construção. Essa abordagem inovadora envolve a montagem de componentes edilícios fora do canteiro de obras, em um ambiente de fábrica controlado, antes de serem transportados para o local para a montagem final. A ascensão da construção modular é impulsionada, em grande parte, por sua capacidade de superar diversos desafios associados aos métodos tradicionais de construção.
Lydia Kallipoliti é uma reconhecida arquiteta, autora e educadora cuja pesquisa transformou a maneira como a arquitetura se engaja com os desafios urgentes da sustentabilidade, da tecnologia e das políticas ambientais. Como professora associada na Graduate School of Architecture, Planning, and Preservation (GSAPP) da Columbia University, a abordagem de Kallipoliti para o ensino de arquitetura incentiva os/as estudantes a confrontarem questões críticas como resíduos, reutilização e sistemas de ciclo fechado. Sua filosofia pedagógica capacita o corpo discente a enxergar o projeto não apenas como uma busca estética ou funcional, mas como uma ferramenta poderosa para enfrentar crises ecológicas globais, instando-os a pensar de forma sistêmica e criativa sobre o futuro do ambiente construído.
Além de sua atuação na academia, Kallipoliti é autora de obras como The Architecture of Closed Worlds e Histories of Ecological Design: an Unfinished Cyclopedia, que se aprofundam na relação entre arquitetura e política ambiental. Suas pesquisas e escritos têm estimulado debates sobre métodos para que arquitetos e arquitetas reconsiderem os paradigmas tradicionais de projeto e adotem a sustentabilidade como um princípio fundamental da prática profissional.
Há algum tempo, o ArchDaily vem se dedicando a aprimorar a sua experiência – explorando formas de aprofundar a relação com nosso conteúdo e redefinir a maneira como ele é entregue. Que valor adicional pode ser oferecido tanto a novos(as) quanto a antigos(as) membros da comunidade para potencializar o que o ArchDaily representa?
O resultado é o ArchDaily Plus – um plano de assinatura que oferece uma interface de usuário totalmente renovada e recursos exclusivos, ao mesmo tempo em que apoia a continuidade da entrega de ferramentas e conhecimentos fundamentais para todas as pessoas envolvidas na criação de um ambiente construído melhor. Ele proporciona ainda mais inspiração diária, mantendo o acesso gratuito a informações essenciais (projetos, notícias e artigos próprios publicados nos últimos seis meses).
A arte há muito tempo é percebida como elitista, uma imagem consolidada por seus profundos laços com o poder e a riqueza. Na Antiguidade, as obras de arte eram símbolos de status reservados a governantes e figuras religiosas, ao passo que o Renascimento marcou um período em que patronos abastados, como a família Médici, promoveram a arte como uma ferramenta de prestígio social e político. No século XVII, com a ascensão das academias de arte, estabeleceram-se padrões rígidos para o que era considerado "alta cultura", distanciando ainda mais a arte das massas.
No século XIX, o mercado da arte passou a ser moldado por colecionadores particulares e galerias comerciais que viam a arte como um produto de luxo, o que acentuou sua exclusividade e tornou a acessibilidade uma questão secundária. Movimentos artísticos como o Impressionismo, o Modernismo e a arte urbana desafiaram esse elitismo, ampliando o alcance da arte e questionando sua exclusividade institucional. Embora o sistema contemporâneo continue dominado por colecionadores ricos e por um mercado que prioriza o lucro em detrimento da acessibilidade, ainda existem iniciativas que buscam transformar essa dinâmica.
Em 21 de janeiro de 1958, três mulheres participaram como competidoras em um episódio do popular programa de televisão “To Tell the Truth”, um jogo de perguntas em que se tentava adivinhar quem era cada um dos competidores. O apresentador revela que se trata de uma arquiteta, que ela já projetou um hotel Hilton, é casada e mãe de quatro filhos. Cada uma das mulheres, vestida formalmente com saias lápis e blusas, se apresenta como Natalie De Blois. Enquanto os palestrantes revelam sua falta de conhecimento sobre arquitetura, apenas disparando perguntas sobre Frank Lloyd Wright, pergunta-se “Qual é o nome do prédio que foi demolido para construir a Union Carbide?” A verdadeira Natalie De Blois, na época arquiteta sênior da SOM, responde com firmeza: “Hotel Margery”.
Quando pensamos em mulheres que foram conhecidas como pioneiras da indústria, é surpreendente que muitas vezes falamos sobre aquelas com quem pudemos interagir no cotidiano de trabalho ou com quem tenhamos aprendido algo. Natalie De Blois foi uma pioneira moderna das mulheres arquitetas na força de trabalho e, embora seu legado tenha começado há apenas setenta anos, mudou significativamente a maneira como as mulheres podem participar da profissão hoje.
Com a aceleração da urbanização global, a demanda por estratégias inovadoras de desenvolvimento urbano e construção é mais urgente do que nunca, visto que se estima que 80% da população mundial viverá em cidades até 2080 — especialmente no Oriente Médio, na África e no Sul da Ásia. De 26 a 29 de novembro, o Big 5 Global, em conjunto com os eventos integrados LiveableCitiesX, GeoWorld e Future FM, sediará cinco cúpulas estratégicas, reunindo 1.500 líderes dos setores público e privado para moldar o futuro das comunidades urbanas.
Propostas de destaque. Imagem cortesia de Buildner
A Buildner tem o prazer de anunciar os resultados da segunda edição anual do seu Architect's Chair Competition, que recebeu excelentes propostas de todo o mundo. À medida que a série de concursos ganha força e gera mais interesse, a Buildner anuncia com entusiasmo o lançamento do concurso Architect's Chair Edition 3, com prazo de inscrição até 15 de janeiro de 2025. A Buildner também publicou seu primeiro livro sobre o tema, destacando as principais ideias e os projetos de destaque de edições passadas.
Atualmente, grande parte dos profissionais da construção civil sabe que mitigar as emissões de carbono provenientes do ambiente construído é fundamental para enfrentar o desafio climático. No entanto, saber por onde começar pode ser um desafio para muitos/as profissionais. É por isso que a educação e a capacitação em toda a cadeia de valor — de arquitetos/as a urbanistas, e de incorporadores/as imobiliários/as a engenheiros/as — são essenciais para promover práticas de construção sustentável.
Um conjunto de países do sul da Ásia experimentou em meados do século XX uma catarse coletiva do domínio colonizador. O período seguinte desencadeou em uma era de ideias e filosofias para um novo futuro. Durante este tempo, os arquitetos foram fundamentais na criação de estruturas modernistas que definiram as identidades pós-coloniais, pós-partição e pós-imperiais dos países. Arquitetos do sul da Ásia usaram o design como expressão de uma visão social de esperança. Mesmo com este sucesso na construção da nação, as mulheres arquitetas não são creditadas na formação da história do sul da Ásia.
Carl Pruscha é um arquiteto austríaco que dedicou a maior parte de sua carreira profissional a investigar e trabalhar de perto com a arquitetura regional no Oriente — um território negligenciado em uma época em que o movimento moderno na arquitetura e no resto do mundo estava em plena expansão. Através de uma retrospectiva de sua vida, destacamos algumas de suas obras mais relevantes no Nepal e no Sri Lanka, compreendendo como Pruscha conseguiu imprimir sua visão singular de arquitetura e de cidade em seus projetos construídos.
A arquiteta hondurenha Angela Stassano vem contribuindo para a paisagem arquitetônica da América Central com sua pesquisa aplicada sobre projetos bioclimáticos. Sediada em San Pedro Sula, em Honduras, seus projetos partem de técnicas do patrimônio local para atender às demandas de ambientes tropicais quentes e úmidos. Stassano desenvolveu sua especialidade ao longo de mais de 30 anos de pesquisa prática, culminando em um guia de arquitetura bioclimática que detalha seus métodos construtivos para essa região. Um de seus projetos mais notáveis, o Las Casitas, é um complexo residencial que materializa essa pesquisa. O projeto engloba várias residências tropicais energeticamente eficientes que tiram proveito do clima local, resultando em baixos custos operacionais e de energia.
“Um dos primeiros resultados que encontrei quando estava pesquisando sobre arquitetura feminina no Google foi um arranha-céu na Austrália, cujos arquitetos disseram ter se inspirado nas curvas de Beyoncé quando o construíram”, narrou a arquiteta holandesa Afaina de Jong em sua última palestra do TEDxAmsterdamWomen em 2021. “É sério? O corpo dela? Beyoncé? Claro, ela é incrível, mas literalmente traduzir seu corpo em um prédio... Isso é arquitetura feminina?”, continuou ela, indignada.
De Jong é fundadora do estúdio AFARAI, onde trabalha com uma metodologia interdisciplinar combinando teoria e pesquisa com design. Ela considera seu ateliê “uma prática feminista que incentiva a mudança em questões sociais e espaciais e que acomoda as diferenças”, então Afaina provavelmente está familiarizada com o conceito de 'interseccionalidade'.
Conferências, eventos e exposições globais influenciaram profundamente a evolução da arquitetura e do design, funcionando como catalisadores de inovação, novas ideias e debates fundamentais. Alguns encontros, como o histórico Congrès International d'Architecture Moderne, impactaram profundamente a disciplina. Outros, por sua vez, como a Bienal de Veneza e a Capital Mundial do Design (WDC, na sigla em inglês), continuam moldando a paisagem arquitetônica por meio de suas edições periódicas. Iniciada em Turim, na Itália, a WDC celebra uma cidade diferente a cada dois anos como um polo de reflexão e criatividade em design. Na edição mais recente, a região binacional de Tijuana-San Diego fez história como a primeira WDC transfronteiriça, emergindo como um epicentro criativo com uma programação rica e inovadora que merece atenção especial.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140683/tijuana-san-diego-como-farol-criativo-explorando-a-crescente-influencia-da-capital-mundial-do-designEnrique Tovar
Buildner anunciou os resultados do Kharkiv Housing Challenge, o primeiro concurso de uma série de duas partes focada na reconstrução da Ucrânia. Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, foi profundamente afetada pelo conflito em andamento, e este concurso faz parte de um esforço mais amplo para reconstruir suas habitações e espaços públicos.
A supertempestade Sandy inundou Lower Manhattan, causando bilhões de dólares em danos a propriedades e infraestrutura. Visando à proteção contra futuras inundações, ressacas e a elevação do nível do mar, arquitetos/as paisagistas estão desenvolvendo uma combinação inovadora de soluções verdes e cinzas ao longo da costa sul de Manhattan.
Não se trata de soluções baseadas na natureza, mas sim de formas de blindagem. Projetistas e designers demonstram como essa armadura pode ser integrada ao espaço público, criando novas tipologias de infraestrutura. O desenho inteligente viabiliza comportas e barreiras retráteis, taludes paisagísticos e plataformas elevadas — sem a necessidade de muros de concreto que isolem as comunidades entre si ou as afastem da orla.
A enxertia arquitetônica, conceito popularizado recentemente por Jeanne Gang emThe Art of Architectural Grafting, apresenta uma abordagem transformadora para a regeneração urbana e a sustentabilidade. Inspirando-se em práticas botânicas e hortícolas — nas quais novos brotos são implantados em plantas existentes para aumentar sua resiliência —, esse método arquitetônico integra novas estruturas às preexistentes, permitindo que coexistam e se adaptem. Em vez de recorrer à demolição, a enxertia prioriza a adaptação, prolongando a vida útil dos edifícios e salvaguardando sua importância cultural e histórica.
Embora o Studio Gang tenha desempenhado um papel fundamental na difusão desse método, a enxertia arquitetônica incorpora um princípio mais amplo que profissionais de arquitetura vêm utilizando há muito tempo para aumentar a sustentabilidade, conservar recursos e valorizar o patrimônio. Em diferentes escalas — de edifícios individuais a paisagens urbanas —, a enxertia remodela a relação entre o passado e o presente, adaptando estruturas existentes às necessidades contemporâneas ao mesmo tempo que atende às demandas ambientais. Ao propor novos usos para edifícios históricos, essa abordagem fomenta uma evolução sustentável das paisagens urbanas.
Até hoje, o Cairo ostenta uma história vibrante, além de uma rica cultura arquitetônica e patrimonial que, sob uma perspectiva externa, continuam a ser a representação mais viva e marcante da cidade. Mas o que é o Cairo de hoje para além de ser a capital do Egito, do Nilo, dos desertos, das ruas movimentadas, dos museus, dos sítios arqueológicos e de seus edifícios históricos? A cidade passou por uma rápida transformação urbana nas últimas décadas, adquirindo um caráter notavelmente diferente daquele que as gerações passadas e recentes lembram de sua juventude nas ruas, bairros e edifícios locais.
O Cairo viu sua população saltar de 4 milhões de habitantes na década de 1960 para mais de 20 milhões atualmente, ao passo que sua área urbana expandiu-se cerca de 400% desde então. A área construída representa quase metade da região metropolitana, com uma taxa de crescimento urbano anual de 2% a 4% — muito superior à média de 1% típica de países como Canadá, Alemanha, Japão, Itália e Suécia. Em decorrência dessa rápida urbanização, as terras agrícolas hoje constituem menos de 10% da área total do Grande Cairo. A cidade configura-se como um mosaico em constante evolução de mais de 50 bairros distintos, cada um com identidade e composição demográfica próprias, que enriquecem o diversificado tecido urbano do Cairo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140239/cairo-um-mosaico-de-narrativas-urbanas-contrastantesHadir Al Koshta
Toda inovação traz consigo fricções, disrupções e, acima de tudo, aprendizados. Na construção civil — um setor historicamente resistente a mudanças — novos sistemas construtivos costumam ser recebidos com certo estranhamento, exigindo uma análise cuidadosa dos desafios que surgem. O sistema wood frame, amplamente adotado em países como Estados Unidos, Japão e Alemanha, nunca se popularizou no Brasil, devido a fatores que mantêm o setor intensivo em mão de obra e fortemente vinculado aos métodos convencionais de alvenaria e concreto.
No entanto, com a diminuição da oferta de mão de obra e novas demandas por eficiência e sustentabilidade, o setor da construção civil tem, gradualmente, explorado alternativas inovadoras. Nesse contexto, o edifício Parkside Carvoeira, em Florianópolis, destaca-se como um marco de inovação, sendo o edifício em wood frame mais alto da América Latina. Desenvolvido em parceria entre a Parkside, o escritório Desterro Arquitetos e a construtora local Tecverde, o projeto pioneiro adota o sistema como uma solução sustentável e eficiente para atender às necessidades da construção contemporânea no país.
Situada em um estuário do Lago Prien, na divisa entre a Louisiana e o Texas, a Pelican House exala a estética de uma cabana sofisticada. Revestida de cedro-vermelho-ocidental e adornada com colunas de calcário Lueder do Texas, amplos beirais e vigas de madeira aparente, trata-se de uma impressionante residência à beira do bayou ancorada por paredes de vidro que a conectam à paisagem circundante — mantendo-a segura diante da fúria da natureza.
“É uma localização muito pitoresca, mas, como se pode imaginar, também muito sujeita a tempestades”, afirma o/a arquiteto/a Winn Wittman, que projetou a residência para integrar os espaços internos e externos sob o clima da Costa do Golfo. Abraçada e castigada pela natureza, a Pelican House resistiu a quatro furacões, tanto durante quanto após a sua construção. “A única evidência dos furacões é que a madeira, que inicialmente era lisa, agora apresenta um aspecto jateado de areia”, diz Wittman.
A cada ano, as premiações de design superam limites criativos de forma surpreendente, estabelecendo novos parâmetros para arquitetos/as e designers em todo o mundo. Essas competições não apenas celebram a inovação — elas a impulsionam, inspirando a próxima onda de projetos que rompem barreiras. Graças a tais plataformas, temos o privilégio de testemunhar a extraordinária fusão de beleza, engenhosidade e técnica que reverbera por toda a indústria criativa.
O German Design Council certamente consolidou sua posição ao revelar recentemente os vencedores do prestigioso ICONIC AWARDS 2024: Innovative Architecture — e os resultados são simplesmente espetaculares. Esta cobiçada premiação homenageia todo o espectro das disciplinas arquitetônicas e criativas, desde conceitos espaciais visionários e projetos de edifícios inovadores até design de produto de ponta, comunicação de marca notável e uso inventivo de materiais.
Com o agravamento das crises ecológicas e sociais em todo o mundo, arquitetos e arquitetas têm sido levados a reavaliar seu papel, impacto e abordagem de projeto. À medida que surgem as "novas necessidades" das pessoas, novos processos arquitetônicos devem ser explorados para respondê-las. No entanto, essa transição ainda enfrenta forte resistência de práticas consolidadas e da busca pelo lucro financeiro, o que frequentemente dificulta a implementação de soluções mais abrangentes. Essas premissas levaram o CCA (Centro Canadense de Arquitetura) a lançar sua nova série de filmes e exposições em três partes intitulada "Groundwork", com curadoria do diretor associado Francesco Garutti. Por meio desse projeto, o CCA selecionou e acompanhou três arquitetos/as e escritórios contemporâneos de destaque durante o desenvolvimento de seus conceitos e pesquisas de campo, permitindo uma relação respeitosa com o território e com as comunidades locais. Trata-se de um olhar atento e intimista sobre as motivações dessas mentes criativas para explorar formas alternativas de projetar, bem como sobre os desafios que enfrentam ao longo do desenvolvimento de três histórias paralelas.
A abertura da primeira exposição e a exibição do filme ocorreram em maio de 2024, seguidas de um debate com o curador do programa e a arquiteta, no qual se discutiu a questão: "O que é a arquitetura hoje?". A exposição e os diversos elementos apresentados conduzem os visitantes à primeira exploração de campo com Xu Tiantian, do escritório DnA, em sua jornada "Into the Island" na ilha de Meizhou, China, no verão de 2022.
Complexo das Amoreiras (1980-1986), Tomas Taveira. Acervo da Casa da Arquitectura
O que a arquitetura fez pela democracia de Portugal — e o que o período democrático fez para a arquitetura portuguesa? São as indagações que norteiam a exposição O que faz falta. 50 anos de arquitetura portuguesa em democracia, organizada pela Casa da Arquitectura, que celebra os cinquenta anos da Revolução dos Cravos de 1974.
Sob a curadoria de Jorge Figueira e curadoria-adjunta de Ana Neiva, a exposição destaca a relação íntima entre arquitetura e o regime democrático em Portugal e explora como os arquitetos portugueses contribuíram para a consolidação democrática, transformando o espaço público e privado do país ao longo de cinco décadas.
Entre 1977 e 1983, o Teatro Nacional de Praga passou por uma significativa transformação com a inauguração do Nová Scéna, um "irmão moderno" do tradicional teatro neorrenascentista. Durante muitos anos, o Nová Scéna foi a sede do famoso Laterna Magika, considerado o primeiro teatro multimídia do mundo. Essa experiência inovadora misturava performances clássicas com efeitos visuais gerados por computador, proporcionando uma ação dramática que se destacava no imponente edifício de vidro, um ícone da era comunista e um símbolo do poder político da época. Em reconhecimento à sua importância, este edifício fez parte do festival Open House Praga em 2024, um evento anual que convida o público a explorar e apreciar o valor da arquitetura.