Liu Jiakun, laureado com o Prêmio Pritzker de 2025, passou décadas redefinindo a arquitetura chinesa ao conciliar utopia e função, engajamento social e memória pessoal. Suas obras refletem a vida cotidiana das pessoas comuns, concebidas a partir de uma profunda compreensão do lugar, da cultura e da materialidade. Ao rejeitar a busca por um estilo arquitetônico fixo, Jiakun aposta em uma estratégia em detrimento de uma estética de assinatura, moldando cada projeto a seu contexto e necessidades específicas. Seu trabalho integra a história às demandas urbanas contemporâneas, o coletivismo à experiência individual e a densidade à abertura, oferecendo respostas precisas aos desafios da rápida urbanização.
A abordagem de Jiakun está profundamente enraizada na filosofia chinesa, no bom senso e no artesanato local, garantindo que a arquitetura brote naturalmente de seu entorno em vez de se impor a ele. Seus edifícios refletem uma autenticidade que dialoga tanto com o passado quanto com o presente, evitando gestos grandiosos em favor de espaços que promovem a interação, a espiritualidade e a conexão humana.
A Fábrica Van Nelle, localizada em Roterdã, é um dos exemplos mais significativos da Arquitetura Industrial modernista. Projetada por Johannes Andreas Brinkman e Leendert van der Vlugt entre 1925 e 1931, com a colaboração de Mart Stam — pioneiro no design de mobiliário e na arquitetura modernista —, a fábrica foi concebida como um edifício progressista e funcional para o processamento de café, chá e tabaco.
Pensado como uma "fábrica de luz natural" (daylight factory), o complexo Van Nelle introduziu conceitos arquitetônicos e sociais revolucionários para a época. Ao integrar vidro, aço e concreto em um layout aberto e racional, o projeto demonstrou como o design poderia transformar os processos industriais e, ao mesmo tempo, melhorar a vida das pessoas em seu interior. Não se tratava apenas de um espaço de produção, mas de um símbolo de otimismo, que representava o potencial da arquitetura para remodelar indústrias e comunidades.
Washington Square Park, Nova York, NY, 2024. Foto por Barrett Doherty, cortesia de The Cultural Landscape Foundation
Protestos, desobediência civil e dissidência não são apenas uma parte definidora de nossa história compartilhada desde a era colonial; eles também continuam vivos até os dias de hoje em campi universitários, convenções políticas e outros espaços. Nesse contexto, embora algumas marchas históricas, ocupações e outras ações estejam consagradas em nossa narrativa coletiva, outras desapareceram da memória; no entanto, as paisagens culturais que serviram de palco para esses eventos ainda existem. Esses locais são o foco de Landslide 2024: Demonstration Grounds e servem como um portal para resgatar as histórias de acontecimentos pouco conhecidos ou até esquecidos que foram fundamentais na história dos EUA. Os treze diferentes locais espalhados pelo país, representados no novo relatório e na exposição digital da The Cultural Landscape Foundation (TCLF), abordam fatos que moldaram indivíduos e desencadearam movimentos.
No dia 18 de março, o SP Hall, em São Paulo, será palco da Zak World of Facades, um dos principais eventos internacionais dedicados a fachadas arquitetônicas. Pela primeira vez no Brasil, a conferência reunirá arquitetos, engenheiros, consultores de fachadas e incorporadores para compartilhar conhecimentos sobre as mais avançadas soluções para envoltórios prediais. Projetos inovadores que estão transformando o skyline da maior cidade do hemisfério serão analisados em apresentações individuais e painéis de discussão dinâmicos.
Types of Spaces - Espanha | Arquitetos: HANGHAR, Madri, Espanha; PALMA, Cidade do México, México. Imagem cortesia de Weinberger
O Brick Award é concedido a cada dois anos para homenagear a arquitetura de tijolos inovadora, sustentável e visionária em todo o mundo. A próxima edição, o Brick Award 26, será celebrada em junho de 2026. Arquitetos/as, designers e incorporadores/as são incentivados/as a enviar projetos que demonstrem criatividade e funcionalidade no uso de materiais de construção cerâmicos. Este prestigiado prêmio reconhece a excelência em várias categorias e oferece uma plataforma global para destacar a versatilidade e o potencial dos tijolos na arquitetura contemporânea. As inscrições para o Brick Award 26 estão abertas até 9 de março de 2025, oferecendo uma oportunidade única de reconhecimento internacional. A participação não exige o uso de produtos da wienerberger.
"Tem bala de coco e peteca Deixa a criança brincar Hoje é dia de festa A ibejada vem saravar." — Ponto de erês
As ruas vivem quando são dos erês e morrem quando são dos carros. Sonho com um projeto que pretendo colocar em prática quando o tempo permitir: escrever um manual com as regras fabulares da amarelinha, da carniça, do jogo de botão, do preguinho, do pique-bandeira, das cirandas cirandinhas, do lenço-atrás, do futebol em ladeiras, do queimado e das variantes da bola de gude. O título está pronto: "Ecologia Amorosa das Brincadeiras de Rua".
https://www.archdaily.com.br/pt/1027295/a-cidade-e-as-criancasLuiz Antonio Simas
Interior da Igreja conventual de São Francisco de Assis, Salvador. Foto: Rodrigo Baeta
O que aconteceu na Igreja conventual de São Francisco de Assis em Salvador é mais um triste capítulo de um processo que aflige o patrimônio cultural brasileiro, intensificado nos últimos anos com os incêndios do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, da Cinemateca e do Museu da língua portuguesa em São Paulo. Assim, nesses últimos dias, tem-se debatido muito sobre quem teria a "culpa" do que se passou em Salvador, ou quem teria a "responsabilidade" de evitar esse desastre, que também levou a vida de uma jovem turista: se os administradores da Igreja, se o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), se os órgãos locais de cultura e patrimônio etc. Esse tema é difícil, e importante de se discutir, sim, a demandar investigações cuidadosas sobre as causas do sinistro. Mas o debate deve ser mais amplo, tendo sobretudo a finalidade de se pensar como é que poderemos evitar que eventos como esses aconteçam: maior investimento, maior valorização do patrimônio artístico e arquitetônico, protocolos mais rígidos e efetivos de segurança, conservação preventiva, educação patrimonial. Nos dias que se seguiram ao incidente em Salvador, inúmeros edifícios do período colonial foram interditados em lugares do país, sob a alegação de que também poderiam ruir. Nosso patrimônio pede atenção, em muitos casos com urgência.
Há dezesseis anos, lançamos o ArchDaily Building of the Year Awards com uma ideia simples, mas poderosa: permitir que nosso público leitor escolha seus edifícios favoritos em nossa biblioteca de projetos em constante crescimento. Graças ao seu engajamento, este prêmio se tornou um dos reconhecimentos mais democráticos e influentes da arquitetura. Ano após ano, a visão coletiva de vocês tem destacado a excelência arquitetônica em diferentes culturas, economias e paisagens ao redor do mundo.
Este ano não foi exceção. Os 75 projetos finalistas já demonstraram uma gama notável de soluções espaciais, refletindo o poder da inteligência coletiva em traçar um retrato da arquitetura mais instigante da atualidade. Agora, é hora de revelar os projetos vencedores.
Projetar o próximo projeto de grande impacto ("uau")? É como tentar engarrafar um raio—exceto que, com o BIG e o D5 Render, você já recebe a garrafa nas mãos. O Bjarke Ingels Group (BIG), líder global em arquitetura, é reconhecido por seus projetos audaciosos e pelo compromisso com a inovação. Sempre explorando novas ferramentas, o BIG desafia os limites da tecnologia de design para otimizar fluxos de trabalho e potencializar a criatividade. Com projetos icônicos em todo o mundo, o escritório redefiniu a narrativa na arquitetura. Ao utilizar a plataforma integrada do D5 Render, a equipe de arquitetura otimizou seu fluxo de trabalho de projeto e visualização em tempo real, combinando renderização, animação e IA do D5 para dar vida a conceitos com velocidade e precisão excepcionais.
Em minha entrevista de 2008 com Kengo Kuma em Manhattan — o arquiteto baseado em Tóquio estava na cidade para uma palestra na Cooper Union e para supervisionar a reforma de uma casa na vizinha Connecticut —, ele resumiu para mim a intenção de seu trabalho: "A imagem mais próxima do tipo de arquitetura que tento alcançar é um arco-íris." O arquiteto projeta seus edifícios como um/a chef prepararia uma salada ou um/a florista organizaria um buquê de flores — selecionando cuidadosamente os ingredientes de acordo com seu tamanho, forma e textura. Ele então testa se eles devem se tocar, se sobrepor ou manter distância para permitir a passagem do fluxo de ar. O processo se aproxima mais de um experimento científico de tentativa e erro do que de um exercício artístico de projeção de formas e imagens visionárias. Embora seus edifícios certamente pareçam surpreendentemente artísticos e absolutamente arrebatadores, eles são ao mesmo tempo precisos e livres, primitivos e refinados, materiais e efêmeros. O fascínio do arquiteto pela materialidade é surpreendente e, apesar de ter concluído dezenas de edifícios em todo o mundo ao longo de sua carreira singular, em nossa conversa no mês passado via Zoom, Kuma me disse: "Estou no início de um longo processo de exploração material."
Intervenção Esta es mi plaza / Conjuntos Empáticos. Imagem
Como se comportam as estruturas infláveis nos espaços públicos? Que relações ou vínculos elas são capazes de estabelecer entre as pessoas? Sob a perspectiva do Conjuntos Empáticos, as estruturas infláveis atuam como organismos capazes de interpelar os transeuntes por sua leveza, materialidade e efeito surpresa, garantindo experiências sensoriais em diferentes ambientes e espaços públicos. Essas estruturas permitem acolher desde intervenções coletivas até momentos de lazer, fomentando o convívio social como forma de interação e criando atmosferas que dissociam a escala da cidade do espaço doméstico.
Entre as 45 propostas concorrentes para o Pavilhão do Chile na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, o projeto vencedor foi anunciado recentemente. Trata-se de 'Reflective Intelligences', proposta curatorial de Serena Dambrosio, arquiteto/a, pesquisador/a e docente na Universidad Diego Portales; Nicolás Díaz Bejarano, arquiteto/a, pesquisador/a, docente e doutorando/a em Arquitetura e Estudos Urbanos na Pontificia Universidad Católica de Chile; e Linda Schilling Cuellar, arquiteto/a, designer urbano/a, educador/a e doutorando/a no Centre for Research Architecture da Goldsmiths University.
Recentemente selecionado para participar da próxima edição da Bienal de Arquitetura Latino-Americana em Pamplona em 2025, o Práctica Arquitectura se consolida como um jovem e promissor escritório da região, especificamente no México. Sua produção arquitetônica centra-se na materialização de projetos que alcancem um alto nível de sensibilidade, tanto para quem os habita quanto para seu entorno imediato, seja ele qual for. Em estreita sintonia com as paisagens e terrenos, seus projetos ganham vida por meio de um desenho meticulosamente pensado em termos de materiais, estruturas e detalhes, garantindo, ao mesmo tempo, uma experiência sensorial e emocional nos espaços que criam.
No coração de Chiang Mai, uma cidade rica em história e cultura do norte da Tailândia, o Panyaden Hall, concluído em 2017, carrega uma história de inovação e tradição, contada por meio do bambu. Combinando a tradição tailandesa centenária de bambu com soluções estruturais modernas, o projeto reflete o ethos da Chiangmai Life Architects , uma empresa dedicada a elevar materiais naturais ao seu mais alto potencial. Neste artigo, exploraremos algumas das soluções estruturais contemporâneas aplicadas a este projeto icônico, revelando ainda mais o verdadeiro potencial do bambu e convidando a uma nova perspectiva sobre arquitetura sustentável e engenharia de estruturas de bambu.
Inaugurado em 1991, o Teatro Estadual Maestro Francisco Paulo Russo de Araras é considerado um dos principais equipamentos culturais da cidade e da região. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, um dos grandes expoentes do Movimento Moderno, o teatro foi dotado de toda a infraestrutura necessária para eventos culturais locais, nacionais e internacionais entre 1995 e 2005. Niemeyer deixou um legado cuja linha arquitetônica de formas livres se articula com influências de diferentes vertentes, sendo também capaz de dialogar com a identidade de um país tropical.
Guerras, descolonização, crises econômicas, movimentos civis e revoluções industrial-tecnológicas: o século XX foi um período de transformações radicais e de grande alcance. Essas rupturas remodelaram sociedades e redefiniram a forma como as pessoas expressavam suas aspirações em constante evolução, com a arquitetura liderando esse caminho. As máquinas e a industrialização prometiam progresso tecnológico e modernização, defendendo uma ruptura definitiva com os estilos ornamentados e historicistas do passado, ao mesmo tempo que abraçavam uma visão focada na funcionalidade, eficiência e inovação. Essa transição, personificada pelo modernismo, introduziu novos conceitos, métodos e usos de materiais — tudo moldado pela experimentação.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143005/experimentacao-formal-e-material-licoes-fundamentais-dos-pioneiros-da-arquitetura-modernistaEnrique Tovar
Park Hill, um amplo complexo de habitação social em Sheffield, se destaca como um dos exemplos mais ambiciosos de arquitetura modernista na Grã-Bretanha do pós-guerra. Projetado em 1961 por Jack Lynn e Ivor Smith, seu conceito inovador de "ruas no céu" buscava combinar habitação de alta densidade com o espírito comunitário de bairros tradicionais. No final do século XX, o complexo enfrentava uma profunda negligência, marcada por problemas sociais e degradação estrutural que comprometeram tanto sua funcionalidade quanto sua reputação. Gradualmente, Park Hill tornou-se sinônimo de fracasso do modernismo, carregando um pesado estigma social e marginalizando seus moradores. A partir dos anos 2000, começaram esforços significativos para reverter essa narrativa por meio de um processo de revitalização em duas fases. Na primeira fase, liderada pela Urban Splash, em colaboração com os escritórios Hawkins\Brown e Studio Egret West, a abordagem focou na preservação e valorização dos elementos históricos do edifício, introduzindo intervenções modernas para criar um espaço habitável, funcional e atrativo. Essa etapa demonstrou o potencial da reutilização adaptativa em revitalizar comunidades e resgatar ícones arquitetônicos. A segunda fase da renovação, conduzida pelo escritório Mikhail Riches, buscou expandir esse trabalho inicial, introduzindo novos elementos que aprofundaram a conexão entre os espaços existentes e a vida contemporânea. Com uma abordagem que uniu sensibilidade histórica e inovação arquitetônica, Mikhail Riches deu continuidade ao processo de transformar Park Hill em um exemplo emblemático de como a arquitetura modernista pode ser adaptada às necessidades atuais sem perder sua identidade original.
A fachada de concreto exposta foi cuidadosamente restaurada, janelas com eficiência energética substituíram unidades obsoletas e paineis de alumínio de cores vivas animaram o exterior. Os apartamentos foram reconfigurados para atender aos padrões modernos com plantas abertas, enquanto espaços compartilhados como pátios e centros comunitários foram revitalizados para promover a interação social. Medidas de sustentabilidade, incluindo cobertura verde e isolamento aprimorado minimizaram a pegada ambiental, mantendo o caráter brutalista icônico do projeto ao mesmo tempo em que criavam uma vibrante comunidade de uso misto de unidades residenciais, escritórios, espaços de varejo e locais culturais. O projeto destaca o potencial de reutilização adaptativa de projetos modernistas, algo que também carrega enormes desafios, sobretudo em termos programáticos e de materiais e soluções construtivas.
O território latino-americano abrange uma grande variedade de climas, atmosferas e temperaturas ao longo de toda a sua extensão. Em meio a paisagens florestais, selvas ou à beira-mar, diversos/as profissionais de arquitetura optam por projetar cabanas imersas em ambientes naturais, buscando promover uma maior conexão com a natureza ao se afastarem da cidade. Embora a experimentação com diferentes materiais e técnicas locais aproxime ainda mais a arquitetura das tradições do lugar e crie uma diferenciação clara entre as produções de cada região, a aplicação de inovações tecnológicas ou novos materiais de construção é capaz de oferecer soluções com maior resistência às mudanças climáticas, além de colaborar com a manutenção a curto e longo prazo, os prazos de execução da obra, entre outros fatores.
O período de inscrições para o Concurso MICROHOME 2025 está chegando ao fim. O certame oferece uma premiação total de 100.000 EUR para celebrar soluções sustentáveis e inovadoras em habitação compacta. Patrocinado pela Kingspan, este concurso global convida arquitetos/as, designers e mentes criativas a redefinirem o conceito de moradia em pequena escala.
Acesse a página do concurso para se inscrever antes do prazo final, em 13 de fevereiro de 2025.
Muitos arquitetos e arquitetas souberam diluir as fronteiras da disciplina e transferir seus conhecimentos em termos de projeto e desenho para outros campos tangenciais à arquitetura. Com a tecnificação, o desenvolvimento de materiais e a possibilidade de produzir objetos e móveis utilitários de forma industrial, muitos profissionais, paralelamente ao exercício da arquitetura, decidiram se dedicar a explorar o campo do design de mobiliário, objetos e produtos diversos que, seguindo o espírito da época, pudessem colaborar para melhorar a vida cotidiana das pessoas e responder aos novos cânones estéticos e modos de habitar.
Já consolidada internacionalmente, a Bienal Pan-Americana de Arquitetura de Quito (BAQ2024) realizou sua mais recente edição em novembro de 2024, no centro histórico da capital equatoriana. O evento reuniu especialistas do campo da arquitetura de todas as partes do mundo em um espaço de diálogo e reflexão sobre o futuro de nossas cidades, a arquitetura e a paisagem urbana contemporânea. Esta última edição, sob o tema CONVERGÊNCIAS: arquiteturas paisagem, propôs uma reflexão profunda sobre o papel da arquitetura na transformação da paisagem urbana — um debate especialmente relevante em tempos de desafios ambientais, urbanos e sociais.
A sustentabilidade está profundamente enraizada no DNA corporativo da EGGER desde 1961. Muito antes de se tornar um imperativo global, Fritz Egger Sr. reconheceu o imenso valor da madeira e lançou as bases para um modelo de negócios fundamentado no uso responsável dos recursos. O trabalho em ciclos fechados é um elemento central da filosofia corporativa. A empresa especialista em materiais à base de madeira concede múltiplas vidas a esse valioso recurso, assumindo uma ampla responsabilidade econômica, ecológica e social.
Winston Churchill declarou sabiamente uma vez: "Nós moldamos nossos edifícios e, por sua vez, eles nos moldam", uma reflexão que destaca como a arquitetura, em sua natureza dinâmica, responde às necessidades funcionais e molda as experiências das pessoas que utilizam os espaços. Os ambientes de trabalho não são exceção, evoluindo junto às transformações sociais e tecnológicas que redefiniram nossa compreensão das interações organizacionais. Quase em um piscar de olhos, os antigos e restritivos cubículos e escritórios fechados deram lugar a layouts abertos, enquanto modelos híbridos transformaram os escritórios em espaços de destino. Elementos de mobiliário, como as cabines acústicas (pods), estão na vanguarda dessa mudança — equilibrando colaboração e privacidade. Projetadas para se adaptar, elas evoluem continuamente junto às demandas dinâmicas dos espaços de trabalho modernos e de quem os habita.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143188/um-eden-no-ambiente-de-trabalho-modulos-flexiveis-com-design-biofilico-e-centrado-no-ser-humanoEnrique Tovar
Em 1975, Honduras estava sob um regime militar que já durava mais de uma década, liderado na época pelo general Juan Alberto Melgar Castro. Durante esse período, Tegucigalpa passou por transformações profundas e sem precedentes. O afluxo de pessoas vindas de várias partes do país devido à migração rural transformou a cidade de uma área urbana compacta em uma metrópole em expansão. Esse crescimento inesperado levou o governo a implementar um plano de desenvolvimento e planejamento municipal, projeto que viria a definir o futuro da cidade e a evolução de seu centro histórico. Este artigo foi desenvolvido com a colaboração do arquiteto hondurenho Lisandro Calderón, especialista em Planejamento Urbano e atualmente professor da Universidade Tecnológica de Centro-América (UNITEC), localizada em Tegucigalpa, Honduras.