
Guerras, descolonização, crises econômicas, movimentos civis e revoluções industrial-tecnológicas: o século XX foi um período de transformações radicais e de grande alcance. Essas rupturas remodelaram sociedades e redefiniram a forma como as pessoas expressavam suas aspirações em constante evolução, com a arquitetura liderando esse caminho. As máquinas e a industrialização prometiam progresso tecnológico e modernização, defendendo uma ruptura definitiva com os estilos ornamentados e historicistas do passado, ao mesmo tempo que abraçavam uma visão focada na funcionalidade, eficiência e inovação. Essa transição, personificada pelo modernismo, introduziu novos conceitos, métodos e usos de materiais — tudo moldado pela experimentação.
Impulsionado pela aceleração e conectividade resultantes da Revolução Industrial, o movimento abriu caminho para uma ruptura geracional que alcançou convergência global, trazendo debates e abordagens que, pela primeira vez, desenvolveram-se de forma quase paralela em diferentes partes do mundo. O movimento começou na Europa, mas rapidamente se espalhou para outros continentes. Embora os princípios fundamentais do modernismo fossem os mesmos, diferentes regiões desenvolveram discussões próprias com base na cultura, no contexto e na sociedade locais.

















