Há mais de 125 anos, a Tarkett fabrica pisos de linóleo com base em sua formulação original de 1898. Reconhecido por profissionais de arquitetura em todo o mundo, este revestimento natural é uma referência em sustentabilidade, durabilidade e design atemporal. Hoje, o Linóleo Tarkett é conhecido não apenas por sua tradição, mas também por sua aplicação inovadora na arquitetura contemporânea — especialmente no setor educacional. Saiba mais sobre o impacto de Lino Materiale da Tarkett nos espaços contemporâneos.
O que as nossas edificações existentes podem nos ensinar sobre como construir para o futuro? Em uma época de recursos escassos, cresce a demanda para que profissionais de arquitetura dialoguem—com o local, com sua história e com o potencial inexplorado do que já está de pé. Em vez de optar imediatamente pela demolição e por uma nova construção, o futuro da arquitetura pode residir na descoberta de possibilidades de inovação em edifícios que já resistiram ao teste do tempo.
A inovação está prosperando em todo o mundo — e os resultados mais recentes do A' Design Award & Competition deixam isso claro. A edição de 2024–2025 reconheceu 1.823 projetos notáveis de 115 países em 157 áreas criativas. Da arquitetura e design de produtos à moda e comunicação, esses trabalhos destacam o que acontece quando a imaginação se alia à maestria técnica.
Selecionados por um júri internacional de especialistas em design, os vencedores deste ano oferecem novas perspectivas e ideias ousadas. O A' Design Award vai além do mero reconhecimento — trata-se de celebrar o pensamento original e as mentes criativas que estão remodelando a maneira como interagimos com o mundo.
Inaugurado em outubro de 2024, o Cemitério de Järva oferece a todas as pessoas, independentemente de credo ou crença, um espaço de memória, dando continuidade à longa tradição histórica de sepultamentos em Estocolmo. Após superar significativos obstáculos de planejamento, o local, projetado por Kristine Jensen Tegnestue e Poul Ingemann, foi criado para receber sepultamentos e cerimônias fúnebres, dispondo de opções para caixões, urnas, bosques de cinzas e uma floresta memorial. Durante a última edição do Open House Stockholm, o público pôde explorar as paisagens naturais do entorno e se conectar com o espaço.
Comparação entre Ghibli e Disneyworld. Imagem via J-LIGHTS / Koichiro Itamura e Theme Park Tourist no Wikipedia sob licença CC BY 2.0
No que diz respeito a projetar para a imaginação infantil, o panorama da arquitetura apresenta duas filosofias distintas. A Disneyland e o Studio Ghibli, ambos mestres na narrativa imaginativa, representam essa divisão fundamental. Suas abordagens, longe de serem casuais, refletem visões divergentes sobre como as crianças vivenciam e interagem com o espaço. Um dos modelos proporciona o espetáculo de uma fantasia construída, ao passo que o outro oferece uma paisagem propícia para uma magia latente. Esses dois modelos colocam os/as arquitetos/as diante de uma escolha fundamental ao abordar esse tipo de projeto: desenhar espaços que atendam à necessidade inata da criança por descobertas sensoriais e pessoais, ou criar uma fantasia que dialogue com sua capacidade crescente de compreender narrativas e espaços mais complexos.
Forte de Mehrangarh, Jodhpur, Rajastão, Índia. Foto por Sanhitasinha. Licença Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International
Os palácios e antigos armazéns coloniais da Índia estão testemunhando um novo tipo de restauração, que ocorre abaixo da superfície. De suportes discretos de aço embutidos atrás de alvenarias centenárias a sensores digitais inseridos em tetos com afrescos, a tecnologia está remodelando silenciosamente a forma como o patrimônio histórico é protegido para o futuro. Essas intervenções focam mais na precisão sutil do que no espetáculo — verdadeiras maravilhas invisíveis da engenharia.
À medida que o mundo avança em direção ao reúso adaptativo, profissionais de arquitetura e engenharia enfrentam o desafio constante de tornar as estruturas históricas seguras para o acesso público, mantendo ao mesmo tempo a autenticidade de sua arquitetura. Seja na modernização de palácios para um resfriamento eficiente ou no reforço sísmico de antigos armazéns vitorianos, o objetivo vai além da preservação: trata-se da coexistência inteligente entre o antigo e o novo.
O Juneteenth, celebrado anualmente em 19 de junho, comemora a emancipação dos afro-americanos escravizados nos Estados Unidos, marcando um momento de libertação e reflexão sobre uma história complexa e frequentemente negligenciada. Originalmente celebrado no Texas, o Juneteenth passou a simbolizar temas mais amplos de liberdade, resiliência e identidade cultural, promovendo debates sobre justiça e representatividade. Este dia também se apresenta como uma oportunidade para destacar as formas pelas quais a arquitetura pode servir como um meio de preservar e apresentar a história e os valores culturais afro-americanos.
Para além de suas qualidades funcionais e estéticas, a arquitetura pode refletir e reunir narrativas, valores e histórias ocultas, conferindo uma presença tangível e visual a comunidades que costumam ser sub-representadas nas paisagens urbanas. Edifícios dedicados à história e cultura afro-americanas tornam-se marcos físicos que ancoram essas narrativas no cotidiano das cidades. Funcionam como locais de aprendizado, reflexão e celebração, gerando espaços significativos que engajam o público e fortalecem o sentido de identidade comunitária.
Quase três anos após a inteligência artificial capturar a atenção do mundo, a arquitetura ainda busca um terreno firme nessa discussão. Entre declarações categóricas e testes cautelosos, profissionais da área ainda se questionam se — e como — a IA está de fato transformando a prática cotidiana.
Um novo white paper da Chaos aborda essa questão por meio de entrevistas com profissionais da área e de uma profunda pesquisa interna, revelando como a tecnologia começa a remodelar a produtividade, a autoria e a identidade criativa em todo o setor.
O white paper oferece um olhar aprofundado sobre onde a IA gera valor, onde deixa a desejar e como arquitetos e arquitetas podem navegar pelo que vem a seguir.
Em 2025, os projetos de design de maior impacto na Índia desenrolaram-se, em grande parte, longe dos olhos do público. Enquanto a atenção pública convergia para museus, marcos culturais e fachadas de forte apelo visual, a arquitetura que moldou de forma mais decisiva a vida cotidiana situava-se no subsolo, nas franjas urbanas ou no interior de complexos de segurança que poucos habitantes chegariam a adentrar. Redes de esgoto foram reconstruídas, túneis de escoamento de enchentes foram escavados sob bairros densos, subestações foram elevadas acima de planícies de inundação e data centers se multiplicaram pelas paisagens periurbanas. Estas não eram obras periféricas de engenharia; eram os sistemas espaciais que permitiram às cidades indianas manterem-se funcionais sob ondas de calor recordes, monções erráticas e um crescimento urbano acelerado.
Na histórica Stone Town, a principal cidade de Zanzibar, na Tanzânia, a história de um edifício de cinema e sua iminente restauração reflete tanto a história da cidade quanto a própria trajetória das salas de cinema em geral. O início do século XX testemunhou o surgimento da construção de cinemas, com um auge em meados do século, seguido por um declínio decorrente da concorrência com os multiplexes e a televisão doméstica. Embora muitos tenham sido demolidos ou alterados de forma irreversível, outros tantos permaneceram abandonados, como cápsulas do tempo de uma época passada. Eles constituem um registro instantâneo dos estilos e métodos arquitetônicos de seu tempo, funcionando como um lembrete de seu papel social. Restaurar e adaptar um cinema como o Majestic é um reconhecimento de seu valor patrimonial e comunitário.
Perspectivas internacionais são representadas através de destaques em países como o Brasil (acima) ou a Itália (abaixo). Fotos: Cortesia de Bell'Arte (acima) e Gaspare Asaro SRL (abaixo)
A ICFF retorna ao Javits Center de Nova York de 18 a 20 de maio deste ano com um senso de propósito renovado e uma perspectiva global. Sob o tema de 2025, 'Designing in Harmony' (Projetando em Harmonia), a feira se propõe a explorar como o design pode construir pontes — entre materiais e métodos, culturas e climas, passado e futuro.
Em uma época na qual o equilíbrio parece difícil de alcançar, a ICFF busca criá-lo por meio de uma curadoria de mobiliário, iluminação, objetos e debates sobre regeneração, resiliência e colaboração, apresentados como diretrizes práticas. A Architonic conversou com as diretoras de marca da ICFF, Odile Hainaut e Claire Pijoulat, antes da feira, para detalhar essa linha condutora e antecipar o que mais esperar do evento.
A arquitetura vernacular em Hong Kong originou-se como uma série de pequenos assentamentos costeiros — comunidades simples, semelhantes a vilas, que refletiam a identidade primordial da cidade como um polo pesqueiro. Essas vilas litorâneas eram tipicamente compostas por casas de baixa altura e estrutura de madeira, agrupadas ao redor de templos, formando comunidades coesas e intimamente ligadas aos ritmos das águas.
Um exemplo notável é Tai Hang, um dos primeiros assentamentos estabelecidos pelo povo Hakka em Hong Kong. Originalmente situada ao longo de um canal de água que descia das montanhas próximas em direção ao mar, a área servia como um ponto vital de lavagem para os moradores da vila — daí seu nome, que significa literalmente "Grande Drenagem". Antes de grandes obras de aterro marítimo, Tai Hang ficava muito próxima da linha de costa. Hoje, localiza-se a quase 700 metros terra adentro.
As principais distinções do festival — World Building of the Year (com apoio da GROHE), World Interior of the Year, Future Project of the Year e Landscape of the Year — foram anunciadas hoje, no momento em que centenas de arquitetos e arquitetas de todo o mundo se reuniram para o jantar de gala de encerramento no Miami Beach Convention Center, na Flórida. Diversos Prêmios Especiais, incluindo o American Beauty Prize (com apoio do Royal Fine Art Commission Trust), também foram revelados no evento de encerramento, que celebrou a décima oitava edição do festival. O anúncio ocorre após o último dia do WAF, no qual os projetos vencedores de todas as 43 categorias competiram pelos títulos principais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142801/edificio-do-ano-e-interior-do-ano-revelados-no-world-architecture-festival-2025Enrique Tovar
O teórico André Corboz, conhecido por suas contribuições para a leitura crítica do território, propõe que as cidades devem ser compreendidas como um palimpsesto. Ou seja, uma superfície continuamente reescrita, onde vestígios de camadas anteriores permanecem visíveis mesmo após sucessivas intervenções. Para ele, a cidade não é uma entidade estática, mas um organismo em constante transformação, no qual camadas históricas, funcionais e simbólicas se sobrepõem. Por essa razão, trabalhar em projetos de restauração ou reabilitação de edifícios históricos é algo particularmente complexo, que exige uma reflexão cuidadosa sobre a abordagem a ser adotada: as ampliações e reformas devem buscar total coerência com a linguagem original ou se afirmar como expressões arquitetônicas de seu próprio tempo?
Um projeto pode ser desenhado em linhas gerais, mas é construído nos detalhes. Por mais simples que pareça, uma escada envolve um nível significativo de engenharia. Algumas são visivelmente mais cansativas ou difíceis de subir e descer. Para solucionar isso, no século XVII, o arquiteto François Blondel propôs uma fórmula para garantir a proporção ideal entre espelho e piso — uma equação que, quando respeitada, proporciona um percurso confortável. No entanto, há outro fator igualmente decisivo: todos os degraus devem ser idênticos. Isso pode soar trivial e lógico, mas executar qualquer coisa com precisão é sempre um desafio construtivo. Nosso corpo se adapta rapidamente às dimensões dos degraus, e qualquer variação (mesmo mínima) pode causar tropeços sucessivos ou passos em falso. Um detalhe aparentemente insignificante, quando mal resolvido, pode comprometer o bem-estar e a segurança de um edifício inteiro.
Em 1975, Honduras estava sob um regime militar que já durava mais de uma década, liderado na época pelo general Juan Alberto Melgar Castro. Durante esse período, Tegucigalpa passou por transformações profundas e sem precedentes. O afluxo de pessoas vindas de várias partes do país devido à migração rural transformou a cidade de uma área urbana compacta em uma metrópole em expansão. Esse crescimento inesperado levou o governo a implementar um plano de desenvolvimento e planejamento municipal, projeto que viria a definir o futuro da cidade e a evolução de seu centro histórico. Este artigo foi desenvolvido com a colaboração do arquiteto hondurenho Lisandro Calderón, especialista em Planejamento Urbano e atualmente professor da Universidade Tecnológica de Centro-América (UNITEC), localizada em Tegucigalpa, Honduras.
NDSM Lusthof / Studio Ossidiana. Imagem cortesia de Studio Ossidiana, Riccardo de Vecchi
À medida que a instabilidade climática reformula as prioridades projetuais, a arquitetura é cada vez mais atraída para os debates ecológicos, não como espectadora, mas como participante. Entre os conceitos que ganham força está o de rewilding (ou renaturalização), uma prática fundamentada na restauração de ecossistemas autossustentáveis por meio da reintrodução da biodiversidade, da remoção de barreiras e do reequilíbrio da presença humana na paisagem. Embora frequentemente associado à biologia da conservação, o rewilding também abre novos imaginários espaciais e arquitetônicos — que desafiam as noções convencionais de permanência, autoria e uso.
Desafiar convenções tem sido uma constante na produção artística ao longo da história, sempre buscando ressignificar limites estabelecidos. No século XX, transformações sociais, históricas e tecnológicas criaram o contexto ideal para uma profunda reconfiguração arquitetônica. Nesse processo, o modernismo introduziu novas ideias sobre funcionalidade, rompendo com a ornamentação do passado. No entanto, partindo dessa base, o minimalismo refinou ainda mais a redução da forma à sua essência. Ao focar na relação entre espaço, sobriedade e luz, o movimento minimalista transformou a arquitetura contemporânea e o design de interiores, convertendo as janelas em um recurso fundamental para a percepção sensorial e a interação com a atmosfera e o espaço, abrindo um campo de exploração introspectivo, sensível e refinado.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142793/sem-caixilho-e-mais-como-as-janelas-minimalistas-moldam-as-atmosferas-arquitetonicasEnrique Tovar
A crise habitacional, a necessidade de políticas eficazes de gestão do solo e a crescente demanda por auxílio à habitação são desafios globais, e a Espanha tem dado passos significativos para enfrentar essas questões nos últimos anos. Embora esse esforço esteja intimamente ligado à reabilitação de edifícios obsoletos, ele também aborda os desafios do adensamento e da gentrificação. Esses fatores impulsionaram a exploração de novos modelos de habitação e modos de vida, resultando no desenvolvimento de edifícios residenciais acessíveis, projetados para acolher um grande número de habitantes, sem abrir mão de padrões elevados de qualidade de vida.
Preservação do patrimônio e viabilidade econômica há muito são tratadas como prioridades conflitantes no desenvolvimento urbano. Profissionais de arquitetura geralmente enfrentam uma escolha drástica: projetar para a continuidade da comunidade ou projetar para o retorno financeiro. Projetos contemporâneos em Mumbai mostram que essa oposição é falsa. Por meio de programação estratégica, escolhas de materiais e organização espacial, esses projetos viabilizam edifícios que geram receita sustentável ao mesmo tempo em que fortalecem, em vez de desestruturar, as comunidades existentes.
A reciclagem de alumínio desempenha um papel significativo na redução de emissões e na preservação de recursos no ambiente construído. Com o lançamento do Loop 80, uma liga certificada composta por 80% de material reciclado, a Alumil dá continuidade aos seus esforços para mitigar o impacto ambiental dos materiais arquitetônicos.
Após o lançamento, em 2023, do Loop 60 — o primeiro alumínio certificado com 60% de conteúdo reciclado para sistemas arquitetônicos —, o Loop 80 representa um avanço na eficiência de materiais. Certificado pela TÜV AUSTRIA, o aumento no teor de reciclagem reflete tanto o progresso técnico quanto um alinhamento mais robusto aos princípios da economia circular no desenvolvimento de produtos.
Os playgrounds urbanos estão evoluindo de simples balanços e escorregadores para paisagens urbanas dinâmicas e multifacetadas. Estes novos projetos são muito mais do que apenas locais de lazer; trata-se de espaços integrados de forma planejada que respondem aos desafios urbanos, promovem o senso de comunidade e inspiram a criatividade. Uma forte tendência é o uso intencional de cores e padrões. Projetistas utilizam zonas cromáticas vibrantes para segmentar diferentes áreas funcionais, criando uma experiência visualmente dinâmica que contrasta com o entorno natural. Essa abordagem também pode ser empregada para consolidar uma identidade urbana coesa, com paletas de cores cuidadosamente selecionadas que complementam a paisagem urbana existente.
Há mais de um século e meio, corporações periodicamente assumem o papel de construtoras de cidades. Bairros ou até mesmo assentamentos inteiros que existem na interseção entre o comércio e a vida cívica, as "company towns" (ou cidades-empresa) são tipologias urbanas recorrentes. A cidade corporativa há muito se remodela para se adequar ao espírito de cada época, seja por meio do idealismo pastoral da Inglaterra industrial ou do otimismo cinematográfico da América de meados do século XX. Em sua roupagem mais recente — o distrito de campus de renda mista —, a arquitetura torna-se uma linguagem de pertencimento, branding e persuasão silenciosa.
Narrar uma obra de arquitetura é sempre um desafio. As imagens de um projeto, por mais precisas ou espetaculares que sejam, muitas vezes deixam de fora todo o processo que as tornou possíveis. O registro desses processos — os bastidores da arquitetura — é, sem dúvida, parte fundamental de qualquer obra. E torna-se ainda mais essencial quando tanto o projeto quanto sua metodologia de execução se afastam dos caminhos convencionais. Este é o caso da obra realizada por Susana, responsável por uma propriedade rural sem nenhuma experiência prévia em construção, que assumiu o desafio e o executou por conta própria, guiada unicamente pelas instruções que o arquiteto do projeto, Manuel Ocaña, lhe enviava pelo WhatsApp.