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Arquitetos: THINK TANK architecture
- Área: 1980 m²


O que um têxtil pode fazer que o vidro, a madeira, o concreto ou o metal não conseguem? Os tecidos compostos arquitetônicos não substituem os materiais de construção convencionais. Em vez disso, eles os complementam e, frequentemente, agregam uma nova camada de desempenho ao envelope do edifício. Sua aplicação varia conforme o contexto. Uma membrana composta pode se transformar em um sistema de sombreamento externo para um conservatório tropical, uma pele interna que molda a acústica e a experiência espacial em um museu, ou parte de uma estratégia de fachada que melhora o desempenho ambiental de um edifício existente.

A equipe liderada pelo grupo de engenharia e tecnologia Sener, em colaboração com o escritório de arquitetura britânico RSHP e o escritório valenciano ERRE, foi selecionada para projetar a nova Estação Central de Valência, na Espanha. A proposta foi escolhida pelo Comitê de Avaliação da Adif Alta Velocidad após um concurso para um novo polo ferroviário intermodal que integrará trens de alta velocidade, trens metropolitanos, metrô, bonde, ônibus, táxis e conexões de mobilidade ativa. A nova infraestrutura será coordenada com o projeto planejado do Parque Central, o projeto do Canal de Acesso e o futuro túnel de passagem. O escopo também inclui a reforma da histórica Estação de Valência-Nord, tombada como Bem de Interesse Cultural, preservando seu patrimônio arquitetônico e urbano.


O Lawson Centre for Sustainability, projetado pelo escritório Mecanoo, é o primeiro novo edifício do Trinity College desde 1979. Apontado como um dos projetos mais aguardados de 2026, o edifício foi concebido para ser um dos complexos acadêmicos e residenciais voltados à sustentabilidade mais avançados do Canadá. O Mecanoo trabalhou em colaboração com o escritório de arquitetura de Toronto RDHA para projetar uma comunidade sustentável e um "laboratório vivo", partindo das tradições do College em torno de refeições compartilhadas e encontros comunitários. Em vez da torre de 14 andares originalmente planejada pelo College, a equipe projetou um edifício de escala peatonal que emoldura o campus existente e cria novas paisagens para a produção de alimentos e interações sociais. A visão mais ampla para o campus integrou alimentação, natureza, uso de materiais locais e aprendizado prático sobre vida sustentável.

Asmara, a capital da Eritreia, está situada a mais de 2.300 metros acima do nível do mar, em um planalto na borda da escarpa do Vale do Grande Rift. Embora localizada em um país pouco conhecido pelo turismo de massa, a cidade ganhou fama por sua arquitetura singular. Em julho de 2017, tornou-se Patrimônio Mundial da UNESCO, inscrita sob o título "Asmara: Uma Cidade Modernista Africana" — o primeiro sítio urbano modernista a ser tombado em sua totalidade no mundo, e o primeiro Patrimônio Mundial explicitamente modernista da África. Seu valor patrimonial resultou de uma complexa convergência de dois aspectos da história da Eritreia: um período de intensa construção colonial, impulsionado pelas ambições imperiais da Itália na África, e um longo período de relativo isolamento que preservou a cidade de remodelações urbanas.







A história do brutalismo foi, em grande parte, escrita a partir de uma perspectiva ocidental. Brutalist Asia, da Blue Crow Media, oferece um ponto de vista diferente, analisando como arquitetos e arquitetas de toda a Ásia adotaram, questionaram e transformaram a linguagem arquitetônica associada ao movimento em resposta a condições políticas, climáticas e culturais radicalmente distintas. Abrangendo 28 países — do Japão e Sudeste Asiático, passando pelo Sul e Centro da Ásia, até o Oriente Médio, Irã e Líbano —, o livro reúne 140 edifícios e mais de 150 fotografias, posicionando obras reconhecidas internacionalmente de arquitetos e arquitetas como Kenzo Tange, Paul Rudolph, Balkrishna V. Doshi, Raj Rewal, Charles Correa, Kim Swoo Geun, Leandro V. Locsin e Le Corbusier ao lado de trabalhos importantes, mas menos conhecidos, que expandem nossa compreensão sobre a arquitetura do pós-guerra no continente.
Dentro dessa geografia mais ampla, uma história singular se desenrola no Líbano, onde as ambições do modernismo se tornaram inseparáveis de um país em profunda transformação social, política e urbana. Leia a seguir um trecho do capítulo escrito por Christele Harrouk, que lidera a redação do ArchDaily, no livro Brutalist Asia, que traça a ascensão do brutalismo no Líbano, os arquitetos e arquitetas e as obras que lhe deram uma expressão local própria, e a ruptura que deixou esse projeto modernista inacabado.


A arquitetura esta semana volta-se para a questão do que o ambiente construído pode tornar possível e do que ele pede em troca. Discussões sobre democracia e espaço público analisam como a arquitetura pode apoiar a participação, a equidade e a vida coletiva, enquanto novos projetos residenciais e culturais exploram como os edifícios podem responder às mudanças nas necessidades sociais por meio da adaptabilidade, do compartilhamento de espaços e do reúso de estruturas existentes. Essas preocupações estendem-se aos espaços de exposição, onde a Bienal de Arquitetura de Tallinn examina os custos menos visíveis da construção e a Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires analisa as diversas formas pelas quais a arquitetura molda o habitar. Diante desses diferentes contextos, a arquitetura surge como uma forma de negociar acesso, recursos, comunidade e o valor a longo prazo do ambiente construído.
