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Arquitetos: Atelier M Architects + Planners bv
- Área: 2797 m²
- Ano: 2026
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Fabricantes: NBK Keramik GmbH, Emmerich am Rhein


Um piso que aparenta solidez pode, ainda assim, estar em movimento. As vibrações propagam-se pelo solo e pelas edificações, frequentemente em níveis imperceptíveis para as pessoas. Embora a maioria dessas oscilações tenha pouco impacto nas atividades cotidianas, em alguns laboratórios de pesquisa, instrumentos que medem a matéria em escala nanométrica conseguem registrar movimentos dessa magnitude. Nesses casos, até mesmo o tráfego a quilômetros de distância pode interferir em um experimento.
Outros experimentos impõem exigências distintas aos espaços que os acolhem. Os equipamentos, juntamente com os dutos e instalações superiores, frequentemente demandam um pé-direito maior do que o oferecido por uma laje convencional. Certos processos exigem ventilação contínua, ao passo que os dispositivos geram calor que precisa ser dissipado. Os sistemas que dão suporte a essas atividades ocupam um espaço considerável e, por vezes, geram justamente as vibrações que as pesquisas sensíveis tentam evitar.

Ao mover uma parede no Revit, todas as plantas, cortes e tabelas são atualizados automaticamente. No entanto, basta mudar um material para que a equipe de projeto precise retornar a especificações, planilhas e desenhos, apenas para verificar se todos eles descrevem a mesma escolha.
Para Dave Lemont, que liderou a Revit Technology antes da aquisição pela Autodesk, essa lacuna representa o trabalho inacabado do BIM. Atualmente presidente executivo da Acelab, ele se concentra em um Modelo de Inteligência de Materiais: um registro de produto único e estruturado, conectado a cada documento onde essa especificação aparece. Além disso, trata-se de algo que arquitetos e arquitetas já podem testar por conta própria, uma vez que a Acelab liberou a busca no Material Hub para qualquer pessoa, sem necessidade de criar uma conta.

Neste mês de outubro, a arquitetura na América Latina tornou-se uma plataforma de intercâmbio, reunindo debates sobre o habitar, a identidade cultural, as práticas emergentes e a relação entre o ambiente construído e seu contexto ampliado. De discussões sobre práticas arquitetônicas emergentes e pesquisa de materiais na Design Week Mexico a novas abordagens de habitação, paisagem e espaço público no Chile e no México, os acontecimentos recentes destacam como a arquitetura responde a condições locais específicas. Em toda a região, iniciativas voltadas para a adaptação climática e a recuperação do patrimônio na República Dominicana e na Colômbia também chamam a atenção para as transformações nas responsabilidades das instituições culturais e do ambiente construído.


Lançado em 2017, o The Architecture Drawing Prize é organizado anualmente para celebrar e destacar a arte do desenho de arquitetura em múltiplos formatos e técnicas. Com cocuradoria de Make Architects, Sir John Soane's Museum e World Architecture Festival (WAF), e com apoio do Iris Ceramica Group e ArchDaily como parceiro de mídia, a nona edição anunciou seus 11 premiados. Este ano, as obras foram selecionadas entre 168 propostas enviadas de todo o mundo, com uma premiação especial para desenho à mão. O grande vencedor será anunciado no Sir John Soane's Museum, em Londres, no início de 2027, onde a exposição do prêmio ficará em cartaz de 27 de janeiro a 28 de fevereiro de 2027.

A exposição bienal de arquitetura Time Space Existence retorna para sua 8ª edição com mais de 200 participantes, desde escritórios globais consagrados até estúdios emergentes e instituições acadêmicas. Seus trabalhos serão apresentados em três locais históricos de Veneza: Palazzo Mora, Palazzo Bembo e Giardini della Marinaressa. Muitos nomes já foram confirmados, e a equipe de curadoria está finalizando a lista de participantes.
Dando continuidade ao foco da edição anterior em Reparo, Regeneração e Reuso, a edição de 2027 explora a arquitetura como uma prática que abraça a mudança em vez de resistir a ela. Ela habita o espaço entre o que já foi construído, o que está mudando e o que ainda resta compreender.

O que acontece com um edifício depois que a arquitetura é concluída? Para edifícios destinados ao uso público, sua longevidade depende de fatores que vão além das condições físicas de sua construção. Envolve as atividades que ocorrem neles, as relações que permitem desenvolver, as pessoas que os ocupam e moldam e as estruturas institucionais responsáveis por sua manutenção. No entanto, essas condições nem sempre são asseguradas pelo próprio ato de construir. Elas são continuamente negociadas, muitas vezes por meio de formas de trabalho que permanecem fora da compreensão convencional da prática arquitetônica.
O Drill Hall, no centro de Joanesburgo, oferece uma forma de examinar esse trabalho inacabado. Sua história é marcada por mudanças de uso, ocupação e responsabilidade institucional, mas também por repetidas tentativas de imaginar o que o edifício poderia oferecer à cidade.

Elementos de madeira têm o poder de dotar um espaço ou edifício de calor e aconchego. Através de suas tonalidades, texturas e rusticidade, estas superfícies tendem a se destacar, sobretudo quando utilizadas ao lado de materiais mais neutros e sóbrios. No Aldapeta María Ikastetxea School, projeto desenvolvido por IDOM na cidade de San Sebastian, tem-se um bom exemplo disso. Painéis de madeira trouxeram conforto visual e calor a esta edificação cuja paleta de materiais é exígua, sobretudo com vidros, aço e concreto aparente.



