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Sudeste Asiático: O mais recente de arquitetura e notícia

Transbordamento planejado: como Singapura equilibra inundações, canais e espaço público

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No Bishan–Ang Mo Kio Park, em Singapura, o rio não ocupa um limite fixo. Em condições normais, a água corre por um canal naturalizado ladeado por gramados, vegetação e caminhos que aproximam os/as visitantes do rio. Durante chuvas intensas, a água se espalha pelo parque ao redor, projetado para acomodar fluxos que excedem a capacidade do canal mais estreito. O que parece ser uma paisagem pública funciona também como infraestrutura ativa. A abordagem de Singapura mantém a engenharia de drenagem, ao mesmo tempo em que atribui um papel mais amplo ao território circundante.

Durante décadas, a rede de canais de concreto de Singapura foi fundamental para a gestão de águas pluviais em uma cidade densamente desenvolvida e exposta a intensas chuvas tropicais. Suas superfícies rígidas e canais definidos foram projetados para escoar a água de forma eficiente. Embora esses canais movessem as águas pluviais com eficácia, ofereciam espaço limitado para acesso público, vegetação ou outros usos ao longo das margens. Por meio de seu Programa Águas Ativas, Belas e Limpas (ABC Waters), lançado em 2006, Singapura começou a integrar as vias navegáveis a parques, sistemas ecológicos e espaços públicos. O programa vincula a gestão de águas pluviais ao desenho de parques, canais e espaços públicos.

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Terras Planas, Água Oculta: Arquitetura sobre Terras Conquistadas

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As terras conquistadas à água são frequentemente apresentadas como um novo solo: plano, disponível e pronto para a arquitetura. Elas prometem mais espaço às cidades onde a terra é escassa, permitindo-lhes estender frentes de água e construir distritos culturais. Em alguns casos, essas novas áreas conquistadas também se convertem em centros financeiros, dão origem a parques e projetam futuros além dos limites do território existente. No entanto, a terra conquistada nunca é apenas terra. Trata-se de uma superfície de engenharia, produzida por meio de aterros, diques, sistemas de drenagem e estabilização do solo — uma negociação de longo prazo com a água que ela afirma ter deslocado.

Isso faz da conquista de terras uma das fantasias espaciais mais poderosas e ambíguas da arquitetura. Por um lado, oferece liberdade: uma tábula rasa onde ruas e edifícios podem ser planejados praticamente do zero. Por outro, essa aparente liberdade esconde uma dependência. A terra construída deve constantemente se provar como solo firme. Ela precisa resistir a inundações, suportar fundações, nutrir árvores e sustentar a vida pública sobre um terreno que antes simplesmente não existia.

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Steel Architectural Awards ASEAN 2026 anuncia 12 finalistas, impulsionando a excelência do design regional

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O Steel Architectural Awards ASEAN 2026, promovido pela BlueScope, anunciou os 12 projetos finalistas selecionados para avançar à etapa de avaliação regional da ASEAN. Representando realizações notáveis na arquitetura da Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, os projetos finalistas foram escolhidos por meio de programas de premiação nacionais e agora seguem para a avaliação regional por um júri internacional.

Em sua segunda edição regional, a premiação celebra projetos arquitetônicos que demonstram excelência em design, inovação, sustentabilidade e aplicação criativa de soluções em aço revestido. Sob o tema de 2026, "Moldando Futuros Resilientes: Design Atemporal com Aço Revestido", o prêmio destaca projetos que respondem de forma significativa ao seu contexto, ao mesmo tempo em que geram valor duradouro para as futuras gerações.

Ásia Brutalista: uma nova publicação que recontextualiza a história do brutalismo, do Japão ao Líbano

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A história do brutalismo foi, em grande parte, escrita a partir de uma perspectiva ocidental. Brutalist Asia, da Blue Crow Media, oferece um ponto de vista diferente, analisando como arquitetos e arquitetas de toda a Ásia adotaram, questionaram e transformaram a linguagem arquitetônica associada ao movimento em resposta a condições políticas, climáticas e culturais radicalmente distintas. Abrangendo 28 países — do Japão e Sudeste Asiático, passando pelo Sul e Centro da Ásia, até o Oriente Médio, Irã e Líbano —, o livro reúne 140 edifícios e mais de 150 fotografias, posicionando obras reconhecidas internacionalmente de arquitetos e arquitetas como Kenzo Tange, Paul Rudolph, Balkrishna V. Doshi, Raj Rewal, Charles Correa, Kim Swoo Geun, Leandro V. Locsin e Le Corbusier ao lado de trabalhos importantes, mas menos conhecidos, que expandem nossa compreensão sobre a arquitetura do pós-guerra no continente.

Dentro dessa geografia mais ampla, uma história singular se desenrola no Líbano, onde as ambições do modernismo se tornaram inseparáveis de um país em profunda transformação social, política e urbana. Leia a seguir um trecho do capítulo escrito por Christele Harrouk, que lidera a redação do ArchDaily, no livro Brutalist Asia, que traça a ascensão do brutalismo no Líbano, os arquitetos e arquitetas e as obras que lhe deram uma expressão local própria, e a ruptura que deixou esse projeto modernista inacabado.

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Mapeando narrativas: o que o mapa da ONU revela sobre as reparações simbólicas

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Este artigo faz parte da nossa nova seção de Opinião, um formato para ensaios argumentativos sobre questões cruciais que moldam nossa área.

Durante séculos, a maior parte do mundo se enxergou por meio de um instrumento de representação espacial do século XVI. No dia 4 de setembro, a Assembleia Geral das Nações Unidas votou para mudar esse cenário, adotando uma resolução que solicita a governos, escolas, veículos de imprensa e empresas de tecnologia que deixem de usar a projeção de Mercator onde o tamanho relativo dos países de fato importe, substituindo-a por alternativas de áreas equivalentes, como a projeção Equal Earth de 2018. A votação foi aprovada por 164 votos a 1, sendo os Estados Unidos o único voto contrário.

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O Grande Garuda: A visão inacabada de Jacarta para um litoral à prova de mudanças climáticas

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Houve um momento em que a futura defesa costeira de Jacarta assumiu a forma de um Garuda gigante surgindo do mar. A ave mítica, símbolo nacional da Indonésia, deu forma a uma vasta intervenção costeira destinada a proteger a capital em processo de afundamento contra inundações, ao mesmo tempo em que criava um novo território em mar aberto. Era uma imagem extraordinária: uma muralha costeira transformada em cidade. O projeto Great Garuda é revelador porque mostra o que acontece quando a adaptação climática começa a se sobrepor ao desenvolvimento urbano. A partir do momento em que a infraestrutura de proteção também gera terras valiosas, defender uma cidade e reconstruí-la tornam-se processos difíceis de separar.

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A Cozinha Pública: Como os Mercados Asiáticos Transformam o Ato de Comer em Vida Cívica

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In many Asian cities, eating has never belonged entirely to the private home. It spills into markets, hawker centers, street stalls, and wholesale districts embedded within larger buildings or areas. These are places where the city exchanges information and watches other people pass through. They are not restaurants in the conventional sense, nor are they simply markets. In some way, their vibrancy and usage reflect the society's conditions at that moment. They are public kitchens: shared infrastructures where domestic routines are partially transferred into collective space.

Hong Kong's Municipal Services Buildings and curbside dining are where food is understood not only as culture, but as urban organization. The cooked-food center in the city folds eating into a larger civic machine of wet markets, libraries, and sports halls. The dai pai dong and street-side table, meanwhile, transform the curb into a temporary dining room. Looking beyond Hong Kong, similar questions emerge across the region. How do cities make room for social eating? Where does cooking happen when domestic space is limited? What kind of architecture supports the mess and heat of everyday food?

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Por dentro dos hostels: como os espaços compartilhados reconfiguram o ritmo da vida nômade

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Ao analisar a evolução do morar ao longo da história, percebe-se que os conceitos de espaço, tempo, identidade e lar vão muito além da arquitetura em si. Do início do século XX até os dias atuais, o desenvolvimento humano tem sido moldado por transformações econômicas, sociais, culturais e tecnológicas cada vez mais aceleradas. Os avanços nas tecnologias de informação e comunicação promoveram um mundo de conectividade constante — um fenômeno que, por vezes, acaba distanciando os indivíduos dos espaços físicos que habitam. Em meio a um fluxo crescente de estímulos, interações e plataformas digitais, a vida compartilhada em múltiplas escalas e programas arquitetônicos surge tanto como um desafio quanto como uma oportunidade para reconectar as pessoas com seu entorno, por meio de estratégias de projeto que favorecem a liberdade de movimento e a flexibilidade exigidas pela vida contemporânea.

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Rios antes de estradas: como as vias fluviais do sudeste asiático geraram um urbanismo alternativo

Durante a maior parte do século XX, a arquitetura aprendeu a ler as cidades por meio das vias. As hierarquias viárias definem os planos urbanos, as interseções organizam os fluxos e as construções são compreendidas pelas fachadas que apresentam às calçadas. As vias parecem tão fundamentais para a vida urbana que frequentemente são confundidas com uma condição universal. Em grande parte do Sudeste Asiático, no entanto, as cidades se desenvolveram de acordo com uma lógica espacial inteiramente diferente. Muito antes de os automóveis reorganizarem as paisagens urbanas, os rios serviam como ruas, mercados, espaços cívicos e infraestrutura pública. O deslocamento ocorria primordialmente por barcos, o comércio se desenrolava ao longo das margens e a arquitetura se voltava para a água, e não para o asfalto. Ler essas cidades a partir de suas vias navegáveis altera a própria compreensão da arquitetura. A infraestrutura, nesse caso, não é a rua, mas o rio.

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Brasília e Chandigarh: duas utopias modernistas separadas por um oceano

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Entre as décadas de 1950 e 1960 foram construídas duas cidades que marcariam a história da arquitetura e do urbanismo. Filhas de um mesmo conceito, mas separadas por mais de 14 mil quilômetros, Brasília, no Brasil, e Chandigarh, na Índia, embebidas pelos princípios modernistas, foram planejadas e erguidas do zero.

Ao surgirem em um contexto de profundas transformações políticas e sociais, no qual diversos países buscavam reformular suas capitais como símbolos de progresso, ambas as cidades assumiram um papel estratégico. Por meio da linguagem arquitetônica adotada, reafirmavam narrativas ideológicas e identitárias vinculadas ao poder do Estado.

Tratava-se de cidades criadas em abstrato, seguindo uma visão utópica. Seriam urbes vanguardistas, livres das deficiências que assolavam as cidades de meados do século XX, exemplificando princípios estéticos que refletiriam ideologias políticas progressistas e que abraçariam novas tecnologias – principalmente o automóvel.

No entanto, essa promessa de futuro acabou gerando grandes desafios. Dificuldades que, claro, refletem os percalços sociais e econômicos dos seus países, mas também pode se dizer que são "temperadas" por uma ideia modernista que hoje é colocada em discussão.

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Arranha-céu bioclimático: as estratégias de ecodesign de Kenneth Yeang

Erguendo-se sobre as cidades globais, o arranha-céu moderno há muito tempo é um símbolo de crescimento econômico e declínio ambiental. Durante anos, eles foram criticados pelos ambientalistas por serem consumidores descontrolados de energia. O arquiteto malaio Kenneth Yeang reconheceu o arranha-céu como uma necessidade nas cidades modernas e adotou uma abordagem pragmática para tornar mais verde a tipologia de construção que, de outra forma, seria insustentável. Os arranha-céus bioclimáticos de Yeang buscam combinar a economia de espaço com a sustentabilidade e a melhoria dos padrões de vida.

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A arquitetura tropical da monção asiática

A arquitetura tropical, um termo amplamente utilizado no discurso arquitetônico, carece de uma definição consistente. O adjetivo "tropical" refere-se à zona entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, que cobre mais de 40% da superfície da terra. O calor é possivelmente a única característica compartilhada desta faixa. A zona tropical possui uma variedade de climas, desde áridos até úmidos, bem como uma variedade de contextos geográficos, sociais e econômicos. Ao contrário das zonas temperadas ou árticas, um único termo abrangente é usado para descrever a arquitetura dos trópicos.

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Como as Filipinas estão usando materiais nativos e locais na arquitetura contemporânea

A história e a formação cultural das Filipinas estão refletidas na paisagem construída por todo o país, com suas estruturas e habitações que expressam várias influências das nações que ocupavam as ilhas.

Quando falamos sobre arquitetura e habitações filipinas, de modo geral, podemos pensar na primeira casa filipina conhecida: Bahay Kubo. A Bahay Kubo é uma pequena cabana composta por nipa, bambu e outros materiais regionais. Comumente, muitas pessoas ainda optam por adotar este tipo de habitação, que se modernizou com o passar do tempo e permanece como conceito em casas contemporâneas.

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Por que o bambu é o futuro da construção na Ásia

Os filipinos acreditam que o homem e a mulher surgiram dos nós de uma haste de bambu. Os chineses veem a cana como um símbolo de sua cultura e valores, recitando “não há lugar para se viver sem bambu”. A planta é um símbolo de prosperidade no Japão e amizade na Índia. Junto com mitos e histórias, fortes estruturas feitas de bambu floresceram na Ásia pré-moderna. As formas construídas variaram nas paisagens em mudança dos países orientais, todas compartilhando um aspecto em comum - o respeito pelos ecossistemas naturais.

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Para além do bangalô: a evolução da arquitetura residencial nas Filipinas

A história e a cultura das Filipinas se refletem em sua herança arquitetônica, com inúmeras influências de outras nações abrindo caminho para os designs contemporâneos que vemos hoje, uma mistura de influências culturais entre os edifícios de estilo ocidental. A arquitetura filipina cresceu junto com o progresso da nação e de seu povo, mas as memórias de um passado de glórias ainda estão atreladas à história da nação.

A atual arquitetura filipina é fruto de um autêntico crescimento que enriqueceu a recepção de suas influências. Sua paisagem arquitetônica é um contraste entre pequenas cabanas tradicionais; imponentes fortificações coloniais espanholas; arquitetura americana; e as estruturas contemporâneas e concretas das cidades de hoje em dia. Como resultado, as Filipinas se tornaram um caldeirão arquitetônico. Este artigo explora as maneiras pelas quais a arquitetura nas Filipinas evoluiu desde seus humildes projetos iniciais até as estruturas imponentes que vemos hoje.

Para além do bangalô: a evolução da arquitetura residencial nas Filipinas - Image 1 of 4Para além do bangalô: a evolução da arquitetura residencial nas Filipinas - Image 2 of 4Para além do bangalô: a evolução da arquitetura residencial nas Filipinas - Image 3 of 4Para além do bangalô: a evolução da arquitetura residencial nas Filipinas - Image 4 of 4Para além do bangalô: a evolução da arquitetura residencial nas Filipinas - Mais Imagens+ 14