Quando o principal sistema de drenagem de Londres foi concluído ao norte do Tâmisa em 1868, o Metropolitan Board of Works celebrou a ocasião com um banquete realizado no interior de uma estação de bombeamento de esgoto. A estação de Abbey Mills havia sido construída nos três anos anteriores pelo engenheiro Joseph Bazalgette, em colaboração com o arquiteto Charles Driver, organizada sob uma planta cruciforme com oito motores de viga, dois em cada braço. Seu estilo já foi interpretado como bizantino, medieval italiano, russo, gótico ruskiniano e mourisco, e suas chaminés de ventilação gêmeas, ricamente ornamentadas, erguiam-se a mais de sessenta metros de altura. O construtor a definiu como uma estrutura elegante em meio a um pântano e considerou que ela poderia facilmente passar por uma mesquita ou um templo.
Praticamente todas as outras obras de Bazalgette foram enterradas, e essa exceção não durou mais que um século. O vapor deu lugar a motores elétricos em Abbey Mills em 1933 e as chaminés, tornadas obsoletas desde então, foram demolidas em 1941 por temor de que um bombardeio as derrubasse sobre a estação. A engenharia sanitária consolidou-se em torno de critérios mensuráveis — tais como capacidade de vazão, qualidade do efluente e gradiente hidráulico —, e a aparência estética não figurava em nenhum deles. O tratamento de resíduos migrou para as planícies aluviais, estuários e periferias urbanas, locais onde a terra era barata e a gravidade exercia um papel funcional útil.
"A arquitetura precisa retornar à sua essência." Com esta afirmação, Wang Shu e Lu Wenyu estabelecem a premissa central de sua visão curatorial para a 20ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, que ocorrerá de 8 de maio a 21 de novembro de 2027, no Giardini, no Arsenale e por toda a cidade de Veneza. Intitulada "Do Architecture – For the Possibility of Coexistence Facing a Real Reality", a exposição convoca um retorno ao ato físico de fazer arquitetura, em um momento no qual, segundo a curadoria, a disciplina tem se distanciado cada vez mais da realidade vivida devido ao excesso de abstração, mercantilização e digitalização.
Em vez de focar no que a arquitetura pode vir a ser, os curadores propõem um engajamento renovado com o presente, questionando o que significa praticar a arquitetura hoje por meio de materiais, construção, saberes locais e experiência direta. Essa abordagem se baseia em ideias que há muito fundamentam o trabalho do Amateur Architecture Studio, fundado por Wang Shu e Lu Wenyu em 1997, sobretudo na exploração de técnicas tradicionais de construção, no reuso de materiais e na relação entre a arquitetura e o lugar. A exposição também coloca a questão da coexistência no centro dos debates, explorando como a arquitetura pode conciliar condições aparentemente opostas, da tecnologia ao artesanato, de modos de construir urbanos a rurais, mantendo-se fundamentada nas realidades específicas de cada lugar.
A atividade industrial pode cessar muito antes de seus efeitos desaparecerem do território. Fábricas fecham, edifícios são demolidos e antigos distritos industriais tornam-se, gradualmente, parte de novos empreendimentos residenciais. No entanto, o solo sob eles ainda pode conter vestígios de seu uso anterior, exigindo, por vezes, intervenções complexas antes que a construção possa ser iniciada.
A requalificação dessas áreas levanta um questionamento sobre quanto do solo original pode ser mantido e o que é necessário para construir habitações sobre ele. A extensão da contaminação determina as ações necessárias antes do início das obras, ao passo que o custo de preparação do terreno pode influenciar o próprio empreendimento. Grande parte desse trabalho acaba desaparecendo sob as edificações concluídas, deixando poucos indícios da condição anterior do local.
Modelo IFC / KUBUS360. Imagem cortesia da Vectorworks
O BIM (Building Information Modeling) tornou possível associar uma enorme quantidade de informações a cada elemento de um projeto. Uma parede pode conter sua classe de resistência ao fogo e seu grupo de custos e, mais tarde, até mesmo as informações de manutenção de que o/a gestor/a predial precisará. Essa possibilidade gera uma tentação: se o modelo pode conter mais dados, ele deve conter. Nesse processo, uma questão importante de eficiência pode se perder: o projeto realmente precisa dessas informações, e precisa delas agora?
Para arquitetos/as, o BIM é frequentemente descrito como uma "única fonte de verdade". No entanto, cada propriedade adicional gera mais trabalho, coordenação e manutenção, e as informações inseridas precocemente ou sem um propósito claro podem se tornar obsoletas rapidamente. O que importa é ter a informação certa para as decisões que estão sendo tomadas em cada etapa do projeto. O escritório KUBUS360, sediado em Stuttgart, colocou essa questão no centro de seu trabalho em um complexo administrativo em Baden-Württemberg (Alemanha).
Taliesin West, antiga residência de inverno e estúdio de arquitetura de Frank Lloyd Wright em Scottsdale, Arizona, está fechada ao público por tempo indeterminado após a morte de um visitante em decorrência da queda de destroços do telhado em 16 de outubro de 2026. Segundo o Corpo de Bombeiros de Scottsdale, ventos fortes desprenderam materiais da cobertura durante uma visita guiada, atingindo Rogério Renato Mateucci, de 55 anos, reitor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, no Brasil. Alertas de ventos fortes também haviam sido emitidos para partes do Sudoeste do país naquele dia, e as autoridades estão investigando o incidente como um evento relacionado às condições meteorológicas. A Frank Lloyd Wright Foundation, que administra a propriedade, confirmou o fechamento e declarou que não divulgará outros detalhes enquanto as autoridades concluem a investigação.
A contribuição coreana na Exposição Internacional de Arquitetura de 2027 – La Biennale di Venezia focará na condição de hiperencolhimento do país, o estágio acelerado de contração populacional e envelhecimento social, no contexto das mudanças demográficas globais. Comissionada pelo Arts Council Korea (ARKO) e liderada pelo/a curador/a Janghwan Lee, a exposição contará com contribuições dos/as arquitetos/as Bae Yoonkyung, Kyo Suk Lee e Jaehyub Ko. O projeto curatorial se chama "Catabolismo" (Catabolism), em referência ao processo metabólico por meio do qual moléculas complexas se decompõem em unidades mais simples e liberam energia. Distanciando-se de uma visão de cidades e arquitetura focada na expansão, a equipe utiliza o conceito como uma lente para compreender o encolhimento urbano como uma reconfiguração das relações existentes e o surgimento de novos usos e modos de vida.
O que acontece quando a estrutura não é tratada como um elemento adicionado à arquitetura, mas como algo que a própria arquitetura fornece?
Ao longo da história da arquitetura, a forma sempre forneceu estrutura. Arcos, treliças e outras geometrias estruturais utilizavam a disposição dos materiais para obter resistência, muitas vezes permitindo que elementos individuais desempenhassem múltiplas funções. Hoje, no entanto, os envelopes de edifícios frequentemente dependem de uma hierarquia de elementos isolados: uma estrutura primária suporta as cargas, apoios secundários mantêm os painéis no lugar, suportes conectam as peças e camadas adicionais fornecem fechamento ou acabamento. Juntos, esses componentes exigem mais material, peso, etapas de fabricação e coordenação no canteiro de obras.
Selecionar um material durante o processo projetual envolve mais do que definir uma aparência. Seu comportamento em resposta à luz, ao som, ao toque e à passagem do tempo pode transformar a maneira como um espaço é percebido e utilizado. Paralelamente, fatores como durabilidade, resistência, reciclabilidade e o impacto ambiental associado à sua produção introduzem novas variáveis na tomada de decisões na arquitetura. Para Stephanie Forsythe e Todd MacAllen, cofundadores do estúdio de design e produção molo, com sede em Vancouver, essas considerações levaram a uma exploração do papel e de seu potencial para moldar espaços flexíveis e sensoriais.
O Grand Opera House de Xangai, projetado pelo escritório Snøhetta em colaboração com o East China Architectural Design & Research Institute (ECADI), a Theatre Projects e a Nagata Acoustics, foi oficialmente inaugurado em 17 de outubro de 2026, às margens do Rio Huangpu, em Xangai, na China. A abertura marca a conclusão de um projeto cultural selecionado por meio de um concurso internacional de projetos em 2016 e desenvolvido ao longo da década seguinte. Localizado no distrito de Expo Houtan, o edifício de 146.786 metros quadrados reúne três salas de espetáculos, instalações de produção e espaços de acesso público, integrando a transformação contínua da orla de Xangai.
A Green Field Factory da Karupannya Rangpur Limited, projetada pelo escritório Nakshabid Architects, foi anunciada como a vencedora do RIBA International Prize 2026. Desde 2016, o RIBA International Prize é concedido a "um edifício que demonstra pensamento visionário, originalidade, excelência de execução e faz uma contribuição singular para as pessoas que o utilizam, o entorno e as comunidades." Este ano, a Green Field Factory foi reconhecida por propor um modelo alternativo de projeto e operação industrial, desafiando os ambientes de trabalho tradicionais e criando novas oportunidades para as trabalhadoras. A lista de finalistas incluía outros três projetos: a renovação do Royale Belge em Bruxelas, Bélgica, por Caruso St John Architects em colaboração com Bovenbouw Architectuur e DDS+; a Z33 House for Contemporary Art em Hasselt, Bélgica, por Francesca Torzo Architetto; e a BRAC University em Daca, Bangladesh, projetada pelo escritório WOHA.
Onde rios, reservatórios e o regime de chuvas já não oferecem um abastecimento confiável, a busca por água volta-se cada vez mais para a atmosfera. Neblina, umidade atmosférica e condensação oferecem caminhos distintos para essa captação. À medida que a arquitetura passa a extrair água do ar, superfícies, estruturas e espaços abertos integram-se ao sistema hídrico.
De acordo com o UNICEF, a Estratégia Nacional de Água da Jordânia estima que a disponibilidade anual de água renovável seja de apenas 61 metros cúbicos por habitante — patamar muito aquém dos 500 metros cúbicos usualmente adotados como limite para a escassez absoluta de água. Cerca de metade da população local recebe água encanada apenas uma vez por semana, ao passo que os aquíferos subterrâneos são explorados em um ritmo mais acelerado do que sua capacidade natural de recarga.
Vivos xPoint, EUA. Imagem por VigilanteScout, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Invertendo a narrativa convencional, esta história começa pelo fim: o dia seguinte ao colapso do mundo. Enquanto quase toda a população luta para sobreviver a chamas e tempestades solares, uma fração ínfima é recebida por um guarda fortemente armado na entrada do Survival Condo Project, um antigo silo de mísseis no Kansas convertido há alguns anos em apartamentos de luxo.
Esqueça, portanto, a figura do eremita que estoca comida enlatada no porão ou o profeta do fim dos tempos. Nos últimos anos, o sobrevivencialismo expandiu-se para círculos mais abastados, criando raízes no Vale do Silício entre profissionais de tecnologia de nível executivo e da gestão de fundos de hedge. O que antes poderia ser visto meramente como excentricidade tornou-se também uma forma de pensar o futuro e, para algumas pessoas, uma oportunidade de investimento.
Ao caminhar pela orla de Barcelona, a linha da costa parece sempre ter estado ali: areia, palmeiras, um longo calçadão, restaurantes, lojas e hotéis modernos. No entanto, a realidade é que nem sempre foi assim. Até a década de 1980, a frente marítima de Barcelona era uma barreira ativa de linhas ferroviárias, fábricas e habitações informais, com águas residuais escoando diretamente para o Mediterrâneo. A partir de 1987, a cidade começou a criar continuamente grandes calçadões e passagens entre o tecido urbano e o mar, moldando um ambiente que hoje muitos podem interpretar como um espaço outrora vazio, mas que, na verdade, resulta de décadas de intervenções de infraestrutura e complexidade social, somadas a um esforço municipal para transformar o território urbano e sua relação com a água. Acompanhar essa transformação levanta três questões que estruturam este artigo: quem foi deslocado para abrir a orla, quem a governa hoje e quem a mantém de pé?
O setor de edifícios e construção é responsável por cerca de 39% das emissões globais de CO₂ e por quase 50% da extração global de materiais. As emissões operacionais de carbono, associadas à energia consumida para o funcionamento das edificações, também aumentaram 1%, atingindo 9,9 bilhões de toneladas de CO₂ em 2024, mesmo com a melhora na intensidade de uso de energia (EUI) dos edifícios. Esses números apontam para lacunas persistentes na forma como os edifícios são projetados, construídos e reformados. Uma área crucial para superar essas lacunas é o isolamento do envelope da edificação, que continua sendo fundamental para controlar a demanda de energia, aumentar a resiliência térmica e reduzir as emissões de carbono.
O RIBA Stirling Prize de 2026 foi concedido ao Lion Green Road, um conjunto habitacional em Coulsdon, no sul de Londres, projetado pelo escritório Mary Duggan Architects em colaboração com o RUFFARCHITECTS para o Croydon Council. Composto por 157 residências distribuídas em cinco blocos residenciais, o projeto combina moradias privadas e de aluguel social no terreno de um antigo estacionamento. Apresentado anualmente pelo Royal Institute of British Architects (RIBA), o Stirling Prize reconhece uma edificação considerada de contribuição significativa para a evolução da arquitetura e do ambiente construído. O vencedor de 2026 foi anunciado em uma cerimônia no Old Billingsgate, em Londres, em 15 de outubro, marcando o 30º aniversário do prêmio.
Castelo de Hurst em Hampshire, Inglaterra. Uma fortaleza construída por Henrique VIII que sofreu um colapso parcial em 2021. Imagem via World Monuments Fund
O World Monuments Fund (WMF), uma organização independente sem fins lucrativos dedicada à preservação da arquitetura histórica e do patrimônio cultural desde 1965, recebe indicações por meio do World Monuments Watch, seu principal programa de defesa e conservação. A cada dois anos, o Watch seleciona 25 locais a partir das indicações recebidas de indivíduos e organizações comunitárias em todo o mundo. As indicações para o World Monuments Watch de 2027 foram encerradas em 20 de março de 2026, totalizando 372 indicações públicas de 84 países e territórios. Antes de anunciar os locais selecionados no início de 2027, o WMF apresenta uma análise das indicações. Dados globais apontam três causas principais de ameaça ao patrimônio em todo o mundo: a austeridade governamental, a intensificação dos impactos climáticos e a falta de acesso a habilidades e conhecimentos especializados. Em um momento no qual as prioridades políticas tendem a se afastar da história, o apelo é para que os locais de patrimônio sejam reconhecidos como uma área de oportunidade compartilhada, e não como um fardo.
O que fazem os/as arquitetos/as? Essa pergunta milenar revela a dicotomia perene entre dois aspectos da edificação – como construir e por que construir. Apesar de suas origens antigas e de seu nome derivar do grego antigo, a profissão se transformou ao longo dos séculos. Sua configuração atual, geralmente datada do Renascimento Italiano, estabelece uma distinção entre o ato de construir e a tomada de decisões intelectuais e estéticas por trás dele. No entanto, podemos estar no meio de outra transformação incipiente. Historicamente, a encomenda da arquitetura permaneceu separada da prática, mas, como se pode observar no trabalho do MASS e em projetos como o Moving Windmills Innovation Center, essa distinção começa a se diluir.
Arquiteta: Tina Hočevar. Imagem cortesia de VELUX Group
O que acontece com o espaço sob a cobertura? Em muitas casas, a resposta é simples: ele se torna um sótão, um depósito ou um volume amplamente subutilizado entre o último pavimento e o telhado. No entanto, esse mesmo espaço pode se transformar em um dormitório, home office, sala de brinquedos ou área de estar adicional se a cobertura e o ambiente abaixo dela forem pensados de forma conjunta.
Esse potencial é relevante tanto em edifícios existentes quanto na arquitetura residencial de modo geral. A conversão de um sótão pode adicionar área útil sem ampliar a projeção da edificação, ao passo que projetar uma casa nova já prevendo o aproveitamento do espaço sob a cobertura a torna mais adaptável ao longo do tempo. Portanto, a questão não é apenas como converter um sótão, mas sim como reconhecer o potencial arquitetônico de um espaço subutilizado criado por uma cobertura inclinada.
Esta semana, questões sobre habitação, segurança e o futuro das cidades ganharam destaque, desde o impacto de desastres naturais até o papel da arquitetura na construção de ambientes urbanos mais inclusivos. O Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, celebrado em 13 de outubro sob o tema "A resiliência começa em casa", colocou essas questões em evidência apenas alguns dias após um terremoto de magnitude 7,7 atingir o Panamá, danificando edifícios e provocando evacuações em todo o país. Para além da preparação para desastres, os acontecimentos da semana também refletem esforços mais amplos para atender às necessidades habitacionais, dar novos usos a edifícios existentes e criar espaços voltados para a educação, a cultura e a vida pública.
O escritório português de arquitetura e urbanismo OODA divulgou novas imagens de um projeto de desenho urbano em Praga, na República Tcheca. A proposta transforma uma quadra existente em um lote permeável que abriga habitação de interesse social municipal, unidades comerciais e uma praça central ajardinada. O projeto, intitulado Kodaňská 1441, prioriza a caminhabilidade, a mobilidade verde e o espaço público. Além de abrir novas conexões entre a edificação existente e a malha urbana, a intervenção inclui um projeto de paisagismo assinado pelo LJ-Group e um sistema de gestão hídrica que amplia em 21,5% as superfícies permeáveis do pátio. A iniciativa serve como exemplo de renovação urbana, incorporando preocupações contemporâneas como espaços comunitários, uma relação regulada com o espaço público, áreas arborizadas e o uso sustentável de recursos naturais.
O diploma de arquitetura fornece as bases da disciplina, mas a transição para a prática profissional muitas vezes vai muito além da sala de aula. Adquirir experiência, desenvolver um portfólio e navegar pelas realidades dos escritórios de arquitetura são desafios que muitos/as jovens profissionais enfrentam em seus primeiros anos de prática.
Paisagens de Sal Regenerativas, proposta vencedora do ArchDaily Student Project Awards 2026. Imagem via ArchDaily Student Project Awards
Em tese, participar de um concurso de arquitetura é um dos maiores desafios na trajetória de um/a estudante de arquitetura. O grande atrativo para os/as estudantes é a oportunidade de experimentar, abordando um programa vagamente definido que abre espaço para testar ideias não convencionais e ferramentas desconhecidas fora do ritmo do semestre letivo. Esse distanciamento das avaliações formais é um desdobramento relativamente recente, já que os concursos outrora desempenhavam um papel central no ensino de arquitetura.
Na École des Beaux-Arts, o ensino dividia-se entre o ateliê — onde os/as estudantes desenvolviam projetos sob a orientação de um/a arquiteto/a atuante — e o concurso, no qual um júri de professores/as avaliava o trabalho sem ter acompanhado seu desenvolvimento. Esse modelo foi posteriormente levado a escolas como o MIT, a Penn, e a Cornell por docentes com formação francesa. Com o tempo, a maioria das escolas manteve o ateliê, que se transformou no estúdio de projeto, e relegou os concursos às margens do currículo acadêmico.