1. ArchDaily
  2. Noticias

Noticias

Arquitetura para contemplar a paisagem: 4 mirantes no México, Chile, Colômbia e Equador

Acesso exclusivo | 

Ao projetar espaços para contemplar, a arquitetura entra em diálogo com o território na busca por compreender a paisagem e desfrutar da realidade, seja ela natural ou construída. A partir do convite para contemplar o entorno que nos cerca, profissionais de arquitetura na América Latina embarcam no desafio de construir estruturas que interagem com a natureza, reinterpretam certas tipologias edilícias ou fazem parte do aprendizado e do ensino de arquitetura para as futuras gerações. A ampla variedade de paisagens e culturas disponíveis no contexto latino-americano revela as infinitas oportunidades em que a arquitetura desponta com potencial para fomentar o diálogo entre quem observa e o objeto observado, além de aproveitar a conexão com a flora, a fauna e as demais espécies locais que a região oferece.

Arquitetura para contemplar a paisagem: 4 mirantes no México, Chile, Colômbia e Equador - 1 的图像 4Arquitetura para contemplar a paisagem: 4 mirantes no México, Chile, Colômbia e Equador - 2 的图像 4Arquitetura para contemplar a paisagem: 4 mirantes no México, Chile, Colômbia e Equador - 3 的图像 4Arquitetura para contemplar a paisagem: 4 mirantes no México, Chile, Colômbia e Equador - 4 的图像 4Arquitetura para contemplar a paisagem: 4 mirantes no México, Chile, Colômbia e Equador - Mais Imagens+ 6

Entre a demanda por habitação e as metas ambientais: Alejandro Aravena sobre soluções incrementais e concreto net-zero

Acesso exclusivo | 

Durante a exposição Time Space Existence, organizada pelo European Cultural Centre em Veneza, o arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker Alejandro Aravena e seu escritório ELEMENTAL revelaram um protótipo em escala real para uma nova abordagem em soluções de habitação incremental. Intitulada USB Core — sigla para Protótipo de Habitação com Unidade de Serviços Básicos —, a proposta visa demonstrar como uma construção eficiente pode fornecer todos os componentes habitacionais essenciais em um espaço mínimo. O protótipo é fruto de uma colaboração entre o escritório de arquitetura e a fabricante e pesquisadora de concreto Holcim, sendo construído a partir de uma mistura de concreto com emissões líquidas zero recém-desenvolvida. O projeto também incorpora agregados totalmente reciclados, alinhando-se aos princípios da economia circular. A parceria busca demonstrar uma maneira mais consciente do ponto de vista ambiental, porém economicamente viável, de fornecer serviços essenciais a comunidades vulneráveis sem prejudicar o planeta.

Durante sua estada em Veneza, a editora-chefe do ArchDaily, Maria-Cristina Florian, teve a oportunidade de conversar com Alejandro Aravena sobre as implicações dessa colaboração, a necessidade urgente de moradia e o papel do/a arquiteto/a como coordenador/a de um processo que envolve múltiplos atores.

Entre a demanda por habitação e as metas ambientais: Alejandro Aravena sobre soluções incrementais e concreto net-zero - Imagem 1 de 4Entre a demanda por habitação e as metas ambientais: Alejandro Aravena sobre soluções incrementais e concreto net-zero - Imagem 2 de 4Entre a demanda por habitação e as metas ambientais: Alejandro Aravena sobre soluções incrementais e concreto net-zero - Imagem 3 de 4Entre a demanda por habitação e as metas ambientais: Alejandro Aravena sobre soluções incrementais e concreto net-zero - Imagem 4 de 4Entre a demanda por habitação e as metas ambientais: Alejandro Aravena sobre soluções incrementais e concreto net-zero - Mais Imagens+ 29

Da Índia ao Brasil: 6 espaços esportivos e de bem-estar não construídos que conectam comunidade e qualidade de vida

Acesso exclusivo | 

À medida que as cidades e as paisagens evoluem, a arquitetura é cada vez mais chamada a apoiar o bem-estar, o desempenho e a experiência coletiva. De estádios que honram uma profunda memória cultural a espaços de bem-estar intimistas que promovem a restauração e a conexão, as tipologias de esporte e bem-estar estão se expandindo para além da mera funcionalidade. Elas criam ambientes onde o movimento e a saúde se cruzam com a qualidade do design, a sustentabilidade e o significado social. Hoje, esses espaços vão desde centros de treinamento de elite e clubes recreativos até refúgios contemplativos e instalações públicas inclusivas, moldando a forma como as comunidades se reúnem, se recuperam e celebram sua identidade compartilhada.

Esta seleção de propostas não construídas, enviadas pela comunidade do ArchDaily, ilustra essa diversidade. Em São Paulo, o escritório Luiz Volpato Arquitetura reinventa o histórico estádio do Santos Futebol Clube com uma geometria que preserva a memória da torcida e, ao mesmo tempo, introduz novos usos comerciais e sociais. Em Hanói, a equipe do Van Aelst I Nguyen and Partners traz luz filtrada e ar fresco a um complexo esportivo urbano denso. Em Dubai, o RSP propõe o Haven, um empreendimento residencial ancorado no bem-estar holístico e em experiências voltadas para a natureza, enquanto o escritório indiano Tropic Responses projeta o Aira Club como um centro de lazer consciente em relação ao clima. No alto do Himalaia, o Gadasu + Partners esculpe um spa meditativo na rocha da montanha, e em Isfahan, o Arsh4d Studio repensa os parques femininos segregados para criar um espaço cívico inclusivo e orientado para o futuro.

Da Índia ao Brasil: 6 espaços esportivos e de bem-estar não construídos que conectam comunidade e qualidade de vida - Image 14 of 4Da Índia ao Brasil: 6 espaços esportivos e de bem-estar não construídos que conectam comunidade e qualidade de vida - Image 15 of 4Da Índia ao Brasil: 6 espaços esportivos e de bem-estar não construídos que conectam comunidade e qualidade de vida - Image 35 of 4Da Índia ao Brasil: 6 espaços esportivos e de bem-estar não construídos que conectam comunidade e qualidade de vida - Image 27 of 4Da Índia ao Brasil: 6 espaços esportivos e de bem-estar não construídos que conectam comunidade e qualidade de vida - Mais Imagens+ 34

O Projeto como Argumento: O que é o Pensamento Arquitetônico?

Acesso exclusivo | 

A arquitetura é moldada não apenas por edifícios, mas pelas ideias que os tornam possíveis. Antes das restrições do capital, das regulamentações e das contratações, existe um momento em que a arquitetura tem a permissão de pensar em voz alta. O primeiro confronto com esse momento fértil costuma ocorrer no ambiente acadêmico, na tese. Não se trata de um mero requisito para a graduação, mas de um espaço de liberdade especulativa onde a arquitetura formula hipóteses, constrói argumentos e testa posicionamentos.

Para muitas pessoas, é também a primeira oportunidade de pensar além da estrutura dos programas acadêmicos — uma chance inédita de explorar algo mais pessoal, irresoluto ou até mesmo irracional. Embora seja frequentemente vista como um ponto de chegada, a tese é melhor compreendida como um ponto de partida: o primeiro engajamento com a arquitetura como uma forma de raciocínio, onde o projeto ainda não é uma resposta, mas uma pergunta.

O Projeto como Argumento: O que é o Pensamento Arquitetônico? - 1 的图像 4O Projeto como Argumento: O que é o Pensamento Arquitetônico? - 2 的图像 4O Projeto como Argumento: O que é o Pensamento Arquitetônico? - 3 的图像 4O Projeto como Argumento: O que é o Pensamento Arquitetônico? - 4 的图像 4O Projeto como Argumento: O que é o Pensamento Arquitetônico? - Mais Imagens+ 27

Espaços de Resiliência e Cultura de Celebração no Rio de Janeiro

Acesso exclusivo | 

O Rio de Janeiro, frequentemente chamado de "Cidade Maravilhosa", é uma tapeçaria vibrante tecida por diversos fios culturais, históricos e sociais. Sua história começa com os povos indígenas Tupi, Puri, Botocudo e Maxakalí, que originalmente habitavam a região. O nome da cidade deve-se aos exploradores portugueses que chegaram à Baía de Guanabara em 1º de janeiro de 1502 e, acreditando erroneamente que se tratava da foz de um rio, batizaram a região.

Redefinindo edifícios inteligentes por meio da IA e da inovação de baixo carbono

Acesso exclusivo | 

A humanidade raramente aceita grandes transformações de imediato, sendo muitas vezes freada pelo medo, pelo ceticismo ou pelo apego ao que já funciona. A prensa de Gutenberg despertou o temor da desinformação; a eletrificação urbana gerou alertas por parte de médicos; e a informatização dos escritórios acendeu preocupações sobre a desvalorização da experiência humana. Tais rupturas frequentemente provocam resistência, mas tendem a abrir espaço para a reflexão crítica e para a inovação.

Hoje, com a ascensão da inteligência artificial e a rápida sucessão de inovações tecnológicas, vivemos mais um desses pontos de inflexão. O debate é amplo, inevitável e, como sempre, necessário. Na TRUE Conference 2025, realizada pela Midea Building Technologies (MBT), essa discussão assume dimensões práticas e estratégicas ao articular os avanços digitais a metas tangíveis de sustentabilidade, eficiência e qualidade de vida.

Intervenções contextuais e a valorização do patrimônio: explore a arquitetura do 24 Grados em Honduras

Acesso exclusivo | 

Como a arquitetura pode devolver a relevância a lugares esquecidos? Que diálogos podem surgir quando edifícios e paisagens são tratados não como telas em branco, mas como camadas de memória, identidade e potencial? Para o escritório de arquitetura hondurenho 24 Grados, essas perguntas moldam uma abordagem enraizada na adaptação, no reuso e no desenho contextual. Seus projetos variam desde a restauração de antigas praças espanholas e centros culturais até intervenções em parques naturais e vilas costeiras em Honduras. Cada projeto se apoia na crença de que o desenho pode tecer novamente as relações entre as pessoas, o lugar e o patrimônio.

Intervenções contextuais e a valorização do patrimônio: explore a arquitetura do 24 Grados em Honduras - 1 的图像 4Intervenções contextuais e a valorização do patrimônio: explore a arquitetura do 24 Grados em Honduras - 2 的图像 4Intervenções contextuais e a valorização do patrimônio: explore a arquitetura do 24 Grados em Honduras - 3 的图像 4Intervenções contextuais e a valorização do patrimônio: explore a arquitetura do 24 Grados em Honduras - 4 的图像 4Intervenções contextuais e a valorização do patrimônio: explore a arquitetura do 24 Grados em Honduras - Mais Imagens+ 18

Obra do Ano 2025: O prêmio de melhor arquitetura do ArchDaily en Español

Acesso exclusivo | 

Em 2025, celebramos a décima sexta edição do nosso prêmio Obra do Ano, o maior reconhecimento do mundo da arquitetura na América Latina e Espanha, no qual os vencedores são escolhidos por votação. A partir de hoje, terça-feira, 18 de março, você e todos os nossos leitores e leitoras serão responsáveis por determinar quais foram as obras que, durante 2024, nos inspiraram e que hoje representam fielmente a identidade dos nossos contextos locais.

Nas próximas três semanas, a inteligência coletiva dos nossos leitores e leitoras selecionará centenas de projetos construídos em países de língua espanhola — Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Venezuela e Uruguai.

Os edifícios deveriam ser projetados para se decompor?

Acesso exclusivo | 

Os edifícios são físicos, estáticos e permanentes. Imaginá-los de outra maneira costuma exigir um esforço de criatividade. A indústria tem operado sob essa forte associação entre estruturas e permanência, limitando, sem perceber, as perspectivas sobre o ciclo de vida das construções. Inovações em materiais de construção abriram caminhos para o design circular, desafiando a antiga noção de que os edifícios devem durar indefinidamente. Abordagens emergentes promovem uma arquitetura que acompanha o fluxo e o refluxo da natureza.

Os edifícios deveriam ser projetados para se decompor? - 1 的图像 4Os edifícios deveriam ser projetados para se decompor? - 2 的图像 4Os edifícios deveriam ser projetados para se decompor? - 3 的图像 4Os edifícios deveriam ser projetados para se decompor? - 4 的图像 4Os edifícios deveriam ser projetados para se decompor? - Mais Imagens+ 1

The Rock: A exploração do ofício e da precisão pela Dornbracht

Acesso exclusivo | 

Em uma era de precisão digital, automação por IA e reprodutibilidade em massa, o valor do fazer artesanal humano está sendo ressignificado, e não perdido. É justamente nessa interseção entre a lógica da máquina e a intuição da matéria que a Dornbracht, fabricante alemã consagrada por seus metais esculturais, lança The Rock, a peça de estreia de sua nova linha Atelier Editions.

Inspirado na força primordial da pedra natural, The Rock é um manípulo que se apresenta como um objeto tátil e expressivo, devolvendo individualidade e sensualidade ao cenário contemporâneo de banheiros e cozinhas. Revisitando a icônica série MEM, o design introduz um manípulo ousado de formas orgânicas, usinado a partir de metal maciço com acabamento manual artesanal. Cada peça torna-se uma criação singular, onde a precisão industrial se encontra com a intimidade do feito à mão.

A precisão de um único gesto: Coleção HUM de Philippe Malouin para a QuadroDesign

Acesso exclusivo | 

Comunicar uma ideia utilizando apenas o essencial é um desafio muito maior do que costuma parecer. Dos haicais japoneses às esculturas refinadas de Constantin Brâncuși, muitas expressões artísticas têm buscado condensar o máximo de significado com o mínimo de elementos. Essa economia de forma não é um sinal de escassez, mas de intensidade: cada traço, cada palavra, cada silêncio ganha peso. Há algo de intrinsecamente atraente naquilo que se apresenta de forma simples e bem resolvida, seja um texto que não desperdiça palavras, um/a tenista que se move com gestos intencionais ou uma melodia que é ao mesmo tempo direta e inesperadamente profunda.

Esse mesmo princípio, que transcende diferentes linguagens artísticas, reverbera profundamente no design contemporâneo. Ao serem reduzidos ao essencial, móveis ou objetos cotidianos revelam uma beleza que surge da precisão e transcende sua própria função. Isso fica evidente em HUM, a nova coleção de torneiras desenvolvida pelo designer Philippe Malouin para a QuadroDesign, na qual um simples gesto se transforma em uma linguagem completa.

Paisagens Lúdicas e Imaginação Pública: O Brincar Ambíguo na Vida Urbana de Hong Kong

Acesso exclusivo | 

Quando pensamos em cidades e vida urbana, costumamos focar em infraestrutura, cultura, comércio, vida noturna e densidade. Em metrópoles que parecem oferecer uma infinidade de atividades — especialmente para adultos —, o brincar raramente entra em pauta. No entanto, o ato de brincar deve ser considerado parte vital da vida urbana. O brincar influencia diretamente a maneira como moldamos nossas futuras cidades, a começar pela forma como as crianças interagem com seus ambientes. A experiência lúdica e, mais especificamente, o desenho e a presença de parquinhos infantis deixam marcas duradouras no desenvolvimento dos jovens nas cidades. Esses espaços constituem a primeira conexão física da criança com a paisagem urbana. Sendo assim, o brincar merece muito mais atenção nos debates sobre bem-estar urbano, habitabilidade e projeto do espaço público.

Paisagens Lúdicas e Imaginação Pública: O Brincar Ambíguo na Vida Urbana de Hong Kong - Imagem 1 de 4Paisagens Lúdicas e Imaginação Pública: O Brincar Ambíguo na Vida Urbana de Hong Kong - Imagem 2 de 4Paisagens Lúdicas e Imaginação Pública: O Brincar Ambíguo na Vida Urbana de Hong Kong - Imagem 3 de 4Paisagens Lúdicas e Imaginação Pública: O Brincar Ambíguo na Vida Urbana de Hong Kong - Imagem 4 de 4Paisagens Lúdicas e Imaginação Pública: O Brincar Ambíguo na Vida Urbana de Hong Kong - Mais Imagens+ 13

Concéntrico 2025: A Política da Presença Urbana

Acesso exclusivo | 

A cada mês de junho, a cidade espanhola de Logroño se transforma em um espaço de diálogo arquitetônico, abrindo suas ruas, praças, margens de rios e rotatórias para estruturas temporárias que redefinem como as cidades são habitadas. Ao longo de dez edições, o Concéntrico tem funcionado não como uma feira especializada ou uma bienal de arquitetura, mas sim como um museu portátil — um gesto curatorial que leva uma coleção dispersa de arquitetura contemporânea para o espaço público. Situado em uma cidade suspensa entre planícies áridas e montanhas distantes, longe dos circuitos das capitais e das grandes instituições culturais, o Concéntrico se apresenta como uma promessa temporária. É um lembrete de que mesmo cidades frequentemente negligenciadas podem acolher uma arquitetura atual, diversa e especulativa. Nesse sentido, o festival trata menos de celebração e mais de ativação.

Contudo, para além de sua lógica curatorial, o Concéntrico opera como uma estrutura política. No sentido clássico da polis, o festival convida cidadãos/ãs, arquitetos/as e instituições a reavaliarem o que o espaço público pode ser. As intervenções oferecem propostas especulativas para a vida urbana que revelam o que falta, o que é possível e o que deve ser questionado. Uma piscina temporária sobre uma fonte, uma casa de banho em uma rotatória ou uma refeição compartilhada em uma grande avenida não são meros gestos espaciais — são manifestações políticas que questionam como a infraestrutura urbana pode ser redirecionada do controle para o cuidado, da eficiência para o encontro. Dessa forma, o festival torna-se não apenas um reflexo da cidade, mas um instrumento para sua transformação.

Concéntrico 2025: A Política da Presença Urbana - Imagem 1 de 4Concéntrico 2025: A Política da Presença Urbana - Imagem 2 de 4Concéntrico 2025: A Política da Presença Urbana - Imagem 3 de 4Concéntrico 2025: A Política da Presença Urbana - Imagem 4 de 4Concéntrico 2025: A Política da Presença Urbana - Mais Imagens+ 58

Vozes do ArchDaily: Romullo Baratto

Acesso exclusivo | 

A trajetória de Romullo Baratto na arquitetura começou cedo, influenciada por um ambiente familiar imerso na prática da engenharia e da arquitetura. Crescendo cercado de plantas e maquetes, ele desenvolveu um apreço fundamental pelos aspectos técnicos e criativos do ambiente construído. Embora seu percurso acadêmico o tenha levado a explorar o cinema e a escrita em paralelo à arquitetura, esses interesses multidisciplinares convergiram naturalmente para o trabalho editorial. Tendo começado como tradutor freelancer para o ArchDaily, a sintonia de Romullo com a missão da plataforma o levou a ingressar como Editor do site brasileiro, onde conduziu a publicação a se tornar o primeiro veículo de comunicação a receber o prestigiado Prêmio FNA.

Atualmente Editor-Chefe no ArchDaily Global, Romullo lidera iniciativas de destaque como o Building of the Year Awards, o ArchDaily New Practices e o ArchDaily Topics. Ele aborda o trabalho editorial com o compromisso de destacar projetos e narrativas que ofereçam novas perspectivas e provoquem discussões profundas—evitando a mera busca por tendências passageiras em favor de uma narrativa crítica e repleta de nuances que aprofunde o entendimento profissional.

Quando os/as arquitetos/as projetam o tempo: Tadao Ando e o significado da juventude

Tadao Ando uniu forças com a Cauny para desenhar o mais recente relógio da série The Architects of Time. Trata-se de uma coleção de relógios desenhada por alguns dos principais nomes da arquitetura de nosso tempo—uma iniciativa que a marca quase centenária lançou em 2019 com ninguém menos que Álvaro Siza. De lá para cá, a coleção provou ser uma verdadeira consagração de laureados pelo Prêmio Pritzker: Siza, Rafael Moneo, Eduardo Souto de Moura e, este ano, Tadao Ando.

Sala dentro de sala: espaços acústicos que se adaptam às necessidades contemporâneas

Acesso exclusivo | 

Os ambientes de trabalho e de aprendizado passaram por profundas transformações nas últimas décadas. Nos escritórios, as estações de trabalho fechadas e as salas compartimentadas deram lugar a layouts abertos e colaborativos. Em escolas e universidades, as salas de aula tradicionais, com configurações rígidas, lousas e fileiras de carteiras, foram substituídas por espaços mais dinâmicos, flexíveis e interativos. Em ambos os contextos, o objetivo era incentivar a integração, a criatividade e a troca constante. No entanto, essa abertura também trouxe novos desafios: o aumento das distrações, a sobrecarga sensorial e a dificuldade de encontrar momentos de foco ou introspecção. Quanto mais removemos barreiras em prol da fluidez e da colaboração, mais essencial se torna oferecer momentos de quietude, intimidade e equilíbrio sensorial para quem precisa se autorregular. O desafio é tanto espacial quanto psicológico, levantando uma questão fundamental para a arquitetura: como podemos apoiar a conexão e o recolhimento, a atividade e o silêncio, ao mesmo tempo?

Esperança Silenciosa: Maggie's Centre Hong Kong de Frank Gehry

Acesso exclusivo | 

No início deste mês, a notícia do falecimento de Frank Gehry gerou uma onda de homenagens ao arquiteto por trás de museus exuberantes, salas de concerto e complexos residenciais sinuosos. Em vez de revisitar esse terreno já tão explorado, vale a pena nos determos em uma obra mais contemplativa de sua trajetória: o Maggie's Cancer Caring Centre em Hong Kong. Silencioso, otimista e calibrado para a resiliência cotidiana, o edifício reflete múltiplos registros das intenções de Gehry: um compromisso com a positividade e a sobrevivência — e, em um nível mais pessoal, o próprio acerto de contas de um arquiteto com a perda e os cuidados de fim de vida.

Essa declaração ressignifica o Maggie's Hong Kong, elevando-o a mais do que uma simples encomenda; ela sugere um processo de projeto moldado pelo luto e voltado para o conforto, a dignidade e a possibilidade de esperança — um ethos que se alinha perfeitamente à missão da organização.

Esperança Silenciosa: Maggie's Centre Hong Kong de Frank Gehry - Imagen 1 de 4Esperança Silenciosa: Maggie's Centre Hong Kong de Frank Gehry - Imagen 2 de 4Esperança Silenciosa: Maggie's Centre Hong Kong de Frank Gehry - Imagen 3 de 4Esperança Silenciosa: Maggie's Centre Hong Kong de Frank Gehry - Imagen 4 de 4Esperança Silenciosa: Maggie's Centre Hong Kong de Frank Gehry - Mais Imagens+ 20

Retomando a narrativa: Uma nova geração de museus na África Ocidental

Acesso exclusivo | 

À medida que os países da África se libertavam do colonialismo em meados do século XX, muitos expressaram suas identidades independentes por meio da arquitetura. Esse processo continua várias décadas depois, exemplificado por diversos novos museus na África Ocidental, recém-concluídos ou em fase de planejamento. Embora variem em propósito e forma, essas instituições compartilham objetivos comuns: responder à necessidade de restituição de inúmeros artefatos saqueados durante o período colonial e mantidos majoritariamente em museus europeus; e definir um modelo de museu com identidade local, em contraposição a uma importação descontextualizada.

Retomando a narrativa: Uma nova geração de museus na África Ocidental - 1 的图像 4Retomando a narrativa: Uma nova geração de museus na África Ocidental - 2 的图像 4Retomando a narrativa: Uma nova geração de museus na África Ocidental - 3 的图像 4Retomando a narrativa: Uma nova geração de museus na África Ocidental - 4 的图像 4Retomando a narrativa: Uma nova geração de museus na África Ocidental - Mais Imagens+ 12

A Temperatura da Desigualdade: Repensando as Superfícies Urbanas para um Clima em Transformação

Acesso exclusivo | 

As cidades reúnem o melhor e o pior da condição humana. Elas concentram oportunidades de trabalho, redes sociais e produção cultural, mas também expõem profundas desigualdades sociais. Entre as muitas formas de exclusão urbana estão o acesso limitado ao transporte, à moradia, ao lazer ou a questões de segurança. Uma vertente raramente debatida é a desigualdade térmica. Em bairros de menor renda, onde há menos árvores, parques e superfícies permeáveis, o calor se acumula e o desconforto térmico predomina, resultando em maior consumo de energia e riscos à saúde. À medida que cresce a preocupação com a crise climática, essa discussão se torna mais urgente: o calor extremo já não é apenas um fenômeno climático, mas também uma expressão espacial da desigualdade.

Além da Imagem: Repensando a Arquitetura na Era da IA

Acesso exclusivo | 

© Ulises (@ulises.studio)

A inteligência artificial está se tornando uma presença inegável em nosso cotidiano. Ela ensina, gera conteúdo e rompe as frágeis fronteiras—tanto visuais quanto imaginativas—que antes governavam nossas interações nas redes sociais. Em plataformas como o Instagram, testemunhamos uma enxurrada de imagens onde todo tipo de exercício especulativo é compartilhado livremente, recalibrando nossa compreensão da relação entre arquitetura e imagem. Em meio a essa transformação, profissões inteiras se veem em terreno incerto, à medida que a IA passa a desafiar áreas antes definidas pela expertise humana.

No entanto, sob essa aparente abundância reside o núcleo opaco da IA de código fechado: uma caixa-preta algorítmica que sistematicamente oculta as origens dos dados que consome. Como resultado, suas produções estão inevitavelmente sujeitas a distorções fatuais, anacronismos e vieses sutis ou manifestos. Esse mesmo mecanismo pode esvaziar o significado por trás das linguagens e assinaturas estilísticas de nomes canônicos da arquitetura—manifestando-se, por exemplo, em visões geradas por IA que especulam como projetistas renomados, vivos ou falecidos, poderiam ter reimaginado a Torre Eiffel. Compartilhamos uma dessas imagens para observar e compreender melhor como as pessoas—especialmente arquitetos e arquitetas—respondem às possibilidades e limitações atuais da IA, e às maneiras como ela mimetiza a intenção arquitetônica. A reação foi fascinante, revelando uma mistura de curiosidade, preocupação e reflexão crítica.

Mais do que cinza: 15 projetos que exploram o concreto pigmentado vermelho

Acesso exclusivo | 

O concreto é frequentemente visto como o material da modernidade, definido por sua resistência estrutural, acabamento bruto e inconfundível tom cinza. Tornou-se a paleta padrão da arquitetura do século XX, um símbolo de funcionalidade e permanência. No entanto, o concreto não está limitado a essa identidade cromática. Sua cor é subproduto do cimento, dos agregados e da composição química utilizados em sua mistura, podendo ser intencionalmente alterada por meio da pigmentação. Entre as muitas tonalidades exploradas, o vermelho se destaca — não apenas por sua intensidade visual, mas por sua capacidade de enraizar os edifícios em seu lugar, evocar referências culturais e imbuir a arquitetura de uma presença material ao mesmo tempo elemental e expressiva.

A pigmentação do concreto envolve a adição de corantes de base mineral — geralmente óxidos de ferro — durante o processo de mistura. Diferentemente de tintas ou revestimentos aplicados à superfície, esses pigmentos são integrados diretamente à massa do concreto, garantindo que a cor permeie o material e permaneça estável ao longo do tempo. Os pigmentos vermelhos, em particular, são frequentemente derivados do óxido de ferro (Fe₂O₃), um composto natural encontrado na argila, na hematita e em outros minerais ricos em ferro. Sua tonalidade terrosa e profunda conecta a construção contemporânea a técnicas ancestrais — das argamassas pozolânicas romanas às construções de terra vermelha da África Ocidental e da América do Sul.

Mais do que cinza: 15 projetos que exploram o concreto pigmentado vermelho - 1 的图像 4Mais do que cinza: 15 projetos que exploram o concreto pigmentado vermelho - 2 的图像 4Mais do que cinza: 15 projetos que exploram o concreto pigmentado vermelho - 3 的图像 4Mais do que cinza: 15 projetos que exploram o concreto pigmentado vermelho - 4 的图像 4Mais do que cinza: 15 projetos que exploram o concreto pigmentado vermelho - Mais Imagens+ 27

Construindo o otimismo: lições da adaptação climática em 2025

Acesso exclusivo | 

O risco climático é uma condição global compartilhada, marcada pelo agravamento do calor, escassez de água, inundações e perdas ecológicas que nenhuma fronteira pode conter. Em 2025, essas pressões aguçaram uma consciência coletiva de que os compromissos governamentais e os acordos internacionais não estão acompanhando a realidade vivida. Nos mais diversos contextos geopolíticos, a tensão é imediata e estrutural, revelando lacunas entre a ambição das políticas públicas e a mudança material. Este momento expôs uma dependência crescente de disciplinas fora das estruturas formais para responder de forma rápida, inteligente e com responsabilidade.

Construindo o otimismo: lições da adaptação climática em 2025 - Imagen 1 de 4Construindo o otimismo: lições da adaptação climática em 2025 - Imagem de DestaqueConstruindo o otimismo: lições da adaptação climática em 2025 - Imagen 3 de 4Construindo o otimismo: lições da adaptação climática em 2025 - Imagen 5 de 4Construindo o otimismo: lições da adaptação climática em 2025 - Mais Imagens+ 20

Estes são os projetos vencedores da Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito 2024

Acesso exclusivo | 

Já consolidada internacionalmente, a Bienal Pan-Americana de Arquitetura de Quito (BAQ2024) realizou sua mais recente edição em novembro de 2024, no centro histórico da capital equatoriana. O evento reuniu especialistas do campo da arquitetura de todas as partes do mundo em um espaço de diálogo e reflexão sobre o futuro de nossas cidades, a arquitetura e a paisagem urbana contemporânea. Esta última edição, sob o tema CONVERGÊNCIAS: arquiteturas paisagem, propôs uma reflexão profunda sobre o papel da arquitetura na transformação da paisagem urbana — um debate especialmente relevante em tempos de desafios ambientais, urbanos e sociais.

Estes são os projetos vencedores da Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito 2024 - Image 1 of 4Estes são os projetos vencedores da Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito 2024 - Image 2 of 4Estes são os projetos vencedores da Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito 2024 - Image 3 of 4Estes são os projetos vencedores da Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito 2024 - Image 5 of 4Estes são os projetos vencedores da Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito 2024 - Mais Imagens+ 13

Buildner anuncia os vencedores do Kinderspace 2025 e a próxima chamada para inscrições

A Buildner anunciou os resultados do concurso Kinderspace Edition #2 e lançou a terceira edição anual, o Kinderspace Edition #3, com prazo de inscrição até 26 de novembro de 2025. Após o sucesso de sua edição inaugural, este concurso internacional anual convidou mais uma vez arquitetos/as, designers e educadores/as a explorar novas possibilidades para ambientes de aprendizagem na primeira infância.

Os/As participantes tiveram como tarefa idealizar espaços que inspirem a descoberta, estimulem a imaginação e apoiem o desenvolvimento emocional e cognitivo de crianças pequenas. O objetivo foi ir além do design padronizado de salas de aula e propor espaços inovadores, flexíveis e conectados com a natureza, refletindo uma compreensão mais profunda de como as crianças interagem com o ambiente ao seu redor.

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.