O escritório MAD Architects anunciou a conclusão da Estação Ferroviária de Jiaxing, seu primeiro projeto de infraestrutura de transporte. Localizado na histórica cidade de Jiaxing, 100 quilômetros a sudoeste de Xangai, o projeto envolve a substituição de uma antiga estação disfuncional que funcionou no local entre 1995 e 2019. Com o expressivo desenvolvimento urbano da China, suas estações ferroviárias se transformaram em infraestruturas complexas, colossais e pouco acolhedoras. Com este projeto, o MAD Architects busca resgatar a escala humana, criando uma instalação que atenda aos mais recentes avanços da tecnologia de transportes e, ao mesmo tempo, ofereça espaços confortáveis e fáceis de navegar para as pessoas que a utilizam.
Os trabalhos de renovação na Pirâmide de Menkaura em Gizé, no Egito, têm gerado críticas nas plataformas online nos últimos dois dias. Apelidado pelo chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito como "o projeto do século", a renovação em curso tem como objetivo restaurar o estilo original da pirâmide reconstruindo a camada de granito. Inicialmente, a pirâmide era revestida de granito e perdeu parte da sua cobertura ao longo do tempo.
As autoridades de Veneza deram início a um programa piloto para implementar taxas para os visitantes que passam apenas um dia na cidade. O programa, que foi adiado várias vezes devido a problemas logísticos, foi oficialmente lançado em 16 de janeiro, quando a plataforma de pagamento online se tornou operacional. Embora o escopo do programa deva se expandir, por enquanto, ele será aplicado apenas em determinados dias durante a temporada mais movimentada, entre 25 de abril e 14 de julho.
É possível dizer que existe um material atemporal na arquitetura, em termos estéticos? Seguramente, a madeira e o concreto são fortes candidatos. Não apenas porque são entendidos como representantes da solidez, volume e massa das construções, mas porque oferecem grande variedade plástica nos projetos. O concreto, diferentemente da madeira, possui mais maleabilidade. Ainda que a madeira já ofereça soluções mais moldáveis através de sistemas CLT, por exemplo, o concreto é obtido a partir de uma mistura entre líquido, pó e um agregado, ou seja, uma pasta, que pode ser vertida numa forma, espalhada sobre uma superfície, moldada em formatos diversos.
Independentemente da religião à qual nos identificamos, ou mesmo se renunciamos ou criticamos ativamente a religião organizada em todas as suas formas, um único aspecto do Cristianismo que afeta as pessoas em países predominantemente cristãos em algum momento de suas vidas é a estética clássica da arquitetura da igreja.
Seja frequentando a igreja várias vezes por semana, comparecendo uma ou duas vezes por ano, ou apenas uma vez a cada dez anos para um dos três eventos principais da vida: nascimentos, mortes e casamentos, sempre ficamos impressionados com os arcos elevados, os complexos trabalhos em pedra e, em dias ensolarados, a beleza espiritual e os arco-íris coloridos de luz que fluem através dos vitrais.
Embora a madeira engenheirada e a construção off-site continuem em destaque, as tecnologias digitais associadas voltadas a profissionais de arquitetura tiveram uma evolução mais silenciosa. Com o objetivo de trazer essas questões para o primeiro plano da arquitetura, o QWEB (Quebec Wood Export Bureau) está expandindo sua iniciativa Offsite Wood BIM ao se associar à organização sem fins lucrativos BC Wood Specialties Association.
Por que essa aliança entre leste e oeste é uma excelente notícia para profissionais do setor de AEC? A BC Wood compartilhará sua gama de sistemas de madeira com a plataforma Offsite Wood BIM, melhorando a representação do material no mercado BIM — a exemplo do que já ocorre com outros materiais estruturais. Como a indústria da madeira está estreitamente vinculada a regiões geográficas específicas, essa colaboração quadruplicará o número de tipos de madeira disponíveis na plataforma até 2024. Ao incluir descrições digitais detalhadas desses sistemas no ambiente de modelagem Revit, profissionais da área poderão trabalhar com madeira de forma mais eficaz e eficiente em seus projetos.
Após vencer o concurso internacional para o projeto da Filarmônica Vltava em maio de 2022, o escritório dinamarquês BIG - Bjarke Ingels Group divulgou o projeto arquitetônico detalhado. O projeto mantém o conceito apresentado na competição, que visa conectar a margem do rio com a cobertura da nova edificação por meio de um caminho sinuoso, ampliando o espaço público e convidando os visitantes a interagirem com o volume. A construção está prevista para iniciar em 2027 e a inauguração da Filarmônica está prevista para 2032.
"(Re)membering the See Monster" de Eldry John Infante - Vencedor. Imagem cortesia de WAF
O Festival Mundial de Arquitetura, em colaboração com os co-curadores Make Architects e o Museu Sir John Soane, anunciou Eldry John Infante, arquiteto e ilustrador filipino, como o grande vencedor do Prêmio de Desenho de Arquitetura de 2023. O desenho premiado, intitulado (Re)membering the See Monster, é uma representação cativante em mídia mista de uma plataforma petrolífera desativada. A imagem busca estimular conversas sobre o tema do reaproveitamento, indo além do aspecto físico da estrutura.
Arcos do Teatro Oficina fechados. Foto: Divulgação/Teatro Oficina Uzyna Uzona (X/Twitter)
Segundo os membros do Teatro Oficina, na manhã dessa segunda-feira, dia 5 de fevereiro de 2024, o teatro realizado por Lina Bo Bardi e Edson Elito "foi surpreendido por uma ação truculenta de fechamento dos arcos do beco empreendida pelo Grupo Silvio Santos".
https://www.archdaily.com.br/pt/1012977/teatro-oficina-tem-seu-patrimonio-arquitetonico-violentadoArchDaily Team
Quando os primeiros raios de sol atingem a superfície da cidade sueca de Jukkasjärvi, no momento em que o inverno dá lugar a primavera, este hotel de gelo começa a derreter. São quinhentas toneladas de água que escorrem rumo ao Rio Torne. O que antes eram paredes, pisos e tetos, agora são gotas de água em busca do seu curso natural. Nessa cena que acontece todos os anos desde 1989, tudo é contradição. A solidez e a longevidade da construção, a efemeridade e a transitoriedade da escultura de gelo.
Esta seleção curada da Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que demonstram o uso de formas orgânicas em diferentes tipologias arquitetônicas e programas. Frequentemente, a arquitetura orgânica serve como prova do que somos capazes de criar em 2024, inovando em termos de tecnologia estrutural e de materiais. Do HospiWood, de Vincent Callebaut, ao Cadence Art Center, de Zomorrodi & Associates, estes exemplos revelam uma mudança no pensamento de projeto. Seja em uma villa residencial nos Estados Unidos ou em um resort estruturado em torno de uma piscina curvilínea nos Países Baixos, a arquitetura orgânica tem se consolidado como uma tendência global.
Embora constituam um espaço essencial e integrante da arquitetura residencial, a ampla variedade de possibilidades projetuais para os banheiros frequentemente acabou negligenciada em prol da praticidade. Historicamente concebido sob a premissa da privacidade, o banheiro contemporâneo vem sendo reimaginado para proporcionar uma maior sensação de abertura e conforto — e encontrar um equilíbrio delicado entre privacidade e exposição é algo facilitado por objetos de design como a banheira.
O UNStudio, em colaboração com Arup e a empresa coreana Heerim Architecture, revelou a proposta para a "Roda do Parque da Paz". Projetada como um marco no Parque da Copa do Mundo de Sangam, em Seul, o UNStudio venceu com sucesso a competição preliminar e está pronto para se associar à Seoul Housing & Community Corp. A proposta da roda-gigante faz parte da visão do prefeito para a região, que visa criar novos espaços públicos ao longo do Rio Han para os moradores e visitantes.
O ambiente construído na Índia está envolvido em uma negociação entre tradições antigas, uma população diversificada e ambições globalizadas. Quando se trata de preservação do patrimônio, essas forças convergem para criar uma abordagem distintiva aos esforços de conservação no país. Além dos modelos convencionais vistos em muitas partes do mundo, os projetos de conservação na Índia entrelaçam práticas históricas, envolvimento comunitário e reverência pela essência viva dos edifícios.
Costa Amalfitana. Foto de Raghu Nayyar na Unsplash.
Viver em cidades construídas sobre encostas geográficas é uma experiência singular e desafiadora. Se, por um lado, essas áreas podem oferecer vistas panorâmicas e paisagens impressionantes, por outro lado, a topografia íngreme apresenta uma série de desafios em termos de planejamento urbano, segurança estrutural e riscos socioambientais. Essas cidades exigem cuidados e soluções especiais no projeto de ruas, edificações e infraestruturas, e também o entendimento de que, por motivos de segurança ambiental e da população, nem todas as áreas devem ser ocupadas.
Sessão de planeamento comunitário liderada por mulheres em Kibera, Nairobi, Quénia / Kounkuey Design Initiative (KDI). Imagem cortesia de The Dirt
"Estamos focados em criar um espaço público justo", disse Chelina Odbert, Hon. ASLA, CEO e principal fundadora da Kounkuey Design Initiative (KDI), no National Building Museum em Washington, D.C. E por justo, "queremos dizer livre, inclusivo, acessível, imparcial e equitativo". "Um espaço público justo está aberto a todos". Há acesso ilimitado às ruas e espaços públicos para que as pessoas possam ir para a escola, para o trabalho e serem membros plenos de suas comunidades.
Infelizmente, o espaço público é muitas vezes "intimidante, excludente, inacessível, injusto e desigual" para muitas mulheres, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência e pessoas negras. Arquitetos paisagistas, urbanistas e outros planejadores urbanos precisam entender quem se sente seguro e confortável em espaços públicos, caso contrário, há o risco de perpetuar desigualdades, argumentou Odbert.
https://www.archdaily.com.br/pt/1012755/projetando-espacos-que-sejam-bons-para-as-mulheres-e-para-todosJared Green
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da sexta temporada, Sara conversa com a arquiteta Helena Roseta, sobre o futuro da habitação. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
Há cerca de duas semanas, recebi um e-mail intrigante de Jeff Speck, autor de dois dos livros mais influentes sobre planejamento urbano das últimas duas décadas: Suburban Nation (2010; em coautoria com Andrés Duany e Elizabeth Plater-Zyberk) e Walkable City (2012; reeditado em 2022 com novo material). O comunicado de imprensa que o acompanhava anunciava a criação de uma nova parceria, a SpeckDempsey, “uma nova empresa de planejamento e design que atende a governos, organizações sem fins lucrativos e clientes privados”. Antes disso, Speck era um profissional solo potente e altamente visível, disseminando o conceito de cidades caminháveis. Após passar uma década como diretor de planejamento urbano no escritório de Duany e Plater-Zyberk, Speck atuou como diretor de design do National Endowment for the Arts antes de fundar a Speck & Associates em 2007. Agora, ele uniu forças com Chris Dempsey, um defensor do transporte na região de Boston, com o objetivo conjunto de escalar as práticas de cidades caminháveis. Na semana passada, conversei com eles sobre a nova parceria, sua metodologia e seus planos para o futuro.
O BIG divulgou imagens de seu projeto "Not A Hotel Setouchi" (Não é um Hotel em Setouchi) no Japão. A inspiração para o projeto provém da beleza circundante e das obras de arte paisagísticas japonesas, localizadas no cabo sudoeste da Ilha Sagi, com vista para o Mar Interior de Seto. Composto por três vilas de férias distintas, o Not a Hotel pretende harmonizar influências arquitetônicas japonesas e dinamarquesas.
Cortesia da New Murabba Development Company | Riad
A Arábia Saudita, em meio a uma transformação significativa, não apenas está alterando sua paisagem, mas também redefinindo sua identidade em nível global. Como parte da Visão 2030, que orienta suas ações, o reino está empenhado em promover novos desenvolvimentos, com o objetivo de revitalizar a cultura e diversificar a economia. A capital, Riade, está na vanguarda dessa transformação ao sediar a Expo Mundial de 2030. Isso representa o compromisso do país com o progresso, enquanto vários mega projetos estão em andamento, transformando a estrutura do reino.
Em meio aos diversos projetos, várias empresas de renome estão envolvidas em mega projetos em diferentes escalas. O renascimento cultural, por exemplo, é evidenciado pela Ópera de Snøhetta em Diriyah, enquanto a Torre de Jeddah segue uma trajetória que superará o Burj Khalifa. Ao mesmo tempo, a conversão de uma usina de dessalinização em Jeddah pelo Heatherwick Studio em um próspero centro cultural demonstra a reutilização de espaços industriais. Desde os projetos costeiros da Foster + Partners até os arranha-céus no centro da cidade que estão redesenhando o horizonte, o país passa por transformações significativas em seu ambiente construído.
Associado a uma estética industrial, o metal tem aparecido cada vez mais em arquiteturas residenciais e comerciais. O brilho que o material oferece tem ampliado as possibilidades de combinação entre texturas e cores, conformando uma nova estética para os interiores. Assim, arquitetos e designers tem optado pela superfície metálica para definir planos, bancadas e outros mobiliários que ajudam a conformar o espaço e denotam um tom contemporâneo. Em busca de inspiração para esta tendência, apresentamos algumas formas de trazer o alumínio, ou um semelhante, para o espaço.
Tecer não é apenas uma habilidade técnica, mas também uma forma de projetar experiências materiais. O envolvimento no processo da tecelagem nos permite estruturar, comunicar, refletir e conectar nossos desenhos. Ao experimentar diferentes estruturas de tecido, temos insights sobre como os materiais se comportam sob tensão e compressão. Esse entendimento nos ajuda a ultrapassar os limites dos materiais, resultando em estruturas que ampliam e testam as propriedades dos elementos.
Na arquitetura, o tecer como mecanismo de construção centraliza o abrigo no processo construtivo. Nesse sentido, ele se torna uma manifestação direta da produção material. Além disso, a tecelagem oferece inúmeros benefícios ambientais e sociais ao criar abrigos que interagem ativamente com materiais, ferramentas, tecnologias e potenciais criativos, apoiando assim o placemaking.
Perspectiva a partir da rampa. Image Cortesia de Coletivo LEVANTE
Como a arquitetura e o urbanismo podem voltar a contribuir no debate e na produção de Habitação de Interesse Social (HIS)? Essa foi uma das principais perguntas que orientou o processo de elaboração do Caderno de Diretrizes de Habitação de Interesse Social no Jardim Lapena, desenvolvido pela Fundação Tide Setubal e pelo BlendLab para a região da Zona Leste de São Paulo. Esse caderno reuniu um conjunto de diretrizes sobre habitação, modelo de gestão, implantação e integração com o meio urbano e orientou as propostas para uma Chamada de Projetos + Lapena Habitar realizada no fim de 2022.
Aplicação pixel. Imagem cortesia de Rieder Group / Florian Voggeneder
Atualmente, os conceitos de redução de resíduos e upcycling vêm passando por uma expansão notável em diversos campos da arquitetura, impulsionados pela necessidade de mudar o paradigma dos hábitos de consumo tanto na sociedade quanto na indústria. Essa onda não apenas responde a abordagens sustentáveis, mas também tem demonstrado benefícios significativos em termos econômicos. Hoje, a transformação de diversos recursos, desde a terra escavada até resíduos agrícolas e plásticos, é realizada para criar novos materiais, consolidando, assim, a eficiência e a viabilidade de práticas mais ecológicas.
Nesse contexto, a tecnologia e os dados têm contribuído significativamente para uma melhor compreensão dos materiais e para a exploração de novos métodos de processamento. Nesse sentido, a inteligência artificial tornou-se uma aliada valiosa. Além disso, as inovações em software permitiram maximizar o potencial do que antes era considerado resíduo. Em consonância com isso, a Rieder apresentou uma inovação de produto chamada pixel, com o objetivo de minimizar o desperdício na produção de elementos de fachada fabricados em concreto reforçado com fibra de vidro.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140508/transformando-residuos-em-pixels-de-concreto-reforcado-com-fibra-de-vidroEnrique Tovar