Derivado do trabalho final integrador da Especialização em Arquitetura para a Educação, esta análise aborda o instigante potencial de espaços ociosos no âmbito educativo. Sob o título "Lugares Ociosos para a Educação sem Lugar", o estudo investiga como o patrimônio arquitetônico em desuso pode se transformar na solução para a demanda de infraestrutura própria por parte de instituições de ensino.
Desenvolvido na FADU - UNL, este artigo oferece um olhar sobre a revitalização do patrimônio para atender às necessidades contemporâneas da educação.
PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 07.05.2024 - Fotos gerais enchentes, Av Loureiro da Silva, CAFF e região. Fotos: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini. Flickr user licensed under CC BY-NC 2.0 DEED Attribution-NonCommercial 2.0 Generic
O mundo mudou e aceitar este fato não é mais uma questão de escolha, e sim, de sobrevivência. Nossos regimes de chuvas, períodos de seca, temperaturas médias, nível do mar, tudo está em constante mudança e o posicionamento negacionista de muitos países, incluindo o Brasil, tem gerado situações calamitosas como esta que estamos enfrentando agora.
As enchentes que devastaram o sul do país nos últimos dias não podem ser consideradas fatos isolados. Por conta do aquecimento global, eventos climáticos como esse serão cada vez mais recorrentes. Ou seja, infelizmente, não poderemos impedir que eles aconteçam, mas podemos – e devemos - tornar nossas cidades mais resilientes a essas situações.
Santa Cruz de la Sierra localiza-se nas planícies orientais da Bolívia, às margens do rio Piraí. Sendo a cidade mais populosa do país, ela revela uma extrema complexidade social e cultural, cercada por extensas pampas e planícies. Além disso, representa uma das cidades mais desenvolvidas da Bolívia, contando com um elevado indicador municipal de desenvolvimento sustentável. Investigando a importância da arquitetura comunitária, a apropriação popular, o caráter de urbanidade e outros conceitos, este artigo explora a história por trás do Monumento à Cúpula das Américas a partir de uma série de narrativas, documentações, desenhos e imagens capturadas pelas lentes de Pino Musi.
À medida que cresce a expectativa para os XXXIII Jogos Olímpicos de Paris, a cidade se prepara para sediar um evento esportivo global e embarcar em uma jornada de renovação urbana. Distanciando-se do tradicional modelo centrado em grandes estádios, Paris 2024 adota uma nova abordagem para a experiência olímpica. A arquitetura esportiva tem a capacidade de transcender a funcionalidade e se tornar um espaço de experiência coletiva e celebração compartilhada. Nesse sentido, ela convida pessoas de diferentes origens a criar conexões enquanto celebram o esporte. A seleção curatorial deste mês foca em diversas formas de arquitetura esportiva, estádios, arenas e projetos de paisagismo, analisando quais elementos se unem para moldar diferentes experiências no âmbito da arquitetura esportiva.
Para a Copa do Mundo do Qatar em 2022, o escritório Foster + Partners projetou o icônico e mais tradicional Estádio de Lusail. Na Índia, o M:OFA Studios concebeu o Instituto Nacional de Esportes Aquáticos, rompendo com as normas pragmáticas das instituições governamentais. Em Hangzhou, na China, os Jogos Asiáticos de 2022 apresentaram um novo Campo de Críquete projetado pelo AZUT, que se destaca pela integração da infraestrutura esportiva com a paisagem natural. Enquanto isso, em Ordos, na China, o escritório PLAT ASIA transformou uma praça urbana existente em um Parque Esportivo Inteligente, promovendo o bem-estar e a interação comunitária. Por fim, a Arena da Universidade de Idaho, projetada pela Opsis Architecture, funciona como o principal portal de entrada para o campus universitário, celebrando o espírito do esporte e da comunidade.
Durante a Semana de Design de Milão 2024, a Lasvit apresentou sua maestria na manufatura do vidro e sua abordagem criativa ao design e à arquitetura com sua mais recente instalação, "Re/Creation". Sediada no Palazzo Isimbardi, a marca especialista em vidro artesanal exibiu diversas criações exclusivas, tendo como peça central a instalação "Porta", concebida pelo diretor artístico da Lasvit, Maxim Velcovsky. A obra monumental destacou a experiência da empresa no uso de fornos de vitrofusão e sua trajetória na redefinição da relação entre o vidro e a arquitetura.
"Re/Creation" despontou como uma das principais atrações para os visitantes, oferecendo um espaço para relaxamento. Inspirado na fluidez do vidro derretido, o próprio título faz referência a uma técnica inerente à produção de vidro fundido, na qual o material flui organicamente em direção a uma forma predeterminada sob a ação da gravidade. Nesse cenário de tranquilidade, profissionais da criação foram incentivados/as a desacelerar, promovendo um ambiente propício à revitalização e à exploração criativa.
O Second Studio (antigo The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais criativos em conversas espontâneas que dão espaço para reflexões aprofundadas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios são entrevistas, enquanto outros trazem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, conversam com o arquiteto e acadêmico Alejandro Zaera-Polo, fundador do escritório Alejandro Zaera-Polo & Maider Llaguno Architecture, para discutir sua trajetória; a formação em arquitetura; o período de trabalho no OMA; a fundação de seu próprio escritório; a vitória no concurso do Terminal de Passageiros de Yokohama; a docência; sua passagem pela Universidade de Princeton; a academia contemporânea; e muito mais. Aproveite!
https://www.archdaily.com.br/pt/1140488/the-second-studio-podcast-uma-entrevista-com-alejandra-zaera-poloThe Second Studio Podcast
Plastic Island. Image Courtesy of Emily-Claire Goksøyr
Enquanto lê isso, você pode notar que está cercado por vários itens feitos de plástico. Essa onipresença não é coincidência; a versatilidade do plástico o tornou adequado para uma variedade de aplicações e foi descrito por seu inventor - Leo Baekeland - como "o material de mil usos". No entanto, quando se trata de impacto ambiental, o problema está em suas próprias qualidades: é tão durável, adaptável e fácil de produzir (430 milhões de toneladas por ano) que, de acordo com dados da ONU, o equivalente a 2.000 caminhões de lixo cheios de plástico é despejado nos oceanos, rios e lagos todos os dias.
No ambiente construído, o plástico foi incorporado em vários materiais, produtos e sistemas de construção, contribuindo para uma crise ambiental que afeta seriamente o bem-estar de milhões de seres vivos. Diante desse problema, uma direção possível é afastar-se de seu uso. A busca por alternativas livres de plástico está marcando um caminho em direção a um futuro onde a arquitetura está progressivamente se dissociando desses materiais poluentes, promovendo soluções sustentáveis que reduzem nossa dependência dele e contribuem para preservar o meio ambiente.
https://www.archdaily.com.br/pt/1016375/defendendo-uma-arquitetura-sem-plastico-solucoes-inovadoras-para-o-presente-e-o-futuroEnrique Tovar
Cortesia de [applied] Foreign Affairs, Institute of Architecture, University of Applied Arts Vienna
Os mercados públicos são casos complexos que combinam de forma primorosa a exploração da engenharia com o fomento de uma função pública benéfica. De fato, não é preciso muito para estabelecer um polo comercial aberto e acessível que incentive o intercâmbio comercial e o desenvolvimento econômico de pequenos negócios ou comércios locais. Basta apenas um lote e uma cobertura protetora. No entanto, muitos/as designers e arquitetos/as decidiram levar esse exercício para além do âmbito social, adentrando em uma exploração técnica e material mais profunda.
O Powerhouse, a maior instituição museológica da Austrália dedicada ao design de artes aplicadas e tecnologia, revelou os planos para uma restauração abrangente de suas três sedes localizadas em Sydney, na Austrália, além da abertura de uma nova unidade em Parramatta, na região oeste de Sydney, em 2025. O complexo do Powerhouse Ultimo abriga dois edifícios tombados pelo patrimônio histórico: o Ultimo Powerhouse e o Ultimo Post Office. O projeto de renovação deste patrimônio histórico é liderado por uma equipe de arquitetura formada pelo escritório Durbach Block Jaggers, trabalhando em parceria com Architectus, Youssofzay + Hart e pela equipe de paisagismo do Tyrell Studio.
Os EUA têm uma longa tradição de republicanismo e capitalismo de laissez-faire que historicamente não favoreceu uma política habitacional federal robusta ou a intervenção estatal no mercado de moradia. Os/as formuladores/as de políticas acreditavam que a iniciativa privada seria mais capaz de fornecer habitação suficiente e que, assim como na saúde e na educação,[1] o envolvimento do governo traria o “socialismo” e um controle indesejável do livre mercado. Há duas grandes exceções a essa tradição: a Lei Nacional de Habitação de 1937 (National Housing Act), decorrente da devastação da Grande Depressão, e a “guerra contra a pobreza”, iniciada pelo governo Johnson em meados da década de 1960.[2] Apesar do sucesso desses programas, as políticas habitacionais federais subsequentes visaram, em grande parte, enfraquecê-los, fosse por má-fé ou por negligência. Em vez disso, a política federal buscou principalmente promover a casa própria — o sonho americano —, mas essa abordagem foi desmantelada pelo colapso financeiro decorrente da crise dos empréstimos subprime e seus desdobramentos. O resultado é que hoje praticamente não existe uma política habitacional federal coerente. Trinta e cinco milhões de estadunidenses vivem em moradias precárias, e uma parcela significativamente maior compromete metade de sua renda para manter um teto sobre a cabeça. A construção residencial está em níveis historicamente baixos, e os custos de construção subiram tanto que se tornaram inacessíveis para o cidadão ou cidadã comum.
O Festival de Arquitetura e Design Concéntrico celebra seu 10º aniversário de 25 de abril a 1º de maio de 2024, com uma edição que busca refletir sobre o impacto do festival anual na cidade de Logroño, na Espanha, bem como analisar como a cidade continua a evoluir. Por meio de instalações, exposições, palestras, performances, oficinas e atividades, o Concéntrico propõe uma reflexão sobre o ambiente urbano, convidando arquitetos/as e designers a intervir e desafiá-lo, ao mesmo tempo em que abre debates sobre questões urgentes.
Embora o tema oficial do festival tenha se concentrado no futuro das cidades, os/as arquitetos/as e designers convidados/as levaram essa proposta além. Diversos temas e abordagens transversais surgiram durante o evento deste ano, desde a incorporação de conceitos de tempo — um elemento incomum de ser abordado por meio de instalações temporárias — até o desejo de dialogar de forma mais sincera com o público em geral, ouvindo suas demandas e criando plataformas onde diferentes perspectivas possam assumir o protagonismo.
A fabricação de materiais e produtos sustentáveis exige uma análise constante sobre como conservamos os recursos e gerenciamos os resíduos de maneira eficaz. Esse cenário se desenrola em um momento no qual os impactos ambientais do aquecimento global e da crise climática se tornam cada vez mais evidentes. Diante desse panorama, manter o debate sobre a destinação de resíduos é fundamental para gerar impactos positivos em nosso meio ambiente e maximizar as oportunidades da economia circular.
Alinhada a essa perspectiva e demonstrando compromisso com a sustentabilidade por meio da redução de resíduos e da conservação de recursos, a VitrA desenvolveu uma cuba de lavatório inteiramente feita com resíduos 100%* reciclados, incluindo cerâmicas descartadas de seu próprio processo de fabricação. Esse produto inovador foi projetado para gerar o menor impacto ambiental possível, reduzindo em 30% o potencial de aquecimento global de sua produção por unidade e transformando o que antes era considerado descarte em recursos valiosos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140442/transformando-residuos-descartados-em-uma-cuba-100-percent-star-recicladaEnrique Tovar
Para quem busca uma arquitetura notável na Europa, Luxemburgo se destaca como um destino especial imperdível. Situado entre a Bélgica, a França e a Alemanha, este pequeno país surpreende por sua rica história, paisagens deslumbrantes e arquitetura vibrante. Embora diminuto, o país é culturalmente efervescente e oferece uma gama fascinante de obras arquitetônicas a serem exploradas. De castelos antigos a marcos modernos, a paisagem arquitetônica diversa de Luxemburgo promete uma jornada pelo tempo e pelos estilos.
Google Earth e Maxar Technologies, organizado por Adriano Liziero (@geopanoramas)
O mundo está de olho na Amazônia. Dados geográficos desse território, de 6,74 milhões de km2, espalhado por oito países da América Latina, são constantemente estampados nas mídias nacionais e internacionais. Os números preferidos das matérias estão sempre vinculados a sua magnitude como a maior floresta tropical do mundo, o lar de 10% da biodiversidade mundial, a responsável por 15% da água doce do planeta. No entanto, pouco se fala sobre o que acontece debaixo de suas árvores, no chão onde as pessoas vivem.
“O Constitution Gardens se tornará um hotspot de biodiversidade no National Mall”, afirmou Adam Greenspan, FASLA, sócio/a de design da PWP Landscape Architecture. “Criaremos um jardim inspirado na natureza, respeitando o desenho histórico.” O Constitution Gardens, em Washington, D.C., foi inaugurado em 1976 para comemorar o bicentenário da Revolução Americana. Conceitos delineados no Plano McMillan e projetos de Dan Kiley e do SOM moldaram a paisagem.
No entanto, ao longo dos últimos quarenta anos, os jardins sofreram com o abandono e tornaram-se apenas uma área de passagem a caminho de outros destinos mais populares do parque. Agora, a segunda fase de um plano de três etapas para revitalizar o jardim foi aprovada pela Commission of Fine Arts e pela National Capital Planning Commission. O projeto da PWP Landscape Architecture e da Rogers Partners Architects criará uma “nova paisagem ecológica” projetada para as pessoas e para centenas de espécies vegetais e animais.
A prática da arquitetura tem se concentrado tradicionalmente em serviços personalizados e baseados em projetos — um modelo consolidado e continuamente preferido por profissionais do setor. Embora essa abordagem resulte em ambientes construídos notáveis, ela enfrenta dificuldades para alcançar escalabilidade e longevidade. O setor de arquitetura tem demonstrado pouco interesse em explorar práticas, processos e modelos de negócios alternativos, especialmente considerando que o modelo tradicional é tão vulnerável aos ciclos de mercado quanto qualquer outra indústria. Soluções de projeto sob medida, a pedra angular da prática convencional, tornam a padronização de processos e a escala de serviços um grande desafio. Esse foco também resulta em fluxos de trabalho fragmentados entre escritórios e parceiros. Além disso, a estabilidade e a consolidação das práticas tradicionais podem gerar uma cultura avessa ao risco, dificultando inovações disruptivas no setor.
A construção modular é um processo no qual uma edificação é construída fora de seu local de implantação definitivo, em um ambiente de fábrica controlado, utilizando materiais idênticos e obedecendo a um conjunto de normas e regulamentos. O método foi inicialmente introduzido como uma solução na busca por sistemas construtivos eficientes, com controle de qualidade e viabilidade econômica. Esse método de construção industrializada evoluiu para atender a demandas históricas e, recentemente, passou a despertar um interesse renovado. Esses "módulos" são então transportados para o canteiro de obras e montados para compor a estrutura final, atendendo aos mesmos padrões técnicos de instalações construídas de forma convencional. Apresentando benefícios potenciais em termos de redução de resíduos, eficiência energética, respostas a emergências e rapidez no desenvolvimento, essa metodologia vem ganhando força em todo o mundo.
Nos últimos anos, a construção modular consolidou-se como um divisor de águas no setor da construção civil, especialmente no Oriente Médio e na região do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Diante da crescente adoção de soluções inovadoras para atender às demandas em constante evolução da região, a construção modular desponta como uma alternativa atraente. Com o aumento da conscientização e os avanços tecnológicos contínuos, essa metodologia pode oferecer uma alternativa viável às práticas construtivas tradicionais na região do CCG.
Buildner anunciou os resultados do Museum of Emotions Competition, um concurso internacional anual de projeto que desafia os/as participantes a explorar até que ponto a arquitetura pode ser utilizada como ferramenta para evocar emoções.
O edital propõe o projeto de um museu conceitual com duas salas de exposição: uma projetada para induzir emoções negativas; a outra, para induzir emoções positivas. Os/As participantes são livres para escolher qualquer terreno de sua preferência, real ou imaginário, bem como a escala do projeto. O significado de "positivo" e "negativo" fica aberto a interpretações: quais seriam as duas emoções que um/a designer consideraria contrastantes? Como um/a arquiteto/a poderia conceber espaços que provoquem medo, raiva, ansiedade, amor ou felicidade?
A arquitetura reflete a cultura da qual se origina, ao mesmo tempo que aspira a liderar essa cultura. Isso é quase um oximoro, uma vez que refletir e projetar nossos valores é parte essencial de toda vida humana, e a arquitetura é primorosamente humana. Nossos edifícios nos personificam, com todas as nossas contradições.
A edição deste ano da Milan Design Week reuniu profissionais de design e arquitetura, produtores e figuras proeminentes do setor. As atividades dividiram-se entre o Salone del Mobile no pavilhão Rho Fiera, uma feira de negócios com mais de 1.950 expositores, e o Fuorisalone, com eventos espalhados por Milão. Com inúmeras instalações por toda a cidade e uma vasta programação de eventos, palestras e debates, a Milan Design Week se consolida como um dos marcos mais importantes do design global. Para arquitetos e arquitetas, trata-se de uma oportunidade não apenas de trocar ideias, mas também de contribuir de forma ativa por meio de colaborações e investigações interdisciplinares.
Este ano, diversos arquitetos e arquitetas de renome internacional estabeleceram parcerias com marcas de mobiliário e iluminação, explorando a interseção entre o design e a arquitetura. Apesar da mudança de escala, muitos desses produtos refletem a linguagem arquitetônica marcante de seus autores, oferecendo um vislumbre dos princípios que norteiam sua prática profissional. Para além das investigações estéticas, muitas das peças selecionadas abordam temas de grande relevância atual, desde a urgência no desenvolvimento de materiais mais sustentáveis e com menor pegada de carbono até o impacto potencial de novas tecnologias, como a inteligência artificial.
Cortesia de Feldman Architecture e Western Window Systems
Ao projetar uma residência moderna integrada à natureza em Palo Alto, Califórnia (EUA), o arquiteto Tai Ikegami levou a sério sua responsabilidade de proteger e reverenciar as magníficas árvores existentes no terreno.
“A casa foi projetada em torno de uma série de árvores no terreno — um carvalho na frente, outro carvalho na lateral e uma sequoia nos fundos. São árvores imponentes e de grande escala”, afirma Ikegami, sócio do escritório Feldman Architecture, de São Francisco.
Para se diferenciarem em mercados competitivos, as principais marcas de varejo do mundo estão recorrendo ao design de varejo para cultivar comunidades de entusiastas de suas marcas. Como os métodos tradicionais de marketing já não engajam o público consumidor, os espaços físicos oferecem um caminho para experiências mais imersivas e personalizadas, alinhadas aos seus valores e estilos de vida. A evolução das preferências da clientela tem levado à criação de experiências de varejo autênticas, que agora funcionam como áreas de lazer e entretenimento. Projetar pontos de venda que incentivem o engajamento, a exploração e o sentimento de pertencimento permite que as marcas cultivem um público fiel.
Quando Wallace S. Broecker introduziu pela primeira vez os conceitos de aquecimento global na década de 1970, é provável que a sociedade não antecipasse as implicações desse fenômeno. Hoje, mais de 50 anos depois, deixamos de apenas prever um cenário climático adverso para presenciá-lo diretamente. Atualmente, é evidente que a Terra bate recordes de temperatura ano após ano, como resultado de uma disparidade na resposta global e de uma redução de emissões de carbono que avança lentamente.
Para reduzir as emissões de CO2 na arquitetura, é crucial implementar estratégias eficazes que abordem tanto a fabricação de materiais quanto o ciclo de vida dos edifícios, bem como o consumo de energia durante o seu uso. Em países como os EUA, aproximadamente 45% do consumo de energia no setor residencial é destinado ao aquecimento e resfriamento dos espaços, tornando fundamental a adoção de um projeto eficiente dos edifícios, especialmente na fachada. Para alcançar este objetivo, estão sendo implementadas políticas que promovem a transição para um modelo mais sustentável. Nesse novo modelo, as certificações de sustentabilidade para edifícios fornecem uma estrutura de medição e avaliação do consumo de recursos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140309/a-cortina-elemento-chave-na-certificacao-de-edificios-sustentaveisEnrique Tovar
A fronteira entre os Estados Unidos e o México é uma região de grande relevância histórica, cultural e econômica, onde emergiram cidades de fundamental importância para a América do Norte. Tijuana—localizada no nordeste do México— é uma dessas cidades. Desde seus primórdios, no século XVIII, tem experimentado um crescimento urbano exponencial, estreitamente ligado à vizinha San Diego. Compreender Tijuana em sua totalidade só é possível a partir dessa conexão. Por essa razão, junto a San Diego, ela foi eleita a Capital Mundial do Design de 2024, celebrando a interação e a troca cultural entre as duas cidades.
Historicamente, a cidade tem sido um caldeirão de nuances refletidas em sua paisagem urbana. Exemplos como o Centro Cultural de Tijuana, projetado por Pedro Ramírez Vázquez e Manuel Rosen, mostram a busca da cidade por um estilo moderno. Por sua vez, o Edifício OTAY Cross Border Xpress explora a relação entre os países em um complexo cujo programa arquitetônico se estende para ambos os lados da fronteira. Nesse sentido, projetos contemporâneos contribuem para o desenvolvimento de uma nova fase na vida da cidade, criando espaços públicos.