Os faróis se erguem ao longo das margens de continentes e ilhas há séculos como pontos de luz em vastos territórios marítimos. Solitárias sobre falésias rochosas, recifes e cabos, essas torres funcionavam como ferramentas de navegação e instrumentos de clareza espacial, moldando litorais e definindo o limite entre a terra e o mar. Construídas para guiar, alertar e localizar, elas constituíam uma rede global de visibilidade muito antes do advento do mapeamento digital. No entanto, à medida que as tecnologias marítimas evoluíram, muitas dessas estruturas perderam seu propósito original. A tipologia, outrora essencial, encontra-se hoje à beira da obsolescência. O que resta não é meramente uma relíquia arquitetônica, mas uma forma espacial poderosa — resiliente, simbólica e cada vez mais aberta a reinterpretações.
À medida que as cidades e comunidades se adaptam a novas realidades culturais, ambientais e sociais, a arquitetura assume um papel cada vez mais amplo na criação de espaços de resiliência, encontro e imaginação. Esta edição do Architecture Now destaca seis projetos recentes que abrangem diferentes continentes e tipologias — desde a requalificação de paisagens pós-industriais até a arquitetura sacra, pavilhões culturais e centros cívicos. Seja por meio de inovações em madeira engenheirada em Vancouver e Jülich, reuso adaptativo em Ostrava, um pavilhão infantil em Londres, um centro espiritual na Índia ou uma igreja paramétrica em Kyiv, cada projeto demonstra como o design pode conectar patrimônio e inovação ao mesmo tempo em que promove conexão, cuidado e comunidade.
O ornamento arquitetônico tem sido um tema recorrente de debate no setor há décadas. Essa prática, amplamente abandonada durante o movimento modernista, pode agora estar diante de uma plataforma que viabilize seu ressurgimento, graças à convergência atual entre robótica, inteligência artificial (IA) e fabricação digital. A tecnologia parece ter eliminado o principal obstáculo ao detalhamento decorativo: o alto custo da mão de obra manual qualificada. No entanto, essa nova capacidade técnica exige um exame crítico: o que a ornamentação realmente representa e o que ganhamos ou perdemos ao ressuscitá-la por meio do design algorítmico?
Antes restritos às indústrias aeroespacial e automotiva, os materiais compósitos passaram a desempenhar um papel cada vez mais central na arquitetura contemporânea. Ao associar dois ou mais componentes, como fibras e polímeros, eles oferecem leveza e resistência, alta durabilidade, liberdade formal e um melhor desempenho ambiental. Sua incorporação à prática arquitetônica marca uma profunda transformação na maneira como projetamos, fabricamos e habitamos o espaço.
A Escandinávia é moldada por condições ambientais que testam tanto a resistência humana quanto a engenhosidade arquitetônica, com invernos longos definidos pela luz do dia limitada, baixos ângulos solares, neve profunda e ventos gelados que transformam o movimento cotidiano, o encontro e o habitar em atos deliberados. Nesse contexto, a arquitetura nunca é neutra, e a hospitalidade nunca é incidental. Edifícios que acolhem visitantes em cidades, florestas e litorais devem responder diretamente à escuridão e ao frio, não ao negá-los, mas ao criar mundos interiores que oferecem orientação, calor e alívio psicológico. O ato de acolher na Escandinávia é, portanto, indissociável do clima, fundamentado na compreensão de que o abrigo, a luz e a presença humana são recursos fundamentais em ambientes árticos.
A nova sede da Cybernet Systems foi projetada com base no conceito arquitetônico japonês de flexibilidade, promovendo bem-estar, colaboração e produtividade. Como líder global em Engenharia Auxiliada por Computador, que apoia a produção industrial por meio de soluções digitais avançadas, a empresa materializa na sede — localizada no edifício Fuji Soft Akihabara, em Tóquio — seu compromisso de criar uma comunidade dinâmica e voltada para a tecnologia.
Desenvolvido pelo escritório MB-AA (Matteo Belfiore Architect & Associates) e pela Shukoh, em colaboração com a Cybernet Systems, o projeto traduz os valores corporativos em design espacial. Minimalismo, iluminação natural e amplitude definem o ambiente. Divisórias transparentes e layouts adaptáveis estimulam a comunicação, ao mesmo tempo que permitem a cada colaborador/a personalizar seu espaço de trabalho. Bem-estar, criatividade, flexibilidade e tecnologia constituem o cerne do projeto.
Uma casa ancestral no vilarejo rural de Willendorf in der Wachau parece vigiar um pomar de árvores frutíferas. As árvores resistem há gerações e, até hoje, fornecem os frutos que servem de base para o negócio da família. Delimitados de um lado pelo rio Danúbio e do outro pela encosta do vale, tanto a casa quanto o pomar testemunharam juntos a passagem de inúmeras estações. A cada transição entre a escuridão e a luz, do inverno ao verão, surge a inevitabilidade da mudança.
Serpentine Gallery Pavilion 2011, projetado por Peter Zumthor. Foto por Walter Herfst
Em 1902, o físico Philipp Lenard descobriu que a fragmentação das gotículas de água em ondas, cachoeiras, chuva ou névoa libera íons negativos no ar. Isso ocorre porque, ao se romperem, as gotículas separam suas cargas elétricas: os elétrons, menores e mais leves, aderem às partículas suspensas no ar, enquanto as cargas positivas permanecem na água ou se dissipam rapidamente. Esse fenômeno aumenta a concentração de íons negativos no ambiente, o que pode influenciar diretamente nosso corpo e mente, interagindo com neurotransmissores e funções celulares essenciais. Não é por acaso que muitas pessoas relatam sensações de bem-estar, energia e clareza mental após passarem algum tempo em praias, cachoeiras ou florestas. No Japão, essa conexão com a natureza é explorada na prática do Shinrin-Yoku, ou "banho de floresta", que promove relaxamento e revitalização simplesmente através do contato com o ambiente natural.
À medida que a arquitetura navega por um mundo em rápida mudança, moldado pela urgência ecológica, pela transformação social e pela aceleração tecnológica, a noção de inteligência se transforma. Não mais restrita à cognição individual ou à computação artificial, a inteligência pode emergir da memória cultural, de práticas coletivas e de sistemas adaptativos. Nesse sentido mais amplo, a arquitetura torna-se um campo de convergência onde as inteligências natural, artificial e social se cruzam para oferecer novas formas de projetar e construir.
As tradições vernáculas incorporam gerações de conhecimento ambiental, frequentemente transmitidas por meio de materiais, técnicas de construção e lógicas espaciais finamente sintonizadas com as condições locais; as plataformas participativas expandem a tomada de decisões para comunidades mais amplas para que participem da modelagem de seus ambientes, redistribuindo a agência no processo de projeto; e os processos computacionais simulam e respondem a dados complexos em tempo real, trazendo a capacidade de analisar, simular e responder a variáveis complexas — sejam ambientais, sociais ou comportamentais — oferecendo novas formas de adaptabilidade.
Nos Estados Unidos, quase 1 em cada 10 crianças é afetada pela asma, uma condição com taxas significativamente mais altas nas áreas urbanas do país. No entanto, em uma comunidade nos arredores de Atlanta com uma população de mais de 300 crianças, não foi registrado um único caso da doença. Isso é intencional. A maioria das cidades e bairros do país não é projetada levando em consideração a biologia humana — uma negligência que contribui para a prevalência crescente de doenças cardiovasculares e problemas de saúde mental. Estaríamos tratando condições crônicas como questões puramente médicas quando, na verdade, elas podem ser sintomas de um planejamento urbano deficiente?
À medida que a inteligência artificial (IA) se torna cada vez mais integrada à sociedade, torna-se essencial pausar e refletir sobre os fundamentos que a sustentam — e as dimensões até as quais ela se estende. No cerne do aprendizado da IA estão os conjuntos de dados (datasets), cuja estrutura e conteúdo moldam a maneira como esses sistemas interpretam e respondem ao mundo. Essa dependência cria uma profunda interdependência — que não apenas informa as capacidades da IA, mas também define seus potenciais pontos cegos. Diante disso, cabe perguntar: quais formas de compreensão esse processo pode excluir, especialmente aquelas difíceis de serem capturadas em formato digital?
A intersecção entre arquitetura e medicina moldou profundamente o design modernista, campo no qual a transparência, a luz e o ar se tornaram ferramentas essenciais na busca pela saúde. Surgidos a partir da crise de tuberculose do final do século XIX e início do século XX, os sanatórios evoluíram de instalações médicas para campos de testes de inovação arquitetônica. A necessidade de ar fresco, luz solar e esterilidade transformou esses espaços em protótipos para os princípios modernistas, influenciando a organização espacial, as escolhas de materiais e as filosofias de projeto que se estenderam muito além dos cuidados de saúde.
Mais do que locais de tratamento, os sanatórios materializavam as teorias médicas contemporâneas na forma construída. Numa época em que a tuberculose — frequentemente chamada de peste branca — devastava populações em todo o mundo, profissionais da medicina prescreviam a exposição ao ambiente como a principal terapia. A arquitetura adaptou-se a essa demanda, produzindo edifícios com terraços amplos, grandes janelas e interiores de linhas depuradas projetados para otimizar a ventilação e maximizar a luz natural.
A arquitetura educacional em todo o mundo passa por uma transformação significativa, distanciando-se de projetos estáticos e rígidos em direção a ambientes integrados à natureza, mais dinâmicos e interativos. Com o aumento da densidade nas cidades e a consequente redução de terrenos disponíveis, as equipes de arquitetura reimaginam as escolas não apenas como locais de aprendizado, mas como ecossistemas onde as crianças podem se desenvolver de forma holística. Um elemento fundamental nessa mudança é a integração do paisagismo e do desenho topográfico, permitindo que as escolas transcendam as fronteiras tradicionais ao combinarem educação, lazer, exploração e conexão com a natureza. Esses projetos buscam criar espaços envolventes que desafiam as crianças a interagir com o ambiente física e emocionalmente, estimulando a criatividade, a independência e o bem-estar. Ao sobrepor elementos naturais — como taludes, jardins, terraços e estruturas lúdicas — aos planos arquitetônicos, os espaços educacionais são reconfigurados em paisagens vibrantes e multidimensionais que incentivam o movimento, a imaginação e a descoberta.
O Delta do Nilo, em azul a subida do nível médio do mar com um aumento de 2°C acima dos níveis pré-industriais, dados do Sentinel. Territorial Agency: Oceans in Transformation, 2020
Quanto pesa uma cidade, e o que esse peso significa para o nosso futuro coletivo? Essa questão provocativa norteia a 7ª edição da Trienal de Arquitetura de Lisboa, que propõe uma investigação sobre as transformações da vida urbana e as consequências materiais, sociais e ambientais de habitar o planeta hoje. De 2 de outubro a 8 de dezembro, Lisboa voltará a sediar um dos eventos de arquitetura mais importantes da Europa.
Com curadoria de Ann-Sofi Rönnskog e John Palmesino, fundadores do escritório Territorial Agency, a Trienal investiga a magnitude das cidades contemporâneas e seu impacto planetário. Compostas por quase 30 trilhões de toneladas de materiais, as cidades globais formam uma rede densa e intrincada de estruturas em constante evolução. Para destrinchar essas complexidades, a Trienal se apresenta como um espaço de aprendizado, curiosidade, imaginação e debate — um ponto de encontro para arquitetos/as, pesquisadores/as, artistas e o público em geral.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143055/quao-pesada-e-uma-cidade-explorando-a-trienal-de-arquitetura-de-lisboa-2025ArchDaily Team
"Steven Holl – Drawing as Thought", uma ampla exposição das aquarelas originais do arquiteto norte-americano, está em cartaz no Tchoban Foundation Museum for Architectural Drawing em Berlim. A mostra revela os bastidores de alguns dos principais projetos de Holl e sua metodologia de projeto. Os desenhos selecionados vão desde propostas vencedoras de concursos do início de sua carreira que não foram construídas até visões mais recentes atualmente em construção na Europa e nos Estados Unidos. Ocupando os dois níveis do museu, a mostra foi inaugurada em 6 de fevereiro com uma conversa entre Holl e o/a fundador/a do museu e arquiteto/a Sergei Tchoban, além de discursos de Kristin Feireiss, curador/a da exposição e diretor/a fundador/a do vizinho Aedes Architecture Forum, e de Diana Carta, arquiteto/a e pesquisador/a de Roma. A exposição, que pode ser visitada até 4 de maio, é acompanhada por um catálogo que afirma: "A obra do internacionalmente renomado arquiteto norte-americano Steven Holl destaca-se não apenas por seus edifícios extraordinários, com foco em estruturas públicas e culturais, como museus, centros de arte, salas de concerto, bibliotecas e universidades em todo o mundo, mas também por sua produção artística, que hoje compreende mais de 50.000 croquis, desenhos em preto e branco e aquarelas. […] Embora os/as visitantes da exposição encontrem apenas uma pequena fração de seu vasto corpo de trabalho, cada desenho deve ser explorado e estudado individualmente, em consonância com a intenção de Holl."
À medida que as cidades em todo o mundo lidam com prioridades sociais, ambientais e culturais em constante evolução, anúncios recentes de projetos revelam como a arquitetura tem sido cada vez mais concebida tanto como infraestrutura cívica quanto como catalisadora da identidade coletiva. Desde o novo projeto de estádio do escritório Populous em Tessalônica, que atenua as fronteiras entre o esporte e a vida urbana, até o palco cultural transparente do HENN em Augsburg, que convida à participação comunitária, essas propostas ilustram a ampliação do papel da arquitetura para além de sua função imediata. Em Luxemburgo, o trabalho do Schmidt Hammer Lassen para o Banco Europeu de Investimento reinventa os espaços institucionais por meio da sustentabilidade e do patrimônio, enquanto a nova comunidade insular do SLA e da GHD em Toronto impulsiona um urbanismo adaptado ao clima e baseado na natureza. Esta edição do Architecture Now reúne esforços diversos, porém interconectados, que moldam a maneira como a arquitetura pode promover um impacto ecológico, cultural e cívico de longo prazo.
Como os/as profissionais da arquitetura podem transformar a atmosfera de uma estrutura? Que intervenções são capazes de transcender a reutilização adaptativa para modificar a percepção dos espaços? Ao reutilizar as arquiteturas ao longo do tempo, novos usos e necessidades surgem entre os espaços e seus usuários. Embora as estruturas dos edifícios antigos mantenham viva a memória das comunidades, a introdução de uma nova vida a partir de estufas, habitações, comércios, escritórios ou centros culturais traz consigo a concepção de novas atmosferas onde a luz, la ventilação, a incorporação da natureza e outros aspectos transformam as experiências interiores.
Hoje, as cidades estão sendo reimaginadas como organismos vivos e em constante evolução, combinando inteligência digital, sistemas ecológicos e novos materiais para moldar futuros radicais. Na bienal de Carlo Ratti, "Intelligens. Natural. Artificial. Collective.", mais de 750 participantes desafiam as fronteiras estabelecidas entre arquitetura, paisagem e tecnologia. Vários projetos conceituais apresentados na exposição principal questionam os limites convencionais entre arquitetura, paisagem e tecnologia. De sistemas urbanos bioadaptativos e assentamentos hídricos marcianos a sinfonias imersivas de dados de satélite, essas obras envisionam, coletivamente, novos modelos de coabitação, resiliência e consciência planetária.
A seleção de Projetos Não Construídos deste mês apresenta seis propostas especulativas, exibidas como parte da exposição da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025, como provocações para repensar o futuro das cidades e dos assentamentos humanos. Enquanto algumas propostas transformam a arquitetura em infraestruturas vivas e autossustentáveis, outras exploram como dados e interfaces sensoriais podem redefinir nossa relação com os ambientes natural e urbano. Juntos, os projetos oferecem um panorama de como profissionais de arquitetura e design utilizam obras não construídas para imaginar novas possibilidades de vida na Terra e fora dela.
Entre costas, rios, lagos e cordilheiras, o ambiente natural da Espanha apresenta uma grande variedade de climas, topografias e espécies de vegetação. Com o objetivo de impulsionar o reconhecimento global do impacto da construção sobre o meio ambiente e a importância de enfrentar as mudanças climáticas a partir de novas formas de fazer arquitetura, diversos escritórios de arquitetura e equipes de pesquisa propõem o desenvolvimento de cabanas ou protótipos de acomodação de pequenas dimensões. Ao mesmo tempo em que são capazes de se integrar harmoniosamente ao seu contexto natural circundante, esses projetos demonstram estratégias de autossuficiência, aproveitamento de recursos e maximização dos espaços, além de uma ampla aplicação de tecnologias de inovação e soluções materiais adequadas a cada região.
Para profissionais de arquitetura e especificação, selecionar o sistema de revestimento correto é um ato tanto técnico quanto criativo, conectando a ciência dos materiais à intenção arquitetônica. Mais do que simples envoltórios visuais, as fachadas hoje são sistemas de alto desempenho que equilibram proteção, isolamento e expressão. Como a primeira barreira entre o exterior e o interior, o sistema de revestimento adequado pode definir como um edifício se comporta e envelhece ao longo do tempo, afetando seu conforto térmico, desempenho acústico, segurança contra incêndio e durabilidade geral.
Entre os materiais de fachada mais utilizados estão a madeira, as chapas metálicas, os compósitos e os sistemas de alumínio. Nessa gama de opções, os painéis metálicos de face simples (single-skin) e os painéis de alumínio extrudado se destacam especialmente por sua combinação de resistência, precisão e apelo arquitetônico. Embora ambos se beneficiem da leveza inerente e da resistência à corrosão do alumínio, eles diferem significativamente em sua lógica estrutural, características de desempenho e aplicações ideais. Empresas como a Parallel Architectural Products — especializada em sistemas de revestimento de alumínio extrudado e acabamentos arquitetônicos — têm desempenhado um papel fundamental no avanço dessas tecnologias, combinando engenharia de precisão, flexibilidade estética e fabricação local.
Após duas semanas de indicações na 16ª edição do Prêmio Obra do Ano 2025, nossa comunidade avaliou mais de mil projetos e selecionou os 15 finalistas. A premiação deste ano celebra a excelência em design, inovação e sustentabilidade, especificamente na região da América Latina e Espanha, destacando uma seleção excepcional de projetos entre os finalistas. Por se tratar de um prêmio baseado na participação do público, orgulha-nos afirmar que suas escolhas refletem de forma autêntica o estado atual da arquitetura, e a qualidade dos finalistas deste ano evidencia ainda mais a excelência e a diversidade presentes no campo profissional.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142926/conheca-os-15-projetos-finalistas-do-premio-obra-do-ano-2025-do-archdaily-em-espanholArchDaily Team
Na Mongólia antiga, pastores e pastoras desmontam sua iurta — uma tenda circular portátil feita de feltro ou pele de animal — em busca de novas terras para criar seu rebanho. Não muito longe dali, um/a nômade digital em Bali prepara sua próxima mudança para um espaço de co-living na cidade de Ho Chi Minh. Embora separadas por vastas distâncias e abismos culturais, essas pessoas estão unidas por um desejo humano atemporal: a busca por mobilidade e espaços de vida adaptáveis. Diante de mudanças geopolíticas e de novos estilos de vida, a demanda por uma arquitetura residencial flexível se intensifica. Nesta era de maior mobilidade, basta que apenas as pessoas se desloquem ou os edifícios do amanhã também precisarão acompanhá-las?