O que as nossas edificações existentes podem nos ensinar sobre como construir para o futuro? Em uma época de recursos escassos, cresce a demanda para que profissionais de arquitetura dialoguem—com o local, com sua história e com o potencial inexplorado do que já está de pé. Em vez de optar imediatamente pela demolição e por uma nova construção, o futuro da arquitetura pode residir na descoberta de possibilidades de inovação em edifícios que já resistiram ao teste do tempo.
Acompanhando uma tendência mais ampla nos espaços arquitetônicos, os banheiros deixaram de ter funções estritamente utilitárias para se tornarem ambientes integrados a sistemas inteligentes, nos quais parâmetros físicos, cognitivos e sensoriais são considerados no desenvolvimento de soluções espaciais. No entanto, vale sempre lembrar que a tecnologia de ponta nem sempre garante uma experiência melhor. Embora a automação de alto padrão e os controles digitais ofereçam recursos impressionantes, costumam ser os recursos sutis e fáceis de usar — aqueles que parecem intuitivos, e não intrusivos — que deixam uma impressão duradoura. São essas inovações silenciosas que elevam as rotinas diárias sem complicá-las desnecessariamente. A adoção da ergonomia centrada no usuário e na usuária — uma abordagem de design que toma as necessidades e limitações humanas como ponto de partida — tem norteado a criação de componentes que respondem de forma adaptativa à presença, ao comportamento e às preferências de quem os utiliza. Tecnologias como bacias sanitárias com funções automatizadas, torneiras acionadas por proximidade, caixas de descarga embutidas e controles intuitivos de temperatura não apenas aumentam o conforto e a acessibilidade, mas também contribuem para uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos e energéticos.
Situado em meio à profusão de pavilhões nacionais grandiosos e cuidadosamente projetados no Giardini della Biennale, na cidade italiana de Veneza, encontra-se uma estrutura projetada por aquele que talvez seja o arquiteto moderno mais conhecido da região. Localizado entre os pavilhões da Rússia e da Suíça, o Pavilhão da Venezuela é de autoria de Carlo Scarpa. Em muitos aspectos, o edifício sintetiza a abordagem projetual de seu arquiteto, embora apresente idiossincrasias próprias. Construído para a mais importante exposição bienal de arte da Europa, o pavilhão integra um conjunto de estruturas modernistas que sucederam as primeiras edificações, de caráter mais classicista. Esta é a sua história.
O fenômeno conhecido na biologia como evolução convergente descreve como espécies distantes podem desenvolver estruturas semelhantes ao enfrentarem desafios comparáveis. Golfinhos e ictiossauros, por exemplo, são separados por milhões de anos de história evolutiva, mas ambos desenvolveram corpos hidrodinâmicos quase idênticos. A arquitetura tem seus próprios paralelos: as estruturas em pórtico (A-frame) surgiram de forma independente tanto nos Alpes europeus quanto no Japão, mesmo sem intercâmbio cultural direto, como respostas espontâneas à neve, ao vento e à escassez de recursos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142786/tendencias-arquitetonicas-convergentes-em-2025-circularidade-biomateriais-e-design-consciente-de-carbonoArchDaily Team
Residência Privada em Varese / Franzetti Primi Architetti Associati
A matemática nos mostra como, a partir de apenas alguns elementos, podemos gerar combinações quase infinitas e como cada novo arranjo pode transformar completamente o conjunto original. Teorias como as do caos e da complexidade apontam na mesma direção: pequenas variações iniciais, como uma escolha, um desvio ou um novo elemento, podem desencadear mudanças profundas e inesperadas. Na arquitetura, isso se manifesta de forma concreta no cotidiano de profissionais de projeto. A escolha dos materiais e a forma como são combinados pode parecer uma decisão meramente estética ou funcional, mas tem o poder de redefinir a linguagem de um edifício, o rumo do projeto e sua relação com o entorno e seus habitantes.
A cultura é o conjunto de saberes e práticas que as pessoas utilizam para se expressar e, de forma coletiva, dar sentido ao mundo. Como lembra a filósofa brasileira Marilena Chauí, a palavra deriva do latim colere, que significa "cuidar de". Nesse sentido, a agricultura significa o cuidado com o solo, enquanto os cultos religiosos representam o cuidado com os deuses. Em sua essência, a cultura é a criação de universos simbólicos, expressos por meio de diferentes linguagens — incluindo a arquitetura — que tecem conexões através do tempo. Ela salvaguarda as memórias do passado ao mesmo tempo que abre novas possibilidades para o futuro.
Este mês, o ArchDaily explora A Arquitetura da Cultura Hoje, propondo uma pergunta central: de que maneira a arquitetura molda a forma como a cultura é produzida, consumida e vivenciada? Este tema examina como a arquitetura ao mesmo tempo molda e responde à vida cultural — desde a permanência de museus, teatros e bibliotecas até a efemeridade de pavilhões, instalações e plataformas virtuais. O foco abrange o papel do/a arquiteto/a na curadoria, cenografia e design de exposições, bem como a representação de espaços culturais no cinema e em meios digitais.
No campo da arquitetura e da construção, o conceito de reutilização de materiais está vinculado à economia circular e à redução da pegada de carbono, em busca de consolidar um futuro mais sustentável e responsável. Ao incorporar práticas de reciclagem, recuperação, restauração e/ou reutilização de materiais de demolição, o aproveitamento de recursos aliado à redução do consumo de energia viabiliza a experimentação com técnicas, aplicações e novas materialidades que celebram a memória dos espaços e, ao mesmo tempo, dão nova vida tanto a interiores quanto a exteriores.
Shenzhen é a primeira Zona Econômica Especial (ZEE) da China, servindo como uma janela para a Reforma e Abertura do país e como uma cidade de imigrantes em ascensão. A cidade evoluiu para uma metrópole internacional influente e moderna, criando a mundialmente famosa "Velocidade de Shenzhen" e conquistando a reputação de "Cidade do Design". O projeto arquitetônico se destaca como a expressão mais intuitiva do espírito de integração e inovação de Shenzhen. Ao longo da última década (2015-2025), o desenvolvimento da arquitetura urbana em Shenzhen integrou-se estreitamente ao seu caráter urbano aberto e inclusivo, às suas vantagens ecológicas de estar situada entre as montanhas e o mar, e ao espírito local de fundir a cultura tradicional com a tecnologia inovadora, revelando o charme singular e a forte vitalidade de Shenzhen sob múltiplas dimensões.
O que significa construir com cuidado, utilizando aquilo que os outros deixam para trás? Essa pergunta molda o trabalho do Matter Matters Lab, uma iniciativa fundada pela arquiteta e pesquisadora Catherine Söderberg Esper durante o isolamento da pandemia. A partir de experiências multiculturais e motivada por uma transformação pessoal durante a maternidade, Catherine começou a investigar resíduos cotidianos como matéria-prima para sistemas construtivos regenerativos. Seu primeiro experimento consistiu em colar seus próprios cabelos cortados usando cola branca, dando início a uma abordagem radicalmente íntima e artesanal. Desde então, o laboratório tem se concentrado em transformar resíduos orgânicos em materiais arquitetônicos de baixo impacto, inspirando-se em sistemas de conhecimento indígenas e buscando romper com modelos extrativistas na construção civil. Projetos como os Avocado Bricks, feitos a partir de caroços de abacate descartados, exemplificam essa abordagem local, circular e enraizada na ideia de reciprocidade entre matéria, lugar e cuidado, oferecendo uma nova maneira de construir com resíduos.
Impresión de paredes exteriores. Image Cortesía de XWG Archi Studio at Tsinghua University
Segundo a empresa de análise Gartner, as vendas de impressoras 3D dispararam 75% por volta de 2014; no entanto, essa tecnologia ainda segue apresentando um forte crescimento. Embora existam múltiplos debates no campo da arquitetura sobre se a impressão 3D pode ser considerada artesanato ou se é viável a mistura de materiais locais com impressão 3D, sua implementação no meio acadêmico busca criar novas experiências, pesquisas e conhecimentos que colaborem para o desenvolvimento e a aplicação dessa tecnologia. Diante disso, como a integração da impressão 3D a partir da academia poderia provocar mudanças na indústria da construção no futuro? Como o ensino de arquitetura e design poderia fomentar a colaboração com outras disciplinas e criar novas aplicações em outros campos?
O design escandinavo há muito é admirado por sua estética minimalista e funcionalidade, que valorizam as coisas simples, com raízes profundas no conceito de Hygge. Esta reverência vai além do design de interiores, estendendo-se também ao mundo natural, o que resulta em projetos de arquitetura e instalações paisagísticas de alta qualidade que estreitam a conexão humana com ambientes intocados. Em vez de impor grandes estruturas ao meio ambiente, a abordagem escandinava propõe intervenções sutis e precisas. Estes projetos não buscam dominar, mas sim estabelecer um diálogo com a paisagem existente, valendo-se de um desenho sensível para potencializar suas formas, cores e texturas intrínsecas. O objetivo é complementar e valorizar a natureza, criando espaços funcionais que, ao mesmo tempo, aprofundam a relação de quem os visita com o entorno.
Em um mundo que enfrenta a escassez de recursos, uma rápida transformação digital e demandas sociais em constante evolução, a necessidade de um diálogo dinâmico entre profissionais da arquitetura, do design, do desenvolvimento de produtos e fabricantes nunca foi tão crucial. Em 2025, o ICONIC AWARDS irá ainda mais longe com uma plataforma ampliada e renovada que une arquitetura, design de interiores e inovação de produtos — abrangendo desde edifícios até mobiliário — tudo sob o mesmo teto. O German Design Council está unificando as antigas premiações "Innovative Architecture" e "Interior Products" para criar um novo e potente palco para ideias visionárias e soluções inovadoras.
Com a Fundação Hyatt prestes a anunciar o/a vencedor/a do Prêmio Pritzker 2025 no dia 4 de março, às 9h EST, crescem as especulações sobre qual arquiteto/a — ou arquitetos/as — receberá a honraria mais prestigiosa da arquitetura. Instituído em 1979, o Prêmio Pritzker de Arquitetura é amplamente considerado a "maior honraria da profissão", reconhecendo arquitetos/as vivos/as cujo trabalho tenha gerado um impacto profundo na humanidade e no ambiente construído.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142784/quem-deveria-ganhar-o-premio-pritzker-2025ArchDaily Team
Kampung Admiralty / Ramboll Studio Dreiseitl + WOHA. Imagem cortesia de WOHA
As visões verdejantes de Ebenezer Howard para as cidades expandiram-se em direção ao leste, muito além de suas origens britânicas. Na década de 1900, o planejamento urbano acolheu o Movimento das Cidades-Jardim como um paradigma do bom design — uma resposta à urbanização industrial do Ocidente. Pouco depois, as cidades asiáticas conceberam seus próprios arquétipos, lidando com condicionantes locais de clima e densidade. Projetos e empreendimentos, desde experimentos da era colonial até megaprojetos contemporâneos, abraçaram e reinventaram a visão de Howard no decorrer do século XXI.
Há muitos anos, a tecnologia vem moldando o futuro de diversos setores, e a indústria da arquitetura, engenharia e construção (AEC) não é exceção. No início, os/as profissionais da arquitetura desenhavam esboços no papel, evoluindo posteriormente para desenhos em 2D, representações digitais em 3D e, agora, o BIM — avanços tecnológicos que mudaram a forma como os/as arquitetos/as modernos/as abordam o projeto, tornando-o mais sustentável e eficiente. Segundo o estudo de IA da RIBA de 2024, 57% dos/as arquitetos/as acreditam que a IA melhorará a eficiência do processo de projeto, e 54% esperam integrá-la em suas práticas nos próximos dois anos.
Em 2025, o campo da arquitetura foi marcado por um calendário intenso de exposições, por uma desaceleração moderada na construção civil em diversas regiões e por um período de reflexão que examina o impacto da inteligência (artificial e natural) — tanto na prática profissional e na cultura do ambiente de trabalho quanto em seu uso como ferramenta pedagógica. Ao longo deste ano, o ArchDaily publicou mais de 30 entrevistas em diversos formatos — perguntas e respostas, conversas presenciais, vídeos especiais e muito mais. Esses diálogos abordaram temas como sustentabilidade e natureza, habitação e desenvolvimento urbano, IA e inteligência, reuso adaptativo e vida pública, além de terem acompanhado de perto importantes plataformas de exposição, incluindo a Bienal de Veneza, a Expo 2025 Osaka, a Semana de Design de Milão, o Concentrico, entre outras.
De novos desenvolvimentos em escala urbana a propostas de reuso adaptativo, esta edição do Architecture Now destaca uma série de projetos anunciados recentemente ao redor do mundo. O escritório Foster + Partners lidera a retomada de Amaravati, uma capital planejada na Índia; o Safdie Architects propõe uma nova torre no bairro histórico de Old Port, em Portland; e o SOM inicia as obras de um pavilhão cultural e acadêmico na Temple University. Outras atualizações incluem um plano de preservação para uma ponte histórica em Praga, um empreendimento hoteleiro costeiro em Abu Dhabi e um projeto residencial de grande escala no Brooklyn projetado por TenBerke. Em conjunto, esses projetos refletem as prioridades em constante evolução em habitação, sustentabilidade, patrimônio e espaço público em diversos contextos globais.
Esta edição do Architecture Now reúne projetos que exploram como a arquitetura está remodelando portais globais, destinos culturais e a vida urbana. O projeto do SOM para o novo Saguão de Embarque e Desembarque em Austin e a proposta da Scott Brownrigg para o Heathrow West destacam o aeroporto como um limiar cívico, enquanto o complexo de três torres do escritório Kerry Hill Architects em Brisbane prioriza o espaço público e as paisagens subtropicais na habitação de alta densidade. A torre à beira-mar do escritório Zaha Hadid Architects na Flórida dá continuidade à tradição costeira escultórica de Miami, e o Japa Valley Tokyo, de Pharrell Williams e NIGO, apresenta um distrito cultural temporário que mescla arte, hospitalidade e varejo. Juntas, essas iniciativas refletem como infraestrutura, estilo de vida e design se cruzam para definir a experiência urbana contemporânea.
A tipologia construtiva de andaimes de bambu — temporária, ágil e profundamente enraizada na tradição —, em especial a técnica de construção de teatros temporários de bambu, é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial em Hong Kong. Ao caminhar pela cidade, especialmente nos distritos urbanos mais movimentados, é quase impossível não se deparar com um andaime de bambu em um raio de cinco minutos. O andaime de bambu é, sem dúvida, o material de construção mais emblemático de Hong Kong, valorizado por sua abundância, sustentabilidade, flexibilidade, adaptabilidade e, acima de tudo, escalabilidade. Essas qualidades contribuíram para seu amplo uso na construção temporária, desde a manutenção e reforma de edifícios até palcos de festivais e eventos esportivos.
No entanto, essa característica outrora onipresente na paisagem urbana pode estar desaparecendo lentamente. A escassez de profissionais jovens e qualificados — somada à evolução das regulamentações de construção — tem contribuído para o seu declínio. Em 17 de março, o Departamento de Desenvolvimento (Development Bureau) anunciou planos para "promover uma maior adoção de andaimes metálicos em obras públicas". Na prática, isso significa que o Departamento de Serviços de Arquitetura (ArchSD) em breve exigirá que pelo menos 50% de seus projetos de obras de capital utilizem andaimes metálicos. Embora não represente uma proibição formal, a diretriz sinaliza o que muitos consideram o início de uma eliminação gradual dos andaimes de bambu na construção civil do setor público.
A antiga cidade de Veneza, na Itália, que sedia tanto as edições de arte quanto as de arquitetura da Bienal de Veneza, é conhecida por sua geografia singular como uma cidade insular de canais. Com sua proeminência naval e mercantil hoje reduzida, a cidade encontrou um novo propósito como centro de estudos, exposições e turismo. Ainda assim, sua morfologia urbana e, de fato, a maioria de seus edifícios são históricos e permanecem praticamente inalterados há centenas de anos. Sua aparência exibe um vernáculo veneziano específico que resistiu ao tempo e serve de pano de fundo para as atividades contemporâneas da cidade. Como as fachadas desses edifícios, em especial suas janelas, refletem essa história? E de que maneira as poucas construções modernas da cidade, como o Palazzo Nervi-Scattolin, respondem a esse peso histórico?
O modernismo indiano é frequentemente narrado sob uma perspectiva restrita: um punhado de instituições icônicas, grandes arquitetos/as e experimentos formais radicais que passaram a simbolizar as aspirações pós-independência da nação. No entanto, essa versão da história ignora um acervo muito maior de arquitetura modernista que, silenciosamente, moldou a vida cotidiana em todo o país. Para além de campi célebres e edifícios canônicos, existe uma paisagem vasta e dispersa de blocos habitacionais, escritórios, alojamentos, hospitais, mercados e vilas operárias — estruturas que foram projetadas para funcionar e durar.
O Pavilhão do Canadá na 19ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia apresentou Picoplanktonics. Uma pesquisa que surgiu como um repensar radical de como a arquitetura pode se tornar uma plataforma que une biologia, computação e fabricação para propor um futuro alternativo — no qual os edifícios não apenas minimizam danos, mas participam ativamente da reparação do planeta. Em seu cerne está um organismo simples: a cianobactéria marinha, capaz tanto de capturar carbono quanto de contribuir para o crescimento material da estrutura que habita. O projeto foi desenvolvido ao longo de cinco anos por uma equipe de pesquisa na ETH Zurich, liderada por Andrea Shin Ling e um grupo multidisciplinar de colaboradores e colaboradoras. Juntos, formaram o Living Room Collective, fundado há um ano para dar continuidade a esse trabalho e apresentá-lo na Bienal de Veneza. A equipe principal inclui Nicholas Hoban, Vincent Hui e Clayton Lee. Esta entrevista com a equipe por trás do projeto compartilha a filosofia, os desafios técnicos e os horizontes especulativos que impulsionaram seu trabalho — desde a impressão de treliças de areia viva até a manutenção da vida microbiana em uma exposição pública. O objetivo do grupo é inspirar as pessoas a reconsiderarem a arquitetura não como um objeto estático, mas como um processo vivo e em evolução; um processo que exige cuidado, paciência e uma mudança radical de mentalidade.
Apesar dos grandes avanços em outros setores, com ferramentas como o Cursor remodelando a forma como softwares são desenvolvidos, ou o AlphaFold revolucionando a previsão de estruturas de proteínas, o setor de AEC ainda espera por seu momento divisor de águas na IA. De fato, muitas ferramentas de visualização causaram grande impacto, especialmente na geração de imagens belas. No entanto, elas se mostram insuficientes quando se trata de compreender o processo de projeto real. Elas não assimilam as restrições, a lógica e as decisões que transformam essas imagens em uma arquitetura real e viável.
E é exatamente aí que reside o caso de uso mais valioso da IA no setor de AEC: não na aparência de um edifício, mas em como ele se articula.
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