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Modernismo na África: Lançando luz sobre o rico patrimônio de edifícios educacionais da Nigéria

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No final de 2024, uma importante contribuição somou-se à crescente literatura sobre a arquitetura moderna na África. "Modernism in Africa: The Architecture of Angola, Ghana, Mozambique, Nigeria, Rwanda, South Africa, Sudan, Tanzania, Uganda" foi publicado pela Docomomo International e pela Birkhäuser, lançando luz sobre diversos edifícios até então inéditos. Embora aborde outros tipos de edificações, o livro foca na arquitetura educacional. Entre as obras destacadas estão vários edifícios universitários na Nigéria, que exploramos a seguir. Assim como outras obras modernas no continente, esses edifícios ilustram narrativas históricas de independência, decolonialidade, relações internacionais e formação em arquitetura.

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Rama Estudio: “Ter completado 10 anos de arquitetura no Equador é digno de comemoração”

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Nicolás Valencia conversa em Quito com as arquitetas equatorianas Carolina Rodas e Carla Chávez e o arquiteto Felipe Donoso, fundadores do premiado escritório ⁠Rama Estudio⁠, sobre o livro ⁠"Los primeros diez años. Crítica de obra", publicado em 2024 pela Flap.

Para além da resposta a desastres: a evolução do superadobe em estruturas permanentes em Ormuz, Irã

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A Ilha de Ormuz, localizada no Irã, era um porto de grande importância estratégica no Golfo Pérsico, caracterizado por sua paisagem de montanhas coloridas. Apesar de seu apelo turístico, a ilha enfrenta sérios problemas socioeconômicos, com a população local historicamente submetida a dificuldades financeiras. Em resposta a isso, o Complexo Majara, projetado pelo escritório ZAV Architects, foi concebido não apenas como uma edificação, mas como uma intervenção arquitetônica deliberada, planejada para transferir controle, oportunidades e benefícios econômicos diretamente para a comunidade local. Para tanto, o projeto canalizou investimentos nos recursos humanos locais e priorizou técnicas construtivas acessíveis, abrindo caminho para a geração de riqueza na própria região. Esse posicionamento permitiu ao Complexo Majara consagrar-se como um dos vencedores do Prêmio Aga Khan de Arquitetura em 2025.

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Os benefícios da tecnologia de cerâmica extrudada na arquitetura moderna

Na arquitetura moderna, os materiais devem atender a uma série de exigências funcionais, estéticas, técnicas e ambientais. A Gres Aragón oferece soluções em revestimentos cerâmicos que respondem a todos os aspectos de um projeto — de fachadas e interiores a áreas externas, piscinas, escadas e espaços industriais — mantendo uma linguagem de design consistente.

Com mais de 80 anos de experiência e profundo conhecimento no processo de fabricação de cerâmica extrudada, a Gres Aragón consolidou-se como uma parceira de confiança para arquitetos/as e designers de interiores. Sua oferta de produtos baseia-se em quatro princípios fundamentais: continuidade visual, extrema durabilidade, desempenho de alta tecnologia e um forte compromisso com a sustentabilidade.

Modernismo Reconsiderado: Revisitando a complexa relação do movimento com a sustentabilidade

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O Modernismo surgiu no início do século XX como um movimento revolucionário que rejeitava os estilos históricos, priorizando a funcionalidade, a inovação e a racionalidade. Fundamentado na promessa do progresso industrial, nomes da arquitetura como Walter Gropius, Le Corbusier e Ludwig Mies van der Rohe defenderam o uso de novos materiais e métodos construtivos, buscando uma linguagem arquitetônica universal. Suas obras introduziram ideias radicais: plantas livres, extensas superfícies envidraçadas para a entrada de luz natural e pilotis que elevavam as estruturas, simbolizando uma nova era arquitetônica. Contudo, paralelamente às suas ideias inovadoras, a relação do modernismo com a sustentabilidade tem gerado debates contínuos.

Embora a arquitetura modernista buscasse responder a desafios sociais e econômicos por meio de habitações acessíveis e de um design eficiente, sua dependência de materiais com alta intensidade energética, como o concreto e o aço, gerou consequências ambientais imprevistas. A industrialização em larga escala, celebrada pelo modernismo, frequentemente desconsiderava os climas locais e os sistemas ecológicos, resultando em ineficiências. Ainda assim, os princípios de funcionalidade e adaptabilidade intrínsecos à arquitetura modernista lançaram as bases para o que hoje reconhecemos como práticas sustentáveis. Dos terraços-jardim de Le Corbusier à integração com a natureza de Frank Lloyd Wright, as sementes de um projeto ambientalmente consciente estavam inegavelmente presentes, embora limitadas em sua execução.

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Documentação independente de patrimônio: como as ferramentas digitais e a fotogrametria estão redefinindo os esforços de preservação

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O uso da tecnologia tornou-se vital na documentação e conservação do patrimônio histórico, especialmente em circunstâncias difíceis ou urgentes. Após a destruição de diversos marcos da cidade histórica de Palmira durante a guerra na Síria em 2015, equipes de conservação construíram modelos digitais tridimensionais da cidade destruída para auxiliar em sua reconstrução futura. A destruição dos Budas de Bamiyan no Afeganistão em 2001, com pouquíssima documentação prévia, impulsionou ações de salvaguarda de monumentos vulneráveis, como a criação do CyArk. Mais recentemente, levantamentos digitais detalhados e um modelo BIM de patrimônio histórico foram essenciais na restauração da Catedral de Notre-Dame em Paris, após o devastador incêndio de 2019.

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Mais que estacionamentos: 12 projetos para retomar o espaço urbano

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Marginalizados no discurso arquitetônico e frequentemente descartados como puramente funcionais, os edifícios-garagem continuam entre as estruturas mais onipresentes na paisagem urbana. Projetados para atender às necessidades dos veículos particulares, eles ocupam localizações centrais, moldam a silhueta das cidades e consomem recursos consideráveis, mas raramente recebem a mesma atenção — ou o mesmo cuidado arquitetônico — que instituições culturais, escolas ou habitações. Apesar de sua prevalência, esses edifícios tendem a se misturar ao pano de fundo da vida cotidiana, tratados como necessidades de infraestrutura e não como oportunidades de projeto.

Esse cenário começa a mudar. À medida que a mobilidade urbana passa por transformações profundas — desde o declínio da propriedade de automóveis até a ascensão dos veículos elétricos e dos sistemas de transporte compartilhado —, o papel da infraestrutura de estacionamento vem sendo redefinido. Profissionais de arquitetura e urbanismo estão reimaginando os edifícios-garagem como estruturas adaptáveis que integram espaço público, funções ecológicas e programas de uso misto. Essas novas abordagens desafiam a percepção do estacionamento como uma tipologia residual, posicionando-o, em vez disso, como uma estrutura cívica com potencial para apoiar modelos urbanos mais inclusivos, flexíveis e sustentáveis.

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Modernismo e Tradição: A Influência da História de Milão nos Projetos de Gio Ponti

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A arquitetura é, por excelência, uma prática vinculada ao lugar. A quantidade de conhecimento local necessária para projetar um edifício faz com que os/as profissionais da arquitetura, mesmo com obras amplamente distribuídas, concentrem seus projetos construídos em cidades específicas. Giovanni "Gio" Ponti, nascido e criado na cidade italiana de Milão, é um desses profissionais. Seus projetos fora de Milão incluem o Denver Art Museum, nos EUA, e a Villa Planchart em Caracas, Venezuela, além de edifícios universitários em Pádua e Roma, e a Catedral de Taranto. No entanto, suas obras em sua cidade natal, como a Torre Pirelli, são as que melhor registram a evolução de sua arquitetura e sua contribuição para o design de produto e o mercado editorial.

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Vozes do ArchDaily: Maria-Cristina Florian

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Nascida e sediada na região da Transilvânia, na Romênia, Maria-Cristina aborda a arquitetura sob uma perspectiva rica e multifacetada, moldada por uma trajetória acadêmica e profissional diversa. Mestre pela UTCN e pela KU Leuven, ela concilia uma formação arquitetônica rigorosa com uma ampla curiosidade que abrange tanto os aspectos criativos quanto analíticos da disciplina. No início de sua carreira, trabalhou em escritórios de arquitetura de pequeno e médio porte, adquirindo uma valiosa experiência prática antes de migrar para o trabalho editorial no ArchDaily em 2022. Desde então, assumiu o cargo de Editora-Chefe, ao mesmo tempo em que cursa o doutorado em estudos arquitetônicos e atua como professora assistente, refletindo seu profundo compromisso tanto com a prática quanto com a pesquisa acadêmica.

A abordagem de Maria-Cristina em relação à arquitetura fundamenta-se na compreensão de sua complexidade e diversidade. Ela vê a arquitetura não como uma definição estática, mas como um campo em constante evolução, no qual estruturas, física, materiais, estética, filosofia e a experiência humana se entrelaçam. Seu interesse pelo trabalho editorial surgiu dessa visão de mundo, ao descobrir que a escrita e o projeto compartilham paralelos: ambos envolvem a construção de ideias que se conectam e se apoiam mutuamente, de forma muito semelhante aos elementos de um edifício. Sob essa ótica, ela encontra satisfação em elaborar ensaios que comunicam ideias complexas de forma clara e simples, enfatizando a singularidade dos conceitos em detrimento das palavras.

Vedação de alto desempenho em condições extremas no FiftyNine, Strandkai Hamburgo

No Porto de Hamburgo, o "FiftyNine" ergue-se como uma torre residencial de 16 pavimentos que combina elegância e sofisticação técnica para resistir às exigentes condições climáticas da região portuária. No projeto, foram instaladas 60 janelas de correr piso-teto da air-lux, com dimensões impressionantes de até 5400 x 3085 mm. Graças ao inovador sistema de vedação assistido por ar, elas suportam fortes chuvas com vento, cargas de vento intensas e altos níveis de poluição sonora.

Sedimentos em Movimento: Rios como Catalisadores Arquitetônicos e Culturais

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Os rios geram uma tipologia arquitetônica singular, interligada por diretrizes projetuais de prática material, adaptação ambiental, simbolismo cultural e imaginação. Cada sistema fluvial produz um ecossistema único no qual água, solo, vegetação e assentamentos urbanos convergem para formar uma rede viva. Projetar nesse ambiente exige a capacidade de ler o movimento em vez de resistir a ele, de construir sobre terrenos incertos e de compreender a permanência como um equilíbrio dinâmico. Diferentemente do horizonte estático do mar, o rio nunca está parado. Ele ensina os/as arquitetos/as a pensar em termos de transições, e não de fronteiras, e a projetar como parte de uma paisagem em constante evolução.

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Insights de La Feria De Diseño Medellín: bem-estar, inovação e perspectivas globais de design

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Fazer perguntas é o primeiro passo para questionar o que tomamos como certo e abrir novas possibilidades para o planejamento e a construção. Essas indagações, valiosas por si só, ganham nova força quando compartilhadas e examinadas sob diferentes perspectivas. Ao se cruzarem com as vivências de profissionais e marcas, elas tecem pontos de vista que enriquecem o debate. Feiras e eventos de design pelo mundo tornaram-se espaços onde essas conversas ganham força, fomentando conexões e incentivando dinâmicas colaborativas. Nesse cenário, a Colômbia desponta como um polo, servindo como uma plataforma que promove a arquitetura e o design na América Latina e no Caribe, ao mesmo tempo em que projeta a voz da região no cenário global.

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Dia Internacional da Mulher 2025: As diversas abordagens de escritórios de arquitetura emergentes liderados por mulheres

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Neste Dia Internacional da Mulher, celebramos as contribuições das mulheres na arquitetura, um campo tradicionalmente dominado por homens. Embora as narrativas dominantes muitas vezes ignorem seu impacto significativo, a história da arquitetura está repleta de exemplos de mulheres que moldaram a profissão de forma sutil, mas poderosa. Quando limitada a um cargo de desenhista, Ester McCoy deu um passo atrás, não para se afastar, mas para observar melhor. Ela se tornou a primeira crítica e historiadora de arquitetura a notar o caráter único do modernismo que se desenvolvia na Costa Oeste dos EUA durante a década de 1950, trazendo nomes como Richard Neutra ou Luis Barragán para o centro dos debates arquitetônicos. Da mesma forma, o nome de Aline Louchheim pode não ser amplamente conhecido entre arquitetos/as, mas, graças a ela, o de Eero Saarinen certamente é. A profissão de relações-públicas na arquitetura também surgiu dessa colaboração. Essas histórias nos lembram que reconhecer as conquistas das mulheres na arquitetura não se trata de celebrar o gênero, mas sim de admitir um viés histórico que limitou o progresso de toda a disciplina.

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Bibliotecas como Acupuntura Urbana: Pequenas Intervenções, Grande Impacto na Ásia

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Na medicina tradicional chinesa, a acupuntura funciona por meio de agulhas estrategicamente posicionadas que estimulam a cura em todo o corpo. O conceito do urbanista Jaime Lerner sobre intervenções arquitetônicas pontuais encontra sucesso tanto na China quanto em países vizinhos da Ásia, onde comunidades locais são revitalizadas por meio de intervenções simples. As bibliotecas, especificamente, vêm promovendo transformações sociais, culturais e econômicas no continente.

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ATEA: 10 anos de insistência cultural na Cidade do México

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Nicolás Valencia conversa em Lima com o arquiteto mexicano Jesús López sobre ⁠ATEA10⁠, publicação vencedora da BIAU 2024 que celebra os dez primeiros anos da ⁠Atea⁠, uma plataforma multidisciplinar de produção e experimentação no bairro de La Merced, na Cidade do México.

Vozes do ArchDaily: Miwa Negoro

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Com atuação entre Berlim e Viena, Miwa Negoro traz uma perspectiva transcultural e transdisciplinar para sua atuação no ArchDaily, moldada por sua formação em arquitetura e experiências profissionais no Leste Asiático e na Europa. Seu trabalho explora como o ambiente construído ao mesmo tempo reflete e desafia contextos socioculturais, posicionando a arquitetura como um diálogo dinâmico entre a história, a sociedade e as possibilidades futuras.

A abordagem curatorial de Miwa enfatiza a interação entre o contexto regional, os processos de projeto e a relevância social, paralelamente a considerações materiais e estéticas. Ela busca projetos que ecoem além de seu entorno imediato, oferecendo reflexões que engajam o discurso arquitetônico de forma mais ampla. Ao defender uma gama diversa de tipologias construtivas, escalas e origens geográficas, Miwa trabalha ativamente para ampliar o escopo de vozes e narrativas representadas no campo.

Forma, função e um toque de rosa: por dentro da coleção Barbie x HEWI

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A Barbie™ e a HEWI uniram forças para lançar uma ousada coleção de produtos para banheiros que alia o design atemporal da Bauhaus ao inconfundível universo cor-de-rosa da boneca. Apresentada em 2025, a linha Barbie x HEWI abrange quase 40 produtos para banheiros, de porta-toalhas a barras de apoio articuladas, e foi projetada para ser tanto funcional quanto inclusiva. Focando na individualidade e na acessibilidade, a colaboração reimagina o banheiro como um espaço onde o design se encontra com a diversidade, seja em hotéis boutique, residências particulares ou estabelecimentos de saúde. Ancorada no legado do design alemão da HEWI e na influência cultural global da Barbie, a série convida as pessoas a vivenciarem o "Design com Possibilidades Ilimitadas".

Projetando os Sentidos: Como a Sinestesia Molda o Nosso Mundo Construído?

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O Museu Judaico de Berlim, projetado por Daniel Libeskind, utiliza a sinestesia para evocar sentimentos de desorientação, perda e memória por meio de uma geometria fragmentada, iluminação contrastante e escolhas de materiais. Inspirado em uma Estrela de Davi despedaçada, o edifício conduz os/as visitantes por corredores inclinados e estreitos, gerando instabilidade e desconforto. A luz, ora filtrada por frestas, ora quase totalmente ausente em certas áreas, reforça a atmosfera opressiva. O concreto aparente, com sua textura fria e rígida, intensifica essa experiência, enquanto o vazio ressoa com ecos e silêncio. No espaço Shalekhet (Folhas Caídas), placas de metal em forma de rostos emitem sons perturbadores ao serem pisadas, criando uma experiência auditiva desconfortável. O museu transcende sua função como espaço expositivo e se torna uma experiência arquitetônica imersiva, na qual luz, som, textura e forma se combinam para transmitir a dor e a memória do Holocausto.

E se cada tijolo tivesse um futuro? Repensando a demolição e o reuso de materiais na economia circular

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Durante décadas, o ciclo de vida dos edifícios seguiu uma fórmula simples: planejamento, projeto, construção, demolição e, claro, o grande vilão dessa história: o aterro sanitário. Com o tempo, a prática arquitetônica passou a incorporar conceitos como reuso, desmontagem e demolição circular — contudo, frequentemente como elementos secundários, integrantes de uma transição gradual em direção a uma economia circular na construção civil. Mas e se esses princípios deixassem de ser exceções? E se projetássemos ou escolhêssemos cada componente construtivo para manter seu valor e propósito muito além do uso original? A verdade é que existe vida após a demolição. Essa transição — da demolição para práticas focadas em reuso, ressignificação e desmontagem sustentável — está cada vez mais próxima da realidade. Até a chegada de 2030, poderemos remodelar fundamentalmente nossa abordagem sobre os processos, os edifícios e o próprio mercado. À medida que essas mudanças se desdobram, torna-se essencial avaliar como nossas estratégias se alinham às metas e aos desafios em constante evolução relacionados à sustentabilidade — e, evidentemente, às novas oportunidades que surgem com eles.

Entre o artesanato em madeira e o design de pequenos espaços: conhecendo as obras do Madeiguincho em Portugal

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Como é possível maximizar a habitabilidade em espaços pequenos? Que decisões projetuais colaboram para a funcionalidade e para a satisfação das necessidades essenciais de seus habitantes? Na última década, a arquitetura em pequena escala ganhou protagonismo na busca por novas maneiras de habitar em conexão com a natureza e com o objetivo de alcançar uma relativa autossuficiência, entre outras razões. De casas mínimas ou casas na árvore a soluções de marcenaria fina e esculturas, o escritório de design português Madeiguincho se dedica ao desenvolvimento de soluções em madeira, buscando promover o conhecimento do trabalho artesanal com esse material como matéria-prima e recurso construtivo.

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Desbloquear o potencial inexplorado dos nossos edifícios existentes para um futuro mais saudável

O Grupo VELUX está lançando o próximo passo de sua agenda de Liderança de Ação como um experimento para explorar como as edificações existentes podem servir melhor tanto às pessoas quanto ao planeta. O experimento se baseia em décadas de projetos de demonstração e pesquisas sobre edifícios saudáveis, incluindo o Living Places, que alcançou uma pegada de carbono ultrabaixa e um clima interno de primeira classe de forma viável e economicamente acessível. Esse próximo passo direciona o foco para as construções existentes, indo além da obra nova em direção à reforma — sob o nome de Re:Living.

O Re:Living é um experimento inovador que busca reimaginar a reforma para além de uma simples atualização técnica, enxergando-a como uma oportunidade holística para melhorar o bem-estar humano, apoiar a biodiversidade e reduzir o impacto ambiental. A iniciativa faz parte do compromisso de longo prazo da VELUX de liderar o setor da construção civil rumo a práticas mais saudáveis e sustentáveis, impulsionada pela convicção de que apenas reduzir danos já não é suficiente.

Melhores Casas de 2021

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A arquitetura residencial é uma das categorias mais populares entre o nosso público leitor. Em 2021, publicamos mais de 3.800 projetos de casas em diferentes regiões do mundo, apresentando uma grande variedade de soluções, materiais, contextos, ambientes, escalas e tipologias. O conjunto serve como uma rica fonte de inspiração para quem busca referências para o próprio projeto residencial.

BAL 2021 em Pamplona: um olhar em perspectiva da cena arquitetônica latino-americana

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BAL 2021 em Pamplona: um olhar em perspectiva da cena arquitetônica latino-americana - Imagem de Destaque
Exposición en el Palacio del Condestable . Image Cortesía de BAL

É interessante resumir o que aconteceu em Pamplona há alguns dias, onde se celebrou pela 7ª vez a Bienal de Arquitetura Latino-Americana no Centro Cultural Civican.  À primeira vista, também pode parecer curioso que uma cidade espanhola como Pamplona seja a anfitriã de um evento cujo foco principal é a arquitetura latino-americana, que com o passar dos anos desenvolveu uma identidade tão própria e enraizada em seu contexto continental que, atualmente, pode-se pensar que pouco tem a ver com a arquitetura ibérica. No entanto, são dias em que a cidade se orgulha de ser essa ponte entre a América Latina e a Espanha, com a presença de jovens práticas de arquitetura que, com um ar de frescor e motivação, chegam para apresentar seu trabalho repleto de potencial e ideias promissoras para o futuro da cena arquitetônica latino-americana. 

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Habitando o tempo em três casas de Cazú Zegers

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A equipe da Cazú Zegers Arquitectura compartilha conosco o novo registro de suas três obras chilenas: Casa Ye, Casa Llu e Casa del Fuego. Capturadas pelas lentes da ClaraFilms, as produções buscaram incorporar a dimensão humana e mostrar como os espaços são vivenciados com o passar do tempo.

Clara Larraín, integrante da equipe, escreveu o texto a seguir, acompanhando a visão da arquiteta para sintetizar de forma poética o sentido desses três vídeos:

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