“Um banheiro é um lugar onde todos são iguais, não tem rico e pobre, idoso e jovem, todos são parte da humanidade”. Essa reflexão foi compartilhada por Wim Wenders, expoente do Cinema Novo Alemão e diretor do filmeDias Perfeitos (2023), ao ser questionado sobre os marcantes cenários de sua mais recente obra. Os banheiros públicos de Tóquio foram escolhidos por Wenders para construir uma narrativa que oferece profundas reflexões sobre a solidão, a simplicidade e a beleza da vida cotidiana.
A história gira em torno de Hirayama, um homem de meia-idade que trabalha como faxineiro de banheiros públicos em Tóquio. Sua vida é simples e rotineira, mas preenchida por pequenos prazeres e momentos de contemplação. Um cotidiano humilde que contrasta com as arquiteturas tecnológicas, coloridas e inovadoras dos banheiros públicos nos quais o protagonista passa o dia limpando.
Iniciativa de Resiliência Climática de Abu Dhabi / CBT Architects. Imagem cortesia de CBT Architects
À medida que as temperaturas globais se elevam, os impactos das ilhas de calor urbano — outrora consideradas uma ameaça invisível — tornam-se cada vez mais pronunciados e perigosos. A despeito dessa ameaça crescente, o espaço público, que constitui cerca de 30% das cidades, oferece um imenso potencial para proporcionar alívio contra o calor sufocante e introduzir novas oportunidades para fortalecer os esforços de resiliência urbana. Diante do aumento das temperaturas globais, cidades em regiões como os Emirados Árabes Unidos e a Índia enfrentam desafios sem precedentes para manter seus espaços urbanos habitáveis.
Uma porta pivotante é uma porta de giro que rotaciona sobre um eixo vertical. Diferencia-se das portas de dobradiça comuns, nas quais as dobradiças são fixadas na lateral da folha e na parede adjacente. Embora a porta pivotante exista há séculos, ela ainda é desconhecida por muitas pessoas. No entanto, um recente ressurgimento em seu uso a colocou em destaque como uma opção atraente para arquitetos/as, designers e proprietários/as.
Os Jogos Olímpicos de Paris 2024, oficialmente conhecidos como os Jogos da XXXIII Olimpíada, estão programados para acontecer de 26 de julho a 11 de agosto de 2024. Sendo a segunda cidade a sediar os Jogos Olímpicos de Verão por três vezes — depois de Londres —, tendo a primeira ocorrido em 1900 e a segunda em 1924, Paris irá exibir seu patrimônio cultural ao sediar os jogos de 2024 em marcos icônicos como o Grand Palais, a Torre Eiffel, os Jardins de Versalhes e a Place de la Concorde. Paralelamente, a capital francesa também passa por grandes reformas em suas vias navegáveis com um "Plano de Balneabilidade" bilionário, que visa transformar o rio Sena em uma rota aquática própria para banho durante os Jogos Olímpicos, buscando restaurar sua importância histórica como um rio urbano vibrante.
Com a proximidade dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o ArchDaily selecionou uma série de artigos e notícias que oferecem uma visão abrangente dos ambientes construídos e não construídos que servirão de palco para os jogos.
O termo "holístico" refere-se a uma abordagem que considera o sistema como um todo, em vez de focar em componentes individuais. Ele enfatiza a interconexão de vários elementos e visa criar algo equilibrado e harmonioso que promova o conforto geral. Essa abordagem é de extrema importância em um momento no qual o bem-estar pessoal e a sustentabilidade estão na vanguarda do design. Isso inclui a integração de elementos naturais, como luz e água, para criar ambientes calmos e rejuvenescedores, onde o equilíbrio e a harmonia garantem que todos os elementos de projeto funcionem de forma coesa para formar um espaço unificado. Os banheiros holísticos vão além da mera funcionalidade ao engajar os sentidos, promover o relaxamento e utilizar os recursos de forma responsável — uma abordagem abrangente adotada por marcas premium de soluções para banheiros como a hansgrohe.
A constante evolução das condições urbanas exige a transformação do ambiente construído, e os retrofits têm sido um mecanismo fundamental para permitir que os edifícios se adaptem e respondam a novas necessidades. Diante das preocupações ambientais globais, os retrofits climáticos tornaram-se uma estratégia popular para modernizar edificações com base na melhoria da eficiência operacional. Planos globais de descarbonização têm inclusive defendido retrofits em escala urbana, como no caso de Londres, para atingir metas municipais. Embora essas intervenções reduzam significativamente o consumo de energia, elas costumam trazer um custo oculto: o carbono incorporado nos materiais de retrofit e o potencial de geração de resíduos no futuro.
O patrimônio industrial, outrora fundamental para o crescimento urbano e a prosperidade econômica, hoje é frequentemente negligenciado e subutilizado. Ao redor do mundo, diversas fábricas, moinhos e galpões encontram-se abandonados, e suas estruturas singulares caem em desuso. Esses edifícios costumavam ser construídos com materiais como tijolo, aço, concreto e grandes janelas de vidro. Reconhecidos por sua resistência e durabilidade, tais materiais tornam essas estruturas candidatas ideais para reformas, preservando sua integridade estrutural.
É extremamente interessante aprofundar-se na prática de Iván Bravo. Em primeiro lugar, porque o percurso em direção à sua obra arquitetônica nos submerge em um vasto universo criativo através do interesse e da curiosidade do arquiteto por diversas disciplinas tangenciais, que depois se refletem diretamente em sua obra construída. Uma constante reflexão sobre a metodologia do fazer, os processos, as peças, o design e a materialidade converge em uma arquitetura nobre e honesta.
Os escritórios de arquitetura e as incorporadoras imobiliárias estão sempre em busca de soluções construtivas industrializadas para otimizar os prazos e custos associados à execução. No entanto, é fundamental não abrir mão da estética e da eficiência energética. Uma possível solução reside no amplo portfólio de soluções dentro do ecossistema de tijolos aparentes.
Três projetos recentes desenvolvidos na Espanha exemplificam a integração de fachadas de tijolo aparente, tornando-os únicos. Além disso, todos são finalistas do Prêmio de Arquitetura em Tijolo da Hispalyt 2021-2023 na categoria ‘Industrialização’.
O que torna algo sagrado? Quando um edifício passa a significar mais para nós do que quase todos os outros lugares, espaços, objetos ou atividades em nossas vidas?
No entanto, embora seu caráter hermético possa parecer um obstáculo para a adaptação a novas funções, o que se tem observado nas últimas décadas são iniciativas as quais valorizam essas estruturas, integrando-as à dinâmica urbana e destacando sua importância como parte da memória coletiva local.
A partir da análise de uma inovadora estrutura de grelha de bambu criada com o uso de realidade aumentada pelos/as arquitetos/as Kristof Crolla e Garvin Goepel em agosto de 2023, mergulhamos no complexo universo da arquitetura com bambu. O foco recai sobre sua aplicação em cúpulas, por meio de uma série de ilustrações detalhadas que revelam a profundidade do potencial desse material sustentável.
Empresas, agências e profissionais de design e arquitetura de todo o mundo estão convidados a enviar seus produtos e projetos para o German Design Awards 2025. Organizado pelo German Design Council, o prêmio estabelece padrões internacionais para o desenvolvimento de design original e competitividade no mercado global, seja por meio da digitalização ou da inteligência artificial (IA). A plataforma reconhece exclusivamente projetos pioneiros no cenário do design alemão e internacional que promovam avanços positivos no design circular, dando visibilidade ao sucesso alcançado, ao mesmo tempo que abre portas para uma valiosa rede de contatos, alcance internacional e novas oportunidades de mercado para os projetos premiados.
Atualmente, existem múltiplas vozes que abordam as diversas questões da arquitetura contemporânea. Os temas são numerosos e transitam desde a sustentabilidade e a inclusão até a justiça social e a crise na gestão do solo. À primeira vista, parece não haver um terreno comum onde todos esses conceitos possam coexistir de maneira transversal. No entanto, se olharmos em retrospectiva, podemos ver que, para além dos conceitos arquitetônicos formais, o verdadeiro propósito da arquitetura são, provavelmente, as pessoas e as vidas que nela se desenvolvem.
Assim, muitos poderiam argumentar que a vida é, possivelmente, mais importante do que a arquitetura, abrindo espaço para um amplo debate. O fato é que, hoje, surgem e se consolidam narrativas e vozes orientadas à renovação de ferramentas e linguagens arquitetônicas, transformando o ambiente construído em um meio para promover um futuro mais equitativo e otimista para todas as pessoas. Uma dessas vozes é a de Tatiana Bilbao, reconhecida por sua abordagem centrada no processo, onde a vida e as interações humanas desempenham um papel crucial na definição do hábitat.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140271/a-vida-muda-a-cada-segundo-e-a-arquitetura-nao-muda-nunca-uma-conversa-com-tatiana-bilbaoEnrique Tovar
Este artigo é o décimo de uma série com foco na Arquitetura do Metaverso. O ArchDaily colaborou com John Marx, AIA, sócio-fundador de projeto e Diretor Artístico da Form4 Architecture, para trazer artigos mensais que buscam definir o Metaverso, transmitir o potencial deste novo reino, bem como compreender suas limitações. Neste artigo especial, o arquiteto John Marx questiona os limites e capacidades da IA na arquitetura e na criação de edifícios que ressoem profundamente com as pessoas e as comunidades.
Nicolás Valencia conversa esta semana no podcast TERRAZA com o arquiteto espanhol Mauro Gil-Fournier, autor do livro “As casas que me habitam”, publicado por Arquitecturas afectivas em 2022.
Em “As casas que me habitam”, Gil-Fournier propõe que, como cidadãos e cidadãs, pensamos que habitamos nossas casas, nossas praças e nossas cidades, quando na verdade habitamos apenas nossas práticas cotidianas. As casas apresentadas aqui são os afetos que nos habitam no dia a dia.
“As arquiteturas afetivas permitem criar um espaço onde é possível se expressar de maneira honesta, sem preconceitos e com segurança”, afirma Gil-Fournier nesta entrevista.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140770/mauro-gil-fournier-todos-falam-sobre-como-os-ambientes-nos-afetam-mas-ninguem-fala-sobre-como-nos-afetamos-os-espacosArchDaily Team
Em 1853, na Feira Mundial de Nova York, um senhor de terno e cartola subiu a uma plataforma suspensa e ordenou que a corda a qual a sustentava fosse cortada. Ele caiu alguns centímetros, mas o sistema de segurança entrou em ação e a plataforma se manteve estável para delírio da multidão que estava assistindo. Nesse momento, talvez nem Elisha Graves Otis tivesse dimensão de como sua invenção iria mudar definitivamente o rumo da arquitetura.
A personalização de elementos de arquitetura e design tornou-se uma tendência global importante na criação de espaços excepcionais e individualizados. Atualmente, qualquer elemento passível de personalização torna-se uma oportunidade, com clientes e arquitetos/as ansiosos por se destacar e criar projetos que reflitam fielmente seus gostos pessoais e estilos de vida. No universo dos porcelanatos, a personalização é uma maneira fundamental de infundir personalidade ao design — foco que a marca Kaolin vem priorizando por meio de seu Programa de Customização.
Hoje está claro que aproximadamente 80% das emissões de projetos de arquitetura paisagística vêm dos materiais. Isso inclui a extração de recursos naturais, sua fabricação, transporte e construção em parques, praças, ruas, campi e bairros. Uma parcela significativa das emissões no ambiente construído decorre de dois materiais: o concreto e o metal, o que inclui o aço e o alumínio.
O desafio reside no fato de que utilizamos grandes volumes de ambos os materiais, que são difíceis de substituir devido à sua resistência e utilidade, além de que mitigar seu impacto ambiental é um processo complexo. No entanto, há avanços em curso.
Descubra a edição mais recente de "My Point of View" da Sky-Frame, com o arquiteto David Montalba.
David Montalba nasceu na Suíça, mas cresceu na Califórnia. Tornou-se um surfista apaixonado, flutuando nas ondas do Pacífico, contemplando a terra firme, mas sempre sentindo e ouvindo o oceano ao seu redor; profundamente conectado à natureza.
“Eu já surfava aos 12 ou 13 anos, e essa foi a minha grande motivação provavelmente até os 18 ou 19”, observa ele. “Trouxe uma espécie de espiritualidade para a minha vida. Foi quando me senti mais conectado com a natureza e verdadeiramente comigo mesmo... Ainda é algo muito especial para mim. É uma daquelas coisas que conseguem, ao mesmo tempo, nos ancorar e nos conectar com a natureza de uma forma única.”
Projetar para a experiência humana tem estado no centro das intenções e motivações por trás do trabalho de arquitetos/as. Embora os processos tradicionais se mostrem benéficos, o setor busca superar limites para encontrar oportunidades de colaboração com outras áreas do design e de outros campos do conhecimento. Novas abordagens têm surgido a partir de colaborações entre arquitetos/as e designers de serviço, ou mesmo psicólogos/as, para criar espaços mais centrados nas pessoas. Uma nova interseção vem chamando a atenção de profissionais, impulsionada em especial por uma recente instalação sobre neuroarquitetura no Salone del Mobile. O ArchDaily detalha o escopo e o potencial dessa nova disciplina com Federica Sanchez, arquiteta e pesquisadora de neurociência no escritório italiano Lombardini22, responsável pela reestruturação do Salone.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, discutem o papel dos conceitos de arquitetura no dia a dia profissional. Os dois abordam a importância do pensamento conceitual, a ausência de conceitos nos escritórios de arquitetura, a diferença entre projetos no ambiente acadêmico versus na prática, os desafios de fundir o pensamento conceitual aos aspectos técnicos do cotidiano de trabalho, entre outros temas. Divirta-se!
https://www.archdaily.com.br/pt/1140858/podcast-the-second-studio-conceitos-em-escritorios-de-arquiteturaThe Second Studio Podcast
Enquanto Barcelona se prepara para ser a Capital Mundial da Arquitetura em 2026, a cidade convoca jovens arquitetos/as com menos de 35 anos para reimaginar 10 empenas cegas permanentes — uma em cada distrito — e transformá-las em novas fachadas que deixarão um legado urbano. EsteConcurso Internacional de Ideias para Jovens Arquitetos/astem como objetivo melhorar a qualidade do espaço públicopor meio da transformação e da revitalização. Organizado pela Prefeitura de Barcelona e pela Fundació Mies van der Rohe, em parceria com a UNESCOe a União Internacional de Arquitetos (UIA), o certame busca propostas arquitetônicas que deem significado a paredes atualmente anônimas e sem nenhum destaque, expostas no espaço público em um estado provisório permanente.
As reclamações de arquitetos e arquitetas são inúteis. O edifício com estrutura leve de madeira sobre embasamento — o chamado 5-over-1 — veio para ficar. "A Caixa", como gosto de chamá-la, utiliza a tecnologia híbrida de uma base de concreto e aço sob uma estrutura leve de madeira, sendo usada predominantemente para habitação a preço de mercado. Apesar da reação negativa comum à sua estética banal, seu apelo para uma grande parcela de consumidores de apartamentos é inegável. É também, obviamente, um sucesso entre as incorporadoras.