Como projetar espaços habitáveis aproveitando ao máximo os metros quadrados disponíveis? Atualmente, o projeto de habitações nos grandes centros urbanos costuma estar associado à busca por formas de otimizar os espaços internos, integrar os ambientes para uma melhor iluminação e ventilação, e alcançar uma conexão com o exterior. Alinhados às necessidades de seus/suas habitantes, às exigências do projeto e, frequentemente, aos custos de construção, profissionais da arquitetura buscam trazer flexibilidade, amplitude e adaptabilidade aos espaços por meio de reformas, renovações, transformações, entre outras intervenções que ofereçam boas condições de habitabilidade e considerem as possíveis mudanças a serem enfrentadas pelas novas e futuras gerações.
O Portal do Tempo, projetado por Longhi Architects, é um projeto arquitetônico encomendado pela empresa "Los Portales" para criar um símbolo de identidade na praça de um condomínio moderno na cidade de Juliaca, Peru.
O projeto se expressa como uma fusão entre as características fundamentais da cultura e do paisagismo inca e traços da globalização contemporânea, representada aqui pelo consagrado ícone do código QR.
Como parte de um projeto liderado pelo artista holandês Thomas Kole, foi lançado o site intitulado "Retrato de Tenochtitlán: reconstrução 3D da capital mexica", que apresenta uma variedade de imagens do que foi Tenochtitlán. Essa reconstrução baseia-se em fontes históricas e arqueológicas, bem como no conhecimento coletivo que hoje gera essas imagens para continuarmos estudando nossa história. O site oferece a opção de navegação em três idiomas: Nahuatlahtolli, Espanhol e Inglês, revelando uma sobreposição de imagens atuais que permite comparar o antes e o depois apenas deslizando o cursor pela tela. O projeto foi realizado com softwares de código aberto, Blender, Gimp e Darktable.
Paola Jirón é a presidente nomeada do novo Conselho Nacional de Desenvolvimento Territorial do Chile (CNDT), uma nova entidade que funde o Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano (CNDU) e o Rural (CNDR), assumindo o desafio de promover um planejamento que leve em consideração as características específicas de cada região, além de facilitar diálogos para elaborar soluções que abordem problemas territoriais, como o aumento da população em acampamentos, o desenvolvimento urbano em áreas de risco de desastres e a crescente subdivisão de terras rurais.
No campo da arquitetura de mídia e seu papel no apoio às lutas por justiça social, a recente Media Architecture Biennale 2023 (MAB23) em Toronto, no Canadá, lançou luz sobre um aspecto fascinante: a rápida e ampla propagação da iluminação de solidariedade em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. As iluminações sincronizadas, repletas de ativismo e projetos de arte globais, tornaram-se um poderoso símbolo de apoio mundial à Ucrânia em seu momento de crise. Duas enfáticas lideranças políticas femininas na Europa deram início à mensagem luminosa de solidariedade. Surpreendentemente, a iluminação com as cores azul e amarela da bandeira ucraniana em edifícios emblemáticos ao redor do mundo definiu uma imagem de solidariedade na imprensa de forma ainda mais rápida do que as grandes multidões em protestos pacifistas no fim de semana seguinte ao início da guerra.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais do campo criativo em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify, e YouTube.
Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, discutem se os/as arquitetos/as devem ou não vender suas plantas baixas online. A dupla aborda os benefícios financeiros da venda de plantas, a democratização do acesso a boas plantas baixas, as desvantagens de vender serviços parciais, as preocupações com a qualidade, o futuro da profissão, a priorização da velocidade e da eficiência no projeto, os motivos pelos quais os/as arquitetos/as frequentemente não são contratados/as para os projetos, entre outros tópicos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138515/the-second-studio-podcast-arquitetos-as-devem-vender-plantas-baixas-onlineThe Second Studio Podcast
As novas residências modernas da Costa Rica são construídas de modo a flutuar sobre a paisagem. Essa vertente de habitações elevadas foi projetada para minimizar o impacto ambiental, ao mesmo tempo em que dialoga com a topografia acidentada. Com o objetivo de se tornar um país neutro em carbono, a Costa Rica está transformando seu mercado imobiliário em resposta à crescente demanda por novos edifícios residenciais.
Profissionais de design da atualidade herdaram desafios globais sem precedentes, um legado que exigirá formas radicalmente novas de conceber os edifícios, lugares e paisagens que abrigam nossos diversos modos de vida. O College of Environmental Design oferece diversos programas introdutórios e avançados para quem tem interesse em enfrentar esses desafios nos campos da arquitetura, arquitetura paisagística e planejamento ambiental, desenho urbano e planejamento urbano sustentável. Acesse o site de Programas de Verão da UC Berkeley para ver imagens dos trabalhos de estudantes e saber mais sobre a experiência de verão no CED.
O campo da arquitetura não é exatamente um tema de grande interesse para a maioria de estudantes de graduação. O contato mais próximo que costumam ter com o assunto ocorre em disciplinas panorâmicas de história da arte, nas quais a arquitetura é apresentada como um desfile de estilos ao longo dos milênios — apenas mais uma forma de expressão visual.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126583/ensinando-a-apreciar-a-arquitetura-atraves-do-cinemaMichael J. Crosbie
Para responder às demandas cotidianas e permitir o correto desenvolvimento das funções domésticas, os espaços internos e externos de uma residência exigem certo nível de equipamento – por mais mínimo e essencial que seja. Em muitos casos, a escolha e o design do mobiliário que complementará o projeto de arquitetura acabam relegados a uma etapa “pós-construtiva” e, de modo geral, ficam sob a responsabilidade do próprio cliente.
No entanto, para alguns profissionais de arquitetura, o design do mobiliário é considerado parte indissociável do projeto. Aproveitando a plasticidade e a maleabilidade de determinados materiais, optam por conceber o mobiliário dos espaços internos em perfeita consonância com a arquitetura. Em seus projetos, bancos, estantes e bancadas integram-se à linguagem do espaço, desdobrando-se de forma escultórica e dando continuidade às superfícies de pisos, paredes e divisórias.
Com dezembro e janeiro praticamente superados, muitos de nós estivemos ocupados elaborando relatórios. Há um número cada vez maior de ferramentas para mensurar o valor de relações públicas (RP) sendo vendidas a empresas como forma de justificar sua própria importância. Não há dúvida de que é útil fazer um balanço periódico de iniciativas passadas e futuras, e a elaboração de um relatório pode até ser prazerosa ao reforçar uma sensação de realização e direcionamento. O problema é que essa cultura excessivamente dependente de relatórios gera uma comunicação de RP focada em gestão, que prioriza como algo parecerá no papel — em termos de estatísticas, gráficos e imagens — em detrimento do que foi de fato realizado.
A The Architecture Foundation, em Londres, por exemplo, está destacando o crescente cansaço em relação às bienais em seu próximo evento de março, intitulado “Bored of Biennales” [Cansados de Bienais]. É fácil imaginar como, com frequência, a melhor experiência desses eventos se dá não in situ, mas sim por meio de relatórios cuidadosamente editados ou da cobertura da mídia, conforme sugere a Fundação.
Quando um/a arquiteto/a se dedica de corpo e alma a um projeto, a última coisa com que deseja lidar é um/a cliente insatisfeito/a e, consequentemente, um possível litígio.
A mitigação de riscos continua sendo uma preocupação prioritária para arquitetos/as, independentemente de como o setor de Arquitetura, Engenharia, Construção e Operações (AECO) evolua. Novas e crescentes exigências para que os escritórios redobrem seus esforços na identificação de riscos potenciais e garantam o arquivamento da documentação adequada para evitar atribuição de culpa têm um limite de eficácia.
Boas-vindas a West Hollywood e ao episódio 9 de Opening Up. Denis Devin Donner, do escritório Rudin Donner Design, sediado em Los Angeles, nos apresenta este projeto pelo qual é apaixonado. A transformação começou com uma mansão que carecia de uma entrada definida e culminou em um portão que emoldura uma bela vista.
A metodologia BIM (Building Information Modeling) está revolucionando o setor da construção e, com ela, o papel do/a BIM Manager. Este/a profissional é responsável por gerenciar o processo construtivo com BIM, desde os primeiros esboços até o fim da obra.
A trajetória de carreira de um/a BIM Manager pode variar em função de sua formação, experiência e objetivos. No entanto, de modo geral, esses/as profissionais costumam seguir um caminho profissional semelhante.
O escritório sediado na Cidade do México LOCUS, em colaboração com o Studio Météores e Philippe Rahm Architectes, conquistou o quarto lugar no concurso internacional de etapa única para a renovação do Museu Nacional de Cartago com o projeto intitulado “Birsa, Topografias de um ato de reparação”. O Ministério dos Assuntos Culturais da República da Tunísia anunciou os resultados do concurso organizado pela UIA, pela OAT, pela UNESCO, pela Expertise France e pela Patrimoine 3000.
O papel e a relação do mobiliário na arquitetura e no design de interiores são de extrema relevância. Profissionais de design como Eileen Gray, Alvar Aalto, Mies Van der Rohe e Verner Panton conceberam móveis —principalmente banquetas e cadeiras— que resistem ao tempo como elementos potentes e atemporais, exercendo um impacto determinante na atmosfera dos interiores. Desse modo, a relação entre o mobiliário e o espaço torna-se um diálogo constante no qual design, estética e materialidade aportam suas próprias dimensões.
Atualmente, o mobiliário não deve se limitar a desempenhar apenas um papel estético e funcional, mas também deve ter um propósito no contexto do design contemporâneo e do desenvolvimento sustentável. É fundamental refletir e questionar os processos e as escolhas de materiais na fabricação desses elementos, além do valor que agregam aos espaços internos. Diante desse cenário, a HEWI deu um passo à frente ao criar a família Re-seat, composta por banquetas e cadeiras feitas de materiais reciclados pós-industriais (PIR), provenientes em parte dos processos da própria empresa e de um fornecedor regional, ambos baseados em Bad Arolsen, na Alemanha. A linha também apresenta soluções integradas pautadas pelo design universal, posicionando-se a favor da inovação e do ecodesign.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138166/reaproveitamento-de-materiais-do-reciclado-pos-industrial-ao-mobiliario-acessivelEnrique Tovar
Ao projetar e construir um refúgio paradisíaco em uma ilha, existem certas comodidades essenciais esperadas até mesmo por visitantes que buscam uma experiência mais essencial para encontrar paz e conforto em um ambiente inacessível — como alimentação, abrigo, água potável e um meio de contato com o continente. No entanto, viabilizar isso exige um equilíbrio delicado: tornar habitáveis e acolhedores esses locais que estão entre os menos visitados da Terra, sem destruir sua integridade ou serenidade no processo.
HSG Learning Center / Foto de Roland Halbe. Imagem cortesia de Holcim
A necessidade de reduzir a pegada de carbono da indústria da construção e sua dependência de recursos naturais virgens é o desafio mais urgente enfrentado pelo setor. Portanto, é de extrema importância fomentar inovações que possam aprimorar os materiais de construção existentes e torná-los ecológicos, de modo a enfrentar com sucesso sua significativa pegada de carbono e fechar o ciclo dos materiais.
O concreto, por exemplo, é utilizado desde a época dos antigos romanos, tendo se mostrado um material de construção durável, resistente, acessível e versátil. Hoje, é o recurso manufaturado mais utilizado no mundo. Contudo, seus métodos de produção geram preocupações ambientais: em primeiro lugar, devido ao alto consumo de recursos naturais como areia e cascalho; e, em segundo lugar —e ainda mais importante— por conta das emissões de CO₂ associadas à produção de seu ingrediente principal: o cimento.
Como parte de uma iniciativa do Tec de Monterrey, este ano celebra-se o Primeiro Prêmio do 215º Tradicional Sorteo Tec com uma obra da arquiteta mexicana Cristina Grappin. Com este projeto, o sorteio universitário do Tecnológico de Monterrey reforça o apoio ao Programa Líderes del Mañana, uma iniciativa para impulsionar a mudança, a mobilidade social e o impacto duradouro de jovens com excelência acadêmica.
A melancolia de uma típica "copa" de escritório — e por copa entende-se uma chaleira velha, duas colheres enferrujadas (ambas sumidas) e três cadeiras bambas em torno de uma mesa para uma única pessoa — pode ser a causa de grande descontentamento entre as equipes. No entanto, quando as alternativas se resumem a caminhar em meio à poluição da cidade ou se curvar sobre a mesa com uma marmita, derrubando migalhas no teclado, não resta muita escolha.
No ambiente de trabalho pós-pandemia, contudo, em que o bem-estar dos/as colaboradores/as exige atenção e as próprias empresas buscam maneiras de tornar seus escritórios mais atraentes em um modelo híbrido, o antigo formato do refeitório corporativo pode estar prestes a voltar ao cardápio. Apresentamos a seguir uma seleção de projetos que provam que essa fórmula funciona, e de que maneira.
O Grasshopper está na boca de todos. Trata-se de uma maneira empolgante de explorar o design paramétrico e generativo na arquitetura — e a possibilidade de criar e renderizar esses conceitos e animações para apresentar a clientes é ainda mais impressionante.
O V-Ray é um renderizador 3D consagrado que oferece a profissionais que utilizam o Rhino o poder de renderizar tudo, desde conceitos rápidos até projetos finalizados. Além disso, permite que profissionais de design entreguem renderizações de qualidade profissional em cada etapa do processo. O V-Ray para Grasshopper acompanha o V-Ray para Rhino, tornando a animação e renderização de projetos paramétricos um processo rápido e fácil.
Para o subcontinente indiano, meados do século XX marcaram um período de transformação, repleto de turbulências e esperança. Ao se libertarem de um século de domínio britânico, a Índia e os recém-formados Paquistão e Bangladesh apegaram-se a uma visão otimista de uma sociedade transformada. A recente independência abriu caminho para que o movimento modernista internacional projetasse uma nova identidade para as nações. Na vanguarda desse movimento em Bangladesh estava o arquiteto Muzharul Islam, cujo trabalho continua a influenciar a arquitetura contemporânea do país.
Os processos de administração de obras podem impor desafios significativos à produtividade dos projetos. O processamento de submissões de documentos (submittals) e solicitações de informação (RFIs — parte fundamental do ciclo de vida de qualquer projeto) constitui uma tarefa árdua e demorada para a maioria das equipes. No caso de empreendimentos de grande porte, as equipes de projeto podem ser inundadas por milhares de submissões e centenas de RFIs.
O setor de AEC move-se em um ritmo acelerado, exigindo que profissionais de arquitetura e engenharia processem e respondam rapidamente a RFIs e submissões para cumprir prazos rigorosos e manter os custos dentro do orçamento — o que representa um desafio constante para as equipes.
Transformando um modelo de massa conceitual em BIM com os fluxos de trabalho automatizados do Snaptrude. Imagem cortesia de Snaptrude
No dinâmico mundo do projeto e da construção, as ferramentas à disposição de arquitetos e arquitetas permaneceram praticamente as mesmas por décadas. Com base em uma compreensão profunda de como esses(as) profissionais projetam, o Snaptrude surge como uma ferramenta colaborativa de projeto de edificações em 3D. A plataforma incorpora modelagem paramétrica inteligente, informações de construção em tempo real, colaboração simplificada e oferece forte interoperabilidade com outras ferramentas BIM, como o Revit.
A seguir, analisamos seus diversos recursos para demonstrar como o Snaptrude capacita o processo de projeto, tornando-o mais rápido, inteligente e colaborativo.