Proposta de casa modular. Imagem cortesia de Han Kuo
A habitação é uma tipologia arquitetônica diversa, cuja configuração é determinada não apenas por quem a projeta, mas também pelo uso de quem nela habita. Dessa forma, as moradias são estruturas fundamentalmente adaptáveis que evoluem em sintonia com seu tempo e com seus/as usuários/as, passando por constantes transformações que se manifestam nos modos de vida. A casa concebida hoje não será a mesma construída amanhã; portanto, torna-se necessário manter uma abordagem crítica e profunda sobre o papel que ela desempenha no ambiente construído.
Nesse sentido, a arquitetura modular tem se apresentado consistentemente como uma estratégia de projeto dinâmica que revolucionou a habitação, desenvolvendo soluções versáteis para espaços e práticas construtivas sustentáveis. Desse modo, a habitação modular tem sido um terreno fértil para explorar e aprofundar maneiras de habitar o espaço e atender às necessidades humanas. Das casas de catálogo pré-fabricadas do século XIX ao boom imobiliário pós-Segunda Guerra Mundial, sua evolução reflete tanto propostas passadas quanto a exploração de novos conceitos para o futuro.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140415/como-o-design-modular-pode-ser-usado-para-revolucionar-a-arquitetura-habitacionalEnrique Tovar
Movido por um espírito inovador, o AMDL CIRCLE, estúdio de Michele De Lucchi, fez uma parceria com a Mara para projetar uma nova cadeira, a TYPO. Imagem cortesia de Mara
Quem me conhece sabe que adoro fazer perguntas. Provavelmente até demais. No entanto, quando nos deparamos com um dos grandes nomes da arquitetura e do design italiano, como Michele De Lucchi, nossa atenção se volta inteiramente a ele, tamanho é o calibre de seu pensamento e a eloquência de sua expressão, construídos ao longo de mais de meio século de uma prática criativa experimental e, por vezes, iconoclasta. Desde sua participação em coletivos de design de vanguarda, como o Studio Alchimia e o Memphis, até a criação da luminária Tolomeo (vencedora do Compasso d’Oro) e da cafeteira Pulcina, ele já viu e realizou de tudo.
Com o aumento dos custos dos materiais de construção, construtores/as e incorporadoras buscam alternativas aos métodos tradicionais de construção residencial para enfrentar o déficit habitacional. Em resposta a esse cenário, o setor de impressão 3D surge como um campo da tecnologia de construção em franca expansão. Essa tecnologia promete uma construção mais rápida e barata, além do potencial de extrudar materiais locais e reciclados. No entanto, devido à resistência histórica do setor à mudança, uma transição radical que envolva máquinas de impressão 3D de grande porte nos canteiros de obras e uma reformulação completa dos processos construtivos parece improvável no curto prazo.
A habitação modular pré-fabricada impressa em 3D surge como uma solução atraente, pois oferece as vantagens dos avanços da impressão 3D ao mesmo tempo em que aproveita a mão de obra e os maquinários padrão da construção civil. Na construção impressa em 3D fora do canteiro (off-site), não há necessidade de transportar maquinários massivos de impressão 3D para o local da obra. Em vez disso, os componentes são impressos em um ambiente controlado e, posteriormente, montados no local. Esses tipos de kits residenciais modulares de peças impressas em 3D já estão sendo fabricados e atraem investimentos significativos.
O Airbnb, sem dúvida, transformou profundamente o setor hoteleiro, inspirando um ecossistema de empresas que impulsionam a economia compartilhada, como as startups de coliving. Embora essas companhias tenham alcançado um sucesso financeiro impressionante, aponta-se que elas geram efeitos problemáticos na escala urbana. O Airbnb, em particular, é acusado de inflacionar os preços dos aluguéis em cidades que já enfrentam crises de acessibilidade à moradia. De maneira análoga ao impacto do Uber na mobilidade urbana, a rápida expansão do Airbnb trouxe desafios significativos para as administrações locais, exigindo regulamentações abrangentes e uma reavaliação de sua atuação na dinâmica das cidades.
Seja subindo até o quarto mais alto da torre mais alta de um castelo digno da Disney, dando a alguém a chance de declarar seu amor na escada de incêndio de um edifício residencial, ou conectando um porão ou sótão por meio de um elemento decorativo de época, há algo inevitavelmente romântico nas escadas em caracol. No entanto, por trás dessas formas sinuosas há muito mais funcionalidade do que apenas sua beleza estética.
Uma teoria bastante difundida sustenta que as escadas em caracol foram instaladas originalmente em castelos históricos como barreiras verticais, exaurindo os invasores antes que conseguissem chegar ao topo. É por isso — segundo se conta — que muitas delas sobem no sentido horário, limitando o raio de movimento dos atacantes para golpear com suas armas (geralmente empunhadas com a mão direita) em comparação com os defensores que vinham descendo.
Não sou de forma alguma especialista em parcerias público-privadas. No entanto, por cerca de 10 anos, como planejador/a de campus da University of California Berkeley e, posteriormente, arquiteto/a do campus, acompanhei o desenrolar desses empreendimentos no ensino superior — às vezes da primeira fileira, às vezes como participante. Durante esse período, essa estratégia, promovida com grande entusiasmo e otimismo, era apontada como a resposta para qualquer problema que surgisse. Ainda assim, a definição de parceria público-privada era imprecisa. O próprio conceito parecia servir a múltiplos propósitos para as pessoas, dependendo do que era necessário, de quem o recomendava e de quais equivalentes (se houvesse) existiam fora da universidade. Essa tendência continua forte hoje, tornando ainda mais crucial mapear os prós e contras dessa estratégia de desenvolvimento, não apenas para faculdades e universidades, mas para todas as decisões públicas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140616/empreendimentos-com-fins-lucrativos-sao-coerentes-com-os-valores-de-uma-universidade-publicaEmily B. Marthinsen
Simone Farresin, do estúdio italiano Formafantasma, fala sobre sua prática profissional ao lado do parceiro Andrea Trimarchi, o trabalho desenvolvido por ambos e as diferentes abordagens em seus projetos. Ele também aborda a participação da dupla na Semana de Design de Milão e o papel político de profissionais criativos no mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140417/simone-farresin-do-formafantasma-sobre-a-semana-de-design-de-milao-e-a-responsabilidade-dos-as-designersArchDaily Team
A Milan Design Week há muito se consolidou como um dos eventos mais significativos no cenário global do design, apresentando conceitos inovadores e talentos visionários, além de fomentar discussões fundamentais na comunidade criativa. Desde a grandiosa feira de negócios Salone Del Mobile na Rho Fiera até os distritos de design espalhados por toda a cidade, a Design Week reúne vozes, perspectivas e talentos diversos. De acordo com o comunicado de imprensa do Salone del Mobile, a feira deste ano teve um aumento de 17,1% no número de visitantes em relação a 2023, registrando um recorde de 361.417 participantes no total.
Atraindo visitantes da China, Alemanha, Espanha, Brasil, Índia, Turquia, Japão e de muitos outros países, a semana de design apresenta uma infinidade de exposições, instalações, palestras e painéis. Com o encerramento do evento, que ocorreu de 15 a 21 de abril de 2024, este artigo destaca diversas instalações espalhadas pela cidade que são de grande relevância para profissionais da arquitetura e do design em todo o mundo. Seja pela exploração de regeneração proposta por Mario Cucinella, pela exposição do Google que experimenta com os sentidos e as cores, ou pela investigação do escritório MAD Architects sobre os limites entre paisagens naturais e artificiais, a semana foi repleta de colaborações frutíferas que apontam para o futuro do design.
Em uma nação que enfrenta uma grave escassez de moradia para suas parcelas economicamente mais vulneráveis, o conceito de "habitação de baixo custo" curiosamente desapareceu da consciência pública e dos debates políticos. Como uma crise que afeta milhões de pessoas entre as mais pobres do país, a necessidade de moradias acessíveis tornou-se ainda mais urgente à medida que a população da Índia ultrapassa a da China, tornando-se a nação mais populosa do mundo. Se não for resolvida, a crise habitacional poderá resultar em desabrigo em massa e em condições de vida indignas para os cidadãos e cidadãs.
Os spots Mood Pro da Reggiani prestam-se a composições arquitetônicas limpas, enquanto a luminosidade que proporcionam pode ser controlada para ajudar a moldar atmosferas. Imagem Cortesia de Reggiani
Muito se fala sobre como o sucesso de um espaço interno depende do layout de suas paredes, portas e janelas, e talvez do tom da tinta ou do nível de conforto das cadeiras ali dispostas. A verdade, porém, é que o projeto provavelmente prosperará ou fracassará devido à qualidade de sua iluminação.
Não é novidade que a luz tende a elevar o espírito, ao passo que os longos e cinzentos dias de inverno podem desanimar; a força da luz sempre teve impacto direto na arquitetura. Basta conversar com o/a arquiteto/a britânico/a John Pawson por cinco minutos para perceber que a luz é, talvez, seu material favorito — moldando ambientes internos por meio do controle meticuloso de seus pontos de entrada. Hoje, contudo, o poder da iluminação vai muito além do gerenciamento da luz natural em um espaço; o conhecimento crescente sobre o impacto preciso de diferentes qualidades de luz nos permite começar a moldar atmosferas com a iluminação artificial em nossos interiores com grande eficácia.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140383/moldando-estados-de-espirito-reggiani-e-os-efeitos-estimulantes-da-luz-controladaEmma Moore
Imagem cortesia AFT Arquitectos - Biblioteca del Bicentenario
Os grandes equipamentos urbanos (GEUs) são geralmente edifícios ou conjuntos de edifícios — públicos ou não — e espaços onde se desenvolvem atividades complementares à habitabilidade. Portanto, são denominados como tais os edifícios que, por sua função, uso e localização, geram impacto no desenvolvimento de novas centralidades. Por seu alcance e posicionamento em nível estratégico, podem ser identificados como marcos urbanos dentro de uma rede de edifícios simbólicos que caracterizam as cidades globalizadas.
A cidade de Rosário conta com uma grande trajetória em planejamento urbano desde o Plano Regulador de 1935, de Ángel Guido, Carlos Della Paolera e Adolfo Farengo, seguido pelo Plano Regulador de 1968, de Oscar Mongsfeld. Com o retorno da democracia em 1983, as sucessivas administrações municipais mantiveram a continuidade no planejamento territorial, seguindo as principais diretrizes dos planos mencionados e formalizando outros, como o Plano Diretor (1991), o Plano Diretor de Rosário (2001) e o Plano Urbano Rosário (PUR) 2007/2017 e suas atualizações, entre outros.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140376/os-grandes-equipamentos-urbanos-na-cidade-de-rosario-paradigmas-urbanos-ou-politicas-publicasMauro Latour y Pablo Mazzaro
Em 10 de abril de 2024, a New York Landmarks Conservancy concedeu o Prêmio de Liderança em Preservação à autora e urbanista Roberta Brandes Gratz. Ativista de longa data da preservação, Gratz atuou na Comissão de Preservação de Monumentos Históricos da cidade. Ela também liderou o bem-sucedido esforço de restauração da Sinagoga da Eldridge Street, hoje o Museum at Eldridge Street. O texto a seguir é uma versão ligeiramente editada do discurso proferido por Gratz na 34ª edição anual do Prêmio de Preservação Lucy C. Moses.
Santa Cruz de la Sierra localiza-se nas planícies orientais da Bolívia, às margens do rio Piraí. Sendo a cidade mais populosa do país, ela revela uma extrema complexidade social e cultural, cercada por extensas pampas e planícies. Além disso, representa uma das cidades mais desenvolvidas da Bolívia, contando com um elevado indicador municipal de desenvolvimento sustentável. Investigando a importância da arquitetura comunitária, a apropriação popular, o caráter de urbanidade e outros conceitos, este artigo explora a história por trás do Monumento à Cúpula das Américas a partir de uma série de narrativas, documentações, desenhos e imagens capturadas pelas lentes de Pino Musi.
A edição deste ano da Milan Design Week reuniu profissionais de design e arquitetura, produtores e figuras proeminentes do setor. As atividades dividiram-se entre o Salone del Mobile no pavilhão Rho Fiera, uma feira de negócios com mais de 1.950 expositores, e o Fuorisalone, com eventos espalhados por Milão. Com inúmeras instalações por toda a cidade e uma vasta programação de eventos, palestras e debates, a Milan Design Week se consolida como um dos marcos mais importantes do design global. Para arquitetos e arquitetas, trata-se de uma oportunidade não apenas de trocar ideias, mas também de contribuir de forma ativa por meio de colaborações e investigações interdisciplinares.
Este ano, diversos arquitetos e arquitetas de renome internacional estabeleceram parcerias com marcas de mobiliário e iluminação, explorando a interseção entre o design e a arquitetura. Apesar da mudança de escala, muitos desses produtos refletem a linguagem arquitetônica marcante de seus autores, oferecendo um vislumbre dos princípios que norteiam sua prática profissional. Para além das investigações estéticas, muitas das peças selecionadas abordam temas de grande relevância atual, desde a urgência no desenvolvimento de materiais mais sustentáveis e com menor pegada de carbono até o impacto potencial de novas tecnologias, como a inteligência artificial.
A construção modular é um processo no qual uma edificação é construída fora de seu local de implantação definitivo, em um ambiente de fábrica controlado, utilizando materiais idênticos e obedecendo a um conjunto de normas e regulamentos. O método foi inicialmente introduzido como uma solução na busca por sistemas construtivos eficientes, com controle de qualidade e viabilidade econômica. Esse método de construção industrializada evoluiu para atender a demandas históricas e, recentemente, passou a despertar um interesse renovado. Esses "módulos" são então transportados para o canteiro de obras e montados para compor a estrutura final, atendendo aos mesmos padrões técnicos de instalações construídas de forma convencional. Apresentando benefícios potenciais em termos de redução de resíduos, eficiência energética, respostas a emergências e rapidez no desenvolvimento, essa metodologia vem ganhando força em todo o mundo.
Nos últimos anos, a construção modular consolidou-se como um divisor de águas no setor da construção civil, especialmente no Oriente Médio e na região do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Diante da crescente adoção de soluções inovadoras para atender às demandas em constante evolução da região, a construção modular desponta como uma alternativa atraente. Com o aumento da conscientização e os avanços tecnológicos contínuos, essa metodologia pode oferecer uma alternativa viável às práticas construtivas tradicionais na região do CCG.
A prática da arquitetura tem se concentrado tradicionalmente em serviços personalizados e baseados em projetos — um modelo consolidado e continuamente preferido por profissionais do setor. Embora essa abordagem resulte em ambientes construídos notáveis, ela enfrenta dificuldades para alcançar escalabilidade e longevidade. O setor de arquitetura tem demonstrado pouco interesse em explorar práticas, processos e modelos de negócios alternativos, especialmente considerando que o modelo tradicional é tão vulnerável aos ciclos de mercado quanto qualquer outra indústria. Soluções de projeto sob medida, a pedra angular da prática convencional, tornam a padronização de processos e a escala de serviços um grande desafio. Esse foco também resulta em fluxos de trabalho fragmentados entre escritórios e parceiros. Além disso, a estabilidade e a consolidação das práticas tradicionais podem gerar uma cultura avessa ao risco, dificultando inovações disruptivas no setor.
A arquitetura reflete a cultura da qual se origina, ao mesmo tempo que aspira a liderar essa cultura. Isso é quase um oximoro, uma vez que refletir e projetar nossos valores é parte essencial de toda vida humana, e a arquitetura é primorosamente humana. Nossos edifícios nos personificam, com todas as nossas contradições.
Na busca por promover uma construção mais sustentável, na qual o uso de materiais naturais contribua para a transmissão de tradições e culturas locais, cada vez mais projetos de arquitetura exploram diferentes recursos e técnicas para enfrentar preocupações ambientais, econômicas ou sociais. Conhecer os benefícios e qualidades dos materiais, tais como sua cor ou textura, influencia a experiência final de quem habita, percorre ou visita os espaços. Portanto, compreender suas propriedades técnicas, construtivas, estéticas e funcionais deve fazer parte do processo de projeto desde o início de sua concepção.
A misturadora DÉCA possui uma forma escultural e minimalista, com corpo unificado e manípulo geométrico de 10 faces. Imagem cortesia de TONI Copenhagen
Para profissionais de design que buscam evocar uma expressão sob medida de "luxo silencioso" em um interior, um elemento essencial para uma paleta minimalista é a adição de um objeto escultural — algo que chame a atenção, brilhe como uma joia e remeta a um refinamento discreto. Para cozinhas e banheiros onde a funcionalidade reina, que tal capturar esse momento de tensão elegante — esse je ne sais quoi — com uma torneira radical?
Para quem busca uma arquitetura notável na Europa, Luxemburgo se destaca como um destino especial imperdível. Situado entre a Bélgica, a França e a Alemanha, este pequeno país surpreende por sua rica história, paisagens deslumbrantes e arquitetura vibrante. Embora diminuto, o país é culturalmente efervescente e oferece uma gama fascinante de obras arquitetônicas a serem exploradas. De castelos antigos a marcos modernos, a paisagem arquitetônica diversa de Luxemburgo promete uma jornada pelo tempo e pelos estilos.
O A' Design Award and Competition foi criado para promover e reconhecer o melhor do design mundial em todas as disciplinas criativas. O prêmio é voltado a designers, profissionais de inovação e empresas que desejam se destacar e atrair a atenção da mídia, de editores/as e de compradores/as. Esses aspectos são especialmente importantes no mundo do design, no qual milhões de produtos e projetos são lançados e, muitas vezes, acabam sendo ofuscados sem receber o devido reconhecimento. Para lidar com essa realidade, centenas de projetos são enviados todos os anos com foco em inovação, tecnologia, design e criatividade. A premiação oferece uma oportunidade de reconhecimento, contando com a valiosa curadoria de um júri de renome e com a possibilidade de um lançamento internacional de sucesso. O A' Design Award inclui uma série de serviços de relações públicas, publicidade e marketing para celebrar o sucesso de seus/suas vencedores/as. Além disso, diferentemente de outras premiações de design, a participação é totalmente gratuita.
O Tinnerbäcksbadet, um centro de lazer inaugurado em 1965 às margens de um lago em Linköping, na Suécia, já dava sinais de desgaste. Para revitalizar a área e atender a demandas em constante evolução, a cidade lançou um concurso internacional de arquitetura para uma nova instalação. O projeto vencedor, assinado pelo escritório dinamarquês 3XN, combina modernidade e funcionalidade. Essa integração com a paisagem urbana circundante, com a nova estrutura servindo como ponto focal em uma praça de bairro recém-reconfigurada, foi fundamental para o sucesso do projeto.
No entanto, é nos detalhes materiais e nas sutis ondulações do seu traçado que se revela a genialidade do projeto, conduzindo quem o visita e frequenta às áreas internas e às extensões verdejantes que cercam o lago de banho. O projeto emana acolhimento e sofisicação com sua paleta de cores naturais e terrosas, por meio do uso abundante de madeira aparente, concreto e revestimentos cerâmicos. Fabricadas pela Agrob Buchtal a partir de matérias-primas naturais, essas peças cerâmicas contribuem para a elegância do espaço, ao mesmo tempo que prometem longevidade — uma marca registrada de uma arquitetura verdadeiramente sustentável. Cobrindo 18.000 m², as superfícies cerâmicas desempenham um papel fundamental ao promover o conforto visual e unificar toda a estrutura.
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O Phoenix será construído com cerca de metade do custo, do tempo e da pegada de carbono de um edifício multifamiliar típico na região da Baía de São Francisco. Imagem cortesia de Autodesk
Na virada do século, os/as arquitetos/as adotaram a modelagem paramétrica 3D por meio da modelagem de informações da construção (BIM) e, nos últimos 10 anos, conectaram o BIM à nuvem para melhorar a coordenação e a produtividade. No entanto, o BIM ainda enfrenta dificuldades para unificar dados e fluxos de trabalho ao longo de todo o ciclo de vida de planejamento, projeto, construção e operação. A integração da IA — juntamente com dados granulares e automação — capacitará a próxima geração de arquitetos/as com uma abordagem de projeto mais conectada e baseada em resultados, permitindo que se concentrem em aspectos como o desempenho do edifício ou a sustentabilidade desde o início de um projeto.
O crescimento populacional e a alta vertiginosa nos preços dos imóveis impõem desafios significativos à habitação urbana. Em uma busca urgente por opções de moradia acessíveis, os espaços de co-living surgiram como uma solução criativa, oferecendo condições de vida de qualidade por meio de estratégias inteligentes de otimização do espaço. Ao implementar técnicas de design inovadoras, essas comunidades residenciais compartilhadas maximizam cada metro quadrado para criar espaços funcionais dentro de áreas compactas.