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O legado do brutalismo na paisagem arquitetônica pós-independência do Marrocos

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Diversos acontecimentos moldaram o Marrocos desde sua independência. Um deles é a transição dos/as arquitetos/as, que deixaram de servir ao decadente império francês para atender à recém-independente nação marroquina. Ao conquistar a independência em 1956, jovens arquitetos/as marroquinos/as e estrangeiros/as receberam a tarefa de construir um Marrocos autossuficiente. A demanda por infraestrutura moderna, novos edifícios administrativos e melhores instalações de educação e saúde gerou um boom na construção civil. Esse crescimento acelerado ofereceu a arquitetos/as e urbanistas a oportunidade de expressar sua visão.

Inspirados/as pela popularidade do modernismo na Europa, os/as arquitetos/as experimentaram edificações que incorporavam o brutalismo. Esse estilo arquitetônico não representava apenas uma rebeldia contra a visão colonial de desenho urbano no Marrocos, mas também um símbolo de unidade arquitetônica na paisagem urbana. Foram criados edifícios de diversas tipologias marcados pelo concreto aparente, que evidenciava suas qualidades intrínsecas de resistência, durabilidade e funcionalidade. Essas obras, que podem ser vistas em cidades como Agadir, Casablanca, Tânger e partes de Marrakech, representam um diálogo entre o brutalismo e a cultura, o ambiente e o clima marroquinos.

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‘Não ter que se preocupar com proporção, harmonia e beleza é uma saída fácil’: Uma conversa com Peter Pennoyer, vencedor do Prêmio Driehaus 2024

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Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

Mesmo no mundo da mídia especializada em design, a notícia poderia facilmente ter passado despercebida: no final de janeiro, a Escola de Arquitetura de Notre Dame anunciou que Peter Pennoyer, arquiteto e autor sediado em Nova York, venceu o Prêmio Richard H. Driehaus de 2024. O Driehaus é a versão de arquitetura tradicional e clássica do Prêmio Pritzker. Embora venha acompanhado de um generoso cheque de US$ 200 mil — o dobro do valor pago pelo Pritzker — e tenha entre seus vencedores anteriores nomes de destaque como Robert A.M. Stern, Michael Graves, Leon Krier e Andrés Duany e Elizabeth Plater-Zyberk, a premiação ainda parece existir em uma espécie de vácuo midiático.

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Fachadas na Economia Circular: Design para Desmontagem

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Os princípios da economia circular têm se mostrado altamente influentes e aplicáveis na indústria da construção civil. Com ênfase no uso eficiente de recursos, modelos baseados no reuso e na reciclagem de componentes e materiais estão sendo cada vez mais implementados de forma pioneira por escritórios de arquitetura globais. O conceito de "design para desmontagem" surge como uma abordagem inovadora, especialmente no caso das fachadas de edifícios. Alcançar um equilíbrio entre as demandas por novas infraestruturas e a transição para a sustentabilidade exige uma revisão do projeto tradicional de fachadas ao longo de todo o seu ciclo de vida.

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Utilizando os sistemas prediais como estrutura para a evolução das envoltórias de edifícios

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As crescentes demandas por eficiência energética, funcionalidade técnica e conforto interno nas edificações exigem o desenvolvimento de sistemas de envoltórias mais eficientes. A envoltória atua como mediadora entre o exterior e o interior de um edifício. No cenário arquitetônico atual, ela desempenha uma infinidade de funções para potencializar o desempenho da edificação. Tais funções incluem sistemas de controle predial, fornecimento de energia (como gás e eletricidade) e aquecimento, ventilação e ar-condicionado (HVAC), entre outros. Esses elementos determinam fundamentalmente a funcionalidade, a eficiência e a segurança dos espaços construídos. Diante do fato de que a natureza das envoltórias depende fortemente dessas instalações técnicas, de que maneira elas podem servir como diretrizes fundamentais para o desenvolvimento do projeto de arquitetura?

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Projetos de arquitetas do Sul Global para o Dia da Mulher 2024

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Ao investigarmos a produção arquitetônica contemporânea, é fundamental reconhecer a influência contínua das mulheres, particularmente do Sul Global, na configuração do nosso ambiente construído, sobretudo as contribuições de mulheres que atuam como agentes de transformação social e celebração cultural. À medida que nos aprofundamos em suas trajetórias, fica evidente que as experiências de vida dessas arquitetas alimentam seus processos criativos, resultando em espaços que ressoam com as pessoas que os utilizam e com o seu entorno. Arquitetas como Sumaya Dabbagh, Mariam Issoufou, Tosin Oshinowo e Marina Tabassum traduzem esse espírito resiliente e inovador.

Esta seleção de projetos apresenta as histórias de algumas das obras arquitetônicas mais instigantes realizadas por mulheres do Sul Global. Das ruas singulares de Dubai às paisagens rurais do Níger, cada projeto serve como testemunho do poder da arquitetura em transcender as barreiras de gênero e criar propostas significativas que conectam as pessoas e seus entornos.

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Dia Internacional da Mulher 2024: Compartilhando histórias de empoderamento e compreendendo o poder transformador da arquitetura

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Indo muito além do dia 8 de março, o ArchDaily reconhece e celebra as contribuições contínuas das mulheres que moldam o desenvolvimento do ambiente construído em escala global. O tema "Mulheres na Arquitetura" é central em nossa estratégia de conteúdo, reforçando nosso compromisso diário em destacar o papel fundamental e o impacto das arquitetas.

Após questionarmos, em 2021, “Por que ainda é importante falar sobre "arquitetas"?”, de contribuirmos para o “reequilíbrio de forças e ajuste de narrativas” em 2022, e de focarmos nas conquistas de “mulheres inovadoras na linha de frente dos desafios globais” em 2023, neste Dia Internacional da Mulher convidamos você a assistir ao documentário "Women in Architecture", produzido pelo ArchDaily. Este projeto, iniciado pela Sky-Frame e dirigido por Boris Noir, propõe uma exploração fascinante do papel das mulheres na transformação da paisagem arquitetônica, acompanhando de perto as trajetórias pessoais e profissionais de três arquitetas extraordinárias, que trazem contribuições únicas para o mundo: Toshiko Mori, Gabriela Carrillo e Johanna Meyer-Grohbrügge. Com o objetivo de inspirar nossa comunidade através de suas histórias e conquistas, temos o prazer de anunciar a sequência do filme, com lançamento previsto para 2024. Este novo capítulo apresentará três novas arquitetas, incluindo Tosin Oshinowo, arquiteta, designer e curadora nigeriana da Trienal de Arquitetura de Sharjah de 2023.

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Um conceito de templo para o Burning Man e um pavilhão para a Expo 2025 Osaka: 8 propostas de concurso enviadas pela comunidade do ArchDaily

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No mundo da arquitetura, os concursos funcionam como catalisadores de inovação e criatividade. Ao incentivar a comunidade de arquitetura a refletir sobre um determinado tema e a intervir em espaços bem definidos, eles proporcionam algumas das melhores plataformas para experimentação, permitindo que arquitetos/as e designers explorem novos conceitos, desafiem convenções e respondam a demandas sociais urgentes, ao mesmo tempo que comparam a grande variedade de soluções emergentes. A seleção desta semana reúne exemplos de propostas de concursos de todo o mundo enviadas pela comunidade do ArchDaily.

Os projetos selecionados variam em escala e programa, indo de concursos de renome mundial, como os organizados para os pavilhões nacionais na próxima Expo Mundial em Osaka ou para o Templo no centro de Black Rock City no Burning Man, a intervenções locais que destacam espaços singulares, como a reimaginação criativa de um mercado popular no centro histórico de Sibiu, na Romênia, ou a presença sutil de uma casa de campo na paisagem mediterrânea.

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Interiores dentro de interiores: 13 projetos que evidenciam as características das fachadas de pele dupla

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A fachada de um edifício costuma funcionar como um reflexo tanto da malha urbana na qual está inserida quanto do que se encontra por trás dela. Para além da estética, as fachadas possuem um papel funcional, cultural e sustentável de grande importância, sobretudo em relação ao design de interiores. Embora a luz natural, as vistas e a organização espacial sejam influenciadas pela fachada, os/as arquitetos/as vêm priorizando a relação entre o envelope da edificação e a qualidade do interior, tendo em vista as transformações culturais, econômicas e ambientais contemporâneas que afetam a maneira como as pessoas projetam seus espaços de vida. Assim, para responder a essas necessidades e hábitos em constante mudança, somados ao foco no bem-estar geral, os/as profissionais recuam a fachada e o teto — e, em alguns casos específicos, os pisos — para criar interiores dentro de interiores: envelopes secundários que protegem o espaço interno do ambiente externo.  

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Riverside Art Studio: um hub sustentável que redefine a interação urbana em Sevilha

O Polo Sustentável em Sevilha surgiu como um conceito inovador por meio de um concurso aberto de ideias de projeto sustentável passivo, lançado em outubro de 2023, com propostas recebidas até fevereiro de 2024. Liderado pela Dar[e]-Europe, uma renomada empresa de pesquisa sediada em Sevilha, Espanha, o concurso teve como objetivo fomentar soluções de design sustentável e, ao mesmo tempo, promover o conforto do público usuário, com dependência mínima de fontes de energia não renováveis e baixo impacto ambiental.

Guia prático e considerações essenciais para especificar concreto estampado

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O concreto, em suas diversas facetas, exibe uma dualidade interessante graças às suas qualidades estéticas e técnicas, as quais têm sido exploradas por arquitetos/as e designers em diferentes tipologias e contextos. Por um lado, o concreto armado apresenta robustez e durabilidade suficientes para viabilizar a construção de obras de grande porte, capazes de resistir com eficiência a condições climáticas adversas. Por outro lado, a maleabilidade do concreto estampado permite que ele se adapte com elegância a formas complexas e grave paginações na superfície, utilizando texturas e padrões para criar uma atmosfera singular no ambiente construído.

O concreto estampado tem ganhado destaque devido à sua durabilidade e versatilidade, oferecendo variações e paginações adaptáveis a diferentes estilos arquitetônicos. No entanto, embora estejamos familiarizados com seu uso e aplicações, sua especificação exige uma abordagem meticulosa para alcançar resultados ideais. A seguir, apresentamos um guia prático com as principais recomendações da Melón Hormigones para especificar esse material inovador, desde a seleção do padrão até os cuidados e a manutenção adequados.

Desintegração da identidade arquitetônica na Região de Aysén, Chile

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O patrimônio arquitetônico constituído pelos/as primeiros/as habitantes da região de Aysén — inicialmente a expressão mínima do morar, um espaço destinado a proteger o/a usuário/a das intempéries climáticas, e que mais tarde evoluiria de forma intrínseca às transformações das necessidades dos/as residentes — representa, no plano simbólico, uma identidade arquitetônica vernácula em madeira.

Atualmente, salvo raras exceções, as poucas casas ainda de pé dos primeiros anos de colonização espontânea na região apresentam um avançado estado de deterioração. Elas acabam destinadas a depósitos ou espaços anexos à habitação principal devido ao desgaste dos materiais, à inexistência de instalações ou ao seu precário isolamento térmico. 

Da mesma forma, embora as residências mais complexas e de maior porte pertencentes a um período mais recente, construídas sobretudo em áreas urbanas, ainda estejam em sua grande maioria habitadas, os processos de desgaste de suas estruturas são evidentes. Essa condição de instabilidade está estreitamente relacionada com seus/suas ocupantes, majoritariamente pessoas idosas que não dispõem de recursos econômicos nem de capacidade física para realizar as reformas necessárias.

O Metaverso Desencadeado: A Ascensão dos Espaços Digitais em Escala Humana

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Este artigo é o oitavo de uma série dedicada à Arquitetura do Metaverso. O ArchDaily colaborou com John Marx, AIA, sócio-fundador de projeto e Diretor Artístico da Form4 Architecture, para trazer artigos mensais que buscam definir o Metaverso, transmitir o potencial deste novo reino e compreender suas limitações. Nesta edição, o arquiteto John Marx entrevista Heather Gallagher, especialista internacional em eventos transformadores e economia da experiência e ex-diretora de tecnologia do Burning Man.

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Paredes móveis: o efeito transformador das divisórias retráteis e articuladas

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A flexibilidade tornou-se uma característica marcante dos interiores contemporâneos, impulsionada por fatores como a evolução dos programas arquitetônicos e a redução progressiva das áreas internas, entre outros. Essa transição transformou os ambientes internos de estáticos em dinâmicos, buscando alcançar um equilíbrio sofisticado na configuração espacial. Esse sentimento é bem sintetizado pela declaração de Ricardo Bofill de que "a arquitetura é a arte de estruturar o espaço".

Diante da complexidade dos espaços internos, é fundamental promover a versatilidade espacial, auxiliada por elementos como o design multiuso e o mobiliário flexível. Surge, contudo, um desafio: embora essas estratégias redefinam os limites e a essência dinâmica dos interiores, aspectos como a acústica costumam ser negligenciados — um fator que se tornou crucial em ambientes como escritórios, salas de reunião, escolas, auditórios, entre outros. Portanto, aprimorar o desempenho acústico torna-se essencial para criar interiores multiuso funcionais. Nesse sentido, as paredes acústicas móveis da Skyfold surgem como uma alternativa interessante, já que suas soluções atuam tanto como barreiras de isolamento acústico quanto como peças de design.

Cabines mais inteligentes para um escritório mais inteligente: novas cabines de trabalho inteligentes marcam uma evolução digital para escritórios híbridos

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Após se acostumarem com o conforto e a autonomia do trabalho remoto, especialistas preveem que a cultura do ambiente de trabalho nunca voltará totalmente a ser como antes. As empresas podem maximizar a produtividade de suas equipes ao mesclar a flexibilidade do trabalho remoto com a colaboração criativa do trabalho presencial em um sistema híbrido. No entanto, enquanto quartos de hóspedes e mesas de cozinha foram sacrificados para criar espaços de trabalho confortáveis em casa, o espaço do escritório — originalmente projetado em torno de um modelo 100% presencial — também precisa aceitar as mudanças.

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Além da transparência: 5 edifícios que destacam fachadas de tijolos de vidro

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As fachadas de tijolos de vidro surgiram como uma tendência arquitetônica cativante, combinando a elegância atemporal do vidro com a robustez dos tijolos. Além disso, esses elementos podem apresentar maior resistência térmica do que os fechamentos de vidro convencionais. 

Essas fachadas criam um efeito pixelado que joga com luz e sombra, transmitindo a luminosidade de forma ideal ao mesmo tempo em que preservam a privacidade. A maneira como as fachadas de tijolos de vidro suavizam e diluem as vistas externas pode aumentar a sensação de tranquilidade e foco. De edifícios comerciais elegantes a projetos residenciais de vanguarda, as fachadas de tijolos de vidro continuam a expandir os limites da inovação arquitetônica, cativando tanto profissionais de projeto quanto o público observador.

Além da transparência: 5 edifícios que destacam fachadas de tijolos de vidro - Image 1 of 4Além da transparência: 5 edifícios que destacam fachadas de tijolos de vidro - Image 2 of 4Além da transparência: 5 edifícios que destacam fachadas de tijolos de vidro - Image 3 of 4Além da transparência: 5 edifícios que destacam fachadas de tijolos de vidro - Image 4 of 4Além da transparência: 5 edifícios que destacam fachadas de tijolos de vidro - Mais Imagens+ 11

Habitação social na América: os/as arquitetos/as devem responder ao chamado

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Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

Se você acompanha as políticas de habitação nos Estados Unidos, talvez tenha notado um termo específico surgindo com frequência ultimamente: habitação social. Talvez você tenha lido um longo artigo acadêmico, more em uma cidade que está codificando uma política de habitação social, como Seattle ou Atlanta, ou tenha visto uma das menções recentes no The New York Times, destacando casos de sucesso nos EUA e em Viena. No campo do design, o Dezeen está publicando uma série sobre o renascimento da habitação social.

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A cortina, elemento-chave na certificação de edifícios sustentáveis

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Quando Wallace S. Broecker introduziu pela primeira vez os conceitos de aquecimento global na década de 1970, é provável que a sociedade não antecipasse as implicações desse fenômeno. Hoje, mais de 50 anos depois, deixamos de apenas prever um cenário climático adverso para presenciá-lo diretamente. Atualmente, é evidente que a Terra bate recordes de temperatura ano após ano, como resultado de uma disparidade na resposta global e de uma redução de emissões de carbono que avança lentamente.

Para reduzir as emissões de CO2 na arquitetura, é crucial implementar estratégias eficazes que abordem tanto a fabricação de materiais quanto o ciclo de vida dos edifícios, bem como o consumo de energia durante o seu uso. Em países como os EUA, aproximadamente 45% do consumo de energia no setor residencial é destinado ao aquecimento e resfriamento dos espaços, tornando fundamental a adoção de um projeto eficiente dos edifícios, especialmente na fachada. Para alcançar este objetivo, estão sendo implementadas políticas que promovem a transição para um modelo mais sustentável. Nesse novo modelo, as certificações de sustentabilidade para edifícios fornecem uma estrutura de medição e avaliação do consumo de recursos.

Arquitetura Temporária na Índia: Mercados e Bazares

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As paisagens urbanas da Índia são caracterizadas por uma negociação entre o formal e o informal, a permanência e a impermanência. Estruturados em meio a edifícios de concreto e bairros planejados, mercados improvisados e bazares formam o núcleo da vida urbana. Muitas vezes compostos por estruturas sustentáveis, esses centros comerciais transitórios exibem uma forma de arquitetura rudimentar que lança raízes profundas nas tradições culturais e econômicas da Índia.

O coração do urbanismo informal da Índia reside em seus mercados públicos e bazares de beira de estrada que existem há séculos. Essas zonas urbanas carregam uma história que, acredita-se, teve origem na era dos mercadores itinerantes e das relações comerciais imperiais. Hoje, esses ambientes evoluíram para labirintos densos de abrigos temporários feitos de chapas de zinco recicladas, coberturas de lona e postes de madeira. Esses bazares transformam organicamente as vizinhanças em um caos coreografado de comerciantes, mercadorias e o público em geral. Os mercados semanais costumam ter proporções massivas, sendo montados a cada poucos dias apenas para desaparecer novamente.

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Até que ponto as fachadas devem ser respiráveis? Explorando a permeabilidade e a impermeabilidade nas envoltórias de edifícios

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O papel principal da arquitetura é criar estruturas que nos protejam do ambiente e gerem espaços seguros e confortáveis para todos os tipos de necessidades e atividades. Ao fornecer abrigo, a arquitetura também molda a maneira como as pessoas interagem com seu entorno. As tecnologias construtivas do passado, contudo, raramente conseguiam criar uma separação completa entre nós e o mundo exterior.

Embora a impermeabilidade fosse um resultado desejado, os materiais de construção porosos então disponíveis sempre permitiam que água, vento ou partículas externas se infiltrassem nos espaços internos. Em contrapartida, as tecnologias modernas hoje possibilitam envoltórias quase completamente impermeáveis, permitindo uma separação total entre o interior e o exterior e passando a depender de sistemas de engenharia para regular a temperatura, o fluxo de ar ou a umidade. Este artigo explora as diferenças entre essas duas abordagens contrastantes, analisando como as fachadas dos edifícios são equipadas para regular o conforto interno e seu impacto ambiental.

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Política Sustentável: Como os planos de desconstrução estão revolucionando a gestão de resíduos da construção nos Estados Unidos

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Durante muito tempo, a indústria da construção civil seguiu um processo linear: extrair matérias-primas, construir estruturas, demoli-las e, por fim, descartar os resíduos em aterros sanitários. Essa abordagem gera graves impactos negativos sobre o meio ambiente e a sociedade, sendo inerentemente insustentável. Repensar os métodos e fluxos de trabalho tradicionais exige o apoio de todas as partes interessadas e um senso de urgência manifestado pelas autoridades. Nos Estados Unidos, administrações municipais começaram a implementar novas políticas para evitar que os resíduos da construção civil parem em aterros e para apoiar práticas circulares. Diversas cidades, como Seattle e Pittsburgh, começaram a adotar decretos de desconstrução que exigem que edifícios mais antigos sejam cuidadosamente desconstruídos em vez de demolidos. De que maneira suas principais diretrizes podem influenciar as práticas circulares no país?

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Brincando com a translucidez e a transparência: equilibrando a iluminação natural com painéis de alto desempenho

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A pergunta "como podemos controlar a luz natural nos espaços internos?" é fundamental na arquitetura. A incidência descontrolada da luz solar direta pode causar desconforto, como fadiga visual e ganhos térmicos indesejados. Por isso, controlar sua entrada de forma eficaz torna-se crucial. Entre as soluções de projeto estão a instalação de dispositivos de sombreamento, o planejamento da orientação espacial e o desenho de formas edificadas que favoreçam a luz natural indireta. Tratamentos nas janelas, como películas ou vidros de controle solar, também são opções viáveis.

No entanto, existem estratégias inovadoras para controlar a luz natural com mais eficiência por meio de painéis de fechamento avançados, como o Kalwall 175CW. Esta unidade de vidro insulado translúcido é compatível com a maioria dos sistemas de fachada-cortina do mercado. Ao manipular a translucidez do material, é possível influenciar diretamente o conforto visual e térmico dos ambientes. Ao mesmo tempo, essa solução valoriza a arquitetura dos espaços contemporâneos, agregando um valor estético e emocional significativo.

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Como melhorar a iluminação natural e a ventilação no banheiro com uma janela no box

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Por ser um dos menores espaços da casa, a área do box do chuveiro costuma ter dificuldade para receber luz suficiente. Enquanto os dormitórios têm prioridade na escolha das melhores localizações junto às paredes externas — o que lhes garante acesso a ar fresco, luz natural e melhores vistas através das janelas —, os banheiros costumam ser relegados ao espaço restante, dispondo de apenas uma estreita faixa de fachada, quando muito.

Devido a questões de privacidade e possíveis danos causados pela água, contudo, mesmo quando há a oportunidade de incluir uma janela no banheiro, ela raramente é posicionada dentro do próprio box. No entanto, considerando que muitas pessoas recorrem a um banho revigorante para despertar pela manhã, e que o vapor torna o box um ambiente de altíssima umidade, uma janela nessa área pode fazer toda a diferença, trazendo luz natural diretamente para o espaço e mantendo todo o ambiente bem ventilado.

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Reimaginando o muxarabi: funcionalidade e simbolismo na arquitetura contemporânea

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Durante séculos, os ambientes áridos solucionaram os problemas de iluminação, privacidade e calor por meio de um elemento marcante da arquitetura islâmica e árabe: o muxarabi. Feito com padrões geométricos tradicionalmente compostos por pequenas peças de madeira torneada, o muxarabi apresenta tramas em treliça que cobrem grandes superfícies. Tradicionalmente, era utilizado para captar o vento e proporcionar resfriamento passivo sob o calor seco do deserto no Oriente Médio. Frequentemente utilizado nas laterais de estruturas edificadas voltadas para a rua, o muxarabi abrigava jarros e bacias de água em seu interior para ativar o resfriamento evaporativo. O ar fresco da rua passava pela treliça de madeira, proporcionando circulação de ar para os/as ocupantes.

Semelhante ao jali indiano, essa linguagem vernacular também oferece um jogo dinâmico com a luz do dia, ao mesmo tempo em que mantém um certo nível de privacidade. Com origens que remontam ao Império Otomano, os painéis perfurados protegiam os/as ocupantes do sol, ao mesmo tempo que permitiam a entrada de luz natural em doses calculadas. Embora o muxarabi fosse uma marca registrada das linguagens arquitetônicas árabe e islâmica, foi apenas em 1987 que esse elemento arquetípico começou a surgir com uma aplicação contemporânea renovada.

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Arquitetura Etnográfica: Uma metodologia para tornar a arquitetura mais sensível

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O ofício da arquitetura é, definitivamente, uma prática de aproximação com o outro. Embora o produto esperado do/a arquiteto/a seja um elemento materializado, este deve responder de maneira sensível aos/às habitantes que utilizarão esse elemento, ou seja, às pessoas que ocuparão esse espaço. 

Por volta das décadas de 1980 e 1990, evidenciou-se um momento de ruptura na compreensão de certos fenômenos sociais estudados pelas Ciências Sociais; assim, a espacialidade tornou-se um tema fundamental para situar os fenômenos sociais em espaços materiais. Isso abriu caminho para o surgimento de uma nova perspectiva de pesquisa a partir da chamada “Virada Espacial nas Ciências Sociais”, que tem como objetivo localizar os fenômenos sociais — como o habitar — em espaços materiais e concretos, reconhecendo a influência do espaço material sobre a vida social das pessoas e vice-versa.

*Este artigo foi enviado por Andrea Henríquez por meio da nossa chamada para publicação de pesquisas em arquitetura.

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