Passar longos períodos sentado/a é uma realidade diária em muitos espaços de trabalho, o que pode levar a uma rotina perigosamente sedentária. Diante disso, o design das cadeiras de escritório torna-se um elemento crucial tanto para a produtividade quanto para o bem-estar geral. O design ergonômico leva em consideração as necessidades do corpo humano, incluindo postura, conforto, suporte e saúde. Uma boa cadeira ergonômica é ajustável, permitindo maior controle e configurações personalizadas que sustentam a coluna e promovem uma posição natural para as articulações do corpo. Uma cadeira ergonômica ainda melhor utiliza a tecnologia para se adaptar a todas as nuances do ato de sentar — incluindo desleixos ocasionais na postura, apoio para o pescoço e movimentos contínuos do quadril, entre outros —, ajudando a manter uma postura corporal adequada em todos os momentos.
The Second Studio (anteriormente The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas sem roteiro, que abrem espaço para reflexões aprofundadas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios são entrevistas, enquanto outros trazem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, recebem Michael Tyre, presidente eleito e diretor de design da Amenta Emma Architects, para conversar sobre seus interesses de infância; formação e início de carreira; neurodiversidade no design; o projeto da sala de aula Young Classroom no Smith College; o modelo de design de variação fixa versus segregação; a transição do design focado no ego para a cocriação; a ressignificação do discurso social para a criação de espaços inclusivos; e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140618/the-second-studio-podcast-uma-entrevista-com-michael-tyre-da-amenta-emma-architectsThe Second Studio Podcast
O Advanced Management Development Program (AMDP) consolida-se como o principal programa de liderança de Harvard para profissionais e executivos/as seniores do mercado imobiliário, oferecendo uma oportunidade única de reformular perspectivas sobre a evolução do ambiente construído. Voltado para profissionais de alto nível e líderes de empresas, o programa tem duração de apenas um ano, sendo cinco semanas vivenciadas no campus de Harvard, culminando no cobiçado título de ex-aluno/a da instituição. Como bem definiu um/a recém-formado/a: "Eu descreveria o programa como um curso intensivo sobre como pensar de forma diferente e, acima de tudo, uma oportunidade de encontrar pessoas inspiradoras na turma que buscam o mesmo objetivo".
A Bienal de Arquitetura Latino-Americana (BAL), evento que conquistou significativa relevância no cenário arquitetônico contemporâneo, celebrará no próximo ano a sua nona edição. O encontro reúne em Pamplona, na Espanha, escritórios de arquitetura latino-americanos emergentes com o objetivo de compartilhar e divulgar seus trabalhos, fomentando o diálogo e o debate sobre o estado atual da disciplina, além de funcionar como uma ponte entre a América Latina e o contexto espanhol. Nesta edição, a Costa Rica será o país convidado, acompanhada por Honduras, El Salvador, Panamá, Guatemala e Nicarágua. Como parte deste convite, a programação incluirá uma exposição e seminários específicos dedicados a analisar o panorama da arquitetura nesses países.
Estação Ferroviária de Salford Central, Manchester. Imagem cortesia de Pilkington
A infraestrutura compreende os serviços essenciais que as áreas urbanas devem fornecer para garantir o acesso a padrões fundamentais de saúde e bem-estar, tais como saneamento básico, energia, vias públicas, transporte e comunicação. Mais do que uma rede funcional, ela desempenha um papel transformador na maneira como as pessoas vivem, trabalham e se conectam. As estações de trem, por exemplo, vão além de suas funções de mobilidade para se tornarem centros de interação social, polos econômicos e símbolos de desenvolvimento sustentável. Seu projeto reflete um equilíbrio delicado entre funcionalidade, segurança e valor arquitetônico, ilustrando como a infraestrutura pode aprimorar e transformar as experiências urbanas.
Oferecendo um equilíbrio entre estética e conforto, o design de decks de madeira em espaços externos como pátios, terraços, passadelas, varandas, jardins ou piscinas representa uma alternativa para criar espaços de descanso, entretenimento e lazer ao ar livre. Em relação a piscinas, fontes ou espelhos d'água, sua aplicação em diferentes dimensões, cores e acabamentos é capaz de combinar o aconchego da madeira com a clareza da água, desde que instalada levando em consideração uma série de tratamentos e cuidados que maximizem sua durabilidade ao longo do tempo e otimizem sua manutenção. De fato, o Deck Forta da Leaf Panel traz uma solução renovável, reciclável e de alta qualidade para superfícies de pisos externos, destacando a importância de reduzir a pegada de carbono em produtos de construção e estudando as características da madeira acetilada para melhorar seu desempenho sob as intempéries.
A principal premiação de design sustentável do mundo, o Holcim Foundation Awards 2025, está com inscrições abertas. A Holcim Foundation, com sede na Suíça, convida projetos inovadores em qualquer escala, que contem com o apoio de clientes e estejam em fase avançada de projeto, a concorrerem ao reconhecimento global. A participação no concurso é gratuita, com um prêmio total de US$ 1 milhão, que será distribuído entre os 20 projetos vencedores.
Projetos já em construção são elegíveis, desde que as obras não sejam concluídas antes de 11 de fevereiro de 2025. O período de inscrição vai de 1º de outubro de 2024 a 11 de fevereiro de 2025, e a cerimônia de premiação ocorrerá durante o Venice Forum da Fundação, em 20 de novembro de 2025.
Ao iniciar este novo ano, reservamos um momento para refletir sobre o impacto duradouro de célebres profissionais da arquitetura, do design e da curadoria que nos deixaram em 2023. O ano que passou testemunhou a partida de figuras influentes que, por meio de seu talento e dedicação, deixaram uma marca indelével no ambiente construído. Enquanto alguns/mas iniciaram suas carreiras com gestos ousados que remodelaram os paradigmas arquitetônicos, outros/as trabalharam de forma mais silenciosa, dedicando um olhar profundo à experiência humana ou às figuras invisíveis de nossa profissão.
Uma superfície faz mais do que simplesmente cobrir um espaço — ela o transforma, infundindo personalidade, ritmo e alma. Deixa de ser um mero pano de fundo para se tornar um elemento ativo que molda a atmosfera por meio da interação entre material, forma e luz. O equilíbrio do toque, a espessura, as incisões, os tons e os reflexos luminosos podem transformar superfícies em experiências sensoriais. Texturas podem evocar estabilidade ou leveza, sulcos introduzem dinamismo, cores definem estados de espírito e a luz esculpe profundidade e movimento. A cerâmica, com sua versatilidade estética e funcional, é particularmente adequada para esse papel, oferecendo a arquitetos e arquitetas uma ampla paleta de possibilidades criativas.
Em 2024, a arquitetura continua a evoluir em resposta aos desafios globais, com um foco cada vez maior na sustentabilidade, no contexto cultural e na responsabilidade social. As entrevistas do ArchDaily com arquitetos/as de destaque, como Kengo Kuma e Anne Lacaton, destacam como o design está se voltando para soluções ambientais e centradas na comunidade. Essas conversas também lançam luz sobre vozes emergentes do Sul Global, onde práticas inovadoras enfrentam desafios sociopolíticos e ambientais singulares. Arquitetos/as de regiões como a África, Ásia e América Latina oferecem novas perspectivas, expandindo os limites da arquitetura tradicional para refletir suas diversas narrativas culturais e contextos locais.
O Buildner Unbuilt Award é um novo e instigante prêmio anual que oferece um fundo de 100.000 EUR, concebido para destacar projetos de arquitetura que ainda não foram concretizados.
Com o prazo final de inscrições se aproximando no final de outubro, o Unbuilt Award 2024 apresenta uma oportunidade única para que profissionais de arquitetura e design enviem seus melhores projetos não construídos — sejam eles publicados ou inéditos, totalmente desenvolvidos ou ainda em fase conceitual. O prêmio deste ano divide-se em três categorias baseadas na escala do projeto: pequeno, médio e grande porte. Essa estrutura permite que as propostas concorram em pé de igualdade, garantindo que cada visão, independentemente do porte, tenha a chance de ser celebrada.
Nos últimos anos, as Parcerias Público-Privadas (PPPs) tornaram-se um modelo significativo para a viabilização de projetos de infraestrutura em grande escala em todo o mundo. Essas parcerias reúnem os pontos fortes tanto do setor público, representado por governos ou municípios, quanto do setor privado, combinando seus recursos, especialização e poder de investimento. No contexto da arquitetura e do desenvolvimento urbano, as PPPs vêm sendo cada vez mais utilizadas para atender às complexas demandas de cidades em crescimento, ajudando a financiar, construir e manter projetos fundamentais que seriam difíceis de realizar de forma isolada por qualquer um dos setores. Mas o que são exatamente as PPPs e como elas funcionam no ambiente construído? Este artigo explora o conceito de PPPs, trazendo exemplos globais para ilustrar como essas parcerias estão moldando o futuro dos espaços urbanos, por vezes indo além dos ganhos comerciais. Além disso, ao analisar diferentes projetos, o artigo busca desenvolver uma estrutura de reflexão sobre os potenciais impactos positivos e negativos das PPPs.
Por volta de 1949, a cidade de Buenos Aires liderava a construção do Sexto Panteão no bairro da Chacarita. De caráter monumental e estilo brutalista, esta necrópole subterrânea revelou-se a primeira e maior experimentação de arquitetura moderna no âmbito funerário. Projetada por Ítala Fulvia Villa, uma das primeiras arquitetas e urbanistas argentinas, além de pioneira do modernismo sul-americano, juntamente com sua equipe formada por Leila Cornell, Raquel S. de Días, Gunter Ernest, Carlos A. Gabutti, Ludovico Koppman e Clorindo Testa, esta obra foi investigada por Léa Namer, que desenvolveu um profundo trabalho de estudo e análise, refletindo sobre o legado de uma utopia moderna e de uma releitura feminista da história.
A escolha entre um piso vinílico e um piso laminado já não é necessária, uma vez que o piso híbrido resiliente combina as melhores características de ambos os materiais. Kiwi é um piso natural fabricado com 80% de madeira e uma tecnologia de impregnação premium que o torna 100% impermeável. Este produto apresenta 80% de madeira, enquanto os 20% restantes são compostos por resinas vegetais. Com isso, o produto é 100% livre de PVC, tornando-se uma opção totalmente ecológica.
No turbilh&ilhão do dia a dia, a grande maioria dos centros urbanos se transforma para dar lugar a novas funções e/ou necessidades de suas populações, que buscam melhorar, renovar ou atualizar as infraestruturas, equipamentos, redes e espaços que viabilizam a vida em comunidade. Com o passar do tempo, diversas edificações que outrora cumpriam funções importantes de proteção ou abrigo começam a se tornar obsoletas. Contudo, o legado patrimonial que deixam testemunha a passagem do tempo e oferece um relato vivo de sua história, colaborando para a consolidação da identidade e para o reconhecimento de um sentimento de pertencimento.
Em algum momento, você pode ter se perguntado: "Quem é o/a principal arquiteto/a do mundo?". Trata-se de uma pergunta complexa, mas, felizmente, não existe uma única resposta definitiva. Se você tem curiosidade sobre o panorama global das indústrias de arte, arquitetura e design, o World Design Rankings (WDR) oferece um vislumbre interessante do pulso criativo das nações. Em vez de apenas citar nomes, o ranking traça um panorama amplo das potencialidades, fragilidades e do potencial inexplorado de cada país no universo do design.
Em meados do século XX, a maioria dos países do continente africano conquistou sua independência. Aquele período de euforia trouxe consigo um sentimento de otimismo em relação ao futuro e o desejo de romper com o passado. O modernismo, como movimento arquitetônico, mostrou-se ideal para a época, e as nações recém-independentes lançaram amplos programas de construção para se firmarem como estados plenamente soberanos.
Os hotéis são uma tipologia edilícia que ilustra a complexa história arquitetônica e política da época. Alguns foram construídos especificamente para acolher delegações internacionais, outros para impulsionar o turismo, e outros ainda surgiram do desejo de líderes fortes. Embora constituam uma tipologia marginal, diversos hotéis espalhados pela África funcionam como registros físicos de capítulos importantes na história de seus respectivos países.
Viajar por terra pelas vastas extensões regionais dos países africanos sempre foi uma provação ineficiente, sobretudo na África Ocidental. O Google Maps estima, de forma otimista, que seriam necessárias 53 horas de condução ininterrupta para ir de Lagos, a maior cidade da Nigéria, a Dakar, capital do Senegal. No entanto, essa estimativa ignora a precária infraestrutura rodoviária, as complexas travessias de fronteira e os desafios socioeconômicos que, na realidade, estendem a viagem para cerca de uma semana.
Por essa razão, o projeto em andamento da Rodovia Costeira Trans-Oeste-Africana surge como uma grande oportunidade para conectar e liberar o potencial da região. Essa iniciativa, também conhecida como TAH 7, é uma rodovia transnacional que interliga 12 nações costeiras da África Ocidental, da Mauritânia, no noroeste, à Nigéria, no leste. Sua construção gradual abre novos caminhos para o transporte de cargas, infraestrutura ferroviária e, acima de tudo, formas inovadoras de arquitetura nas regiões de fronteira, respondendo às suas funções socioculturais singulares.
Os diretores da National Public Radio (NPR) achavam que tinham um plano sólido. Há mais de uma década, eles começaram a planejar novos escritórios no bairro de NoMa, em Washington, D.C., para consolidar 800 funcionários em três edifícios. O projeto de reuso adaptativo de um antigo galpão, orçado em US$ 201 milhões, somado a uma nova torre de sete andares, foi inaugurado em 2013 com pés-direitos monumentais, uma academia 24 horas, um café gourmet com chef residente e dezenas de bicicletários para incentivar o uso da bicicleta. Há apenas um problema: quase ninguém trabalha lá hoje em dia.
Pelo menos três quartos das baias de trabalho compactas que tomam andares inteiros do edifício estavam estranhamente vazios durante uma visita guiada da convenção anual do American Institute of Architects (AIA), realizada em junho — e isso não se devia ao fato de os repórteres estarem na rua cobrindo pautas. Devido às políticas de trabalho remoto, poucos profissionais de redação e edição usufruem dos US$ 44 milhões investidos em equipamentos de áudio e multimídia de ponta, além dos 14 estúdios e seis cabines de gravação do edifício.
Bali, frequentemente chamada de "Ilha dos Deuses", é conhecida pela harmonia singular entre o microcosmo da vida humana e o macrocosm do meio ambiente. Esse delicado equilíbrio está profundamente enraizado em sua arquitetura tradicional, que reflete a sinergia entre elementos culturais, religiosos e ambientais. Com uma população de aproximadamente quatro milhões de habitantes, Bali é a única província de maioria hindu na Indonésia. Embora apenas 1,7% da população total do país pratique o hinduísmo, 87% dos moradores de Bali seguem essa fé. Ao longo dos séculos, a arquitetura balinesa evoluiu sob a influência da antiga cultura Bali Aga, do Reino de Majapahit, da colonização holandesa, de fluxos migratórios e da ascensão do turismo global. Quem visita a ilha se encanta não apenas pelos templos e belezas naturais, mas também por seus estilos arquitetônicos em constante evolução, que buscam preservar a essência cultural do lugar.
Com o fim de 2024, um ano dinâmico que questionou saberes, tradições e inovações, analisamos como os acontecimentos e tendências globais influenciaram o design de espaços internos. No ano passado, a prática da arquitetura suscitou debates globais, desafiando normas e tradições ao mesmo tempo que valorizou regiões antes negligenciadas. O design de interiores, por outro lado, adotou uma postura mais reservada e modesta, priorizando a simplicidade e a individualidade. Um ano depois, os temas gerais da arquitetura e do design de 2023 permanecem os mesmos — ou melhor, reforçados —, mas agora incorporam "experimentações artesanais" por meio de intervenções sutis, semelhantes à acupuntura.
À medida que o panorama arquitetônico continua a evoluir em resposta aos desafios globais urgentes, eventos como bienais, semanas de design e feiras desempenham um papel fundamental na definição do futuro da profissão. Esses encontros facilitam o intercâmbio de ideias inovadoras, a exploração de práticas sustentáveis e o fomento da colaboração entre arquitetos/as, designers e urbanistas. Funcionam não apenas como plataformas para a exibição de projetos de vanguarda, mas também como fóruns para um diálogo crítico sobre o impacto do ambiente construído na sociedade e no planeta.
Realizados em todo o mundo entre setembro e dezembro de 2024, diversos eventos de destaque buscam engajar a comunidade da arquitetura. O Fórum Urbano Mundial no Cairo foca em ações sustentáveis locais, ao passo que a Dubai Design Week apresenta o design inovador no Oriente Médio. O World Architecture Festival em Singapura traz apresentações de projetos ao vivo, e o Architecture & Design Film Festival em Nova York oferece narrativas instigantes e fundamentais para o discurso contemporâneo.
Salzburgo, na Áustria, situada às margens do rio Salzach, é uma cidade onde a história e a arquitetura se fundem de forma harmoniosa. Dominado pelo imponente Castelo M, seu centro histórico reflete um rico patrimônio barroco. Marcos urbanos como a Catedral de Salzburgo, projetada por Santino Solari, e o elegante Palácio Leopoldskron revelam um passado marcado pela imponência e influência cultural. Quem visita a cidade pode percorrer séculos de evolução arquitetônica por suas ruas, desde fortalezas medievais até o esplendor barroco, tudo isso em um sítio declarado Patrimônio Mundial da UNESCO. A cada inverno, esse cenário acolhe o Mercado de Natal de Salzburgo, reconhecido como um dos mercados de Advento mais antigos da Europa, com origens que remontam ao "Tandlmarkt" do século XV.
No entanto, Salzburgo também se revela uma cidade de contrastes. A arquitetura moderna deixou sua marca, integrando-se de forma equilibrada ao cenário histórico. Projetos modernos como o Stadt Park Lehen e o Paracelsus Bad & Kurhaus destacam o design contemporâneo, enquanto o Instituto de Farmácia e a Extensão Gusswerk trazem um novo frescor ao tecido urbano local. Esse equilíbrio entre o antigo e o novo define Salzburgo, onde cada camada arquitetônica contribui para a narrativa dinâmica e em constante evolução da cidade.
Em seu escritório com sede em Dhaka, em Bangladesh, Marina Tabassum busca criar uma linguagem arquitetônica que seja simultaneamente contemporânea e enraizada em seu lugar. Uma das primeiras obras que realizou após fundar seu próprio escritório em 2005 — a Mesquita Bait Ur Rouf, em sua cidade natal — recebeu o Prêmio Aga Khan de Arquitetura, que reconhece projetos que respondem às necessidades e aspirações de sociedades muçulmanas.
O Museu da Independência de Bangladesh, que ela projetou em parceria com seu ex-sócio, Kashef Mahboob Chowdhury, do escritório URBANA, tornou-se um marco nacional. No entanto, Tabassum também trabalha na escala íntima da habitação, desenvolvendo estruturas espaciais modulares inovadoras construídas com bambu. Ela já lecionou em escolas de arquitetura pelo mundo todo. Recentemente, foi agraciada com um prêmio do Architecture, Culture, and Spirituality Forum e apontada pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes de 2024 por seu trabalho em design sustentável e socialmente responsável.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140660/luz-empatia-e-silencio-a-arquitetura-de-marina-tabassumMichael J. Crosbie