1. ArchDaily
  2. Artigos

Artigos

TheatreDNA, com 10 anos de trajetória, está mudando a forma como os espaços de artes cênicas são planejados, projetados e operados

Ao longo da última década, o conceito de espaço destinado às artes cênicas passou por uma transformação. Não mais vistos como destinos de propósito único, espera-se que os complexos culturais de hoje funcionem como ecossistemas flexíveis, geradores de receita e centrados na comunidade. Essa evolução tem desafiado arquitetos/as, operadores e proprietários a repensarem não apenas o projeto desses espaços, mas também como eles funcionam ao longo do tempo.

Reconsiderando a Casa Shotgun: Entre Preservação, Experimentação e Deslocamento

Áudio disponível

Surgida em cidades portuárias e bairros operários ao longo do século XIX, a casa shotgun tornou-se uma resposta duradoura à densidade, ao clima e a lotes urbanos restritos, consolidando-se como uma das formas domésticas mais emblemáticas do sul dos Estados Unidos. Sua implantação estreita, planta sequencial e varandas profundamente sombreadas geraram uma lógica espacial econômica e ambientalmente responsável muito antes de qualquer um desses termos se tornar central no discurso arquitetônico. De Nova Orleans e Mobile a Houston e Louisville, as casas shotgun formaram o tecido físico de bairros moldados pela migração, pelo trabalho, pela comunidade e pela vida cultural. Embora muitas vezes desdenhada como uma construção vernacular comum, essa tipologia residencial há muito tempo corporifica ideias sofisticadas de adaptação climática, adjacência social e crescimento urbano incremental, o que a torna uma das formas domésticas mais influentes na história das cidades estadunidenses.

Reconsiderando a Casa Shotgun: Entre Preservação, Experimentação e Deslocamento - Imagen 1 de 4Reconsiderando a Casa Shotgun: Entre Preservação, Experimentação e Deslocamento - Imagen 2 de 4Reconsiderando a Casa Shotgun: Entre Preservação, Experimentação e Deslocamento - Imagen 3 de 4Reconsiderando a Casa Shotgun: Entre Preservação, Experimentação e Deslocamento - Imagen 4 de 4Reconsiderando a Casa Shotgun: Entre Preservação, Experimentação e Deslocamento - Mais Imagens+ 20

Um mundo intermediário: o papel das formas híbridas nos banheiros contemporâneos

 | Em colaboração
Áudio disponível

Quando uma forma ainda é considerada circular ou retangular? No modernismo do século XX, essa pergunta praticamente não existia. A arquitetura se apoiava na clareza, na redução e na pureza formal. Sob a influência de arquitetos/as como Le Corbusier e Ludwig Mies van der Rohe, o design modernista estabeleceu uma ordem visual baseada na geometria racional, em materiais industriais e na rejeição ao ornamento. Círculo e quadrado, função e expressão eram mantidos rigorosamente separados — uma lógica que ditou, por décadas, os layouts rígidos e modulares dos banheiros tradicionais.

Buildner revela os projetos vencedores do 6º Concurso Anual Last Nuclear Bomb Memorial

Áudio disponível

Buildner anunciou os resultados de seu concurso, o Last Nuclear Bomb Memorial No.6. Esta competição é realizada anualmente para apoiar o banimento universal de armas nucleares. Em 2017, no 75º aniversário dos bombardeios de 1945 em Hiroshima e Nagasaki, que ceifaram a vida de mais de 100.000 pessoas, as Nações Unidas adotaram o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares.

Guia de arquitetura de Vancouver: 20 projetos por trás da cidade mais habitável da América do Norte

Acesso exclusivo | 

Dando continuidade ao panorama das cidades da Copa do Mundo da FIFA 2026, chegamos àquela que é atualmente a cidade mais habitável da América do Norte: Vancouver. Apelidada de cidade de vidro pelo artista Douglas Coupland — em referência à estética arquitetônica predominante de aço e vidro em seu centro urbano —, a cidade apresenta, na verdade, uma arquitetura diversa, que vai de edifícios eduardianos do século XX a singulares projetos modernistas do século XXI.

Vancouver é conhecida por sua alta qualidade de vida e proximidade com a natureza. Embora isso tenha um custo elevado, a cidade oferece serviços de alto padrão e amplos espaços públicos e de lazer, refletidos em sua arquitetura. Há muitos edifícios corporativos e institucionais reaproveitados que ganharam uma nova vida como espaços públicos e de hospitalidade.

Guia de arquitetura de Vancouver: 20 projetos por trás da cidade mais habitável da América do Norte - Image 1 of 4Guia de arquitetura de Vancouver: 20 projetos por trás da cidade mais habitável da América do Norte - Image 2 of 4Guia de arquitetura de Vancouver: 20 projetos por trás da cidade mais habitável da América do Norte - Image 3 of 4Guia de arquitetura de Vancouver: 20 projetos por trás da cidade mais habitável da América do Norte - Image 4 of 4Guia de arquitetura de Vancouver: 20 projetos por trás da cidade mais habitável da América do Norte - Mais Imagens+ 18

A Embarcadero Freeway: infraestrutura elevada e regeneração urbana em São Francisco

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

Nas últimas décadas, cidades de todo o mundo testemunharam um aumento na demolição de vias expressas elevadas de concreto. Taipé, Seul, Portland e Boston, por exemplo, vivenciaram a ascensão e a queda dessas infraestruturas para dar lugar a parques e a novas propostas de regeneração urbana. Em outros casos, como em Montreal, no Canadá, houve forte oposição popular às vias expressas antes mesmo de serem construídas, o que resultou no desvio de viadutos, na preservação do patrimônio e na liberação das vistas para a orla. Em São Francisco, nos Estados Unidos, a história da Embarcadero Freeway é uma dessas narrativas que servem como estudo de caso sobre a ambição infraestrutural de meados do século XX, a reação da comunidade ao projeto e sua eventual reversão em prol da conectividade urbana.

A Embarcadero Freeway: infraestrutura elevada e regeneração urbana em São Francisco - Image 1 of 4A Embarcadero Freeway: infraestrutura elevada e regeneração urbana em São Francisco - Image 2 of 4A Embarcadero Freeway: infraestrutura elevada e regeneração urbana em São Francisco - Image 3 of 4A Embarcadero Freeway: infraestrutura elevada e regeneração urbana em São Francisco - Image 4 of 4A Embarcadero Freeway: infraestrutura elevada e regeneração urbana em São Francisco - Mais Imagens+ 3

“As pessoas usuárias são especialistas em si mesmas”: Como as pessoas moldam os espaços que utilizam

 | Em colaboração
Áudio disponível

O design orienta o uso ou o uso orienta o design? Estudantes lutam para manter o foco, profissionais se esquivam sob iluminação artificial agressiva e ocupantes se afastam de espaços rígidos, muitas vezes em resposta a condições ambientais que só se tornam visíveis quando o espaço passa a ser habitado. A luz que atravessa um ambiente, a reverberação do som, a textura das superfícies ou o ritmo da circulação podem favorecer a concentração, trazer calma ou inspirar a criatividade, mas cada um desses elementos também pode, inadvertidamente, intensificar o estresse e a distração. Arquitetos/as e designers estão investigando e questionando: como as decisões de projeto são fundamentadas e de quem é o conhecimento considerado essencial na hora de moldar o espaço?

Patrimônio cotidiano: 10 cafeterias vietnamitas que revivem edificações tradicionais de pequena escala

Áudio disponível

Para compreender plenamente o patrimônio arquitetônico de uma cidade, é preciso olhar além de seus marcos tombados e edifícios icônicos. Para muitas pessoas, entender o tecido urbano de uma cidade e o que a faz pulsar também significa descobrir edifícios preservados de menor escala, valorizados localmente, e espaços de encontro populares. Isso é ainda mais evidente nas movimentadas cidades vietnamitas, cujas peculiaridades arquitetônicas só podem ser apreciadas quando compreendemos suas múltiplas inspirações e camadas históricas. Essas camadas combinam elementos tradicionais vietnamitas, modernismo, materialidade local e soluções de projeto adaptadas ao clima, mas se revelam, sobretudo, nas soluções encontradas para as restrições dos lotes através das estreitas casas-tubo (tube houses) e edifícios de baixa altura.

Esses estilos e movimentos arquitetônicos fundamentais costumam ser mantidos e até destacados quando arquitetos e arquitetas dão uma segunda vida a edifícios deteriorados ou abandonados, transformando-os em cafeterias populares. Desse modo, revitalizam patrimônios de menor escala ao promover sua restauração e uso regular pela comunidade, incentivando as pessoas que os frequentam a reconhecer a relevância histórica do espaço enquanto o desfrutam. 

Patrimônio cotidiano: 10 cafeterias vietnamitas que revivem edificações tradicionais de pequena escala - Image 1 of 4Patrimônio cotidiano: 10 cafeterias vietnamitas que revivem edificações tradicionais de pequena escala - Image 2 of 4Patrimônio cotidiano: 10 cafeterias vietnamitas que revivem edificações tradicionais de pequena escala - Image 3 of 4Patrimônio cotidiano: 10 cafeterias vietnamitas que revivem edificações tradicionais de pequena escala - Image 4 of 4Patrimônio cotidiano: 10 cafeterias vietnamitas que revivem edificações tradicionais de pequena escala - Mais Imagens+ 24

Do resíduo à parede: bagaço de cana-de-açúcar como material de construção de baixo carbono

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

De sistemas de revestimento acústico e térmico a blocos de alvenaria e tecidos produzidos a partir de resíduos agrícolas, a experimentação com materiais de base biológica continua a impulsionar soluções sustentáveis para a indústria da construção civil. Diante da necessidade urgente de repensar como concebemos e interagimos com os materiais que moldam o ambiente construído, profissionais, pesquisadores/as e educadores/as vêm abordando diferentes escalas de projeto e fases de planejamento, reconhecendo a importância de reduzir as emissões de carbono e o impacto ambiental do setor. Em parceria com o Projeto Bagaceira, o protótipo de painel acústico e térmico Sugarcrete®, desenvolvido pela University of East London (UEL), demonstra como o design de baixo carbono pode transformar resíduos agrícolas em materiais de construção de alto desempenho.

A função segue a forma: projetando edifícios adaptáveis que sobrevivem ao seu uso original

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

Com 48 leitos psicogeriatras e 68 apartamentos acessíveis para cadeirantes, acomodações para cuidadores/as informais e espaço para cuidados domiciliares, o edifício De Keyzer foi inaugurado em Amsterdã em 2011. Seu programa havia sido concebido inteiramente para pessoas idosas que necessitam de assistência, mas, logo após a conclusão da obra, o edifício foi vendido a um fundo de investimento e os apartamentos começaram a ser alugados para famílias jovens com crianças.

Para os/as arquitetos/as do projeto, Tom Frantzen e Karel van Eijken, o episódio poderia ter sido interpretado como uma falha de previsão. Em vez disso, tornou-se uma confirmação. "Isso mostrou, com muita clareza, que os edifícios podem acabar sendo usados de maneiras completamente diferentes das originalmente planejadas", lembra Frantzen. A transformação só foi possível porque os apartamentos eram generosos e porque a estrutura permitia usos mais diversos do que os previstos no programa original. Caso o edifício tivesse sido projetado exclusivamente para sua função inicial, a mudança de uso provavelmente exigiria uma reforma destrutiva ou, em caso extremo, a demolição.

A função segue a forma: projetando edifícios adaptáveis que sobrevivem ao seu uso original - Imagen 1 de 4A função segue a forma: projetando edifícios adaptáveis que sobrevivem ao seu uso original - Imagen 2 de 4A função segue a forma: projetando edifícios adaptáveis que sobrevivem ao seu uso original - Imagen 3 de 4A função segue a forma: projetando edifícios adaptáveis que sobrevivem ao seu uso original - Imagen 4 de 4A função segue a forma: projetando edifícios adaptáveis que sobrevivem ao seu uso original - Mais Imagens+ 10

Como as estratégias de projeto passivo moldam o desempenho térmico

 | Em colaboração
Áudio disponível

A arquitetura pode moldar o conforto antes mesmo que os sistemas mecânicos entrem em cena? Em um cenário no qual os edifícios respondem por quase 40% do consumo global de energia e as pessoas passam cerca de 90% do tempo em espaços internos, o conforto térmico tornou-se uma das preocupações mais urgentes da arquitetura. No entanto, embora seja frequentemente associado a índices de isolamento, classificações energéticas ou sistemas mecânicos, o desempenho térmico começa com decisões espaciais tomadas muito antes da introdução de equipamentos técnicos. Orientação, fluxo de ar, luz natural e a implantação de aberturas influenciam diretamente como um edifício absorve, retém e dissipa calor ao longo do dia.

O desempenho térmico não se resume a reduzir a demanda de energia, mas também a manter condições internas confortáveis em resposta ao clima. Estritamente ligado ao conforto térmico — a maneira como os/as ocupantes vivenciam a temperatura, o fluxo de ar, a umidade e o calor radiante —, ele influencia a saúde, o bem-estar e a produtividade na mesma medida em que afeta a eficiência operacional. Pesquisas sugerem que ambientes internos saudáveis podem melhorar a capacidade de aprendizado e a produtividade em até 15%, reforçando a relação cada vez mais evidente entre desempenho ambiental, resiliência e qualidade espacial.

Forma, Função e Financiamento: O Urbanismo High-Tech de São Francisco

Acesso exclusivo | 

San Francisco é uma cidade que sempre se reinventou sob pressão. Suas paisagens urbanas vitorianas sobreviveram a reforços estruturais sísmicos e torres de vidro, com seus bairros definidos tanto pela mudança quanto pela resistência a ela. No entanto, nenhuma força na história da cidade remodelou o ambiente construído de forma tão completa — ou tão rápida — quanto a economia da tecnologia. O que começou na dispersão urbana do pós-guerra no Vale do Silício migrou para o norte e inscreveu sua lógica no horizonte e na vida dos/as moradores/as. O resultado dessa lógica é uma cultura arquitetônica de considerável refinamento técnico e paletas de materiais sofisticadas, mas que permanece, em grande parte, alheia à população local.

O custo dessa indiferença é mensurável e crescente. San Francisco deve viabilizar mais de 82.000 unidades habitacionais adicionais até 2031, sob as diretrizes da Alocação Regional de Necessidades de Habitação (RHNA) da Califórnia, em uma cidade onde o aluguel médio já figura entre os mais altos de qualquer área metropolitana norte-americana. Profissionais da educação, da saúde e do setor de serviços são ativamente deslocados/as por um mercado imobiliário calibrado para os níveis de renda de um único setor, em vez de focado na maior parcela da força de trabalho da cidade.

Forma, Função e Financiamento: O Urbanismo High-Tech de São Francisco - Imagen 1 de 4Forma, Função e Financiamento: O Urbanismo High-Tech de São Francisco - Imagen 2 de 4Forma, Função e Financiamento: O Urbanismo High-Tech de São Francisco - Imagen 3 de 4Forma, Função e Financiamento: O Urbanismo High-Tech de São Francisco - Imagen 4 de 4Forma, Função e Financiamento: O Urbanismo High-Tech de São Francisco - Mais Imagens+ 25

Arquitetura e ideologia: como os sistemas políticos moldaram o design do século XX

Acesso exclusivo | 

A arquitetura é frequentemente apresentada como a expressão visível de seu tempo, de seus desejos, de sua fé no progresso, de sua ideia de ordem. No entanto, essa leitura tende a achatar as condições sob as quais as edificações são produzidas. Ela sugere que a arquitetura simplesmente acompanha a história quando, em muitos casos, participa ativamente dela. Poucos períodos tornam isso tão evidente quanto o século XX, quando a arquitetura se viu profundamente imbricada com programas políticos, sistemas econômicos e visões conflitantes sobre como a vida coletiva deveria ser organizada.

O que costuma ser agrupado sob o rótulo de Modernismo é frequentemente descrito como um projeto coerente, definido pela clareza formal, pelo otimismo tecnológico e pela ruptura com os estilos históricos. Contudo, essa aparente coerência se dissolve quando olhamos para além de seus centros canônicos. Os mesmos princípios espaciais (padronização, zoneamento funcional, produção industrial) foram adotados em contextos políticos e econômicos que diferiam significativamente em suas estruturas e objetivos. Um movimento aparentemente estático desdobrou-se em um sistema flexível, continuamente reorientado de acordo com as prioridades de cada regime. O que parecia uma linguagem compartilhada era, na prática, um conjunto de ferramentas aplicadas a agendas distintas.

Como a IA está transformando o fluxo de trabalho da visualização arquitetônica

A visualização de arquitetura há muito desempenha um papel fundamental na comunicação e na formatação de ideias de projeto. Hoje, essa atribuição está se expandindo. Com o avanço da inteligência artificial, a visualização passa a se integrar de maneira mais profunda a todo o fluxo de trabalho de projeto, viabilizando iterações mais rápidas e tomadas de decisão mais fundamentadas.

Construindo com a paisagem: estratégias de projeto não invasivas para terrenos íngremes

Acesso exclusivo | 

A relação entre a restrição e a excelência projetual está bem estabelecida na teoria da arquitetura, mas frequentemente permanece pouco explorada nas discussões sobre práticas específicas do terreno. Quando os/as arquitetos/as enfrentam topografias extremas, deparam-se com uma escolha fundamental: transformar a paisagem para acomodar o edifício, ou modificar o edifício para se adequar à paisagem. A primeira abordagem é direta e exige realizar cortes, aterros, nivelamentos e construir sobre um plano nivelado. Essa escolha, no entanto, traz consequências em cascata, uma vez que qualquer movimentação de terra pode desestabilizar encostas, interromper a drenagem natural e fragmentar ecossistemas. Um conjunto crescente de obras de arquitetura inovadoras demonstra uma alternativa à movimentação de terra e aos muros de arrimo.

Construindo com a paisagem: estratégias de projeto não invasivas para terrenos íngremes - Imagen 1 de 4Construindo com a paisagem: estratégias de projeto não invasivas para terrenos íngremes - Imagen 2 de 4Construindo com a paisagem: estratégias de projeto não invasivas para terrenos íngremes - Imagen 3 de 4Construindo com a paisagem: estratégias de projeto não invasivas para terrenos íngremes - Imagen 4 de 4Construindo com a paisagem: estratégias de projeto não invasivas para terrenos íngremes - Mais Imagens+ 76

O que está por baixo: 10 projetos que reconfiguram o nível do solo

Acesso exclusivo | 

A arquitetura há muito se sente atraída pela ideia de leveza. Desde os primeiros experimentos modernistas que buscavam preservar as paisagens, elevar as edificações tem sido compreendido como uma forma de poupar o solo e manter a continuidade do terreno. Volumes são erguidos sobre pilares, infraestruturas descolam a circulação da superfície e programas inteiros são suspensos acima do chão.

Isso foi formalizado no início do século XX por meio do conceito de pilotis de Le Corbusier, que propunha a liberação do pavimento térreo de qualquer fechamento. Ao elevar as edificações sobre pilares, buscava-se manter a continuidade com o terreno, permitindo que o movimento, a vegetação e o uso coletivo se desenvolvessem sob os volumes construídos. O edifício ocuparia o ar, enquanto o chão permaneceria aberto, acessível e compartilhado.

O que está por baixo: 10 projetos que reconfiguram o nível do solo - Image 1 of 4O que está por baixo: 10 projetos que reconfiguram o nível do solo - Image 2 of 4O que está por baixo: 10 projetos que reconfiguram o nível do solo - Image 3 of 4O que está por baixo: 10 projetos que reconfiguram o nível do solo - Image 4 of 4O que está por baixo: 10 projetos que reconfiguram o nível do solo - Mais Imagens+ 19

Oito casas de madeira no Chile com Cristián Izquierdo

Acesso exclusivo | 

Nicolás Valencia conversa em Santiago com o arquiteto chileno Cristián Izquierdo, autor do livro Composición centralizada, uma seleção de oito ensaios sobre oito casas projetadas e construídas por Izquierdo no Chile, entrelaçando teoria e prática.

Quem é Cristián Izquierdo? É arquiteto pela Pontifícia Universidade Católica do Chile e mestre (MSc) pela Columbia University. É sócio da Izquierdo Lehmann Arquitectos e fundador do Taller Tecton, onde desenvolve projetos cívicos de baixas emissões. É autor de Composición Centralizada e El material de lo construido. Recebeu reconhecimentos como o Architectural Record Design Vanguard e a Medalha AOA de Arquiteto Jovem Destacado. É professor na Pontifícia Universidade Católica do Chile.

Hospitalidade como catalisadora do patrimônio: 5 estratégias de reuso adaptativo em diversas latitudes

Acesso exclusivo | 

Programas voltados à hospitalidade, especificamente cafeterias e centros sociais, são definidos em parte por seu papel como "terceiros lugares": âncoras sociais que fazem a ponte entre a vida privada e a pública. Ao contrário de programas residenciais ou comerciais de escritórios, que exigem divisões rígidas para privacidade e funcionalidade, esses espaços dependem de ambientes amplos e em plano aberto. Isso viabiliza uma estratégia arquitetônica de intervenção mínima, permitindo que o envelope estrutural permaneça intacto. Ao evitar a subdivisão do espaço, a equipe de projeto mantém linhas de visão desimpedidas para a alvenaria original, as estruturas de madeira ou os tetos decorativos, garantindo que a narrativa histórica do edifício permaneça como protagonista. Simultaneamente, a atividade comercial proporciona a manutenção necessária e o engajamento público indispensáveis para garantir a existência contínua do local.

Hospitalidade como catalisadora do patrimônio: 5 estratégias de reuso adaptativo em diversas latitudes - 1 的图像 4Hospitalidade como catalisadora do patrimônio: 5 estratégias de reuso adaptativo em diversas latitudes - 2 的图像 4Hospitalidade como catalisadora do patrimônio: 5 estratégias de reuso adaptativo em diversas latitudes - 3 的图像 4Hospitalidade como catalisadora do patrimônio: 5 estratégias de reuso adaptativo em diversas latitudes - 4 的图像 4Hospitalidade como catalisadora do patrimônio: 5 estratégias de reuso adaptativo em diversas latitudes - Mais Imagens+ 1

ARK Architects: Monumentalidade silenciosa e diálogo com a paisagem

Acesso exclusivo | 

A residência unifamiliar continua sendo um dos territórios mais complexos da arquitetura contemporânea. Ao mesmo tempo íntima e técnica, cotidiana e simbólica, ela concentra debates sobre conforto, sustentabilidade, paisagem e modos de vida, além de servir como um instrumento para projetar a identidade de quem ali habita. É nesse campo que atua o escritório ARK Architects. Sediado em Marbella e Sotogrande, o trabalho do estúdio, sob a direção criativa do cofundador Manuel Ruiz Moriche, desenvolve-se a partir de uma relação direta entre arquitetura, luz natural e contexto ambiental.

Terra de Poços: Projetando para os nômades do Saara

Acesso exclusivo | 

Em alguns idiomas, a própria palavra para edifício (como *immeuble*, em francês) refere-se à sua imobilidade. A disciplina de engenharia relacionada às edificações é denominada *estática*. Assim, a arquitetura está intimamente associada ao que é fixo e imóvel. No entanto, para milhões de pessoas nômades em todo o mundo, os abrigos devem ter uma estrutura leve e essencialmente móvel, enquanto o lar é a vasta paisagem onde residem. Esses estilos de vida, que carregam séculos de tradição, são constantemente ameaçados pela atração exercida pela vida sedentária em vilas e cidades. Na Tunísia, um projeto reconhece o risco de perda desse patrimônio e busca melhorar as condições de vida de pastores/as nômades.

Terra de Poços: Projetando para os nômades do Saara - Imagem 1 de 4Terra de Poços: Projetando para os nômades do Saara - Imagem 2 de 4Terra de Poços: Projetando para os nômades do Saara - Imagem 3 de 4Terra de Poços: Projetando para os nômades do Saara - Imagem 4 de 4Terra de Poços: Projetando para os nômades do Saara - Mais Imagens+ 2

Buildner e a RTA de Dubai premiam desenho urbano responsivo ao clima com € 500 mil

Buildner anunciou os resultados do Dubai Urban Elements Challenge, um marco entre os concursos internacionais de design, organizado em colaboração estratégica com a Autoridade de Estradas e Transportes de Dubai (RTA). Com um prêmio total de 2.000,000 AED (aproximadamente €500.000), a iniciativa representa uma das mais expressivas competições globais de design financiadas por recursos públicos com foco em transformação urbana.

O concurso foi concebido como uma plataforma prospectiva de inovação e contratação para um dos ambientes metropolitanos de evolução mais rápida do mundo. Os/as participantes foram convidados/as a propor elementos urbanos modulares e responsivos ao clima — sistemas de assentos, dispositivos de sombreamento, infraestrutura de iluminação, componentes de sinalização (wayfinding), áreas de descanso e estruturas de microcomércio — projetados para valorizar a vida de pedestres e fortalecer a identidade do espaço público de Dubai.

Transformação Urbana de San Salvador: Placemaking Contemporâneo na América Central

Acesso exclusivo | 

A revitalização de centros históricos tem se tornado uma estratégia recorrente nas cidades centro-americanas que buscam reafirmar a relevância simbólica, econômica e funcional de seus núcleos tradicionais. Esses processos frequentemente combinam reabilitação física, investimento institucional e um controle mais rígido sobre o espaço público. San Salvador oferece um caso recente e instrutivo, que permite compreender como as intervenções em espaços cívicos herdados equilibram a melhoria da infraestrutura com a conservação do patrimônio e a regulação social. Além disso, possibilita avaliar como essas escolhas ecoam em debates mais amplos sobre a transformação urbana na região.

Transformação Urbana de San Salvador: Placemaking Contemporâneo na América Central - Imagem 1 de 4Transformação Urbana de San Salvador: Placemaking Contemporâneo na América Central - Imagem 2 de 4Transformação Urbana de San Salvador: Placemaking Contemporâneo na América Central - Imagem 3 de 4Transformação Urbana de San Salvador: Placemaking Contemporâneo na América Central - Imagem 4 de 4Transformação Urbana de San Salvador: Placemaking Contemporâneo na América Central - Mais Imagens+ 5

Legado na Matéria: Tradições Materiais na Arquitetura Sul-Americana

Acesso exclusivo | 

Em toda a América do Sul, a arquitetura resiste através dos materiais que utiliza, aqueles que persistem ao longo do tempo. O bambu, o tijolo, a madeira e o concreto surgem em diferentes regiões, conectando clima, trabalho e cultura de maneiras que garantem sua permanência através das gerações. Sua continuidade não depende exclusivamente de preservação ou tombamento. Depende do uso.

Sob essa perspectiva, a memória cultural não reside primordialmente em monumentos ou imagens, mas sim na prática. Ela sobrevive em gestos repetidos: no assentamento de tijolos, na amarração de nós de guadua, na montagem de estruturas de madeira, na concretagem de lajes que antecipam um novo pavimento. Essas ações são transmitidas menos por manuais do que pela participação direta. Com o tempo, formam sistemas de conhecimento integrados ao hábito e à necessidade. Os materiais perduram não por simbolizarem o passado, mas porque continuam cumprindo sua função.

Legado na Matéria: Tradições Materiais na Arquitetura Sul-Americana - Image 1 of 4Legado na Matéria: Tradições Materiais na Arquitetura Sul-Americana - Image 2 of 4Legado na Matéria: Tradições Materiais na Arquitetura Sul-Americana - Image 3 of 4Legado na Matéria: Tradições Materiais na Arquitetura Sul-Americana - Image 4 of 4Legado na Matéria: Tradições Materiais na Arquitetura Sul-Americana - Mais Imagens+ 12

Arquitetura como plataforma: o que faz um edifício evoluir?

Acesso exclusivo | 

Não faz muito tempo, em um período recente o suficiente para parecer atual, a arquitetura entrou em um momento no qual os edifícios passaram a ser interpretados como produtos. Essa abordagem trouxe disciplina e uma perspectiva renovada para uma indústria que, frequentemente, valoriza a novidade mais do que a clareza operacional. Ao direcionar os exercícios formais em direção à repetibilidade, experiência do usuário, desempenho e escalabilidade, preparou-se o terreno para que as edificações fossem avaliadas como "produtos". A arquitetura passou a responder de forma mais direta sobre o seu funcionamento, a clareza com que comunica seu uso e a consistência com que entrega a experiência pretendida.

A disciplina do design de produto renova a perspectiva dos profissionais de arquitetura que projetam para um futuro em constante transformação. Além de oferecer um novo vocabulário e parâmetros de projeto, a área traz consigo a responsabilidade: um produto deve funcionar de maneira confiável ao longo do tempo e em diferentes contextos. Ele deve se estruturar como um sistema de decisões, e não como uma mera coleção de partes. Desse modo, a qualidade já não é medida apenas pela singularidade, mas sim pela consistência e pela capacidade de gerar uma experiência previsível para quem o ocupa.

Arquitetura como plataforma: o que faz um edifício evoluir? - Image 1 of 4Arquitetura como plataforma: o que faz um edifício evoluir? - Image 2 of 4Arquitetura como plataforma: o que faz um edifício evoluir? - Image 3 of 4Arquitetura como plataforma: o que faz um edifício evoluir? - Image 4 of 4Arquitetura como plataforma: o que faz um edifício evoluir? - Mais Imagens+ 2

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.