Centros culturais continuam a ser um campo fértil para explorações de projetos não construídos, refletindo como arquitetos e arquitetas vêm repensando o papel das instituições públicas em relação à paisagem, à experiência e à hibridez programática. Nesta seleção de Projetos Não Construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas reúnem abordagens que expandem a definição de centro cultural para além de um edifício isolado. Estas obras posicionam a arquitetura como uma estrutura espacial que faz a mediação entre pesquisa, exposição, refúgio e vida pública, muitas vezes inseridas ou distribuídas em contextos naturais e urbanos.
Em diferentes geografias, do norte da Noruega e Oslo a Łódź, Viena, Marrakech e Nova Tashkent, os projetos demonstram respostas diversas à infraestrutura cultural. Eles incluem complexos integrados à paisagem moldados pela topografia e pelo clima, pontes que combinam galeria de arte e circulação pública, pavilhões zoológicos estruturados como sequências imersivas, o reuso adaptativo de edifícios militares em espaços de performance, ambientes articulados em torno de pátios enraizados nas tradições locais e instituições responsivas ao clima a partir de análises ambientais. Juntas, essas propostas exploram como os programas culturais podem ser organizados por meio do movimento, da estratificação espacial e das relações entre as condições internas e externas.
Convidamos você a participar do ArchDaily China's 2026 Building of the Year Awards. Pedimos que nos ajude a reconhecer e premiar os projetos que, em sua opinião, estão gerando o maior impacto no ambiente construído e que foram publicados em nosso banco de dados no ArchDaily China em 2025. Ao indicar e votar, você passa a fazer parte de uma rede interdependente, imparcial e distribuída de jurados/as e pares que tem nos ajudado continuamente a celebrar a arquitetura de todas as escalas, propósitos e condições, de países grandes e pequenos, realizada por arquitetos/as de todas as trajetórias. Nas próximas semanas, seus votos farão com que uma lista de 455 projetos seja reduzida a apenas 15 finalistas. Os 15 projetos mais indicados seguirão para a etapa de votação.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093917/ultimos-dias-para-indicacoes-ao-premio-obra-do-ano-2026-do-archdaily-china韩爽 - HAN Shuang
A apenas cinco dias do anúncio dos finalistas do Prêmio Obra do Ano 2026, ainda há tempo para escolher seus projetos favoritos do ano. O maior prêmio de arquitetura do mundo hispânico, decidido por sua comunidade, o Obra do Ano tem como objetivo reconhecer os projetos arquitetônicos mais influentes publicados a cada ano no ArchDaily em Espanhol.
No dia 8 de abril, serão revelados os 15 finalistas, escolhidos pela comunidade do ArchDaily ao longo destas duas semanas de indicações. Ao indicar projetos, cada leitor e leitora passa a integrar um júri global e imparcial, dando visibilidade ao melhor da arquitetura nos países de língua espanhola.
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Estabelecer o conforto térmico já exigiu uma inteligência arquitetônica muito mais deliberada e calibrada—uma interação entre orientação, volumetria, comportamento dos materiais, potencial de ventilação, sombreamento e a maneira como a luz e as superfícies absorvem e liberam calor. Isso não era apenas uma questão de preferência, mas de necessidade. Quando muitos dos edifícios modernistas do pós-guerra de Hong Kong foram construídos, no final dos anos 1960 e 1970, formando uma parcela substancial da habitação social e do parque residencial da cidade, o ar-condicionado ainda não era um serviço onipresente e padrão. O resfriamento, quando existia, era limitado e distribuído de forma desigual; o conforto precisava ser negociado por meios passivos, através do corte, da profundidade da fachada, de aberturas operáveis e de detalhamentos climáticos. Foi apenas mais tarde, sobretudo ao longo das décadas de 1970 e 1980, à medida que o ar-condicionado se padronizava na região, que o resfriamento mecânico começou a substituir essa matriz anterior de tomada de decisões arquitetônicas.
O ar-condicionado afetou negativamente o espaço arquitetônico, especialmente em Hong Kong e na região vizinha? A afirmação mais precisa é que a dependência generalizada do ar-condicionado reorganizou profundamente a estrutura de incentivos do projeto de edifícios.
Com apenas cinco dias até o anúncio dos finalistas, ainda há tempo para escolher seus projetos favoritos ao Prêmio Obra do Ano 2026. Maior premiação arquitetônica do mundo lusófono, decidida por voto popular, o Obra do Ano existe para reconhecer os melhores projetos arquitetônicos publicados todo ano no ArchDaily Brasil.
No dia 8 de abril, serão revelados os 15 finalistas, escolhidos pela comunidade ArchDaily ao longo dessas duas semanas de nomeações. Ao nomear projetos, cada leitor passa a fazer parte de uma rede imparcial de jurados, dando visibilidade ao que há de melhor na arquitetura dos países de língua portuguesa.
https://www.archdaily.com.br/pt/1040264/ultimos-dias-para-escolher-os-finalistas-do-premio-obra-do-ano-2026-do-archdaily-brasilArchDaily Team
Milão, um centro global de moda e finanças, consolida-se cada vez mais como um polo de destaque na arquitetura e no design. Sua condição de segunda maior cidade da Itália sustenta uma cena cultural vibrante, que atrai tanto talentos criativos consagrados quanto emergentes. Além disso, a cidade abriga prestigiadas instituições de ensino, reconhecidas por sua ênfase na preservação e conservação do patrimônio. Sua importância cultural e no campo do design torna-se cada vez mais evidente, à medida que um número crescente de profissionais da criação se estabelece nesse dinâmico polo criativo.
Entre os marcos mais icônicos de Milão estão o exuberante gótico do Duomo di Milano, a historicamente e artisticamente relevante Santa Maria delle Gracie e a ornamentada Galleria Vittorio Emanuele II, além de inúmeros monumentos renascentistas e barrocos. A cidade também ostenta algumas das obras de arquitetura moderna e contemporânea mais inovadoras, revelando um diálogo singular entre tradição e modernidade. Essa sinergia é exemplificada pelas contribuições de profissionais da arquitetura como Aldo Rossi,Gio Ponti,Stefano Boeri, Mario Cucinella, Zaha Hadid, Grafton Architects, Herzog & de Meuron e Foster and Partners.
O guia a seguir destaca importantes marcos históricos ao lado de obras exemplares de arquitetura contemporânea selecionadas pelo ArchDaily. Este roteiro serve como um recurso indispensável para quem planeja explorar Milão durante a Semana de Design de 2026, apresentando uma seleção de locais essenciais projetados por renomados/as arquitetos/as locais e internacionais.
Em novembro de 2025, o ArchDaily lançou a primeira edição do seu Student Project Awards. A decisão de criar esta nova premiação surgiu de um sentimento de esperança; esperança nas próximas gerações de arquitetos/as, em seu talento e visão, e na importância de lhes dar visibilidade e reconhecimento. Afinal, o futuro da arquitetura está sendo moldado agora mesmo, em salas de aula, estúdios e oficinas por todo o mundo, e é fundamental apoiar quem o está moldando. A resposta foi extraordinária, com projetos enviados por estudantes de todos os continentes, demonstrando uma riqueza e amplitude de pontos de vista, soluções e visões.
Cinco meses após o lançamento da convocatória — e após o anúncio de uma lista longa de 104 projetos e de uma lista final de 20 semifinalistas —, nosso júri externo de arquitetos/as e profissionais do setor revisou cuidadosamente as propostas para selecionar os/as três vencedores/as e as quatro menções honrosas do ArchDaily Student Project Awards. Analisando cada proposta com cuidado, o júri olhou além dos resultados finais, concentrando-se nas ideias, questionamentos e posicionamentos que guiaram o trabalho. O resultado é uma seleção de projetos premiados que reflete tanto o espírito do prêmio quanto a mudança de prioridades que molda a arquitetura contemporânea.
Durante a maior parte da história humana, a noite chegava como uma certeza planetária. A escuridão se espalhava pelas paisagens e o céu revelava milhares de estrelas. Hoje, esse céu está desaparecendo. A luz artificial se propaga para o alto a partir das cidades, dispersando-se pela atmosfera e transformando a noite em uma névoa permanente. Pesquisas que mapeiam o brilho global do céu mostram que mais de 80% da humanidade vive hoje sob céus com poluição luminosa, e a Via Láctea desapareceu da vista de mais de um terço da população mundial. O desaparecimento dos céus escuros costuma ser debatido no âmbito da astronomia, mas as origens dessa mudança estão profundamente arraigadas no ambiente construído. Os edifícios emitem luz, refletem-na através de fachadas de vidro e estendem a iluminação muito além de suas paredes. Na tecnosfera — o vasto sistema de infraestruturas e materiais construído pelos seres humanos —, a arquitetura agora molda tanto o espaço físico quanto as condições sensoriais ao seu redor.
Em um momento no qual a arquitetura é impelida a responder de forma mais direta às pressões ambientais e sociais, o pavilhão da Espanha para a Capital Mundial do Design Frankfurt Rhein-Main 2026 posiciona-se como mais do que uma instalação temporária. Embora a materialidade esteja no centro de seu projeto, a proposta explora como uma infraestrutura cultural reversível pode ativar o espaço público sem a necessidade de construções permanentes. Discussões sobre o uso de materiais, circularidade e reutilização na arquitetura estão intimamente ligadas a contextos culturais, condições ambientais e influências históricas que revelam como o tempo molda o ambiente construído. Além de sua dimensão construtiva, o pavilhão espanhol expressa identidade ao reinterpretar o método arquitetônico de Antoni Gaudí, criador da Sagrada Família e do Parque Güell. O projeto também demonstra como os setores criativo e industrial da Espanha enfrentam os desafios atuais com soluções construtivas inovadoras.
A arquitetura há muito tempo é atraída para cima. Em O Ar e os Sonhos, Gaston Bachelard escreve sobre uma imaginação moldada pelo movimento; pelo desejo de subir, flutuar, escapar da atração do solo. O ar, para ele, convida a imaginação a distorcer, inventar e ir além do que é dado, em vez de simplesmente reproduzi-lo. Nesse sentido, a leveza não é apenas uma condição física, mas um sentimento: o desejo de transcender o peso da terra e avançar em direção a algo menos tangível. Esse impulso pode ser rastreado nas contínuas tentativas da arquitetura de se erguer, desde os pilotis e grandes vãos até sistemas suspensos e membranas tensionadas. Construir de forma leve, portanto, não é apenas uma ambição técnica, mas também cultural — uma maneira de alcançar o céu.
Hoje, essa busca pela leveza ganha uma urgência renovada. À medida que as preocupações ambientais, os riscos climáticos e os avanços tecnológicos remodelam o ambiente construído, construir de forma leve deixa de ser apenas uma ambição estética ou estrutural; passa a ser cada vez mais visto como um imperativo ecológico e ético.
Martínez de Guereñu estuda a obra que Lilly Reich e Mies van der Rohe construíram em parceria criativa: desde a famosa Sala de Vidro na exposição de Habitação de Stuttgart e o Café de Veludo e Seda na exposição A Moda Feminina de Berlim, ambas em 1927, até sua obra-prima na seção alemã da Exposição Internacional de Barcelona em 1929, o Pavilhão representativo da Alemanha.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093923/vida-e-obra-de-lilly-reich-segundo-laura-martinez-de-guerenu-e-anna-ramosArchDaily Team
Como uma das principais propulsoras do consumo de recursos naturais, do uso de energia e das emissões de gases de efeito estufa, a indústria da construção civil causa um impacto significativo no meio ambiente, consumindo 32% da energia global e contribuindo para 34% das emissões mundiais de CO₂. Os materiais de construção desempenham um papel crucial na definição do ambiente construído. Por meio dos princípios da economia circular, de soluções renováveis e autossuficientes e de inovações tecnológicas, a análise do desempenho ambiental de cada material evidencia a oportunidade de revisar e avaliar as diferentes etapas de seu ciclo de vida.
Ao estabelecer uma estrutura comum para medir e gerenciar o impacto ambiental dos materiais de construção, a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) surge como uma abordagem fundamental. Essa metodologia oferece uma avaliação abrangente dos impactos ambientais associados a produtos, processos ou atividades ao longo de todo o seu ciclo de vida. Desde a extração da matéria-prima, fabricação e transporte até a construção, o uso e o tratamento de fim de vida, a análise considera as cargas ambientais vinculadas a cada etapa. No contexto dos materiais de construção, a ACV oferece uma abordagem holística e sistemática para avaliar o desempenho ambiental e identificar oportunidades de otimização de projeto, entre outras melhorias. Dessa forma, ela quantifica impactos como as emissões de carbono, o consumo de energia, o uso de água, a poluição do ar, a geração de resíduos e o esgotamento dos ecossistemas.
A inteligência artificial não é mais um conceito distante na prática profissional da arquitetura. Ela está se tornando rapidamente uma ferramenta prática utilizada por escritórios em todo o mundo para acelerar os fluxos de trabalho de projeto, gerar visualizações e explorar novas possibilidades criativas.
De acordo com uma nova pesquisa do setor realizada pela Chaos em colaboração com o Architizer, arquitetos, arquitetas e designers já estão integrando a IA em seu trabalho diário. Quase 800 profissionais de arquitetura e design de todo o mundo participaram do estudo, compartilhando perspectivas sobre como usam as ferramentas de IA, quanto tempo a tecnologia economiza e como acreditam que a inteligência artificial moldará o futuro da arquitetura.
A morte é uma certeza, mas sua arquitetura nunca foi estável. Cada época e cultura inventou uma maneira diferente de situar os mortos no mundo (perto ou longe, visíveis ou resguardados, monumentais ou quase anônimos), e essas escolhas sempre carregaram um peso social e político. É nos cemitérios que esse peso se torna legível no espaço, transformando crenças e regulamentações em limites, trajetórias e nomes.
Nesse sentido, o cemitério se comporta como um exercício de fazer cidade. Ele exige acessos, limites e uma ordem interna capaz de crescer sem perder a clareza. Depende tanto do manejo do solo e da água quanto do simbolismo, e tanto da administração quanto da forma. Contudo, o seu verdadeiro desafio arquitetônico é tornar legível um território vasto e em constante evolução, preservando ao mesmo tempo a intimidade da visita. Os nomes precisam ser localizáveis; os percursos devem permanecer claros; as árvores crescem, os caminhos mudam, as pedras sofrem a ação do tempo, os registros se acumulam. O que parece estático é, na prática, um sistema vivo projetado para ser usado e revisitado muito tempo após a dor inicial do luto ter passado.
As árvores costumam ser as primeiras a desaparecer quando uma obra tem início. Limpar o terreno é, há muito tempo, um dos atos mais imediatos da arquitetura: remover o preexistente para abrir espaço para o novo. Mesmo quando a vegetação é preservada, ela geralmente é tratada como uma camada secundária, reintroduzida como paisagismo em vez de estruturar o próprio projeto.
Contudo, alguns projetos partem de outro ponto. Em vez de iniciar o desenho a partir de um terreno limpo, eles trabalham com o que já existe no local. As árvores são mantidas, não como meros elementos a serem emoldurados, mas como condicionantes que orientam a organização espacial, a incidência da luz e a própria formalização da arquitetura.
Os mirantes são estruturas destinadas à observação da paisagem a partir de pontos elevados. Implantados em meio à natureza ou no cenário urbano, funcionam como dispositivos que organizam o olhar e estabelecem uma relação direta entre o corpo e o território. Nessa fronteira entre o observador e a paisagem, os mirantes podem assumir diferentes configurações, desde pequenos gestos até estruturas monumentais, sempre em resposta ao contexto em que se inserem. Independente da escala, são – em certa medida -, tentativas de domesticar a vastidão, recortes precisos que tornam legível aquilo que, sem mediação, poderia se apresentar como excesso.
Nos limites da maioria das cidades, para além dos anéis viários e entroncamentos, um outro tipo de arquitetura está ganhando forma. Ela não foi projetada para ser vista, visitada ou lembrada. Não reúne pessoas; move coisas. Em seu interior, milhares de encomendas circulam continuamente, sendo triadas, içadas, escaneadas e despachadas com o mínimo de interrupção. Esses edifícios raramente entram no debate arquitetônico, mas figuram entre os espaços com maior impacto de nosso tempo. A tipologia que define o século XXI é, cada vez mais, o galpão logístico.
A escala dessa transformação é difícil de mensurar porque se desdobra horizontalmente, ao longo de territórios e não em silhuetas urbanas. A área global destinada a galpões logísticos agora ultrapassa dezenas de bilhões de pés quadrados, expandindo-se rapidamente junto com a ascensão do e-commerce. Durante a pandemia de COVID-19, a demanda por infraestrutura logística acelerou o equivalente a vários anos, comprimindo o crescimento futuro em um presente já tensionado. Na Índia, o setor de armazenagem continua crescendo a taxas de dois dígitos, reconfigurando terras periurbanas em corredores de estocagem e distribuição. A logística não é mais um sistema de bastidores; tornou-se uma condição territorial.
Em muitas cidades de alta densidade na Ásia, a escada costuma ser tratada como um mal necessário. Seja em edifícios de apartamentos, casas ou interiores comerciais, ela é frequentemente ocultada, recuada ou relegada às margens — um elemento a ser minimizado para que mais área possa ser destinada ao espaço "útil". Contudo, à medida que a densidade se intensifica e a metragem quadrada se torna cada vez mais escassa, arquitetos/as e designers são forçados/as a repensar esse enigma vertical.
A questão deixa de ser como ocultar a escada e passa a ser como potencializar sua função: seria ela capaz de se tornar uma adição produtiva ao interior — um dispositivo arquitetônico que vai além de conectar níveis, desempenhando funções duplas (ou múltiplas) em vez de simplesmente consumir área de piso?
Em tempos de emergência ecológica, a arquitetura não pode ser separada dos sistemas extrativos de que depende. À medida que a tecnosfera se expande, interligando fluxos de materiais, consumo de energia e infraestruturas digitais, a prática projetual torna-se cada vez mais enredada nesses processos. Como o design pode intervir em sistemas antropocêntricos e transformar o processo e a estética da arquitetura por meio de uma investigação sobre a inteligência material? De forma mais ampla, de que maneira a arquitetura se relaciona com a agência e a inteligência de entidades não humanas para reequilibrar o impacto ambiental?
Durante milênios, a argila tem sido a base de paredes, fachadas e revestimentos. Provavelmente não existe outro material fabricado pelo ser humano com uma história tão extensa quanto o tijolo. Sua permanência na arquitetura não se explica apenas por seus atributos técnicos, mas também por seu impacto social, sua eficiência construtiva e seu profundo enraizamento cultural na forma de construir cidades.
No Chile, a tradição do tijolo acompanhou historicamente o desenvolvimento da habitação, tornando-se um material associado a estabilidade, permanência e segurança para as famílias. Nesse contexto, a Cerámica Santiago celebra 45 anos de trajetória, consolidando-se como uma das referências nacionais no desenvolvimento de produtos cerâmicos para a construção, com um olhar que reconhece o papel social da habitação no desenvolvimento urbano do país. Desde as suas origens, a empresa busca integrar a tradição do ofício cerâmico com processos industriais modernos, inovação em design e novas exigências técnicas.
À medida que a inteligência artificial continua a desestabilizar setores da economia e a remodelar indústrias inteiras, tanto instituições quanto indivíduos se preparam — e se adaptam rapidamente — às transformações que as máquinas parecem projetar sobre nosso futuro. Contudo, a pressão mais latente não decorre simplesmente do fato de a IA alterar a forma como as pessoas trabalham e vivem, mas sim dos modelos de negócios e das lógicas de investimento das empresas que desenvolvem esses sistemas: a concentração de capital, as novas demandas por capacidade de processamento, a corrida por talentos altamente especializados e a pegada de infraestrutura necessária para sustentá-la. Na Grande Área da Baía — ancorada por Guangzhou, Shenzhen e Hong Kong —, essa dinâmica é especialmente pronunciada. Iniciativas governamentais estão acelerando ativamente o crescimento do setor, com mecanismos de políticas públicas e planejamento começando a traduzir um campo aparentemente intangível em forma física: atualizações de zoneamento, destinação de terrenos e o surgimento de tipologias edilícias orientadas à IA, de laboratórios de pesquisa a centros de processamento de dados (data centers) em grande escala.
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Soluções interativas de desenho vetorial. Imagem cortesia de D.TO
Esboços iniciais em cadernos e papel vegetal, diagramas conceituais, perspectivas, maquetes físicas e estudos de volumetria capturam a imaginação arquitetônica. No entanto, eles representam apenas o início da prática profissional. O verdadeiro desafio reside em traduzir ideias em sistemas construtivos. Cada parede, junção e montagem deve ser detalhada, com sistemas funcionando de forma integrada para que o projeto seja executado conforme o planejado. É aqui que se concentram a maior parte do esforço, da complexidade e dos riscos, e onde os projetos são finalmente viabilizados ou começam a falhar.
É nesse contexto que ocorrem o Desenvolvimento de Projeto (DD) e a Documentação Executiva (CD), momento em que o projeto deve absorver todo o peso da coordenação, dos componentes, do desempenho e da construtibilidade. Enquanto o estudo preliminar define as diretrizes espaciais e formais, o DD e o CD exigem respostas a um conjunto diferente de perguntas: como os sistemas se articulam? Como o desempenho é mantido nas transições? Quais produtos, tolerâncias e sequências permitirão que o projeto se sustente na transição do modelo para a obra?