O premiado arquiteto Steven Holl expressou seu descontentamento com a arquitetura contemporânea em entrevista à Metropolis Magazine. Embora o escritório Steven Holl Architects (SHA) tenha vencido recentemente o concurso de projeto para um edifício de acesso na University College Dublin e concluído novas obras em Londres, Houston, Virgínia e Richmond somente no último ano, o arquiteto está convencido de que, apesar de todo esse sucesso, “não é um grande momento, há muitos profissionais ruins na arquitetura”.
Nas últimas décadas, a arquitetura e as profissões relacionadas ao ambiente construído mantiveram uma postura isolada, o que as distanciou de debates relevantes e impediu a identificação de oportunidades e novos territórios a serem conquistados. O futuro exigirá líderes com uma visão ampla e renovadora do nosso campo: líderes — homens e mulheres — com a agudeza e as habilidades para identificar problemas reais originados em um espectro de áreas mais amplo do que o atual, capazes de transformá-los em oportunidades de negócios inovadoras, com poder de impacto e que se conectem melhor com a sociedade, gerando mais valor.
A onipresença da tecnologia, a pressão demográfica, o crescimento urbano exponencial ou as diversas ameaças ambientais estão transformando a maneira como planejamos, compreendemos e interagimos com o espaço: em suma, o nosso modo de viver. Para enfrentar esse cenário, devemos evoluir mais rápido do que o nosso contexto. Profissionais de arquitetura e design contam com um talento excepcional como grupo. Temos a capacidade de pensar de forma sistêmica, combinando naturalmente abordagens criativas e propositivas com uma sólida capacidade analítica, e somos capazes de integrar fatores bastante distintos em uma visão de longo prazo, o que nos torna bons estrategistas. Aproveitar esse talento a partir de uma perspectiva profissional muito mais ampla não significa esquecer o papel que tradicionalmente desempenhamos, mas exige questionar o status quo: como em uma árvore, quanto mais alto pretendemos chegar, mais profundas devem ser nossas raízes.
Relembrar as seguintes ideias pode servir como um guia relevante neste interessante trabalho de redefinição:
https://www.archdaily.com.br/pt/1116760/nos-arquitetos-as-e-designers-devemos-evoluir-mais-rapido-do-que-o-nosso-contextoJerónimo van Schendel Erice
Um novo gênero cinematográfico está surgindo: o vídeo promocional de arranha-céus de luxo. Geralmente lançadas antes mesmo de a construção do edifício ser concluída, essas renderizações fílmicas seguem um formato estranhamente padronizado: uma trilha sonora emocionante invariavelmente acompanha o *time-lapse* do horizonte de uma cidade; o espectador sobe por um edifício renderizado até alcançar o último andar. Ali, deparamo-nos com alguma variação da cena mais comum nesses vídeos: um homem de negócios que observa, em silêncio, a imensidão da cidade abaixo. A figura costuma ser pensativa, bem-vestida, branca e masculina. Continue lendo para conhecer três exemplos marcantes dessa tendência peculiar.
Será que arquitetos/as estão realmente recorrendo à renderização em tempo real para a visualização de seus projetos? A Epic Games, criadora do Unreal Engine, decidiu investigar a questão por meio de uma pesquisa independente.
Os resultados confirmaram o que muitos de nós já suspeitávamos: a renderização em tempo real está em ascensão na arquitetura, na mídia, no entretenimento e na indústria manufatureira. No entanto, a pesquisa também revelou alguns detalhes surpreendentes sobre essa tecnologia e suas aplicações.
Mark Wigley afirma que os/as arquitetos/as, mais do que construtores/as, são faladores/as. "Os/as arquitetos/as não fazem objetos sólidos. Eles/as fazem discursos sobre os objetos", propõe Wigley em “Typographic Intelligence” (2002). Isso ganha particular relevância quando associado à proposta de discurso do filósofo Michel Foucault, que argumenta em "A ordem do discurso" que estes consistem em uma série de enunciados ou formulações que comunicam uma determinada ideia e definem tudo o que pode ser dito sobre um tema a partir da conformação de uma forma particular de compreender a realidade.
Os discursos, portanto, não são apenas um glossário particular de palavras, mas abrangem os significados ou ideologias expressos por meio delas. Dito isso, gostaria de sugerir que a arquitetura pode ser compreendida como uma disciplina na qual opera um conjunto de discursos administrados por um organismo de controle que valida constantemente quais deles geram arquitetura e quais não. E, se nos referirmos aos discursos que podem operar na arquitetura, veremos que vários poderiam coexistir de forma paralela, justificando-se mutuamente, enquanto outros se ignorariam e se excluiriam —conformando enunciados de verdade distintos—. Pode inclusive haver estratégias discursivas aparentemente extintas devido ao seu desuso ou à sua ocultação intencional.
A equipe integrada por Francesca Fuentes, Juan Andrés Hoffmann e Kevin Gómez recebeu a menção honrosa do XXXII Concurso CAP Chile. Projetado para o Humedal Tres Puentes, em Punta Arenas, o projeto conhecido como "Flores del Humedal" busca gerar "um vínculo físico entre o território isolado e a sociedade, a fim de facilitar o encontro, o conhecimento, a pesquisa e a conservação", segundo os/as autores/as.
O júri do certame explica que se trata de um "projeto que levou a estrutura de aço a um nível altamente criativo e que desafiou o programa, propondo uma nova maneira de observar a natureza. Ao mesmo tempo, gera uma relação intensa com o território para a observação das áreas úmidas".
Um mês após o evento, os diversos indicados ao World Architecture Festival de 2018 já retornaram às suas cidades de origem, deixando para trás a efervescência do encontro deste ano em Amsterdã. No entanto, isso não significa que o festival não tenha deixado um impacto duradouro.
https://www.archdaily.com.br/pt/1116763/vencedor-a-do-world-architecture-festival-compartilha-sua-experiencia-no-eventoKatherine Allen
As escolas de arquitetura e os/as estudantes que as frequentam mantêm uma relação particularmente única e interessante entre edifício e usuário. Os/as estudantes de arquitetura valorizam os edifícios de suas escolas não apenas por oferecerem o valioso espaço de trabalho necessário para o desenvolvimento de projetos de ateliê, mas também como um exemplo e modelo de edifício em uso. Por serem os locais onde se aprende pela primeira vez a ler e compreender a arquitetura, as escolas de design tornam-se ferramentas pedagógicas em escala real que ajudam os/as novos/as designers a compreender a estrutura, os detalhes, o comportamento e a interação dos materiais, além de muitos outros conceitos fundamentais da disciplina. Embora o escrutínio de estudantes e do corpo docente possa ser exaustivo, arquitetos/as assumiram o desafio de criar obras de arquitetura envolventes que não apenas atendem às necessidades específicas de uma escola, mas também assumem o papel pedagógico de educar pelo exemplo.
O laureado com o Prêmio Pritzker, Balkrishna Doshi, transmitiu muitas lições por meio de sua arquitetura poética. Ao se apoiar no artesanato e na cultura locais, ele criou edifícios voltados para a comunidade e a humanidade. Doshi certa vez descreveu o design como "nada mais do que uma compreensão humilde dos materiais, um instinto natural para soluções e respeito pela natureza", filosofia evidente em sua arquitetura, que combina o ambiente natural com o foco no ser humano. Aqui, The Leewardists ilustra uma de suas citações célebres e mostra como B.V. Doshi inspirou gerações de estudantes e profissionais com os valores universais que manifesta em sua arquitetura.
Quando falamos de cidades como Amsterdã, inevitavelmente nos lembramos daquela rede de canais, de ruas entremeadas por água. E a água é, de certa forma, um dos desafios mais célebres enfrentados por essa cidade. Com 60% de seu território abaixo do nível do mar, as mudanças climáticas (e a consequente elevação do nível dos mares e rios) são uma questão de sobrevivência não apenas para ela, mas para todo o país.
Para o edifício 181 Fremont, a decisão radical da Arup foi descartar os planos de instalar um amortecedor de massa sintonizada ou um amortecedor de líquido na cobertura do arranha-céu — recursos comuns em torres altas nos EUA para reduzir a oscilação natural dos edifícios. Nenhum dos dois estilos de amortecedor ajuda muito na proteção de um edifício contra forças sísmicas, afirma Ibbi Almufti, da Arup. Imagem cortesia de Kevin Chu/KCJP
O aspecto mais notável do 181 Fremont—a terceira torre mais alta de São Francisco, projetada pelo escritório Heller Manus Architects—não é o preço cobrado pela cobertura (US$ 42 milhões). Pelo contrário, trata-se de um detalhe estrutural inovador, embora pouco glamoroso: um sistema de amortecimento viscoso que supera amplamente os objetivos de desempenho sísmico do Código de Construção da Califórnia para edifícios da categoria do 181 Fremont, permitindo a reocupação imediata após um abalo sísmico.
Isluga. Imagem via Flickr. Usuário Pablo Trincado, sob licença CC BY-SA 2.0
A história do Chile pode ser lida por meio de seus povoados. Mesclando as tradições arquitetônicas e construtivas de seus povos originários com a influência dos imigrantes europeus, suas pequenas localidades evidenciam a maneira como seus habitantes foram ocupando e se apropriando do território, de acordo com suas necessidades, costumes e contextos específicos.
Com uma paisagem que muda drasticamente de norte a sul, é possível notar certos padrões que se repetem de acordo com o clima e a geografia. Desde o uso do adobe e da pedra nas zonas desérticas até o meticuloso trabalho artesanal com madeiras nativas no sul, passando pela valiosa arquitetura colonial dos vales centrais, estes 24 exemplos nos trazem lições significativas que todo(a) arquiteto(a) deveria observar com atenção. Convidamos você a conhecê-los a seguir.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em reportagens fotográficas urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todas essas imagens revelam uma abordagem intencional, e até mesmo crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades e relacionou os novos edifícios e espaços urbanos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto do fotojornalismo, é indispensável falar de Sady González, Manuel H. e Daniel Rodríguez. A arquitetura e a cidade funcionam como pano de fundo para as cenas da vida urbana, personagens, acontecimentos e atividades cotidianas, e suas fotografias são um testemunho visual imprescindível para compreender a transformação da cidade e seu contexto histórico.
O Pavilhão de Hélio -GA estudio- nãoapenas evidencia uma exploração projetual e construtiva sobre as instalações temporárias, mas também faz referência, especialmente, às interessantes capacidades da arquitetura inflável: o leve, o fácil de montar, o flexível, o econômico, o nômade.
Uma coleção de pedras empilhadas umas sobre as outras, a pedra seca é um método construtivo icônico encontrado em praticamente todo o mundo. Apoiando-se unicamente em um ofício milenar para criar estruturas robustas e confiáveis, e caracterizada por suas formas rústicas e intertravadas, a técnica tem raízes profundas que remontam a antes mesmo da invenção da roda. Seus princípios são simples: empilhar as pedras para criar uma parede estrutural unificada. Contudo, os resultados eficientes e duradouros, somados à relevância cultural da técnica, levaram ao seu uso contínuo e a releituras atualizadas que chegam até a arquitetura contemporânea atual.
Do Blog da Fundación Arquia, a arquiteta Miren León, especializada em design sustentável e eficiência energética, nos traz um artigo que faz um apelo para a reutilização de materiais de construção por meio do 'Up-cycling', método que contribui para a redução de resíduos e do impacto no ciclo de vida dos edifícios.
Embora hoje em dia muitos tenham se esquecido disso, RE-utilizar é algo que já vem de fábrica conosco. Todos nós já reutilizamos caixas de sapatos, latas ou potes para uma finalidade diferente da original: desde “criar” novos brinquedos ou objetos decorativos até armazenar bolinhas de gude ou tesouros de infância. E se todos nós já fizemos isso em pequena escala, por que nos custa tanto fazê-lo em escala urbana?
Antes do surgimento dos aviões, os mensageiros levavam meses cruzando o país a cavalo para entregar correspondências. Antes da máquina de lavar, as pessoas dedicavam dias inteiros para lavar e secar as roupas da família. E, antes dos guindastes, a construção de grandes edifícios, como castelos e catedrais, exigia décadas ou até séculos de trabalho.
O ponto fundamental é que, independentemente do que se faça, a tecnologia sempre oferecerá um caminho mais eficiente para alcançar o objetivo pretendido.
Na KEF Infra One — uma fábrica de pré-fabricados nos arredores de Krishnagiri, na Índia —, casas, refeitórios e hospitais saem de uma linha de montagem, assim como as portas, janelas, louças sanitárias e móveis pré-fabricados que serão instalados neles. Trata-se de um balcão único que torna a construção de uma casa tão simples quanto comprar comida, louça e utensílios para um jantar em família de uma só vez em uma grande loja de departamentos.
As demandas de infraestrutura na Índia são imensas. Diante da descentralização do país e da dependência de mão de obra manual no setor da construção civil, esse nível de integração na construção modular tem sido um sonho distante em todos os setores. A KEF Infra afirma ser a única instalação desse tipo no mundo, integrando projeto, engenharia e fabricação para montar kits de construção prontos para o uso que entregam muito mais do que apenas quatro paredes e um teto.
Hoje celebra-se o centenário do nascimento do célebre arquiteto dinamarquês Jørn Utzon. Autor daquela que pode ser considerada a obra mais proeminente do mundo, a Sydney Opera House, Utzon alcançou o que muitos profissionais da arquitetura apenas sonham: a criação de um ícone global. Para celebrar esta ocasião especial, o canal Louisiana Channel colaborou com o Utzon Center em Aalborg, Dinamarca, para criar uma série de vídeos na qual arquitetos, arquitetas e designers de destaque, incluindo Bjarke Ingels e Renzo Piano, falam sobre suas experiências com Utzon e sua obra — desde sua inigualável percepção visual do mundo até sua atitude intransigente que o levou a criar manifestações arquitetônicas tão potentes.
Diferente de muitos de seus contemporâneos na arquitetura, que, como modernistas, rejeitavam a tradição em favor de novas tecnologias e plantas ortogonais, Utzon combinou essas qualidades habitualmente contraditórias de maneira excepcional. Conforme relatam os profissionais de arquitetura convidados, ele era um globalista com base nórdica, que inspirou as gerações seguintes a viajar pelo mundo e desafiar seus próprios conceitos. Muitos deles comparam sua obra à de Alvar Aalto, uma vez que ambos compartilhavam uma abordagem orgânica da arquitetura, buscando inspiração nos padrões de crescimento da natureza. Utzon chegou a cunhar o termo "Arquitetura Aditiva" para definir essa abordagem, na qual formas naturais e culturais se unem para dar origem a edifícios projetados com maior liberdade.
Cortesia do usuário do Flickr Andrew Stawarz. Imagem: King's Cross Station Concourse / John McAslan + Partners
Na Europa, na Ásia e em grande parte do mundo desenvolvido, o trem de alta velocidade é conveniente e acessível. Seja a negócios ou a lazer, os viajantes contam com uma rede ferroviária eficiente e abrangente que conecta os passageiros ao destino desejado pontualmente e com relativa facilidade. Embora esses sistemas de trens possam atingir velocidades de até 350 quilômetros por hora, a velocidade não é o único fator importante. As estações ferroviárias na Europa, por exemplo, são parte integrante do tecido urbano histórico. Essas instalações são frequentemente percebidas como destinos cívicos que desempenham um papel fundamental no sistema de mobilidade, oferecendo uma ampla gama de serviços para a comunidade em geral; comércio,entretenimento, usos comerciais e cívicos costumam ser integrados aos serviços de transporte à medida que novas estações são construídas e estações históricas são reformadas.
Certificado em Design Sustentável - Pratt Institute
Quem nunca sentiu o prazer de nadar em águas azuis, sejam elas doces ou salgadas? A maioria das pessoas encontra profundo conforto e renovação ao se imergir no mundo natural.
Como afirmou a pioneira da oceanografia, Sylvia Earle: “Sem o azul, não haveria o verde.” Não podemos mais tratar o mundo natural como um recurso garantido, como se não houvesse amanhã. Todas as relações florescem plenamente por meio de uma troca genuína do que de melhor a vida tem a oferecer. É assim que, em última análise, encontramos nosso verdadeiro lugar no mundo. Nosso planeta é vivo, inteligente e acolhedor, fornecendo de forma incondicional e generosa uma energia vital abundante, além de recursos e beleza. Nós, seres humanos, somos conclamados a alinhar nossas ações a escolhas que preservem e gerem vida.
O autor e reverendo Michael Beckwith afirmou que “um desafio oferece a oportunidade de vir a ser.” Mary Huffington, fundadora do Huffington Post, disse: “Na vida, existem os perseguidores da felicidade e os criadores da felicidade. Quem você escolhe ser?”
O verão na SCI-Arc é sinônimo de Tese de Mestrado. Momento culminante de ambos os programas de mestrado, o M.Arch 1 e o M.Arch 2, a Tese de Mestrado propõe que estudantes desenvolvam uma conjectura criativa original que apresente e defenda um posicionamento sobre a arquitetura, articulando-o por meio de um projeto. Há algumas semanas, a instituição realizou sua exposição Miniatures na galeria Hauser & Wirth e as bancas intermediárias das Teses de Mestrado de 2018.
Após se formar no Tecnológico de Monterrey, uma das principais instituições de ensino técnico do México, Francisco Gonzalez Pulido trabalhou em projetos de concepção e construção por seis anos antes de partir para os EUA, onde obteve seu mestrado na GSD de Harvard em 1999. No mesmo ano, o arquiteto começou a trabalhar com Helmut Jahn em Chicago, onde permaneceu por 18 anos — passando de estagiário a presidente da empresa em 2012, momento em que rebatizou o escritório como Jahn. Àquela altura, ele já havia desenvolvido um corpo de trabalho próprio na firma. No ano passado, Gonzalez Pulido fundou o FGP Atelier em sua cidade adotiva.
Hoje, o estúdio conta com uma dezena de arquitetos e arquitetas e supervisiona o projeto de alguns arranha-céus na China, um estádio de beisebol na Cidade do México e edifícios universitários em Monterrey, entre outros projetos. A entrevista a seguir foi realizada no FGP Atelier em Chicago, ocasião em que o arquiteto foi categórico ao transmitir sua visão: “A arquitetura é muito rígida, muito formal. É hora de se libertar... Quero construir de forma mais leve. Quero construir de forma mais inteligente.”
O contato entre as mãos e as maquetes nunca deve ser perdido. Adentrar essa experiência evoca o silêncio, obrigando-nos a refletir sobre o cuidado depositado nas maquetes de concreto. Poucas palavras são necessárias, pois as maquetes costumam revelar tudo o que precisamos saber por meio da beleza e da simplicidade de sua criação e da importância do processo manual no trabalho do/a arquiteto/a.