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Qual é o discurso da arquitetura para a classe média no Chile?

Mark Wigley afirma que os/as arquitetos/as, mais do que construtores/as, são faladores/as. "Os/as arquitetos/as não fazem objetos sólidos. Eles/as fazem discursos sobre os objetos", propõe Wigley em “Typographic Intelligence” (2002). Isso ganha particular relevância quando associado à proposta de discurso do filósofo Michel Foucault, que argumenta em "A ordem do discurso" que estes consistem em uma série de enunciados ou formulações que comunicam uma determinada ideia e definem tudo o que pode ser dito sobre um tema a partir da conformação de uma forma particular de compreender a realidade.

Os discursos, portanto, não são apenas um glossário particular de palavras, mas abrangem os significados ou ideologias expressos por meio delas. Dito isso, gostaria de sugerir que a arquitetura pode ser compreendida como uma disciplina na qual opera um conjunto de discursos administrados por um organismo de controle que valida constantemente quais deles geram arquitetura e quais não. E, se nos referirmos aos discursos que podem operar na arquitetura, veremos que vários poderiam coexistir de forma paralela, justificando-se mutuamente, enquanto outros se ignorariam e se excluiriam —conformando enunciados de verdade distintos—. Pode inclusive haver estratégias discursivas aparentemente extintas devido ao seu desuso ou à sua ocultação intencional.

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Sobre este autor
Cita: Aceves, Óscar. "Qual é o discurso da arquitetura para a classe média no Chile?" [¿Cuál es el discurso de la arquitectura para la clase media en Chile?] 01 Ago 2018. ArchDaily em Português. (Trad. Valencia, Nicolás) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/1116757/qual-e-o-discurso-da-arquitetura-para-a-classe-media-no-chile> ISSN 0719-8906

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