Geralmente, são os profissionais especialistas aqueles que tem o poder da decisão, sejam eles historiadores, museólogos, arquitetos, geógrafos. Mas com base em que essas decisões são tomadas? Caberia a complexidade da história em um checklist? Ou, ainda mais elementar, em qual versão da história estariam sendo baseadas essas decisões?
Pode a arquitetura ser construída a partir da comida? Entre o fogo que aquece, os cheiros que se espalham e os corpos que se reúnem em torno da mesa, a aparente banalidade dos atos de cozinhar e comer revela-se como uma dança coreografada de apropriação e pertencimento espacial. São gestos que organizam rotinas, produzem vínculos e transformam o ambiente construído em lugar vivido. A cozinha — doméstica, comunitária ou urbana — deixa, assim, de ser apenas um espaço funcional para afirmar-se como território de encontro.
Os cantos de café da manhã surgiram no início do século XX em resposta ao aumento da densidade doméstica e às mudanças nas concepções sobre a vida cotidiana. Com raízes no movimento Arts and Crafts americano e popularizados pelas casas tipo bangalô das décadas de 1910 e 1920, eles evoluíram da mais formal sala de café da manhã vitoriana para espaços compactos e integrados, embutidos na cozinha. À medida que as casas se tornavam menores e mais econômicas, arquitetos/as e marcenarias utilizaram bancos e mesas fixos para ocupar cantos, alcovas e janelas de bay window que, de outro modo, seriam ineficientes. Esses nichos iluminados ofereciam uma maneira acessível de concentrar as atividades diárias, preservando o conforto e a clareza espacial.
Espaços de lazer costumam ser locais onde diferentes gerações se cruzam. Sem programas formais ou papéis predefinidos, eles permitem que as pessoas se movimentem, façam pausas e permaneçam juntas, cada uma interagindo com o espaço à sua maneira. Em um ambiente construído cada vez mais moldado pela especialização e pela fragmentação, essas bases espaciais compartilhadas tornaram-se menos comuns, conferindo à arquitetura voltada para o lazer uma relevância renovada.
Os debates em torno do espaço público têm apontado repetidamente para o valor da abertura e da flexibilidade no apoio à vida coletiva. Ao refletir sobre como as pessoas interpretam, habitam e adaptam o espaço, o arquiteto Herman Hertzberger fala da arquitetura não como um conjunto de instruções, mas como uma estrutura de possibilidades — algo que convida à interpretação em vez de prescrever comportamentos. Como ele mesmo define, "o que devemos produzir na arquitetura é algo como competência, possibilidade – algo com o qual as pessoas possam lidar livremente, à sua própria maneira." Em vez de tentar criar a interação diretamente, a arquitetura molda as condições que tornam a convivência possível.
Bazar em Hyderabad, Índia. Foto por Kanishq Kancharla no Unsplash
A arquitetura é frequentemente representada como um objeto estável: um edifício capturado em um momento de clareza visual, isolado das contingências do entorno. Plantas, cortes e fotografias prometem legibilidade ao suspender o tempo. No entanto, muitos dos espaços públicos mais duradouros do mundo resistem categoricamente a esse modo de representação. Eles não são projetados para serem lidos instantaneamente, tampouco revelam sua lógica apenas através da forma. Sua inteligência espacial emerge gradualmente, por meio da repetição, da ocupação e da duração.
O bazar insere-se perfeitamente nessa categoria. Ele não pode ser compreendido por meio de um único desenho ou de uma elevação finalizada. Sua organização não é fixa, mas ensaiada. O que o sustenta não é puramente a composição arquitetônica, mas a sincronia compartilhada, a memória coletiva e os padrões de uso consolidados ao longo do tempo. O senso de coletividade no bazar não decorre de decisões formais de projeto; ele é produzido através de encontros repetidos, proximidades negociadas e uma familiaridade social acumulada ao longo do tempo.
Ao refletir sobre a cidade moderna, Walter Benjamin descreveu o flâneur, uma figura que caminha sem destino definido, atenta aos detalhes, aos encontros casuais e às narrativas que emergem do espaço urbano. Esse modo de estar na cidade, moldado pela observação e pela abertura ao inesperado, há muito tempo está em tensão com os ideais racionalistas e funcionalistas que passaram a orientar o planejamento urbano ao longo do século XX. Ruas projetadas prioritariamente para a eficiência e o fluxo raramente deixam espaço para desvios, pausas ou para a coexistência de diferentes ritmos de vida.
Jane Jacobs também foi uma das vozes a contestar essa lógica predominantemente racionalista, argumentando que ruas verdadeiramente vibrantes são aquelas capazes de sustentar a diversidade da vida cotidiana, suas trocas informais e as formas de cuidado e vigilância natural que delas emergem. O que essas reflexões compartilham é uma percepção fundamental: as ruas não são meras infraestruturas de circulação, mas ecossistemas sociais, moldados pelas relações, usos e encontros que nelas ocorrem.
Diferentemente da maioria dos esportes populares, a origem do basquete tem um ano e um criador precisos: foi inventado em 1891, nos Estados Unidos, pelo instrutor de educação física canadense James Naismith como um esporte praticado em ambientes fechados para os atletas do Springfield College durante o inverno, logo após o fim da temporada de futebol americano. A modalidade expandiu-se rapidamente para além das fronteiras dos EUA, sendo incluída nos Jogos Olímpicos em 1936 e alcançando popularidade internacional após a Segunda Guerra Mundial. À medida que o basquete se popularizava, ele também deixava o ambiente controlado dos ginásios para ocupar os mais diversos locais: playgrounds, praças públicas, pátios escolares, acessos de veículos e quintais transformaram-se em quadras informais de lazer e convivência comunitária, reforçando o papel da atividade física como catalisadora da interação social e da regeneração de bairros.
Estrutura da Casa. Imagem cortesia de IGArchitects
Fundado em 2020 por Masato Igarashi, o IGArchitects é um escritório de arquitetura com sede em Tóquio e Saitama, no Japão. O estúdio, um dos vencedores do Next Practices Awards 2025 do ArchDaily, explora uma arquitetura perene por meio de um tratamento cuidadoso, porém assertivo, da estrutura, da escala e da materialidade. Antes de estabelecer seu próprio escritório, Igarashi trabalhou na empresa de grande porte Shimizu Sekkei, bem como no Suppose Design Office, adquirindo experiência em projetos que variam de grandes empreendimentos a obras menores e conceituais. Essa amplitude de experiência continua a informar o foco atual do IGArchitects na arquitetura residencial e comercial em todo o Japão.
Como o projeto "Espaços de Paz" está transformando os espaços comunitários na Venezuela Pinto Salinas -- Oficina Lúdica + PKMN. Imagem Cortesia de PICO Estudio
Na América Latina, os encontros não nascem necessariamente de grandes gestos arquitetônicos ou de planos urbanos monumentais. Eles emergem do entre, do espaço intermediário: o pátio, a varanda, a calçada, o corredor compartilhado. Esses espaços, muitas vezes considerados residuais ou informais pela disciplina tradicional, são precisamente aqueles onde o cotidiano constrói vínculos.
Dessa cultura latino-americana surge uma lógica espacial na qual a vida cotidiana se organiza de maneira relacional e extensiva. Práticas como sentar à porta de casa, ocupar a calçada, brincar na rua, produzem uma cidade vivida para além dos limites formais do projeto.
A criação de um lugar não é, em princípio, algo difícil; basta que as pessoas se reúnam em um local fixo e regular para um propósito ou atividade, e um espaço passa a existir. Isso não desconsidera o fato de que um elemento físico precisa acompanhar esse encontro para que o espaço se torne acolhedor, receptivo e atraente. Essa ideia de um espaço que surge a partir de uma intenção pode ser vista claramente em uma das funções mais antigas da humanidade: os mercados de alimentos e produtos locais.
Para que um mercado exista, o elemento arquitetônico pode ser tão simples quanto uma cobertura leve, que abrigue os/as comerciantes e ofereça um limite implícito ao lugar, ou pode ser tão engenhoso quanto a reutilização adaptativa de um edifício ou terreno existente para atender a novas necessidades. Por fim, pode ser uma estrutura temporária e leve, montada para determinados eventos ou necessidades e depois desmontada para ser utilizada em outro lugar ou para outros fins.
Courtesy of The Royal Commission for AlUla | Rana Haddad + Pascal Hachem Reveries, Desert X AlUla 2024
A arquitetura e o design entram em 2026 em um momento de experimentação renovada, reflexão ambiental urgente e ampliação do diálogo global sobre o ambiente construído. À medida que as cidades enfrentam pressões relacionadas à adaptação climática, às transformações demográficas e às mudanças tecnológicas, o calendário internacional deste ano oferece um retrato de como a disciplina vem respondendo a esses desafios — de forma criativa, crítica e coletiva. Entre bienais consolidadas e plataformas recém-criadas, os eventos de 2026 evidenciam o papel da arquitetura tanto como registro das transformações do nosso tempo quanto como agente ativo na construção de futuros mais equitativos e sustentáveis.
Todos os anos trazem novas ideias, projetos e deslocamentos na cultura arquitetônica, mas também marcam a perda de vozes que moldaram a disciplina ao longo de décadas. A arquitetura avança, mas também se constrói por meio da ausência. Quando desaparecem figuras que ajudaram a formular sua linguagem e suas ambições, o que fica vai além de obras concluídas ou textos influentes. A ausência se torna um limiar — um momento em que a disciplina pausa para compreender o que permanece, o que se transforma e o que continua a nos orientar. Essas perdas nos lembram que a arquitetura é uma construção longa e coletiva, sustentada não apenas por quem atua no presente, mas também por aqueles cujas visões seguem moldando a maneira como pensamos cidades e paisagens.
Os arquitetos e pensadores que perdemos em 2025 vieram de contextos muito distintos, mas as questões que atravessaram seus trabalhos frequentemente se cruzam. Alguns abordaram a cidade a partir da identidade, do simbolismo e da continuidade histórica, buscando ancorar o ambiente construído na memória cultural. Outros a interpretaram por meio da precisão técnica, dos sistemas ecológicos ou da experimentação radical, expandindo os limites do que a arquitetura pode ser e de como pode ser vivenciada. Suas obras atravessam contextos tão diversos quanto a Grã-Bretanha do pós-guerra, a urbanização acelerada da China, as vanguardas centro-europeias e as instituições culturais em transformação de Berlim e Nova York. Juntos, compõem um espectro de respostas que definiu — e continua a definir — a cultura arquitetônica dos últimos cinquenta anos, revelando a multiplicidade de formas pelas quais a arquitetura pode se relacionar com a sociedade, a tecnologia e o meio ambiente.
A saúde tornou-se uma preocupação central na arquitetura, no planejamento urbano e no design, impulsionada por uma crescente consciência sobre como o ambiente construído influencia o bem-estar físico, mental, social e ambiental. Em 2025, essa percepção foi além de tipologias de edifícios especializados ou de métricas de desempenho, passando a ocupar o centro das decisões arquitetônicas e moldando a forma como os espaços são concebidos, construídos e habitados em diversos contextos. Arquitetos e arquitetas já não tratam a saúde como um requisito externo, mas sim como uma condição fundamental da vida cotidiana.
Em um cenário global marcado por transformações aceleradas, 2025 consolidou-se como um ano decisivo para a arquitetura — não apenas pelos grandes eventos que mobilizaram o circuito internacional mas, sobretudo pelas vozes que neles se destacaram. Da Bienal de Arquitetura de Veneza à Expo Osaka, os pavilhões e instalações dos países do Sul Global deixaram de operar como meros gestos expositivos para se afirmar como territórios de memória, resistência e imaginação, articulando narrativas que ampliam os horizontes do debate arquitetônico contemporâneo.
Neles, tradição e futuro caminham lado a lado: materiais ancestrais reaparecem reinventados, feridas históricas ganham forma sensível e a urgência social se traduz em propostas que desafiam modos estabelecidos de construir e de habitar o mundo.
Habitar residências projetadas por consagrados nomes da arquitetura moderna é um sonho almejado por muitos. Projetos que se tornaram icônicos são grandes atrativos para novos moradores que valorizam tanto a assinatura autoral e a história do edifício como as soluções arquitetônicas inovadoras que contribuíram para que tais projetos tenham ganhado destaque.
No caso das obras de Oscar Niemeyer, fluidez e flexibilidade são as palavras-chave que melhor definem suas plantas e soluções tipológicas. Essas características oferecem um enorme potencial para arquitetos que realizam reformas nessas unidades. O Edifício Copan, no centro de São Paulo, é um exemplo emblemático: suas 1.160 unidades, distribuídas em seis blocos, variam de estúdios de 25 m² a apartamentos que ultrapassam os 150 m². A vasta produção do arquiteto inclui ainda outros edifícios residenciais na capital paulista — como o Montreal, o Califórnia e o Eiffel —, em cidades como Belo Horizonte e Brasília, e ultrapassa as fronteiras nacionais com o Bloco de Apartamentos da Interbau, em Berlim.
Trata-se de uma vasta zona rural que se espalha pelo planeta assumindo distintas expressões conforme o contexto — dos arrozais asiáticos aos assentamentos agrícolas africanos, das pequenas propriedades europeias aos latifúndios e comunidades agroextrativistas das Américas. Ainda assim, por trás dessa pluralidade, haveria algo que as une? E, sobretudo, como a arquitetura revelaria esse elo silencioso?
A seleção deste ano das melhores casas latino-americanas reúne tanto renovações quanto projetos construídos do zero, abarcando reinterpretações de técnicas construtivas locais e respostas arquitetônicas inovadoras. As obras estão situadas em uma ampla variedade de contextos, desde ambientes urbanos densos até paisagens rurais e litorâneas isoladas.
Em meio a inúmeras perguntas, reflexões e debates sobre como repensar o que um hotel pode ser, a arquitetura hoteleira atual enfrenta complexidades crescentes que abrangem a experiência do/a usuário/a, a responsabilidade ambiental e a relação com o contexto local. O design contemporâneo de hotéis demonstra uma intenção clara — e cada vez mais proeminente — de se integrar de forma fluida e harmoniosa ao seu entorno, construindo um senso de identidade que responde às culturas, tradições e ao caráter local. A interconexão com a natureza, somada à reinterpretação dos hotéis como espaços de diálogo com o entorno, estabelece uma relação direta que expande seus limites para além da história e das origens das diversas práticas que moldaram — e continuam a definir — suas características locais e filosofia de vida.
Em uma época em que muitos hotéis são projetados para parecerem destinos, o verdadeiro desafio é conceber hotéis que surjam organicamente de seu destino. No entanto, como integrar projetos urbanos de grande escala em paisagens sensíveis sem descaracterizá-las? Como é possível construir com alta densidade preservando um senso de intimidade e criar identidade em locais que já carregam um forte caráter local?
La Sagrada Família, de Antoni Gaudí. Imagem de Maksim Sokolov, via Wikimedia Commons, Licença CC BY-SA 4.0
À medida que 2025 se aproxima do fim, aguardamos ansiosamente por 2026, um ano que promete a entrega de uma série diversa de projetos arquitetônicos de grande relevância ao redor do mundo. O período se destaca especialmente pela conclusão de importantes obras de infraestrutura e equipamentos culturais, incluindo projetos de longa duração que finalmente chegam à etapa final. A Europa estará em evidência com os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão–Cortina 2026. O evento contará com projetos como a Vila Olímpica, assinada por SOM, e a Arena Olímpica de Inverno, projetada por David Chipperfield Architects. Ainda em Milão, BIG deve concluir o City Wave, parte de um novo distrito de negócios da cidade. Paralelamente, após mais de 140 anos desde o início de sua construção, arquitetos do mundo todo acompanham com expectativa a tão aguardada conclusão da Sagrada Família, de Antoni Gaudí, em Barcelona, prevista para 2026.
À medida que o ano se aproxima do fim, é novamente hora da equipe de curadoria do ArchDaily refletir sobre os projetos mais bem-sucedidos de 2025 e considerar quais foram os mais interessantes para os leitores. Através desta visão diversificada, avaliamos as semelhanças e diferenças em tendências e soluções construtivas. Nesse ano, tivemos muitos espaços culturais e públicos de grande escala por Lina Ghotmeh, BIG, Zaha Hadid Architects, DnA e Serie Architects, que marcaram presença em eventos como a Expo Osaka e a Bienal de Veneza, além de um número surpreendente de museus e obras públicas ou de paisagismo na China e em todo o restante do continente asiático. No entanto, ao mesmo tempo em que esses foram projetos muito procurados, as obras mais populares permaneceram, sem surpresa, sendo os projetos residenciais.
Mais especificamente, as casas mais vistas no ArchDaily global possuem estrutura de concreto com considerável presença de vegetação e foco no paisagismo. Elas propõem layouts que destacam vazios e pés-direitos duplos, bem como pátios internos ou grandes aberturas para o exterior. Embora algumas referências tenham sugerido elementos tradicionais ou vernaculares, as reinterpretações modernistas ainda foram predominantes. As tendências de materiais são muito mais contidas, com uma recorrência do uso de concreto aparente, enquanto a madeira e a pedra foram elementos de destaque comuns. Ainda assim, o mais interessante sobre as obras deste ano são os esforços dos arquitetos em situar e inserir os projetos em seus entornos, dando atenção especial à paisagem e como os projetos se fundem com a natureza.
Liminal Air Space-Time, de Shinji Ohmaki, Noor Riyadh 2025. Imagem cortesia de Noor Riyadh
O festival Noor Riyadh 2025 levou instalações de luz em grande escala a espaços públicos por toda a capital da Arábia Saudita, transformando temporariamente nós de transporte, bairros históricos e marcos importantes em ambientes urbanos iluminados. De 20 de novembro a 6 de dezembro de 2025, Riade tornou-se uma galeria urbana de luz, movimento e percepções em constante mudança. A quinta edição do festival reuniu 60 obras de arte de 59 artistas de 24 países, incluindo mais de 35 novos comissionamentos, todos respondendo ao tema "Num Piscar de Olhos" (In the Blink of an Eye). Utilizando a luz tanto como meio quanto como conceito, as instalações reinterpretaram a paisagem arquitetônica em rápida evolução da capital e refletiram sobre como a percepção se transforma em espaços moldados pelo patrimônio histórico e por um ambicioso desenvolvimento urbano.
No início deste mês, a notícia do falecimento de Frank Gehry gerou uma onda de homenagens ao arquiteto por trás de museus exuberantes, salas de concerto e complexos residenciais sinuosos. Em vez de revisitar esse terreno já tão explorado, vale a pena nos determos em uma obra mais contemplativa de sua trajetória: o Maggie's Cancer Caring Centre em Hong Kong. Silencioso, otimista e calibrado para a resiliência cotidiana, o edifício reflete múltiplos registros das intenções de Gehry: um compromisso com a positividade e a sobrevivência — e, em um nível mais pessoal, o próprio acerto de contas de um arquiteto com a perda e os cuidados de fim de vida.
Essa declaração ressignifica o Maggie's Hong Kong, elevando-o a mais do que uma simples encomenda; ela sugere um processo de projeto moldado pelo luto e voltado para o conforto, a dignidade e a possibilidade de esperança — um ethos que se alinha perfeitamente à missão da organização.