1. ArchDaily
  2. Artigos

Artigos

Arquitetura nos Andes: como a altitude molda as decisões de projeto

Acesso exclusivo | 

Embora os Andes sejam frequentemente vistos como uma cordilheira contínua, eles abrangem uma grande variedade de climas e ecossistemas. No Equador, Peru, Bolívia, Colômbia e Chile, páramos, planaltos áridos, vales temperados e paisagens nevadas podem coexistir a distâncias relativamente curtas uns dos outros. À medida que a altitude varia, mudam também a temperatura, a radiação solar, a umidade, os ventos, a vegetação e a topografia, gerando ambientes que exigem diferentes abordagens construtivas.

Diferentemente de muitas regiões montanhosas onde o frio é a condição ambiental predominante, as áreas de grande altitude nos Andes reúnem diversas condições climáticas simultaneamente. Conforme a altitude aumenta, a radiação solar torna-se mais intensa. Algumas regiões permanecem úmidas ao longo de todo o ano, ao passo que outras enfrentam períodos prolongados de seca. Em muitos locais, o terreno íngreme, a neve e as mudanças constantes nos padrões meteorológicos tornam-se fatores adicionais que influenciam o desenho das edificações.

Arquitetura nos Andes: como a altitude molda as decisões de projeto - Image 1 of 4Arquitetura nos Andes: como a altitude molda as decisões de projeto - Image 2 of 4Arquitetura nos Andes: como a altitude molda as decisões de projeto - Image 3 of 4Arquitetura nos Andes: como a altitude molda as decisões de projeto - Image 4 of 4Arquitetura nos Andes: como a altitude molda as decisões de projeto - Mais Imagens+ 12

Cultivando conhecimento em madeira: 10 experimentos de pavilhões de madeira em sala de aula

Acesso exclusivo | 

A madeira está entre os materiais mais antigos e familiares da arquitetura. Contudo, seu uso contemporâneo levanta questões complexas sobre impacto ambiental, disponibilidade de recursos, procedência de materiais e circularidade em relação às economias locais. Ao mesmo tempo, os avanços no design computacional, na usinagem CNC e na fabricação robótica também estão reconfigurando a maneira como a madeira é projetada e montada, abrindo novas possibilidades para a inovação estrutural e a expressão formal, ao mesmo tempo em que redefinem o equilíbrio entre automação, força de trabalho e eficiência.

Cultivando conhecimento em madeira: 10 experimentos de pavilhões de madeira em sala de aula - Imagen 6 de 4Cultivando conhecimento em madeira: 10 experimentos de pavilhões de madeira em sala de aula - Imagen 2 de 4Cultivando conhecimento em madeira: 10 experimentos de pavilhões de madeira em sala de aula - Imagen 9 de 4Cultivando conhecimento em madeira: 10 experimentos de pavilhões de madeira em sala de aula - Imagen 3 de 4Cultivando conhecimento em madeira: 10 experimentos de pavilhões de madeira em sala de aula - Mais Imagens+ 11

Como os/as arquitetos/as podem simplificar os fluxos de trabalho de projeto além do CAD e do BIM

Acesso exclusivo | 

As informações de um projeto de arquitetura não se limitam aos softwares CAD ou BIM. Briefings, PDFs de desenhos, contratos, orçamentos, relatórios de obra, arquivos de aprovação e especificações técnicas costumam ser os documentos que as equipes abrem, revisam, enviam e confirmam diariamente.

Quando esses arquivos ficam dispersos em e-mails, aplicativos de mensagem, cópias digitalizadas e diferentes dispositivos, erros de versão, atrasos em aprovações e perda de informações podem acontecer facilmente. Para arquitetos/as e pequenos escritórios, isso não apenas desacelera a comunicação, como também compromete a precisão do projeto, a confiança do cliente e os prazos de entrega.

O edifício como escultura: 5 projetos de museus não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily

Acesso exclusivo | 

O conceito de museu historicamente suscita reflexões sobre identidade, representação e estruturas institucionais. Atualmente, os museus são concebidos como espaços cada vez mais complexos, que combinam áreas de exposição com outras funções culturais e educativas, estimulando o engajamento cívico, a experimentação artística e a responsabilidade arquivística. Ao longo deste ano, inúmeros projetos de museus foram anunciados e avançaram em várias regiões do mundo, com cronogramas de conclusão que se estendem, em sua maioria, de 2026 a 2030. A essa variedade soma-se a ampla gama de conceitos desenvolvidos no campo das ideias, propostas e especulações. É nesse território que se insere esta seleção de projetos enviados pela comunidade de leitores do ArchDaily: propostas cujos desenhos expandem os limites da nossa imaginação.

O edifício como escultura: 5 projetos de museus não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily - 1 的图像 4O edifício como escultura: 5 projetos de museus não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily - 2 的图像 4O edifício como escultura: 5 projetos de museus não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily - 3 的图像 4O edifício como escultura: 5 projetos de museus não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily - 4 的图像 4O edifício como escultura: 5 projetos de museus não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily - Mais Imagens+ 76

Resgatando a voz local da arquitetura

Acesso exclusivo | 

Parte da arquitetura regional mais inovadora do mundo nunca chega às manchetes simplesmente porque ninguém está contando a sua história. No sexto episódio do podcast Room For Dreams, gravado ao vivo na Milan Design Week 2026 em parceria com a INDX|GLOBAL, a host Claire Brodka, do designboom, analisa detalhadamente esse gargalo ao lado dos/as arquitetos/as Niroop Reddy, Sujit Nair e Aman Aggarwal. O debate investiga como a falta histórica de narrativas na arquitetura acabou obscurecendo uma grande revolução de design em curso no subcontinente indiano.

Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal

O bambu é frequentemente elogiado antes mesmo de ser compreendido. De crescimento rápido, ele carrega uma longa história de culturas construtivas e parece oferecer à arquitetura uma linguagem ecológica imediata. Em fotografias, sua lógica parece quase autoexplicativa: leve, natural, renovável e já alinhado a um futuro mais sustentável. No entanto, essa aparente clareza é justamente o que torna o bambu difícil de discutir com precisão. Uma vez transformado em símbolo de responsabilidade ambiental, o material em si corre o risco de desaparecer por trás da imagem que projeta.

Este é o risco do renascimento contemporâneo do bambu. Ele pode ser facilmente idealizado como um substituto ecológico para materiais industriais, uma atmosfera regional ou uma alternativa mais suave às linguagens rígidas do aço e do concreto. Em cada um desses casos, o bambu é admirado antes que suas condições reais sejam compreendidas. A questão fundamental não é se o bambu é sustentável em um sentido genérico, mas sim que tipo de cultura arquitetônica ele exige: quais formas de conhecimento, manutenção, regulamentação, mão de obra e tempo são necessárias para que sua sustentabilidade se concretize.

Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal - Imagem 1 de 4Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal - Imagem 2 de 4Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal - Imagem 3 de 4Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal - Imagem 4 de 4Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal - Mais Imagens+ 19

Vida nova para espaços antigos: Buildner revela os vencedores do Re-Form com a abertura da 3ª edição

A Buildner anunciou os resultados da segunda edição do concurso Re-Form: New Life for Old Spaces, uma premiação internacional de ideias que investiga o reuso adaptativo de edifícios existentes de pequena escala. O concurso convidou profissionais de arquitetura e design a proporem transformações de estruturas usadas, abandonadas ou negligenciadas com uma área de projeção aproximada de 250 metros quadrados, localizadas em qualquer lugar do mundo. Sem terreno ou programa definidos, incentivou-se a exploração de alternativas à demolição e à construção nova, por meio de estratégias de reuso fundamentadas em questões sociais e ambientais contemporâneas.

Re:Living: Como podemos dar escala à renovação?

Acesso exclusivo | 

A maior parte das futuras habitações da Europa já existe; no entanto, a renovação continua ocorrendo de forma muito lenta para responder aos desafios climáticos, habitacionais, de saúde e de recursos na escala necessária. O Re:Living explora como a renovação pode deixar de ser uma série de projetos isolados para se tornar uma abordagem escalável de transformação de edifícios existentes. No cerne da iniciativa está um novo projeto de pesquisa, The Housing We Need for the Future We Want, que examina como o melhor aproveitamento do parque imobiliário existente pode abrir novas oportunidades para profissionais de arquitetura, cidades e comunidades.

A Forma da Água: 20 Centros Aquáticos que Constroem Paisagens Coletivas

Acesso exclusivo | 

Muito provavelmente, cada pessoa tem seu próprio ritual ao entrar em uma piscina. Há os que mergulham sem hesitar, os que começam pelas pontas dos pés, os que nadam por esporte e os que submergem por puro prazer. Individual ou compartilhada, intensa ou contemplativa, toda experiência com a água acontece dentro de um ambiente cuidadosamente construído para recebê-la.

Arquitetura e água pertencem a naturezas opostas. Enquanto uma delimita e contém, a outra insiste em se espalhar, e é dessa tensão entre o sólido e o líquido que surgem os centros aquáticos. Nesses edifícios, a presença da água transforma tudo ao seu redor. A luz se fragmenta em reflexos instáveis, os sons adquirem uma reverberação particular, a temperatura e a umidade passam a definir a atmosfera dos espaços, enquanto materiais e sistemas construtivos são permanentemente postos à prova. Mas sua singularidade não é apenas técnica.

A Forma da Água: 20 Centros Aquáticos que Constroem Paisagens Coletivas - Image 1 of 4A Forma da Água: 20 Centros Aquáticos que Constroem Paisagens Coletivas - Image 2 of 4A Forma da Água: 20 Centros Aquáticos que Constroem Paisagens Coletivas - Image 3 of 4A Forma da Água: 20 Centros Aquáticos que Constroem Paisagens Coletivas - Image 4 of 4A Forma da Água: 20 Centros Aquáticos que Constroem Paisagens Coletivas - Mais Imagens+ 35

A arquitetura global ainda pode refletir a identidade local?

Acesso exclusivo | 

A ascensão acelerada de uma estética homogeneizada e globalizada está forçando criadores e criadoras a confrontar uma realidade crítica: as tendências de design transcendem a geografia sem esforço, mas a identidade local acaba pagando o preço. O quinto episódio do podcast Room For Dreams investiga diretamente se um mercado sem fronteiras está apagando silenciosamente a diversidade do design. Gravado ao vivo na Milan Design Week 2026, em parceria com a INDX|GLOBAL, a apresentadora Claire Broadka, do designboom, conversa com Sachi Gupta, Shilpi Sonar, Krithika Subrahmanian e Sumit Dhawan para mapear a realidade dos/as profissionais criativos/as sem fronteiras.

Costurando Margens: Marinas como Instrumentos de Reconexão entre Cidade e Água

Acesso exclusivo | 

As áreas de interface entre terra e água sempre exerceram papel fundamental na formação e no desenvolvimento das cidades. Dos antigos portos comerciais até as atuais orlas multifuncionais, as frentes marítimas e fluviais representam espaços de grande potencial econômico e social. Diante deste contexto, os complexos náuticos contemporâneos cada vez mais assumem o papel de equipamentos urbanos estratégicos, capazes de integrar diferentes atividades, promovendo a reaproximação entre a cidade e a água e contribuindo para a valorização de paisagens frequentemente subutilizadas.

Costurando Margens: Marinas como Instrumentos de Reconexão entre Cidade e Água - Imagen 1 de 4Costurando Margens: Marinas como Instrumentos de Reconexão entre Cidade e Água - Imagen 2 de 4Costurando Margens: Marinas como Instrumentos de Reconexão entre Cidade e Água - Imagen 3 de 4Costurando Margens: Marinas como Instrumentos de Reconexão entre Cidade e Água - Imagen 4 de 4Costurando Margens: Marinas como Instrumentos de Reconexão entre Cidade e Água - Mais Imagens+ 19

Além do Visual: Reenquadrando a Arquitetura Através dos Sentidos

Acesso exclusivo | 

Uma rebelião experiencial ganha destaque no quarto episódio do podcast Room For Dreams, tocando diretamente no cerne da cultura de design contemporânea, obcecada por imagens e pela superficialidade das telas. Gravado ao vivo na Milan Design Week 2026 em parceria com a INDX|GLOBAL, a apresentadora Claire Broadka conversa com quatro profissionais da arquitetura indiana — Indrajit Kembhavi, Manish Gulati, Sanjay Singh e Sidhartha Talwar — para discutir uma questão crucial: teríamos sacrificado a alma da arquitetura em prol de um post perfeito no Instagram?

Da Indústria à Sala de Estar: Mobiliários de Metal na Arquitetura de Interiores

Acesso exclusivo | 

Como um material concebido para pontes, fábricas e grandes estruturas chegou ao banco da sala, à estante do apartamento, à mesa do café? O metal atravessou séculos associado ao esforço, à máquina e à monumentalidade — das estruturas expostas das Exposições Universais do século XIX à lógica produtiva da indústria moderna. Sua presença no interior doméstico não é um dado óbvio, mas uma conquista cultural: a transformação de um material fabril em elemento de uso cotidiano, íntimo e próximo do corpo.

Da Indústria à Sala de Estar: Mobiliários de Metal na Arquitetura de Interiores - 1 的图像 4Da Indústria à Sala de Estar: Mobiliários de Metal na Arquitetura de Interiores - 2 的图像 4Da Indústria à Sala de Estar: Mobiliários de Metal na Arquitetura de Interiores - 3 的图像 4Da Indústria à Sala de Estar: Mobiliários de Metal na Arquitetura de Interiores - 4 的图像 4Da Indústria à Sala de Estar: Mobiliários de Metal na Arquitetura de Interiores - Mais Imagens+ 26

Como Enquadrar a Paisagem: Estratégias Projetuais Aplicadas em Residências

Acesso exclusivo | 

No momento de implantar uma casa no terreno, um dos primeiros passos consiste no reconhecimento do território que a circunda, identificando suas potencialidades e tensões. Nesse processo, inevitavelmente selecionamos, recortamos, ocultamos ou potencializamos determinadas vistas, moldando a experiência arquitetônica de acordo com as sensações que se deseja fomentar.

Estabelece-se, portanto, uma hierarquia visual que orienta o olhar, determinando o que deve ser visto, de que maneira e com qual intensidade emocional, sendo capaz de definir como o usuário interpreta o entorno. Nesse contexto, a estratégia projetual ultrapassa o campo da decisão estética para atuar como uma manipulação da experiência fenomenológica do espaço. Ao selecionar um fragmento específico do horizonte por meio de uma abertura controlada, ou dissolver os limites entre interior e exterior com amplos planos envidraçados, a arquitetura passa a operar como uma lente. Ela pode enfatizar a pequenez da escala humana diante da vastidão do território ou, em sentido oposto, domesticar a natureza, incorporando-a como parte da vida cotidiana.

Como Enquadrar a Paisagem: Estratégias Projetuais Aplicadas em Residências - Imagen 1 de 4Como Enquadrar a Paisagem: Estratégias Projetuais Aplicadas em Residências - Imagen 2 de 4Como Enquadrar a Paisagem: Estratégias Projetuais Aplicadas em Residências - Imagen 3 de 4Como Enquadrar a Paisagem: Estratégias Projetuais Aplicadas em Residências - Imagen 4 de 4Como Enquadrar a Paisagem: Estratégias Projetuais Aplicadas em Residências - Mais Imagens+ 29

Quando a escola se torna cidade: 6 projetos no Sul Global que fortalecem suas comunidades

Acesso exclusivo | 

A educação e a cultura sempre se consolidaram como pilares estratégicos para promover transformações sociais profundas. Nesse sentido, a qualidade das infraestruturas físicas não é apenas uma questão funcional, mas um elemento estruturante para a efetivação de políticas públicas consistentes — especialmente em territórios marcados pela precariedade urbana, desigualdades históricas e fragilidade institucional. Diante desse cenário, a arquitetura escolar pode assumir um papel que vai muito além da sala de aula, tornando-se catalisadora da transformação social.

Quando a escola se torna cidade: 6 projetos no Sul Global que fortalecem suas comunidades - Image 1 of 4Quando a escola se torna cidade: 6 projetos no Sul Global que fortalecem suas comunidades - Image 2 of 4Quando a escola se torna cidade: 6 projetos no Sul Global que fortalecem suas comunidades - Image 3 of 4Quando a escola se torna cidade: 6 projetos no Sul Global que fortalecem suas comunidades - Image 4 of 4Quando a escola se torna cidade: 6 projetos no Sul Global que fortalecem suas comunidades - Mais Imagens+ 29

Ingrediente arquitetônico: 15 restaurantes brasileiros que ampliam fronteiras

Acesso exclusivo | 

A relação entre arquitetura e gastronomia transcende a simples funcionalidade de um espaço para comer. Trata-se de uma simbiose sensorial onde o ambiente prepara o paladar tanto quanto o tempero. A estética visual de um prato pode ser compreendida a partir de princípios de volumetria, equilíbrio, contraste e ritmo — conceitos igualmente caros ao desenho arquitetônico. Da mesma forma, a arquitetura do restaurante — suas cores, iluminação e escolha de materiais — atua como um ingrediente invisível que pode elevar a experiência gastronômica ou comprometer a percepção do sabor antes mesmo da primeira garfada. Ambas as disciplinas são dinâmicas e reflexos diretos de comportamentos sociais e tendências culturais que ditam a maneira como ocupamos o espaço e como alimentamos o corpo.

Ingrediente arquitetônico: 15 restaurantes brasileiros que ampliam fronteiras - Imagen 1 de 4Ingrediente arquitetônico: 15 restaurantes brasileiros que ampliam fronteiras - Imagen 2 de 4Ingrediente arquitetônico: 15 restaurantes brasileiros que ampliam fronteiras - Imagen 3 de 4Ingrediente arquitetônico: 15 restaurantes brasileiros que ampliam fronteiras - Imagen 4 de 4Ingrediente arquitetônico: 15 restaurantes brasileiros que ampliam fronteiras - Mais Imagens+ 22

As Torres de Terra de Shibam: Uma Cidade Vertical no Deserto do Iêmen

Acesso exclusivo | 

Símbolos do desenvolvimento tecnológico e da densidade urbana, os edifícios em altura, tal qual conhecemos hoje, surgiram no final do século XIX, principalmente nos Estados Unidos, como resposta ao crescimento acelerado do comércio urbano e à necessidade de expandir as cidades sem ocupar mais território. O termo arranha-céu, por exemplo, foi cunhado na década de 1880 e originalmente se referia a edifícios com cerca de 10 a 20 pavimentos — uma altura impressionante para a época.

No entanto, a ideia de construir verticalmente é bem mais antiga do que os arranha-céus de aço e vidro sugerem. Muito antes da revolução industrial, algumas sociedades já experimentavam formas de urbanização vertical como solução para limitações de espaço, defesa territorial ou adaptação ambiental.

As Torres de Terra de Shibam: Uma Cidade Vertical no Deserto do Iêmen - Imagem 1 de 4As Torres de Terra de Shibam: Uma Cidade Vertical no Deserto do Iêmen - Imagem 2 de 4As Torres de Terra de Shibam: Uma Cidade Vertical no Deserto do Iêmen - Imagem 3 de 4As Torres de Terra de Shibam: Uma Cidade Vertical no Deserto do Iêmen - Imagem 4 de 4As Torres de Terra de Shibam: Uma Cidade Vertical no Deserto do Iêmen - Mais Imagens+ 7

Desenterrando o solo: Arquitetura e a política do petróleo

Sob a superfície do solo encontra-se um material que moldou silenciosamente a arquitetura do mundo moderno. O petróleo raramente é discutido no discurso arquitetônico, mas sua extração, circulação e consumo reorganizaram profundamente a lógica espacial dos territórios. Oleodutos, refinarias, plataformas de perfuração, portos, rodovias e complexos petroquímicos compõem uma vasta paisagem infraestrutural que sustenta a vida contemporânea, formando uma arquitetura dispersa da energia.

Ao longo dos séculos XX e XXI, o petróleo consolidou-se como a base material da sociedade industrial. Ele impulsionou o transporte, alimentou fábricas e sustentou o crescimento de cidades cuja organização espacial depende de fluxos contínuos de energia. Ainda assim, as infraestruturas que viabilizam esses fluxos raramente se tornam objeto de investigação arquitetônica. A atenção permanece, em grande parte, voltada à forma, à tipologia ou à densidade urbana, enquanto os sistemas materiais que sustentam esses ambientes tendem a permanecer deslocados do campo disciplinar.

Desenterrando o solo: Arquitetura e a política do petróleo - 1 的图像 4Desenterrando o solo: Arquitetura e a política do petróleo - 2 的图像 4Desenterrando o solo: Arquitetura e a política do petróleo - 3 的图像 4Desenterrando o solo: Arquitetura e a política do petróleo - 4 的图像 4Desenterrando o solo: Arquitetura e a política do petróleo - Mais Imagens+ 15

Arquiteturas do olhar: 25 mirantes para experienciar a paisagem

Acesso exclusivo | 

Os mirantes são estruturas destinadas à observação da paisagem a partir de pontos elevados. Implantados em meio à natureza ou no cenário urbano, funcionam como dispositivos que organizam o olhar e estabelecem uma relação direta entre o corpo e o território. Nessa fronteira entre o observador e a paisagem, os mirantes podem assumir diferentes configurações, desde pequenos gestos até estruturas monumentais, sempre em resposta ao contexto em que se inserem. Independente da escala, são – em certa medida -, tentativas de domesticar a vastidão, recortes precisos que tornam legível aquilo que, sem mediação, poderia se apresentar como excesso.

Arquiteturas do olhar: 25 mirantes para experienciar a paisagem - Imagen 1 de 4Arquiteturas do olhar: 25 mirantes para experienciar a paisagem - Imagen 2 de 4Arquiteturas do olhar: 25 mirantes para experienciar a paisagem - Imagen 3 de 4Arquiteturas do olhar: 25 mirantes para experienciar a paisagem - Imagen 4 de 4Arquiteturas do olhar: 25 mirantes para experienciar a paisagem - Mais Imagens+ 36

Jaali, Mashrabiya, Cobogó: As Envoltórias Mais Leves da Arquitetura

Uma superfície perfurada costuma ser tratada como um elemento secundário: algo aplicado para suavizar a luz, decorar uma fachada ou acrescentar textura onde uma parede poderia parecer excessivamente plana. Ela é fotografada como superfície, desenhada como padrão e discutida como artesanato. Mas, em muitos edifícios do subcontinente indiano e do mundo islâmico, esse anteparo nunca foi um acréscimo. Ele era a própria parede. Removê-lo não altera apenas a aparência da construção; significa comprometer sua capacidade de regular o calor, conduzir o ar e mediar a relação entre interior e exterior.

Essa leitura equivocada revela mais sobre hábitos contemporâneos do que sobre o próprio elemento. O pensamento arquitetônico há muito separa estrutura de envoltória, desempenho de expressão. Dentro dessa lógica, componentes como o jaali ou a mashrabiya são facilmente classificados como ornamentais — visualmente ricos, porém tecnicamente secundários. No entanto, esses elementos foram concebidos como sistemas integrados, nos quais geometria, material e clima atuam em conjunto. Sua inteligência reside justamente naquilo que são capazes de fazer.

Jaali, Mashrabiya, Cobogó: As Envoltórias Mais Leves da Arquitetura - Imagem 1 de 4Jaali, Mashrabiya, Cobogó: As Envoltórias Mais Leves da Arquitetura - Imagem 2 de 4Jaali, Mashrabiya, Cobogó: As Envoltórias Mais Leves da Arquitetura - Imagem 3 de 4Jaali, Mashrabiya, Cobogó: As Envoltórias Mais Leves da Arquitetura - Imagem 4 de 4Jaali, Mashrabiya, Cobogó: As Envoltórias Mais Leves da Arquitetura - Mais Imagens+ 11

Memória da Terra: 4 Exemplos que Reinventam as Antigas Fábricas de Cerâmica

Acesso exclusivo | 

Há um gesto ancestral em dar forma à terra. Muito antes da arquitetura se constituir como disciplina, o barro já era moldado pelas mãos e transformado pelo fogo, convertendo matéria bruta em utensílio doméstico e objeto cultural. Na história desse ofício, as fábricas de cerâmica marcam a transição do saber manual para a produção em série, ampliando sua escala sem romper completamente com a origem material. Dispersas por diferentes territórios, essas estruturas registram a relação entre técnica, paisagem e tempo. Com o passar das décadas, no entanto, muitas delas acabaram perdendo sua função original, sendo substituídas por processos mais tecnológicos ou fagocitadas pelo desenvolvimento urbano ao seu redor, passando a ocupar um estado intermediário, entre permanência e obsolescência.

Memória da Terra: 4 Exemplos que Reinventam as Antigas Fábricas de Cerâmica - 1 的图像 4Memória da Terra: 4 Exemplos que Reinventam as Antigas Fábricas de Cerâmica - 2 的图像 4Memória da Terra: 4 Exemplos que Reinventam as Antigas Fábricas de Cerâmica - 3 的图像 4Memória da Terra: 4 Exemplos que Reinventam as Antigas Fábricas de Cerâmica - 4 的图像 4Memória da Terra: 4 Exemplos que Reinventam as Antigas Fábricas de Cerâmica - Mais Imagens+ 14

Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência

Acesso exclusivo | 

Mesmo o transeunte mais distraído é capturado pela presença monumental dessa estrutura situada no consolidado bairro valenciano de Benimaclet. Diante dela, qualquer tentativa de apreensão racional se desfaz. A lógica construtiva parece escapar enquanto o espaço se desdobra em tensões e desvios onde nada se oferece de imediato. Entre massas de concreto e a insurgência da vegetação, emerge um jogo quase coreográfico de planos, ângulos e rotações. Na vertigem desse encontro, percebe-se que o edifício não foi feito para ser compreendido, mas para ser experimentado.

Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência - 1 的图像 4Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência - 2 的图像 4Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência - 3 的图像 4Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência - 4 的图像 4Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência - Mais Imagens+ 35

Clima e uso coletivo: A permeabilidade arquitetônica na América Latina

A arquitetura costuma ser compreendida como uma questão de fechamento. As paredes definem o espaço, separam interior e exterior e estabelecem limites claros. Em muitos projetos latino-americanos, porém, essa distinção se torna menos precisa. Em vez de operarem como objetos fechados, os edifícios frequentemente permanecem abertos, permitindo que ar, luz e movimento atravessem sua constituição.

Essa condição está ligada a algo que vai além da forma. Em toda a região, a arquitetura responde historicamente a climas marcados por calor, umidade, forte incidência solar e chuvas sazonais, mas também a culturas construtivas moldadas pela adaptação, pelo trabalho coletivo e pelo contato direto com o ambiente. Nesses contextos, interiores totalmente vedados nem sempre representam a resposta mais eficiente. O espaço costuma ser organizado por meio de sombra, ventilação e zonas intermediárias que regulam, em vez de isolar.

Clima e uso coletivo: A permeabilidade arquitetônica na América Latina - 1 的图像 4Clima e uso coletivo: A permeabilidade arquitetônica na América Latina - 2 的图像 4Clima e uso coletivo: A permeabilidade arquitetônica na América Latina - 3 的图像 4Clima e uso coletivo: A permeabilidade arquitetônica na América Latina - 4 的图像 4Clima e uso coletivo: A permeabilidade arquitetônica na América Latina - Mais Imagens+ 8

Da produção à experiência espacial: 10 projetos de destilarias contemporâneas

Acesso exclusivo | 

Diferente de muitos programas industriais tradicionalmente ocultos atrás de fachadas neutras e espaços herméticos, as destilarias contemporâneas frequentemente expõem seus processos produtivos como parte essencial da experiência arquitetônica. O calor dos alambiques, os vapores da destilação ou os percursos da matéria-prima deixam de ser apenas operações técnicas para assumir protagonismo espacial.

Embora produzam bebidas distintas, os projetos selecionados a seguir compartilham desafios arquitetônicos semelhantes. Todos precisam organizar fluxos industriais, controlar condições específicas de temperatura, ventilação e armazenamento, além de compatibilizar áreas técnicas com percursos de visitação pública. Ao mesmo tempo, cada destilaria estabelece respostas particulares ao território em que se insere, revelando diferentes maneiras de relacionar produção e paisagem.

Da produção à experiência espacial: 10 projetos de destilarias contemporâneas - Imagem 1 de 4Da produção à experiência espacial: 10 projetos de destilarias contemporâneas - Imagem 2 de 4Da produção à experiência espacial: 10 projetos de destilarias contemporâneas - Imagem 3 de 4Da produção à experiência espacial: 10 projetos de destilarias contemporâneas - Imagem 4 de 4Da produção à experiência espacial: 10 projetos de destilarias contemporâneas - Mais Imagens+ 21

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.