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Elevando a Terra: Resgatando e Aprimorando um Material de Construção Indígena

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Com vinte metros de altura e quatro mil anos de idade, o Deffufa Ocidental se impõe sobre os pomares de tamareiras adjacentes e as ruínas de uma antiga cidade no deserto. Trata-se de um antigo edifício religioso e administrativo próximo à atual cidade sudanesa de Kerma. Sua importância reside não apenas em sua idade e escala, mas também no fato de ser uma das construções de tijolos de adobe mais antigas do mundo. Como atestam as casas de adobe vizinhas, a terra é um material de uso contínuo desde a antiguidade até os dias de hoje. Apesar disso, as discussões sobre sistemas construtivos contemporâneos têm ignorado amplamente esse material essencial. No entanto, alguns escritórios de arquitetura no continente africano estão mudando esse cenário.

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Portas em grande escala: destaques do Concurso de Melhor Porta Pivotante 2026

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Ao deslocar a rotação das dobradiças tradicionais e distribuir o peso verticalmente, as portas pivotantes foram desenvolvidas para responder a um desafio arquitetônico específico: como movimentar painéis de portas grandes e pesados com precisão, durabilidade e o mínimo de interferência visual. Esses sistemas permitem que as portas ganhem dimensões significativas em termos de escala, peso e ambição material, frequentemente diluindo a fronteira entre porta, parede e superfície arquitetônica. Com o tempo, essa inovação técnica expandiu o papel das portas na arquitetura, permitindo que funcionassem não apenas como pontos de acesso, mas também como limiares espaciais, dispositivos de composição e elementos expressivos na envoltória do edifício.

Para destacar essa evolução, a FritsJurgens criou o Best Pivot Door Contest, com o objetivo de apresentar projetos nos quais a precisão da engenharia e a intenção arquitetônica convergem. Fundada nos Países Baixos, a empresa é reconhecida internacionalmente por seus sistemas pivotantes embutidos, capazes de suportar portas excepcionalmente grandes e pesadas. Esses sistemas proporcionam a arquitetos/as maior liberdade em termos de escala e materialidade, mantendo a precisão, a confiabilidade e a clareza arquitetônica.

Como os projetos vencedores do concurso Concrete Pavilion da Buildner estão repensando o material mais comum da arquitetura

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Buildner anunciou os resultados do seu concurso, o Concrete Pavilion. Como parte da série Material Studies da Buildner, a competição convidou arquitetos/as e designers a explorarem o potencial arquitetônico do concreto por meio do projeto de um pavilhão experimental. O desafio era reconsiderar o material para além de seu uso convencional, investigando suas possibilidades espaciais, estruturais e sensoriais.

Semeando o futuro e redefinindo o impacto da arquitetura

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O que importa mais: olhar para o passado ou para o futuro? Reconhecer trajetórias consolidadas ou fomentar caminhos ainda em construção? Talvez esta não seja uma pergunta com resposta única. Tradicionalmente, os prêmios de arquitetura funcionam como dispositivos de consagração, reconhecendo obras concluídas, carreiras consolidadas e soluções já testadas, na maioria das vezes sob uma perspectiva retrospectiva. Mas o que aconteceria se o reconhecimento deixasse de ser um fim em si mesmo e passasse a funcionar como um agente catalisador, investindo menos no que já foi feito e mais no que está por vir?

Como a arquitetura está aprendendo a gerar sua própria energia

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Além de ser uma fonte de vida, a força do sol na arquitetura está há muito tempo atrelada à necessidade da humanidade de aproveitá-la e controlá-la como um recurso vital. Desde a antiguidade, a energia solar tem sido utilizada para medir o tempo, apoiar o plantio e a colheita, e oferecer proteção contra o calor e o frio. Hoje, a radiação solar desempenha um papel significativo no consumo global de energia. Soluções arquitetônicas baseadas em materiais, tecnologias e análises ambientais são desenvolvidas a partir da compreensão da capacidade da energia solar de transformar o ambiente interno das edificações. Mas como as edificações podem ser transformadas em fontes de energia limpa?

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O que acontece quando a energia solar é tratada como material de construção?

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À medida que a responsabilidade ambiental se consolida na cultura de projeto, o envelope do edifício passa a ser reconsiderado não apenas como uma pele protetora, mas como uma superfície ativa de produção de energia. Tratar a tecnologia solar como um material, e não como um mero acessório, reformula a maneira como a arquitetura é concebida e detalhada. Cor, textura, ritmo e montagem tornam-se indissociáveis do desempenho. A tecnologia fotovoltaica integrada a edifícios (BIPV) opera justamente nessa definição ampliada de materialidade. Ao integrar a tecnologia solar em fachadas e fachadas ventiladas desde as etapas iniciais de um projeto, arquitetos e arquitetas podem reduzir redundâncias, alinhar metas energéticas às intenções de projeto e repensar a composição dos envelopes. No entanto, traduzir essa ambição em sistemas construtivos viáveis exige precisão técnica e inteligência executiva.

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Prêmio Europeu de Habitação Coletiva abre inscrições para sua segunda edição

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A habitação coletiva é uma marca registrada da Europa. Em sua segunda edição, a premiação busca projetos que evidenciem seu impacto social e os marcos regulatórios e de políticas públicas que os viabilizam. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 30 de abril.

A modernidade pós-industrial gerou uma ampla gama de modelos de habitação coletiva que deixaram uma marca duradoura nas cidades europeias e na história da arquitetura: desde os Hofs de Viena e a Weissenhofsiedlung até a Unité d'habitation de Le Corbusier e as obras apresentadas na Interbau de Berlim.

Os excessos do movimento moderno projetaram uma longa sombra sobre a habitação social — um estigma que a pós-modernidade não foi capaz de dissipar. Contudo, desde a virada do milênio, novas formas de habitação coletiva têm ressurgido, reconectando-se com os ideais do Estado de bem-estar social diante das pressões da urbanização, das tensões do mercado imobiliário e da urgência ecológica.

Obra do Ano 2026: Começa a premiação da melhor arquitetura do mundo hispânico

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A arquitetura da América Latina e da Espanha é testemunho da riqueza e diversidade de culturas, tradições, necessidades e soluções que definem esses territórios. Com mais de 700 projetos construídos em países de língua espanhola publicados no ArchDaily em Español, chegou o momento de explorar, debater e escolher os favoritos para o prêmio Obra do Ano 2026.

Em sua décima sétima edição, o Obra do Ano reafirma seu lugar como o maior prêmio de arquitetura do mundo hispânico, decidido por sua comunidade. A partir de hoje, 24 de março, as leitoras e os leitores assumem a responsabilidade de escolher as melhores obras arquitetônicas de 2025.

Durante as próximas três semanas, a inteligência coletiva de nossa comunidade percorrerá centenas de projetos construídos em países de língua espanhola: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

O trabalho curatorial como construção da cidade: Marisa Yiu, do Design Trust, reflete sobre exposições e agência espacial

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Em Hong Kong, onde a arquitetura é frequentemente impulsionada pela lógica imobiliária, pela infraestrutura e pelo desenvolvimento acelerado, o espaço para a experimentação cívica em escala humana pode ser surpreendentemente limitado. É aí que o Design Trust se destaca. Como uma plataforma de fomento e viabilização de projetos, a organização apoia intervenções espaciais que transitam entre arquitetura, pesquisa e programação pública — um trabalho que costuma ser modesto, coletivo ou incerto demais para se encaixar nos fluxos convencionais entre cliente e arquiteto/a.

No centro desse trabalho está Marisa Yiu, cuja liderança posiciona o Design Trust tanto como agente viabilizador quanto como ator cultural. Por meio de iniciativas como o Micro-Parks Hong Kong, além de exposições e programas públicos, a organização trata o discurso e a prototipagem como formas de agência espacial, conectando designers, comunidades, instituições e debates sobre políticas públicas, ao mesmo tempo em que coloca em primeiro plano questões de gestão, manutenção e a "sobrevida" do espaço público.

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De Wenzhou a Nuremberg: 7 projetos culturais não construídos que imaginam a vida pública

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As instituições culturais representam um campo ativo para a exploração arquitetônica de projetos não construídos, refletindo como arquitetos e arquitetas continuam a questionar o papel dos edifícios públicos na configuração da vida urbana. Nesta edição do Unbuilt, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas reúnem uma série de projetos que abordam museus, centros de exposições e edifícios diplomáticos como locais de encontro público. Em vez de tratar esses programas como tipologias rígidas, essas propostas os abordam como cenários espaciais em constante evolução, por meio dos quais as cidades se relacionam com a história, o conhecimento e a representação.

Em diferentes geografias, de Wenzhou e Helsinque a Belgrado, Debrecen, Cidade do México e Nuremberg, as propostas exploram distintas respostas à arquitetura cultural contemporânea. Elas variam desde a reutilização adaptativa de estruturas industriais e ideológicas até novos edifícios integrados a frentes marítimas, parques e bairros residenciais. Enquanto algumas propostas enfatizam a continuidade com os contextos históricos, outras experimentam estruturas mais leves, estratégias ambientais ou novas relações entre as atividades internas e o espaço público. Juntas, oferecem um panorama de como as instituições culturais estão sendo reimaginadas em diversas condições urbanas.

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Ideologia do Desempenho: Sustentabilidade e os Limites da Eficiência

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Este artigo faz parte da nossa nova seção Opinião, um espaço para ensaios argumentativos sobre questões críticas que moldam nosso campo de atuação.

O projeto moderno de sustentabilidade baseia-se na promessa de que tecnologias em evolução podem conciliar o crescimento urbano e econômico com a responsabilidade ecológica. Segundo as métricas desenvolvidas pelas profissões do ambiente construído e as políticas adotadas por governos, o progresso é tangível e acelerado: edifícios consomem menos energia por metro quadrado do que uma geração atrás, veículos emitem menos poluentes por quilômetro e a infraestrutura urbana é mais integrada e mensuravelmente mais limpa em muitas cidades. No entanto, o consumo total de recursos continua a aumentar. A sustentabilidade, como é praticada hoje no âmbito das profissões do ambiente construído, tornou-se uma estratégia para otimizar o consumo, em vez de reduzi-lo. Enquanto a profissão não estiver disposta a questionar a escala e a estrutura da demanda, em vez de apenas a eficiência com que essa demanda é atendida, suas conquistas mais celebradas continuarão aquém do problema que pretendem solucionar.

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Projetar Silenciosamente: Repensando a Superfície Negligenciada da Arquitetura

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O forro é uma das maiores superfícies contínuas em um espaço; no entanto, por que raramente é o primeiro elemento arquitetônico que as pessoas notam? Frequentemente percebido como o plano que oculta a estrutura e as instalações prediais, ele discretamente recua para o segundo plano, enquanto fachadas, materiais, sistemas estruturais e mobiliário definem a identidade arquitetônica de um edifício. No entanto, poucos elementos arquitetônicos influenciam a experiência de um espaço de forma tão consistente quanto este. O forro molda a maneira como o som se propaga, como a luz é refletida, como o ar se move pelo ambiente e, em última análise, como a arquitetura é vivenciada, reunindo desempenho técnico e expressão arquitetônica em uma única superfície contínua.

O teórico da arquitetura dinamarquês Steen Eiler Rasmussen observou em seu livro Experiencing Architecture que os forros moldam o caráter de um ambiente por meio do ritmo, da proporção, da luz e da atmosfera. Em vez de simplesmente fechar o espaço, eles ajudam a organizá-lo, definindo áreas e orientando a circulação sem a necessidade de paredes adicionais. À medida que os edifícios se tornaram maiores, mais abertos e mais dependentes de instalações prediais integradas, a arquitetura passou a exigir mais dessa superfície negligenciada. O forro transformou-se gradualmente de um componente construtivo oculto em um sistema arquitetônico ativo no qual acústica, iluminação, ventilação, conforto térmico e infraestrutura técnica pudessem convergir em um único plano.

Construindo o Futuro: Como os saberes vernaculares estão moldando a arquitetura contemporânea

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Em diferentes climas e culturas construtivas, diversos projetos contemporâneos estão trabalhando com as formas locais de construir a partir de novas abordagens. Paredes de terra, estruturas de bambu, limiares sombreados e processos de construção coletiva estão sendo reconsiderados não como meras referências, mas como ferramentas para lidar com as condições que a arquitetura enfrenta hoje e continuará enfrentando no futuro.

Nesses projetos, o conhecimento vernacular se manifesta por meio de decisões práticas: como resfriar um edifício sem o uso de máquinas, como construir com o que está disponível no entorno, como facilitar a manutenção de uma estrutura e de que forma manter o conhecimento construtivo dentro da comunidade que irá utilizá-la. As condições que tornam esse conhecimento indispensável não estão por vir. Elas já estão presentes.

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Design como reparação: como a arquitetura está impulsionando a justiça ambiental

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A justiça ambiental confronta uma verdade simples, porém desconfortável: os benefícios e os ônus ambientais não são compartilhados de forma igualitária. Comunidades marginalizadas suportam uma parcela desproporcional de ar poluído, água insalubre, uso tóxico do solo, calor extremo e riscos acelerados das mudanças climáticas em cidades de todo o mundo. Trata-se do resultado direto de décadas de decisões políticas, padrões de investimento, práticas de planejamento excludentes e escolhas de projeto que consistentemente favoreceram determinadas comunidades em detrimento de outras.

Tanto em cidades quanto em paisagens, essas injustiças estão inscritas no tecido físico dos lugares, revelando, inclusive, disparidades extremas nas condições ambientais entre bairros e distritos. Bairros densos e com pouca cobertura vegetal, por exemplo, absorvem e retêm calor, expondo a população residente a taxas mais elevadas de enfermidades relacionadas ao calor. Rodovias, corredores industriais, portos e instalações de tratamento de resíduos concentram-se próximos a bairros de baixa renda e comunidades racializadas, moldando as condições de saúde, a qualidade do ar e do solo, e a segurança a longo prazo.

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Últimos dias para indicações ao Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily China

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Convidamos você a participar do ArchDaily China's 2026 Building of the Year Awards. Pedimos que nos ajude a reconhecer e premiar os projetos que, em sua opinião, estão gerando o maior impacto no ambiente construído e que foram publicados em nosso banco de dados no ArchDaily China em 2025. Ao indicar e votar, você passa a fazer parte de uma rede interdependente, imparcial e distribuída de jurados/as e pares que tem nos ajudado continuamente a celebrar a arquitetura de todas as escalas, propósitos e condições, de países grandes e pequenos, realizada por arquitetos/as de todas as trajetórias. Nas próximas semanas, seus votos farão com que uma lista de 455 projetos seja reduzida a apenas 15 finalistas. Os 15 projetos mais indicados seguirão para a etapa de votação.

O calor como parceiro de projeto: árvores, solo e corredores de vento como infraestrutura de resfriamento

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"Até 2050, quase todas as crianças do mundo — cerca de 2,2 bilhões de crianças — estarão expostas a ondas de calor frequentes." O alerta do UNICEF é frequentemente interpretado como uma previsão de saúde pública, mas também constitui um desafio para a arquitetura e para a maneira como as cidades são construídas. À medida que o calor extremo se intensifica pela Ásia, Europa e outras regiões, o conforto térmico não deve ser reduzido a um mero serviço interno fornecido por máquinas. O ar-condicionado tornou-se um sistema de suporte à vida para muitas cidades, especialmente em regiões densas, úmidas e em rápida urbanização. Contudo, depender dele como a resposta padrão significa tratar o calor como algo que pode simplesmente ser transferido para outro lugar (gerando calor adicional no processo) — expulso dos interiores para as ruas, becos de serviço, redes elétricas e a atmosfera. Sua expansão eleva a demanda energética, produz calor residual e reforça a desigualdade no acesso ao conforto.

O calor, no entanto, não se restringe ao corpo humano. Ele reorganiza o ecossistema urbano de forma mais ampla: as árvores sofrem com o solo compactado e pavimentos radiantes; pássaros e insetos perdem seu habitat quando a vegetação é reduzida a um paisagismo decorativo; os sistemas aquáticos se aquecem, a vida microbiana se altera, e os materiais absorvem e liberam calor muito depois de o sol ter se posto. O calor não é meramente um problema climático do qual se possa escapar em ambientes fechados. Trata-se de um agente urbano que remodela o espaço público, o trabalho, a mobilidade, o plantio, as escolhas de materiais e as relações frágeis entre a vida humana e a não humana.

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Buildner anuncia os(as) vencedores(as) da 7ª edição do Museum of Emotions enquanto o prazo de inscrição para a 8ª edição se aproxima

A Buildner anunciou os resultados da 7ª edição do Museum of Emotions Competition. O Museum of Emotions é um concurso internacional anual de projeto que desafia os/as participantes a explorar até que ponto a arquitetura pode ser utilizada como ferramenta para evocar emoções.

O programa propõe a criação de um museu conceitual com duas salas de exposição: uma projetada para induzir emoções negativas; a outra, para induzir emoções positivas. Os/as participantes têm a liberdade de escolher qualquer local de sua preferência, real ou imaginário, bem como a escala do projeto. O significado de "positivo" e "negativo" fica aberto a interpretações: quais seriam as duas emoções contrastantes na visão de um/a designer? Como um/a arquiteto/a conceberia espaços capazes de suscitar medo, raiva, ansiedade, amor ou felicidade? 

TheatreDNA, com 10 anos de trajetória, está mudando a forma como os espaços de artes cênicas são planejados, projetados e operados

Ao longo da última década, o conceito de espaço destinado às artes cênicas passou por uma transformação. Não mais vistos como destinos de propósito único, espera-se que os complexos culturais de hoje funcionem como ecossistemas flexíveis, geradores de receita e centrados na comunidade. Essa evolução tem desafiado arquitetos/as, operadores e proprietários a repensarem não apenas o projeto desses espaços, mas também como eles funcionam ao longo do tempo.

O edifício em movimento: como a mobilidade vertical está redefinindo a arquitetura contemporânea

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Em 1743, uma pequena cabine suspensa por cordas foi instalada em um pátio do Palácio de Versalhes para o uso privado do rei Luís XV. Operada manualmente por servos ocultos aos olhos do público, a chamada "cadeira voadora" permitia o deslocamento entre pavimentos sem o uso de escadas, introduzindo, sem saber, uma das questões centrais da arquitetura moderna: como transportar pessoas verticalmente de maneira eficiente, segura e integrada ao edifício.

A mecanização desse princípio, com l'introdução do elevador de segurança no início da década de 1850, abriu caminho para uma transformação urbana sem precedentes. Sem o elevador, os arranha-céus de Chicago e Nova York na década de 1880 teriam sido inviáveis — não por limitações estruturais, mas por questões de acesso. O elevador não apenas permitiu construir mais alto, mas também definiu a lógica de funcionamento desses edifícios, a localização de seus núcleos, a organização de seus halls de entrada e quem poderia acessar cada espaço.

Projetando Limiares: Como a Arquitetura Molda a Sensação de Segurança em Casa

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O que transforma um espaço de habitação em um lar? Para além da posse ou do abrigo, o lar está associado a uma sensação mais silenciosa de certeza: a percepção de que é possível se retirar, descansar e se afastar momentaneamente da imprevisibilidade do mundo. Os lares são locais onde as rotinas se acumulam, onde as memórias se assentam nos espaços e objetos, e onde a identidade pessoal ganha forma física através da ocupação e dos rituais cotidianos. Contudo, esse sentimento de pertencimento depende de outra condição que frequentemente passa despercebida até ser interrompida: a segurança. Sentir-se "em casa" implica uma condição de conforto e estabilidade. Quando os ambientes domésticos não conseguem proporcionar isso, os espaços concebidos para o descanso tornam-se fontes de inquietude, afetando sutilmente as rotinas e o bem-estar.

O que deve permanecer, o que deve mudar: explorando o reuso adaptativo e a flexibilidade de longo prazo

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O terceiro episódio do podcast Room For Dreams enfrenta um dos dilemas mais urgentes do planejamento urbano contemporâneo: como dar nova vida a estruturas antigas sem apagar sua história. Gravada ao vivo na Milan Design Week 2026 em colaboração com a INDX|GLOBAL, esta sessão dinâmica reúne um painel de arquitetos/as — Kiran Gala, Vivek Gupta e Carl Bhesania — para destrinchar as complexas realidades do reuso adaptativo.

Guia de soluções para construir com madeira laminada cruzada (CLT)

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No campo da arquitetura, a madeira foi um dos primeiros materiais utilizados pelos seres humanos na construção, evoluindo e enfrentando vários desafios ao longo dos anos. Desde a incorporação de novas tecnologias nos processos de produção industrial até técnicas e materiais ancestrais reinterpretados de forma contemporânea, a construção em madeira continua despertando interesse entre profissionais da arquitetura e do design. Além de sua versatilidade, resistência, aparência e sustentabilidade, a madeira contralaminada, conhecida como CLT, apresenta um cenário promissor para o futuro da indústria.

Quando a arte veio primeiro: experimentos espaciais que moldaram a arquitetura na América Latina

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Muitas das ideias espaciais que hoje associamos à arquitetura contemporânea, ao uso coletivo e à experiência corporal não se originaram apenas nos edifícios. Na América Latina, esses conceitos foram frequentemente explorados primeiro por meio da arte, em um momento em que artistas questionavam ativamente como o espaço poderia ser ocupado, compartilhado e vivenciado para além das formas tradicionais.

Em meados do século XX, a região passou por uma rápida urbanização e por profundas transformações sociais. Esperava-se cada vez mais que a arquitetura respondesse à vida pública, à coletividade e a novas maneiras de habitar o espaço. Paralelamente, a arte oferecia um campo de experimentação mais flexível, menos condicionado pela função, pelas regulamentações ou pela permanência. Como resultado, muitas questões espaciais foram testadas por meio de práticas artísticas antes de passarem a integrar o pensamento arquitetônico.

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Vencedores do Denver Affordable Housing Challenge são revelados pela Buildner e pelo AIA Colorado

A Buildner, em colaboração com a Cidade e o Condado de Denver e o AIA Colorado, anunciou os vencedores do Denver Affordable Housing Challenge, um concurso internacional de ideias que investiga como a acessibilidade econômica e a excelência no design podem se fortalecer mutuamente dentro do contexto urbano, social e ambiental específico de Denver.

Como a décima nona edição da série Affordable Housing Challenge da Buildner, o concurso convidou profissionais de arquitetura e design de todo o mundo a responderem à crise habitacional de Denver por meio de propostas que operassem em escalas arquitetônica, urbana e sistêmica. O edital não prescreveu um terreno ou tipologia únicos; pelo contrário, incentivou estratégias flexíveis capazes de abordar a acessibilidade econômica, a resiliência climática e o impacto comunitário, ao mesmo tempo em que contribuíssem positivamente para a identidade urbana de Denver.

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