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“Arquitetura é Cooperação”: projetos e experiências que destacam o trabalho coletivo de profissionais, organizações e comunidades

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Ao trabalhar com o lugar, e não contra ele, a exposição "Arquitetura é Cooperação", com curadoria de Josep Ferrando, enfatiza o valor da cooperação na essência da arquitetura. Apresentando o trabalho de profissionais, organizações e comunidades em projetos de cooperação promovidos a partir da Espanha, a instalação se materializa por meio de uma expografia em terra e madeira. Dessa forma, compreende-se a escolha desses materiais não apenas por sua estética ou simbolismo, mas por sua funcionalidade e compromisso com os princípios da economia circular. Até 30 de setembro de 2025, a mostra fica em exibição na Casa de la Arquitectura, em Madri, ressaltando a necessária atenção da arquitetura às demandas das sociedades e coletivos mais vulneráveis, alinhando a linguagem construtiva ao conteúdo da exposição.

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Do concreto ao cultivo: como a IA e a robótica estão reescrevendo a lógica material da arquitetura

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A arquitetura vive um momento crucial. À medida que as cidades continuam a crescer sob o peso de pressões climáticas e sociais, os materiais e sistemas que as moldam estão sendo redefinidos. A inteligência artificial e a robótica, outrora utilizadas para acelerar os processos de construção, estão agora sendo repensadas como ferramentas de cultivo. Estruturas impressas que crescem, respiram e se decompõem. O cultivo, neste contexto, refere-se ao projeto com materiais biológicos, em que o crescimento e a decomposição são parâmetros ativos, fundindo precisão digital e inteligência ecológica. Essa evolução demonstra a transição da eficiência para a empatia, em que a arquitetura se torna um agente de reparação ativa. A introdução do micélio e de outros materiais naturais na impressão 3D apresenta um novo paradigma na arquitetura: a lógica do vivo. Um espaço onde a computação e a fabricação encontram a adaptabilidade biológica.

A IA e a robótica, antes associadas à eficiência industrial, abrem agora novos caminhos para o projeto. Primeiros exemplos, como os protótipos de habitação impressos em 3D da ICON, focavam na velocidade e na automação, mas ofereciam pouca resposta ao seu entorno. Projetos mais recentes, como o MycoMuseum na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, reinterpretam essas ferramentas sob uma ótica biológica. Em vez de moldar o concreto, eles cultivam materiais vivos, marcando uma transição da pura otimização para a regeneração.

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Explorando inovações em arranha-céus: 8 torres conceituais da comunidade ArchDaily que redefinem a densidade urbana

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À medida que as cidades crescem e o solo disponível se torna mais escasso, a arquitetura de edifícios altos desempenha um papel fundamental no enfrentamento da densidade urbana, ao mesmo tempo que molda novas formas de viver e trabalhar. As edificações em altura estão evoluindo para além de suas funções tradicionais, integrando estratégias ambientais, promovendo o engajamento público e contribuindo para a malha urbana. Arquitetos e arquitetas exploram novos materiais, tecnologias de eficiência energética e configurações espaciais que tornam as torres mais adaptáveis ao seu entorno. Alguns projetos incorporam espaços verdes e áreas comuns para fortalecer a conexão entre o ambiente construído e seus usuários, ao passo que outros introduzem técnicas construtivas inovadoras para ampliar a sustentabilidade e a eficiência.

Entre os projetos desta seleção, enviados pela comunidade do ArchDaily, o *The Residences at 1428 Brickell*, projetado pelo escritório Arquitectonica em Miami, nos Estados Unidos, apresenta uma fachada com captação de energia solar que atende a parte das demandas energéticas do edifício. Em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o *AVA* da SOMA propõe uma transição da escala urbana para um ambiente mais reservado e caracterizado pela presença da água, com foco na moradia de alto padrão. Em Bangkok, na Tailândia, o HAS Design and Research propõe a *Bangkok Civic Center Tower* como uma nova tipologia de espaço público, combinando paisagens verdes com superfícies espelhadas para conectar a cidade à natureza. Esses projetos refletem diferentes abordagens para a arquitetura vertical e destacam como projetistas estão respondendo aos desafios e às oportunidades de ambientes urbanos densos.

O poder da inspiração harmoniosa na transformação de fachadas

A fachada de qualquer edifício é mais do que apenas o seu exterior; ela serve como uma tela que não apenas realça a aparência da estrutura, mas também reflete sua essência e caráter internos. A categoria de fachadas externas abrange uma ampla variedade de acabamentos e sistemas, incluindo argamassas e revestimentos decorativos, projetados para proteger os edifícios e, ao mesmo tempo, agregar valor estético, mesclando funcionalidade e apelo visual em perfeita harmonia. Esses acabamentos são fundamentais para definir o caráter arquitetônico e a eficiência energética de estruturas residenciais, comerciais e industriais.

O setor global de acabamentos e revestimentos para fachadas externas vem registrando um crescimento significativo, impulsionado por: aumento das atividades de construção relacionadas à rápida urbanização e ao desenvolvimento; aceleração de projetos de reforma; adoção de práticas de construção sustentáveis e de alta eficiência energética; e pela crescente demanda por exteriores de edifícios esteticamente atraentes e duráveis. Projeta-se que o mercado cresça a uma forte taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 9% entre 2023 e 2030, de acordo com o relatório Exterior Architectural Coating Market 2024 da 360iResearch.

12 pavilhões na Expo 2025 Osaka destacam experiências espaciais imersivas

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Pavilhão do Uzbequistão / Atelier Brückner

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Casas-tubo do Vietnã: Estratégias arquitetônicas com menos de 100 m²

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No Vietnã, a casa-tubo tornou-se praticamente uma tipologia vernacular em cidades densamente povoadas como Hanói e Ho Chi Minh. Essa tipologia originou-se de antigos impostos sobre fachadas e surgiu como uma resposta estratégica à escassez de solo urbano e à otimização da testada do lote para o comércio. Sua estrutura tradicional costuma depender da fachada frontal para obter iluminação natural e ventilação. Quem habita essas residências frequentemente enfrenta o desafio de projetar em espaços delimitados por lotes profundos, testadas estreitas e vizinhos muito próximos, o que restringe a luz natural e a circulação de ar. Para mitigar essa falta crônica de exposição perimetral, os/as arquitetos/as vietnamitas costumam empregar estratégias voltadas à manipulação ambiental interna. Esta seleção de projetos explora casas-tubo com menos de 100 m², onde a escala reduzida impõe uma economia espacial rigorosa e a verticalização das funções, influenciando diretamente as decisões de projeto em cada caso.

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De resíduos negligenciados a oportunidade circular: plásticos na construção

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Assim como a famosa boneca russa Matryoshka, abrir uma embalagem muitas vezes parece revelar camadas infinitas. Dentro de uma caixa de papelão, pode haver isopor moldado, depois várias almofadas de ar de plástico e, finalmente, um plástico filme individual em torno de cada peça. Mesmo um produto pequeno pode deixar um rastro de resíduos plásticos muito maior do que seu próprio tamanho. Agora, imagine essa lógica aplicada a um canteiro de obras, onde cada componente, cada entrega de materiais, costuma chegar envolto em múltiplas camadas de proteção. O que já parece excessivo no varejo ganha proporções monumentais quando repetido diariamente em grandes projetos de construção.

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Explorando a nova Zona Técnica e as instalações de luz imersivas na LiGHT 25

Dedicada à especificação de iluminação de alto padrão, a feira britânica LiGHT 25 retornará ao Business Design Center em Islington, Londres, nos dias 19 e 20 de novembro de 2025. Após o sucesso da LiGHT 24, que atraiu mais de 5.500 visitantes, a edição deste ano apresentará uma programação ampliada com foco em inovação, educação e oportunidades de networking. Entre os principais destaques de 2025 estão a introdução da Technical Zone, o retorno do Associations Lounge e uma nova instalação artística de luz imersiva em grande escala.

Última chamada: Aproveite a oportunidade de se juntar aos principais agentes de mudança da sustentabilidade

O tempo está correndo para que arquitetos/as, urbanistas e engenheiros/as enviem seus projetos inovadores para o Holcim Foundation Awards. Com o encerramento das inscrições marcado para 11 de fevereiro de 2025, às 14h UTC, esta é a última oportunidade de obter reconhecimento global e concorrer a uma parte do prêmio total de US$ 1 milhão. A cerimônia de premiação acontecerá no Venice Forum em 20 de novembro de 2025, e os/as vencedores/as serão convidados/as a comparecer.

Os secadores de mãos de plasma frio se tornarão o novo padrão ouro na higiene dos banheiros?

Na busca por banheiros públicos mais limpos e seguros, os secadores de mãos há muito enfrentam um desafio singular: como eliminar germes de maneira eficaz em um fluxo de ar rápido. Tecnologias germicidas tradicionais — como luzes UV e ionizadores — têm dificuldade para gerar um impacto significativo, pois dispõem de apenas milissegundos para interagir com os micróbios suspensos no ar. A tecnologia de plasma frio surge como uma nova alternativa capaz de redefinir os padrões de higiene.

Arquitetura para a Neurodiversidade: Projetar para o Controle, a Escolha e os Sentidos

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Espaços de uso público podem ser avassaladores. Aeroportos, escolas, estádios e locais de trabalho frequentemente apresentam ambientes com um caos visual que pode ser desorientador e estressante para as pessoas, especialmente aquelas que são neurodivergentes. O bombardeio de estímulos, movimentos imprevisíveis e informações visuais concorrentes podem criar barreiras ao conforto dos usuários. Profissionais da arquitetura são constantemente incentivados a criar espaços que reconheçam e valorizem as diferenças individuais. Projetar para a neurodiversidade é uma forma de promover a inclusão e ampliar os princípios do desenho universal.

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Uma arquitetura mestiça: o trabalho do Taller Síntesis e seu diálogo com o diverso território colombiano

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Era necessária uma mudança na maneira de fazer arquitetura na Colômbia, e o Taller Síntesis surge para materializar essa transformação, combinando uma profunda compreensão do território e de seu contexto com soluções arquitetônicas que se traduzem em materialidade e espaços construídos. Suas obras se destacam por sua forte identidade cultural local, alcançando um equilíbrio preciso entre o preexistente, o novo e a harmonia com a paisagem.

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Projetando para a companhia: Reimaginando a vida urbana com animais de estimação

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Humanos e animais de estimação há muito compartilham um vínculo profundo e inseparável — e, hoje, a forma como vivemos ao lado deles assume uma importância cada vez maior. Mais do que oferecer companhia, os pets hoje são frequentemente considerados parceiros de vida, proporcionando um forte apoio para a saúde mental e o bem-estar emocional. No entanto, não é apenas a conexão emocional que importa: a maneira como projetamos e curamos os espaços para a coabitação desempenha um papel fundamental na construção de relações espaciais significativas entre os seres humanos e seus companheiros animais.

Seja por meio de móveis sob medida ou de soluções integradas de forma mais fluida, como nichos embutidos e cavidades nas paredes, dedica-se cada vez mais atenção a como podemos coexistir melhor com os animais de estimação em nossas casas. Essa mudança reflete mais do que mera prosperidade financeira ou a posse de um animal; ela sinaliza uma evolução mais ampla do conceito de companhia — enraizada no apoio mútuo, na saúde emocional e em ambientes compartilhados.

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Modernismo na África: Lançando luz sobre o rico patrimônio de edifícios educacionais da Nigéria

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No final de 2024, uma importante contribuição somou-se à crescente literatura sobre a arquitetura moderna na África. "Modernism in Africa: The Architecture of Angola, Ghana, Mozambique, Nigeria, Rwanda, South Africa, Sudan, Tanzania, Uganda" foi publicado pela Docomomo International e pela Birkhäuser, lançando luz sobre diversos edifícios até então inéditos. Embora aborde outros tipos de edificações, o livro foca na arquitetura educacional. Entre as obras destacadas estão vários edifícios universitários na Nigéria, que exploramos a seguir. Assim como outras obras modernas no continente, esses edifícios ilustram narrativas históricas de independência, decolonialidade, relações internacionais e formação em arquitetura.

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Rama Estudio: “Ter completado 10 anos de arquitetura no Equador é digno de comemoração”

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Nicolás Valencia conversa em Quito com as arquitetas equatorianas Carolina Rodas e Carla Chávez e o arquiteto Felipe Donoso, fundadores do premiado escritório ⁠Rama Estudio⁠, sobre o livro ⁠"Los primeros diez años. Crítica de obra", publicado em 2024 pela Flap.

Para além da resposta a desastres: a evolução do superadobe em estruturas permanentes em Ormuz, Irã

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A Ilha de Ormuz, localizada no Irã, era um porto de grande importância estratégica no Golfo Pérsico, caracterizado por sua paisagem de montanhas coloridas. Apesar de seu apelo turístico, a ilha enfrenta sérios problemas socioeconômicos, com a população local historicamente submetida a dificuldades financeiras. Em resposta a isso, o Complexo Majara, projetado pelo escritório ZAV Architects, foi concebido não apenas como uma edificação, mas como uma intervenção arquitetônica deliberada, planejada para transferir controle, oportunidades e benefícios econômicos diretamente para a comunidade local. Para tanto, o projeto canalizou investimentos nos recursos humanos locais e priorizou técnicas construtivas acessíveis, abrindo caminho para a geração de riqueza na própria região. Esse posicionamento permitiu ao Complexo Majara consagrar-se como um dos vencedores do Prêmio Aga Khan de Arquitetura em 2025.

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“O tipo de arquitetura que tento alcançar é um arco-íris”: em conversa com Kengo Kuma

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Em minha entrevista de 2008 com Kengo Kuma em Manhattan — o arquiteto baseado em Tóquio estava na cidade para uma palestra na Cooper Union e para supervisionar a reforma de uma casa na vizinha Connecticut —, ele resumiu para mim a intenção de seu trabalho: "A imagem mais próxima do tipo de arquitetura que tento alcançar é um arco-íris." O arquiteto projeta seus edifícios como um/a chef prepararia uma salada ou um/a florista organizaria um buquê de flores — selecionando cuidadosamente os ingredientes de acordo com seu tamanho, forma e textura. Ele então testa se eles devem se tocar, se sobrepor ou manter distância para permitir a passagem do fluxo de ar. O processo se aproxima mais de um experimento científico de tentativa e erro do que de um exercício artístico de projeção de formas e imagens visionárias. Embora seus edifícios certamente pareçam surpreendentemente artísticos e absolutamente arrebatadores, eles são ao mesmo tempo precisos e livres, primitivos e refinados, materiais e efêmeros. O fascínio do arquiteto pela materialidade é surpreendente e, apesar de ter concluído dezenas de edifícios em todo o mundo ao longo de sua carreira singular, em nossa conversa no mês passado via Zoom, Kuma me disse: "Estou no início de um longo processo de exploração material."

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Os benefícios da tecnologia de cerâmica extrudada na arquitetura moderna

Na arquitetura moderna, os materiais devem atender a uma série de exigências funcionais, estéticas, técnicas e ambientais. A Gres Aragón oferece soluções em revestimentos cerâmicos que respondem a todos os aspectos de um projeto — de fachadas e interiores a áreas externas, piscinas, escadas e espaços industriais — mantendo uma linguagem de design consistente.

Com mais de 80 anos de experiência e profundo conhecimento no processo de fabricação de cerâmica extrudada, a Gres Aragón consolidou-se como uma parceira de confiança para arquitetos/as e designers de interiores. Sua oferta de produtos baseia-se em quatro princípios fundamentais: continuidade visual, extrema durabilidade, desempenho de alta tecnologia e um forte compromisso com a sustentabilidade.

Modernismo Reconsiderado: Revisitando a complexa relação do movimento com a sustentabilidade

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O Modernismo surgiu no início do século XX como um movimento revolucionário que rejeitava os estilos históricos, priorizando a funcionalidade, a inovação e a racionalidade. Fundamentado na promessa do progresso industrial, nomes da arquitetura como Walter Gropius, Le Corbusier e Ludwig Mies van der Rohe defenderam o uso de novos materiais e métodos construtivos, buscando uma linguagem arquitetônica universal. Suas obras introduziram ideias radicais: plantas livres, extensas superfícies envidraçadas para a entrada de luz natural e pilotis que elevavam as estruturas, simbolizando uma nova era arquitetônica. Contudo, paralelamente às suas ideias inovadoras, a relação do modernismo com a sustentabilidade tem gerado debates contínuos.

Embora a arquitetura modernista buscasse responder a desafios sociais e econômicos por meio de habitações acessíveis e de um design eficiente, sua dependência de materiais com alta intensidade energética, como o concreto e o aço, gerou consequências ambientais imprevistas. A industrialização em larga escala, celebrada pelo modernismo, frequentemente desconsiderava os climas locais e os sistemas ecológicos, resultando em ineficiências. Ainda assim, os princípios de funcionalidade e adaptabilidade intrínsecos à arquitetura modernista lançaram as bases para o que hoje reconhecemos como práticas sustentáveis. Dos terraços-jardim de Le Corbusier à integração com a natureza de Frank Lloyd Wright, as sementes de um projeto ambientalmente consciente estavam inegavelmente presentes, embora limitadas em sua execução.

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Documentação independente de patrimônio: como as ferramentas digitais e a fotogrametria estão redefinindo os esforços de preservação

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O uso da tecnologia tornou-se vital na documentação e conservação do patrimônio histórico, especialmente em circunstâncias difíceis ou urgentes. Após a destruição de diversos marcos da cidade histórica de Palmira durante a guerra na Síria em 2015, equipes de conservação construíram modelos digitais tridimensionais da cidade destruída para auxiliar em sua reconstrução futura. A destruição dos Budas de Bamiyan no Afeganistão em 2001, com pouquíssima documentação prévia, impulsionou ações de salvaguarda de monumentos vulneráveis, como a criação do CyArk. Mais recentemente, levantamentos digitais detalhados e um modelo BIM de patrimônio histórico foram essenciais na restauração da Catedral de Notre-Dame em Paris, após o devastador incêndio de 2019.

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Mais que estacionamentos: 12 projetos para retomar o espaço urbano

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Marginalizados no discurso arquitetônico e frequentemente descartados como puramente funcionais, os edifícios-garagem continuam entre as estruturas mais onipresentes na paisagem urbana. Projetados para atender às necessidades dos veículos particulares, eles ocupam localizações centrais, moldam a silhueta das cidades e consomem recursos consideráveis, mas raramente recebem a mesma atenção — ou o mesmo cuidado arquitetônico — que instituições culturais, escolas ou habitações. Apesar de sua prevalência, esses edifícios tendem a se misturar ao pano de fundo da vida cotidiana, tratados como necessidades de infraestrutura e não como oportunidades de projeto.

Esse cenário começa a mudar. À medida que a mobilidade urbana passa por transformações profundas — desde o declínio da propriedade de automóveis até a ascensão dos veículos elétricos e dos sistemas de transporte compartilhado —, o papel da infraestrutura de estacionamento vem sendo redefinido. Profissionais de arquitetura e urbanismo estão reimaginando os edifícios-garagem como estruturas adaptáveis que integram espaço público, funções ecológicas e programas de uso misto. Essas novas abordagens desafiam a percepção do estacionamento como uma tipologia residual, posicionando-o, em vez disso, como uma estrutura cívica com potencial para apoiar modelos urbanos mais inclusivos, flexíveis e sustentáveis.

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Modernismo e Tradição: A Influência da História de Milão nos Projetos de Gio Ponti

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A arquitetura é, por excelência, uma prática vinculada ao lugar. A quantidade de conhecimento local necessária para projetar um edifício faz com que os/as profissionais da arquitetura, mesmo com obras amplamente distribuídas, concentrem seus projetos construídos em cidades específicas. Giovanni "Gio" Ponti, nascido e criado na cidade italiana de Milão, é um desses profissionais. Seus projetos fora de Milão incluem o Denver Art Museum, nos EUA, e a Villa Planchart em Caracas, Venezuela, além de edifícios universitários em Pádua e Roma, e a Catedral de Taranto. No entanto, suas obras em sua cidade natal, como a Torre Pirelli, são as que melhor registram a evolução de sua arquitetura e sua contribuição para o design de produto e o mercado editorial.

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Vozes do ArchDaily: Maria-Cristina Florian

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Nascida e sediada na região da Transilvânia, na Romênia, Maria-Cristina aborda a arquitetura sob uma perspectiva rica e multifacetada, moldada por uma trajetória acadêmica e profissional diversa. Mestre pela UTCN e pela KU Leuven, ela concilia uma formação arquitetônica rigorosa com uma ampla curiosidade que abrange tanto os aspectos criativos quanto analíticos da disciplina. No início de sua carreira, trabalhou em escritórios de arquitetura de pequeno e médio porte, adquirindo uma valiosa experiência prática antes de migrar para o trabalho editorial no ArchDaily em 2022. Desde então, assumiu o cargo de Editora-Chefe, ao mesmo tempo em que cursa o doutorado em estudos arquitetônicos e atua como professora assistente, refletindo seu profundo compromisso tanto com a prática quanto com a pesquisa acadêmica.

A abordagem de Maria-Cristina em relação à arquitetura fundamenta-se na compreensão de sua complexidade e diversidade. Ela vê a arquitetura não como uma definição estática, mas como um campo em constante evolução, no qual estruturas, física, materiais, estética, filosofia e a experiência humana se entrelaçam. Seu interesse pelo trabalho editorial surgiu dessa visão de mundo, ao descobrir que a escrita e o projeto compartilham paralelos: ambos envolvem a construção de ideias que se conectam e se apoiam mutuamente, de forma muito semelhante aos elementos de um edifício. Sob essa ótica, ela encontra satisfação em elaborar ensaios que comunicam ideias complexas de forma clara e simples, enfatizando a singularidade dos conceitos em detrimento das palavras.

Vedação de alto desempenho em condições extremas no FiftyNine, Strandkai Hamburgo

No Porto de Hamburgo, o "FiftyNine" ergue-se como uma torre residencial de 16 pavimentos que combina elegância e sofisticação técnica para resistir às exigentes condições climáticas da região portuária. No projeto, foram instaladas 60 janelas de correr piso-teto da air-lux, com dimensões impressionantes de até 5400 x 3085 mm. Graças ao inovador sistema de vedação assistido por ar, elas suportam fortes chuvas com vento, cargas de vento intensas e altos níveis de poluição sonora.

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