Uma semana atrás, anunciamos os 15 finalistas do Prêmio Obra do Ano do ArchDaily em Espanhol, que celebra a melhor arquitetura da América Latina e da Espanha, convidando nossos leitores e leitoras a atuar como júri e escolher seus projetos favoritos entre os publicados ao longo do ano. Hoje, finalmente, chegou o momento de conhecer os vencedores do Prêmio Obra do Ano 2025.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142842/conheca-os-projetos-vencedores-do-premio-obra-do-ano-2025-do-archdaily-em-espanholArchDaily Team
Buildner, em colaboração com a fabricante de materiais de construção Kingspan, anunciou os vencedores da MICROHOME Kingspan Edition, que conta com um fundo de prêmios de 100.000 EUR.
No total, ao longo dos três dias de festival, serão apresentadas mais de 460 defesas de projetos ao vivo pelos finalistas de 2025, diante de um júri internacional composto por mais de 160 profissionais. Hoje, os projetos selecionados de diversas partes do mundo competiram em 22 categorias de prêmios divididas entre Edifícios Concluídos, Projetos Futuros e Interiores. Entre os escritórios premiados estão o WOW Architects, o BIG-Bjarke Ingels Group, o Batlleiroig e o Perkins&Will.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142836/world-architecture-festival-2025-anunciados-os-vencedores-do-primeiro-diaEnrique Tovar
Desde sua inauguração em abril, a Expo de Osaka recebeu milhões de visitantes de todo o mundo, constituindo uma verdadeira vitrine de inovação, arquitetura e design. Entre seus destaques está o Grande Anel, obra do arquiteto japonês Sou Fujimoto, considerada la maior estrutura arquitetônica de madeira do mundo. Sob o lema da Expo 2025 —Designing Future Society for Our Lives—, mais de 150 países, por meio de seus pavilhões, abordaram temas fundamentais para a arquitetura contemporânea, como a circularidade na construção, a memória cultural e a inovação e tecnologia orientadas ao futuro do ambiente construído e sustentável.
A Fábrica Van Nelle, localizada em Roterdã, é um dos exemplos mais significativos da Arquitetura Industrial modernista. Projetada por Johannes Andreas Brinkman e Leendert van der Vlugt entre 1925 e 1931, com a colaboração de Mart Stam — pioneiro no design de mobiliário e na arquitetura modernista —, a fábrica foi concebida como um edifício progressista e funcional para o processamento de café, chá e tabaco.
Pensado como uma "fábrica de luz natural" (daylight factory), o complexo Van Nelle introduziu conceitos arquitetônicos e sociais revolucionários para a época. Ao integrar vidro, aço e concreto em um layout aberto e racional, o projeto demonstrou como o design poderia transformar os processos industriais e, ao mesmo tempo, melhorar a vida das pessoas em seu interior. Não se tratava apenas de um espaço de produção, mas de um símbolo de otimismo, que representava o potencial da arquitetura para remodelar indústrias e comunidades.
No design de sanitários públicos, a inovação vai muito além da estética — ela transforma toda a experiência de uso. Uma das tendências mais interessantes da atualidade é a integração de todos os elementos funcionais — secadores de mãos, torneiras, dispensers de sabão e de papel — atrás do espelho.
Essa abordagem cria uma estética mais limpa e minimalista, ao mesmo tempo em que otimiza o espaço e melhora a higiene. Todos os dispositivos permanecem totalmente funcionais, porém ocultos: basta aproximar as mãos do local indicado no espelho para que o equipamento seja ativado automaticamente — sem necessidade de contato físico.
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Cortesía de Cortesía de La Feria De Diseño Medellín
Fazer perguntas é o primeiro passo para questionar o que tomamos como certo e abrir novas possibilidades para planejar e construir. Essas perguntas, valiosas por si só, ganham ainda mais força quando compartilhadas e examinadas sob diferentes perspectivas. Ao cruzarem-se com as experiências de profissionais e marcas, tecem olhares que enriquecem a discussão. As feiras e eventos de design em todo o mundo tornaram-se espaços onde essas conversas ganham força, favorecendo as conexões e fomentando dinâmicas colaborativas. Nesse cenário, a Colômbia se consolidou como um ponto de encontro, funcionando como uma plataforma que impulsiona a arquitetura e o design na América Latina e no Caribe, ao mesmo tempo que projeta a voz da região no cenário global.
Dedicada à especificação de iluminação de alto padrão, a feira britânica LiGHT 25 retornará ao Business Design Center em Islington, Londres, nos dias 19 e 20 de novembro de 2025. Após o sucesso da LiGHT 24, que atraiu mais de 5.500 visitantes, a edição deste ano apresentará uma programação ampliada com foco em inovação, educação e oportunidades de networking. Entre os principais destaques de 2025 estão a introdução da Technical Zone, o retorno do Associations Lounge e uma nova instalação artística de luz imersiva em grande escala.
O projeto Rixos Marina demonstra a harmonia perfeita entre luxo e estilo utilizando o Terracoat Suede da Terraco. Imagem cortesia de Terraco
A fachada de qualquer edifício é mais do que apenas o seu exterior; ela serve como uma tela que não apenas realça a aparência da estrutura, mas também reflete sua essência e caráter internos. A categoria de fachadas externas abrange uma ampla variedade de acabamentos e sistemas, incluindo argamassas e revestimentos decorativos, projetados para proteger os edifícios e, ao mesmo tempo, agregar valor estético, mesclando funcionalidade e apelo visual em perfeita harmonia. Esses acabamentos são fundamentais para definir o caráter arquitetônico e a eficiência energética de estruturas residenciais, comerciais e industriais.
O setor global de acabamentos e revestimentos para fachadas externas vem registrando um crescimento significativo, impulsionado por: aumento das atividades de construção relacionadas à rápida urbanização e ao desenvolvimento; aceleração de projetos de reforma; adoção de práticas de construção sustentáveis e de alta eficiência energética; e pela crescente demanda por exteriores de edifícios esteticamente atraentes e duráveis. Projeta-se que o mercado cresça a uma forte taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 9% entre 2023 e 2030, de acordo com o relatório Exterior Architectural Coating Market 2024 da 360iResearch.
O Modernismo surgiu no início do século XX como um movimento revolucionário que rejeitava os estilos históricos, priorizando a funcionalidade, a inovação e a racionalidade. Fundamentado na promessa do progresso industrial, nomes da arquitetura como Walter Gropius, Le Corbusier e Ludwig Mies van der Rohe defenderam o uso de novos materiais e métodos construtivos, buscando uma linguagem arquitetônica universal. Suas obras introduziram ideias radicais: plantas livres, extensas superfícies envidraçadas para a entrada de luz natural e pilotis que elevavam as estruturas, simbolizando uma nova era arquitetônica. Contudo, paralelamente às suas ideias inovadoras, a relação do modernismo com a sustentabilidade tem gerado debates contínuos.
Embora a arquitetura modernista buscasse responder a desafios sociais e econômicos por meio de habitações acessíveis e de um design eficiente, sua dependência de materiais com alta intensidade energética, como o concreto e o aço, gerou consequências ambientais imprevistas. A industrialização em larga escala, celebrada pelo modernismo, frequentemente desconsiderava os climas locais e os sistemas ecológicos, resultando em ineficiências. Ainda assim, os princípios de funcionalidade e adaptabilidade intrínsecos à arquitetura modernista lançaram as bases para o que hoje reconhecemos como práticas sustentáveis. Dos terraços-jardim de Le Corbusier à integração com a natureza de Frank Lloyd Wright, as sementes de um projeto ambientalmente consciente estavam inegavelmente presentes, embora limitadas em sua execução.
O tempo está correndo para que arquitetos/as, urbanistas e engenheiros/as enviem seus projetos inovadores para o Holcim Foundation Awards. Com o encerramento das inscrições marcado para 11 de fevereiro de 2025, às 14h UTC, esta é a última oportunidade de obter reconhecimento global e concorrer a uma parte do prêmio total de US$ 1 milhão. A cerimônia de premiação acontecerá no Venice Forum em 20 de novembro de 2025, e os/as vencedores/as serão convidados/as a comparecer.
Na busca por banheiros públicos mais limpos e seguros, os secadores de mãos há muito enfrentam um desafio singular: como eliminar germes de maneira eficaz em um fluxo de ar rápido. Tecnologias germicidas tradicionais — como luzes UV e ionizadores — têm dificuldade para gerar um impacto significativo, pois dispõem de apenas milissegundos para interagir com os micróbios suspensos no ar. A tecnologia de plasma frio surge como uma nova alternativa capaz de redefinir os padrões de higiene.
Westmark Lower School / NBBJ. Imagem cortesia de NBBJ
Espaços de uso público podem ser avassaladores. Aeroportos, escolas, estádios e locais de trabalho frequentemente apresentam ambientes com um caos visual que pode ser desorientador e estressante para as pessoas, especialmente aquelas que são neurodivergentes. O bombardeio de estímulos, movimentos imprevisíveis e informações visuais concorrentes podem criar barreiras ao conforto dos usuários. Profissionais da arquitetura são constantemente incentivados a criar espaços que reconheçam e valorizem as diferenças individuais. Projetar para a neurodiversidade é uma forma de promover a inclusão e ampliar os princípios do desenho universal.
No Vietnã, a casa-tubo tornou-se praticamente uma tipologia vernacular em cidades densamente povoadas como Hanói e Ho Chi Minh. Essa tipologia originou-se de antigos impostos sobre fachadas e surgiu como uma resposta estratégica à escassez de solo urbano e à otimização da testada do lote para o comércio. Sua estrutura tradicional costuma depender da fachada frontal para obter iluminação natural e ventilação. Quem habita essas residências frequentemente enfrenta o desafio de projetar em espaços delimitados por lotes profundos, testadas estreitas e vizinhos muito próximos, o que restringe a luz natural e a circulação de ar. Para mitigar essa falta crônica de exposição perimetral, os/as arquitetos/as vietnamitas costumam empregar estratégias voltadas à manipulação ambiental interna. Esta seleção de projetos explora casas-tubo com menos de 100 m², onde a escala reduzida impõe uma economia espacial rigorosa e a verticalização das funções, influenciando diretamente as decisões de projeto em cada caso.
Assim como a famosa boneca russa Matryoshka, abrir uma embalagem muitas vezes parece revelar camadas infinitas. Dentro de uma caixa de papelão, pode haver isopor moldado, depois várias almofadas de ar de plástico e, finalmente, um plástico filme individual em torno de cada peça. Mesmo um produto pequeno pode deixar um rastro de resíduos plásticos muito maior do que seu próprio tamanho. Agora, imagine essa lógica aplicada a um canteiro de obras, onde cada componente, cada entrega de materiais, costuma chegar envolto em múltiplas camadas de proteção. O que já parece excessivo no varejo ganha proporções monumentais quando repetido diariamente em grandes projetos de construção.
O modernismo tem uma longa história no Marrocos. Devido à proximidade com a Europa e ao domínio do Protetorado Francês, o país acompanhou de perto os desdobramentos arquitetônicos do movimento. Sua relativa estabilidade após a Segunda Guerra Mundial fortaleceu ainda mais esse papel, atraindo arquitetos e arquitetas europeus que buscavam um polo para novas ideias. No Marrocos independente, os/as arquitetos/as adotaram o modernismo ao assumirem a tarefa de construir a infraestrutura de uma nova nação. O arquiteto Jean-François Zevaco, nascido no Marrocos de pais franceses, atuou ao longo desses períodos formativos, desenvolvendo uma versão própria e expressiva da arquitetura moderna.
Na arquitetura contemporânea, os espaços comerciais deixaram de ser apenas pontos de venda para se tornarem palcos onde identidade, imagem e experiência convergem. Lojas, showrooms e interiores de marcas funcionam frequentemente como laboratórios onde arquitetos/as experimentam com forma, material e luz, traduzindo narrativas corporativas em experiências espaciais. Nesse contexto, o/a arquiteto/a surge como um/a mediador/a do desejo, moldando atmosferas que guiam a percepção, evocam emoções e influenciam o comportamento de forma sutil. Esse papel revela uma complexa intersecção entre design e capitalismo: a criação de espaços que vendem não apenas produtos, mas também aspirações, estilos de vida e significados culturais. Ao transformar o comércio em uma performance arquitetônica, esses projetos convidam à reflexão sobre como a disciplina negocia sua própria agência em um mundo onde a visibilidade e a imagem se tornaram tão essenciais quanto a função.
A especificidade ressurgiu como uma linguagem central no discurso arquitetônico. Em um campo cada vez mais globalizado, no qual os projetos muitas vezes seguem modelos conhecidos independentemente do contexto, arquitetos/as voltam-se agora para abordagens enraizadas nas particularidades de cada local. Essa atenção renovada ao contexto reflete pressões sociais, climáticas e políticas mais amplas: as cidades enfrentam calor extremo, desafios ecológicos, mudanças demográficas e novas formas de vida coletiva que exigem respostas fundamentadas em suas condições imediatas.
A arquitetura situada descreve essa mudança. Refere-se a abordagens projetuais nas quais a forma, o programa e a materialidade emergem do ambiente específico que os produz: seus microclimas, estruturas culturais e rituais cotidianos. Em vez de partirem de modelos universais, essas práticas começam com a observação, a prototipagem e o engajamento direto com as dinâmicas locais. Essa lógica é visível nos experimentos climáticos e materiais do TAKK na Espanha, como o Portable Garden e a 10k House, que funcionam como protótipos leves ajustados a gradientes térmicos e ecológicos; no Art Pavilion M do Studio Ossidiana, moldado por camadas de solo e ciclos ecológicos nos Países Baixos; nas reinterpretações de objetos vernaculares por Izaskun Chinchilla e em seus experimentos posteriores com 100 Sillas e 3 Salones Urbanos; nos espaços domésticos guiados por narrativas do Common Accounts; e nas intervenções urbanas do Raumlabor, que respondem diretamente às especificidades da Berlim pós-industrial.
A 19ª edição da Bienal de Arquitetura de Veneza abriu oficialmente suas portas ao público no último dia 10 de maio, tornando-se um grande palco internacional para conhecer a atualidade da arquitetura mundial e propor discussões em torno dos desafios enfrentados hoje pela disciplina, tanto os compartilhados quanto os específicos de cada território. Sob o lema deste ano, "Intelligens. Natural. Artificial. Collective", a proposta do curador-geral, o arquiteto italiano Carlo Ratti, convida a refletir sobre la interconexão da arquitetura com outras disciplinas, como a arte, a inteligência artificial e a tecnologia, destacando também os territórios, as paisagens e, sobretudo, as pessoas que habitam e moldam coletivamente nosso ambiente construído.
No discurso arquitetônico contemporâneo, a escala é frequentemente confundida com influência. Grandes escritórios, projetos emblemáticos e planos diretores dominam a visibilidade, reforçando a ideia de que a ambição na arquitetura é medida por tamanho, alcance ou espetáculo. No entanto, na Índia e em contextos semelhantes, surge uma produção mais silenciosa, mas de igual relevância. Ela é liderada por escritórios pequenos, mas potentes, que atuam com recursos limitados, relações próximas com os clientes e uma compreensão profunda das condições locais.
A água é um catalisador de experiências sensoriais: manifesta-se no contato direto pelo toque, em sua presença ao ser ouvida ou vista refletida, e em suas transformações—seja pela temperatura, do frio ao calor, ou pelo estado físico, do líquido ao vapor. Trata-se de um elemento fundamental no design para os sentidos, capaz de evocar atmosferas percebidas física e emocionalmente. Como sugere Juhani Pallasmaa, a arquitetura não se dirige apenas aos olhos, mas envolve todo o corpo e a memória sensorial. O banheiro, em especial, concentra grande parte da experiência física e emocional associada à água, abrindo possibilidades para criar ambientes que intensificam essa conexão sensorial. Diante disso, surge a questão: quais elementos ou conceitos devem moldar esse espaço para que a experiência do banho escape do comum?
https://www.archdaily.com.br/pt/1142838/o-despertar-do-banheiro-conceitos-de-design-contemporaneo-para-uma-experiencia-sensorialEnrique Tovar
https://www.archdaily.com.br/pt/1142844/trabalho-em-pequim-heli-architects-arquiteto-a-de-conceito-arquiteto-a-de-projeto-designer-de-detalhamento-de-interiores-estagiario-a韩爽 - HAN Shuang