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Regeneração Urbana: O mais recente de arquitetura e notícia

De terrenos residuais a lugares cívicos: 6 parques públicos mexicanos

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O rápido crescimento urbano do México nas últimas décadas deixou muitas cidades enfrentando problemas como bairros fragmentados, altos índices de criminalidade e uma grave escassez de espaços públicos de qualidade. Em muitas áreas urbanas de baixa renda, o desenvolvimento informal ocorreu de forma paralela a infraestruturas básicas, como canais de drenagem, linhas ferroviárias e ravinas íngremes, dividindo comunidades e criando áreas vazias perigosas. Para mitigar essa segregação espacial e a falta de equipamentos urbanos, órgãos públicos e profissionais da arquitetura em todo o México estão intervindo nessas zonas de amortecimento abandonadas para construir parques públicos. Ao converter antigas barreiras físicas em corredores de pedestres acessíveis, esses projetos reconectam bairros segregados, restabelecem linhas de visão seguras e oferecem espaços para convivência comunitária e recreação diária.

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Construindo uma imagem nacional: arquitetura, capital e poder político

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A Pirâmide de Tirana foi inaugurada como um museu dedicado a Enver Hoxha em outubro de 1988, três anos após sua morte e três anos antes do colapso do regime. Nas décadas seguintes, o espaço funcionou como estação de rádio, centro de convenções, boate e base da OTAN durante a Guerra do Kosovo. Em 2023, o escritório MVRDV a reabriu como um parque e escola de tecnologia, adicionando degraus às fachadas para que as pessoas pudessem caminhar sobre o edifício. A inauguração coincidiu com a Cúpula dos Balcãs Ocidentais em 16 de outubro, data que, como apontaram alguns críticos, correspondia ao aniversário de Hoxha. Dois projetos de autodefinição nacional, separados por trinta e cinco anos e concebidos sob premissas políticas opostas, utilizaram a mesma estrutura.

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Espaço Público em Uso: Región Austral e a Arquitetura do Cotidiano

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A arquitetura costuma ser avaliada pelo que é construído. No entanto, em muitos casos, o que realmente importa acontece depois: a forma como os espaços são usados, adaptados e integrados à vida cotidiana. Para o Región Austral, vencedor do prêmio 2025 Next Practices Awards do ArchDaily, é exatamente aí que o projeto começa. Trabalhando em múltiplos contextos, o escritório aborda o espaço público não como um objeto isolado, mas como algo que precisa ser ativado, negociado e mantido ao longo do tempo. Seus projetos focam menos na definição da forma e mais na criação de condições de uso, fazendo do projeto o ponto de partida.

Essa abordagem se manifesta em diferentes contextos, desde a Praça do Bairro Olímpico até a rede Playón de Chacarita. Embora cada projeto responda a uma situação específica, ambos exploram como o espaço público pode acolher a vida coletiva em áreas marcadas pela fragmentação e pela desigualdade. Em vez de adotar uma abordagem predefinida, o trabalho se adapta a diferentes condições urbanas, utilizando processos participativos e estratégias incrementais para moldar o funcionamento dos espaços ao longo do tempo.

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MVRDV e OODA revelam masterplan guiado pela paisagem para a regeneração da frente ribeirinha de Marvila, em Lisboa

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MVRDV e OODA revelaram um novo plano diretor para a regeneração de uma área vaga de 28 hectares entre Marvila e Beato, na frente ribeirinha de Lisboa. Recentemente aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa, o projeto foi desenvolvido em colaboração com o escritório LOLA Landscape Architects e a empresa de engenharia Thornton Tomasetti para transformar a área em um distrito urbano pautado pelo paisagismo. Sob o título *The Marvila Masterplan*, a proposta estabelece diretrizes para a implantação de 1.400 moradias, além de equipamentos públicos, espaços comerciais e de serviços, em um território fragmentado e majoritariamente abandonado. O projeto é uma iniciativa privada liderada pelo/a principal proprietário/a do terreno e desenvolvida em coordenação com a Câmara Municipal de Lisboa e a Infraestruturas de Portugal.

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Reimaginando o bairro completo por meio da renaturalização urbana

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O projeto ReGreeneration, uma iniciativa do programa Horizon Europe liderada pela Inetum e apoiada pelo C40 Cities, pela ARUP, pela Placemaking Europe, entre outros parceiros, atua como uma colaboração ativa entre governos locais, empresas privadas, academia e organizações da sociedade civil na interseção entre regeneração urbana, espaços públicos verdes e desenho em escala de bairro. Sua premissa aborda como as cidades europeias são construídas e mantidas, e de que forma vivenciam as mudanças climáticas, defendendo que os centros urbanos precisam mudar estruturalmente para continuarem habitáveis diante das crescentes pressões climáticas.

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A Embarcadero Freeway: infraestrutura elevada e regeneração urbana em São Francisco

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Nas últimas décadas, cidades de todo o mundo testemunharam um aumento na demolição de vias expressas elevadas de concreto. Taipé, Seul, Portland e Boston, por exemplo, vivenciaram a ascensão e a queda dessas infraestruturas para dar lugar a parques e a novas propostas de regeneração urbana. Em outros casos, como em Montreal, no Canadá, houve forte oposição popular às vias expressas antes mesmo de serem construídas, o que resultou no desvio de viadutos, na preservação do patrimônio e na liberação das vistas para a orla. Em São Francisco, nos Estados Unidos, a história da Embarcadero Freeway é uma dessas narrativas que servem como estudo de caso sobre a ambição infraestrutural de meados do século XX, a reação da comunidade ao projeto e sua eventual reversão em prol da conectividade urbana.

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Projetar com, não para: a prática participativa da CatalyticAction

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A arquitetura é frequentemente avaliada por suas formas finais, no entanto, algumas práticas operam em um registro diferente, no qual o projeto se desenvolve por meio de relações, tempo e uso, e não por um resultado único. Para a CatalyticAction, a participação não é uma atividade social paralela, mas sim o meio pelo qual os espaços são concebidos, construídos e mantidos ao longo do tempo.

Com sedes em Beirute e Londres, o escritório trabalha no Oriente Médio e na Europa, desenvolvendo espaços públicos, escolas, parquinhos e infraestruturas urbanas cotidianas por meio da colaboração de longo prazo com comunidades locais. Baseada em pesquisa participativa e tomadas de decisão coletivas, essa abordagem foi reconhecida pelo prêmio ArchDaily's 2025 Next Practices Awards, destacando um modo de atuação no qual a arquitetura é compreendida como um processo compartilhado e em evolução, e não como um objeto estático. Nesse contexto, o valor arquitetônico é mensurado pela continuidade, pelo uso e pela apropriação coletiva, e não apenas pela forma.

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Studio Egret West desenvolverá o plano diretor das futuras fases de revitalização da Battersea Power Station em Londres

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Battersea Power Station é uma antiga usina termoelétrica a carvão localizada na margem sul do Rio Tâmisa, em Londres, com projeto original assinado por J. Theo Halliday e Giles Gilbert Scott. Famosa por aparecer na capa do álbum de estúdio Animals, lançado pelo Pink Floyd em 1977, e no filme Sabotage, de Alfred Hitchcock, de 1936, a usina é um dos maiores edifícios de tijolos do mundo, reconhecida por seus acabamentos e decoração de interiores em estilo Art Déco. Hoje reconhecido como parte do patrimônio industrial moderno, o local começou a ser transformado em um empreendimento comercial em 2012, com a reutilização adaptativa orientada por um masterplan desenvolvido por Rafael Viñoly. No dia 16 de fevereiro, a Battersea Power Station anunciou a contratação do escritório de desenho urbano estratégico Studio Egret West para desenvolver o masterplan original para os 16 acres restantes do bairro de 42 acres à beira-rio, no sudoeste de Londres.

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One High Line: torres torcidas do BIG estão próximas de serem concluídas

Imagens divulgadas pelo BIG mostram o One High Line próximo da conclusão. Localizado na "Architecture Row", em Nova York, o conjunto de torres torcidas marca o horizonte do Rio Hudson junto de vizinhos como o edifício IAC de Frank Gehry, o Museu de Arte Americana de Renzo Piano e The Chelsea Nouvel ("100 Eleventh Avenue") de Jean Nouvel, juntamente com futuros projetos de Thomas Heatherwick e outros arquitetos renomados. As duas torres projetadas pelo BIG criam um pátio central que ativa o espaço público com instalações comerciais e de varejo. A parte externa das torres e boa parte dos interiores estão concluídos, e o pátio deverá ser finalizado no início de 2024.

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Theaster Gates recebe o Prêmio Vincent Scully 2023

O National Building Museum anunciou Theaster Gates como o 25º laureado do Prêmio Vincent Scully. Iniciado em 1999, o prêmio é uma forma de reconhecimento pela excelência nas áreas de design, arquitetura, preservação histórica e urbanismo, abrangendo prática e crítica. Theaster Gates é um artista reconhecido internacionalmente por sua atuação no desenvolvimento social, regeneração urbana e ativações culturais.

Espaços ocasionais: intervenções temporárias para um desenvolvimento urbano duradouro

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Quando as ruas estão vazias, as calçadas intocadas e as cortinas fechadas, a cidade parece sem vida. Quando as empresas fecham, os escritórios se tornam remotos e a atividade econômica diminui, os mecanismos que operam uma cidade ficam ociosos. Espaços e terrenos vagos são muitas vezes percebidos como “fracassados”, refletindo o declínio urbano e a deterioração econômica. O vazio, no entanto, mantém a esperança de possibilidades e mudanças. Quando os vazios urbanos estão à beira da transformação, o que acontece nesse meio tempo?

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Projeto de regeneração urbana de Renzo Piano transforma a orla marítima de Gênova

Elaborado inicialmente por Renzo Piano e desenvolvido pela RPBW e OBR, o Waterfront di Levante é um projeto que visa transformar o que antes era o fundo de um porto em uma nova fachada urbana para o mar. O projeto está previsto para se tornar um novo marco na frente marítima de Gênova, Itália, trazendo novas funções urbanas e portuárias, tanto públicas quanto privadas, para uma área subutilizada. Ao controlar a relação entre a área construída e aberta, o complexo procura também melhorar a conexão entre a cidade e o mar. O projeto introduz funções como o novo Parque Urbano, uma nova doca, residências, escritórios, alojamentos estudantis, instalações comerciais, apart-hotéis e um novo pavilhão esportivo.

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Roma passará por transição ecológica até 2050 com iniciativa liderada por Stefano Boeri

Alinhada com a agenda de neutralidade climática até 2050 das Nações Unidas, a Câmara Municipal de Roma anunciou a criação de um laboratório intitulado “Laboratorio Roma050 – il Futuro della Metropoli Mondo”, um projeto proposto e liderado pelo arquiteto italiano Stefano Boeri, que visa desenvolver uma visão ecológica para Roma até 2050. O projeto de regeneração urbana é composto por 12 jovens arquitetos e urbanistas com menos de 35 anos, juntos de 4 arquitetos renomados, como mentores, que têm experiência com estudos e pesquisas sobre a capital italiana.

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5 Estratégias regenerativas para ativar áreas mortas de nossas cidades após a pandemia

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Enquanto a cidade continua a evoluir e se transformar, cantos mortos na paisagem urbana começam a emergir, reduzindo, em consequência, os níveis de atividades no nosso ambiente construído. Essas "zonas mortas" se referem a áreas onde falta engajamento ativo, elas permanecem vazias e privadas de pessoas, já que não se mostram mais úteis ou atraentes. Enquanto a pandemia de Covid-19 se aproxima do fim, a primeira questão que podemos enfrentar após a pandemia é a retomada do nosso ambiente urbano. Um sopro de vida em uma paisagem urbana cansada e desatualizada...

O elemento focal na criação de um ambiente urbano ativo e saudável é o aumentar a vitalidade através da ocupação e criação de espaços. Criar lugares diversos e interessantes para morar, florescer, e trabalhar. Aqui estão cinco estratégias regenerativas que animam a paisagem urbana e produzem ambientes resilientes, atraentes e flexíveis.

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Reuso adaptativo como estratégia para o desenvolvimento urbano sustentável

“As novas ideias devem usar edifícios antigos”, disse Jane Jacobs em seu livro seminal Morte e vida de grandes cidades, defendendo a reutilização de edifícios existentes como um meio de catalisar mudanças positivas e promover diversos ambientes urbanos.

A inserção de novas atividades em uma estrutura existente está se tornando cada vez mais um aspecto definidor da arquitetura contemporânea, à medida que a necessidade de alternativas sustentáveis ​​para construir se torna mais urgente. De uma perspectiva urbana, a reutilização adaptativa é uma estratégia valiosa para revitalizar cidades pós-industriais, criando densidade e mitigando a expansão urbana, ou ajudando cidades em encolhimento a redefinir seu tecido urbano.

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OMA recebe autorização para seguir com projeto para o Morden Wharf em Londres

O projeto de uso misto do OMA para o Morden Wharf, em Londres, recebeu autorização do Comitê de Planejamento do Royal Borough of Greenwich. Criado para a incorporadora U+I, o projeto está localizado em uma antiga zona industrial de 2,4 hectares na Península de Greenwich, de frente para a Arena O2.

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Sexo e cidade: refletindo sobre segregação espacial e prostituição

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Criado informalmente em uma campanha de marketing, o dia do sexo é comemorado no Brasil no dia 6 de setembro e coloca em pauta um dos grandes tabus da sociedade moderna: a sexualidade. Dentro das perspectivas da arquitetura e da cidade, a imoralidade vinculada à prática sexual, principalmente remunerada, impacta amplamente na nossa sociedade, refletindo em questões territoriais.

Se por um lado é moralmente pecaminoso, proibido e impuro, por outro, o sexo, a sexualidade e o prazer fazem parte da fisiologia humana. A prostituição é a pratica profissional mais antiga de que se tem registro na sociedade, desempenhando um papel fundamental nas nossas sociedades e também no território, na organização espacial e na dinâmica das cidades. Assim como na sociedade moderna a sexualidade foi marginalizada, nas cidades suas atividades acabaram por ocupar espaços segregados. 

Foster + Partners projeta plano diretor de uso misto para Santiago, Chile

Foster + Partners projeta plano diretor de uso misto para Santiago, Chile - Imagem de Destaque
Térreo dos edifícios residenciais. A combinação incrivelmente rica de usos no nível do solo com uma variedade de espaços comerciais e sociais une as residências com o resto do plano diretor, criando um conjunto completo que é integrado em todos os níveis. Imagem © Foster + Partners

A Foster + Partners acaba de apresentar novas vizualizações do seu projeto para o plano diretor de La Fabrica, em pleno coração de Santiago, Chile. Concebido para revitalizar a estrutura da antiga fábrica e o seu contexto imediato, o plano diretor pretende desencadear um amplo processo de transformação da região central da capital chilena, promovendo uma maior diversidade de usos e programas assim como novas iniciativas de regeneração urbana e reuso adaptativo. Como o primeiro projeto do escritório no Chile, além do plano diretor para a área e a reforma propriamente dita do edifício existente da fábrica, a Foster + Partners será responsável ainda pelo projeto de um amplo complexo residencial nas proximidades do local, o qual deverá ser construído a partir de estruturas de madeira laminada colada de origem certificada.

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