Filip Dujardin

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Construindo uma imagem nacional: arquitetura, capital e poder político

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A Pirâmide de Tirana foi inaugurada como um museu dedicado a Enver Hoxha em outubro de 1988, três anos após sua morte e três anos antes do colapso do regime. Nas décadas seguintes, o espaço funcionou como estação de rádio, centro de convenções, boate e base da OTAN durante a Guerra do Kosovo. Em 2023, o escritório MVRDV a reabriu como um parque e escola de tecnologia, adicionando degraus às fachadas para que as pessoas pudessem caminhar sobre o edifício. A inauguração coincidiu com a Cúpula dos Balcãs Ocidentais em 16 de outubro, data que, como apontaram alguns críticos, correspondia ao aniversário de Hoxha. Dois projetos de autodefinição nacional, separados por trinta e cinco anos e concebidos sob premissas políticas opostas, utilizaram a mesma estrutura.

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Além das copas: seis estratégias arquitetônicas para o sombreamento urbano

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À medida que as cidades ao redor do mundo se preparam para temperaturas extremas e ondas de calor implacáveis, a arborização urbana surge como uma das melhores soluções para as lideranças combaterem essa realidade. Os benefícios do plantio de árvores para a saúde física, o bem-estar mental e o alívio térmico são amplamente documentados, e uma copa madura pode reduzir a temperatura de um espaço em vários graus em um dia quente. As árvores resfriam o ar por meio da evapotranspiração, filtram poluentes, absorvem as águas pluviais e aumentam a biodiversidade nos espaços urbanos.

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Justiça na Mobilidade: Equidade Urbana em uma Era de Inovação

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Toda cidade abriga dois sistemas de transporte. Um deles é a rede visível de ruas, ferrovias, calçadas e rotas de ônibus mapeada nos documentos de planejamento urbano. O outro é a geografia invisível de privilégio e exclusão nela incorporada: os bairros que receberam rodovias em vez de parques, as comunidades cujas linhas de ônibus foram cortadas, as calçadas que terminam abruptamente no limite de um distrito. Durante muitos anos, profissionais do ambiente construído trataram a infraestrutura como um desafio técnico. A justiça de mobilidade insiste que se trata, fundamentalmente, de um desafio político.

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Anunciados os sete finalistas do Prêmio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia - Mies van der Rohe 2026

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A Comissão Europeia e a Fundació Mies van der Rohe anunciaram os sete projetos finalistas do Prêmio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia de 2026 - Prêmios Mies van der Rohe, apoiado pelo programa Europa Criativa da União Europeia. A seleção ocorre após o anúncio das 410 obras indicadas em novembro e uma lista de 40 projetos finalistas revelada no início de janeiro. Dos sete finalistas, cinco foram selecionados na categoria Arquitetura e dois na categoria Emergente. De acordo com o júri presidido por Smiljan Radić, os projetos finalistas são contribuições exemplares para o futuro da arquitetura europeia, demonstrando como a disciplina pode responder de maneira simultânea a condições locais específicas e a desafios sociais, culturais e ambientais mais amplos. As obras selecionadas abrangem desde intervenções em antigas áreas industriais, pequenos vilarejos e periferias urbanas até projetos cuidadosamente calibrados em grandes cidades. Nesses variados contextos, as propostas mostram como a arquitetura pode transformar cenários esquecidos ou comuns em espaços inclusivos e de alta qualidade para viver, aprender e conviver.

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Um novo Centre Pompidou em Seul e os vencedores do concurso para a UN House of No Waste (HØW): O resumo da semana

Celebrado anualmente em 22 de abril, o Dia Internacional da Mãe Terra pauta o debate arquitetônico desta semana por meio de um apelo urgente para repensar a relação entre o ambiente construído e os sistemas naturais, destacando temas como o rewilding urbano, a restauração de ecossistemas aquáticos e a integração de saberes ancestrais nas práticas de projeto contemporâneas. Por outro lado, a abertura do Salone del Mobile.Milano 2026 e da Milan Design Week 2026 busca reforçar a relevância global do design como plataforma de intercâmbio e experimentação, movimentando a cidade de Milão com uma rede de exposições e instalações voltadas tanto para o setor quanto para o público geral. Entre os anúncios de projetos premiados nesta semana, o concurso House of No Waste (HØW), promovido pelas Nações Unidas, destaca respostas arquitetônicas emergentes aos desafios climáticos e de recursos. Os projetos premiados demonstram estratégias escaláveis para reduzir o desperdício de materiais e o carbono incorporado, ao mesmo tempo em que promovem uma infraestrutura pública adaptável, socialmente responsiva e consciente do uso de recursos.

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Festival Bread & Heart 2026 reúne arquitetos e arquitetas internacionais em Tirana para explorar as "Paisagens de Abundância" da Albânia

A segunda edição do The Bread & Heart Festival será realizada em Tirana, na Albânia, de 3 a 5 de junho de 2026. O evento anual é organizado pela The Bread & Heart Foundation e co-curado com a Cátedra NEWROPE de Arquitetura e Transformação Urbana da ETH Zürich. O objetivo da Fundação é oferecer uma plataforma aberta de diálogo sobre arquitetura, paisagem e desenvolvimento na Albânia, um país que passa por uma rápida transformação e está se tornando um dos ambientes urbanos mais ativos do Sudeste Europeu. O propósito do evento é conectar figuras internacionais da comunidade da arquitetura, como Francis Kéré, Jeanne Gang, Ma Yansong e Sumayya Vally, a profissionais locais, instituições e ao público em geral. Assim como em 2025, o festival ocorrerá no Book Building, projetado pelo escritório 51N4E e localizado na Praça Skanderbeg, reunindo os/as participantes sob o tema "Landscapes of Abundance" (Paisagens de Abundância).

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Guia de Arquitetura de Tirana: Negociando a identidade entre o socialismo e a reinvenção urbana

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Situada na interseção entre as paisagens do Adriático e a geopolítica dos Bálcãs, Tirana passou por uma das transformações urbanas mais aceleradas da Europa nas últimas três décadas. Outrora definida por um rígido planejamento socialista e pelo isolamento político, a cidade se reorientou progressivamente por meio de uma combinação de crescimento informal, investimento internacional e intervenções urbanas estratégicas que buscam redefinir sua imagem pública e estrutura espacial.

Desde o início dos anos 2000, uma série de políticas públicas urbanas, notadamente aquelas iniciadas durante o mandato de Edi Rama como prefeito (atual primeiro-ministro da Albânia), promoveu o uso da cor, do espaço público e da experimentação arquitetônica como ferramentas de reativação cívica. Em vez de depender exclusivamente de planos diretores, o desenvolvimento de Tirana tem se operado por meio de intervenções, nas quais edifícios individuais e espaços públicos funcionam como catalisadores em um tecido urbano fragmentado.

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Estão abertas as inscrições para o Prêmio Europeu de Intervenção no Patrimônio Arquitetônico AHI

Estão abertas, até 17 de março de 2023, as inscrições para participar do Prêmio Europeu de Intervenção no Patrimônio Arquitetônico AHI, voltado a profissionais e associações vinculados ao patrimônio arquitetônico. Seu principal objetivo é reconhecer as intervenções de qualidade no patrimônio construído em todas as suas dimensões, contribuindo para a sua divulgação e buscando consolidar-se como catalisador e observatório dos novos desafios trazidos pela globalização da arquitetura contemporânea na conservação e intervenção do patrimônio construído.

Projetar para plantas: a arquitetura das estufas e sua relação com o entorno

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Ao investigar a envoltória da edificação e como o interior se relaciona com o exterior, a figura das estufas surge como uma oportunidade de gerar vida em um espaço interno a partir de fatores externos (ou não). Conhecida como o espaço revestido por vidro ou qualquer outro material plástico transparente, a estufa permite cultivar hortaliças e plantas ornamentais em épocas cujas condições climáticas externas não permitiriam o cultivo ao ar livre. No entanto, o que envolve projetar para plantas? O clima, as espécies, o projeto estrutural e o tipo de cobertura são apenas algumas das considerações a serem levadas em conta.

Aquecimento sustentável: explore 4 projetos com paredes Trombe que melhoram a eficiência térmica

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A parede Trombe é um recurso de arquitetura solar passiva que aumenta a eficiência térmica das edificações. Posicionada na face da estrutura voltada para o sol, ela consiste em uma parede feita de materiais como tijolo, pedra ou concreto, com um painel de vidro ou chapa de policarbonato instalado a poucos centímetros à sua frente. A radiação solar atravessa o vidro durante o dia e aquece a parede de alvenaria. Essa parede, por sua vez, libera lentamente o calor armazenado para o interior do edifício durante as horas mais frias da noite, mantendo uma temperatura interna mais constante sem a necessidade de sistemas de aquecimento ativo.

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Sick Architecture: Exposição do CIVA explora a relação entre arquitetura e doença

Sick Architecture” foi inaugurada no dia 5o de maio no CIVA, em Bruxelas. Com co-curadoria de Beatriz Colomina, a exposição investiga a relação intrínseca entre arquitetura e doença. O discurso arquitetônico sempre se entrelaça com teorias do corpo e do cérebro, posicionando o/a arquiteto/a como uma espécie de médico/a e o/a cliente como paciente. Há milênios a arquitetura é retratada como uma forma de prevenção e cura. Contudo, ela também costuma ser a causa de enfermidades, desde a criação dos hospitais até o uso de materiais de construção tóxicos e a síndrome do edifício doente. O surgimento da pandemia de COVID-19 evidenciou ainda mais essa questão.

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9 Unidades de Habitação Social / Atelier Tom Vanhee

9 Unidades de Habitação Social / Atelier Tom Vanhee - Mais Imagens+ 11

  • Arquitetos: Atelier Tom Vanhee
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  1384
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2021
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  EQUITONE, Soprema, Alumil, Resitrix, Skylux, +1

Delegacia de Polícia Distrital / Bovenbouw

Delegacia de Polícia Distrital / Bovenbouw - Mais Imagens+ 25

  • Arquitetos: Bovenbouw
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  917
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2022

Residência Dupla em Bruxelas / Atelier Tom Vanhee

Residência Dupla em Bruxelas / Atelier Tom Vanhee - Mais Imagens+ 9

  • Arquitetos: Atelier Tom Vanhee
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  347
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2024
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Sto, Schluter, AGC, Derbigum, Gyproc, +4

Reforma da Villa Meandering Furniture / Atelier Tom Vanhee

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Bruxelles, Bélgica

Edifício Residencial De Hartenrust / van Bergen Kolpa architects

Edifício Residencial De Hartenrust / van Bergen Kolpa architects - Mais Imagens+ 36

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  4160
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Wienerberger, OPTIGREEN

Sobrelevação de uma casa unifamiliar em Bagnolet / 127af

Sobrelevação de uma casa unifamiliar em Bagnolet / 127af - Mais Imagens+ 16

  • Arquitetos: 127af
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  55
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Knauf, Eternit

Dia Mundial da Arquitetura 2025: Como Projetamos para a Resistência em uma Era de Crise

Hoje, na primeira segunda-feira de outubro, comemoramos o Dia Mundial da Arquitetura. Este ano, a União Internacional de Arquitetos (UIA) definiu o tema "Design para a Resistência", um poderoso apelo à ação que ressoa profundamente com o foco da ONU na resposta a crises urbanas. Em um mundo que enfrenta rupturas socioambientais sem precedentes, esse tema nos desafia a ir além de soluções temporárias. O tema propõe a seguinte reflexão: como nossos edifícios e cidades podem não apenas resistir a impactos, mas também promover equidade, continuidade e resiliência?

Embora o conceito de força na arquitetura possa facilmente evocar imagens de concreto armado e aço, uma interpretação mais profunda vem emergindo, que define essa força não como mera rigidez, mas como uma capacidade holística de resistir e se adaptar. Isso engloba diversas facetas, desde a resiliência ecológica e a gestão ambiental até conceitos duradouros de resiliência social e a conservação de estruturas urbanas existentes, contribuindo para um ambiente construído mais capaz de responder à variedade de crises enfrentadas pelas cidades em todo o mundo.

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