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Desenho Urbano: O mais recente de arquitetura e notícia

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Elia Zenghelis, cofundador do OMA e educador de arquitetura, falece aos 89 anos

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Elia Zenghelis, arquiteto grego, cofundador do Office for Metropolitan Architecture (OMA) e um dos mais influentes educadores de arquitetura do final do século XX, faleceu ontem, 30 de agosto de 2026, aos 89 anos. Sua morte marca a partida de uma figura cuja influência no pensamento arquitetônico foi muito além dos edifícios que projetou, moldando a formação intelectual de várias gerações de arquitetos/as ao longo de décadas de docência na Europa e nos Estados Unidos.

Nascido em Atenas em 1937, Zenghelis estudou arquitetura na Architectural Association School of Architecture (AA) em Londres, concluindo seus estudos em 1961. Integrou o escritório Douglas Stephen and Partners, onde trabalhou até 1971, ao mesmo tempo em que iniciava sua trajetória docente na AA, em 1963. Na instituição, tornou-se uma voz proeminente em defesa de um discurso arquitetônico mais radical e de vanguarda, contribuindo para transformar a AA em um terreno fértil para ideias radicais.

Heatherwick Studio revela novas imagens do redesenho da Belvedere Riverfront Plaza, em Louisville

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O Belvedere de Louisville, no Kentucky, é um ponto de encontro com 53 anos de história, palco de concertos, festivais e eventos comunitários. A praça de concreto suspensa foi construída sobre a maior estrutura de estacionamento da cidade e se estende sobre um importante viaduto de rodovia. Desde 1973, o local funciona como um espaço cívico à beira-rio para eventos e grandes aglomerações, mas seu uso como espaço público cotidiano está em evidente declínio. Em seu estado atual, o espaço carece de sombra, áreas verdes e infraestrutura de lazer, enquanto a laje de concreto sofreu com o desgaste ao longo dos anos. Em fevereiro de 2025, o Heatherwick Studio revelou as primeiras imagens de sua visão para transformar o Belvedere, um projeto encomendado pelo prefeito da cidade e pelo Governo Metropolitano de Louisville. Esta semana, o escritório divulgou novas imagens do redesenho, que propõe um espaço aberto, verde e flexível integrado ao centro de Louisville.

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CCA apresenta nova exposição que explora a abordagem de Álvaro Siza para a construção da cidade

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O Canadian Centre for Architecture (CCA) apresenta "The fortune of the city is that it has never been perfect", uma exposição dedicada à obra urbana do arquiteto português Álvaro Siza. Em exibição nas Galerias Principais da instituição de 21 de maio de 2026 a 10 de janeiro de 2027, a mostra examina a abordagem de Siza para a construção da cidade por meio de uma seleção de projetos que dialogam com as condições históricas, sociais e físicas dos ambientes urbanos existentes.

Com curadoria de Giovanna Borasi e assistência de curadoria de Laura Aparicio Llorente, a exposição explora como a prática arquitetônica de Siza se estende além do projeto de edifícios individuais para abranger bairros, espaços públicos e estruturas urbanas mais amplas. Em vez de apresentar a cidade como uma condição fixa ou idealizada, a mostra se concentra no método de Siza de trabalhar com contextos existentes, considerando a história, a topografia, a infraestrutura e a vida cotidiana como componentes fundamentais do processo de projeto. Sob essa perspectiva, a exposição propõe uma reflexão sobre questões que envolvem a transformação urbana, a continuidade do ambiente construído e a relação entre arquitetura e planejamento urbano.

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Grand Paris Express impulsiona a renovação urbana por meio de 68 estações projetadas por arquitetos/as

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O projeto Grand Paris Express consiste em 200 quilômetros de novas linhas de metrô totalmente automatizadas, 68 novas estações e quatro novas linhas perimetrais (15, 16, 17 e 18), além da extensão da Linha 14. A rede está sendo entregue em etapas entre 2024 e 2031: as 8 estações da Linha 14 estão totalmente operacionais após sua extensão em 2024; a Linha 18 é a mais avançada das novas linhas, com testes em andamento antes de sua primeira inauguração; e a engenharia civil está praticamente concluída em muitos trechos, com trilhos, sistemas, acabamento arquitetônico e testes avançando estação por estação. Cada uma das 68 estações foi atribuída a um/a arquiteto/a ou equipe de arquitetura específica, por vezes em colaboração com arquitetos/as paisagistas para os elementos de superfície.

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Para além das praças da Índia: Onde a democracia pode falar?

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Toda democracia mais cedo ou mais tarde se depara com a mesma questão: onde seus cidadãos e cidadãs podem falar?

Praças públicas, marchas e manifestações historicamente servem como as expressões mais visíveis e impactantes da opinião coletiva. Há um desejo cada vez maior por parte da população de se fazer ver e ouvir no espaço público. As manifestações, por sua própria natureza, são momentos de urgência que surgem quando o diálogo chega a um impasse. Embora sejam essenciais para a democracia, elas não podem ser sua única linguagem.

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Rios antes de estradas: como as vias fluviais do sudeste asiático geraram um urbanismo alternativo

Durante a maior parte do século XX, a arquitetura aprendeu a ler as cidades por meio das vias. As hierarquias viárias definem os planos urbanos, as interseções organizam os fluxos e as construções são compreendidas pelas fachadas que apresentam às calçadas. As vias parecem tão fundamentais para a vida urbana que frequentemente são confundidas com uma condição universal. Em grande parte do Sudeste Asiático, no entanto, as cidades se desenvolveram de acordo com uma lógica espacial inteiramente diferente. Muito antes de os automóveis reorganizarem as paisagens urbanas, os rios serviam como ruas, mercados, espaços cívicos e infraestrutura pública. O deslocamento ocorria primordialmente por barcos, o comércio se desenrolava ao longo das margens e a arquitetura se voltava para a água, e não para o asfalto. Ler essas cidades a partir de suas vias navegáveis altera a própria compreensão da arquitetura. A infraestrutura, nesse caso, não é a rua, mas o rio.

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Dos dados aos gêmeos digitais: o projeto PLATEAU do Japão oferece modelos em acesso aberto de mais de 250 cidades

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"Mapear o Novo Mundo" é o lema do Projeto PLATEAU, liderado pelo Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão (MLIT), para desenvolver e expandir o acesso a modelos 3D que representam a diversidade das cidades de todo o país. O Japão é composto por um total de 744 cidades, incluindo 14 com populações que superam um milhão de habitantes, 190 com população entre 100 mil e um milhão, e 540 com populações entre 10 mil e 100 mil habitantes. Até o momento, modelos 3D de mais de 250 cidades foram disponibilizados como dados abertos por meio do Centro de Informações G-Espaciais público do país, podendo também ser acessados através de um visualizador online no navegador. Segundo as autoridades públicas, o projeto visa fortalecer a resiliência urbana ao fornecer à sociedade novas ferramentas para enfrentar desafios locais. Isso envolve não apenas a modelagem do espaço urbano, mas também a colaboração com governos locais, empresas privadas e comunidades de tecnologia. O projeto inclui ainda uma reconstrução digital do local da recém-encerrada Expo Mundial de Osaka.

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Renaturalizando a cidade: 6 projetos não construídos da comunidade do ArchDaily

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No contexto atual de rápidas mudanças ambientais urbanas, como ondas de calor e secas, novas prioridades estão surgindo no desenho de espaços públicos. O "rewilding" refere-se à prática de restaurar ecossistemas autossustentáveis por meio da reintrodução da biodiversidade, implementando estratégias para reverter os efeitos da perda de habitat, do declínio de espécies e da degradação dos ecossistemas. Essas estratégias podem ser identificadas nesta seleção de projetos conceituais enviados por leitores e leitoras do ArchDaily, nos quais a arquitetura é utilizada como ferramenta para restaurar o equilíbrio ecológico entre as espécies, invertendo seu papel moderno de agente de perturbação ecológica.

Diante da realidade de que as mudanças climáticas estão tornando as cidades cada vez mais inabitáveis, a população se depara com a escolha de abandonar ou transformar seus ambientes. Os projetos não construídos reunidos neste artigo oferecem alternativas transformadoras para cidades mais habitáveis, combinando estratégias de construção, arquitetura e paisagismo em parques urbanos e espaços intersticiais suburbanos. Funcionando como laboratórios ecológicos, essas propostas incorporam uma perspectiva multiespécies ao processo de projeto, adotando uma concepção de tempo mais adequada ao desenvolvimento dos ecossistemas.

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Qual é o ciclo de vida dos jogos urbanos?

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Ao compreender o brincar como um transformador social e fator de influência na definição do espaço público, a vida urbana se vê atravessada por múltiplos sujeitos de diferentes idades, culturas, ideologias, afinidades, classes e grupos sociais. Pensar em como o brincar habita as cidades é pensar em todas as gerações, e na necessidade de construir espaços públicos com equipamentos urbanos pensados para durar e se manter ao longo do tempo.

O desempenho das estruturas lúdicas convida a revisar as diferentes etapas de seu ciclo de vida, juntamente com o seu impacto na configuração do ambiente urbano. Analisar o ciclo de vida dos brinquedos urbanos implica conhecer desde os materiais, durabilidade e manutenção até o papel das certificações e das tecnologias aplicadas em seu processo de produção, visando ambientes mais conscientes de seu impacto ambiental.

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Espaço Público em Uso: Región Austral e a Arquitetura do Cotidiano

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A arquitetura costuma ser avaliada pelo que é construído. No entanto, em muitos casos, o que realmente importa acontece depois: a forma como os espaços são usados, adaptados e integrados à vida cotidiana. Para o Región Austral, vencedor do prêmio 2025 Next Practices Awards do ArchDaily, é exatamente aí que o projeto começa. Trabalhando em múltiplos contextos, o escritório aborda o espaço público não como um objeto isolado, mas como algo que precisa ser ativado, negociado e mantido ao longo do tempo. Seus projetos focam menos na definição da forma e mais na criação de condições de uso, fazendo do projeto o ponto de partida.

Essa abordagem se manifesta em diferentes contextos, desde a Praça do Bairro Olímpico até a rede Playón de Chacarita. Embora cada projeto responda a uma situação específica, ambos exploram como o espaço público pode acolher a vida coletiva em áreas marcadas pela fragmentação e pela desigualdade. Em vez de adotar uma abordagem predefinida, o trabalho se adapta a diferentes condições urbanas, utilizando processos participativos e estratégias incrementais para moldar o funcionamento dos espaços ao longo do tempo.

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SLA projeta espaços públicos e desenho de ruas para a nova comunidade insular de Toronto em Port Lands

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O escritório de paisagismo e desenho urbano SLA revelou o projeto para o espaço público e as vias urbanas de uma nova comunidade de 39,8 hectares à beira-mar em Toronto. O projeto de paisagismo urbano "Ookwemin Minising" está localizado em Port Lands, um distrito industrial e recreativo a sudeste do centro de Toronto, que atualmente passa por uma revitalização urbana para transformar a antiga zona industrial em um vale fluvial renaturalizado, bairros de uso misto e parques públicos. A transformação geral está sendo liderada pela Waterfront Toronto, uma corporação sem fins lucrativos financiada por recursos públicos, fundada em 2001 para supervisionar a regeneração da área, como parte de uma iniciativa governamental mais ampla para renaturalizar áreas urbanas e aumentar a densidade habitacional. Espera-se que a reurbanização de Ookwemin Minising seja concluída em fases entre 2031 e 2040.

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Um Projeto em Movimento: A História por trás da Praça do Mercado no Parque Realengo

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Antes de qualquer desenho ou decisão formal, já pulsava, no lugar onde hoje se encontra a Praça do Mercado, no Parque Realengo, Rio de Janeiro, um espaço em permanente movimento. Barracas improvisadas, encontros informais, música, crianças correndo e adultos reunidos sob coberturas provisórias compunham uma paisagem viva, desenhando uma arquitetura efêmera.

É nesse contexto que se insere o trabalho desenvolvido por Carlos Zebulun, Helena Meirelles, Larissa Monteiro, Rodrigo Messina, Francisco Rivas e Juliana Ayako, uma das vencedoras do ArchDaily 2025 Next Practices Awards. O gerenciamento e os projetos urbanos e paisagísticos foram realizados pelo escritório Ecomimesis Soluções Ecológicas, vencedores da licitação realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2023.

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MVRDV e OODA revelam masterplan guiado pela paisagem para a regeneração da frente ribeirinha de Marvila, em Lisboa

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MVRDV e OODA revelaram um novo plano diretor para a regeneração de uma área vaga de 28 hectares entre Marvila e Beato, na frente ribeirinha de Lisboa. Recentemente aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa, o projeto foi desenvolvido em colaboração com o escritório LOLA Landscape Architects e a empresa de engenharia Thornton Tomasetti para transformar a área em um distrito urbano pautado pelo paisagismo. Sob o título *The Marvila Masterplan*, a proposta estabelece diretrizes para a implantação de 1.400 moradias, além de equipamentos públicos, espaços comerciais e de serviços, em um território fragmentado e majoritariamente abandonado. O projeto é uma iniciativa privada liderada pelo/a principal proprietário/a do terreno e desenvolvida em coordenação com a Câmara Municipal de Lisboa e a Infraestruturas de Portugal.

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ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva

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O espaço público é frequentemente projetado em torno de uma ideia restrita sobre como as pessoas se movem, interagem e respondem ao seu entorno. O ParkTEA parte de uma premissa diferente: a cidade também pode abrir espaço para quem vivencia o ambiente a partir de diferentes condições sensoriais e sociais.

Desenvolvido por Ignacio Martínez Pardo na Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid (ETSAM), o projeto foi concebido no âmbito do programa de trabalho de conclusão de mestrado (Graduate-MHab) durante o ano letivo de 2024 a 2025, sob a orientação de Héctor Fernández Elorza, Jesús Aparicio, Carlos García Fernández e Jaime Daroca Guerrero. Reconhecido como um dos vencedores da primeira edição do ArchDaily Student Project Awards, o ParkTEA aborda o tema da coexistência por meio de uma proposta que reúne cuidado, infraestrutura e vida urbana.

ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva - Image 1 of 4ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva - Image 2 of 4ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva - Image 3 of 4ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva - Image 4 of 4ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva - Mais Imagens+ 9

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Retomando a rua: Alejandra Ferrera sobre arquitetura e vida urbana em Honduras

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A Honduras é o segundo maior país da América Central, tanto em território quanto em população. Hoje, sua malha urbana continua fortemente influenciada por princípios modernistas da década de 1970, que priorizavam corredores arteriais de alta velocidade e uma mobilidade "ponto a ponto" dependente do automóvel. Além disso, o país enfrentou muitos desafios em relação à segurança pública durante os anos 2010, o que contribuiu para a criação de um espaço urbano caracterizado por fachadas cegas, muros altos e condomínios fechados projetados para isolar o interior da esfera pública.

Tivemos a oportunidade de conversar com Alejandra Ferrera, arquiteta hondurenha criada em Danlí, uma cidade no leste de Honduras. Com mais de 15 anos de atuação profissional passando por Brasil, Holanda e Austrália, ela defende que, embora o projeto focado na segurança tenha sido uma necessidade funcional de sua época, ele resultou em uma experiência urbana fragmentada, na qual a rua funciona apenas como um vazio de trânsito, em vez de um local de encontro social. Para a arquiteta, mesmo que esse isolamento tenha sido uma medida de segurança justificada, ele gerou um distanciamento entre as pessoas e a cidade. Ela também argumenta que, de modo geral, a situação da segurança pública contribuiu para a criação de uma identidade nacional fragilizada, que frequentemente busca referências de qualidade no exterior, desconsiderando o potencial de seu próprio contexto.

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“O material é onde a história começa”: Studio NEiDA sobre construir através do ofício e do contexto

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O Studio NEiDA atua na intersecção entre prática arquitetônica, pesquisa e trabalho curatorial, com um foco constante em como os edifícios emergem das condições materiais e culturais de um lugar. Em vez de tratar a materialidade como uma linguagem de acabamento, o estúdio a define como o início de uma narrativa arquitetônica — partindo do que está disponível localmente, a equipe analisa qual conhecimento artesanal existe no território e como esses recursos e habilidades situam um projeto dentro de uma linhagem arquitetônica. Essa abordagem coloca as limitações e possibilidades em primeiro plano como forças produtivas, posicionando o projeto como um processo iterativo de alinhamento da intenção espacial com as realidades da cultura construtiva e da inteligência vernacular.

Ao longo de seu trabalho, os interesses do NEiDA vão além da forma, voltando-se para os contextos sociopolíticos e climáticos que moldam a maneira como a arquitetura é feita e habitada. A equipe enfatiza o aprendizado a partir de práticas de construção sem autoria, vernaculares e informais, como forma de estabelecer uma gramática comum para a intervenção, e descreve a continuidade entre interior e exterior não como uma preferência estilística, mas como uma resposta à vida local e às lógicas de ventilação — onde os espaços externos podem ser tão definidos espacialmente e programaticamente centrais quanto os internos. Nesse contexto, a colaboração não é um elemento acessório: o estúdio destaca a troca no canteiro de obras com artesãos/ãs e construtores/as como uma metodologia fundamental, na qual os projetos evoluem por meio da inteligência coletiva e da comunicação adaptativa.

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UNS e Settanta7 são selecionados para projetar a Linha 2 do Metrô de Turim como uma rede de 32 estações

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A proposta de projeto do escritório UNS para a nova Linha 2 do Metrô de Turim, desenvolvida em colaboração com Settanta7, Mijksenaar, Frigorosso, 3BA e WSP, foi selecionada por um júri internacional de especialistas presidido por Dominique Perrault. A proposta baseia-se na ideia de "fluxo", um conceito que historicamente moldou a cidade italiana, desde os rios Pó e Dora até os 18 quilômetros de pórticos em arco que estruturam a circulação de moradores/as e visitantes. O projeto prevê a Linha 2 como um novo "rio urbano", guiado por três princípios de design para facilitar esse fluxo: branding, experiência de trânsito e escalas de identidade. Com 32 estações planejadas no total, a fase inicial de projeto inclui 10 estações, entre elas Mole Giardini, San Giovanni Bosco e Carlo Alberto.

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A computação não é imaterial: a infraestrutura de IA e a arquitetura da cidade

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À medida que a inteligência artificial continua a desestabilizar setores da economia e a remodelar indústrias inteiras, tanto instituições quanto indivíduos se preparam — e se adaptam rapidamente — às transformações que as máquinas parecem projetar sobre nosso futuro. Contudo, a pressão mais latente não decorre simplesmente do fato de a IA alterar a forma como as pessoas trabalham e vivem, mas sim dos modelos de negócios e das lógicas de investimento das empresas que desenvolvem esses sistemas: a concentração de capital, as novas demandas por capacidade de processamento, a corrida por talentos altamente especializados e a pegada de infraestrutura necessária para sustentá-la. Na Grande Área da Baía — ancorada por Guangzhou, Shenzhen e Hong Kong —, essa dinâmica é especialmente pronunciada. Iniciativas governamentais estão acelerando ativamente o crescimento do setor, com mecanismos de políticas públicas e planejamento começando a traduzir um campo aparentemente intangível em forma física: atualizações de zoneamento, destinação de terrenos e o surgimento de tipologias edilícias orientadas à IA, de laboratórios de pesquisa a centros de processamento de dados (data centers) em grande escala.

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