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Arquitetos: Claesson Koivisto Rune Architects
- Área: 120 m²
- Ano: 2024
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Fabricantes: Mosa, Ballingslöv, Nikari, Smaller Objects, Wästberg



As lareiras moldaram profundamente o projeto arquitetônico, influenciando a forma como os espaços são organizados, vivenciados e percebidos. Mais do que meros elementos funcionais, elas representam símbolos de poder, comunidade, conforto e cultura, traçando a evolução da relação da humanidade com o ambiente construído. Das fogueiras primitivas que caracterizavam os primeiros assentamentos humanos aos sofisticados projetos ecológicos da arquitetura contemporânea, as lareiras têm refletido transformações culturais, sociais e tecnológicas mais amplas, servindo como pontos focais duradouros na narrativa espacial da arquitetura. Pesquisadores/as e acadêmicos/as frequentemente exploram a relação íntima entre a arquitetura e o fogo. Luis Fernández-Galiano, em sua obra seminal "Fire and Memory: On Architecture and Energy", defende que a arquitetura faz fundamentalmente a mediação entre a humanidade e a energia. Ao compreender como essas estruturas moldaram os espaços, simbolizaram valores culturais e impulsionaram a inovação tecnológica, obtemos uma compreensão mais profunda da complexa interação da arquitetura entre forma, função e significado.

Bilbao, a maior cidade do País Basco, na Espanha, passou por uma transformação notável nas últimas décadas. Antes um polo industrial, a cidade se redefiniu como um centro de cultura, inovação e regeneração urbana. Essa evolução foi impulsionada, em parte, pela arquitetura, que desempenha um papel central na construção da identidade de Bilbao. De marcos contemporâneos a espaços cuidadosamente reaproveitados, o ambiente construído da cidade reflete um equilíbrio meticuloso entre honrar seu patrimônio industrial e abraçar a modernidade.
O ponto de virada na narrativa arquitetônica de Bilbao ocorreu com a inauguração do Museu Guggenheim Bilbao em 1997. Projetada por Gehry Partners, essa estrutura icônica catalisou a renovação da cidade, desencadeando uma onda de investimentos urbanos e culturais. Essa transformação ficou conhecida como o "efeito Bilbao", um fenômeno no qual um único e expressivo projeto arquitetônico impulsiona uma regeneração urbana e um crescimento econômico mais amplos. Hoje, Bilbao apresenta uma paisagem arquitetônica dinâmica, onde obras de nomes internacionais como Santiago Calatrava, Norman Foster e Arata Isozaki coexistem com projetos de escritórios locais, tais como ACXT e Coll-Barreu Arquitectos. Juntas, essas intervenções ilustram como a arquitetura pode ser uma poderosa ferramenta de revitalização social, econômica e cultural.

Apesar de sua aparência lúdica, as casas na árvore oferecem uma plataforma única para inovações estruturais e explorações de projeto. As casas na árvore tradicionais dependem dos troncos para sustentação estrutural, mas, a fim de aliviar a carga suportada pela árvore, os projetos contemporâneos frequentemente introduzem sistemas adicionais, como pilares para manter o aspecto lúdico ao mesmo tempo em que oferecem suporte extra. Uma das principais vantagens de elevá-las dessa maneira é a redução da pegada ambiental. As casas na árvore podem ser projetadas de modo a deixar o solo da floresta intocado, preservando ecossistemas de pequena escala. Ao liberar o solo abaixo, minimizam-se as interferências na flora e fauna nativas, permitindo que a natureza prospere sem perturbações. Da mesma forma, muitos arquitetos e arquitetas utilizam a topografia local para criar conexões fluidas, incorporando rampas, escadas ou pontes que se integram à paisagem. Essas soluções não apenas melhoram a acessibilidade, mas também enriquecem a experiência geral, criando um passeio arquitetônico que transita entre a casa na árvore e seu entorno.
"Essa sensibilidade ao meio ambiente se reflete não apenas no projeto estrutural, mas também na seleção cuidadosa dos materiais. O uso de materiais naturais, como a madeira, também ajuda a estrutura a se mesclar com o ambiente. Algumas equipes de projeto foram além ao empregar materiais alternativos, como painéis espelhados para refletir a floresta ao redor e camuflar completamente a presença da casa na árvore, demonstrando que a escolha dos materiais pode contribuir para criar um projeto que pareça uma extensão de seu entorno, e não uma imposição a ele. Esta seleção destaca exemplos notáveis na Suécia, Dinamarca, Indonésia e França, apresentando suas diversas abordagens.

As janelas são um elemento arquitetônico essencial cuja função básica, embora simples, continua vital. Projetadas primordialmente para permitir a entrada de luz natural e facilitar a circulação do ar, elas desempenham um papel constante no cotidiano, apresentando uma dualidade interessante. Sob a perspectiva artística, pintores como Johannes Vermeer e Henri Matisse as utilizaram como ferramentas expressivas, explorando sua capacidade de emoldurar vistas e contar histórias. Em contrapartida, em sua dimensão arquitetônica contemporânea e minimalista, as janelas transcenderam as escalas e os desenhos tradicionais, criando conexões espaciais fluidas entre o interior e o exterior. Para além da inovação formal e estilística, essa evolução encontra eco nos conceitos e tratados fundamentais que orientam a arquitetura desde o passado.


O AD Classics apresenta alguns dos maiores edifícios do passado que influenciaram e moldaram a arquitetura atual. Ao longo dos 13 anos do ArchDaily, mais de 200 clássicos foram publicados e, para esta edição, reunimos os 20 Clássicos da Arquitetura mais visitados até o momento.

Piscinas de design agregam status a residências de luxo e a espaços hoteleiros cinco estrelas. No entanto, somar os benefícios refresfantes, calmantes, revigorantes e ambientais de um corpo d'água hiperlocal a uma residência pode superar, e muito, o custo de instalação. Além disso, com uma variedade de opções de paisagismo viáveis a curto e longo prazo, o luxo se torna acessível para qualquer orçamento.
A maioria das piscinas é construída abaixo do nível do solo para manter as linhas visuais desobstruídas na superfície. Embora todas as piscinas enterradas comecem da mesma forma — com a escavação, seguida pela conexão dos sistemas hidráulico e de filtragem —, a principal diferença reside na construção da estrutura do tanque. O método mais simples e rápido consiste em posicionar um tanque pré-fabricado de plástico reforçado ou de concreto pré-moldado na cavidade, realizando em seguida a conexão da tubulação e o aterro do recuo com areia. Essa solução, contudo, só é adequada para piscinas prontas com geometrias simples. A fim de aproveitar o espaço disponível da maneira mais eficiente, formatos e dimensões sob medida são mais bem alcançados por meio da aplicação de concreto moldado in loco ou jateado sobre uma armadura de vergalhões ou fôrmas de madeira.



No dia 20 de maio, o mundo da arquitetura voltará seus olhos para Veneza e para a inauguração da 18ª edição da Bienal de Arquitetura. Desde que a arquiteta Lesley Lokko foi anunciada como curadora do evento, o ArchDaily tem coberto todos os detalhes da Bienal e sabemos que, dias antes da abertura, surgem muitas dúvidas sobre o evento entre nossos leitores.


Sem incluir uma banheira e sem a necessidade de portas, telas ou cortinas, os chuveiros sem box ou desníveis - também chamados de walk-in - permitem aumentar visualmente o espaço ao projetar banheiros, dando a eles uma imagem limpa e reduzida ao essencial.
No entanto, algumas precauções devem ser tomadas para seu desenho. A coisa mais importante: o chuveiro não pode ser completamente aberto, mesmo que pareça à primeira vista. A maioria dos projetos incorpora um vidro temperado que evita que a água "salte" para fora do espaço do banheiro, fechando sutilmente o espaço. Quando essa divisão transparente não possui marcos, é menos provável a aparência de fungos devido ao acúmulo de água e umidade.

Embora o minimalismo branco continue sendo a norma, as tendências retrô estão voltando seriamente nos designs modernos de banheiros, incorporando toques de cor, acessórios clássicos e superfícies padronizadas. Apesar de muitas vezes serem espaços estáticos e tradicionais nas residências, os banheiros certamente sofreram transformações significativas ao longo dos anos. Enquanto os da década de 1970 trouxeram cores vibrantes como o verde abacate e o amarelo mostarda, os anos 80 introduziram os ladrilhos cerâmicos em tons pastéis mais suaves. Por outro lado, este século estabeleceu o ideal em superfícies brancas e marmorizadas, acabamentos lisos e brilhantes e acessórios prateados. No entanto, mesmo que esse visual todo branco continue a ser o protagonista, aprimoramentos retrô arrojados estão revivendo e se misturando com elementos contemporâneos para criar atmosferas elegantes, mas animadas, com um caráter forte.

Espaços de circulação são geralmente desafiantes para projetistas por servirem, como o nome diz, apenas a passar de um cômodo a outro. Enquanto muitos aproveitam estes espaços como locais de armazenamento, Mies van der Rohe na casa Farmsworth reduziu a circulação ao mínimo, criando uma planta livre completamente isenta de corredores. Quando nos deparamos com circulações verticais, a questão é semelhante. Escadas cumprem ao propósito de vencer a altura entre um pavimento e outro, mas raramente constituem-se em espaços de convívio em interiores. Arquibancadas, por sua vez, desempenham este papel em diversos programas. Se até então eram encontradas apenas em espaços esportivos ou anfiteatros, o uso de arquibancadas se massificou e tem figurado em espaços de escritórios, prédios públicos, escolas e até residências.
