Iwan Baan

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Vidro Arquitetônico 101: Tendências Transparentes para 2024

No século XXI, o vidro se tornou um material fundamental para a arquitetura. Antes limitado a esquadrias e aberturas, hoje o vidro domina fachadas inteiras, especialmente em edifícios altos, onde o fechamento transparente é preferido para maximizar as vistas. Os avanços tecnológicos do vidro têm sido notáveis, transitando de painéis de vidro simples, como os usados nas esquadrias de ferro da Bauhaus, para os sistemas atuais de vidro triplo com preenchimento de gases especializados, como o argônio, projetados para solucionar as antigas limitações térmicas do material.

Vidro Arquitetônico 101: Tendências Transparentes para 2024 - Mais Imagens+ 11

Edifício One River North / MAD Architects

Edifício One River North / MAD Architects - Mais Imagens+ 21

  • Arquitetos: MAD Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  31835 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2024
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Direitos aéreos explicados: equilibrando o ganho privado com o bem público

As transações de direitos sobre o espaço aéreo tornaram-se fundamentais no desenvolvimento urbano, permitindo que as cidades cresçam verticalmente ao mesmo tempo em que preservam recursos de solo limitados. Tipicamente definidos como o direito de usar ou vender o espaço acima de uma propriedade, esses direitos permitem que proprietários/as de imóveis transfiram o coeficiente de aproveitamento (FAR) não utilizado para lotes vizinhos, gerando maior densidade e oportunidades de ganho financeiro. Contudo, essa definição pode variar de acordo com a localidade e a região, uma vez que cada país interpreta de maneira distinta os direitos sobre o espaço aéreo e a capacidade de construí-lo ou transferi-lo. À medida que os centros urbanos enfrentam pressões crescentes devido à escassez de terras e ao crescimento populacional, esses direitos continuam a oferecer uma solução criativa que fomenta a inovação arquitetônica e a eficiência econômica.

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Mulheres arquitetas e suas estratégias materiais: Bo Bardi, Merrick & Hadid

Embora exista mais equilíbrio entre o número de mulheres e homens na arquitetura atualmente, a paisagem era bem diferente há algumas décadas. As mulheres pioneiras arquitetas tiveram que resistir em uma profissão dominada por homens e enfrentaram ceticismo em contextos desafiadores, como os próprios canteiros de obra. Zaha Hadid comentou sobre a dificuldade de inclusão no que chamou de "Boys Club", listando as dificuldades em chegar a acordos ou criar parcerias. Lina Bo Bardi, por sua vez, usou sua forte personalidade para superar o machismo de seu tempo. Embora com essas dificuldades, algumas mulheres sempre encontraram uma maneira de se destacar e trazer contribuições inestimáveis à profissão.

Em diversas ocasiões, lembramos de arquitetos famosos e suas descobertas materiais ao longo do tempo. Mas que tal reconhecer as contribuições das mulheres para a disciplina? Discutir suas explorações materiais pioneiras é essencial para entender seu papel nos projetos. Com uma análise do trabalho das conhecidas arquitetas Lina Bo Bardi, Norma Merrick Sklarek e Zaha Hadid - que introduziram técnicas inovadoras e tendências materiais - a discussão a seguir traz à luz como as ideias das mulheres influenciaram o desenvolvimento da arquitetura. Identificar suas abordagens sobre como gerenciar estruturas e materiais ajuda a entender a personalidade de seu trabalho e como implementar estratégias semelhantes no futuro.

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Pavilhões temporários responsivos ao clima: explorando 4 estruturas efêmeras pela Europa

Pavilhões oferecem aos/às profissionais de arquitetura uma oportunidade única de experimentar, servindo como espaços compactos que desafiam os limites do design e dos conceitos espaciais. Livres de muitas das restrições funcionais convencionais, essas estruturas possibilitam a expressão artística e o teste de novas tecnologias. Muitas vezes, os pavilhões funcionam como laboratórios vivos de arquitetura, inseridos em contextos públicos ou culturais. Eles transformam o entorno em experiências interativas e memoráveis, servindo de palco para que os/as profissionais de arquitetura apresentem suas ideias mais inovadoras. Nos últimos anos, a responsividade climática emergiu como um foco crucial no projeto de pavilhões. Ao utilizar estruturas temporárias como campo de testes para práticas mais sustentáveis, projetistas podem experimentar materiais alternativos e abordagens ambientalmente conscientes que enfrentam a crise climática.

Pavilhões temporários responsivos ao clima: explorando 4 estruturas efêmeras pela Europa - Mais Imagens+ 3

Torre do Sol / OPEN Architecture

Torre do Sol / OPEN Architecture - Mais Imagens+ 31

  • Arquitetos: OPEN Architecture
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  4960 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2024
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Enxertia Arquitetônica: Uma Estratégia para o Projeto Sustentável

A enxertia arquitetônica, conceito popularizado recentemente por Jeanne Gang em The Art of Architectural Grafting, apresenta uma abordagem transformadora para a regeneração urbana e a sustentabilidade. Inspirando-se em práticas botânicas e hortícolas — nas quais novos brotos são implantados em plantas existentes para aumentar sua resiliência —, esse método arquitetônico integra novas estruturas às preexistentes, permitindo que coexistam e se adaptem. Em vez de recorrer à demolição, a enxertia prioriza a adaptação, prolongando a vida útil dos edifícios e salvaguardando sua importância cultural e histórica.

Embora o Studio Gang tenha desempenhado um papel fundamental na difusão desse método, a enxertia arquitetônica incorpora um princípio mais amplo que profissionais de arquitetura vêm utilizando há muito tempo para aumentar a sustentabilidade, conservar recursos e valorizar o patrimônio. Em diferentes escalas — de edifícios individuais a paisagens urbanas —, a enxertia remodela a relação entre o passado e o presente, adaptando estruturas existentes às necessidades contemporâneas ao mesmo tempo que atende às demandas ambientais. Ao propor novos usos para edifícios históricos, essa abordagem fomenta uma evolução sustentável das paisagens urbanas.

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Leitor/a de mentes, arqueólogo/a, psiquiatra, sonhador/a, poeta: a filosofia de projeto de Liz Diller em entrevista ao Louisiana Channel

Em entrevista ao Louisiana Channel, Liz Diller, cofundadora do renomado escritório de arquitetura Diller Scofidio + Renfro, reflete sobre sua trajetória não convencional na arquitetura e sua abordagem inovadora de projeto. Iniciando sua carreira com a aspiração de ser artista, Liz Diller não pretendia originalmente se tornar arquiteta. Sua bagagem artística, que inclui pintura, escultura e cinema, continua influenciando seu trabalho hoje. O que a atraiu para a arquitetura foi uma combinação de curiosidade e praticidade, motivada em parte por preocupações com a viabilidade de uma carreira nas artes.

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Recebendo o Mundo: Hotéis Modernistas na África Ocidental

Em meados do século XX, a maioria dos países do continente africano conquistou sua independência. Aquele período de euforia trouxe consigo um sentimento de otimismo em relação ao futuro e o desejo de romper com o passado. O modernismo, como movimento arquitetônico, mostrou-se ideal para a época, e as nações recém-independentes lançaram amplos programas de construção para se firmarem como estados plenamente soberanos.

Os hotéis são uma tipologia edilícia que ilustra a complexa história arquitetônica e política da época. Alguns foram construídos especificamente para acolher delegações internacionais, outros para impulsionar o turismo, e outros ainda surgiram do desejo de líderes fortes. Embora constituam uma tipologia marginal, diversos hotéis espalhados pela África funcionam como registros físicos de capítulos importantes na história de seus respectivos países.

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Prêmio Aga Khan de Arquitetura anuncia o Grande Júri para a edição de 2025

O Prêmio Aga Khan de Arquitetura anunciou o Grande Júri para o seu 16º ciclo de premiação. O painel independente inclui a arquiteta laureada com o Prêmio Pritzker Yvonne Farrell, o fundador do ArchDaily, David Basulto, e Lucia Allais, diretora do Buell Center. Criado em 1977 por Aga Khan IV, o prêmio busca destacar projetos de arquitetura que gerem um impacto positivo significativo em comunidades islâmicas de todo o mundo. A premiação é realizada em ciclos trienais e conta com uma dotação total de US$ 1 milhão.

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Projetando com Empatia: Arquitetura para a Equidade Social

Áudio disponível

A arquitetura é há muito tempo compreendida como uma ferramenta poderosa para moldar o ambiente físico e as dinâmicas sociais nele inseridas. No entanto, seu potencial para promover a equidade social é muitas vezes negligenciado. O design orientado pela empatia convida arquitetos/as a abordarem seu trabalho não apenas como criadores de espaços, mas como facilitadores de conexões humanas e do bem-estar comunitário. Essa abordagem centra-se na compreensão das experiências de vida, lutas e aspirações das pessoas — particularmente de comunidades marginalizadas — e na resposta às suas necessidades por meio de uma arquitetura inclusiva e atenta. Ela vai além da estética e da funcionalidade, concentrando-se, em vez disso, na criação de espaços que promovam a dignidade, a acessibilidade e a equidade social. Ao priorizar a empatia, arquitetos/as podem projetar ambientes que fortaleçam comunidades, combatam disparidades e criem espaços inclusivos que promovam transformações sociais positivas de maneira tangível e centrada no ser humano.

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O que torna uma cidade resiliente?

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Há cerca de uma década, o termo "planejamento de resiliência" tornou-se onipresente nos círculos de debate sobre o clima. Essa mudança, impulsionada por eventos cada vez mais imprevisíveis, foi moldada em parte pelo programa 100 Cidades Resilientes da Fundação Rockefeller, um esforço de seis anos e 160 milhões de dólares para estabelecer diretores de resiliência em cidades de todo o mundo. Desse programa, encerrado em 2019, surgiu seu sucessor, o Resilient Cities Catalyst (RCC), uma organização sem fins lucrativos sediada em Nova York e dedicada a projetos de "desenvolvimento de capacidades". Por ocasião da Climate Week, conversei com Sam Carter, um dos diretores fundadores do RCC, sobre sua definição de resiliência, os métodos filantrópicos e de planejamento da organização e o desafio de escalar as ações climáticas.

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Guia de Arquitetura de Dakar: 10 obras modernas e contemporâneas que refletem a identidade em evolução da cidade

Uma cidade que desafia as expectativas: é o que muitos/as visitantes costumam dizer sobre a capital senegalesa, Dakar. Como a cidade portuária mais ocidental da África, que conquistou sua independência da França em 1960, Dakar é um polo regional de diversidade e cultura. Embora seja frequentemente descrita como uma cidade inesperadamente elegante e "moderna", com seus edifícios monolíticos característicos e por vezes coloridos, Dakar está, na verdade, em constante desenvolvimento, e cada um de seus distritos tende a refletir um estilo e foco diferentes, dependendo de sua população e das funções predominantes.

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Dakar, uma cidade em constante reinvenção

Dakar é uma cidade em constante desenvolvimento. Desde o período colonial, a capital do Senegal tem passado por profundas transformações em sua definição social, o que, por sua vez, afetou seu tecido urbano e arquitetônico. Desde o mandato francês, que de certa forma forçou a transição das tradições habitacionais locais para um estilo de vida mais "europeu", as engrenagens da mudança foram postas em movimento. Posteriormente, uma notável tentativa pós-colonial de redefinir Dakar tornou-se inevitável. Essa redefinição manifestou-se de diversas maneiras, ainda visíveis hoje, e moldou uma cidade de linguagens arquitetônicas híbridas que desafia as expectativas da maioria dos visitantes. 

Embora o renomado modernismo de meados do século africano estivesse certamente presente nos anos que se seguiram à independência do Senegal em 1960, isso se deveu principalmente à sua popularidade entre profissionais de arquitetura atuantes na região, e não à sua relevância para os esforços de reconstrução da capital.  A abordagem modernista, observada principalmente em edifícios públicos, institucionais e culturais, e que persiste hoje sob um estilo contemporâneo mais indefinido, sempre teve como objetivo projetar Dakar para o mundo. No entanto, ela não refletia a realidade do desenvolvimento da cidade nem o modo de vida de seus habitantes. 

Em um esforço para trazer o foco de volta a Dakar, algumas das coberturas mais recentes do ArchDaily destacaram as diversas iniciativas de desenvolvimento e projeto que buscam proporcionar melhores condições de vida aos seus habitantes. 

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Lembrando o 11 de Setembro: A História da Reconstrução do World Trade Center

Na manhã de 11 de setembro de 2001, dois aviões comerciais sequestrados atingiram as Torres Gêmeas em Lower Manhattan, um terceiro avião atingiu o Pentágono e um quarto caiu na área rural da Pensilvânia. Ao todo, 2.977 pessoas perderam a vida nos ataques terroristas. Diante dessa perda sem precedentes, a cidade de Nova York prometeu reconstruir Lower Manhattan como um bairro vibrante, ao mesmo tempo em que honraria e preservaria a memória daquele dia. Teve início, assim, um dos maiores projetos de reconstrução da cidade de Nova York, um processo que continua em andamento hoje, 23 anos após a tragédia.

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Fundadores do SANAA, Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa recebem o Prêmio Charlotte Perriand 2025

Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, fundadores do renomado escritório de arquitetura SANAA, foram anunciados como os vencedores do Le Prix Charlotte Perriand 2025 pelo Créateurs Design Awards. Anunciado hoje em Paris, na França, o prêmio homenageia contribuições excepcionais para a arquitetura e o design modernos. Conhecidos por seus projetos minimalistas que integram forma, função e meio ambiente, Sejima e Nishizawa seguem sendo reconhecidos como inovadores na área, tendo sido laureados anteriormente com o prestigiado Prêmio Pritzker de Arquitetura em 2010. Sejima e Nishizawa receberão o Le Prix Charlotte Perriand na cerimônia do Créateurs Design Awards em Paris, no dia 18 de janeiro de 2025.

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Design de varandas para a vida urbana: um guia completo

Em áreas urbanas densas, a possibilidade de se conectar com o exterior para lazer e bem-estar torna-se crucial. Isso ficou particularmente evidente durante a pandemia da COVID-19, quando milhões de pessoas em todo o mundo tiveram que permanecer confinadas em suas casas por longos períodos. Independentemente disso, à medida que o mundo se urbaniza cada vez mais, o projeto habitacional de qualidade é vital, o que inclui o acesso ao ambiente externo. Em uma cidade como Londres, essa necessidade foi reconhecida, e garantir um espaço externo em cada habitação tornou-se obrigatório por volta do ano de 2010. Em edifícios multifamiliares de múltiplos pavimentos, a provisão desse espaço externo costuma assumir a forma de uma varanda. As possibilidades de projeto são infinitas; portanto, quais são as principais considerações ao incorporar varandas em um edifício residencial urbano?

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Megacidades, megaprojetos e megafavelas: explorando a urbanização na Índia

Impulsionada pelas ardentes aspirações de crescimento e desenvolvimento da nação, a paisagem social, econômica e física da Índia se transformou. Uma parcela significativa da população da região está em idade ativa e constitui um mercado de dimensões massivas, tornando a Índia uma terra de oportunidades, especialmente aos olhos de investidores/as estrangeiros/as.

Refletindo esse contexto, múltiplas megacidades e megaprojetos caracterizam o ambiente construído e impulsionam a nação rumo ao status de superpotência. Por outro lado, esses projetos visionários, somados à tendência de rápida urbanização, também trazem consigo uma série de efeitos colaterais — a disseminação de assentamentos informais e, consequentemente, os desafios para o desenvolvimento equitativo.

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