Iwan Baan

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Guia de Arquitetura de Baku: 15 projetos que redefinem a capital do Azerbaijão

Algumas cidades crescem pela continuidade; outras se constroem em momentos de aceleração. Baku, no Azerbaijão, parece situar-se em algum ponto intermediário. Seu núcleo histórico, o Icherisheher, ainda mantém uma lógica espacial que resiste à expansão: denso, fechado, definido pela proximidade e pela repetição. No entanto, logo além de suas muralhas, a cidade começa a se transformar. A escala aumenta, as distâncias se ampliam e a relação entre os edifícios passa a se basear menos na continuidade e mais na visibilidade.

Nas últimas duas décadas, Baku tem sido palco de um esforço deliberado para construir uma imagem de si mesma. A riqueza do petróleo forneceu os meios, mas a arquitetura tornou-se uma de suas principais ferramentas. Projetos como o Centro Heydar Aliyev, do escritório Zaha Hadid Architects, ou as Flame Towers são símbolos dessa transformação, com formas projetadas para circular tanto nos meios de comunicação quanto na própria cidade. Trata-se de objetos precisos, controlados e extremamente bem resolvidos. Contudo, eles também introduzem uma lógica urbana distinta, que privilegia a singularidade em detrimento da continuidade e posiciona a arquitetura como um agente de representação.

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Goethe-Institut Sénégal / Kéré Architecture

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  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  1800 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2026
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Leveza Transparente: Quando a Arquitetura Pneumática se Conecta com o Meio Ambiente

Em Seis propostas para o próximo milênio, Italo Calvino explora a leveza sob uma perspectiva literária e argumenta: "À leveza se opõe o peso. Retirar peso produz leveza; ela é um valor, não um defeito." Apoiando-se na mitologia grega, ele reflete sobre um dos feitos de Perseu após decapitar a terrível Górgona Medusa sem ser transformado em pedra. Auxiliado pelos deuses Hades, Hermes e Atena, Perseu voa com suas sandálias aladas e usa um escudo de bronze como espelho para refletir a imagem dela. Apoiando-se, como muitos arquitetos e arquitetas, naquilo que há de mais leve — o vento e as nuvens —, ele também fixa o olhar no que se revela por meio de uma visão indireta: uma imagem refletida no espelho.

Historicamente, a transparência foi naturalizada como uma condição inerente à arquitetura moderna. Com a transição das pesadas paredes portantes para os fechamentos leves em vidro, este material foi introduzido na disciplina, diluindo as fronteiras entre os espaços internos e externos. Em relação à arquitetura inflável, a transparência vincula-se à leveza e à impermanência, deixando rastros temporários nas paisagens que habita. Ao utilizar tecidos ou plásticos como principais materiais e o ar como sistema estrutural, a busca pela leveza no ambiente construído agora reconhece mais de uma única atmosfera de aplicação.

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Um novo Centre Pompidou em Seul e os vencedores do concurso para a UN House of No Waste (HØW): O resumo da semana

Celebrado anualmente em 22 de abril, o Dia Internacional da Mãe Terra pauta o debate arquitetônico desta semana por meio de um apelo urgente para repensar a relação entre o ambiente construído e os sistemas naturais, destacando temas como o rewilding urbano, a restauração de ecossistemas aquáticos e a integração de saberes ancestrais nas práticas de projeto contemporâneas. Por outro lado, a abertura do Salone del Mobile.Milano 2026 e da Milan Design Week 2026 busca reforçar a relevância global do design como plataforma de intercâmbio e experimentação, movimentando a cidade de Milão com uma rede de exposições e instalações voltadas tanto para o setor quanto para o público geral. Entre os anúncios de projetos premiados nesta semana, o concurso House of No Waste (HØW), promovido pelas Nações Unidas, destaca respostas arquitetônicas emergentes aos desafios climáticos e de recursos. Os projetos premiados demonstram estratégias escaláveis para reduzir o desperdício de materiais e o carbono incorporado, ao mesmo tempo em que promovem uma infraestrutura pública adaptável, socialmente responsiva e consciente do uso de recursos.

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Estruturas leves, pegadas pesadas? O paradoxo ambiental dos materiais leves

Utilizando chapas maciças de aço, muitas vezes com vários centímetros de espessura e pesando toneladas, as esculturas de Richard Serra transmitem uma sensação quase improvável de leveza. Esse efeito não resulta de uma redução de massa, mas de como essa massa é organizada: grandes superfícies curvas se inclinam, passagens estreitas comprimem o corpo e elementos aparentemente instáveis criam uma sensação constante de desequilíbrio. Serra transforma o peso em uma experiência espacial dinâmica.

Na arquitetura, a leveza ocupa um papel central pelo menos desde o período moderno. Se tradições anteriores, como as arquiteturas grega e romana, estavam intimamente associadas à estabilidade, e as grandes igrejas à monumentalidade, o século XX introduziu uma mudança decisiva na forma como a matéria é tratada, sobretudo por meio da separação entre estrutura e fechamento.

Galerias David Geffen do LACMA, de Peter Zumthor, são inauguradas em Los Angeles

No domingo, 19 de abril de 2026, o Los Angeles County Museum of Art (LACMA) abriu suas novas David Geffen Galleries ao público. Projetado pelo arquiteto Peter Zumthor, o edifício oferece um espaço expositivo elevado para a coleção permanente do museu. Todas as obras de arte são apresentadas em um único pavimento contínuo e aberto, em uma disposição não hierárquica de culturas, tradições e eras, abrangendo 6.000 anos de história da arte por meio de aproximadamente 155.000 objetos. O espaço é flexível, acomodando diversos projetos curatoriais, bem como os caminhos individuais dos/as visitantes. O projeto marca um novo passo na transformação de duas décadas da instituição em um museu de arte global, sendo o mais abrangente do oeste dos Estados Unidos.

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O que têxteis e translucidez trazem ao espaço público: 5 intervenções leves

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O que os materiais leves trazem ao espaço público sob um princípio de projeto ético, ecológico e não extrativo? Diversas texturas têxteis oferecem um ponto de partida, aproximando-se mais do corpo do que os materiais estruturais pesados convencionais. Graças à sua flexibilidade e responsividade, o tecido possibilita um fechamento suave em vez de uma fronteira fixa no espaço arquitetônico. Ao responder a estímulos ambientais mínimos, ele introduz um movimento contínuo no espaço. Quando sobreposto ou montado, gera gradações de densidade, profundidade e fechamento, ao mesmo tempo que as tecnologias inovadoras de fabricação recentes ampliam as possibilidades de sua forma e durabilidade estrutural.

Os materiais semitransparentes atuam também como mediadores das condições de permeabilidade visual e da experiência corporal do espaço. Ao transmitir e filtrar a luz, eles atenuam os limites claros entre interior e exterior, cheio e vazio, gerando limiares que não são totalmente abertos nem totalmente fechados, mas que estão em constante negociação. Reinterpretar a estrutura no espaço urbano por meio da leveza, da translucidez e da suavidade abre caminho para modos alternativos de percepção espacial e engajamento físico.

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Centro de Ciências Philo no Institut Le Rosey / Bernard Tschumi Architects

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Do desconstrutivismo a conquistas que romperam barreiras: o legado de Zaha Hadid 10 anos após seu falecimento

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Entre 23 de junho e 30 de agosto de 1988, o Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York realizou uma exposição intitulada Deconstructivist Architecture, como parte de um programa "concebido para examinar os desenvolvimentos atuais na arquitetura". Com curadoria de Philip Johnson e Mark Wigley, a mostra focou no trabalho contemporâneo de sete profissionais da arquitetura internacional: Coop Himmelblau, Peter Eisenman, Frank Gehry, Rem Koolhaas, Daniel Libeskind, Bernard Tschumi e uma jovem Zaha M. Hadid. Aos 37 anos, seu trabalho foi apresentado ao mundo como um exemplo do "surgimento de uma nova sensibilidade na arquitetura". O material exposto não era uma maquete ou uma planta, mas sim uma pintura, intitulada The Peak, enviada para um concurso de arquitetura em Hong Kong em 1983. A partir desse ponto de partida, sua contribuição para a arquitetura se aprofundou nas mesmas linhas reconhecidas na época de sua inclusão na mostra: o desenvolvimento de uma linguagem arquitetônica distinta, matemática e, em suas próprias palavras, "fluida", além de sua emergência como uma figura feminina de liderança em um campo historicamente dominado por homens.

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The Line em uma encruzilhada: Revisitando a visão de NEOM para uma cidade utópica

Em 2023, o/a editor(a)-chefe do ArchDaily conversou com Tarek Qaddumi, Diretor Executivo de Design do The Line na NEOM, no encerramento da Exposição do The Line em Riade. Qaddumi descreveu uma cidade tridimensional em camadas, organizada em torno da ideia de uma "esfera de acesso de cinco minutos": comunidades voltadas para pedestres empilhadas verticalmente, conectadas por trens de alta velocidade, livres de carros e da infraestrutura viária convencional, e projetadas para coexistir de forma simbiótica com a paisagem natural do entorno. Tratava-se de uma visão instigante que, no contexto daquele momento, mostrava-se ao mesmo tempo plausível e atraente. Para arquitetos/as e pensadores/as urbanos/as que enfrentam os fracassos do urbanismo do século XX, as ideias propostas mereciam atenção e planejamento.

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Smiljan Radić: Explorações materiais entre a efemeridade e a permanência

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De nacionalidade chilena, Smiljan Radić Clarke desenvolveu um corpo de trabalho que resiste a categorizações fáceis. Seus edifícios frequentemente parecem ao mesmo tempo ancestrais e provisórios, portando uma presença monumental enquanto retêm uma inesperada sensação de fragilidade. Pedra, concreto, madeira, tecido e fibra de vidro são combinados de maneiras inesperadas, produzindo arquiteturas que oscilam entre a permanência e a efemeridade. Em vez de buscar uma linguagem formal estável, o/a laureado/a com o Prêmio Pritzker de 2026 aborda a arquitetura como um campo aberto de experimentação, no qual o comportamento dos materiais e a percepção estrutural são constantemente testados.

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Espaços que sentem de volta: como os edifícios respondem ao comportamento humano

A intenção original dos edifícios sempre foi resolver um problema simples: o abrigo. Por meio da forma e da materialidade, eles protegiam seus ocupantes das intempéries e organizavam a atividade humana. A arquitetura moderna, acompanhando a evolução dos estilos de vida, acrescentou novas prioridades — eficiência, densidade, inovação estrutural e estética. Hoje, as pessoas exigem mais dos edifícios. Os/as ocupantes desejam, cada vez mais, ambientes que apoiem ativamente a maneira como vivem, trabalham e se sentem.

O bem-estar tornou-se uma preocupação central na contemporaneidade. Décadas de pesquisa em psicologia ambiental e ciência da construção revelam que as condições internas podem afetar profundamente a saúde e o comportamento humano. A iluminação influencia os ritmos circadianos e os padrões de sono. A qualidade do ar afeta o desempenho cognitivo e a saúde respiratória. A temperatura e a acústica moldam o conforto e a concentração.

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Crise de acessibilidade à moradia: respostas arquitetônicas e de políticas públicas da Espanha, França, Austrália e Estados Unidos

A crise habitacional atual é um fenômeno global que pode ser amplamente dividido em dois grandes problemas: a escassez de edifícios residenciais e as barreiras de acesso aos que já existem. O déficit é real e concreto no que diz respeito ao que a ONU chama de "moradia adequada para todas as pessoas". Segundo o ONU-Habitat, estima-se que 96.000 novas unidades habitacionais precisariam ser construídas por dia para atender às necessidades da população até 2030. As mudanças climáticas e as migrações forçadas estão ampliando essa lacuna. No entanto, 2,8 bilhões de pessoas em todo o mundo — o que representa quase 40% da população global — não têm acesso a um abrigo estável, terra segura e serviços básicos de saneamento, não apenas pela subprodução, mas também devido a uma barreira econômica: uma crise de acessibilidade financeira. À medida que a demanda cresce e os preços sobem, a moradia, que hoje funciona cada vez mais como uma forma de seguridade social, torna-se alvo de renda de aluguel e especulação imobiliária. Sendo a moradia adequada um direito humano, cresce em todo o mundo a pressão sobre governos e entidades privadas para limitar a especulação e garantir o acesso justo às habitações existentes. A seguir, apresentamos quatro exemplos de iniciativas na Espanha, Austrália, França e Estados Unidos que buscam ampliar com urgência o acesso à moradia e, ao mesmo tempo, conter a especulação.

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Smiljan Radić Clarke: Conheça a obra do vencedor do Pritzker 2026

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O Prêmio Pritzker de 2026 foi concedido este ano ao arquiteto chileno de ascendência croata, Smiljan Radić Clarke. Nascido em Santiago, Chile, em 1965, sua prática evoca uma geografia de extremos, moldada pela tensão tectônica entre o peso monumental dos Andes e a instabilidade sísmica do território. Após se graduar na Pontifícia Universidade Católica do Chile e prosseguir seus estudos em estética em Veneza, Smiljan Radić Clarke estabeleceu sua base em Santiago. A partir dali, desenvolveu uma das visões mais singulares da arquitetura contemporânea. Sua obra privilegia a intensidade do momento por meio de uma arquitetura frágil. Nela, o edifício opera como um refúgio temporário e tátil que coloca o espectador em um estado de incerteza estética, oscilando entre a ruína ancestral e o artefato de vanguarda.

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Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje

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O patrimônio arquitetônico é frequentemente descrito como aquilo que sobrevive ao tempo. No entanto, a sobrevivência não explica por que certos edifícios são preservados enquanto outros desaparecem. Muitas obras hoje protegidas como patrimônio cultural já foram criticadas, contestadas ou abertamente rejeitadas; foram acusadas de serem socialmente equivocadas, materialmente falhas ou simbolicamente excessivas. Com o tempo, contudo, essas mesmas deficiências tornaram-se fundamentais para o seu significado, à medida que o patrimônio se revela como um processo lento e instável de interpretação.

A arquitetura contemporânea opera sob intenso escrutínio, pressionada pela responsabilidade ambiental, equidade social, volatilidade econômica e aceleração das mudanças tecnológicas. Espera-se que os edifícios tenham um desempenho ético, eficiente e simbólico, muitas vezes de forma simultânea. Diante disso, o fracasso arquitetônico deixa de ser uma exceção para se tornar uma condição cada vez mais comum. Os projetos envelhecem mais rápido, os materiais revelam limitações mais cedo e as estratégias urbanas perdem rapidamente a sintonia com as mutáveis realidades políticas, sociais e ambientais.

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Conheça os 15 projetos vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026

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Uma fábrica de conservas revitalizada em uma cidade costeira de Portugal, um parque memorial na Etiópia, uma casa em uma pequena cidade brasileira, um pavilhão de madeira que evoca a herança do Bahrein e outros 11 projetos visionários compõem a lista de vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026. Escolhidos após três semanas de votação pública, os vencedores representam o cenário arquitetônico atual, refletindo uma diversidade de abordagens, materialidades e estéticas, além de revelarem pontos em comum entre diferentes culturas.

Em sua 17ª edição, o prêmio deste ano recebeu mais de 120.000 votos de mais de 100 países, estabelecendo um recorde histórico para a maior premiação de arquitetura do mundo baseada na escolha do público. Os vencedores representam 14 países, culturas e perspectivas diferentes, vindos de Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Dinamarca, Etiópia, Alemanha, Índia, Indonésia, Japão, Portugal, Coreia do Sul, Estados Unidos e Vietnã.

Como as cidades projetam a vida pública à sombra

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As cidades estão aquecendo a aproximadamente o dobro da taxa global, uma tendência acelerada pela rápida urbanização. Embora as temperaturas crescentes estejam remodelando a vida cotidiana em todo o mundo, algumas cidades e bairros, muitas vezes os mais vulneráveis e com menos recursos, estão aquecendo mais do que outros. A razão para isso reside no próprio ambiente urbano. A infraestrutura construída, como vias, edifícios, calçadas e espaços públicos, determina como o calor se desloca pela cidade, onde ele se acumula e por quanto tempo permanece retido. Independentemente da zona climática ou da localização geográfica, a sombra continua sendo a maneira mais eficaz e imediata de resfriar os pedestres e aliviar o ambiente construído.

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Moldando a continuidade arquitetônica: 25 projetos de revitalização em sítios históricos, industriais e naturais

Os sítios de patrimônio constituem arquivos espaciais complexos nos quais a arquitetura, a história e a memória coletiva convergem. Eles abrangem um amplo espectro de contextos—de vestígios arqueológicos, paisagens urbanas antigas e históricas e paisagens tombadas pela UNESCO a estruturas cívicas do início da era moderna e infraestruturas industriais. Contudo, esses ambientes enfrentam desafios: as mudanças climáticas, a transformação urbana, desastres, as novas demandas sociais e a erosão gradual do tecido material. Projetos de revitalização e restauração respondem a essas condições ao posicionar a prática arquitetônica e espacial como uma mediadora ativa entre a preservação e as topologias contemporâneas.

Na prática contemporânea, a conservação é entendida como um processo criativo de adaptação e reinterpretação que atende tanto às comunidades quanto aos habitantes. Ao mesmo tempo, a arquitetura monumental continua a definir a identidade e a paisagem de um lugar para públicos mais amplos e para as futuras gerações. Profissionais de arquitetura e planejamento urbano são chamados a negociar contextos históricos sensíveis ao mesmo tempo em que introduzem novos programas, técnicas e experiências espaciais. Estes profissionais exemplificam diversas abordagens projetuais, incluindo intervenções estruturais precisas, estratégias responsivas ao clima e restaurações materiais meticulosas, ao lado da inserção cuidadosa de novos elementos arquitetônicos. Igualmente importante é o seu compromisso com o conhecimento e a materialidade vernaculares, preservando o caráter local e a especificidade cultural de cada sítio.

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